Se as eleições presidenciais fossem hoje, Marcelo Rebelo de Sousa ganhava com 48% dos votos, ou seja, teria que ir a uma segunda volta. É o resultado da mais recente sondagem feita para a SIC e para o Expresso. Maria de Belém surge em segundo lugar, mas muito longe de Marcelo.
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sexta-feira, novembro 20, 2015
quinta-feira, outubro 15, 2015
Presidenciais: declaração integral de Alberto João Jardim feita hoje no Funchal
A 14 de Julho, pelo significado da data e em resultado do trabalho e reflexão estatutariamente produzidos na Fundação Social Democrata da Madeira, apresentei aos Portugueses nos únicos meios ao meu alcance, os sítios “www.facebook.com/ajjpresidenciais16”, “www.albertojoaojardim2016.com” e “www.facebook.com/albertojjardim”, apresentei um projecto de mudança para Portugal.
A única possível e eficaz Reforma do Estado consiste numa alteração substancial da Constituição da República. Mas para desta vez ser democraticamente referendada pelo Povo soberano, ao contrário do que até agora vem sucedendo.
A viabilidade desta Reforma do Estado, face ao situacionismo conservador que vem definhando Portugal, passa pela eleição de um Presidente da República com esta proposta ao eleitorado, e que, uma vez eleito, faça cumprir a decisão soberana do Povo.
Propus um modelo federalista, com base nas regiões históricas e naturais do País, de forma aos Portugueses voltarem a gerir os seus interesses legítimos, reforçando a Unidade Nacional contra o chamado “Estado unitário” do centralismo.
Defendi a manutenção dos Direitos e Deveres Fundamentais já inscritos na Constituição, mas com a extinção da “entidade reguladora da comunicação social” e da “comissão nacional de eleições”, consagrando o Direito de Resposta para todos os Cidadãos, bem como eliminando a proibição antidemocrática de Partidos regionais.
Propus refazer a lei da greve, constitucionalizar o Estado Social para proteger os Direitos adquiridos pelos Cidadãos e, à semelhança de outras Democracias, extinguir a fiscalização preventiva da constitucionalidade.
Propus a constitucionalização de medidas orçamentais e fiscais, sujeitas a prazos, que garantissem expectativas sérias e a atracção interna e externa dos investimentos.
Para além da anulação da proibição do referendo em matéria de alteração constitucional, propus a redução do número de Deputados nos Parlamentos nacionais e regionais, com a criação dos círculos uninominais a par do círculo nacional ou regional.
Propus um sistema presidencialista, em que o Presidente, eleito por sufrágio universal, directo e secreto dos cidadãos, apenas por um único mandato, fosse estavelmente o Chefe do Governo, sem que este andasse à mercê dos jogos parlamentares.
Propus que se retirasse aos Partido políticos o monopólio de apresentar candidaturas a Deputados.
Sugeri qual a competência do Estado em relação às Regiões, deixando para Estas, no restante, legislar e gerir a “respublica”, sem ir buscar quaisquer das competências que são já do Poder Local, cuja parlamentarização se propõe.
Propus a atribuição ao Supremo Tribunal de Justiça das competências do Tribunal Constitucional e uma verdadeira reforma do sistema de justiça.
Propus vários reforços aos Direitos dos Cidadãos.
Tudo isso e mais, pode ser analisado nos “sítios” que mencionei.
Ao propor tudo isto, tive sempre a certeza que só com o apoio organizado do Povo, poderia alterar o sistema político-constitucional, pois não possuo o dinheiro imprescindível aos moldes como decorre uma campanha presidencial.
Acresce que presentemente não estou alinhado com a política austeritária da direcção nacional do partido a que pertenço, e cujo nascimento e consolidação ajudei.
Sucede ainda que sou adversário, declarado e não através das costumeiras manifestações para que tudo fique na mesma, sou adversário declarado do controlo do País pela plutocracia financeira e pelos grandes interesses internos e externos a Portugal.
Plutocracia e interesses geral e antidemocraticamente não transparentes.
E mais sei que quase toda a denominada “informação” está submetida à vontade destes poderes que controlam o sistema político-constitucional, pelo que não me é possível um acesso à Opinião Pública nas mesmas condições dos candidatos aceites e lançados pelo situacionismo do regime.
Face às mensagens de adesão ao projecto que apresentei, pedi que essas pessoas então se organizassem nas suas cidades e aldeias.
