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segunda-feira, julho 14, 2014

sexta-feira, novembro 11, 2011

O lamento de Guida Vieira

Só ontem li o artigo publicado no DN do Funchal por Guida Vieira relacionado com as eleições regionais de 9 de Outubro e com a derrota do Bloco de Esquerda que pela primeira vez perdeu o seu representante no parlamento regional, onde chegou a ser grupo parlamentar. De facto é um documento que o Bloco no próximo Congresso Regional (com outra designação) deve ter presente. Para reflexão. Há erros que se cometem, há discursos que prejudicam, mas há sobretudo que reconhecer e aceitar o veredicto do eleitorado e assumir, como foi feito.

terça-feira, junho 21, 2011

Divergências no Bloco de Esquerda: eurodeputado em rota de colisão com Louça

O eurodeputado Rui Tavares abandonou a delegação do Bloco de Esquerda ao Parlamento Europeu. O anúncio foi feito através de uma nota divulgada em Bruxelas. Sobre este assunto li no DN de Lisboa que "o líder do BE lamentou hoje a decisão do eurodeputado Rui Tavares de abandonar a delegação bloquista ao Parlamento Europeu, mas escusou-se a comentar o que considerou serem "discussões pessoais". "Com certeza [que lamento]. Não me surpreendeu de forma nenhuma, infelizmente. Mas serão a Marisa Matias e o Miguel Portas, que trabalharam no Parlamento Europeu e que foram eleitos na lista de que fez parte Rui Tavares que vão fazer um comentário sobre o assunto", disse, questionado sobre o afastamento de Rui Tavares. O eurodeputado abandonou hoje a delegação do Bloco de Esquerda ao Parlamento Europeu, em virtude de o líder do partido não ter pedido desculpas após o ter acusado de estar na origem de informações enganosas. Numa nota à imprensa divulgada em Bruxelas, Rui Tavares, independente que havia sido eleito em 2009 para o Parlamento Europeu integrado nas listas do Bloco de Esquerda, diz que perdeu a "confiança pessoal e política no coordenador nacional" do partido, tornando-se assim "impossível" continuar integrado na delegação bloquista, pelo que passou à condição de independente integrado no grupo dos Verdes europeus. Na origem do diferendo está um texto publicado por Louçã na passada sexta-feira à noite, na página de Facebook do líder do BE, no qual este sugeria que Rui Tavares estaria na origem de informações falsas colocadas nos jornais "I" e "Sol" sobre os fundadores do Bloco, "fazendo desaparecer da história Fernando Rosas", substituído pelo ex-dirigente Daniel Oliveira, uma das vozes críticas da atual direção do Bloco."Não vou fazer discussões sobre questões pessoais como compreende, não teria sentido", disse Francisco Louçã. O líder bloquista salientou ainda que Rui Tavares "era independente", sublinhando não temer que este afastamento afecte a coesão interna do partido. "Tenho pena, mas não temo nada, antes pelo contrário. O Bloco de Esquerda terá uma grande capacidade de resposta à situação dificílima que teremos com uma maioria de direita e a necessidade de uma resposta clara à esquerda", afirmou. Numa nota divulgada em Bruxelas, os eurodeputados do Bloco de Esquerda Miguel Portas e Marisa Matias consideraram "desproporcionada" a decisão do seu colega Rui Tavares de abandonar a delegação bloquista ao Parlamento Europeu na sequência de uma divergência pessoal com o líder do partido. Miguel Portas e Marisa Matias também criticam implicitamente o facto de Rui Tavares ter decidido tornar-se independente pelo grupo parlamentar dos Verdes europeus, abandonando a família política do Grupo de Esquerda Unitária, que integra os eurodeputados do Bloco e do PCP”.


quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Rui Tavares (BE): moção de censura não tem “ponta por onde se lhe pegue”

