Fátima Oliveira, de 43 anos, pagou, “por amizade”, as quotas de 245 militantes do PSD, num valor total de 3996 euros. Tempos depois descobriu que os pagamentos, embora feitos individualmente, foram considerados ‘pagamento em massa’ pelo Conselho de Jurisdição Nacional (CJN) do partido, por serem provenientes da mesma conta bancária. Logo, foram recusados. Desde então esta directora financeira está em guerra aberta com a Secretaria-Geral do partido para reaver o seu dinheiro. E já apresentou uma queixa-crime. “Não sou militante do PSD nem de nada, o que me motivou foram relações de amizade que mantenho há alguns anos com militantes da secção A de Benfica”, garante. E explica: “Estava a aproximar-se um acto eleitoral na secção, presidida por Sérgio Lippari Pinto e Rodrigo Gonçalves, e os meus amigos queriam formar uma candidatura alternativa.” Tendo conhecimento da disponibilidade financeira de Fátima Oliveira, pediram-lhe que lhes fizesse um adiantamento. “Fi-lo de boa-fé”, sustenta a directora financeira, que nunca imaginou que este acto acabasse na Justiça, Desde que efectuou o pagamento das quotas, a 11 de Julho, já ouviu versões distintas do partido para que até à data não tenha recebido o reembolso dos quatro mil euros. “Primeiro já tinham o cheque mas faltava uma assinatura, depois concordaram pagar-me através de transferência bancária...”, conta sobre justificações que lhe foram transmitidas pelo secretário-geral-adjunto Matos Rosa. Ler tudo aqui.
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