terça-feira, fevereiro 11, 2020

Estudo: coligações? Ou falta de votos?


Nestes dois quadros mostro a comparação, em termos de total dos votos - porque para o método de Hondt são esses que interessam, não percentagens - entre PSD, CDS (separados) e PS, e abstenção, mostrando ainda a diferença entre o partido mais votado e a abstenção. Escolhi para este estudo analítico as regionais de 2007, 2011, 2015 e 2019, as autárquicas de 2005, 2009, 2013 e 2017 e as legislativas nacionais de 2009, 2011, 2015 e 2019. No quadro abaixo fiz as mesmas "contas" mas considerando PSD e CDS juntos e colocando a diferença entre o somatório dos dois partidos e o PS.


Consta-me que um dos itens do acordo PSD-CDS na Madeira envolverá também as eleições autárquicas de 2021 e com eventuais coligações entre os dois partidos - algo que, muito sinceramente, considero que seria muito mais desastroso para os social-democratas do que benéfico - até porque as projecções que a seguir publico mostram bem que mais do que andar a "namorar" o que o PSD-M precisa é de recuperar o eleitorado perdido sobretudo desde 2011. Acresce que os actuais resultados eleitorais do PSD e do CDS na Madeira, considerando a realidade eleitoral do PS regional, de pouco ou nada alterariam o puzzle autárquico regional. Contudo é sabido que as eleições autárquicas, em termos de resultados e comparando-os com os resultados das eleições regionais, apresentam sempre nuances que podem suscitar surpresas. Acresce ainda a possibilidade de concorrerem eleições de independentes que acabam por "roubar" votos aos partidos tradicionais e na Madeira já tivemos vários exemplos disso. No caso da Madeira não são, nunca foram significativas. Enganam-se os que pensam que basta falar na soma dos dois partidos para as autárquicas. Cada concelho, cada freguesia, é um concelho e uma freguesia.
Vamos a factos - evolução do total eleitoral do PSD-Madeira:

Regionais de 2007 (excepcionais pela conjuntura)
Abstenção: 91.781 eleitores, 39,5%
PSD: 90.339 votos, 64,2%
CDS: 7.512 votos, 5,4%

Regionais de 2011
Abstenção: 109.139, 42,5%
PSD: 71.556, 48,6%
CDS: 25.974, 17,6%

Regionais de 2015
Abstenção: 129.230, 50,3%
PSD: 56.569, 44,4%
CDS: 17.489, 13,7%

Regionais de 2019
Abstenção: 114.777 eleitores, 44,5%
PSD: 56.448 votos, 39,4%
CDS: 8.246 votos, 5,8%

Considerando, neste período os picos eleitorais dos social-democratas, podemos referir, especulativamente, que o PSD perdeu 33.891 eleitores (diferença entre o melhor e o pior) e cerca de 24,8% no total de votos na Região.

Autárquicas de 2005
Abstenção: 90.616 eleitores, 39,3%
PSD: 75.793 votos, 54,2%
CDS: 9.064 votos, 6,5%

Autárquicas de 2009 (excepcionais pela conjuntura)
Abstenção: 113.624, 45%
PSD: 72.188, 51,9%
CDS: 11.588, 8,3%

Autárquicas de 2013 (eleitoralmente desastrosas para o PSD)
Abstenção: 122.619, 47,5%
PSD: 47.207, 34,8%
CDS: 17.679, 13%

Autárquicas de 2017 (eleitoralmente igualmente desastrosas para o PSD)
Abstenção: 117.354 eleitores, 45,9%
PSD: 46.536 votos, 33,6%
CDS: 12.493 votos, 9%536

Do mesmo modo, e especulativamente, considerando este período eleitoral e os seus valores, podemos referir que o PSD perdeu, entre os melhores e piores picos, 25.652 eleitores e cerca de 20,6% do toital de votos autárquicos em eleições que sempre foram das mais difíceis dada a abstenção e a dispersão do voto por outros partidos, dada a influência local dos candidatos em detrimento, em muitos casos, da fidelidade partidária nas urnas.

Legislativas de 2009
Abstenção: 114.653 eleitores, 45,5%
PSD: 66.194 votos, 48,2%
CDS: 15.244 votos, 11,1%

Legislativas de 2011
Abstenção: 116.925, 45,7%
PSD: 68.649, 49,4%
CDS: 19.101, 13,7%

Legislativas de 2015
Abstenção: 130.717, 51,1%
PSD: 47.228, 37,8%
CDS: 7.536, 6%

Legislativas de 2019
Abstenção: 128.086 eleitores, 49,7%
PSD: 48.231 votos, 37,2%
CDS: 7.852 votos, 6,1%

Tal como fizemos com os anteriores actos eleitorais, e sempre especulativamente, constata-se que, considerando este período e os picos eleitorais, o PSD perdeu 21.421 eleitores e cerca de 12,2% da votação em eleições legislativas nacionais.
Publico abaixo vários quadros que elaborei e que pretendem constituir uma ajuda para uma melhor percepção do que está em cima da mesa. E o que está em, cima da mesa é que, admitindo que pontualmente um entendimento PSD-CDS possa constituir mais valia eleitoral devido à aplicação do método de Hondt, de uma maneira geral uma projecção de uma coligação entre ambos - tendo os resultados das regionais de 2019 como referência - não alteraria significativamente a configuração autárquica eleita em 2017 (LFM)



Nestes dois quadros mostro a aplicação do método de Hondt no apuramento da composição das Câmaras Municipais da Madeira depois das eleições autárquicas de 2013. Aproveito para fazer uma projecção especulativa nalguns concelhos - ficando de fora os que envolveram movimentos de cidadãos apoiados pelo CDS onde essa projecção é impossível de ser feita - usando o somatório PSD-CDS no apuramento dos mandatos. Verifica-se que praticamente ficaria tudo na mesma em termos de totais de mandatos.