Mais um caso espantoso o Bloco de Esquerda. Segundo o Público "tento pegar-lhe por várias pontas, é não há ponta por onde se lhe pegue.” O terceiro eurodeputado eleito pelas listas do Bloco de Esquerda comentou assim a moção de censura apresentada pelo partido que representa em Bruxelas.No seu artigo de opinião no PÚBLICO, o historiador questiona-se sobre para que serve a moção de censura. “Nada muda se a moção perder. O governo fica no lugar, e é provável que dure até mais tempo. Se a moção ganhar, tudo muda – para pior, com um governo ainda mais à direita.” Aponta depois como explicação para decisão da direcção do Bloco em avançar com a iniciativa: “A de que o Bloco se quis livrar do vírus da colaboração com o PS, no rescaldo das presidenciais.” Mais um sinal de divisão interna devido à moção de censura. Durante esta semana soube-se que dois dirigentes, Paulo Silva e Isabel Faria, se demitiram da Mesa Nacional. E antes já o antigo dirigente Daniel Oliveira havia criticado duramente a iniciativa parlamentar".

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Membro do Bloco de Esquerda demitiu-se...

Diz a SIC que "o membro da mesa nacional do Bloco de Esquerda Paulo Silva demitiu-se hoje em protesto pela decisão da comissão política e grupo parlamentar de apresentar uma moção de censura, que considerou um "profundo desrespeito" por este órgão, anunciou à Lusa. Em declarações à Lusa, o responsável bloquista condenou o anúncio feito pelo líder do BE, Francisco Louçã, na passada quinta-feira durante o debate quinzenal, de que apresentará uma moção de censura ao Governo a 10 de março.Este anúncio surgiu cinco dias após a realização da reunião da mesa nacional, em que, garante Paulo Silva, este assunto não foi abordado, e depois de, no final desse encontro, Louçã ter afirmado não existir "utilidade prática" na apresentação de uma moção de censura naquele momento. Paulo Silva apresentou a sua demissão numa carta enviada por correio eletrónico esta madrugada à comissão política. Esta é a segunda demissão da mesa nacional em pouco mais de uma semana, depois de na reunião deste órgão de 05 de fevereiro, Isabel Faria ter anunciado que aquela seria a última em que participava, adiantando que já não estará presente na convenção do Bloco, em maio. "A decisão, ao que parece, tomada durante uma reunião da comissão política com o grupo parlamentar, na terça-feira, traduz o mais profundo desrespeito da comissão política e do grupo parlamentar pelo grupo de 80 aderentes que, estatutariamente, constituem a mesa nacional", afirma o bloquista, na carta dirigida à mesa nacional, a que a agência Lusa teve acesso. O bloquista recorda que a mesa nacional é o "órgão máximo entre convenções", mas "tem sido chamada a ratificar muitas decisões já assumidas", citando o exemplo do apoio a José Sá Fernandes na Câmara de Lisboa. "Seria um atentado à minha inteligência continuar a participar num órgão que não exerce as competências que lhe são conferidas estaturiamente e observar passivamente a contínua e repetida ultrapassagem da comissão política e do grupo parlamentar", afirma. Apesar de considerar que "o Governo merece uma censura política no Parlamento", Paulo Silva admitiu ter "as maiores dúvidas" sobre esta moção de censura, considerando que PSD e CDS vão rejeitá-la com base na "argumentação tipicamente de esquerda". Para o agora ex-membro da mesa nacional, o BE quer "demarcar-se muito rapidamente do PS", após o apoio a Manuel Alegre nas presidenciais, e "roubar espaço" ao PCP, que já admitira apoiar uma eventual moção do PSD ou avançar com uma própria. À Lusa, Isabel Faria justificou a sua saída da mesa nacional com o que classificou de "falta de autocrítica do Bloco, que continua a dizer que tomou a decisão certa" ao apoiar Alegre, e condenou a expulsão de João Pereira, decidida na última reunião da mesa. "Não estou nos órgãos dirigentes de um partido que se alia ao PS e que cá dentro é cada vez mais parecido com o PCP", afirmou, acrescentando que a sua permanência no Bloco vai depender do modo como decorrer a convenção nacional, marcada para 14 e 15 de maio. Ao início da tarde, o assessor do Bloco de Esquerda afirmara à agência Lusa que o secretariado bloquista - que se reuniu esta manhã - não havia recebido até então qualquer pedido de demissão".

sábado, fevereiro 12, 2011

Bloco de Esquerda: liderança de Louça contestada!

