domingo, setembro 20, 2020

Nota: o que PSD-M e CDS-M precisam entender, de uma vez por todas


Não me repugna nada que PSD-M e CDS-M articulem estratégias e procurem um discurso uniformizado nestes tempos de crise pandémica - que pelos vistos se vai prolongar  de forma condicionadora - que serão cada vez mais exigentes, que exigem a mobilização de tudo o que seja possível e esteja disponível, que desafia hoje mais do que nunca as elites e a classe política, e que colocam em cima da mesa novos procedimentos, novas formas de pensar, novas atitudes, um repensar do próprio funcionamento e definição de prioridades da sociedade de consumo que nos caracteriza, etc. Sobretudo depois de Janeiro de 2021. As recentes jornadas parlamentares regionais da coligação no poder, foram disso exemplo, embora eu continue a pensar - sempre pensei isso e não mudo de opinião - que esse tipo de iniciativa mais virada para a mediatização raramente deixa coisas úteis para o que se seguirá. O impacto acaba por ser efémero, até por que é o dia-a-dia que dita as regras na política, modela discursos e estabelece procedimentos na governação.
Mas numa altura em que se percebeu que o PS-M, a terminar mais um congresso, finalmente percebeu (?) a importância decisiva de um dos itens mais essenciais em qualquer estratégia vencedora e de poder - a consolidação da representação política no universo autárquico, desde a freguesia ao concelho - parece-me que, teimosamente, tanto PSD-M e CDS-M insistem, de forma algo sadomasoquista em ir por caminhos opostos, que os conduzem ao abismo da derrota. Tudo por causa de teimosias idiotas, de vaidades e ambições pessoais descabidas, de intoleráveis espertezas saloias de quem se acha uma sumidade "política", mas que na realidade só quer vender uma imagem desgastada e se comporta qual vendedor de aspiradores ou sabonetes milagreiros.
Preocupa-me uma quase óbvia falta de racionalidade num diálogo que não pode andar ao sabor do vento, uma intolerável falta de habilidade analítica e de antecipação dos factos, e a falta de posse de uma máquina calculadora eficaz - que impeça que insistam continuadamente em cometer erros graves que podem ter repercussões devastadoras na concretização dessa lógica de que a consolidação do poder começa por se construir de baixo para cima e não sentados e acomodados em gabinetes de pretensos iluminados e pensadores rascas de política. 
A ideia de consolidação política da coligação de centro-direita na Madeira (da parte que me tocas sempre me considerei ideologicamente posicionado no centro-esquerda) passa pelo que acontecer em 2021. E há gente que ou não percebeu isso ou masturba-se mentalmente a brincar com coisas demasiado sérias para estarem entregues a gente sem nível.
Os persistentes erros  do PSD-M (o mesmo sucedeu em 2017, depois do episódio de 2013 que teve o seu cerne na desvalorização de factos que eram demasiado importantes mas aos quais não lhes foi dado o relevo adequado, apesar de todos os alertas) na abordagem mais recente da questão autárquica, não pode continuar. A primeira atitude é a de aceitar e entender que a lógica unitária, que durante anos, mais ou menos, prevaleceu, deixou de fazer sentido. As pessoas não aceitam ser penalizadas pelas suas escolhas e não aceitam que as autarquias sejam relegadas para uma posição secundária de desvalorização ou de neutralização de competências e direitos.
A lógica de uma abordagem ao processo autárquico tem de ser diferente num partido que tem responsabilidades executivas nos municípios ou nas freguesias, ou se está na oposição. O PSD-M perdeu 7 das 11 Câmaras Municipais e várias dezenas de Juntas de Freguesia. Ou seja, cada caso e um caso. Desde logo no discurso, passando pelo processo de escolha, sem pressões ou condicionalismos locais, dos melhores para cada combate eleitoral, pela estratégia de campanha, pelo menos o verão de 2021 e pelos programas e definição de prioridades.
Não é necessário referir, acho eu, que as absurdas e patéticas guerras partidárias laranjas na Ponta do Sol, não interessam nada aos eleitores do PSD-M no Porto Santo, preocupados com a pressão da incerteza quanto ao futuro. Não há dúvidas, acho eu, que os eleitores do PSD-M em Machico esperam não ser tratados da mesma forma que os eleitores da Calheta até porque o PSD-M exibe estatutos diferenciados nestes concelhos. Se acetaria como normal a discussão de eventuais coligações, onde PSD-M e CDS-M estão na oposição, e caso fosse esse o sentimento das estruturas partidárias locais – que precisam também de ter na política uma independência que não existe hoje em dia, e isso é indesmentível - o pior que pode acontecer é transformar esse debate numa imposição generalizada que vai destruir tudo, esquecendo que há eleitores nos dois partidos que votamos seus partidos mas que recusam fazê-lo se se tratar de coligações. O que se passou no Funchal em 2013 e 2017 com o PS e Cafofo, fenómeno que foi acelerado pelo PSD-M, tratou-se de uma excepção - recordo que em Câmara de Lobos a coligação do PS bateu de frente e nem foi repetida em 2017!
É este manual de procedimentos e inventariação dos factos, do pulsar das pessoas, que é preciso, já era em 2017 mas como nada foi feito então, acabou por acontecer o que se viu. Há que ter uma cartilha diferenciadora porque cada caso é um caso, repito e insisto nesta ideia, e a RAM está muito longe de garantir que coligações partidárias assentes meramente na lógica perigosa e errada da matemática eleitoral, sejam eficazes ou que garantam de imediato o somatório de votos que cada um dos protagonistas dessas coligações obteve antes, separadamente.
O que eu recomendo ao PSD-M (porque nada tenho a ver com o CDS-M), repetindo o que já antes escrevi sobre isso, e agora impulsionado pela lógica saída do Congresso do PS - que provavelmente fará das autárquicas de 2021 as eleições da "sua vida", uma espécie de trampolim para 2023 - é que seja criada uma estrutura interna que longe dos condicionalismos das nomenclaturas e dos vícios dos partidos, vá para o terreno, discreta mas eficazmente, contactando as pessoas , identificando frustrações e esperanças, conhecendo pessoas respeitadas no meio - o PSD-M tem cada vez menos espaços de diálogo com os eleitores... - elaborando prioridades, etc. Uma estrutura interna que dependa do Presidente do PSD-M mas que tenha condições de trabalhar. Uma estrutura que coordene daqui para a frente a própria estratégia política dos eleitos do PSD-M na oposição - que por vezes me parecem deixados ao "abandono", sem que sejam devidamente acompanhados numa lógica partidária que tem de ter objectivos claros. Se isto não for feito temo muito sinceramente pelo que possa acontecer em 2021 e que PSD-M e CDS-M percebam que em vez de terem deixado as estruturas locais decidirem sobre o que fazer, tenham cometido o erro clamoroso de imporem coligações só porque a lógica matemática das sedes no Funchal desvalorizou outros itens bem mais importantes que influenciam os resultados dessas lógicas (?) matemáticas que em política valem zero. Falo da desvalorização das pessoas e das suas opiniões, de quem vive todos os dias em cada freguesia ou concelho. Acresce que quando falamos de autarquias e de representatividade eleitoral autárquica no caso do RAM, nunca poderemos colocar num mesmo patamar de análise PSD-M e CDS-M, por muito que alguns achem que devido a circunstâncias específicas podem distorcer a realidade (LFM)