Nestes dois quadros mostro a aplicação do método de Hondt no apuramento da composição das Câmaras Municipais da Madeira depois das eleições autárquicas de 2017. Aproveitei para fazer uma projecção especulativa nalguns concelhos - ficando de fora os que envolveram movimentos de cidadãos apoiados pelo CDS e PSD e concelhos onde sobretudo o CDS não concorreu, dado que essa projecção é impossível de ser feita - usando o somatório PSD-CDS no apuramento dos mandatos. Verifica-se que praticamente ficaria tudo na mesma em termos de totais de mandatos.





Estes quadros mostram, nas autárquicas de 2009, 2013 e 2017, a evolução do somatório dos votos do PSD, CDS e PS, do PSD+CDS e da JPP dado que lidera Santa Cruz. Quando digo que o problema do PSD e do CDS nalguns concelhos onde pretendem apostar e onde estarão disponíveis para coligações, de cuja eficácia duvido muito - temo que a generalização desse expediente seria eleitoralmente catastrófica, depois do que se tem passado desde 22 de Setembro até hoje - tem a ver com falta de votos e não falta de coligações, uma análise a esta evolução eleitoral dissipará dúvidas. Um exemplo no concelho onde desconfio que PSD e CDS estarão a ponderar algum "casamento": os dois partidos entre 2009 e 2017 perderam na capital mais de 12 mil votos (perderam quase 2.500 votos entre 2009 e 2013). Ou exemplo: Machico, onde o PSD e CDS estarão a pensar em "casamentos" de conveniência o problema volta a ser falta de votos. Entre 2009 e 2017 perderam, ambos os partidos, mais de 2.700 votos  (menos 1.800 votos entre 2009 e 2013 e menos cerca de 900 votos entre 2013 e 2017). Ou seja, não façam trampa nenhuma em cima dos joelhos... E acham mesmo que o PSD quer coligar-se ao CDS na Ponta do Sol, ou que o CDS quer uma coligação com o PSD em Santana? Acham , mesmo? Pensem nisso (LFM)

segunda-feira, fevereiro 10, 2020

Madeira: a propósito de museus

No Funchal, o museu de arte sacra reúne uma vasta coleção de artefactos, pintura, escultura, e ourivesaria religiosa recolhida pelas várias igrejas e capelas da ilha da madeira.

Rui Rio no Encerramento do 38.º Congresso Nacional do PSD


Legado gastronómico da Madeira

Restaurante desenvolve projeto para divulgar a herança alimentar das ilhas da Madeira e do Porto Santo.

domingo, fevereiro 09, 2020

Berardo perde recursos sobre arresto de três imóveis em Lisboa e Madeira

O empresário português já começa a ver esgotadas todas as suas tentativas para impedir a execução do arresto de três prédios de luxo, em nome de entidades onde tem responsabilidades, para amortização da dívida de cerca de 400 milhões de euros à Caixa Geral de Depósitos (CGD), segundo avança o Dinheiro Vivo. Os dois acordãos proferidos esta quinta-feira pelo Tribunal da Relação de Lisboa, indeferem todos os argumentos dados nos recursos interpostos por Joe Berardo, pela Fundação José Berardo e pela Associação de Coleções, estas últimas consideradas pelo tribunal como uma criação do empresário para fazer circular capital, rendimentos e contas.
Os três prédios de luxo correspondem a dois em Lisboa: um T4 na Avenida Infante Santo, no valor de 2,5 milhões de euros e outro na Lapa, avaliado em 1,5 milhões de euros. Existe ainda um outro no Funchal, o Monte Palace, onde está sediada a Fundação Berardo, avaliado em 40 milhões de euros.

Operação Marquês: Sócrates pode ser acusado de mais crimes. Salgado e Bava arriscam pena maior

Segundo o juiz, os crimes de fraude fiscal estão mal contabilizados. Os dos ex-primeiro-ministro passam de 3 para 10 e os de Santos Silva triplicam. Ricardo Salgado e Zeinal Bava arriscam pena maior. O juiz de instrução da Operação Marquês quer aumentar o número de crimes de fraude fiscal de José Sócrates e a outros arguidos e mudar a moldura penal relativamente a Zeinal Bava e Ricardo Salgado. Na fase final da instrução do processo, o juiz emitiu um despacho, a que a SIC teve acesso, considerando que o número de crimes fiscais é superior aos indicados pelo Ministério Público (MP) e que no caso do antigo primeiro-ministro José Sócrates deveria responder por 40 crimes e não pelos 33 que está acusado.
No despacho citado pela SIC, Ivo Rosa escreve que “o enquadramento jurídico feito pelo MP quanto aos crimes fiscais está incorreto e inconsistente” e não compreende porque Sócrates está acusado por apenas três crimes de fraude fiscal, quando olhando para a acusação existem 10, um por cada entrega de IRS entre 2006 e 2015.
Crimes de fraude fiscal de Carlos Santos Silva triplicam
Ivo Rosa usa os mesmos argumentos para outros quatro arguidos, referindo que Carlos Santos Silva, empresário e amigo de José Sócrates, terá praticado 12 crimes de fraude fiscal e não os quatro de que está acusado.
Usa os mesmos arguidos para outros quatro arguidos: o ex-administrador do Grupo Lena Joaquim Barroca terá praticado não apenas dois mas oito crimes, Armando Vara, ex-ministro e ex-administrador da Caixa Geral de Depósitos, mais três crimes do que os dois de que está acusado, e o antigo administrador da Portugal Telecom (PT) Henrique Granadeiro não três mas cinco crimes de fraude fiscal agravada.
Quanto ao antigo presidente da PT Zeinal Bava e do antigo banqueiro Ricardo Salgado, o juiz não muda o número de crimes, mas entende que a moldura penal é mais grave e recorre a uma alteração na lei para dizer que em vez de uma pena de prisão até cinco anos, os crimes fiscais pelos quais estão acusados passa a ter uma pena entre os dois e os oito anos.
Ivo Rosa escreve que a alteração da moldura penal e do número de crimes dos vários arguidos significa uma alteração não substancial dos factos.
O juiz pronuncia-se apenas sobre os crimes fiscais e não pelos outros, como corrupção e branqueamento de capitais.
O magistrado avisa que o despacho serve apenas para abrir uma outra uma possibilidade se os arguidos forem a julgamento, mas lembra que “o momento da decisão final é em sede da decisão instrutória”.
A Operação Marquês conta com 28 arguidos – 19 pessoas e nove empresas – e está relacionada com a prática de mais de uma centena e meia de crimes de natureza económico-financeira.
José Sócrates está acusado de crimes de corrupção passiva de titular de cargo político, branqueamento de capitais, falsificação de documentos e fraude fiscal qualificada.
A acusação sustenta que Sócrates recebeu cerca de 34 milhões de euros, entre 2006 e 2015, a troco de favorecimentos a interesses do ex-banqueiro Ricardo Salgado no GES e na PT, bem como garantir a concessão de financiamento da Caixa Geral de Depósitos ao empreendimento Vale do Lobo, no Algarve, e por favorecer negócios do Grupo Lena.
Na Operação Marquês foram ainda acusados, entre outros, o empresário Carlos Santos Silva (apontado como “testa de ferro” de Sócrates), o ex-administrador do Grupo Lena Joaquim Barroca, Zeinal Bava, ex-presidente executivo da PT, Armando Vara, antigo deputado e ministro e ex-administrador da CGD, Henrique Granadeiro (ex-gestor da PT) e José Paulo Pinto de Sousa (primo de Sócrates).
O processo foi investigado durante mais de três anos, culminado com uma acusação com cerca de quatro mil páginas, e o início do debate instrutório, que estava previsto para o fim de janeiro, foi adiado para 04 de março (Executive Digest)


