segunda-feira, dezembro 06, 2010

Paraíso?

Jornalismo a gosto do freguês (para não dizerem que o ministro Teixeira é dos piores da Europa!)

Cimeira da OTAN em Lisboa: Medvedev com tintol a mais?

Traição (mais uma) socialista aos professores

- Fenprof: fim do pagamento das correcções de exames do secundário é "inaceitável" - A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) acusa o Ministério da Educação de ter decidido unilateralmente "deixar de pagar a correcção das provas de exame do ensino secundário", considerando a decisão "absolutamente inaceitável" (Publico, aqui)
***
- Professores vão deixar de ser pagos por corrigir exames - O diário "i" noticia que os professores do ensino secundário vão deixar de receber um suplemento de cinco euros por cada exame nacional corrigido, o que já está a levar a Fenprof a aconselhar os professores que queiram recorrer aos tribunais (DN, aqui)
***
- Professores. Mais exames para corrigir mas agora a zero euros - Fenprof aconselha os professores a recorrer aos tribunais. A associação nacional de directores esclarece que os 5€ pagos por cada prova corrigida nunca compensou o esforço (Jornal I, aqui)

Angola a cair aos bocados?


(leia no Publico, aqui e no DN de Lisboa, aqui)

Nova subida nas intenções de voto no PSD

De acordo com os resultados do Barómetro Político Marktest de Novembro, o PSD reforçou a liderança em termos de intenção de voto.Segundo os dados do Barómetro Político da Marktest em Novembro o PSD voltou a liderar a intenção de voto dos portugueses, reforçando a percentagem dos que afirmaram votar neste partido nas próximas eleições para a Assembleia da República.

No mês de Novembro o PSD obteve uma percentagem de intenção de voto de 44.3%, a mais elevada desde Junho. Este valor significou um aumento mensal de 2,3 pontos percentuais e um aumento anual de 18,7 pontos percentuais. O PS manteve-se como o segundo partido mais importante em termos de intenção de voto, tendo mesmo subido 1,8 pontos percentuais face a Outubro (chegando a Novembro com 26.9%). Ainda assim, esta percentagem foi 14,8 pontos percentuais mais baixo relativamente ao mesmo mês de 2009. Apesar da quebra mensal de 1,1 pontos percentuais, o Bloco de manteve-se como o terceiro partido mais importante em termos de intenção de voto, com 8.7%. O CDS-PP subiu à quarta posição com uma intenção de voto de 6.9% (menos 1,2 pontos percentuais relativamente a Outubro). A coligação CDU (PCP/PEV) desceu para a quinta posição sendo a força política com menor percentagem de intenção de voto, 6.7%.

(fonte: Marktest.com, Dezembro 2010)

Crédito ao consumo tende a abrandar

Os resultados do estudo Basef Banca da Marktest sugerem que o recurso ao crédito ao consumo está a baixar entre os portugueses.No trimestre móvel de Outubro de 2010, o Basef Banca contabiliza 1 413 mil indivíduos que já recorreram ao crédito bancário para aquisição de bens e serviços, um valor que representa 19.6% do total de residentes no Continente com 15 e mais anos que possuem conta bancária. O número de portugueses que recorre ao crédito ao consumo tem registado uma tendência de decréscimo desde 2005, quando 24.5% dos possuidores de conta bancária também dispunham de um crédito ao consumo.

O crédito ao consumo regista maior penetração junto dos bancarizados do sexo masculino - 22.7% dos homens recorre ao crédito bancário para aquisição de bens ou serviços, face aos 16.5% das mulheres que também usufrui deste crédito. Também os bancarizados entre os 35 e os 44 anos apresentam taxas superiores à média, já que 30.5% deles possui este crédito. No Grande Porto encontramos também maior penetração deste produto, de 23.6%. Entre os indivíduos com actividade económica (excluindo, por isso, os reformados, estudantes e domésticas), os quadros médios e superiores são os que registam a taxa de penetração de crédito ao consumo mais baixa, de 24.0%, em oposição aos técnicos especializados e pequenos proprietários, que registam o valor mais elevado, de 29.3%. A variável ocupação e a idade são as variáveis mais discriminantes nesta análise, pois são as que apresentam maiores diferenças de valores, ao contrário da região e da classe social, que apresenta maior homogeneidade de distribuição. (fonte: Marktest.com, Dezembro 2010)

Brasil: o "tormento" (CQC) dos deputados...


