quinta-feira, janeiro 12, 2023

Ex-Ministro João Leão avisa: “Famílias vão sentir muito a dor” da subida das taxas de juro este ano

 

O ex-ministro das Finanças João Leão afirma que as “famílias vão sentir muito a dor” do aumento das prestações, em virtude da subida das taxas de juro decretada pelo Banco Central Europeu (BCE). No programa “Hora da Verdade”, da Rádio Renascença e do Jornal Público, o antecessor de Fernando Medina foi questionado acerca das palavras de Mário Centeno, que afirmou, no Parlamento, que o fim do processo de subida das taxas de juro por parte do BCE está próximo. “No cenário do BCE, que é o caminho controlado, ainda é natural que durante 2023 as taxas de juro do BCE e as taxas Euribor aumentem cerca de um ponto até ao Verão. É natural que depois se mantenham algum tempo e comecem, se tudo correr bem, a poder descer a partir do próximo ano de 2024”, explica João Leão. “As famílias agora vão ser muito afetadas pelo aumento das prestações” e “vão sentir muito a dor”, afirma, mas salienta que “daqui a uns anos as famílias vão sentir que as prestações pesam menos nos seus salários”.

“Do ponto de vista de longo prazo, as famílias que estão endividadas beneficiarão com a inflação, porque a inflação ajuda os devedores”, completa. João Leão defende, ainda, que a Caixa Geral de Depósitos “devia ir aumentando a remuneração dos depósitos, porque é nesse sentido que o mercado estaria a funcionar de forma mais regular”. “A Caixa Geral de Depósitos tem um novo produto em que já remunera acima de 1%, em condições especiais. Penso que é uma forma de atrair novo financiamento sem remunerar muito os depósitos que lá tem. É natural que este processo seja gradual. É importante também que a Caixa tenha aqui um contributo positivo nesse processo”, defende. No entanto, o antigo governante diz não querer “interferir” e dar recomendações. “É importante preservar também a autonomia da administração da Caixa” (CNN-Portugal)


Sondagem: Portugueses são dos mais preocupados com impacto da guerra na Ucrânia

Os portugueses estão mais preocupados do que a média europeia com as consequências da guerra na Ucrânia, nomeadamente o aumento do custo de vida e a possibilidade de propagação do conflito a outros países, revela o Eurobarómetro. De acordo com o último Eurobarómetro, divulgado hoje e que inquiriu 1.028 cidadãos portugueses de um total de 26.431 cidadãos de Estados-membros da União Europeia (UE), 91% dos portugueses estão “preocupados” com a possibilidade de propagação a outros países da guerra que começou em 24 de fevereiro do ano passado na Ucrânia. A percentagem de cidadãos nacionais preocupados com esta possibilidade é em dez pontos percentuais maior do que a média europeia. Apenas 7% dos inquiridos dizem-se despreocupados com uma possível disseminação do conflito a outros territórios. Os portugueses entre os 40 e os 54 anos são os que estão mais preocupados com a hipótese de o conflito ucraniano alastrar (96%). A faixa etária entre os 25 e os 39 anos é a que revela a percentagem mais baixa, ainda assim está próxima dos 90%. Entre a população jovem, os portugueses com 15 anos na altura em que foi feito este Eurobarómetro são os mais preocupados com o cenário de a guerra propagar-se a outros países (95%).

Ainda com a guerra na Ucrânia como pano de fundo, o relatório demonstra que 98% dos portugueses inquiridos estão preocupados com as consequências socioeconómicas decorrentes do conflito, nomeadamente o aumento do custo de vida, por exemplo no aumento do preço dos produtos alimentares e da energia. A média europeia neste parâmetro é de 93%. A totalidade dos inquiridos nacionais que estão a trabalhar por conta de outrem ou que são empresários responderam com preocupação à possibilidade de as condições de vida se deteriorarem por causa da guerra. A sondagem revela que 98% dos portugueses têm dificuldades em pagar contas quase todos os meses (Sapo)

