quarta-feira, julho 17, 2013

Portugal paga juros mais altos para colocar 1,5 mil milhões em leilão de dívida

Li aqui que "o Tesouro português colocou esta quarta-feira mais 1,5 mil milhões de euros de dívida no mercado, o limite máximo do montante indicativo definido para o primeiro leilão em contexto de crise política. O país suporta, no entanto, juros mais elevados a cinco e 12 meses, face às últimas operações com maturidades análogas. A Agência de Gestão de Tesouraria e da Dívida Pública colocou os títulos a 12 meses a uma taxa de 1,72 por cento, contra os 1,232 pagos a 15 de maio, data do último leilão equivalente. Os custos tiveram também tendência de subida no prazo mais curto. A yield média foi de 1,045 por cento a cinco meses, um pouco mais do que os 1,041 suportados pelo país numa emissão em meados de junho. Em declarações à agência Lusa, Filipe Silva, diretor de gestão de ativos do Banco Carregosa, admitiu que a crise política em curso “pode ter pesado um pouco” no leilão de dívida a 12 meses. No entanto, o especialista avalia estas emissões como um “não acontecimento”.“Os leilões correram com normalidade, com as taxas a saírem dentro daquilo que tem estado a ser praticado no mercado. A taxa do muito curto prazo, a cinco meses, quase se manteve igual à praticada há um mês. Neste leilão a procura foi elevada, mas só 20 por cento do montante colocado foi dirigido para esta maturidade”, notou.“Já no leilão a 12 meses, tendo em conta a taxa praticada em maio, a taxa subiu bastante. Tivemos um agravamento de 0,41 por cento no espaço de dois meses”, assinalou o mesmo gestor financeiro"