***
Agressão do deputado Nelson Trad ao CQC sem cortes

***

Reportagem: "A chave dos excêntricos da Madeira"

"A maioria não se conhecia. O Euromilhões uniu-os e deu-lhes 2,6 milhões de euros para as contas bancárias. A Madeira ainda chora nas encostas, na água que cai, agora mansa, pelos ribeiros e recordações da enxurrada de Fevereiro. Passaram nove meses - uma autêntica gestação em que se fez e refez a esperança vezes sem conta - e na Madeira que ainda chora nasceu um motivo para rir. "Sabe aquilo que a gente sentiu naqueles dias da tragédia das águas? Agora é o inverso. Antes a tristeza, agora a felicidade". O inverso chama-se Euromilhões e chegou de repente, tal como as cheias, na noite de 26 de Novembro. Não chegou para todos mas chegou para vinte madeirenses que apostaram numa sociedade constituída informalmente há três anos, na tabacaria do mercado da Penteada, onde a sorte chegou encavalitada entre as frutas e legumes habituados ao fiado das gentes, mas tornou--se assunto da ilha inteira.
FINALMENTE MILIONÁRIOS
Em São Roque, a freguesia onde os números "milagrosos" foram registados, gasta-se em cada banca a expressão ‘Foi Deus' para explicar o sucedido ao mesmo tempo que se olha de viés para cada alma que entra na papelaria seja para comprar o que for. Nos rostos dos que espreitam lê-se a ansiedade por desvendar os sortudos que passam encobertos. "Aquele vai bem disposto" ou "Está com má cara, de certeza não ganhou" são expressões sussurradas por uns e outros nas esquinas do mercado, desde que se soube que o 1º e 2º prémios do sorteio internacional - que renderam 52 milhões de euros - tinham ali caído em jeito de promessa. João e Luz Aveiro não se sujeitaram aos olhares alheios do mercado desde que se souberam milionários e ainda escolhem com cuidado as palavras para explicar os 2,6 milhões de euros que não tarda - e se tudo correr como previsto - terão a engrossar a conta bancária conjunta. "Realmente foi Deus. Depois de vermos aquela água toda, aquela desgraça que nos consumiu, parece mesmo que se está a fazer justiça. Não perdemos nada nas cheias mas perdemos muita fé. Mas é n'Ele que temos de confiar, é nele que mantemos as esperanças da nossa vida e ele agora deu-nos uma prova de que vale a pena acreditar". E de que, pelo menos, vale a pena jogar. "Na sexta-feira nem nos lembrámos de ver o sorteio por isso no sábado às oito da manhã, quando um cliente nosso entra no bar e me diz que saiu o Euromilhões para a Madeira, eu nem raciocinei que fosse para nós, estava longe de imaginar. Mesmo quando o rapaz fala no mercado da Penteada eu continuo sem associar que pertencíamos ao lote. A ficha só me caiu quando, durante a conversa, o cliente me diz que foi para uma sociedade de 20 pessoas", recorda uma ainda muito emocionada Luz sobre o fim-de-semana que lhe alterou os sonhos para o futuro. "Sempre fomos gente de trabalho, casámos com 16 anos, fomos pais cedo, uma vida dura em que nunca nos encostámos. Trabalhamos 15, 16, 17 horas por dia e por isso não vamos manter o bar. Vamos descansar para gozar aquilo que ganhámos, merecemos depois de tanto termos batalhado". A viagem ao Brasil será o primeiro de muitos planos a cumprir, depois de "anos e anos a alternarmos as férias entre o Algarve e Fátima, que era para o que dava e mesmo assim já se gastava muito". Da lista de vontades a satisfazer também fazem parte "duas casas, uma para nós, outra para o nosso filho que já é pai. Queremos manter aquela onde agora vivemos, e que começou por ser um espacinho apenas com uma casa de banho e uma cozinha mas que fizemos crescer". A habitação dos sonhos deste