A falta de orientação estratégica é um dos principais problemas do Serviço Nacional de Saúde. É o que se lê no Relatório da Primavera do Observatório Português dos Sistemas de Saúde, agora divulgado. O documento admite um aumento de 30 mil profissionais, mas assegura que isso não se traduziu num aumento de produtividade. O Observatório identifica os principais problemas: a disrupção das equipas, o aumento do absentismo e a concorrência do sector privado.
quinta-feira, junho 23, 2022
Regulamentação do lóbi voltará ao Parlamento, garante PS. Não se sabe é quando
Partido do Governo não se compromete com datas. PSD, Chega e PCP não respondem. IL espera para ver. BE mantém posição contra. PAN e Livre irão avançar com iniciativas próprias. Regulamentar é preciso, legislar é que não tem sido possível. A regulamentação do lóbi motiva sucessivos alertas, mas é uma matéria cuja legislação acaba por ser sucessivamente adiada. Um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS), “Os Grupos de Interesse no Sistema Político Português”, tornado público no início desta semana, adverte para o risco da “captura dos legisladores por parte de interesses privados”. Problemas como o conflito de interesses e a falta de transparência têm constituído a base da discussão, e também da discórdia, nas propostas de lei relativas à regulamentação, acrescenta o estudo da FFMS. Com a dissolução da Assembleia da República no horizonte, a Comissão da Transparência e Estatuto dos Deputados sinalizou, em novembro, a vontade de consensualizar as iniciativas sobre o lóbi num texto comum do PS, CDS e PAN. Resultado: a discussão voltou a ser adiada e não se vislumbra na atual legislatura muito mais do que uma manifestação de interesses.
quarta-feira, junho 22, 2022
Ameaças contra políticos disparam no Canadá. Deputados vão receber botões de pânico com ligação direta à polícia
A medida é avançada pelo ministro canadiano da Segurança Pública, que alerta para o aumento do assédio, da intimidação e de ameaças contra os membros do parlamento. Devido à “muito negativa e tóxica retórica que vemos online” contra os deputados e membros do governo canadiano, o ministro Marco Mendicino disse que os parlamentares vão receber botões de pânico com ligação direta às autoridades policiais. De acordo com informação veiculada pela imprensa, Mendicino admitiu já ter recebido ameaças de morte via online e que o Primeiro-Ministro Justin Trudeau, em 2021, foi agredido com pedras durante um comício político em setembro. “É uma situação muito preocupante”, alerta o ministro, apelando a que é necessário que os deputados possam “ter debates vigorosos” sem estarem sob ameaças de agressão física e até ameaças às suas próprias vidas. O ministério da Segurança Pública do Canadá estará também a entregar aos deputados câmaras, alarmes e outros dispositivos que possam instalar nas suas casas, e ser-lhes-á dada formação sobre como lidar com situações que possam degenerar em situações de violência. Citado pelo portal ‘VOA’, o Primeiro-Ministro canadiano disse que “Sabemos que infelizmente existe lá fora uma quantidade significativa de fúria e frustração direcionada ao governo, direcionada a oficiais”. “Precisamos de garantir que qualquer pessoa que se chegue à frente para servir a sua comunidade a qualquer nível está segura”, sublinhou Trudeau (Multinews, texto do jornalista Filipe Pimentel Rações)
57% dos portugueses dizem que o seu nível de vida caiu com guerra na Ucrânia
Segundo o Eurobarómetro, quase 60% dos portugueses sentem que as consequências da guerra na Ucrânia já reduziram o seu nível de vida e preveem que continue no próximo ano. Depois da Bulgária, Portugal surge, a par com o Chipre, como o segundo país da União Europeia (UE) onde a população diz mais sentir o impacto das consequências da guerra na Ucrânia no seu nível de vida. De acordo com o Eurobarómetro Especial do Parlamento Europeu Primavera 2022, publicado esta quarta-feira, 57% dos portugueses consideram que os efeitos da invasão russa já reduziram o seu nível de vida e preveem que isso continuará ao longo de 2023, contra 40% dos europeus que diz já ter sentido as consequências do conflito. Mas não é só nessa questão que os portugueses se distanciam da generalidade dos cidadãos europeus. Por serem dos primeiros a dizerem sentir as consequências da guerra, olham também de forma diferente para o que devem ser as prioridades da UE. Enquanto 59% dos europeus defendem que a liberdade e a democracia devem ser uma prioridade mesmo que isso afete os preços e o custo de vida, apenas 49% dos portugueses desejam o mesmo. Aliás, questionados se manter os preços e o custo de vida deve ser uma prioridade ainda que afete os valores europeus comuns, 45% de portugueses entendem que sim, contra a média europeia de 39%.
