Porque razão o Governo Regional da Madeira não equaciona imediatamente a dinamização de algumas "farmácias hospitalares" em rede, ligando o Hospital dr. Nélio Mendonça, o Hospital dos Marmeleiros e alguns centros de saúde espalhados pela Madeira (incluindo o do Porto Santo), como forma de tornear os problemas que têm surgido com as farmácias (e com João Cordeiro), permitindo assim que não se coloque em causa a compatticipação, mas que se fomente a unidose, se generalizem os genéricos sem hesitações ou subterfúgios e se pratiquem preços mais consentâneos com as dificuldades de momento e com a conjuntura actual? Não vejo o que é que impede que se tome essa medida e que os madeirenses fiquem a saber da existência dessa rede organizada de "farmácias hospitalares", directamente dependentes do SESARAM ou de algum departamento oficial da própria Secretaria Regional dos Assuntos Sociais. Ainda esta semana foi noticiado, no caso dos Açores, que "a farmácia do Hospital do Divino Espírito Santo iniciou a venda ao público de medicamentos em unidose. Na prática quem se dirija às urgências, e mais tarde à consulta externa, vai poder dirigir-se à farmácia do hospital para adquirir os medicamentos necessários mas em regime de unidose. Ou seja, qualquer utente que tenha de realizar um tratamento durante pouco tempo pode agora comprar apenas os medicamentos na dose certa para os dias de tratamento e não caixas que muitas vezes trazem o dobro do que é necessário. Isso representa para o governo uma política do medicamento mais ajustada às necessidades dos utentes e também financeiramente mais sustentável. As pessoas poderão pouparão só por esse facto mais de 10% em todos os medicamentos. Além disso estarão sempre disponíveis os medicamentos ao preço mais em conta de modo a diminuir ainda mais a factura aos nossos doentes. Miguel Correia salienta que o governo Regional tem feito “um esforço de contenção de custos e em encontrar soluções que combatam efectivamente o desperdício e que organizem mais eficientemente a prestação de cuidados de saúde ao cidadão garantindo a qualidade”. E é nesse sentido que surgem os medicamentos em unidose, como “uma medida que permitirá combater o desperdício na gestão do medicamento”, uma vez que na opinião do Secretário Regional “baixa a despesa das famílias e por conseguinte diminui a despesa do Serviço Regional de Saúde”. Miguel Correia salienta que não se vivem tempos de abundância e para se garantir a sustentabilidade do Serviço Regional de Saúde “não é tarefa fácil, mas é uma tarefa que se impõe”. O sistema da unidose é permitido também nos Hospitais, mas também vai avançar nas Farmácias, abrangendo um conjunto vasto de medicamentos, designadamente, anti-inflamatórios e anti-estasmínicos. Os defensores da unidose alegam que, assim, há menos desperdício e poupança para o utente e para os Serviços de Saúde. Já o empresário do ramo de farmácia, José Garcia, está convencido que não há na Região condições para se vender medicamentos em unidose de forma a se poupar 10% no Serviço Regional de Saúde. Deixa claro que o decreto que o governo venha a criar para regulamentar a unidose “não servirá para nada”. Em contraponto, sensibiliza o governo para poupar, consumindo-se mais medicamentos genéricos no arquipélago. É que, como esclarece, os Açores são a região portuguesa onde se vende menos genéricos, ficando cerca de quatro pontos percentuais abaixo da média nacional. Para José Garcia, “se o problema é poupar na saúde, a Região, neste momento, está a cerca de quatro pontos abaixo da média nacional no consumo de genéricos. Ora, se o governo açoriano quer poupar dinheiro, é por aí que se vá. A diferença entre um medicamento de marca e um medicamento genérico pode chegar a 40% neste momento”, diz.
Duarte Freitas, líder parlamentar do PSD/A na Assembleia Legislativa dos Açores: “Governo “tem de resolver” com verdade problema da dívida dos medicamentos
O líder parlamentar do PSD/Açores defendeu que o governo regional tem de “resolver verdadeiramente” o problema das dívidas do sector da saúde aos fornecedores de medicamentos, alegando que não se pode correr o risco de prejudicar os utentes. “O impacto dos problemas financeiros na saúde foi, numa primeira fase, absorvido pela banca. Numa segunda fase, que é a actual, está a ser absorvido pelos fornecedores. Gostaríamos que não se chegasse a uma terceira fase, em que o impacto atinja os utentes”, afirmou Duarte Freitas, em declarações aos jornalistas, após uma visita à empresa Eduardo Caetano Sousa, armazenista de produtos farmacêuticos, na Horta. Para o líder da bancada social-democrata, o governo regional tem de “assumir a plenitude do problema que existe nas finanças regionais e em concreto na área da saúde”, considerando que se tal não acontecer “não se pode passar para a fase seguinte, que é resolver verdadeiramente o problema”.Segundo Duarte Freitas, o que se impõe, neste momento, é que “em vez de desorçamentar nas empresas públicas” e de “passar a factura para os empresários privados”, o governo regional “assuma as suas responsabilidades”. Confesso que não sei se existem impedimentos legais (veja aqui diversa legislação) a essa decisão. Mas se não existem, acho sinceramente que deveria ser equacionada urgentemente (leia o Manual da Farmácia Hospitalar)
Duarte Freitas, líder parlamentar do PSD/A na Assembleia Legislativa dos Açores: “Governo “tem de resolver” com verdade problema da dívida dos medicamentos
O líder parlamentar do PSD/Açores defendeu que o governo regional tem de “resolver verdadeiramente” o problema das dívidas do sector da saúde aos fornecedores de medicamentos, alegando que não se pode correr o risco de prejudicar os utentes. “O impacto dos problemas financeiros na saúde foi, numa primeira fase, absorvido pela banca. Numa segunda fase, que é a actual, está a ser absorvido pelos fornecedores. Gostaríamos que não se chegasse a uma terceira fase, em que o impacto atinja os utentes”, afirmou Duarte Freitas, em declarações aos jornalistas, após uma visita à empresa Eduardo Caetano Sousa, armazenista de produtos farmacêuticos, na Horta. Para o líder da bancada social-democrata, o governo regional tem de “assumir a plenitude do problema que existe nas finanças regionais e em concreto na área da saúde”, considerando que se tal não acontecer “não se pode passar para a fase seguinte, que é resolver verdadeiramente o problema”.Segundo Duarte Freitas, o que se impõe, neste momento, é que “em vez de desorçamentar nas empresas públicas” e de “passar a factura para os empresários privados”, o governo regional “assuma as suas responsabilidades”. Confesso que não sei se existem impedimentos legais (veja aqui diversa legislação) a essa decisão. Mas se não existem, acho sinceramente que deveria ser equacionada urgentemente (leia o Manual da Farmácia Hospitalar)
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