Pois é. Razão tinha Cristo quando desafiou os fariseus sem pecados a atirarem a primeira pedra à mulher prostituta! Li ontem no Publico, num texto da jornalista Leonete Botelho, com o título "PS chumba norma do PSD e a seguir aprova outra igual", que: "Podia ter sido pacífica a alteração à lei orgânica da Polícia Judiciária (PJ), imposta pelo "chumbo" do Tribunal Constitucional à possibilidade de o Governo criar unidades orgânicas daquela polícia de investigação por portaria - uma forma de lei que não passa nem pelo Parlamento nem pelo Presidente da República. Mas acabou por levantar polémica. Não pelo conteúdo, mas pela forma. É que o PS decidiu votar contra todas as propostas da oposição, incluindo uma do PSD que era literalmente igual à sua, votando de seguida a favor desta. A questão levantou-se em relação ao número 2 do artigo 22: as duas propostas diziam que "as competências das unidades da PJ são estabelecidas por decreto-lei". A Bancada do PSD ficou indignada. Nuno Melo (CDS-PP) e António Filipe (PCP) consideraram que a votação do PS não podia valer. Alberto Martins (PS) rejeitou a tese, dizendo que estava em causa apenas "uma alínea" do corpo de um artigo e que o seu partido estava contra as restantes propostas do PSD. O que motivou a primeira intervenção política do novo líder da bancada "laranja", Paulo Rangel: "Quando há duas alíneas exactamente iguais, não se pode votar contra uma e aceitar a outra", arguiu. Mas considerou que a questão também era política: "É por coisas como estas que o Parlamento sai muitas vezes desprestigiado". Factos são factos. E pelos vistos não é só o PSD da Madeira a fazer isso, conforme acusam os socialistas locais...
Sem comentários:
Enviar um comentário