casal de avós tão jovem, ela de 39 e ele de 40 anos, será "algures no caminho entre o aeroporto e o Funchal, que é o que tem a melhor vista". A manhã em que soube que parte do prémio lhes pertencia foi a segunda vez que quebrou uma ‘regra' do casal: não acordar o marido antes das nove da manhã. "A primeira vez que liguei para o acordar foi quando vi os carros a serem levados pela enxurrada e entrei em pânico, a segunda foi para lhe dar esta boa notícia. Agora nem ele se importou de acordar cedo". E a filha mais nova de ambos, de 12 anos, surpreendeu Luz no dia em que se souberam euromilionários: "Telefonei-lhe a dizer para ela arrumar a casa porque à tarde íamos dar a notícia à avó e ela diz-me assim: ‘Oh mãe, então somos ricos e eu vou arrumar a casa?'.
SOCIEDADE PREMIADA
João Aveiro juntou-se à sociedade agora premiada há cerca de dois anos, apesar desta existir há três. "A maioria das pessoas que ganhou não faz parte da sociedade desde sempre. Aliás, a maioria é bastante recente, há gente que só pertencia há um mês. Houve muitas pessoas que se aguentaram a pagar os 18 euros na altura de maior fartura mas foram largando à medida que a crise entrava na Madeira", explica a proprietária da tabacaria que por estes dias tem sido vista pelas pessoas como uma "casa dos milagres". Joana Silva, de 43 anos, resolveu fazer sociedades para os jogos de apostas quando percebeu "que se não as fizesse os clientes iam procurar noutros lados". Daí a num dia à noite, em casa, escolher os números que foram agora premiados, não demorou muito. "Olhe, foi ao acaso, não são datas especiais para mim nem nenhuma crença. Alguém tinha de o fazer". Joana começou por entrar na lista mas desistiu recentemente - é o que garante - "porque o que ganhava não compensava o investimento e a tabacaria dá para pouco mais do que pagar as contas" de água, gás e luz. "Muitas pessoas que agora estão contentes porque ganharam diziam-me: ‘guarde-me o lugar na sociedade que eu depois pago-lhe'. Tenho uma senhora que há cinco semanas não vinha e eu sabia que ela só ia aparecer quando recebesse. Sabe que fui eu que lhe dei a notícia de que ela tinha ganho? Não fiquei com ele para mim, embora pudesse". Se bem que é ela que o tem de levantar, em Lisboa, uma viagem que terminará a sua "missão divina" - como lhe chama - a de "ver cada um com o que é seu".
DOIS CARROS NO NATAL
Francisco (nome fictício), dono de uma oficina plantada na encosta, já sonha com esse dia. "Claro que agora estou ansioso por ver o dinheiro, enquanto ele não estiver na minha conta parece que não existe na realidade". Apesar disso, o homem de 60 anos - que escolheu resguardar o rosto e o nome - confessa ter andado "nos stands", a escolher dois carros para os filhos, que vai oferecer no Natal. Enquanto Francisco espreitava os preços dos topo de gama - os 2,6 milhões vão-lhe permitir alguns excessos - o casal João e Luz corria os bancos do Funchal à caça dos melhores juros. O dono da oficina também o fará a seu tempo. "Jogo há vinte anos e nunca joguei para ter a minha vida salva. Felizmente não preciso disto para sobreviver mas claro que me vai dar bastante jeito. Olhe, é desta que vou ao Brasil com o meu irmão". É também desta que, segundo Joana Silva, muitos vão consertar as suas vidas - embora a dona da tabacaria onde a sorte grande caiu não consiga precisar quantos dos que ganharam perderam a casa nas cheias de Fevereiro. "Pelo menos um senhor foi, agora o resto são pessoas remediadas porque a classe média madeirense começou a passar muitas dificuldades". Daquilo que lhe confidenciaram pelo telefone - "a maioria telefonou" depois de saber os números - "querem ajudar a família, fazer melhoramentos nas casinhas, ficar com as costas livres da Banca. Não acredito na justiça dos homens mas acredito na justiça divina e nesta mão de Deus que deu à Madeira esta alegria depois daquele horror que passámos".