TAP recusa voar para o Montijo. Ryanair e Easyjet resistem

Apesar de haver um consenso no sector da aviação  sobre a necessidade de se construir o aeroporto do Montijo, a verdade é que nenhuma das grandes companhias que operam em Portugal quer realmente voar para o novo aeroporto. O motivo?Essencialmente, porque isso afeta a sua estratégia e modelo de negócio, avança o Expresso. Quem o diz mais abertamente é a TAP. A empresa de bandeira portuguesa tem defendido que o Montijo é para as companhias que voam ponto a ponto, ou seja, as low cost.
“A TAP não pode operar no Montijo. Tem de continuar na Portela. A solução Montijo, pela forma como foi desenhada, não é para a TAP. Gostaria que o Montijo já estivesse pronto e que todas as companhias aéreas fossem para lá”, frisou o presidente da TAP, em entrevista ao Expresso, em setembro de 2018. E a sua posição não mudou desde aí.
Na Web Summit, em 2016, David Neeleman, o acionista privado da TAP, já tinha apontado o caminho: “Estamos a crescer mais rápido do que o aeroporto. E não podemos crescer porque nos dizem que está limitado, temos de abrir outro aeroporto. O Montijo está lá, não podemos esperar três anos para que isso aconteça, as low cost podem ir para lá e nós ficamos aqui [no Aeroporto Humberto Delgado].”

sábado, fevereiro 08, 2020

38.º Congresso PSD - Intervenção de Rui Rio (inicial)


38.º Congresso PSD - Intervenção de Alberto João Jardim


38.º Congresso PSD - Intervenção de José Prada


38.º Congresso PSD - Intervenção de Miguel Albuquerque


38.º Congresso PSD: Rio não tem ninguém da Madeira na Comissão Política Nacional


Voo da TAP com destino a Lisboa regressa ao Funchal por avaria


Um voo da TAP que arrancou esta manhã do Funchal em direção a Lisboa teve de regressar à pista. O problema foi uma avaria no trem de aterragem, que não recolhia. O avião sobrevoou a zona do aeroporto durante dez minutos e depois aterrou dentro da normalidade.

Saúde: médicos madeirenses estão a ser pressionados a não renunciarem já na segunda-feira?

Os médicos que subscreveram um documento anunciando a  demissão do cargo de Directores Clínicos de 24 dos 32 serviços hospitalares existentes no Nélio Mendonça, deverão ser pressionados, "positivamente" por muitos dos seus pares e por alguns colegas continentais ligados à OM, no sentido de adiarem a sua decisão de formalizarem segunda-feira a renúncia aos cargos. Segundo a minha fonte - e obtive esta informação em Lisboa, de fonte clínica - o Bastonário da Ordem dos Médicos estará na Madeira na próxima semana e a "ponte" com os médicos em questão pretende sensibilizar a um "compasso de espera" relacionado com essa visita. Os directores de serviços demissionários deverão ter uma reunião com Miguel Guimarães, no Funchal.
O Bastonário, de acordo com a minha fonte está "preocupado" com a situação mas não afasta uma saída de compromisso que devolva a tranquilidade ao Hospital Nélio Mendonça. Curiosamente um dos motivos deste agastamento dos médicos madeirenses, segundo a minha fonte, não estará relacionado directamente com a imposição de Mário Pereira para DC (que continua a ser a causa principal da contestação) mas com declarações proferidas recentemente pelo presidente do Governo Regional sobre este processo, que "caíram muito mal" entre os clínicos - "não só os demissionários" - havendo mesmo quem se considere ofendido pelas mesmas.
A minha fonte garante que este fim-de-semana poderá ser decisivo para que os referidos médicos madeirenses adiem por alguns dias a sua anunciada intenção de renúncia - e negam que o titular da Saúde tenha legalmente poder para recusar as demissões - até que tenham uma reunião com Miguel Guimarães que a minha fonte garante "não hesitará em tomar as medidas que forem necessárias se não for garantida a estabilidade e competência de liderança dos serviços clínicos hospitalares".
Confirma-se que até a sua deslocação à Madeira e a reuniões de trabalho a ter no Funchal, Miguel Guimarães não tomará nenhuma posição pública sobre o tema, o que não impede, caso seja necessário, que a Ordem dos Médicos, enquanto tal, possa ser chamada a algum envolvimento neste processo (LFM)

