Resultado da inspecção à CMF não tira o sono a Albuquerque
Tribuna – Quando o presidente do partido envia para tribunal o relatório da inspecção à CMF, não está a lançar sobre si a suspeição?
MA – Ele [Jardim] não mandou nada para tribunal. Aconteceu que os vereadores do PS pediram para consultar o processo na fase de instrução, e julgo que o pedido foi feito através do Tribunal Administrativo, tendo depois o presidente informado o Tribunal de que o processo ainda estava na fase do contraditório. Portanto, tratou-se de uma atitude lógica.
Tribuna – Porquê tanto segredo à volta desta questão?
MA – Porque o relatório não está concluído, encontrando-se em fase de contestação.
Tribuna – Essa inspecção surgiu depois de um desaguisado com o “vice” do GR que acusou a CMF de “negociatas”. A montanha pariu um rato ou há caso?
MA – Não lhe posso responder a essa questão. Mas deixe-me dizer o seguinte: quem pediu a inspecção foi eu, e isso posso provar.
Tribuna – Acha normal acusar a CMF de “jogatanas” e privar os munícipes de saber se a acusação é falsa ou verdadeira?
MA – Para mim o fundamental, ao nível da opinião pública, é que os processos judiciais sejam feitos como têm que ser. Acho um absurdo vir coisas para a rua quando o processo está em fase de instrução.
Tribuna – Se está na fase do contraditório, sabe o que lá vem. Não é coisa que lhe tire o sono?
MA – De maneira nenhuma me tira o sono. Continuo a aguardar serenamente pela conclusão.
Tribuna – Já pensou nas eleições autárquicas de 2009, ou está mais preocupado com 2010?
MA – Não pensei em nada disso, porque nem chegamos ainda a meio do mandato.
Tribuna – De algum modo sente-se condicionado pelas datas [autárquicas em 2009, sucessão em 2010]?
MA – De modo nenhum.
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