Esceve o Sol que "o movimento Ruptura/FER vai avançar com uma moção à Convenção do BE, alternativa à da actual direcção, avançou Gil Garcia, membro desta organização política que representa uma corrente minoritária dentro do partido. «O apoio da direcção do BE a Manuel Alegre dividiu muito as águas dentro do partido», afirmou Gil Garcia, adiantando que há elementos da Mesa Nacional, de correntes contrárias à direcção do BE, que já decidiram abandonar aquele órgão e não formar ou integrar nenhuma lista à próxima Convenção, marcada pela Mesa Nacional para 14 e 15 de Maio. João Delgado e Isabel Faria, ambos eleitos na Convenção de 2009 pela moção Luta Socialista, também de Gil Garcia, são duas das faces mais visíveis deste descontentamento. O primeiro, candidato do BE por Braga nas últimas autárquicas, tornou pública a decisão de abandonar o partido após as eleições presidenciais, no seguimento da longa discordância relativamente ao apoio a Manuel Alegre. Já Isabel Faria disse à agência que a reunião de sábado foi a sua última na Mesa Nacional e que não integrará nenhuma lista na próxima Convenção, estando a «ponderar» sobre a possibilidade de deixar o BE. «Vou fazer depender a continuação no BE do que se passar na Convenção. Na minha opinião, o BE cometeu um erro enorme no apoio a Manuel Alegre e continua a reiterar o erro quando não assume a derrota que foram as eleições presidenciais», afirmou, notando que «as sondagens mostram que dois terços dos eleitores do BE não foram sequer votar». A militante do BE antevê mesmo que na reunião magna do BE estejam em debate apenas duas moções - no congresso de 2009 houve três -, uma da actual direcção e outra subscrita apenas por elementos da Ruptura/FER, sem quaisquer elementos independentes, posição subscrita por Gil Garcia. Gil Garcia adiantou que a moção que vai apresentar à Convenção proporá «uma nova aliança à esquerda», que privilegie um «acordo de incidência governamental» e não «apenas parlamentar» com o PCP e que reúna independentes e socialistas descontentes. Este membro da Mesa Nacional do BE acusa a liderança de Francisco Louçã de estar «à espera» de uma «suposta ala esquerda» do PS. «O BE devia orientar-se para a unidade à esquerda com os que se opõem à política neoliberal, procurar acordos com o PCP, que já existem em votações parlamentares mas não num plano político estruturado, o que dificulta que se construa um governo alternativo de esquerda. Esta separação entre o BE e o PCP é prejudicial», advogou. As moções para a Convenção do BE têm de ser entregues à Comissão Organizadora do Congresso (COC) até 27 de Março. A actual direcção do BE também já está a trabalhar na sua moção e os elementos da comissão política vão realizar várias sessões com militantes por todo o país, no sentido de reunir contributos para o documento final"