Saúde: Bastonário está na Madeira na próxima semana

O bastonário das Ordem dos Médicos, reeleito com a maior votação de sempre, estará na Madeira na próxima semana para estar presente na posse dos novos órgãos da OM na Madeira e para uma série de reuniões com diversas entidades, na sequência do que se tem passado na saúde regional, particularmente no Hospital Nélio Mendonça. Esta informação foi-me dada por fonte da minha confiança, em Lisboa, que confirma que o reeleito Bastonário está altamente incomodado com a situação mas que não tomará posição pública sobre a polémica instalada até essa visita aos seus pares na Madeira.
Segundo a mesma fonte o ex-Secretário Regional dos Assuntos Sociais, Jardim Ramos, deverá ser empossado em Lisboa, na próxima semana, como membro do importante Conselho Disciplinar da Ordem que cada vez mais tem sido solicitado a intervir.
A estrutura regional da Ordem dos Médicos na Madeira, recentemente eleita, passou a ser liderada pelo médico Carlos Martins.
Refira-se que os Conselhos Regionais da Ordem dos Médicos da Região Centro (já foi a 6 de fevereiro, liderada por Carlos Cortes), da Região Norte (10 de fevereiro, reeleito António Araújo) e Região Sul (dia 11 de fevereiro, liderada por Alexandre Valentim Lourenço) ficam empossados até o início da próxima semana.
Lembro que Miguel Guimarães foi reeleito no passado dia 16 de janeiro, bastonário da Ordem dos Médicos, para um segundo mandato a desempenhar no triénio 2020-2022. Guimarães obteve uma votação de 93% - quase 15 mil votos, mais quase 5.000 votos do que os expressos em 2017, quando foi eleito com 73,7% (pouco menos de 11 mil votos). Esta foi a maior votação de sempre para bastonário (LFM)

Detetado mais um problema no Boeing 737 Max


ONU pede informações sobre alegado envolvimento de António Vitorino em caso de corrupção

Jornal espanhol revelou que António Vitorino recebeu 325 mil euros de empresas suspeitas de corrupção.

sexta-feira, fevereiro 07, 2020

Orçamento-2020: conheça as alterações finais (e o que vai mexer no seu bolso)

O Parlamento recebeu um Orçamento, mas vai abrir a porta de saída a um outro, bem diferente. A proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2020 votou em votação final global, depois de uma maratona de três dias consecutivos de votações na especialidade das mais de 1300 propostas apresentadas pelos partidos. O que é que recebeu luz verde e o que é que ficou pelo caminho? A Executive Digest fez uma selecção de algumas das propostas aprovadas que mais impacto podem vir a ter na carteira dos contribuintes.
A decisão sobre se o IVA da electricidade e do gás vai mesmo baixar e quando só será tomada nesta quinta-feira de manhã. Por causa desta questão, o presidente do PS, Carlos César, abre a porta à demissão do Governo. «Se essa solução for aprovada, acho que o Orçamento do Estado ficará desvirtuado e muito dificilmente exequível para manter o equilíbrio inicialmente proposto, pelo que será necessário ponderar seriamente o que fazer», afirmou. Eis as principais propostas e medidas, por área, que vão chegar ainda este ano:

Guaidó recebe apoio internacional mas pode ser detido mal regresse à Venezuela

Depois de ser recebido na Casa Branca por Donald Trump, Juan Guaidó reuniu-se com o secretario de Estado norte-americano.
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Maduro: "Chega dessa obsessão doentia com a Venezuela, Trump!"

OE2020: Easyjet ameaça interromper ligações entre Madeira e continente...

A easyJet ameaçou interromper as ligações aéreas entre a Madeira e o continente, a partir de Lisboa e do Porto, depois de o parlamento ter aprovado a entrada em vigor do novo regime do subsídio de mobilidade. O Orçamento do Estado para 2020 (OE2020), aprovado em votação final global apenas com os votos favoráveis dos deputados do PS, determina que as novas regras entrem em vigor no dia seguinte ao da publicação do documento, passando os madeirenses a pagar apenas o preço estipulado para as passagens aéreas de ida e volta - 86 euros para os residentes e 65 euros para os estudantes -, sem terem de adiantar valores passíveis de reembolso.
"A implementação destas medidas implica a expulsão da easyJet de um mercado liberalizado, por uma decisão política, e que forçará a companhia a interromper as duas rotas domésticas atualmente existentes entre a Madeira e o continente português", indicou a companhia em comunicado de imprensa. A easyJet sublinha que a interrupção das ligações a partir de Lisboa e do Porto "terá um enorme impacto negativo tanto na vida das pessoas, como no turismo e na economia de toda a região". O novo regime do subsídio de mobilidade já tinha sido aprovado no parlamento em julho de 2019, no seguimento de uma recomendação da Assembleia Legislativa da Madeira, mas ficou a aguardar a portaria de regulamentação por parte do Governo da República. Na proposta de Orçamento do Estado para 2020, o executivo socialista, liderado por António Costa, introduziu uma norma que remetia a entrada em vigor dessa portaria para 2021, mas foi contestada pelos três deputados do PSD/Madeira.

Demissões em bloco no hospital da Madeira

Demitiram-se 33 diretores e coordenadores de serviços de saúde na Madeira contra a tomada de posse do novo diretor clínico do Serviço Regional de Saúde.
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Governo Regional da Madeira não aceita demissão de 33 chefes de serviço
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Dois terços dos diretores de serviço do Hospital Central do Funchal apresentaram demissão
Médicos condenam a nomeação do novo diretor clínico, indicado pelo CDS, parceiro da coligação que governa a Madeira.