Assim, poderia ser possível ultrapassar os Partidos e os meios de propaganda do regime, e avançarmos com a candidatura e programa, de facto único caminho possível para necessariamente se reformar o Estado.
Ou por causa do conformismo desgraçado que, com evidência, vai destruindo Portugal, ou por preguiça burguesa, ou por confessados e visíveis receios de represálias nos meios onde vivem, sobretudo vindas dos poderes de que esses cidadãos dependem, e apesar de tão maciço entusiasmo declarado às minhas propostas para MUDAR PORTUGAL, as pessoas não se envolveram a organizar nos locais a minha estratégia para tornear os poderes que controlam a “informação”, a propaganda, as rotinas eleitorais e os protagonistas do costume.
As pessoas não se envolveram a organizar as tais imprescindíveis estruturas de base.
Perante isto, embora como cidadão continue a lutar por aquilo que acho ser o melhor para o nosso País, mormente através dos meios a que tenha acesso, decidi não protagonizar quixotismos nas eleições presidenciais, apesar de, só na Madeira, ter reunido o volume necessário de apoios para apresentar a candidatura.
Como decidi, por causa desta eventual candidatura, não me prestar a novas represálias institucionais a que venho sendo sujeito por causa das minhas opções livres e legítimas na vida pública.
Estou convicto de que o futuro dará Razão às minhas propostas.
Agradeço a todos os que me ajudaram, me incentivaram e deram colaboração diversa, bem como aos que, por amizade, me tentaram dissuadir do projecto.
Devo amizade e atenções ao Professor Marcelo Rebelo de Sousa, embora sejamos opostos na consideração do sistema político-constitucional que vem destruindo Portugal.
Todavia confio na Sua coerência com os Valores que sempre nortearam a Sua vida, confio na Sua independência pessoal e científica, nas Suas rigorosas concepções e práticas da Doutrina Social cristã, confio no Seu conhecido distanciamento à política austeritária da direcção do Partido a que pertencemos e na Sua vontade de mudança.
Funchal, 15 de Outubro de 2015
Presidenciais: João Jardim e Rui Rio em sintonia...acordada?
Alberto João Jardim faz hoje às 17 horas uma declaração sobre o tema presidencial. Embora sem confirmação, admite-se que o ex-Presidente do Governo reafirme os seus pontos de vista e princípipos relativamente a um projecto presidencial mas devido ao facto de não terem existido condições efectivas, deverá anunciar que o sistema político português, domindo prlos partidos tradicionais, não se compadece com ousadias, muito menos nascidas fora de Lisboa. Isso mesmo escreve hoje no JN Rui Rio, outro candidato que deverá abandonar a corrrida definitivamente. Segundo o JN num texto da jornalista Gina Pereira, o ex-presidente da Câmara do Porto não vai avançar com uma candidatura à Presidência da República, embora acredite que, no atual "quadro parlamentar instável", a sua candidatura "poderia ser a que melhores condições tinha de, no quadro do espaço ideológico moderado, conseguir garantir a indispensável estabilidade e sobriedade na política nacional". Num artigo de opinião publicado, esta quinta-feira, no "Jornal de Notícias", Rui Rio sai de cena com críticas à decisão dos líderes do PSD e do CDS de darem liberdade de voto nas presidenciais de Janeiro. E justifica-se dizendo que, caso avançasse, a sua candidatura "facilmente seria interpretada como divisionista, senão mesmo como desestabilizadora". Rio diz que, "no contexto das candidaturas já apresentadas" - recorde-se que, à Direita, só Marcelo Rebelo de Sousa avançou - a sua candidatura seria a que teria "melhores condições" para "garantir a estabilidade política em Portugal". Mas isso "só fazia sentido se houvesse a mesma visão dos dois lados", diz, referindo-se ao facto de não ter tido o apoio dos líderes do PSD e CDS. Um texto a ler no JN de hoje
segunda-feira, janeiro 31, 2011
Presidenciais: 80% do PS não votou Alegre!