Semana de trabalho de 4 dias: metade dos portugueses considera uma “boa decisão” para a economia nacional, revela sondagem
É de 50,2%, mais de metade, a percentagem de portugueses que considera que a semana de trabalho de quatro dias é uma “decisão boa” para a economia nacional. Os dados são do barómetro mensal da Intercampus para o ‘Negócios’, ‘Correio da Manhã’ e ‘CMTV’, que revelam ainda que, também a maioria, não quer deixar de trabalhar um dia, se isso implicar uma descida dos salários que recebem atualmente. Os portugueses que não veem vantagens nesta redução semanal para a economia são 35,7% e 14,1% disse não saber qual será o impacto ou não respondeu. A faixa etária dos portugueses mais jovens é a que vê mais vantagens nesta medida, sendo que 65,9% dos inquiridos entre os 18 e os 34 anos disseram que é uma “decisão boa” em termos económicos. Inversamente, a faixa etária mais velha encontra mais entraves a esta implementação, sendo que só 41,7% admite os benefícios que uma semana mais curta pode trazer em termos de produtividade. A taxa de aceitação da semana de quatro dias é também acima dos 60% para a população com mais escolaridade, revela ainda a sondagem (Executive Digest)
Presidente da Comissão Europeia alerta para possíveis dificuldades no abastecimento de energia no inverno
Ursula Von der Leyen realça que há três pilares para evitar o cenário de rutura em pleno inverno: diversificar fontes de abastecimento, mudar comportamentos e investir em energias renováveis. A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, admite que “há claramente ainda mais urgência para aprovar pacotes legislativos” para reduzir a dependência energética da Rússia. “A situação em que nos encontramos, neste momento, é difícil. E infelizmente, estes tempos difíceis não deverão tornar-se mais fáceis”, refere em entrevista ao jornal “Público”. Ursula Von der Leyen explica que há “diferentes graus de emergência em função do comportamento da Rússia”. "Já temos seis Estados-membros afetados com um corte parcial ou total do abastecimento, o que só comprova a total falta de fiabilidade da Rússia”, acrescenta. “Levamos muito a sério a situação em que nos encontramos, sabemos que a solução no curto prazo passa por diversificar as nossas fontes de abastecimento”, diz a líder europeia. Ursula Von der Leyen realça que há três pilares para evitar o cenário de rutura em pleno inverno: “Já assinámos um acordo com o Presidente dos Estados Unidos para o aumento do fornecimento de Gás Natural Liquefeito e estamos gratos à Noruega que também está a aumentar o abastecimento”; “há um segundo pilar muito importante que tem a ver com a eficácia e eficiência energética. Podemos poupar muita energia através do nosso comportamento”; “a terceira parte, que é a mais importante, é o investimento em energias renováveis, que são boas para o clima, são boas para a nossa independência e são boas para a nossa segurança energética” (Expresso)
Eurostat: Poder de compra dos portugueses afunda
Se em 2021 o poder de compra dos portugueses já estava a cair, em 2022 não será diferente e o aumento da inflação só vem piorar as perspetivas. Produtos estão cada vez mais caros. Em Portugal, o consumo individual real (AIC, na sigla em inglês) per capita – um indicador que avalia o bem-estar material das famílias – ficou 17% abaixo da média da União Europeia (UE) no ano passado, um valor que representa um agravamento de dois pontos percentuais face a 2020. Os dados, avançados esta segunda-feira pelo Eurostat, mostra então que a capacidade de compra dos portugueses caiu para os 83% em 2021. Feitas as contas, o consumo individual real per capita expresso em padrões de poder de compra (PPS) variou de 63% a 146% da média da UE nos 27 Estados-Membros. Nesse mesmo período em análise, nove Estados-Membros registaram AIC per capita acima da média da UE. O Luxemburgo (46%) foi o único Estado-Membro que registou uma AIC per capita 25% ou mais acima da média da UE. Na Dinamarca, Alemanha, Holanda, Bélgica, Áustria, Suécia, Finlândia e França, os níveis estavam 10% ou mais acima da média da UE.