Crise: Custo dos alimentos em Portugal regista maior subida desde 1985

Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre os alimentos essenciais salientam que estes terminaram 2022 com uma subida perto dos 20% quando comparados com o ano anterior. Há vários meses que a população se queixa com a subida de preços em todos os setores. Os dados que o INE agora revela, contudo, apontam para que os preços dos alimentos e das bebidas não alcoólicas tenham sido aqueles que sofreram os maiores aumentos, sendo esta a maior subida desde 1985, ou seja, há 37 anos. O Diário de Notícias compilou estes dados e salienta também que na energia "também foram vencidos vários recordes ao longo deste ano e, em especial, desde que rebentou a guerra na Ucrânia (em março do ano passado), tendo a classe dos chamados "produtos energéticos" (onde estão combustíveis automóveis e outros, vários tipos de gás, etc.) aumentado de preço perto de 21% entre dezembro de 2021 e igual mês de 2022". Neste campo, por exemplo, será preciso recuar 32 anos para encontrar um maior aumento da energia. Há, contudo, boas notícias, de acordo com o INE. Se muitos bens e serviços tiveram fortes aumentos, há outros que tiveram reduções, como foi o caso dos serviços médicos. O relatório aponta para que em 2022 estes tenham reduzido o preço médio em 15%. A tecnologia também teve valores mais baixos em 2022 do que em 2021, com as televisões a 'caírem' 9%, as câmaras fotográficas 6% e computadores e similares ficaram 4% mais baratos (Sapo)


Presidentes de câmara, ministros e deputados: saiba quais são os 11 políticos mais ricos de Portugal

A classe política em Portugal vale (pelo menos…) 76 milhões de euros, segundo revelou esta quinta-feira a revista ‘Sábado’, que fez um levantamento da fortuna pessoal em 328 políticos analisados, entre membros do Governo, deputados, presidentes dos Governos regionais e autarcas das principais cidades do país – em média, cada um tem 255 mil euros de riqueza, que se podem traduzir em imóveis, participações sociais, depósitos ou ativos financeiros. Há 11 políticos que ultrapassam o milhão de euros em património e há 21 com riqueza zero, ou seja, sem ‘saldo’ que ultrapasse o limite obrigatório de declaração, que está em 50 ordenados mínimos nacionais (32.250 euros). A análise das declarações entregues pelos próprios no Tribunal Constitucional, segundo a publicação, há 91 consideradas incompletas, ou seja, que nã permitia apurar a totalidade da riqueza do político, sendo que se devem somar 29 declarações nas quais não foi possível apurar qualquer valor por falta de informação.


Crise em Portugal: inflação atinge máximo em 30 anos

 

É um máximo de trinta anos, a média da inflação ficou nos 7,8% em 2022, ligeiramente acima da previsão do governo. Segundo os dados do instituto nacional de estatística, está confirmado também o valor do mês de Dezembro, 9,6%. É uma descida pelo segundo mês consecutivo a inflação dá sinais de abrandamento.

Mulher do Secretário Regional da Agricultura dos Açores abdicou do cargo

Fernanda Ventura tinha ganhado o concurso público para diretora dos Serviços de Apoio ao Investimento e à Competitividade. Um lugar na Direção Regional do Desenvolvimento Rural, serviço tutelado pelo marido. A engenheira zootécnica abdica agora do cargo porque rejeita a "suspeição falsa de privilégio". Em dezembro, quando ganhou o concurso, o marido foi acusado pela oposição de favorecimento a familiares e a situação gerou polémica na região autónoma. Fernanda Ventura repudia as insinuações e ataques de caráter. Garante que não tem apego a cargos ou dirigismo, apenas ao prestígio profissional e só por isso abdica do lugar a que se candidatou por concurso.