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Nota1: Não foi o que lhes pediram? E agora o que se segue? Um conflito com a Ordem dos Médicos e a perda de idoneidade em várias especialidades penalizando os internos que se encontram na Madeira? É isso que querem? Já aconteceu no passado. Sei do que falo. Resolvam isto com decência e não com atitudes vergonhosas. A gente bem apela ao diálogo antes da posse imposta. Mas não ligam puto. 
Nota2: Tenham juízo: suspendam mais uma semana e promovam o diálogo com pelo menos a Ordem dos Médicos na Madeira. Por este caminho vai dar barracada da grossa prejudicando a RAM e a Saúde. Eu se fosse interno começava a ficar altamente preocupado. Lembram-se do que aconteceu em 2007 e dois anos seguintes, e quais as causas e motivos? Diálogo, falem uns com os outros, a começar pelo indigitado DC que está há 12 anos fora do Hospital Nélio Mendonça. Reúna com a Ordem, promova depois uma reunião com os DS. Faça compromissos, se necessário for transpondo-os para um documento. Recados pelos jornais não é procedimento mesmo que a política regional ultimamente use e abuse disso. Tenham dignidade e tenha coragem. Não metam mais politica e partidos neste assunto. O povo começa a ficar farto disto tudo e a oposição, quais lobo esfomeados, deita as garras de fora e esfrega as mãos de expectativa. Tenham juízo. Que mais posso dizer? (LFM)

quinta-feira, fevereiro 06, 2020

Nota: os novos adões e evas...

Acho piada mas cada vez mais na política há novos protagonistas da história inventada do Adão e da Eva. Paraíso isso não existe, já sabemos todos. nem lá no alto nem cá em baixo. Mas quanto aos novos actores daquela história de ficção, é fácil encontramos os "adões" e as "evas" sem graça e sem nível que deambulam na política doméstica. Resta saber quem dá a maçã a quem, ou sejam, quem, é o idiota dessa história adaptada. Algo que me faz lembrar um pouco aquela história de saber o que é mais importante, se o cão que morde o homem ou se o homem que dá umas valentes dentadas no cachorro... Poupem-me!  (LFM)

Um desafio

Desafio de novo os deputados do PSD-M - obviamente que os do PS-M não tarda a inundar as redacções com análises, comunicados, acusações, insinuações, contradições, manipulações, etc - a elaborarem, como fizeram no ano passado, um quadro comparativo, identificando todas as propostas apresentadas (pelo menos as tais 50 que subscreveram), o que proponha cada uma delas,e qual o resultado da votação para cada caso, quem votou a favor, contra ou abstenção. Já repararam que os madeirenses começam a ficar baralhados. Uns tentam enganar as pessoas falando de votações noutras propostas que nada têm a ver com a Madeira. Outros votaram contra mas afinal dizem que já não votaram contra tal o incómodo causado. Outros ainda votaram contra mas afinal dizem que se enganaram mas não rectificaram, na Assembleia da República e para constar dos registos, por via de uma simples e liberal declaração de voto, que meteram pata na poça porque foi disso que se tratou. Façam isso por favor, dá trabalho, eu sei, mas antes que sejam eles os "derrotados" deste processo orçamental, façam isso.
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Será que depois de alguns factos concretos os deputados do PSD-M ainda duvidam, da minha razão quando lhes recomendo uma conferência de imprensa para balanço do processo de discussão orçamental, os sentidos de voto diferentes e as propostas que foram apresentadas em beneficio, sim ou não, da Madeira? Eu acho que devem fazer isso e rapidamente antes que comecem a ser os "maus da fita" nas patifarias do costume e dos useiros de sempre (LFM)

Cristiano Ronaldo fez 35 anos e continua em alto nível

Consultora de António Vitorino poderá ter sido usada para fazer circular dinheiro ilícito

A Justiça espanhola está investigar António Vitorino. O antigo ministro da Defesa é suspeito de estar envolvido num caso de corrupção e branqueamento de 4,4 milhões de euros.

Pedro é neurologista e trabalha na fábrica. É um dos luso-venezuelanos que querem curso reconhecido

São, pelo menos, metade portugueses, mas viveram e estudaram na Venezuela. Há uma centena de médicos luso-venezuelanos a quererem exercer em Portugal, que se dizem impedidos por uma questão burocrática: as universidades portuguesas ultrapassam o tempo previsto na lei para lhes reconhecerem os cursos, que não são equivalentes. O "Estado português que nos ajude a vermos reconhecidas as nossas habilitações e garanta o direito ao exercício da nossa profissão em Portugal, como portugueses que somos", escreveram numa petição, lançada neste ano, que querem ver discutida na Assembleia da República. A Direção-Geral do Ensino Superior, em resposta ao DN, admite que o número destes pedidos tem vindo a aumentar, mas que já agilizou este processo e que, neste momento, os cidadãos não precisam de apresentar tantos documentos.
As matérias dos cursos são diferentes e, por isso, uma licenciatura tirada na Universidade da Venezuela não é automaticamente reconhecida em Portugal. Há alguns países que têm protocolos com o nosso país, como Cuba, e não precisam de passar por este processo, o que não é o caso da Venezuela para já. No entanto, o país integra uma lista de nacionalidades em análise pela Comissão Nacional de Reconhecimento de Graus e Diplomas Estrangeiros com o objetivo de um eventual reconhecimento automático de alguns dos graus atribuídos por sistemas de ensino superior estrangeiros.

quarta-feira, fevereiro 05, 2020

Promessas ou factos? Governo anuncia forte baixa nos impostos de 2021

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Abel Matos Santos demite-se da Comissão Executiva do CDS


Portugal é um dos seis países da UE em que os salários baixaram nos últimos 10 anos


Marcelo tem apoio para antecipar a data habitual das eleições legislativas


Um em cada 10 portugueses possui moto

O estudo TGI da Marktest quantifica em 900 mil o universo de possuidores de ciclomotor, motorizada ou moto, o que corresponde a 10.5% dos residentes no Continente com 15 e mais anos. O estudo TGI da Marktest quantifica, na vaga de julho de 2019, em 900 mil o número de indivíduos que referem possuir ciclomotor, motorizada ou moto, o que representa 10.5% dos residentes no Continente com 15 e mais anos. O mesmo é dizer que um em cada 10 portugueses possui este tipo de veículo. Na análise do perfil destes indivíduos, o género é a variável mais discriminante, apresentando valores mais diferenciados entre si em termos de posse destes veículos. Enquanto 13.6% dos homens referem possuir pelo menos um ciclomotor, motorizada ou moto, entre as mulheres a taxa não excede os 7.8%, quase metade daquele valor. Entre os indivíduos dos 45 aos 64 anos observa-se maior penetração deste produto, assim como entre os residentes no Litoral Centro ou no Sul, não havendo diferenças assinaláveis entre as várias classes sociais.