terça-feira, outubro 12, 2010

Câmara do Bloco de Esquerda com concurso polémico

Refere o Correio da Manhã que "a Câmara de Salvaterra de Magos, a única liderada pelo Bloco de Esquerda, contratou um engenheiro civil cujo pai foi membro do júri do concurso que lhe garantiu o emprego. Vítor Hugo Marques Abalada, recém-licenciado, foi o primeiro classificado no concurso público cujo júri tinha como vogal suplente o seu pai, José Gabriel Marques, chefe da divisão financeira. "Não há ilegalidade nem houve interferência, porque o pai foi vogal suplente e não efectivo do júri e não participou directamente em nenhum acto concursal de avaliação de candidatos ou realização de provas", disse uma fonte da autarquia. Já o vereador Hélder Esménio (PS) lamenta que "o processo seja omisso" em relação a essa questão. "Não duvido de que seja legal, mas devia existir um parecer jurídico que valide a tramitação seguida", porque "estão em causa questões que devem ser sempre avaliadas do ponto de vista ético", acrescentou Hélder Esménio”. Pois é...

domingo, novembro 15, 2009

BE elegeu vereador com passado criminal?

Escreve a jornalista do Sol, Graça Rosendo, que o "BE elegeu vereador com passado criminal". E acrescenta: "O primeiro vereador eleito pelo Bloco de Esquerda para a Câmara de Olhão já foi objecto no passado de várias queixas-crime e está actualmente envolvido numa transacção de terrenos que é objecto de muitas dúvidas e reclamações entregues no próprio município. O vereador bloquista eleito, João Pereira, está a ser alvo de queixas-crime no Ministério Público, pelo seu envolvimento na venda de terrenos de familiares, sobre cuja propriedade há suspeitas de terem sido cometidas falsas declarações. Pereira contrapõe dizendo que o querem «calar» e que isto é apenas «política, da pior possível». E quanto aos processos-crime, diz que ele próprio também fez queixa em tribunal de quem «roubou» a sua família. O problema é que João Pereira, segundo as informações recolhidas pelo SOL, está há algum tempo referenciado na Polícia Judiciária, tendo já sido investigado por diversos indícios criminais, como falsificação de cheques e burlas. Além disso, o agora vereador do Bloco foi sócio de uma empresa de construções local, a J.& Valério, que o tribunal declarou insolvente em 2007 e que foi alvo mais de uma dezena de processos. Há três anos, aliás, estava na lista das maiores devedoras ao fisco, publicada pelo Ministério das Finanças".

quarta-feira, setembro 09, 2009

Bloco: Joana Amaral não gostou e Louça desvaloriza

Joana Amaral Dias diz que não gostou do "aproveitamento político que Francisco Louça" fez do convite do PS. Joana Amaral Dias diz que o caso teve um empolamento político desnecessário e que não gostou da utilização que Louçã deu ao episódio. O líder do Bloco desvalorizou as críticas da militante.

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Louçã desvaloriza críticas de Joana Amaral Dias
O coordenador do Bloco de Esquerda desvalorizou as críticas de Joana Amaral Dias a propósito de um convite socialista

quarta-feira, agosto 05, 2009

Esta tem piada: Louça, Joana Amaral Dias e o Bloco...

Segundo o Sol num texto do jornalista Manuel Agostinho Magalhães, Louça encontrou a explicação para a ausência de Joana Amaral Dias das listas do Bloco de Esquerda: "ela não era «especialista»! E prossegue o semanário: "A notoriedade «não é o primeiro critério» na escolha dos deputados do BE. Questionado sobre a exclusão de Joana Amaral Dias das listas para as legislativas, Louçã disse num encontro de bloggers que o Bloco precisa de «especialistas em todas as áreas» no Parlamento. Também revelou que quer «ganhar as eleições na internet» e que até aceita lições de democracia de Sócrates. Numa mistura de entrevista colectiva e de debate político, Francisco Louçã respondeu ao longo de três horas às perguntas de 15 bloguers, pertencentes a 12 blogues numa iniciativa idêntica há que José Sócrates interpretou há oito dias. Mas com uma diferença: não houve apagão, esta tarde na Casa do Alentejo. Joana Amaral Dias esteve fisicamente ausente do debate, mas dela falou o blogue 31 da Armada. «Cadê a Joana Amaral Dias? Porque não está nas listas do BE?», lançou Rodrigo Moita de Deus. A resposta de Louçã versou as necessidades de um conjunto de deputados que possam cobrir todas as necessidades sectoriais. «As escolhas das listas são feitas em função das pessoas que queremos na AR», justificou Louçã. «A notoriedade não é o único critério», acrescentou. «Vamos ter a obrigação de ter especialistas em todas as áreas», precisou. A conclusão tirada por Rodrigo Moita de Deus arrancou risos ao líder do BE: «A Joana Amaral Dias foi então excluída por falta de especialização?». Antes Louçã tinha referido que a antiga dirigente o tinha apoiado na última convenção, «A Joana assinou a minha lista à convenção». Mas nesse conclave, em Fevereiro, Joana Amaral Dias também expressou o seu desagrado por ter ficado fora da nova Mesa Nacional, o órgão de direcção alargado do BE. O mesmo blogue 31 da Armada trouxe ao debate outro incómodo, o de Miguel Vale de Almeida que se candidata pelo PS".

