sexta-feira, julho 15, 2016

Opinião pessoal: o GRM vai privatizar o JM. Mas vai privatizar o quê? E os privados vão comprar o quê?

Questão prévia
Vamos colocar a questão nos seus devidos lugares. Desde logo - e quero clarificar o assunto para evitar mal-entendidos ou comentários patéticos de "especialistas" da treta, feitos a martelo, que de um momento para outro "sabem" de tudo na vida e na governação, até de comunicação social - estou mais ao corrente dos meandros deste processo de venda do JM do que os "vendedores" possam pensar. E ponto final!
Notas preliminares sobre um sector em crise
O sector da comunicação social deixou de ser, desde já uns 10 anos a esta parte, gerador de emprego para ser antes um fabricador de desempregados, de frustrações - sobretudo entre os jovens que sonharam um dia com o jornalismo - e de infindáveis dificuldades empresariais.
É sabido que desde 2006, a situação no sector começou a piorar, agravando-se mais a partir de 2009. Um estudo do Fórum de Jornalistas de Abril de 2012, mostrou que o sector dos média dispensou, entre 2006 e 2010, cerca de 500 trabalhadores. A maior parte dos postos de trabalho foi eliminada na imprensa escrita - 452 colaboradores. Os restantes distribuíram-se entre as rádios e as televisões. Entre 2007 e 2011, deram entrada na Caixa de Previdência e Abono de Família dos Jornalistas (CPAFJ) 566 novos pedidos de subsídio de desemprego, num total de 694 processos.

quinta-feira, julho 14, 2016

Expresso: O turismo está mesmo a matar o centro das nossas cidades?

Temos capacidade para receber tantos turistas? O Airbnb está a tirar casas a quem pretende arrendá-las? As rendas estão a aumentar por causa do turismo? Os centros das nossas cidades vão ficar como Veneza - que não tem venezianos? Jornalismo de dados em dois minutos e 59 segundos. Para explicar o mundo (Expresso)

Fotogaleria histórica (e impensável): a angústia do ciclista a correr a pé


Las 10 estrategias de la manipulación mediática segundo Noam Chomsky

Opinião pessoal: a reforma do sistema político, o aviso de Jardim e a lógica da cautela

Na reunião da Comissão Política Regional do PSD-Madeira esta semana realizada foi reafirmado que o grande objectivo político do partido em termos parlamentares e legislativos é a Revisão do Estatuto Político-Administrativo da RAM, que já começou a ser debatida e estudada no seio da Comissão Eventual para a Reforma do Sistema Político.
"As nossas prioridades nesta matéria serão, entre outras, a clarificação das competências legislativas da Região, a criação de um sistema fiscal próprio e competitivo, o reforço e partilha do Domínio Público Marítimo entre o Estado e a Região, um novo enquadramento da relação institucional entre Estado e Região, o aprofundamento do sistema de incompatibilidades e de impedimentos, a criação de um registo de interesses e a limitação do número de mandatos por parte do Presidente do Governo Regional".
Não há, como se verifica, qualquer alusão a questões eleitorais, presumindo que a ideia é continuar tudo na mesma, provavelmente porque o PSD-Madeira pretende apostar em matérias alegada e potencialmente mais facilmente geradores de entendimento o que não aconteceria com a introdução de propostas sobre a reforma do sistema eleitoral regional.

Opinião pessoal: Barroso e o verdadeiro problema. Não enganem as pessoas atirando o lixo para debaixo do tapete

Barroso acaba de levar hoje um tremendo soco no estomago: O Presidente francês, François Hollande, condenou hoje como "moralmente inaceitável" o emprego do ex-presidente da Comissão Europeia Durão Barroso no banco Goldman Sachs.
François Hollande sublinhou que "juridicamente é possível, mas moralmente é inaceitável",  recordando que Barroso "foi presidente [da Comissão Europeia] durante dez anos", quando se deu a crise do mercado imobiliário subprime, na qual o Goldman Sachs foi "uma das entidades principais". O chefe de Estado francês referiu ainda que o banco norte-americano "aconselhava os gregos sobre como esconder os números" das suas finanças para poderem aderir ao euro, a moeda única da União Europeia, com as consequências que isso veio a ter.
Também o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Marc Ayrault, defendeu que Barroso tem de renunciar ao emprego ou irá reforçar "o populismo" e o cepticismo em relação à Europa. "Deve [renunciar], é uma questão de ética, de moral", declarou numa entrevista à emissora Europe 1. Para ele esta estranhíssima e potencialmente passível de investigação judicial contratação de Barroso é "totalmente chocante".

