quinta-feira, outubro 29, 2020

Covid-19: Uso generalizado de máscaras na rua pode travar 45% das mortes, indica estudo

Um estudo desenvolvido pela Universidade de Washington, nos Estados Unidos, sobre a situação da pandemia em Portugal revela que o uso generalizado de máscaras na via pública, como a medida que entrou em vigor esta quarta-feira, pode reduzir o número de mortes em 45% já no final de Novembro. O Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde da Universidade de Washington fez uma projeção sobre a evolução do número de óbitos por covid-19 em Portugal tendo em conta dois cenários diferentes – com e sem máscara.

A projeção indica que o seu uso generalizado nos espaços públicos poderá permitir chegar ao final de Novembro com uma média diária cerca de 45% inferior no número de mortes pelo novo coronavírus. Quanto ao número de infetados, o cenário indica que pode haver uma redução de 50%, no mesmo período. O uso obrigatório de máscara na via pública entrou em vigor esta quarta-feira. O incumprimento da medida pode levar a multas entre os 100 e os 500 euros. A obrigatoriedade do uso de máscara estende-se, no mínimo, por três meses, ou seja, até dia 5 de Janeiro do próximo ano (Executive Digest, texto da jornalista  Mara Tribuna)

Primeiras vacinas? “Provavelmente serão imperfeitas”, diz especialista

 A primeira geração de vacinas contra a Covid-19 “provavelmente será imperfeita” e “pode não funcionar para todos”, afirmou, esta quarta-feira, a presidente da ‘task-force’ de desenvolvimento de vacinas do Reino Unido, Kate Bingham. “No entanto, não sabemos se algum dia teremos uma vacina. É importante prevenir-se contra a complacência e o excesso de otimismo”, escreveu Bingham num artigo publicado no jornal médico ‘The Lancet’.

“Nenhuma vacina na história da medicina foi tão esperada quanto a que protege contra a síndrome respiratória aguda grave do coronavírus 2 (SARS-CoV-2). A vacinação é amplamente considerada como a única estratégia verdadeira de saída da pandemia que atualmente está a espalhar-se globalmente”, pode ler-se na sua análise.

“Não sabemos se algum dia teremos uma vacina. É importante prevenirmo-nos contra o otimismo excessivo. É provávell que a primeira geração de vacinas seja imperfeita e devemos estar preparados para que não previna a infeção, ainda que reduza os sintomas e, mesmo assim, podem não funcionar para todos ou por muito tempo”, ressalvou a especialista. Bingham reconhece que “muitas, e possivelmente todas, as vacinas podem falhar”, acrescentando que o foco tem sido nas vacinas que devem provocar respostas imunológicas na população com mais de 65 anos, mas que a capacidade de produção global de vacinas é extremamente inadequada para os biliões de doses necessárias.

A produção da vacina no Reino Unido está a ser ‘igualmente escassa’, frisa a especialista. Um estudo realizado por cientistas do Imperial College London, divulgado esta terça-feira, descobriu que os anticorpos contra o novo coronavírus diminuíram rapidamente na população britânica durante o verão, sugerindo que a proteção após a infeção pode não ser duradoura, aumentando a perspetiva de diminuição da imunidade na comunidade. Segundo avançou o ‘Telegraph’, o governo britânico está a trabalhar com a suposição de que a segunda onda de coronavírus será mais mortal do que a primeira (Executive Digest, texto da jornalista  Sónia Bexiga)

Sondagem: 85% dos portugueses a favor do uso obrigatório de máscara na rua

A grande maioria dos portugueses, 85%, é a favor do uso obrigatório de máscara na via pública, uma medida que entrou em vigor esta quarta-feira, revela uma sondagem da Aximage para o Jornal de Notícias (JN) e a TSF. De acordo com o inquérito, 60% “concorda totalmente” com a obrigatoriedade do uso de máscara, em particular os cidadãos mais velhos – a sondagem revela que 73% dos que são desta opinião têm 65 ou mais anos.

Além disso, mais de metade (68%) dos inquiridos garantiu que já usava máscara na rua antes, sendo que, mais uma vez, o nível de adesão é maior nas pessoas mais velhas, com 65 ou mais anos. A medida, publicada em Diário da República (DR), entrou em vigor esta quarta-feira. O incumprimento pode levar a multas entre os 100 e os 500 euros.~A obrigatoriedade do uso de máscara estende-se, no mínimo, por três meses, ou seja, até dia 5 de Janeiro do próximo ano.

“É obrigatório o uso de máscara por pessoas com idade a partir dos 10 anos para o acesso, circulação ou permanência nos espaços e vias públicas sempre que o distanciamento físico recomendado pelas autoridades de saúde se mostre impraticável”, indica a lei.