domingo, agosto 02, 2009

De borla: mãe de Louçã trabalha para BE...

Escreve a jornalista do Correio da Manhã, Janete Frazão, que "a mãe de Francisco Louçã, Noémia Anacleto, de 78 anos, trabalha para o Bloco de Esquerda (BE), partido liderado pelo filho. A advogada foi, aliás, nomeada conselheira de acompanhamento dos Julgados de Paz em representação do grupo parlamentar bloquista, em Agosto de 2008. "Noémia Anacleto colabora com o grupo há muito, ao nível de apoio técnico na elaboração de leis", disse fonte oficial do BE ao CM, garantindo que a mãe de Louçã "não é dirigente, nem tem qualquer cargo" no partido. "Esta é uma colaboração em regime não-remunerado", sublinhou a mesma fonte. Entretanto, a responsável substituiu a deputada Ana Drago no cargo de conselheira dos Julgados de Paz por ter "mais conhecimentos técnicos na área". Sobre o facto de a advogada aparecer no site daquele conselho como assessora do partido, este garante tratar-se de "um equívoco". O CM tentou obter uma reacção de Louçã, mas o líder do BE esteve incontactável".

sexta-feira, julho 31, 2009

Bloco: Joana Amaral Dias quebra silêncio

A militante do Bloco de Esquerda garantiu que foi convidada para as listas do PS por Paulo Campos. Joana Amaral Dias confirmou ao Expresso que houve o convite, que foi sério e insistente, mas que ela recusou.
Sobre este assunto recomendo a leitura desta notícia do Publico.

domingo, julho 26, 2009

"Caso Joana Amaral Dias" ainda promete...

O "caso Joana Amaral Dias" não conheceu dados novos. Recordo que Louça acusou o PS de Sócrates (aqui) e que o dirigente socialista visivelmente irritado negou (aqui). Em quem vai o povo português acreditar? E a referida Joana Amaral Dias porque não diz nada? Mas Louça hoje reafirmou o que disse (aqui).
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domingo, junho 21, 2009

Francisco Louça já quer ser primeiro-ministro!

