Eu hoje tomei uma decisão, que é pessoal, e por isso depende apenas de mim, da minha decisão e da minha consciência. A partir de hoje deixo de fazer qualquer tipo de comentário ou de prestar declarações aos meios de comunicação social, porque não quero que a minha opinião pessoal seja vinculada ao partido a que pertenço. Ou seja, mesmo falando em termos pessoais – e tenho sempre o cuidado de o fazer previamente - a verdade é que lá vem o secretário-geral adjunto, referência que de forma inadequada acaba por transformar uma opinião pessoal, à qual tenho a liberdade e o direito de ter com o partido. E um partido devidamente organizado e estruturado como o PSD da Madeira, tem uma liderança, cabendo a esta, e a amais ninguém, falar em nome do partido. Quando somos contactados pelos meios de comunicação social não somos mandatados por ninguém, nem quero, para falar em nome do partido, nem temos forçosamente que pensar da mesma forma, sobre determinados assuntos, de pessoas que no seio dessa nomenclatura partidária, têm uma importância estatutária e política superior à nossa.
Sabem, os meios de comunicação social que regra geral eu correspondia sempre às solicitações, porque compreendo, por experiência própria, o “drama” dos profissionais da comunicação social quando pretendem recolher reacções, opiniões de representantes partidários (ou de pessoas ligadas a partidos?) e confrontam-se com recusas.
Sabem, os meios de comunicação social que regra geral eu correspondia sempre às solicitações, porque compreendo, por experiência própria, o “drama” dos profissionais da comunicação social quando pretendem recolher reacções, opiniões de representantes partidários (ou de pessoas ligadas a partidos?) e confrontam-se com recusas.
O curioso, no meio de tudo isto, é que, depois, somos alvo – não foi o que se passou comigo, entenda-se, mas admito que “pelas costas” isso aconteça - das críticas de uns iluminados, que não passam de broncos que não dizem “duas vezes batatas, mas que se julgam importantes. E, então, à sua irreconhecida (pelos próprios) insignificância e incompetência, refugiam-se na intriga e nos ataques pessoais. Como se as pessoas que falam aos meios de comunicação social, todas, sem excepção, andassem á procura de tachos ou de cargos. Da parte que me toca eu já tive oportunidade de dizer, e repito, que sairei pela mesma porta por onde entrei, com a cara bem levantada e a consciência absolutamente tranquila. Sairei quando quiserem, até recomendarei mesmo que isso aconteça quanto antes, para descanso dos que se querem apoderar do poder e que já se estão a movimentar, ainda pela surdina, para tomar de assalto o partido. Eu recuso a hipocrisia do “make love not war” que caracterizava o movimento hippie dos anos sessenta. Nos partidos em vésperas de grandes mudanças, as guerras internas são inevitáveis e os conflitos e confrontos entre facções ou grupos de interesses e de pressão, estão incontornavelmente aprazados. Como quero estar fora de tudo isso, como não me quero envolver em nada disso, como não tenho que ser alvo dessa mediocridade que luta pela sobrevivência, retiro-me desse protagonismo, abrindo apenas uma última excepção este fim-de-semana, em virtude dos compromissos assumidos. De resto continuarei com este blogue pessoal que em nada me vincula ao PSD – e acho nojento que se procurem conotações como recentemente aconteceu, entre um espaço pessoal e uma determinada posição política - e com o espaço de opinião no JM, enquanto este o tolerar. Esta minha decisão é inabalável, pessoal e assumo-a integralmente.
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