SUSPEITA DOS VIZINHOS
Susana foi uma das vítimas desse horror em forma de água que alagou as esperanças dos madeirenses. Viu morrer o marido, levado pela enxurrada, e esteve quatro meses internada no hospital a recuperar de ferimentos graves. "Sabe, comigo foi ao contrário. Deixei de jogar no Euromilhões depois das cheias, quando fiquei de baixa. Perdi o meu marido e não era o Euromilhões que mo trazia de volta. Só o queria a ele, o dinheiro deixou de ter importância". O facto de estar a "fazer uma cozinhinha, que era o último desejo" do marido levantou a suspeita de alguns vizinhos de que seria uma das contempladas com o prémio milionário. "Era o grande sonho dele e comecei a fazê-la quando regressei a casa, não tem a ver com dinheiro algum. Ninguém me deu nada". As marcas do dia negro permanecem: há um muro caído, falta de vegetação, lágrimas no rosto de uma mulher que nem a vista impressionante sobre a encosta com o mar ao fundo acalma. "Mas Deus queira que tenha saído a alguém que viveu a tragédia de frente", diz na despedida, usando uma das frases mais repetidas pelos madeirenses nos últimos dias. Palavras iguais escolhe Rui Lopes, de 47 anos, a quem o desemprego acabou com o hábito de jogar 18 euros por semana na sociedade vitoriosa. "Espero que tenha saído a alguém que tenha ainda menos do que eu. Conheço um dos premiados e estou com esperança que me dê qualquer coisinha, porque é uma pessoa que não está mal na vida". A ele, resta a desilusão por não ter esticado as poupanças para conseguir jogar. "É muito dinheiro para quem não tem emprego. Fui mandado embora, eu e mais 27, era chefe de compras e desisti da sociedade. Agora olhe, resolvia-me a vida, mas uma pessoa não adivinha". O amigo José Freitas, que tem um talho paredes-meias com a tabacaria, desistiu há menos tempo: "deixei de jogar há três semanas. Tinha duas sociedades e tive de optar por uma, estava a ficar puxado. Optei pela errada, pelos vistos, que é uma aqui do pessoal do mercado. Fiquei com essa porque só pago 2,05 euros por semana. Já me convenci de que sou pessoa para ter sorte ao amor e não ao jogo". Já Agostinho Teixeira, de 65 anos, preferiu dedicar-se ao tabuleiro das damas quando desistiu da sociedade da tabacaria que agora venceu. "Ao menos isto não gasta dinheiro. Não sou rico, os 18 euros faziam-me falta na minha vida diária". Enquanto isso, Glória e António - concorrentes de Agostinho na banca dos legumes e da fruta - discutem se haverá alguém no mercado que ganhou o prémio e não revela. "As pessoas hoje têm muito medo da ladroagem e nós, madeirenses, que perdemos tanta esperança com a tragédia, não podemos correr o risco de perder mais fé".
PARA LONGE DA ÁGUA
Porque passaram nove meses e a Madeira ainda chora. "Agora cada vez que chove fechamo-nos em casa com medo de coisa igual. No outro dia, a água começou a cair do céu e tomei dois calmantes para tentar dormir", lamenta Daniela Castro, que viu morrer o cunhado, vítima da grua que desabou no dia do temporal. "Se me saísse o Euromilhões ia embora da Madeira sem hesitar", confessa, em sintonia com outra vítima da enxurrada, Helena Lurdes. "Com esse dinheiro fugia desta casa, para longe do zoado da ribeira". Para longe das recordações que nem as boas notícias apagam
" (reportagem da jornalista Marta Martins Silva, do Correio da Manhã com a devida vénia)