Numa entrevista publicada hoje no Correio da Manhã, Louça perde a noção da realidade, embora o PS e o PCP, graças aos votos perdidos, sejam os grandes responsáveis por este entusiasmno histérico: "Francisco Louçã, líder do Bloco de Esquerda, afirma que quer ter a maioria nas Legislativas e ser primeiro-ministro. A liberdade, diz, é algo que marca muito a identidade do BE". Desta entrevista destaco uma pergunta concreta:
"Como é que vê hoje a Comunicação Social em Portugal?
- Eu creio que nós estamos a passar uma situação muito difícil na Comunicação Social porque os meios estão a mudar. Hoje há jornais que eram grandes jornais de referência que estão em grandes dificuldades, há o projecto de haver um novo canal generalista de televisão, não se sabe se há mercado publicitário para isso, há escolhas estratégicas que têm de ver com esta mudança de padrão geral da comunicação. Mas acho que todos os contributos que são dados para trazer informação diversificada sobre a vida social, com o olhar próprio de cada jornal e de cada jornalista são inestimáveis do ponto de vista da nossa vida. Veja o caso do Correio da Manhã, que tem uma atenção especial em relação a problemas como o da saúde, da vida dos reformados, da vida das populações com mais dificuldades e com mais problemas sociais. Isso não é muito comum na imprensa portuguesa. E eu acho que é muito importante que haja essa atenção para que todas as vozes possam ser ouvidas e para que o pluralismo e a riqueza de uma vida social, de uma comunidade viva se possa exprimir do ponto de vista da Comunicação Social. Se nós perdermos isso podermos ter outros direitos mas perdemos o direito essencial de olharmos para nós próprios com uma visão crítica
".
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terça-feira, junho 02, 2009

Campanha: parabéns ao Bloco de Esquerda...

O Bloco de Esquerda demonstrou mais uma vez, nas imagens gravadas para a reportagem da RTP-Madeira que estudou muito bem a coreografia a utilizar quando isso acontece. De facto, mais uma vez, eles sabem como ocupar o pequeno écran, quer pela disposição das pessoas quer pelos adereços usados. O problema é que o Bloco de Esquerda ainda não percebeu que não vai a lado nenhum, na Madeira, reunindo meia dúzia de pessoas à espera que os fotógrafos e os operadores de televisão cheguem. Porque são as pessoas que votam. Pensei que as regionais de 2007 tivessem constituído uma lição. Pelos vistos ainda não.

segunda-feira, janeiro 26, 2009

As razões do Bloco e o drama do "Zé"...

Consumado o divórcio entre o Bloco de Esquerda e o "Zé" - os bloquistas parecem estar agora apostados em apoiar Helena Roseta - de facto começa-se a perceber os motivos do BE. O Correio da Manhã de hoje ajuda a perceber o "drama" do vereador, num texto da jornalista Janete Frazão: "José Sá Fernandes vai admitir, a partir de Fevereiro, três novos assessores. O vereador da Câmara de Lisboa garante que todos os contratados vão auferir um ordenado inferior a 3950 euros por mês, tecto salarial máximo fixado pelo actual executivo. Desde que perdeu a confiança política do BE, em Novembro de 2008, Sá Fernandes viu sair do seu gabinete Catarina Oliveira (adjunta), Ana Sartóris e Rui Abreu (assessores). Já em meados de 2008, o número dois da lista à Câmara e dirigente bloquista Pedro Soares havia abandonado o cargo, tornando claros os primeiros sinais de ruptura. Com estas baixas, o gabinete de Sá Fernandes ficou reduzido, segundo o autarca, a "cinco pessoas, mais uma secretária". Em Fevereiro, somam-se três admissões: um assessor de imprensa, um adjunto e um responsável para a pasta da Higiene Urbana, cuja tutela foi transferida do vice-presidente, Marcos Perestrello, para Sá Fernandes. De momento, o vereador recusa avançar o nome dos novos assessores, mas diz que serão pessoas exteriores à autarquia".

terça-feira, dezembro 23, 2008

Bloco de Esquerda ainda não avançou

O Bloco de Esquerda já anunciou que o jornalista Fernando Letra vai substituir Roberto Almada, mas o processo ainda não deu entrada na Assembleia Legislativa, facto que deverá acontecer, ao que julgo saber, no início de Janeiro. Letra já pediu há alguns meses dispensa do DN do Funchal para assumir funções no gabinete do deputado do Bloco, para que desta forma vá "entrando" aos poucos na actividade parlamentar regional. Almeida deverá optar por ficar fora do parlamento regional por um ano, não só no quadro da rotatividade definida, mas para poder se dedicar ao triplo processo eleitoral que em 2009 exigirá muito do BE.

sexta-feira, novembro 28, 2008

Bloco de Esquerda contra PS: quem vai ganhar esta guerra?