Covid reacende chama da independência escocesa

Seis anos depois de recusarem a secessão em referendo, 55% votariam “sim” a um novo país. “Sendo independente, a Escócia passaria a poder gerir os seus assuntos como bem entendesse.” Vestido com um fato de pesca, Jack Dalrymple acaba de sair do rio que atravessa a cidade. Estamos em Berwick-upon-Tweed, a poucos passos da fronteira escocesa. Esta cidade de 10 mil habitantes mudou de nacionalidade 13 vezes ao longo da História. Um verdadeiro símbolo. Aqui, os escoceses trabalham em Inglaterra e os ingleses vivem na Escócia. “O aumento do ‘sim’ [à independência] nas sondagens não me surpreende”, afirma o jovem, de 21 anos. “Se houvesse referendo, penso que os meus amigos votariam a favor, mesmo que haja aqui algum medo.” A 18 de setembro de 2014, 55% dos escoceses votaram pela permanência no Reino Unido. Seis anos depois, as sondagens mostram uma inversão da votação: 55% pela independência, segundo um estudo recente do Instituto Panelbase. É o caso de Andrew e da sua irmã Barbara, de 24 e 27 anos, que gerem um café em Berwick mas vivem em Gordon, uma aldeia escocesa. “Votaria afirmativamente”, diz Barbara. “Durante a pandemia ficou claro que o Reino estava tudo menos ‘Unido’.”

Itália: Democracia representativa vai a votos

“Queremos reformas e não cortes”, pedem os partidários do ‘não’ no referendo, esta semana em Roma. Referendo para encolher Parlamento é um teste ao sistema. Proposta deve passar com ampla maioria. Meio ano após o primeiro contágio por coronavírus em Itália, uma estreia na União Europeia, os eleitores têm este fim de semana uma dupla convocatória: eleições para uns, referendo para todos. Afetarão o mapa político do país e o Governo de Giuseppe Conte. Há eleições em sete regiões e, a nível nacional, vota-se para confirmar uma reforma constitucional aprovada pelo Parlamento que reduz o número de deputados e senadores de 945 para 600. Itália tem 630 deputados, face aos 230 portugueses, 350 espanhóis ou 577 franceses.