O jornalista do Sol, José António Lima fez as contas a concluiu que “nunca o voto do eleitorado socialista se terá fragmentado tanto e em tantas direcções como nas presidenciais.. Manuel Alegre era o candidato oficial do PS, mas a contragosto de muitos socialistas, que não lhe perdoam a colagem dos últimos anos à esquerda radical e às teses do Bloco de Esquerda, a rebeldia antipartido do seu avanço contra Mário Soares em 2006 ou as críticas recorrentes à governação de Sócrates. De acordo com o modelo de transferência de voto assente em matrizes a nível distrital, Alegre não terá captado mais de 1/5 dos eleitores socialistas (cerca de 405 mil dos mais de 2 milhões obtidos pelo PS nas últimas legislativas, de Setembro de 2009 - quase tantos como os 380 mil que terá ido buscar ao eleitorado do BE...). Para vários sectores do PS, como era o caso evidente da ala soarista, Fernando Nobre era o candidato alternativo de recurso, capaz de congregar muitos socialistas descontentes com a escolha de Alegre e de representar, nestas presidenciais, um papel semelhante ao do movimento cívico de Alegre nas eleições de 2006. Nobre ultrapassou as melhores expectativas e quase igualou, com os seus 14,1%, a votação do próprio Mário Soares há cinco anos (14,3%). Com quase 600 mil votos, o presidente da AMI terá conquistado votos em quase todo o leque partidário (150 mil no centro-direita, 80 mil entre os abstencionistas, 15 mil no PCP), com destaque para os eleitores do PS que o preferiram a Alegre: 285 mil. O voto socialista em Nobre foi predominantemente de eleitorado urbano, do litoral do país e de várias capitais de distrito. No confronto directo Alegre-Nobre, o candidato dos soaristas apenas vence em 24 concelhos (ver mapa ao lado), com destaque para as vitórias nos distritos de Leiria, Aveiro e Faro”.A geografia das Presidenciais de 2011
Os portugueses foram a votos para escolher o Presidente da República. Consulte o mapa eleitoral que resultou desta eleição. Realizaram-se em Portugal no dia 23 de Janeiro as eleições para a Presidência da República. Estas eleições registaram a maior taxa de abstenção em eleições Presidenciais: apenas 46.6% dos eleitores foram às urnas, o que significa que a abstenção atingiu os 53.4%. Em eleições Presidenciais, este valor afasta-se bastante do observado nas eleições de 1980, quando apenas 15.6% dos recenseados se abstiveram de ir às urnas. Entre as 4260 freguesias existentes em território nacional, os inscritos nas freguesias de Vila Nova de Monsarros (concelho de Anadia), Serpins (concelho de Lousã) e Muro (concelho de Trofa) não exerceram o seu direito de voto boicotando as eleições, enquanto na freguesia de Gralheira (concelho de Cinfães) nenhum dos 198 inscritos compareceu perante as mesas de voto. Os eleitores da freguesia de Isna (concelho de Oleiros) foram os mais participativos, pois 79.59% dos 245 inscritos não faltou a este acto eleitoral. Entre as freguesias que votaram, os residentes em Granho (concelho de Salvaterra de Magos) foram os mais abstencionistas, pois apenas 8 dos 836 recenseados (0.96%) foram votar. Os dados divulgados pela Direcção Geral da Administração Interna - Administração Eleitoral permitem verificar que a participação eleitoral foi maior em freguesias do litoral em especial do litoral norte e dos distritos de Castelo Branco e Évora, sendo os residentes na Região Autónoma dos Açores os menos participativos, pois apenas 31.1% dos inscritos nesta região foram votar este domingo. No distrito de Braga, pelo contrário, registou-se a maior taxa de participação, com 52.5% de votantes. O actual presidente Cavaco Silva foi o vencedor destas eleições, tendo sido reeleito à primeira volta. Recolheu 2 230 240 votos, o que correspondeu a 52.94% do total de votos expressos e válidos. Manuel Alegre obteve 832 021 votos (19.75%), Fernando Nobre 593 886 (14.10%), Francisco Lopes 300 845 (7.14%), José Manuel Coelho 189 351 (4.5%) e Defensor Moura 66 092 (1.57%), tendo havido 277 702 votos em branco ou nulos (6.19%).