Acesso ao ensino superior: Governo quer cortar no contingente para alunos da Madeira e dos Açores

Proposta de alteração do modelo de acesso ao ensino superior prevê redução de vagas destinadas a candidatos das regiões autónomas. Presidente do Governo regional diz que é inaceitável. A informação foi publicada no jornal Público no final da semana passada sem explicações adicionais: entre as alterações previstas no modelo de acesso ao ensino superior e que deverão apresentadas até ao final de janeiro, o Governo prevê uma mudança no peso dos exames nacionais, mas também nos contingentes especiais que existem e que asseguram vagas para determinados grupos de estudantes, com uma redução dos lugares alocados aos candidatos que residem nos Açores e Madeira. A redução proposta é de 3,5% para 2% das vagas abertas em cada curso e o anúncio fez disparar os alarmes no Funchal. A reação de Miguel Albuquerque foi quase imediata contra o que considera “inaceitável” e “uma ideia peregrina”. E os deputados socialistas eleitos pela Madeira garantem que o corte não deverá acontecer. Para esclarecer dúvidas, já está marcada uma reunião, no final do mês, entre Elvira Fortunato e o secretário regional da Educação, Jorge Carvalho.

O assunto é, de facto, muito importante na Madeira, tanto que, depois da primeira resposta política, o governo regional entende que, para já, é preciso gerir a situação com pinças. Ao Expresso, o Gabinete de Apoio ao Ensino Superior remeteu todas as declarações e comentários para depois do encontro em Lisboa entre o secretário regional e a ministra. Uma palavra fora de tom pode comprometer as condições do acesso ao ensino superior. Em 2022, este contingente garantiu colocação a 92% dos candidatos.

Propaganda e manipulação: Soldado, marinheira ou cristã devota? O mistério da mulher que interpreta diferentes personagens ao lado de Putin

O presidente russo Vladimir Putin está a ser acusado de usar sempre as mesmas pessoas, alegadamente atores contratados, para posarem com ele em várias situações públicas, em golpes publicitários orquestrados. Vários críticos do líder da Rússia recorreram às redes sociais para denotar que, em várias fotografias, nas mais diversas situações em que surge Putin, aparecem muitas vezes os mesmos três ou quatro rostos. A polémica veio a público revelada pelo jornalista bielorrusso Tadeusz Giczan, que publicou três fotografias que mostram Putin com três grupos de pessoas em três eventos separados. Depressa vários utilizadores notaram que a mesma mulher loira parecia aparecer em todas as fotografias de Putin: primeiro como soldado, depois como membro da tripulação de um navio e depois como fiel numa cerimónia religiosa.

“Soldado, marinheira, cristã devota. Deus move-se de formas misteriosas”, ironizou o jornalista, que vive no Reino Unido. A publicação depressa se tornou viral no Twitter. Clarissa Ward, jornalista da CNN, notou que há outros rostos de homens, nas fotografias, que parecem ser a mesma pessoa, e para além de sustentar que possam ser atores, como muitos defendem, adianta que também poderá tratar-se de “uma guarda-costas”. Já Jason Jay, jornalista dos Kiyv Post, garante que a mulher loira que aparece nas fotografias, bem como os outros ‘sósias’ que surgem nas fotografias são “atores, ou seja, pessoas contratadas pelo gabinete presidencial”. Andriy P. Zagorodnyuk, ex-ministro da Defesa da Ucrânia respondeu à publicação: “Mas está claro! Alguém ainda duvida?”. Vários opositores de Putin têm apontado que o presidente russo tem optado por usar atores nas suas aparições públicas, para evitar ser confrontado com críticas de soldados ou da população em geral sobre as ações tomadas no âmbito da invasão à Ucrânia (Multinews, texto do jornalista Pedro Zagacho Gonçalves)


Governo de Costa gasta 18 milhões de euros num ano em comissões técnicas, task forces e grupos de trabalho