Cruz Vermelha oferece testes rápidos às escolas com resultados em 15 minutos

Técnica chegou agora a Portugal e poderá ser utilizada entre a população escolar e os idosos institucionalizados. Governo ainda não deu resposta. Semelhante a um teste de gravidez, acaba de chegar ao mercado uma análise capaz de diagnosticar a infeção pelo coronavírus pandémico em apenas 15 minutos e quase sem erro: a sensibilidade é de 93% e a especificidade de 99%. A Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) recebeu financiamento internacional para comprar até meio milhão de análises e propõe disponibilizar a custo zero toda a remessa para utilização nas escolas e lares. O Governo ainda não disse se aceita, mas os especialistas são taxativos: até surgir uma vacina, esta é a melhor estratégia possível desde o início da pandemia, e não há tempo a perder.

Dez entidades diferentes investigam Reguengos...

Sucedem-se as versões sobre o surto de covid-19 num lar. Governo promete tirar ilações de três inspeções que pôs no terreno. O Parlamento já recebeu cinco relatórios sobre o surto de covid-19 numa residência para idosos em Reguengos, que causou a morte de 18 pessoas. Mas nenhum destes documentos é o “inquérito” que o primeiro-ministro referiu existir e ter sido enviado para investigação do Ministério Público. O assunto está longe de estar esgotado, e prova disso é o facto de estarem a decorrer mais cinco investigações, três das quais sob a forma de inspeções, ordenadas pelas ministras da Saúde e da Segurança Social. Esta semana — e três meses depois de ter surgido o primeiro caso de infeção em Reguengos — o Governo assumiu a existência de “um conjunto de aspetos que não correram bem”e prometeu não “enjeitar responsabilidades”. Ainda não há prazo para conclusões, mas fica o registo do que está a ser feito.

Engenharia nacional não está preparada para as grandes obras

“A engenharia nacional, infelizmente, não está preparada, e há que reconhecê-lo como uma fragilidade nacional”, diz ao Expresso o bastonário da Ordem dos Engenheiros sobre as grandes obras públicas a financiar no próximo ciclo de fundos europeus. Carlos Mineiro Alves recorda como Portugal perdeu a capacidade instalada na construção civil desde a crise de 2009. Das duas dezenas de grandes empresas nacionais restam hoje “duas ou três”. Apesar de existirem exceções, “a nossa escala não tem dimensão para competir com as grandes multinacionais” e “apenas 20% das empreitadas são adjudicadas a empresas nacionais”.
Qual a solução?
“Um planeamento credível e conhecido atempadamente permitirá às empresas saberem exatamente com o que vão contar e dimensionarem-se ou fazer parcerias para concorrer às oportunidades”, responde o bastonário dos engenheiros. O problema é que “o próprio Estado se deixou enfraquecer” e não tem hoje capacidade instalada, lamenta Mineiro Aires. “Foram décadas de fatal distração em relação ao papel dos engenheiros no planeamento e condução dos grandes investimentos, secundada pela desqualificação salarial, que induziu ao desinteresse dos jovens nestas áreas, e hoje não existe mão de obra em Portugal”.

O calendário ‘infernal’ da crise em Portugal

A crise económica e social provocada pela pandemia de covid-19 ainda está muito longe de terminar. A retoma da atividade permanece débil, o desemprego vai continuar a subir — e bastante — antes de começar a descer. Mas o que é certo é que os apoios extraordinários criados pelo Governo e outras entidades para ajudar famílias e empresas a enfrentar as dificuldades já estão a começar a chegar ao fim. Para se ter a noção de como as datas se cruzam e estão cada vez mais próximas, o Expresso compilou um calendário com os momentos mais críticos. São muitos os dias marcados a vermelho, a começar já este mês de setembro. Daqui até ao verão de 2021 terminam medidas como as moratórias públicas sobre o crédito hipotecário (como o crédito à habitação) e privadas para outro tipo de créditos (consumo e automóvel, por exemplo), bem como as moratórias sobre o pagamento dos prémios de seguro ou as que impedem o despejo de inquilinos que não paguem a renda. O fim das moratórias fiscais, bem como do adiamento e fracionamento do pagamento de contribuições sociais, é outro momento temido por empresários e trabalhadores independentes.