Os dados do gabinete de estatística europeu mostram ainda que, em treze Estados-Membros, a AIC per capita situava-se entre a média da UE e 25% abaixo. Nesta categoria, registaram-se diferenças significativas entre os Estados-Membros: em Itália, Lituânia, Chipre e Irlanda, os níveis situaram-se 10% ou menos abaixo da média da UE, enquanto Eslovénia, Espanha, República Checa, Polónia, Portugal, Malta e Roménia situaram-se entre 11% e 20% abaixo. A Estónia e a Grécia ficaram 21% e 23% abaixo da média da UE, respetivamente.
Embaixador russo na ONU aponta Portugal entre países “responsáveis por arrastar” guerra na Ucrânia
O embaixador da Rússia junto da ONU incluiu ontem Portugal numa lista de países fornecedores de equipamento militar a Kiev, acusando-os de serem “diretamente responsáveis pelo arrastar” da guerra. Numa reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a situação na Ucrânia, Vasily Nebenzya criticou o Ocidente por fornecer armamento e artilharia de longo alcance a Kiev, visando atingir “a população civil de língua russa” na região do Donbass (leste ucraniano).
Aviação: convocações de greve no sector aéreo agitam céus da Europa
Desemprego na Madeira diminuiu 9,3% entre abril e maio e 40,3% face ao período homólogo
terça-feira, junho 21, 2022
Tribunal intima a Comissão Liquidatária do BPP a fazer rateios parciais dos valores depositados
Notícias pagas online? Portugueses não aderem muito…
Ao longo dos últimos anos temos assistido à tentativa de monetização de notícias no mundo digital. Vários canais têm vindo a implementar mecanismos de pagamento para consumo de conteúdos. No entanto, o pagamento por notícias online tarda "em ganhar dimensão no mercado nacional". Conheça os mais recentes resultados de um estudo. Apenas 12% pagam por notícias online...
Número de portugueses interessados em notícias diminuiu
O interesse por notícias em Portugal diminuiu, entre 2021 e 2022, 17,5 pontos percentuais, quebras transversais a toda a sociedade, mas mais acentuadas em quem tem menos rendimentos e escolaridade, segundo o Reuters Digital News Report, divulgado hoje. "O interesse por notícias caiu, em Portugal, 17,5 pontos percentuais entre 2021 e 2022 - 51,1% dos inquiridos do Reuters DNR [Digital News Report] 2022 dizem ter interesse em conteúdos noticiosos em geral face a 68,6%, em 2021", pode ler-se no inquérito. Já a "proporção de inquiridos que dizem não ter interesse em notícias mais do que duplicou, aumentando em 5,5 pontos percentuais face ao ano anterior", passando de 5,0% para 10,5%.
O estudo, com coordenação científica internacional do Instituto da Reuters para o Estudo do Jornalismo, e com coordenação do apoio à recolha em Portugal do OberCom - Observatório da Comunicação e autoria de Gustavo Cardoso, Miguel Paisana e Ana Pinto-Martinho, baseou-se em dados recolhidos entre 14 de janeiro e 10 de fevereiro, antes da invasão da Ucrânia pela Rússia. Assim, "a quebra geral no interesse por notícias poderá estar relacionada com a excessiva dupla-tematização da agenda noticiosa em torno dos temas pandemia e eleições legislativas 2022", consideram os autores do estudo hoje divulgado.
"As quebras no interesse por conteúdos noticiosos são transversais a toda a sociedade portuguesa, em todas as demografias, registando-se, no entanto, quebras mais acentuadas entre os portugueses com menores rendimentos e escolaridade mais baixa", aponta o Reuters DNR de Portugal.
Segundo o documento, "quase sete em cada 10 portugueses com rendimento alto (acima de €25.000/ano), dizem-se interessados por notícias (68,3%), face a apenas cerca de quatro em cada 10 portugueses utilizadores de Internet com rendimento baixo (até €4.999/ano) (41,9%)". Relativamente à escolaridade, "66,3% dos portugueses com escolaridade elevada (algum grau superior) dizem ter interesse em notícias, enquanto apenas 41,1% dos indivíduos com escolaridade baixa manifesta esse interesse". Outro dos pontos referidos relaciona-se com o ato de evitar as notícias, que "aumentou de forma significativa entre 2017 e 2022", já que há cinco anos a percentagem de quem afirmava nunca evitar conteúdos noticiosos era de 47%, passando para 21,7% este ano.
