·erosão significativa no apoio da opinião
pública às políticas necessárias ao ajustamento orçamental e financeiro na
sequência das alterações então propostas a taxa social única;
·ausência de um mandato para concluir
atempadamente o sétimo exame regular não me permite agora continuar a liderar a
equipa que conduz as negociações com o objetivo de melhor proteger os
interesses de Portugal;
·o incumprimento dos limites originais do
programa para o défice e a dívida, em 2012 e 2013, foi determinado por uma
queda muito substancial da procura interna e por uma alteração na sua
composição que provocaram uma forte quebra nas receitas tributárias. A
repetição destes desvios minou a minha credibilidade enquanto o Ministro das
Finanças;
·o nível de desemprego e de desemprego jovem
são muito graves;
·o sucesso do programa de ajustamento exige
que cada um assuma as suas responsabilidades. Não tenho, pois, alternativa
senão assumir plenamente as responsabilidades que me cabem
·os riscos e desafios dos próximos
tempos são enormes. Exigem a coesão do Governo. É minha firme convicção que a minha saída contribuirá
para reforçar a sua liderança
e a coesão da equipa governativa