Desde que António Costa chegou ao poder, em 2015, que foram criadas várias comissões técnicas, task forces (como a da vacinação da Covid-19) e grupos de trabalho nas mais variadas áreas. No entanto, não se sabe quantas no total foram criadas e se os objetivos que estavam na sua formação foram cumpridos, bem como os custos destas pago pelos contribuintes portugueses. Em julho do ano passado o Iniciativa Liberal pediu esclarecimentos sobre este facto, mas os esclarecimentos do Executivo só chegaram agora, sendo que Rodrigo Saraiva, líder parlamentar do partido, considera à SIC que se tratou de uma “não resposta”. Aos liberais, o Governo não terá respondido às questões sobre conclusões e relatórios destes grupos, sendo que os dados fornecidos pelo gabinete de Mariana Vieira da Silva, ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares, só respeitam às comissões técnicas, task forces e grupos de trabalho ativas até final de agosto do ano passado, altura em que estariam a funcionar 206 organismos deste tipo. Segundo os dados do Governo só 19 destes tinham custos, que rondam os 18 milhões de euros anuais. O responsável do Iniciativa Liberal diz que considera ser “muito porque entre as 206, que também terão os seus custos de funcionamento como habitual, ou as outras dezenas ou centenas que já acabaram o seu mandato e que o Governo não respondeu, ficamos sem saber qual o custo associado a isto tudo” (Multinews, texto do jornalista Pedro Zagacho Gonçalves)

BCP avança para a execução de sociedades de Berardo


O BCP avançou para a penhora de bens de duas sociedades do universo de Joe Berardo. O banco acabou de colocar uma ação de execução no valor de quase 2 milhões de euros contra a Metalgest e a Associação de Coleções, ambas ligadas ao empresário madeirense, que permite à instituição liderada por Miguel Maya proceder de imediato à penhora de bens de ambas as sociedades sem precisar da autorização do juiz do processo. Esta ação de execução de sentença foi movida junto do Tribunal da Comarca da Madeira, no Funchal, de acordo com o portal Citius. Neste tipo de ações, o que sucede é que, havendo já uma sentença do tribunal, o agente de execução (neste caso João Correia) pode avançar logo para a penhora dos executados (a Metalgest e a Associação de Coleções) a partir do momento em que recebe a ordem – começando geralmente por executar as contas bancárias e imóveis. Só depois da penhora os executados são citados para se oporem, se quiserem. “Não vamos comentar”, adiantou fonte oficial do BCP ao ECO. Sempre que é confrontado com o tema “Joe Berardo”, o CEO do BCP, Miguel Maya, apenas diz que o banco defenderá os seus interesses e atuará no sentido de “recuperar o máximo” dos créditos em incumprimento.

terça-feira, janeiro 10, 2023

Venezuela: Quién sustituye a Juan Guaidó? Dinorah Figuera una diputada exiliada en España



Dinorah Figuera actualmente reside en Valencia y a pesar de ser médico de profesión se dedica al cuidado de personas mayores por no haber podido homologar su título universitario. Por primera vez, la Asamblea Nacional que controla la oposición desde 2015 y que ha extendido su vigencia desde 2021, está dirigida solamente por mujeres. Quien la encabeza como su presidenta es Dinorah Figuera, diputada del partido Primero Justicia (el mismo de Henrique Capriles) y médico epidemiólogo de profesión.Desde 2010 ha sido legisladora en dos periodos consecutivos, y antes fue concejal de Caracas durante una década hasta 2004. Actualmente Figuera reside en Valencia, España, donde se dedica al cuidado de personas de la tercera edad pues no ha podido homologar su título profesional. “Lamentablemente yo no había apostillado mis documentos, y cómo logro ahora una apostilla ante el régimen”. Ese órgano será el encargado de los litigios que pesan sobre las empresas Citgo en Estados Unidos y las reservas de oro depositadas en el Banco de Inglaterra. La nueva junta directiva de la Asamblea Nacional ha disuelto el gobierno interino presidido por Juan Guaidó desde 2019 (La Razon, texto do jornalista VÍCTOR AMAYA)

Venezuela: Maduro y Petro se reúnen por sorpresa después del malentendido con el alto al fuego del ELN


Nicolás Maduro y Gustavo Petro se van a reunir por sorpresa después del malentendido con el ELN sobre el alto al fuego. Los presidentes de Venezuela y Colombia almorzarán en Caracas, en el Palacio de Miraflores, a las dos de la tarde. Sobre la mesa hay temas como el control de la frontera, la discusión de la inclusión de Venezuela en el sistema interamericano de derechos humanos, la fecha de las elecciones presidenciales, pero el asunto principal será el proceso de paz con la guerrilla, cuyo primer ciclo de conversaciones se celebró en Caracas. El futuro de esa negociación está en juego. Petro necesita un golpe de mano después de empezar el año con un movimiento en falso. El último día de 2022 anunció la tregua con el ELN, pero tres días después los dirigentes de la guerrilla le rectificaron: en realidad no habían llegado a ningún pacto. Los propios negociadores de Petro explicaron que el asunto todavía se estaba discutiendo y que el presidente se había precipitado. Su viaje a Caracas debe servir para revertir esta situación e impulsar el proceso que, en teoría, va a continuar en México.