As razões para evitar notícias prendem-se com "o excesso de notícias sobre a covid-19 (36,1%), o cansaço com o excesso de notícias em geral (25,8%), e o facto de as notícias afetarem negativamente o humor (20,2%)".
Ainda assim, os portugueses continuam a ser dos públicos que mais confiam em notícias, estando no segundo lugar dos 46 países inquiridos, com 61% dos inquiridos a relatar confiança nas notícias, apenas atrás da Finlândia e em igualdade com a África do Sul, estando "19 pontos percentuais acima da média global de 42%".
Quanto às fontes de notícias, a maioria das pessoas inquiridas continua a utilizar a televisão (53,6%), seguindo-se as redes sociais (19,6%), a Internet excluindo redes sociais (16,5%), a rádio (7,1%) e a imprensa (3,2%). O estudo revela ainda que num total de 15 marcas, mais de 70% dos portugueses inquiridos manifestaram confiança em nove: RTP, SIC, Jornal de Notícias, RFM, Rádio Comercial, Expresso, Público, TSF e RDP Antena 1.
"RTP, SIC e Jornal de Notícias destacam-se particularmente, com mais de três quartos dos portugueses que utilizam a Internet a afirmar confiar nestas marcas (77,8%, 77,6% e 76,0%, respetivamente)", refere o documento. O Reuters Digital News Report 2022, 11.º relatório anual do Reuters Institut for the Study of Journalism, foi feito a partir de inquéritos a mais de 90 mil utilizadores da Internet em 46 países, incluindo Portugal (Jornal da Madeira)
Governo dos Açores vai apoiar contratação no turismo, restauração e hotelaria
O Governo dos Açores vai atribuir às empresas um apoio que pode chegar até aos 36 mil euros por cada trabalhador contratado sem termo e a tempo completo na restauração, hotelaria e turismo, anunciou hoje a secretária Regional do Emprego. A medida de incentivo e apoio à contratação sem termo e a tempo completo nos setores da restauração, hotelaria e turismo, designada ‘TURIS.ESTAVEL’, foi hoje apresentada pela secretária Regional da Juventude, Qualificação Profissional e Emprego do executivo da coligação PSD/CDS-PP/PPM, Maria João Carreira. “Face à dificuldade que as entidades ligadas ao turismo têm manifestado no que respeita ao recrutamento de trabalhadores, afigura-se fundamental a criação de medidas estabilizadoras da situação dos trabalhadores nestes setores de atividade e, simultaneamente, a promoção da respetiva formação profissional”, justificou Maria João Carreiro. Numa conferência de imprensa, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, a titular da pasta do Emprego referiu que os setores do turismo, da hotelaria e da restauração foram “os que mais sentiram o impacto da pandemia” de covid-19.
Organizações religiosas e sindicatos entre associações em que cidadãos menos confiam
As organizações religiosas ou ligadas à Igreja Católica e os sindicatos são as associações em que os cidadãos menos confiam, por oposição às associações ambientalistas, concluiu um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos hoje divulgado. “Relativamente à confiança nas organizações, as organizações religiosas ou ligadas à Igreja e os sindicatos são as associações em que os inquiridos menos confiam (apenas 18% e 20% dos inquiridos confia nestas organizações, respetivamente), por oposição às associações ambientalistas, nas quais 38% dos inquiridos confia”, revela o estudo, referindo-se a organizações religiosas das diversas confissões e à Igreja Católica. Coordenado pelo investigador Marco Lisi, o estudo “Os Grupos de Interesse no Sistema Político Português”, analisa a ação dos grupos de interesse em Portugal, a sua visibilidade na comunicação social e papel no processo legislativo, e é apresentado hoje às 09:00 num evento digital no sítio da internet da Fundação Francisco Manuel dos Santos.
O resumo do estudo, a que a agência Lusa teve acesso, aponta para que, em geral, 50% dos inquiridos considera que “todo o cuidado é pouco” relativamente às associações, independentemente do tipo de organização considerada, ao passo que 36% se situa “na posição intermédia”, isto é, “apresenta uma orientação ambivalente, nem positiva nem negativa”.