domingo, dezembro 05, 2010

Olha o quê? A curva!....

Reportagem: "Madeira procura turistas para fugir à crise e relançar o sector"

"Há empresas da região que acumulam quebras de 45 por cento na facturação, despedimentos e muitas incertezas em relação ao futuro. Os labirintos do Reid"s, o mais antigo hotel da Madeira, são contadores de histórias. Já foram postos muitas vezes à prova desde que a unidade abriu, há 120 anos. Desta vez, o desafio promete causar danos às contas de 2010, um ano negro para o arquipélago, que, além da crise, tenta reconstruir o que perdeu com o temporal de Fevereiro, as cinzas vulcânicas e os fogos. Na única região do país onde o turismo insiste em não recuperar, há muitas empresas financeiramente desiludidas e receosas em relação ao futuro. O início do mês de Dezembro é tradicionalmente mau para a hotelaria madeirense, embora seja um destino conhecido pelo sol de Inverno. Mas este ano "está a ser especialmente fraco", disse Ulisses Marreiros, o primeiro português a assumir o cargo de director-geral do Reid"s. Os 163 quartos do hotel estão com uma ocupação de 16 por cento, apesar das tentativas para compensar a quebra nos mercados estrangeiros com turistas portugueses. O silêncio é sepulcral. Mesmo que o pico do Réveillon traga mais hóspedes, como é hábito, já nada há a fazer para salvar 2010. "Vamos acabar com uma quebra de 15 por cento na facturação, face ao ano passado", admitiu o gestor. O Reid"s tem hoje menos funcionários, foi obrigado a baixar os preços e a fazer investimentos controlados para atrair famílias e jovens, numa região onde impera o turismo sénior. Começou a recorrer mais aos fornecedores locais e a fazer campanhas exclusivas para os portugueses, com descontos que chegam aos 100 euros. Mesmo assim, o próximo ano continua a ser de incertezas. "Ninguém pode dizer, ao certo, se vai ser melhor ou pior. Estamos a analisar o futuro com muita cautela", explicou Ulisses Marreiros. A recuperação do hotel está muito dependente da forma como a própria Madeira se vai comportar em 2011. E influencia, por sua vez, muitos negócios que se geram em redor das unidades hoteleiras. Ricardo Ferreira é um dos empresários sujeitos às oscilações de hóspedes. É sócio de quatro espaços de restauração no arquipélago, dois situados junto a zonas de grande oferta hoteleira. "Quando os hotéis não têm pessoas, os restaurantes não têm clientes", afirmou. Este ano "vai ser difícil" e "muito mais dependente dos locais do que dos estrangeiros", explicou. São esperadas quebras nas vendas, compensadas, em parte, por um emagrecimento da estrutura e pela manutenção dos preços.
Em contraciclo
A Madeira começou mal o ano, tal como o resto do país. No entanto, ao contrário das restantes regiões, não conseguiu inverter as perdas dos primeiros meses de 2010. Em Setembro, voltou a ser a única excepção no retrato de recuperação do turismo nacional, apresentando uma quebra de 3,1 por cento nas dormidas e de 1,2 por cento nos proveitos hoteleiros, num mês em que os indicadores globais apontaram para subidas de 7,8 e 6,6 por cento, respectivamente. Nos aeroportos madeirenses (Funchal e Porto Santo) o comportamento tem sido idêntico. Enquanto a região regista um decréscimo de 4,8 por cento no número de passageiros, entre Janeiro e Setembro, as restantes infra-estruturas aeroportuárias nacionais subiram 7,5 por cento, em termos de tráfego aéreo. Analisando os mercados que mais turistas fazem chegar à região, não há, no acumulado dos nove primeiros meses de 2010, um único que escape à recessão. As maiores quebras nas estadias são lideradas por Espanha (34,3 por cento), Itália (23,3) e França (20,5). O Reino Unido, principal emissor, está a cair 5,4 por cento. É deste país que depende grande parte do negócio da Intervisa, a agência de viagens do grupo Pestana, que aponta para uma quebra de 45 por cento na facturação em 2010. "Perdemos muitos turistas, especialmente britânicos", explicou Gabriel Gonçalves, director regional da empresa. "Criou-se uma grande angústia no destino. 2010 foi um ano negro. Foi um acordar para o sector, que continua com baixas expectativas em relação ao próximo ano", admite.
Nas mãos da natureza
Situada no centro do Funchal, a Intervisa foi muito afectada pelo temporal de 20 de Fevereiro. Durante cinco meses, a agência de viagens esteve em instalações provisórias, fechou um dos estabelecimentos e dispensou nove pessoas. Ainda se sente o cheiro a lama, no piso inferior do escritório que resistiu à crise. Os clientes diminuíram e as margens de lucro também, fruto da pressão para baixar preços. "Mais cedo ou mais tarde, a curva descendente vai inverter", acredita Gabriel Gonçalves, que ainda tentava fazer contas aos prejuízos causados pelo temporal de Fevereiro, quando se deu a erupção de um vulcão na Islândia. Entre Maio e Abril deste ano, muitos voos na Europa foram cancelados por causa das nuvens de cinza, que, por questões de segurança, levaram à imposição de restrições ao tráfego aéreo. O arquipélago madeirense foi especialmente afectado, já que, à medida que se afastavam dos céus europeus, as partículas foram-se movimentando para a região. "Um dos nossos clientes tinha viagem marcada para Fevereiro e cancelou para Maio, por causa do temporal. Depois cancelou para Abril, por causa das cinzas. E acabou por desistir, porque apareceu a segunda vaga da nuvem", explicou o gestor. Os fenómenos naturais penalizaram, assim, uma região já fustigada pela conjuntura de económica, provocando o desequilíbrio a que hoje se assiste no turismo, entre a Madeira e o resto do país. Quando a nuvem se afastou, vieram os fogos do Verão e, agora, a região está em alerta vermelho, por causa das más condições meteorológicas. Factores alheios, mas adversos, para um destino que é vendido com base na promessa de bem-estar e amenidade climática.