Venezuela: Petro y Maduro acuerdan continuar con el proceso de paz en Caracas y no en México como estaba previsto


Gustavo Petro y Nicolás Maduro acordaron en la reunión que mantuvieron este sábado continuar el proceso de paz con el ELN en enero en Caracas y no en México como estaba previsto, según han adelantado a EL PAÍS fuentes oficiales. La poca predisposición que ha mostrado el Gobierno de Andrés Manuel López Obrador y la crisis generada a raíz del malentendido entre Petro y la guerrilla a cuenta del cese al fuego les ha llevado a tomar esta decisión de urgencia. De acuerdo a fuentes directas de la negociación, sin embargo, se debe a un problema logístico y no a la falta de interés de México. La mesa en ese país se instalará la segunda semana de febrero, posiblemente el día 12. Aunque esta vez las conversaciones se reanudarán el día 21 de enero en el hotel Humboldt y esta vez el ciclo no durará 20 días, sino que será más corto. Es más, ni siquiera se considera un ciclo, sino una negociación previa al segundo periodo. Algunos negociadores consideran el lugar un poco frío y de difícil acceso —hay que subir a las instalaciones, en lo alto de un cerro, en teleférico o en un coche todoterreno—, pero con el poco tiempo que queda para organizarse se trata de la mejor opción. Además, para los dirigentes de la guerrilla resulta más cómodo seguir dialogando en un país en el que vive la mayoría de ellos. “Era lo más factible, lo más realista”, cuenta alguien al tanto de las conversaciones.

Incertidumbre en Venezuela tras el fin de la era Guaidó


La oposición aspira que Estados Unidos legitime sus decisiones tras cesar el “gobierno interino”. Esta semana la oposición venezolana anda de reunión en reunión. Tras decidir que el gobierno interino que encabeza Juan Guaidó debe desaparecer, falta concretar los pasos para «proteger» los activos del Estado venezolano que están en países como EE UU, Portugal e Inglaterra, alejados del control de Nicolás Maduro y, hasta ahora, bajo gestión de Guaidó. Antes del 5 de enero, la oposición reunida en la Asamblea Nacional electa en 2015, que ha extendido su vigencia desde 2021 por considerarse la única institución legítima del país, debe nombrar nueva directiva y ratificar quiénes son los nombres que conforman las juntas ad hoc de Petróleos de Venezuela y el Banco Central de Venezuela, que desde el extranjero representan al país ante litigios e instancias foráneas. Está pendiente además la designación de los cinco integrantes del Consejo de Administración y Protección de Activos.

Venezuela: La oposición disuelve el gobierno interino de Guaidó y el chavismo lo celebra

 

La exiliada en España, Dinorah Figuera presidirá la nueva junta directiva de la Asamblea Nacional de 2015 considerada como la “legítima” por el movimiento democrático. Hasta última hora hubo discusiones sobre cuál sería finalmente la conformación de una nueva junta directiva para la Asamblea Nacional electa en 2015, controlada por la oposición y que es reconocida como legítima por parte de Estados Unidos. La eliminación del gobierno interino encabezado por Juan Guaidó marcó también el final del militante de Voluntad Popular al frente de ese cuerpo. Con hora y media de retraso, los diputados opositores comenzaron de manera online la sesión de instalación este 5 de enero. Dinorah Figuera (Primero Justicia) fue juramentada como presidenta de la AN-2015, con Marianela Fernández (UNT) como primera vicepresidenta y Auristela Vásquez, de Acción Democrática, en la segunda vicepresidencia.

