segunda-feira, outubro 26, 2020
ADSE acaba com saldo positivo ano marcado pela pandemia
Excedente da ADSE vai crescer em 2020 “pelos piores
motivos”
Houve uma redução de 35% das faturas apresentadas pelos beneficiários à ADSE em 2020. Tal deverá levar a um excedente superior aos 50 milhões de euros registados em 2019.
A presidente da ADSE (Instituto de Proteção e Assistência na Doença)
admite que o excedente da operação em 2020 será superior ao do ano passado por
causa da quebra da despesa devido à pandemia. “Pelos piores motivos“,
classifica Maria Manuela Faria, explicando em entrevista ao Jornal de Negócios
e à Antena 1 que os custos diminuíram porque houve menos consultas devido ao
“medo no recurso aos cuidados de saúde” no início da pandemia.
Em 2019, a ADSE conseguiu um saldo positivo de 50 milhões de euros, o
qual deverá ser superado este ano com a quebra do número de consultas e meios
de diagnóstico verificada até ao verão. Em concreto, houve uma redução de 35%
das faturas apresentadas à ADSE pelos beneficiários. Quanto aos atrasos nos
reembolsos, a presidente assegura que a regularização passará a ser de 60 dias,
graças ao recurso a serviços externos, existindo neste momento 230 mil
reembolsos por fazer.
Maria Manuela Faria também esclareceu que as negociações com os privados
relativamente aos valores das tabelas estão a “correr bem”, após o confronto do
ano passado. A presidente da ADSE garante que a revisão não se traduzirá num
aumento exponencial de transferências financeiras para os privados. Contudo, as
novas tabelas não deverão estar prontas para entrarem em vigor em janeiro do
próximo ano (ECO)
Pandemia desequilibra sistema de Segurança Social
***
Pandemia encurtou em 10 anos almofada financeira das pensões
Na notícia avançada pelo “Público”, na análise da sustentabilidade do
sistema de Segurança Social, o Governo, 2020, apontava que os primeiros saldos
negativos do sistema providencial chegassem “no final da década de 2020”.
Agora, na proposta de OE para 2021, os números apresentados mostram que na verdade
o primeiro défice é agora esperado alguns anos mais cedo.
Bastaram dez meses para que se tivesse encurtado em uma década o prazo
previsto até ao esgotamento do fundo que serve de almofada financeira para o
sistema de pensões. Este tombo nas pensões foi provocado por uma contracção
recorde da economia e um aumento abrupto das necessidades de apoios sociais por
parte dos portugueses motivados pela pandemia.
Segundo a notícia avançada pelo “Público“, este domingo, no Orçamento de
Estado (OE) para 2020, na análise da sustentabilidade do sistema de Segurança
Social, o Governo apontava que os primeiros saldos negativos do sistema
providencial chegassem “no final da década de 2020”. Agora, na proposta de OE
para 2021, os números apresentados mostram que na verdade o primeiro défice é
agora esperado alguns anos mais cedo.
Nos números publicados, referentes apenas aos últimos anos de cada
década (2030, 2040, 2050 e 2060), verifica-se que se está a antecipar um défice
bem mais elevado em 2030. No OE 2020, o défice projectado era de 424 milhões de
euros e agora é de mais do dobro: 987 milhões. Um resultado mais negativo que
faz supor que o primeiro défice se possa verificar alguns anos antes do final
da década.
Depois, relativamente ao Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social, que começa a ser usado a partir do momento em que se registam défices, as diferenças entre as projecções feitas no OE2020 e no OE2021 são muito significativas. Há dez meses, o executivo previa “um esgotamento do fundo na segunda metade da década de 2050”. Agora, estima que “o fundo se esgote na segunda metade da década de 40” (Jornal Económico)
Venezuela: Leopoldo López escapa a Maduro
O líder da oposição venezuelana estava refugiado há um ano e meio na Embaixada de Espanha em Caracas de onde saiu este sábado rumo a Madrid.
Será possível eliminar a Covid-19?
Continua o debate sobre se a imunidade de grupo será o segredo
para erradicar a doença
O uso de máscara,
o distanciamento físico e a lavagem das mãos são eficazes a controlar o
contágio pelo vírus SARS-CoV-2. Assim como a testagem, o isolamento e o
rastreamento dos contactos dos casos positivos. No entanto, estes cuidados não
garantem a eliminação da doença.
Será que existem
medidas capazes de erradicarem a Covid-19? Aparentemente, a imunidade de grupo
poderia ser a resposta a esta questão, mas é preciso cautela na análise,
aconselha o professor de Epidemiologia Experimental da Universidade Trinity
College, na Irlanda, Kingston Mills.
A recuperação de
uma infeção viral está habitualmente associada ao desenvolvimento de imunidade,
mas a reação do sistema imunitário à Covid-19 não está totalmente esclarecida
pela ciência. Ainda não se sabe, por exemplo, se a infeção pelo SARS-CoV-2
garante proteção, a posteriori, contra uma reinfeção.
A Suécia teve dez vezes mais mortes por milhão de habitantes do que as vizinhas Finlândia e Noruega.
Quando é que uma pandemia acaba?