Das empresas à política
As quebras na actividade turística têm gerado contestação política no arquipélago. Há cerca de um mês, a secretária regional do Turismo e Transportes, Conceição Estudante, foi ouvida numa audição parlamentar, requerida pelo CDS-PP. Numa conferência de imprensa realizada esta semana, durante o 36.º Congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), que optou por reunir-se na Madeira para apoiar a recuperação do arquipélago, a governante fez um balanço negativo de 2010. "Haverá uma quebra de dez por cento no número de turistas que entram na Madeira", disse, acrescentando que, em termos de receitas, "no primeiro semestre desceram mais e houve alguma recuperação depois dos meses de Verão". Conceição Estudante sublinhou que "não há alternativa" à aposta em novos mercados, como a Europa do Leste, e que é preciso ter cuidado com as descidas de preços porque "afectam o destino no seu todo". Em 2011, o arquipélago vai contar com 16 milhões de euros para a promoção turística, retirados de um montante global de 50 milhões para o país. "Julgo que temos as ferramentas para poder trabalhar", rematou.
Já o secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, tem uma perspectiva diferente. Em entrevista ao PÚBLICO, afirmou que "é preciso que o Governo Regional da Madeira encare o turismo como uma prioridade", deixando transparecer algum desconforto em relação à forma como o sector tem sido gerido. "Este ano foi terrível para uma região em que mais de 30 por cento das empresas estão ligadas ao turismo. Temos apoiado [o arquipélago], desde a reconstrução até ao aumento das ligações aéreas. E estamos disponíveis para continuar a apoiar", assegurou. A recuperação da Madeira também vai ser determinante para o Casino do Funchal, cuja roleta continua a rodar, mas onde haverá uma quebra nas receitas. O administrador financeiro do grupo Pestana, dono do casino, espera que a casa feche com uma ligeira descida face a 2009, "entre um e dois por cento", e acredita que o casino resistirá porque não é muito influenciado pela conjuntura. "Temos a sorte de não estarmos muito dependentes da evolução da economia. É isso que nos deixa mais descansados em relação ao futuro", admitiu.
Entre 2004 e 2010, os gastos médios dos turistas na Madeira subiram de 90,3 para 100,5 euros por dia. À semelhança do que acontecia há seis anos, a alimentação e o alojamento são responsáveis pela maioria das despesas, notando-se um crescimento da procura por comércio e excursões. Continua, no entanto, a ser uma região dominada pelo turismo sénior. A média de idades dos visitantes é de 48,4 anos, o que, ainda assim, demonstra uma recuperação face aos anteriores valores (51,3), apurados no Estudo do Gasto Turístico, da Secretaria Regional de Turismo. Com base em 1663 inquéritos, no aeroporto da Madeira, confirmou-se que o continente e o Reino Unido estão muito próximos no ranking de principais emissores de turistas, representando 22,8 e 22,7 por cento da amostra, respectivamente. Seguem-se a Alemanha (16,8), a França (6,9) e a Holanda (4,4). A grande maioria (85 por cento) visitou o arquipélago em férias, movidos pelo contacto com a natureza (34 por cento), o sol e o mar (21 por cento) e a cultura (13 por cento). Numa escala de um a sete, a maioria dos factores analisados no estudo garantiu uma pontuação acima dos quatro valores. No entanto, houve áreas que ficaram aquém das expectativas, como as praias, os eventos culturais, a animação nocturna e o clima - neste caso, as críticas poderão estar relacionadas com o mau tempo de há um ano, "que provocou inclusivamente o encerramento do aeroporto e o cancelamento e atraso de vários voos", explica o estudo. Praticamente metade dos turistas já tinha visitado a Madeira e 22 por cento consideraram outros destinos antes de se decidirem pela região, nomeadamente as Canárias e o Norte de África. Os visitantes ficaram, em média, 8,42 noites, sendo que os continentais e os espanhóis são responsáveis pelas estadias mais curtas (respectivamente, 6,97 e 7,35 noites), por motivos de proximidade. Os hotéis de quatro ou cinco estrelas atraíram a maioria dos inquiridos (54 por cento), os apartamentos alugados foram responsáveis por seis por cento da amostra e quatro por cento dos visitantes ficaram em casa de familiares e amigos" (reportagem assinada pela jornalista do Público, Raquel Almeida Correia, com a devida vénia)