Crosspress: as múltiplas audiências da imprensa

Os dados do estudo crosspress, da Marktest, mostram que oito em cada dez portugueses lêem uma, ou mais, das marcas auditadas no estudo. Segundo os últimos dados do estudo crosspress – o estudo crossmedia de imprensa da Marktest - 8 em cada 10 portugueses (15 e mais anos) lê uma, ou mais, das marcas auditadas no estudo 1 , no conjunto das plataformas disponíveis – papel e digital. Esta Cobertura crossmedia mantém-se estável relativamente ao período homólogo do ano anterior (77% em ambos os casos).
A Cobertura Máxima do formato papel é de 60%, ligeiramente superior à cobertura do digital (56%). Desta relação entre as duas plataformas, decorre que a percentagem dos que lêem exclusivamente em papel (20%) ligeiramente superior (4 p.p.) à dos que lêem apenas online (16%). A maioria dos leitores utiliza ambos as plataformas.
Figura 1 – Dados globais de Cobertura Máxima para o conjunto de 18 títulos estudados – Relatório crosspress de Novembro de 2019

Estado da União: "Guaidó é o presidente legítimo da Venezuela


3,4 milhões de lares subscrevem telecomunicações em pacote

O Barómetro de Telecomunicações da Marktest contabiliza 3,4 milhões de lares que contratam serviços de telecomunicações em pacote. No trimestre móvel de dezembro de 2019, o Barómetro de Telecomunicações da Marktest contabiliza 3 milhões e 420 mil lares com serviços de telecomunicações contratados em pacote, o que corresponde a 84.6% dos lares portugueses. Este número está 4% acima do observado no mesmo trimestre de 2018. A penetração deste tipo de contrato é mais frequente junto dos lares onde a idade do ICMR (Indivíduo que Contribui com o Maior Rendimento) se situa entre os 35 e os 54 anos, nas regiões da Grande Lisboa e Grande Porto e nos lares das classes Alta e Média Alta. Os dados do BTC mostram ainda que a situação mais frequente é estes lares possuírem uma conjugação de serviços em pacotes 4P (voz fixa, voz móvel, Internet e Tv). Em termos médios, a mensalidade do pacote está nos 55,29 euros, oscilando entre 51,40 euros nos lares do Interior Norte e os 60,22 euros nos lares do Sul. A análise teve como base indicadores do estudo Barómetro de Telecomunicações da Marktest para o universo composto pelos lares de Portugal (Marktest, Fevereiro de 2020)

Ronaldo faz 35 anos: a metamorfose do avançado português


Como serão repartidos os 55 milhões da venda de Bruno Fernandes

Fruto da reestruturação financeira do Sporting, um quinto do valor fixo da venda de Bruno Fernandes vai diretamente para os credores. Conheça os restantes valores (infografia de Mário Malhão, Jornal Económico)

Venezuela: António Vitorino terá recebido 325 mil euros de ex-embaixador de Espanha

Raúl Morodo e o seu filho Alejo terão alegadamente feito pagamentos, entre 2012 e 2016, à Ebau Consultores Lda, empresa de consultoria que tem como administradores o antigo ministro da Defesa no Governo de António Guterres, bem como a mulher de António Vitorino. António Vitorino terá recebido 325 mil de Raúl Morodo e do seu filho Alejo, de acordo com a acusação da Unidade de Delinquência Económica e Fiscal de Espanha. Segundo conta o jornal espanhol “Ok Diário” esta terça-feira, 4 de fevereiro, em causa estará um caso de corrupção e branqueamento de capitais referente à PDVSA, uma petrolífera estatal venezuelana.

Alegado escritor-fantasma de José Sócrates acusado de burla, abuso de poder e falsificação de documentos

O Ministério Público alega que “o grau de ilicitude dos factos é manifesto, dada a violação pelo arguido Domingos Farinho dos deveres deontológicos enquanto professor universitário, em prejuízo da dignidade e credibilidade que esta função merece”, avança o Correio da Manhã. O alegado escritor-fantasma do livro ‘A Confiança no Mundo’ de José Sócrates, Domingos Farinho, foi acusado pelo Ministério Público de burla qualificada, abuso de poder e falsificação de documento, avança o ‘Correio da Manhã’ esta quarta-feira, 5 de fevereiro.

Parabéns Facebook. Muitos anos de vida?

O Facebook faz hoje anos e está de parabéns. Mas, terá muitos anos de vida? A 4 de fevereiro de 2004, Mark Zuckerberg e os seus colegas da Universidade de Harvard, Eduardo Saverin, Andrew McCollum, Dustin Moskovitz e Chris Hughes lançaram uma rede a que chamaram TheFacebook. Inicialmente, a rede era restrita aos estudantes da sua Universidade, depois alargada a outras universidades dos Estados Unidos e, em setembro de 2006, a qualquer utilizador com um email válido e mais de 12 anos. Nascia o Facebook como o conhecemos hoje. Em Portugal, a Marktest analisa o fenómeno das redes sociais desde 2008, dois anos depois do Facebook ter acesso aberto e, com mais detalhe, desde 2011, no estudo Os Portugueses e as Redes Sociais. A análise dos resultados deste estudo permite conhecer um pouco a evolução do uso do Facebook em Portugal.