Cavaco Silva foi o candidato mais votado em 4068 freguesias, tendo sido na já referida freguesia de Granho que obteve a maior percentagem de votos. Os 6 votantes nesta freguesia votaram todos em Cavaco Silva. O resultado menos favorável para este candidato foi observado na freguesia de Alcôrrego (concelho de Avis), onde recolheu os votos de apenas 7.39% dos 238 votantes nesta localidade. Cavaco Silva repartiu ainda a vitória com Francisco Lopes na freguesia de Relíquias (concelho de Odemira), ambos com 29.61% dos votos válidos. O Presidente reeleito partilhou ainda a vitória com Manuel Alegre em 4 freguesias, onde recolheram entre 33.3% e 37.8% dos votos expressos. Manuel Alegre obteve a maioria dos votos em 82 freguesias, tendo sido em Corujeira (concelho de Guarda) que a sua votação teve maior expressão, pois recolheu 56.67% dos 90 votos expressos. Pelo contrário, não recolheu nenhum voto em 8 freguesias do país. Fernando Nobre foi o candidato mais votado na freguesia de Velosa (concelho de Celorico da Beira), onde recolheu 44.12% dos 68 votos expressos. Em 42 freguesias não obteve qualquer voto. Francisco Lopes venceu em 86 freguesias (não contando com aquela em que empatou com Cavaco Silva), tendo sido em Alcôrrego (concelho de Avis) que recebeu maior percentagem de votos, com 72.61% dos 230 votos válidos. Em 225 freguesias não registou nenhum voto. José Manuel Coelho, pelo seu lado, foi maioritário em 14 freguesias, tendo sido em Santa Cruz (Madeira) que o seu peso foi mais significativo, pois recolheu 55.93% dos 3181 votos válidos da freguesia. Em 155 freguesias do país não recebeu nenhum voto. Finalmente, Defensor Moura, que não foi o mais votado em nenhuma freguesia do país, obteve o seu melhor resultado na freguesia de Vilar de Murteda (concelho de Viana do Castelo), onde recolheu 35.07% dos 134 votos expressos da freguesia.
Se mudarmos o prisma de análise e observarmos os resultados ao nível do concelho, vemos que Cavaco Silva foi vencedor em 292 dos 308 concelhos do país, com maior expressão em Alvaiázere (80.76%), que Manuel Alegre venceu em 3 concelhos, tendo sido no Corvo que registou maior percentagem (35.86%), que Fernando Nobre foi mais votado no concelho de Lagos, com 21.13%, que Francisco Lopes venceu em 10 concelhos, com maior expressão em Avis (44.16%), que José Manuel Coelho foi maioritário em 3 concelhos da Madeira, tendo sido mais votado em Santa Cruz (47.78%) e que Defensor Moura foi mais votado no concelho de Viana do Castelo, onde recolheu 20.07% dos votos expressos.Esta análise foi realizada com os dados disponibilizados pela DGAI.
(fonte: Marktest.com, Janeiro de 2011)
terça-feira, janeiro 25, 2011
segunda-feira, janeiro 24, 2011
Cavaco é o Presidente eleito com menos votos e menor percentagem em reeleições
Li no Sol que "Cavaco Silva foi eleito domingo Presidente da República com o menor número de votos, em termos absolutos, obtendo também a menor percentagem de votos em reeleições presidenciais. O antigo primeiro-ministro, apoiado por PSD, CDS-PP e MEP, garantiu 52,94 por cento dos votos contabilizados, quando foram até agora apuradas 99 por cento das votações, enquanto Ramalho Eanes (1980), Mário Soares (1991) e Jorge Sampaio (2001) conseguiram sempre maior expressão nas suas segundas vitórias, respectivamente com 56,44 por cento (3.262.520 votos), 70,35 por cento (3.459.521) e 55,55 por cento (2.401.015). O socialista Mário Soares, que só na segunda volta das Presidenciais de 1986 conseguiu vencer Freitas do Amaral (51,18 por cento contra 48,82), alcançou depois, em 1991, a maior vitória presidencial de sempre. Hoje, Cavaco Silva conquistou 2.230.140 votos, face aos 831.959 conseguidos pelo adversário mais votado, Manuel Alegre, apoiado por PS, BE e PCTP/MRPP. Em relação a 2006, o atual Presidente da República perdeu um total de 543.311 votos, mas Alegre sofreu também um revés relativamente ao número de votos obtido há cinco anos como independente - menos 294.896"
Lello culpa BE e Alegre pela derrota nas presidenciais