Há quatro exceções. Nomeadamente, mediante apresentação de atestado médico de incapacidade multiusos ou declaração médica; declaração médica que ateste que a condição clínica da pessoa não se coaduna com o uso de máscaras; quando o uso de máscara seja incompatível com a natureza das atividades que as pessoas se encontrem a realizar; em relação a pessoas que integrem o mesmo agregado familiar, quando não se encontrem na proximidade de terceiros (Executive Digest)

Madeira: por favor mantenham políticos, partidos, caganças, vaidades e manipulações fora do debate sobre o futuro do nosso turismo


Isto (estes quadros oficiais) nunca pode ser considerado a "normalidade" e - pedindo desculpa por não ser especialista no tema  e mesmo sabendo que o mundo turístico local se irrita com as ingerências externas de ignorantes como eu... - é um facto que eu sei, todos sabemos, há quem olhe para a principal actividade económica regional de uma forma leviana, demagógica, superficial, deficiente e patética, como se tudo se resolvesse com  paleio ou boas intenções. Estes dados reportam-se a Agosto deste ano. Não há varinhas mágicas.

O turismo depende de haver ou não turistas, não do que dizemos, escrevemos ou queremos. Mas para haver turistas, mais do que as precauções tomadas por hotéis e restaurantes - que no caso da Madeira reconheço que têm realizado um grande esforço para corresponderem às exigências de segurança sanitária um momento tão estranho e deprimente como este que ainda vivemos - precisamos apenas de ter turistas.


Ou seja, os turistas, apenas por eles, é que decidem se, numa Europa claramente em segunda vaga pandémica e com a ameaça de novas medidas restritivas, viajam ou não. Apenas isso. Tudo o resto são tretas. Não há promoção que vença o medo, não há preçários que suplantem a dúvida e a hesitação em tempos de pandemia. Também Canárias se preparam para agravar as exigências (nomeadamente quanto aos testes PCR) a quem desembarca nas ilhas, numa região - é bom lembrá-lo - em que o próprio Presidente do Governo, Torres, reconheceu que 8 em cada 10 famílias daquela CCAA dependem directa ou indirectamente do turismo!

Numa conjuntura marcada por falências no sector, em         que há companhias aéreas que não vão resistir, (e ninguém sabe o que vai acontecer à TAP), quando já temos mais de 200 aeroportos europeus falidos ou à beira da falência (e garante a ACI que esse número vai aumentar), o que precisamos enquanto destino diferenciador, é de discutir o futuro (o passado passou a ser lixo, nada valendo, e presente tem um prazo de validade que nunca foi tão reduzido), definir prioridades promocionais, adoptar medidas selectivas que evitem a proliferação descontrolada de empresas prestadoras de serviços, funcionando porta-sim-porta-não, ou frente-frente uma da outra, sem qualidade e que de forma leviana provocaram concorrência selvagem, uma espécie de caos empresarial no sector turístico (prestação de serviços periféricos), perceber se é recomendável estarmos numa terra como a nossa onde fecham negócios e se abrem tascas e restaurantes uns atrás dos outros, dezenas deles sem alguma vez terem tido qualquer qualidade e que se encontram hoje encerrados sem possibilidades de reabrirem (poderia falar, por exemplo, de rent-a-car que nem parques de estacionamento próprios foram obrigadas as ter, de pequenas tascas ou restaurantes em zona turística que nunca tiveram a visita de uma inspeção de controlo sanitário e de qualidade....). 


Julgo que é que é preciso discutir, com pragmatismo, com frontalidade e verdade, independentemente de incomodar. Discutir os desafios em termos de alojamento turístico regional (quem controla a qualidade da oferta e com que periodicidade?), das ligações aéreas que são o cerne de tudo isto, da dependência da Madeira dos aviões e dos operadores turísticos - não se esqueçam que nesta altura temos hotéis fechados, alguns de 4 e 5 estrelas e que em Canárias hotéis que abriram animados nos meses de Verão (até de grandes grupos como a Lopesan ou a Riu)  já anunciaram que vão fechar várias das suas unidades até a Páscoa, Aliás o mesmo pode acontecer no Algarve. O que precisamos discutir é o impacto de tudo isto. E por favor, por amor da Santa, não politizem este tema, não metam partidos e política na discussão que se exige séria em torno do nosso futuro, porque o nosso futuro passa pelo futuro do turismo. 


E não se esqueçam disto, mesmo que não queiram encarar isso: nada ficará como antes depois da pandemia passar - e vai passar - nunca voltaremos a uma certa rebaldaria de serviços prestados que existia em Portugal e na Europa turística. E pronto disse o que me apetecia dizer mesmo não sendo, nem quero ser, especialista no assunto. Mas confesso que me irritam certos aproveitamentos demagógicos, vaidades institucionais, sentimentos de arrogância ou de pança-cheia, e lirismos idiotas associados ao turismo, presente e futuro, na nossa Região (LFM).