Lobbying: sistema político português “oferece múltiplos pontos de acesso aos grupos de interesse”, revela estudo
Sondagem: Quase 92% dos portugueses defende que a Saúde é a área que mais precisa de reformas
Quase 92% dos portugueses considera que a área da Saúde é aquela que mais precisa de reformas e mudanças, numa altura em que as Urgências de Obstetrícia e Ginecologia de vários hospitais do País têm fechado portas. A conclusão é do barómetro da Intercampus para o ‘Correio da Manhã’, ‘CMTV’ e ‘Negócios’, que questionou os portugueses sobre a necessidade de realizar grandes reformas em áreas como a Economia, a Justiça, a Saúde, a Segurança Social e o Trabalho: 91,5% responderam que sim, contra 6,1% que acham que não. A Saúde foi a área que mais se destacou como a que precisa de mudanças, com 91,9% dos inquiridos a apontá-la. Segue-se a Justiça, com 89,4%, e a Educação, com 86%. Já o Ambiente é a última área que os portugueses acham que precisa de mudanças, com 72,1% a mencionar o setor. Questionados sobre as expectativas de melhoria nos vários setores, apenas 30,8% acham que a Saúde vai melhorar, apesar de esta ser a área em que acham que se vão observar mais melhorias. Por outro lado, a Justiça é a área em que têm menos esperança de melhorias (17,3%). Por último, 65,8% dos portugueses considera que o Governo de António Costa não vai realizar as reformas propostas e 93% defende que o Executivo deveria fazer reformas importantes, por ter uma maioria absoluta (Multinews)
Crise alimentar desencadeia batalha por novas despensas globais. Fertilizantes são “uma bomba-relógio prestes a explodir”
Putin cita Mark Twain para abordar problemas de saúde: “rumores sobre a minha morte foram muito exagerados”
No Fórum Económico Mundial, que aconteceu no final da semana passada em São Petersburgo, o Presidente russo recorreu a uma citação do escritor norte-americano para dizer que estava bem de saúde, embora tenha falhado na tradução. “Como Mark Twain disse: ‘Os rumores sobre a minha morte foram muito exagerados’”, disse Vladimir Putin. Contudo, de acordo com o biógrafo do escritor norte-americano, a citação correta seria “A notícia da minha morte tem sido bastante exagerada”, conta a ‘Fortune’. Têm sido várias as notícias que ao longo dos anos dão conta da deterioração da saúde do Presidente russo, tendo em maio um oficial militar da Rússia dito mesmo que Putin estaria “muito doente” devido a doença oncológica. O Kremlin nunca confirmou qualquer doença.
Por outro lado, também o general ucraniano Kyrylo Budanov, citado pela ‘Sky News’, tinha apontado que Putin estaria tão doente que teria de ser encontrado um sucessor para ocupar o lugar que seria eventualmente deixado vago pela saída do atual líder, um processo que estaria já em curso.
64% dos norte-americanos não quer Joe Biden para um novo mandato. E 55% também não quer Trump, revela sondagem
A população dos Estados Unidos da América parece ter vindo a perder confiança no atual Presidente, especialmente no quadro de uma inflação crescente que já atingiu os valores mais altos das últimas décadas. Uma sondagem realizada pela ‘Yahoo News’ e pela empresa de estudos de mercado ‘YouGov’ demonstra que apenas 21% dos norte-americanos gostaria de voltar a ver Joe Biden num novo mandato na Presidência dos EUA. Do lado do “não”, 64% dos norte-americanos disseram não querer que Biden se recandidate ao cargo em 2024, sendo que 15% admitiram estar indecisos. Por outro lado, 31% quer que o antigo Presidente Donald Trump volte a concorrer à liderança do país daqui a dois anos, mas 55% tem uma opinião contrária, e não quer repetir a experiência. Quanto às preferências dentro dos seus próprios partidos, Joe Biden conta com um menor apoio dos Democratas, comparativamente ao apoio que Trump tem dos membros da sua força política. Menos de metade (43%) dos Democratas quer que Biden volte a concorrer à Presidência em 2024, ao passo que 58% dos Republicanos apoia uma recandidatura de Trump à liderança do governo. Dos Democratas que não querem voltar a ver Biden na Casa Branca, 40% votaram nele em 2020. No campo Republicano, dos que defendem que Trump não deve voltar a concorrer ao cargo, somente 21% votaram nele há dois anos (Multinews, texto do jornalista Filipe Pimentel Rações)





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