Especialista da OMS diz que é mais provável ganhar a lotaria do que escapar à Covid-19

O diretor executivo do Programa de Emergências de Saúde da OMS diz que esta conclusão se baseia nos dados estatísticos da evolução da pandemia. Na passada quarta-feira, 16 de setembro, a Organização Mundial de Saúde (OMS) realizou uma sessão de perguntas e respostas online durante a qual um especialista afirmou que é estatisticamente mais provável ganhar a lotaria do que escapar a uma infeção causada pelo coronavírus. Mike Ryan, diretor executivo do Programa de Emergências de Saúde da OMS, comentou, durante a sessão, que se não for encontrada uma vacina eficaz para combater a Covid-19, o vírus pode atingir “60 ou 70% da população mundial, o que corresponde a um em cada 200 [infetados com coronavírus] no mundo. Partindo desta perspetiva, pensem nas hipóteses de ganhar a lotaria”. Acrescentou, ainda, que quando pensamos nas hipóteses de nos envolvermos num acidente, “ou se pensarmos noutros riscos de vida que enfrentamos diariamente, este é um problema significativo”. O comentário surgiu no seguimento de uma conversa acerca do aumento significativo do número de casos e internamentos nos hospitais de Espanha, Montenegro, Ucrânia e alguns estados americanos. Na mesma sessão também foi abordada a questão das frequentes gripes do inverno, que está prestes a chegar, bem como os esforços que terão de ser feitos para estar ainda mais alerta para aos sintomas do coronavírus durante essa estação (Visão)

Suécia: Sem confinamento nem máscaras. No país da polémica estratégia contra a Covid-19 não há vislumbres da segunda vaga

A Suécia é agora dos países europeus a ter menos casos diários e menos mortes. O seu estratega mantém que tinha razão: “Fazer quarentena é como tentar matar uma mosca com um martelo”. O país nórdico que, desde o início de pandemia, recusou alinhar num confinamento total para depois voltar a abrir portas, também está a registar valores da Covid-19 semelhantes aos de março. Mas no bom sentido. Ou seja, contas feitas esta terça-feira, 15, a média semanal está nos 108 casos. Mais: as aulas começaram há um mês e nem por isso houve um aumento generalizado de contágios. Daí que o seu estratega, o controverso epidemiologista Anders Tegnell, e a sua equipa, refiram agora estar a colher os resultados do investimento feito, em contramão ao do resto do continente, onde os casos continuam a subir, apregoando-se que isto é só o início da segunda vaga.  

Relatório da AstraZeneca revela ao detalhe reação adversa de voluntário à vacina desenvolvida em conjunto com Oxford

A gigante farmacêutoca suspendeu de imediato os testes, sem adiantar o que acontecera. Agora, um documento interno a que a CNN teve acesso clarifica o estado neurológico sofrido por um dos participantes naquele ensaio clínico. Foi em meados da semana passada que a farmacêutica britânica AstraZeneca fez saber ao mundo que tinha suspendido os testes desenvolvidos em colaboração com a Universidade de Oxford — a serem realizados em larga escala nos EUA como no Reino Unido. Alegou uma “reação adversa num voluntário”, mas garantiu sempre que aquela interrupção era apenas um procedimento de rotina. Agora, um relatório de segurança interna da companhia, a que a estação americana CNN teve acesso, lança uma luz sobre o que aconteceu.  
O caso refere-se então ao caso de uma voluntária de 37 anos que, dias após receber a segunda dose da vacina, foi hospitalizada. Quatro dias mais tarde, a AstraZeneca comunicou a suspensão dos testes, mas rejeitou as informações sobre um caso confirmado de doença neurológica grave, devido a uma inflamação da espinal medula. Exatamente o que revela o documento agora conhecido e rotulado como “relatório inicial”. Ao que ali se especifica, a voluntária, anteriormente saudável, desenvolvera uma mielite transversal.  
Trata-se de uma doença grave que faz parte de um conjunto de doenças neuro-imunológicas do sistema nervoso central. Os seus sintomas incluem fraqueza muscular, paralisia e dor neuropática, entre outros – os mesmos referidos pela doente.

sábado, setembro 19, 2020

O meu aplauso ao PSD

fonte: Público

Sondagem e justiça

fonte: Correio da Manhã

Mais uma sondagem

fonte: Jornal de Notícias

Covid-19: Israel foi exemplo mas voltou ao confinamento


Covid-19: Madrid decreta o encerramento de parques e jardins


Dispara a procura de vacinas contra a gripe


Covid-19: Cruz Vermelha oferece meio milhão de testes rápidos


Covid-19 Guimarães adere à máscara na rua após escalada de covid19


Situação na Madeira (17 e 18 de Setembro de 2020)


fonte: IASAUDE

A caminho...


fonte: Jornal de Negócios