quarta-feira, julho 13, 2016

Jornalismo: credores aprovam liquidação da dona do “Económico”

A Assembleia de credores decide por maioria a liquidação da editora ST&SF, responsável pela edição do jornal Diário Económico” e que acumulou mais de 8 milhões em dívidas a trabalhadores, fornecedores, bancos e segurança social. Os credores da editora ST&SF - empresa do universo Ongoing responsável pela edição do "Diário Económico" - aprovaram esta quarta-feira a liquidação da empresa. A decisão foi tomada por maioria numa assembleia geral de credores que formalizou um pedido ao juiz responsável pelo processo para que delibere a destituição da administradora de insolvência Paula Mattamouros Resende, por discordarem da forma como esta tem gerido o processo de insolvência da ST&SF. Segundo informações recolhidas pelo Expresso, entre as críticas feitas pelos credores à gestora de insolvência está, nomeadamente, o facto de a ST&SF não ter reclamado alguns dos créditos que tinha sobre outras empresas do universo Ongoing e que poderiam ajudar a pagar parte das dívidas que a editora tem para com os seus ex-trabalhadores ou fornecedores. Em causa está, por exemplo, uma dívida de mais de 2,3 milhões de euros da Económica Digital - responsável pelo site do Económico, que ainda se mantém ativo desde o encerramento da edição impressa do "Diário Económico" - e que não terá sido reclamada ao abrigo deste processo.

Central Madeirense: Venezuelanos revoltados tentaram pilhar supermercado português

A Guarda Nacional Bolivariana (GNB, polícia militar) impediu hoje o saque de uma sucursal da rede de supermercados Central Madeirense, propriedade de portugueses, na localidade venezuelana de Los Teques, a sul de Caracas. Segundo fontes da comunidade portuguesa local a tentativa de pilhagem ocorreu quando mais de 300 pessoas esperavam em fila há mais de sete horas para comprar açúcar, papel higiénico, leite e detergente e um empregado do supermercado anunciou que só havia produtos para mais 50 pessoas. "As pessoas estavam cansados e impacientes, ao sol", disse aos jornalistas Esther Gil, que aguardava há mais de seis horas "numa fila que parecia que nunca avançava".

Venezuela: Maduro ha vuelto a cerrar la frontera con Colombia hasta nuevo aviso

El presidente Nicolás Maduro ha vuelto a cerrar la frontera con Colombia sorprendido por la avalancha de más de 35.000 compradores venezolanos que habían pasado este domingo 10 haciendo mercado en la vecina Cúcuta, tras autorizar su apertura provisional apenas por 12 horas. La decisión de reabrir de forma permanente la zona limítrofe, que ya lleva once meses de clausura decretada unilateralmente por Maduro, será discutida el próximo 4 de agosto por las dos cancilleres María Angela Holguin de Colombia y Delcy Rodríguez de Venezuela.

A hipocrisia europeia sobre as sanções idiotas: critérios ignorados 114 vezes desde 1999 na União Europeia

Segundo os dados divulgados pelo IFO, prestigiado Instituto alemão, Portugal está entre os países que mais vezes furaram o objectivo de défice público. Entre 1999 e 2015, no conjunto da União Europeia contabilizaram-se 114 incumprimentos, com França, Grécia, Portugal e Polónia a liderar o ranking dos incumpridores (Económico)

Máfia capitalista não desiste de Portugal: Barclays duvida que Portugal consiga evitar novo resgate

O Barclays Capital tem dúvidas sobre se Portugal será capaz de evitar um novo resgate, porque o país “está novamente sob escrutínio apertado dos mercados” e as condições económicas “estão a virar para pior“. O crescimento da economia, diz o banco britânico, não excederá os 0,7% este ano e os 0,3% em 2017. Estes são alguns dos fatores que preocupam o Barclays Capital, juntando-se uma “crise bancária sistémica” e a “falta de um plano convincente” para equilibrar as contas públicas. O Observador teve acesso a uma nota de análise que uma equipa de analistas do banco britânico enviou esta segunda-feira aos seus clientes. O Barclays Capital faz um retrato preocupante da situação portuguesa, notando que os riscos e desafios com que o país se defronta “colocam em questão se Portugal é capaz de resolver os problemas sem a ajuda de um novo programa“.