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Sá Fernandes acusa Bloco de Esquerda de pôr os interesses do partido acima dos da cidade –Segundo o Publico, o vereador da Câmara Municipal de Lisboa José Sá Fernandes reagiu à retirada de confiança pelo Bloco de Esquerda lamentado que este “tenha posto os interesses do partido acima dos dos cidadãos de Lisboa”. Em declarações à TSF, Sá Fernandes, que foi eleito vereador em Lisboa como independente nas listas do Bloco, disse que “trata-se de uma estratégia partidária que não está a pensar em Lisboa”. “Respeito isso, tenho é de continuar a trabalhar”, rematou. “O grau de incomunicabilidade chegou ao absoluto. Isso significava a antecâmara desta ruptura”, afirmou por seu lado o líder da Comissão Concelhia do BE de Lisboa, o deputado Luís Fazenda. O dirigente bloquista acusou ainda o vereador de comunicar “como factos consumados” as suas decisões e de ter uma “relação prévia, alinhada com o presidente de Câmara, de onde excluiu o Bloco de Esquerda”.A Assembleia Concelhia dos bloquistas da capital aprovou, por larga maioria, com seis votos contra e uma abstenção, uma resolução em que é proposto que seja “terminado” o “entendimento” com Sá Fernandes. Na reunião, num hotel de Lisboa, participaram cerca de cem militantes.
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PS acusa BE de fazer purga e de perseguir Sá Fernandes por delito de opinião - O porta-voz do PS, Vitalino Canas, acusou o Bloco de Esquerda de ter práticas antidemocráticas, de intolerância e de fazer purgas internas ao cortar com o seu vereador independente da Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes. A Assembleia Concelhia dos bloquistas da capital aprovou ontem à noite, por larga maioria, com seis votos contra e uma abstenção, uma resolução em que é proposto que seja “terminado” o “entendimento” com Sá Fernandes, independente eleito nas listas do BE nas autárquicas. “O grau de incomunicabilidade chegou ao absoluto. Isso significava a antecâmara desta ruptura”, afirmou o líder da Comissão Concelhia do BE-Lisboa, o deputado Luís Fazenda. Em declarações à Lusa, o porta-voz do PS considerou a atitude do Bloco de Esquerda reveladora de “intolerância, própria de forças políticas com pensamento único”.
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Louçã muito desiludido com José Sá Fernandes - "Desde que José Sá Fernandes se foi aproximando do PS, passou a ter atitudes muito diferentes e isso cria muita desilusão". A frase é de Francisco Louçã, líder do Bloco de Esquerda. E se dúvidas existiam, a palavra "desilusão" é a prova da ruptura entre partido e vereador. O descontentamento levou a que fosse marcada uma reunião para hoje. O objectivo, diz Pedro Soares, "é fazer o balanço do mandato do vereador desde as eleições intercalares". O coordenador da concelhia bloquista não quis adiantar mais nada sobre a reunião mas admitiu que "tem havido um progressivo afastamento político entre o programa eleitoral e o vereador". Ainda que não digam claramente se o "Zé" continua a "fazer falta" ao Bloco, Louçã e Soares falam de uma "mudança de atitude" de Sá Fernandes. Ao DN, o vereador disse não estar "preocupado com a reunião, porque o mandato tem sido muito bom". Sá Fernandes nega também as acusações de mudança de atitude ao garantir: "Sou exactamente o mesmo".
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Bloco de Esquerda retira apoio político a José Sá Fernandes - O desentendimento arrastava-se há vários meses e a ruptura aconteceu esta quarta-feira. O Bloco acusa o vereador de incumprimento dos compromissos eleitorais que assumiu durante a campanha para a Câmara Municipal de Lisboa (veja aqui o video da RTP)
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BE retira confiança política a Sá Fernandes
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Sou um social-democrata como Olof Palme
Hoje, foi uma entrevista ao Publico, à jornalista Ana Henriques: "Faltam as palavras ao vereador dos Espaços Verdes, José Sá Fernandes, quando se lhe pergunta em que matérias tem sido crítico de António Costa. O antigo enfant terrible da Câmara de Lisboa não o admite, mas já não se sente à vontade no papel que o tornou conhecido por todo o país" (entrevista aqui)