Os números dos 20 anos da carreira de Kobe Bryant

Filho de um jogador da NBA que lhe deu nome de bife japonês e o levou para Itália, Kobe Bryant cresceu a ver cassetes de vídeo dos mesmos Lakers a que se juntaria no final da adolescência. Feitos históricos ao serviço da única equipa da carreira profissional, tirando a seleção norte-americana, só não foram ainda maiores devido às lesões. Morreu com apenas 41 anos e permanecerá uma lenda do basquetebol (infografia de Mário Malhão, Jornal Económico)

Nota: os irritantes

Irrita-me esta teoria da treta, tão idiota como os seus mentores, de que apenas são os representantes do PSD ou do PS aqueles que em Lisboa defendem a Madeira e os Madeirenses, tudo em função do facto do governo em Lisboa ser da mesma cor que esses deputados. E apenas por isso, não pelas atitudes que tomam e pelas votações que fazem. Esta lógica sustenta, no quadro dessa recorrente manipulação patética e mentecapta, que os deputados dos demais partidos, só porque os seus partidos nacionais não estão no poleiro na antiga capital de um "império" desfeito, automaticamente estão "contra" a Madeira e os Madeirenses num jogo do "gato e do rato" em que morrem ambos nos dentes de um qualquer lobo que por lá apareça. Aberrações destas explicam a abstenção nas eleições.
Não há pachorra para aturar estas mentes atrofiadas.
Por isso acho que o PSD-M - porque já vi que o PS-M é só paleio mediático - elabore e divulgue um quadro com todas as propostas directamente relacionadas com a Madeira, apresentadas pelos deputados da RAM, ou não, qual a temática de cada uma delas e de quais os resultados, discriminados, das votações, para percebermos afinal o posicionamento que cada partido teve (LFM)

«Acabaram as investigações a políticos». Ordens da PGR limitam actuação do Ministério Público...

Depois de divulgado o parecer do Conselho Consultivo da Procuradoria Geral da República (PGR) que sustenta que superiores hierárquicos podem dar ordens aos procuradores, como aconteceu no caso de Tancos, e que estes nem sequer devem estar nos respectivos processos, Rui Cardoso, ex-presidente do sindicato, diz que o MP «morreu como magistratura». Este caso foi originado pelos procuradores Vítor Magalhães e Cláudia Porto que queriam ouvir como testemunhas do processo do furto das armas da base militar de Tancos o Presidente da República e o primeiro-ministro. Mas o então director do Departamento Central de Investigação Penal Albano Pinto proibiu as audições de Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa, invocando a «dignidade e o prestígio do cargo» de ambos para impedir as audições. O despacho, que foi deixado de fora do processo mas foi divulgado pela “Sábado”, teve a oposição dos dois magistrados titulares do processo e levou a actual Procuradora Geral da República, Lucília Gago, a pedir um parecer ao Conselho Consultivo da PGR.

terça-feira, fevereiro 04, 2020

Nota: concordo com a iniciativa

Aplaudo a iniciativa com a qual sempre concordei. Lembro-me que durante anos falou-se várias vezes disso, mas a tentativa de desvalorizar a ideia assentava ora nos encargos, ora no pressuposto de que essa delegação do Parlamento corria o risco de se transformar num "escritório" para os deputados que o utilizariam para actividades partidárias que nada tinham a ver com a actividade parlamentar. Era isso que regularmente era dito, sempre que o tema era suscitado. Inicialmente porque era apenas um deputado, depois porque eram apenas dois, depois não sei que mais, isto e aquilo. Sempre achei que o Porto Santo deveria ter uma delegação. Por isso em coerência concordo plenamente.
Por exemplo, não sei - nunca pretenderam acabar com elas, acho que agora, finalmente, há essa decisão tomada - porque razão continuam hoje a existir as chamadas "delegações escolares" numa ilha cujas facilidades de ligação aumentaram muito nos últimos anos e onde não me parece que a Secretaria Regional da Educação tenha dificuldade em gerir o sector a partir do Funchal e ainda por cima com as escolas a terem hoje maior autonomia. Mas quanto a isso não havia oposição...

Nota: erros políticos na Saúde causados pela falta de auscultação? Há tempo para resolver isso...

Tinha prometido a mim mesmo - mas abro apenas esta excepção - não abordar mais o tema da saúde, por ser demasiado sério, não precisar de mais "intrusos" que pouco ou nada adiantam, e por haver já problemas e confusões demasiadas, quando se quer estabilidade e normalização.
Uma excepção pessoal que se fica a dever à denuncia do que considero ser o acumular de erros políticos desastrosos neste processo que podem ser ainda resolvidos antes da formalização do que não pode ser uma imposição passível de agudizar ainda mais um ambiente já demasiado pesado. Desconfio que este esticar da corda pode ter muito a ver com a falta de diálogo, com a sobranceria, com receios que podem ou não ter fundamento, com a ausência de diálogo entre as partes, algo que se tornou necessário a partir de determinado momento e não foi acautelado nem promovido como devia ter sido.
Estou cada vez mais convencido que tem que ser feita alguma coisa, urgentemente, para garantir a estabilidade na Saúde que precisa de acção e não de palavras, independentemente da liberdade de contestação reconhecida às pessoas.

Saúde: Cafofo a fazer-se de novas...

Quando oiço Paulo Cafofo perorar sobre a Saúde na Madeira, interrogo-me sobre o seu pretenso "desconhecimento" do que se passa, quando é sabido que antes das regionais de 22 de Setembro, muito do que agora acontece foi montado com o seu conhecimento e num quadro em que o PS seria o vencedor das eleições regionais. Ou já se esqueceu disso? E não foram apenas um médico ligado ao PSD e um deputado do CDS que estiveram nessas reuniões preparatórias de muita coisa que a derrota do 22S ameaçou colocar em causa (pelos vistos não). Portanto, alguma contenção só ficaria bem!