Aumentam as pressões da máfia de Bruxelas: Portugal visto pelos mercados como “um país à beira de uma crise”?

O Commerzbank critica duramente o governo liderado por António Costa, em nota de investimento partilhada com os clientes. Com vários responsáveis do governo, incluindo Mário Centeno, a pedirem aos investidores estrangeiros que invistam em Portugal, aqueles que lerem o relatório do influente banco de investimento alemão irão ver uma descrição de um país “à beira da crise” e com um governo cuja estratégia de “marcha atrás” nas reformas ameaça “os progressos dos últimos anos” e “provavelmente” levará o país para outra crise económica. A dívida portuguesa tem estado sob pressão nas últimas semanas, algo para que tem contribuído fatores de incerteza internacional como o referendo britânico e as eleições espanholas. Mas, em nota enviada esta quinta-feira aos clientes e obtida pelo Observador, o alemão Commerzbank afirma que, numa perspetiva geral, “o fator que mais pesa nas cotações da dívida pública portuguesa, neste momento, é, sem dúvida, a inversão de marcha na política económica que o novo governo está a realizar”. Este é um fator que, na opinião do banco alemão, “ameaça os progressos que Portugal fez nos últimos anos“.

Venezuela: Citibank cerrará cuentas de clientes venezolanos tras una revisión de riesgos

fonte: youtube

Venezolanos visitaron los supermercados colombianos tras apertura de frontera

fonte: youtube

Arroz, harina y aceite... la frontera que separa a Venezuela y a Colombia

Varias filas de cientos de personas ocupan parte de las aceras de la avenida sexta, en el centro de Cúcuta. Cargan con tantas bolsas como fuerzas les quedan. Son parte de los más de 35.000 venezolanos que el domingo han cruzado la frontera entre Venezuela y Colombia hasta esta ciudad en el noreste del país. Han comprado productos de primera necesidad: papel higiénico, aceite, azúcar, harina pan, café, leche… Y se han dejado el equivalente a dos salarios mínimos en su país (15.000 bolívares mensuales, unos 15 dólares en la tasa del mercado negro). Ni el esfuerzo ni la factura les pesan. No saben cuándo podrán volver a pasar y llevan esperando este día casi un año, cuando el presidente venezolano, Nicolás Maduro, decretó el estado de excepción y cerró su lado de la frontera (El Pais)

As sanções e as patifarias da corja de bandalhos em Bruxelas: sabia que a regra dos 3% de défice já foi violada mais de 100 vezes?

O Conselho Ecofin confirmou  ontem a aplicação de sanções a Portugal e Espanha no quadro dos respetivos Procedimentos por Défice Excessivo (PDE), algo inédito, apesar de a regra dos 3% já ter sido violada mais de 100 vezes. De acordo com um estudo recentemente divulgado pelo Instituto de Investigação Económica alemão Ifo, que procedeu aos seus cálculos com base em dados da Comissão Europeia entre 1999 e 2015, a regra europeia de um défice abaixo dos 3,0% do Produto Interno Bruto (PIB) já foi violada em 114 ocasiões pelos Estados-membros. A regra do défice inscrita no Pacto de Estabilidade e Crescimento já foi quebrada até mais vezes, precisamente 165, mas em 51 ocasiões tal era permitido dado os países estarem em recessão. Entre as 114 violações da regra, a “campeã” das infrações é a França, que ultrapassou o limiar dos 3% por 11 vezes, seguindo-se Grécia, Portugal e Polónia, todos com 10, Reino Unido (9), Itália (8), Hungria (7), Irlanda e Alemanha (5, em ambos os casos).

Afinal quais são os reais problemas da Europa? Comissão Europeia autoriza Itália a dar 150 mil milhões de avales à banca

A Comissão Europeia autorizou o Governo de Itália a dar 150 mil milhões de avales à banca. As garantias estatais são dadas como medida de precaução para apoiar os bancos transalpinos. Um porta-voz da União Europeia assegurou ao Wall Street Journal que o programa foi aprovado no âmbito das 'normas extraordinárias para a ajuda de Estados'. A notícia está a ser avançada pelo site El Economista que cita o jornal norte-americano. Este programa poderá somar até 150.000 milhões de liquidez, com garantia do Estado italiano, até ao fim do ano, segundo um funcionário da UE citado na notícia.