sexta-feira, outubro 10, 2008

Lei de Finanças Regionais: o "perigo" do PCP e do BE...

Sinceramente acho que o debate, hoje na Assembleia da República, em torno da Proposta de Lei n.º 172/X (ALRAM) - Primeira alteração à Lei Orgânica n.º 1/2007, de 19 de Fevereiro, que aprova a Lei de Finanças das Regiões Autónomas, e que ali esteve em apreciação - tendo sido rejeitada, como se esperavam, com os votos do PS que voltou a ficar isolado, já que todos os demais partidos votaram a favor - criou um problema novo ao PS local, independentemente do facto dos três deputados eleitos pela Região se terem abstido: o de saber até que ponto, já em 2009, o eleitorado regional que habitualmente vota à esquerda vai continuar a insistir no PS ou se a tendência de opção pelo PCP e pelo Bloco tende a crescer. Vamos a ver. E isto porquê? Porque tive oportunidade de assistir ao debate na Assembleia da República, através da televisão e constatei que as intervenções de Luís Fazenda (Bloco de Esquerda) e de António Filipe (PCP) chegaram a ser ainda mais contundentes que a posição de Hugo Veloza, na defesa da iniciativa legislativa em discussão. Tomei notas:
Luís Fazenda – Começou logo por recordar que o Bloco de Esquerda não "morre de amores" pelo Governo Regional de Alberto João Jardim, nem pela prática política existente na Região, mas lembrou que não era isso que estava naquele momento a ser discutido. Denunciou o que disse ser a "falta de ética e de justiça da lei de finanças regionais aprovada" e contestou o critério do cálculo de transferências para as Regiões: "Assentar o critério no PIB foi um erro clamoroso. A União Europeia não tem regra nem aplica esse método de cálculo das transferências para muitas regiões de vários estados, em relação aos quais seguem critérios diferentes (as Canárias por exemplo é diferente o mecanismo adoptado)". Fazenda criticou a "obstinação do PS e do Governo" e recusou aceitar que a propósito desta questão se institucionalize uma espécie de "querela entre Madeira e Açores, até porque se momentaneamente os Açores podem ter algum ganho financeiro a prazo e com o desenvolvimento conseguido, também serão prejudicados". O deputado do Bloco foi claro ao alertar o parlamento para o facto de "não podermos entrar numa polémica entre arquipélagos lesivo para as Regiões Autónomas e para o país".
E que dizer de António Filipe do PCP? Comecemos por esta declaração sintomática, feita depois de se demarcar de qualquer questão político-partidária de âmbito regional, assunto que disse nada ter a ver com a discussão que ali estava a acontecer: "Estamos perante uma lei negativa para ambas as Regiões Autónomas, que pode não ser momentaneamente para os Açores que será a prazo". E mais, segundo o deputado comunista: "É uma Lei lesiva da autonomia regional, provavelmente estamos perante o instrumento legislativo mais contrário aos valores da autonomia das Regiões Autónomas que foi aprovado nesta casa desde a aprovação da Constituição de 1976". Filipe denunciou a lei em virtude da mesma representar uma "perda da autonomia financeira das Regiões Autónomas porque passou a ser o Orçamento de Estado a impor regras em matéria de endividamento. Concordamos que devem existir regras mas não podem ser os governos através dos sucessivos Orçamentos de Estado a imporem unilateralmente e a definirem todos os anos esses limites da forma que o faz actualmente".