Li no site da TVI que "o dirigente socialista José Lello atribuiu esta segunda-feira a derrota de Manuel Alegre ao apoio do BE, que não agradou ao «eleitorado socialista tradicional», e à atitude do candidato, enquanto deputado, «contra o PS e o Governo». Em declarações à Lusa, o deputado e secretário nacional do PS para as Relações Internacionais, crítico de Alegre, elogiou, contudo, o discurso de derrota do candidato presidencial em que, disse, «teve uma intervenção de grande humildade democrática e de grande dignidade». «A baixa de votação resulta do facto de o bloco social que normalmente apoia o PS não se ter revisto no modelo da formatação eleitoral da coligação de apoio de Manuel Alegre na medida em que esteve um acentuado enfoque - designadamente no inicio, não na própria campanha - em políticas conexas com o Bloco de Esquerda e o eleitorado do socialista tradicional não se reviu nessa formatação e, naturalmente, ou não votou ou se desviou em votos de circunstância», afirmou. Por outro lado, ao mesmo tempo que PS e BE apoiavam a candidatura presidencial de Alegre, os mesmos partidos «guerreavam-se no Parlamento». Segundo Lello, esta situação não favorecia a criação de «qualquer plataforma» que, sublinhou, «como se viu, não existiu nem terá sequência». O deputado e dirigente socialista assume-se como crítico de Manuel Alegre e relaciona o motivo das suas críticas ao resultado das eleições. «Não me esqueço os quatro anos em que Manuel Alegre esteve consistentemente a votar contra o partido e o Governo na Assembleia da República. Não me esqueci eu nem esqueceu a maioria do eleitorado do PS que, de facto, a reacção que teve, teve a ver com isso», argumentou. Confrontado com críticas de que o PS esteve dividido no apoio a Alegre e houve quem no seio dos socialistas patrocinasse candidaturas alternativas, como afirmou a eurodeputada Ana Gomes, Lello afirmou que «se houve elementos dentro do partido ou militantes do partido que fomentaram outro tipo de candidaturas, assiste-lhes esse direito, na medida em que as candidaturas presidenciais não são associações partidárias são de grupos de indivíduos».Dirigindo-se directamente a Ana Gomes, afirmou: «O que é que queria, que o partido tivesse uma intervenção mais dura, mais musculada, em relação ao seu eleitorado? Não se percebe». Para José Lello, «no meio disto tudo, quem teve a atitude mais correcta e mais digna foi o próprio candidato Manuel Alegre que, no seu discurso de derrota, teve uma intervenção de grande humildade democrática e de grande dignidade». «Eu que estou longe de ser um apoiante de Manuel Alegre tenho que referir a extrema dignidade, a grande compostura que, por vezes, falta a pessoas que são seus apoiantes, como é o caso de Ana Gomes», sublinhou.
Cavaco dirigiu-se aos apoiantes de uma das varandas do CCB
No segundo discurso da noite, feito aos apoiantes a partir de uma das varandas internas do CCB, Cavaco Silva voltou a criticar "a vil baixeza" dos ataques pessoais que sofreu durante a campanha que segundo disse "mão respeitaram minimamente a dignidade de uma eleição para a Presidência da República".
Cavaco Silva diz que "a honra venceu a infâmia"
Num discurso sem pistas concretas sobre as relações com o Governo de José Sócrates no futuro imediato, Cavaco Silva reivindicou a vitória da "honra" sobre a "infâmia" e afirmou que os "vencidos" foram aqueles que optaram pela "calúnia" durante a campanha para as presidenciais.
Resultados finais dão a reeleição a Cavaco Silva
Apuradas todas as 4260 freguesias, Cavaco Silva foi eleito à primeira volta com 52,9 por cento dos votos expressos. Muito abaixo ficou o segundo candidato mais voltado, Manuel Alegre, com 19,8 por cento dos votos. O independente Fernando Nobre obteve 14,1 por cento dos votos, seguido pelo candidato apoiado pelo partido comunista, Francisco Lopes, que obteve 7,1 por cento dos votos. Seguiram-se os independentes José Manuel Coelho, com 4,5 por cento dos votos e Defensor Moura, com 1,6 por cento dos votos expressos. A abstenção ficou em 53,4 por cento, a mais elevada de sempre em eleições presidenciais.
domingo, janeiro 23, 2011
Açores: a pior abstenção e César um dos grandes derrotados
Os Açores voltaram a registar a pior abstenção do país. Mas isso não deve preocupar Carlos César - um dos grandes derrotados da noite eleitoral de hoje, dado o protagonismo que teve e o tipo de discurso rafeiro produzido quando se dirigiu a Cavaco Silva - que deve estar satisfeito pois o seu candidato não foi além de pouco mais de 16 mil votos. Grave é o facto de apenas terem votado pouco mais de 33% dos eleitores o que constitui uma "vitória" para César que tem sido capaz de afastar os açorianos das urnas, depois de ter sido reeleito em 2008 com 49% dos votos numa abstenção de quase 6%!
Madeira: Alegre com o pior resultado
Manuel Alegre obteve na Madeira o seu pior resultado de todo o país. O PS local deve estar satisfeito. Melhor, até é capaz de dizer que a culpa é do Bloco de Esquerda...
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