Sabemos que a Covid-19 está a
propagar-se por todo o mundo desde 11 de março de 2020. Já decretar o seu fim
pode ser bem mais complicado
“Quando é que a
pandemia acaba? Vai ser muito parecido àqueles filmes em que, depois da palavra
‘fim’, ainda demora uma série de tempo até passarem todos os créditos…”. A
imagem que nos é revelada por Carlos Matias Dias, médico de saúde pública e
coordenador do departamento de epidemiologia do Instituto Nacional de Saúde Dr.
Ricardo Jorge –INSA, representa na perfeição a resposta à pergunta que ecoa nas
nossas cabeças há algum tempo. Perante uma doença infecciosa que se dissemina
por todo o mundo, saber quando é que uma pandemia acaba é a resposta que todos
procuram. Os exemplos da história dão uma ajuda, mas…
Sabemos, antes de mais, que nem vale a pena pensar que já dura há uma eternidade, sobretudo quando a realidade insiste em devolver-nos um retrato pior a cada dia. O mais avisado, repetem-nos especialistas e indicadores matemáticos, é prepararmo-nos para pelo menos mais ano e meio de máscaras, álcool-gel e distanciamento social. Já os menos otimistas apostam que, ao ritmo atual de infeções, arriscamo-nos a ter pandemia para os próximos dez anos.
As contas (fáceis) do OE-2021 já aprovado na generalidade
Votos contra o OE-2021 (106)
PSD, 79 deputados
CDS, 5
Bloco Esquerda, 19
Chega, 1
Iniciativa Liberal, 1
Votos a favor (108)
PS, 108
Abstenção, 16
PCP, 12
PAN, 3
1 ex-deputada do PAN
Desconhecidos, 1
1 ex-deputada do Livre
Natal e Ano Novo em tempos de Covid: «Seguramente não estarão reunidas condições para festividades de qualquer natureza»
Portugal vive
tempos excecionais devido à crise de saúde pública da Covid-19, enfrentando
atualmente o estado de calamidade, que implica diversas restrições e limites à
liberdade individual e coletiva de cada um, necessários para conter a
propagação do vírus.
Muito se tem
falado sobre as festividades que se aproximam a passos largos, o Natal e a
Passagem de Ano, com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a
referir a possibilidade, ainda que remota, de podermos ter de «repensar o
Natal», dividindo os elementos da família, para evitar ajuntamentos que podem
pôr em risco a saúde de todos.
Perante este
cenário, a ‘Executive Digest’ contactou dois especialistas em epidemiologia e
saúde pública, no sentido de perceber a sua visão sobre o contexto vivido
atualmente, bem como sobre as expectativas ou conselhos para as épocas festivas
que se avizinham. Será mesmo necessário repensar as celebrações? Serão as
medidas impostas suficientes para controlar a pandemia? Conheça as respostas.
Natal ou Passagem de Ano: Qual o mais arriscado? Há condições para decorrerem normalmente?
Açores: Parlamento regional com representantes de sete forças políticas
A Assembleia Legislativa dos Açores passará a ter representantes de sete forças políticas, com o Chega, a Iniciativa Liberal e o PAN a chegar pela primeira vez ao parlamento regional onde o PS já não terá maioria absoluta. Nas eleições regionais de domingo, o PS venceu com 39,13%, elegendo 25 deputados, menos cinco do que há quatro anos, o que levou a que perdesse a maioria absoluta com que governava desde 2000. Para renovar a maioria absoluta, os socialistas necessitavam de conquistar pelo menos 29 dos 57 lugares do parlamento regional.
De acordo com
resultados provisórios divulgados pela Direção Regional de Organização e
Administração Pública (DROAP), o PSD foi a segunda força política mais votada,
com 33,74% dos votos e 21 parlamentares, mais dois do que nas últimas eleições
regionais.
O CDS-PP continua
a ser o terceiro partido com maior representação no parlamento regional, mas
perdeu um dos quatro mandatos conquistados há quatro anos. Com 5,5%, os
democratas-cristãos terão agora três parlamentares, embora a coligação que
juntou o CDS-PP e o PPM no círculo do Corvo tenha conseguido eleger um deputado
que, porém, integrará o grupo parlamentar dos monárquicos.
Na ‘estreia’ em
eleições para a Assembleia Legislativa Regional dos Açores, o Chega foi a
quarta força política mais votada, com 5.06% dos votos, e elegeu dois
deputados.
O BE, que em 2016
foi o quarto partido mais votado, manteve os dois mandatos conquistados há
quatro anos, com 3,6% dos votos.
O PPM, com 2,34%
dos votos, manteve o lugar conquistado há quatro anos e conseguiu eleger mais
um deputado com a coligação que fez com o CDS-PP no círculo do Corvo.
A Iniciativa
Liberal, que também concorreu pela primeira vez às eleições regionais dos
Açores, teve 1,93% dos votos e elegeu um deputado.
Com uma
percentagem idêntica e apenas menos oito votos, o PAN chegou também pela
primeira vez ao parlamento regional, com um parlamentar.