Notas: divagações de um "outsider"

O PSD-Madeira, segundo li na  comunicação social, terminou o processo de eleição das Comissões Políticas Concelhias, processo que todos sabemos do que se trata e de como se realiza e em que circunstâncias. O que eu recomendo, como outsider de tudo, é que o PSD-Madeira perceba, de uma vez por todas, que devido ao imenso desgaste, social, político e eleitoral - e há realidades que estão à vista de todos - sofrido paulatinamente desde 2011, com as regionais, o que realmente ele precisa é de experiência e habilidade política, de disponibilidade, de ideias novas, de capacidade para devolver o PSD-Madeira à rua ao contacto directo com as pessoas mesmo quando ouve o que não quer ouvir. Política é isso mesmo, criar canais de confiança e de contacto com as pessoas, ouvi-las, trocar ideias com elas, perceber quais são as suas prioridades na freguesia ou no concelho, etc. No fundo é do regresso do PSD-Madeira ao terreno, de uma forma efectiva, como acontecia no passado, que precisamos, obviamente com as adaptações que o tempo determina e impõe. Não há  volta a dar. Não precisamos de pessoas que "assaltam" as Comissões Políticas - sem, ofensa, até porque não estou a acusar ninguém apenas a divagar - porque olham para elas como potenciais trampolins para qualquer cargo político futuro, esquecendo o essencial, mais do que saber se esses pretensos candidatos têm ou não o perfil exigido: os cargos políticos não são por nomeação mas por eleição. E a eleição de uma pessoa, grosso modo, e de uma forma mais intensa nos últimos tempos, passa pela credibilidade dos candidatos, pela confiança que eles inspiram junto das pessoas, pelo discurso que levam aos cidadãos da sua freguesia ou concelho, pela forma como pela capacidade de informar e explicar os cidadãos, etc. Portanto, se os eleitos estão imbuídos desse espírito e dessa lógica política, num partido que não se compadece - porque não há tempo a perder - com  ingenuidades políticas ou inabilidades, então resta esperar pelos frutos dessa trabalho a ser desenvolvido já e não escassos meses antes de eleições.
Se assim não for, teremos infelizmente mais do mesmo e aqui a discussão começa a levar-nos para caminhos a roçar o que em gíria mais radical se chamaria de "refundação" para impedir uma espécie de caos. Que seria desastroso.
Algo que o PSD-Açores, por exemplo, nunca aceitou fazer, por puro pedantismo idiota, e por isso está há décadas a fazer uma inglória e penosa travessia no deserto. A eleição de um novo líder - que considero ser a última oportunidade antes da tal refundação, caso ela se torne inevitável - constitui o principal desafio num ano, 2020, de eleições regionais admitindo eu que o PSD-Açores dificilmente resistirá a um novo desaire eleitoral.
No caso da Madeira, julgo que o PSD tem as suas prioridades apontadas para 2021. Não sei quais serão essas prioridades eleitorais, mas admito que, sem valorizar o recurso generalizado a coligações - que nalguns concelhos até podem revelar-se eleitoralmente catastróficas, porque não são mais-valia nenhuma, antes pelo contrário, podem até tirar votos e causar derrotas inesperadas - a ideia é tentar soluções que nalguns municípios possam aumentar a expectativa de uma inversão do exercício do poder executivo. O PSD-Madeira não tem que ser bengala do CDS-Madeira em todas as autarquias. Estamos a falar de uma situação política e eleitoral na qual, apesar de alguns pequenos sucessos em 1976, ao nível de Juntas de Freguesia, reconhecidamente não é uma praia que favoreça os centristas - salvo o que aconteceu recentemente em Santana, não por mérito do CDS mas de Teófilo Cunha, o que é substancialmente diferente - nem tem que ser o PSD-Madeira a alterar essa realidade histórica no poder local regional (LFM)

Dívida pública aumentou em 2019


Justiça e o Caso BES: MP vai avançar com a acusação contra Ricardo Salgado


Brexit: O que deu o Reino Unido à Europa


Milhares de árvores monitorizadas na Madeira

Iniciativa da câmara do Funchal para modernizar os jardins da região, com recurso às novas tecnologias.

sexta-feira, janeiro 31, 2020

Avaliação bancária: preço dos imóveis aumentou mais em Oeiras

Uma análise dos dados disponíveis no sistema de geomarketing Sales Index da Marktest permite observar como o valor médio da avaliação bancária dos alojamentos aumentou mais no concelho de Oeiras e como em Lisboa o valor é o dobro da média nacional. De acordo com o Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação realizado pelo INE, a avaliação bancária dos alojamentos atingia, em 2018, um valor médio de 1192 euros o metro quadrado no total do país (dados disponíveis para 242 dos 308 concelhos). Este valor oscilava entre os 1095 euros/m 2 no caso das moradias e os 1249 euros/m 2 no caso dos apartamentos. Os dados do INE, disponíveis no sistema de geomarketing Sales Index da Marktest, revelam ainda que, num conjunto de 41 concelhos, este valor de avaliação bancária não atinge os 800 euros/m 2. Em 114 concelhos o valor situa-se entre 800 e 1000 euros/m 2, em 72 concelhos está entre 1000 e 1500 euros/m 2 e em 15 concelhos supera os 1500 euros/m 2. Lisboa encabeça a lista dos concelhos com avaliação bancária mais elevada dos alojamentos, com 2300 euros/m 2, quase o dobro do valor médio nacional. Oeiras, com 2129 euros/m 2, Cascais, com 2039 euros/m 2, Porto, com 1804 euros/m 2, e Odivelas, com 1799 euros/m 2, completam a lista dos cinco concelhos com valores mais elevados das avaliações bancárias. No extremo oposto, entre os concelhos com informação disponível (242 concelhos), Alvaiázere, Vila Nova de Poiares, Miranda do Corvo, Tarouca e Seia apresentam os valores de avaliação bancária mais baixa, inferior a 734 euros/m 2. Comparando os dados de 2018 com os de 2012, vemos que foi no concelho de Oeiras que o preço por m 2 das avaliações bancárias mais subiu nestes anos, passando de 1454 para 2129 euros/m 2, um aumento de 46%. Em Odivelas, Porto e Tavira as avaliações bancárias também tiveram um aumento acima de 40% nos anos em análise. Em 185 outros concelhos o valor das avaliações de alojamentos registou um aumento entre 2012 e 2018, ao passo que em 38 conselhos se observou um recuo nestes valores (Marktest.com, Janeiro 2020)