Nota: uma nota final. A Secretaria Regional de Turismo (que nada tem a ver com a Estatística da Madeira) que actualize rapidamente o seu item “estatísticas” porque acho que não fica bem a um site institucional com a projeção e procura do site da SRT, manter estatísticas reportadas apenas a Março deste ano, como se o mundo tivesse parado nesse mês. Por favor, actualizem rapidamente essa informação e outra que entendam por útil nesta fase em que vivemos

quarta-feira, outubro 28, 2020

Biden mantém vantagem de quase 10 pontos, mas a corrida ainda tem muitas curvas


A média das sondagens nacionais das intenções de voto dos americanos para as presidenciais de 3 de novembro tem colocado o democrata Joe Biden perto de 10 pontos à frente do republicano Donald Trump (Infografia do Jornal Económico, por Mário Malhão e Shrikesh Laxmidas)

Açores: PCP com a pior votação de sempre e Bloco com a melhor de sempre


Conclusões: CDS com a pior votação nas regionais dos Açores desde 1996. O PCP com o pior resultado de sempre nos Açores desde 1976 até hoje! Bloco c om a melhor votaçlao de sempre, abaixo dos 4 mil votos, mas com cerca de mais 500 votos que os obtidos em 2016 

terça-feira, outubro 27, 2020

Covid-19: Possibilidade de vacina só no final do ano


O Bloco em sondagem


 fonte: Jornal de Notícias

Sondagem e o BES


 fonte: Jornal de Negócios

Eleições

 


fonte:  Público

Falando de empresas e da sua pujança...

 


fonte: Jornal de Negócios

Crise não poupa aeroportos


 fonte: Jornal de Negócios

Mil tripulantes de cabine da TAP vão ser dispensados até março de 2021


Açores: evolução comparativa do PSD e do PS nas regionais


Elaborei este quadro para facilitar a comparação da evolução dos votos, percentagens e deputados do PSD e do PS nos Açores, desde 1976 até hoje. Recomendo que um certo discurso partidário, repetitivo e exagerado, feito durante alguns anos na Madeira, de apologia a certos "paraísos" que as urnas desmistificaram, seja substituído por alguma coisa mais válida e acertada. PS com a pior votação desde 2000 e PSD que até nem conseguiiu a melhor votação

Suspeitas fundadas?


 fonte: Público

Negociatas milionárias...sem culpados!



 fonte: Correio da Manhã

Intrigas (ou ajustes de contas pessoais?) partidárias

 


fonte: Sábado

Sem fim....



 fonte: Correio da Manhã

Sondagem....mais uma!


 fonte: Jornal de Negócios

segunda-feira, outubro 26, 2020

Porto faz contas ao peso da TAP no Norte

Região pede todos os números das taxas de ocupação da companhia aérea e diz ter alternativas. No dia 15 de outubro, o aeroporto de Lisboa registou 209 partidas e chegadas, com a TAP a responder por mais de 50% destes voos. O aeroporto do Porto, no mesmo dia, registou 86 voos, com a TAP a assumir aqui uma fatia de 25%. Para Álvaro Costa, professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, estes números “refletem a diferente abordagem da companhia aérea aos dois aeroportos: a quota da TAP em Lisboa vai variando entre os 50% e os 60%, tal como antes da pandemia, enquanto no Porto fica nos 20% a 25%”.

Especialista em transportes, atento aos números do sector, Álvaro Costa admite que uma estratégia assente em questões de rentabilidade e taxas de ocupação “se torna difícil de gerir quando está em causa uma empresa pública” e quando há um histórico de “mudanças sucessivas na abordagem” à região.

Na frente política, a polémica do momento centra-se nas declarações do ministro Pedro Nuno Santos no Parlamento. Se as quatro rotas criadas no Porto depois de o Estado reforçar a posição na TAP (Amesterdão, Milão, Zurique e Ponta Delgada) têm uma ocupação média de 46% e dão prejuízo, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, pede a divulgação de todos os números. Exigir dados sobre taxas de ocupação é uma reivindicação comum a autarcas, associações empresariais e operadores turísticos. “Há companhias aéreas que dão esses números, mas a TAP não”, comenta Nuno Botelho, presidente da Associação Comercial do Porto, sem esquecer que já houve rotas canceladas, como a ligação a Milão, “com taxas de ocupação de 90%”. “Porque não mostram os mapas com as taxas médias de ocupação?”, insiste Condé Pinto, da APHORT — Associação Portuguesa de Hotelaria e Restauração.

Questionada pelo Expresso, a TAP diz apenas que “o planeamento da rede de destinos e de voos e a retoma da operação são efetuados de acordo com as contingências da evolução da pandemia, oportunidades de procura detetadas e rentabilidade das rotas, tendo em vista a sustentabilidade”.