Hoje vou abordar um tema, de natureza religiosa,
o qual apesar de não dever ser considerado tabú, não me entusiasma nem
estimula, porque tenho a consciência de que estamos longe de uma posição
consensual.
Temos todos, quase sempre, a mania de
ridicularizar ou desvalorizar as questões religiosas e sobretudo a fé expressa
publicamente pelas pessoas. Respeito muito a liberdade de escolha dos cidadãos,
respeito muito a liberdade de opinião e de crença e a própria liberdade de
darem à sua vida o rumo que entenderem.
Não discuto as questões de religião, de devoção e
de fé, porque acho que se trata de um domínio muito pessoalizado, que não tem
que andar na praça pública, muito menos quando subjacente a essa pretensa
discussão pública, há a intenção, apenas e só, de ridicularizar as pessoas,
sejam elas de que religião forem, e de questionar a suas opções de fé e os testemunhos
públicos dessa escolha.