Investigadores italianos desenvolvem vacina contra o cancro

 

Uma equipa de investigadores italianos terá descoberto uma vacina contra o cancro. A vacina ajuda o corpo a reconhecer as células cancerígenas, desencadeando uma resposta imunitária, o que fará aumentar a eficácia dos medicamentos de combate ao cancro. Esta investigação ainda está numa fase inicial. Catarina Ribeiro, médica oncológica, explicou no Bom Dia Portugal os benefícios que esta vacina, numa fase mais avançada, poderá trazer ao combate ao cancro.

“Na corda bamba”, “hora mais baixa”, “escândalo” e “trajetória atribulada”: crise no Governo de António Costa vista além-fronteiras

 

As 13 demissões no Executivo de António Costa, menos de um ano depois de terem sido eleitos com maioria absoluta, têm colocado o Governo no olho do furacão, não só a nível interno, mas também além-fronteiras. Os vários escândalos associados ao Governo não passaram despercebidos e foram várias as publicações que dedicaram atenção ao tema. A agência ‘Reuters’, por exemplo, falou em “embaraço”, dando ênfase à “trajetória atribulada” desde as eleições legislativas, “com 11 ministros e secretários de Estado a deixar os seus cargos, alguns por alegações de má conduta no passado ou práticas questionáveis”. Frisou ainda a reação de António Costa, que propôs ao Parlamento “um novo sistema de verificação para garantir maior transparência e confiança”, sublinhando que o que “realmente importava para os portugueses não era a formação do Governo mas os resultados, como o crescimento económico sólido, menor desemprego e menor dívida pública”.

E, no meio de ‘casos e casinhos’, como está a reputação do Governo?


Em termos de perceção, as últimas semanas estão a ser um desastre para o Governo. Ainda sem números que o confirmem, o ECO contactou três especialistas em comunicação. E as notas são negativas. “Estas semanas não têm sido fáceis. É demais evidente que não têm [sido fáceis]”, resumia na conferência que assinalou os 50 anos do Expresso, Mariana Vieira da Silva, horas antes do início da audiência de Fernando Medina na Comissão de Orçamento e Finanças, que, durante 3h10 respondeu às perguntas dos deputados, após um requerimento potestativo, ou seja, com força obrigatória, do PSD, sobre a saída de Alexandra Reis da TAP. Medina respondeu aos deputados 11 dias após a demissão da ex-secretária de Estado do Tesouro e 48 horas após a tomada de posse de Carla Alves, secretária de Estado da Agricultura. Ou, dito de outra forma, 24 horas após a demissão da secretária de Estado da Agricultura – a mesma Carla Alves –, que apresentou a demissão “por entender não dispor de condições políticas e pessoais para iniciar funções no cargo”, pouco depois de Marcelo Rebelo de Sousa a ter qualificado como um “peso político”. Isto, no mesmo dia em que António Costa, no debate da moção de censura ao Governo apresentado pela Iniciativa Liberal, defendeu que a secretária de Estado tinha condições para se manter em funções e, em direto, revelou que pretendia falar com Marcelo Rebelo de Sousa no sentido de “estabelecer um circuito entre a minha proposta e a nomeação de membros do Governo que permita evitar desconhecer factos que não estamos em condições de conhecer e garantir maior transparência e confiança de todos no momento da nomeação”.

Venezuela acusa opositores e emite mandados de detenção


O Ministério Público (MP) da Venezuela emitiu mandados de detenção internacional contra as opositoras Dionorah Figuera, Marianela Fernández e Auristela Vasquez por terem criado uma comissão parlamentar considerada ilegal, para administrar ativos do país no estrangeiro. O anúncio foi feito pelo Procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, durante uma conferência de imprensa em Caracas, durante a qual precisou que uma das acusadas, Marianela Fernández, está asilada nos EUA e as outras duas em Espanha. “Processámos e solicitámos os respetivos mandados de captura, que já foram processados pelo respetivo tribunal, pelos crimes de usurpação de funções, traição, branqueamento de capitais e associação para cometer delitos”, disse Saab. O Procurador explicou que fica à espera para “ver o que farão” a Espanha e os EUA perante o mandado de detenção emitido” pelo MP e “o pedido de alerta vermelho da Interpol”. Entre outras medidas, adiantou, foi pedido o confisco de bens, e ainda o bloqueio, congelamento de contas e proibição de alienar e onerar bens.