A coligação
PCP/PEV, que em 2016 tinha garantido um mandato e obtido o quinto lugar nas
eleições, perdeu quase 700 votos e deixou de ter representação no parlamento
regional. Nas eleições de domingo ficou em nono lugar, com 1,68% dos votos.
A Aliança, que
concorreu pela primeira vez ao parlamento açoriano, obteve 0,41%, o Livre
0,35%, o MPT 0,15% e o PCTP/MRPP 0,14%.
Nas eleições de
domingo, registaram-se 2,52% de votos brancos (2.618) e 1,20% de votos nulos
(1.251).
A abstenção foi de
54,58%, a segunda maior de sempre, mas inferior à verificada há quatro anos
(59,16%).
Lista dos 57
deputados eleitos por partido e círculo eleitoral
PS – 25 MANDATOS:
SÃO MIGUEL: Vasco
Cordeiro, Sandra Faria, Patrícia Miranda, Rui Anjos, Francisco César, Maria
Carvalho, Vilson Gomes, José Contente, Célia Pereira
TERCEIRA: Sérgio
Ávila, Tiago Lopes, Andreia Costa, Rodolfo Franca, Berto Messias
FAIAL: Ana Luís,
Tiago Branco
SANTA MARIA:
Bárbara Chaves, João Costa
PICO: Miguel
Costa, Mário Tomé
GRACIOSA: José
Ávila, Manuel Ramos
SÃO JORGE: Maria
Isabel Teixeira
FLORES: José
Eduardo
CORVO: Iasalde
Nunes
PSD – 21 MANDATOS
SÃO MIGUEL: José
Manuel Bolieiro, Pedro Cabral, Sofia Ribeiro, Jaime Vieira, Sabrina Furtado,
Flávio Soares, António Viveiros, Délia Melo, José Machado
TERCEIRA: António
Ventura, Rui Espínola, Vânia Ferreira, Paulo Gomes
FAIAL: Carlos
Ferreira, Luís Garcia
SANTA MARIA: Elisa
Sousa
PICO: Marco Costa,
Carlos Freitas
GRACIOSA: João
Costa
SÃO JORGE: Paulo
Silveira
FLORES: Bruno Belo
CDS – TRÊS
MANDATOS:
COMPENSAÇÃO: Nuno
Gomes
TERCEIRA: Artur
Lima
SÃO JORGE:
Catarina Cabeceiras
CHEGA – DOIS
MANDATOS
COMPENSAÇÃO: José
Pacheco
SÃO MIGUEL: Carlos
Furtado
BE – DOIS MANDATOS:
COMPENSAÇÃO:
Alexandra Manes
SÃO MIGUEL:
António Lima
PPM – UM MANDATO:
FLORES: Gustavo
Alves
PPM/CDS – UM
MANDATO:
CORVO: Paulo
Estêvão
IL – UM MANDATO:
COMPENSAÇÃO: Nuno
Sousa
PAN – UM MANDATO:
COMPENSAÇÃO: Pedro
Neves (Açoriano Oriental)
Açores: BE, CDS, CHEGA, IL e PAN elegem pelo círculo regional de compensação
Bloco de Esquerda, CDS-PP, CHEGA, Iniciativa Liberal e PAN ocuparam no domingo os cinco mandatos pelo círculo de compensação para a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, numas eleições regionais que o PS venceu sem maioria absoluta.
Nas eleições
regionais açorianas existe um círculo por cada uma das nove ilhas e um círculo
regional de compensação, reunindo este os votos que não forem aproveitados para
a eleição de parlamentares nos círculos de ilha.
Neste círculo, o
BE, o CDS-PP, o CHEGA, a Iniciativa Liberal e o PAN elegeram um deputado cada.
Pelos bloquistas
foi eleita Alexandra Patrícia Manes, pelo CDS-PP Nuno António Bettencourt Gomes
e pelo CHEGA José Eduardo da Cunha Pacheco.
A Iniciativa
Liberal elegeu Nuno Alberto Almeida de Sousa e o PAN Pedro Miguel Vicente
Neves.
Nos outros
círculos, São Miguel, a maior ilha do arquipélago, elege 20 deputados,
seguindo-se a Terceira, com 10 deputados, o Pico e Faial, com quatro
parlamentares, e São Jorge, Santa Maria, Graciosa e Flores, com três.
A ilha mais
pequena dos Açores, o Corvo, elege dois deputados.
Nas eleições
realizadas no domingo, o PS venceu as eleições, com 39,13% dos votos, mas os 25
mandatos são insuficientes para manter a maioria absoluta.
O PPD/PSD
manteve-se como a segunda força no arquipélago, com 21 mandatos (33,74%),
seguido pelo CDS-PP, com três mandatos (5,51%).
CHEGA (5,06%) e
Bloco de Esquerda (3,81%) elegeram dois deputados regionais cada, enquanto PPM,
Iniciativa Liberal e PAN elegeram um cada, completando os 57 eleitos.
De acordo com os
resultados das eleições legislativas regionais, o representante da República
nomeia depois o presidente do Governo Regional, que, por sua vez, propõe os
membros do executivo (Açoriano Oriental)











