Foram um descalabro os resultados do PND de Manuel Monteiro nas eleições em Lisboa. Por isso, não deixa de ser curiosa a reacção daquele político em declarações ao "Público", que merece destaque neste meu espaço:
"Manuel Monteiro admite deixar a presidência do Partido da Nova Democracia e acredita até que o PND poderia ter alcançado um outro resultado nas eleições de domingo se o líder não fosse ele. "As pessoas consideram-me um político do passado. Foi isso que eu retive da campanha. Senti que as pessoas querem caras novas e por isso a alternativa é renovar os rostos daqueles que estão à frente de projectos políticos", declarou ao PÚBLICO o ex-líder do CDS. "Temos de ter a coragem de perceber que estamos gastos, e de ter a clarividência de reflectir sobre se faz sentido continuarmos na primeira linha do debate de intervenção política. O país está cansado de Marcelos Rebelos de Sousa, de Paulos Portas, de Monteiros e de Marques Mendes e nós não temos consciência disso, em vez de andarmos entretidos com as nossas palmas e com as notícias que saem nos jornais", ajuizou o líder do PND. Anunciando que convocou para sábado um conselho geral onde pretende confrontar o partido com a intenção de deixar a presidência - "o meu serviço ao país, aos ideais do partido e ao projecto do PND não está dependente de eu ser o número um" -, Manuel Monteiro confessou que esperava um outro resultado nas eleições para a Câmara de Lisboa. Ao mesmo tempo, lamenta não ter conseguido "aproveitar a divisão que existiu no PSD nas eleições intercalares de Lisboa" e não encontra explicação para o facto de não ter conseguido capitalizar para o seu projecto político "o mau momento do CDS (...)".
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