domingo, janeiro 08, 2023

Opinião: A (previsível) palhaçada política

 

O que se passou em torno da desnecessária e patética moção de censura que a Iniciativa Liberal decidiu apresentar esta semana na Assembleia da República, foi um absurdo, sobretudo quando tudo se transformou numa palhaçada ridícula demonstrativa de que a pretensa oposição do centro-direita não passa de um bluff, protagonizado por entidades partidárias que se atropelam umas às outras num oceano de contradições, de histórias mal contadas e de argumentações inconstantes e inconsequentes.

Basicamente o que quero dizer, e digo-o sem qualquer hesitação, é que os partidos da pretensa oposição de centro-direita ao governo do PS e de Costa, preferem o oportunismo mediático e saloio e as palhaçadas efémeras a trazer seriedade e coerência para a política. As agendas políticas são o epicentro de tudo o que acontece nos partidos e das suas votações.

Há uma evidência que condiciona tudo: o PSD não quer que o governo socialista caia nesta altura, porque todas as sondagens mostram que o PS voltaria a vencê-las, mesmo sem maioria absoluta, e o próprio PSD percebe que tem ainda que partir muita pedra num caminho demasiado penoso que tem que percorre até que consiga convencer os portugueses de uma alternativa que os social-democratas tardam a construir de forma consistente. E quanto a isso não há dúvidas: são mais as fragilidades, hesitações, contradições e temores no PSD de Montenegro, que certezas e convicções.

O Chega corre atrás de tudo, porque acha que as sondagens que lhe dão mais votos e mais deputados é que valem e são as verdadeiras atirando para o lixo a outra face da moeda, as sondagens que o mostram em queda e a perder votos e mandatos.

A Iniciativa Liberal, que acha que é diferente e todos os demais partidos, resolveu avançar com uma moção de censura, que não discutiu previamente com os demais partidos da sua área política e parlamentar, alegadamente para derrubar o governo quando ainda nem resolveu o problema interno da escolha da sua própria liderança, processo que promete muita polémica e fragilização. Porque não existe nenhum consenso interno.

Quanto ao CDS é o costume: saltita histérico sempre que se fala em dissolução ou em eleições antecipadas, na expectativa de conseguir regressar ao parlamento de onde foi previsivelmente escorraçado em 2022. Não se sabe é se o CDS sozinho, como quer o seu líder, desaparece em definitivo ou se vai conseguir algo de concreto, sem ter que se montar às costas de terceiros (PSD), como é costume nalgumas regiões e eleições do pais...

Perante tudo isto o que temos de concreto? Nada, zero. Temos uma maioria absoluta parlamentar estranhamente ameaçada por um Presidente da República que confunde repetidas vezes o seu próprio espaço de manobra e as suas competências constitucionais com tudo o resto, num pais que não é presidencialista e cujo Presidente, por imposição constitucional, regra geral é uma espécie de “rainha de Inglaterra” bem acomodada em Belém. Aliás suspeito que se aproxima o momento em que Marcelo será posto na ordem, faltando apenas saber por quem, em que condições, como e com que consequências.

O PSD decidiu abster-se na votação da moção de censura da IL, que apenas conseguiu o voto a favor do Chega. À esquerda, e sem perder tempo com as piruetas e fragilidades do PAN e do Livre, percebe-se que PCP e Bloco refugiam-se na argumentação costumeira e ridícula, de que a moção de censura, só porque foi apresentada pela Iniciativa Liberal, visa derrubar um governo e não censurar as suas políticas, num discurso vago, vazio, inconsequente e contraditório, mas que os antigos parceiros da geringonça (ainda não refeitos das porrada eleitoral de 2022.) repetidamente usam quando não querem fazer nada de coerente (LFM, publicado no Tribuna da Madeira, 6.1.2023)