Curiosidades: famílias Coito, Pila, Virgem, Mimo...

Uma reportagem do Correio da Manhã, assinada pela jornalista Marta Martins Silva: "Cinderela gosta de ouvir a Lady Gaga e não perde os ‘Morangos com Açúcar' mas isso não significa a modernização do clássico infantil. Significa que há sete anos, no Alentejo, um casal escolheu para a filha um nome menos comum nos bilhetes de identidade do que nos contos de fadas. Cinderela de Fátima Fava anda na escola primária e dorme num quarto cor-de-rosa no andar de cima da tasca dos pais. Só tem uma irmã, ao contrário da personagem da história, e está longe de ser uma ‘Gata Borralheira'. Portugal Feliz tem 79 anos e carecem-lhe razões para acreditar em dias melhores, numa altura da vida em que se multiplicam as maleitas e as urgências no centro de saúde. Está acamado, frágil e triste, à semelhança do país que lhe dá o nome. Paixão Jesus, de 85 anos, não se esquece do dia em que o marido não voltou para jantar - "já lá vão mais de 50 anos que fugiu para o Brasil" - e lhe deixou quatro filhos para criar, um deles ainda na barriga; nunca mais se apaixonou. Estas são algumas das vidas por detrás dos nomes menos comuns da lista telefónica: testámos os números e fomos saber como lidam com essa ‘herança' dos pais.
PENETRA MURCHO
António habituou-se desde cedo a que comentassem os apelidos tatuados no BI - tanto que estranha quando a conjugação Penetra Murcho não provoca reacção . "Quando vou a uma repartição pública os funcionários levantam-se com o papelinho na mão e abalam lá para dentro. Para rirem à-vontade, claro, e para mostrar aos colegas para que eles se riam também. Quando era mais jovem até me deu bastante jeito com as meninas. Naquela altura demorava-se muito para ter conversas malandras mas eu tinha sempre o pretexto do meu apelido para tentar o assunto, era uma desculpa". O Penetra Murcho deu-lhe mais proveito do que prejuízo numa altura "em que quando se via o joelho de uma mulher já era um ai meu Deus". Hoje, António tem 70 anos e já é raro ouvir: ‘Então mas como é que você faz isso, homem?' e de responder ‘fazer o quê? Aquilo murcho não penetra'. E se o apelido lhe deu motivos para rir, a vida deu-lhe trabalho desde cedo: "Comecei no campo aos nove anos, passei pela construção civil, fui bombeiro e acabei nos combustíveis". E, desde há quatro anos, deu-lhe "uma saudade imensa" da mulher que partiu. Ismael Gato Pila partilha com Penetra Murcho o sentimento português e um apelido capaz de provocar o riso nos mais cinzentos. "Andava embarcado e quando chegava aos bares do porto de Leixões eram logo as miúdas: ‘Olha a pila do gato já chegou'. Agora estou na terceira idade, já ninguém me diz isso". A marinha mercante foi a solução feliz para conseguir pôr na mesa a comida que a pesca em Sesimbra não lhe dava, bem como um filho na barriga de uma cabo--verdiana que conheceu num porto distante. "Fiz jus ao meu nome e à minha profissão. Dizem que os marinheiros têm uma namorada em cada porto, eu não tinha em todos mas tinha em alguns". No móvel grande da sala as fotos dos que já partiram servem de pretexto para falar do nome: "Aqui está o meu bisavô Pila, o meu avô Pila, o meu pai Pila e a minha mulher que tinha a minha Pila. A minha filha herdou o nome mas não o quis pôr na minha neta para ela não ser gozada na escola como ela foi". Da família alargada conheceu mais parentes com igual apelido: "A Pila Paixão é minha prima, o Cruz Pila é meu sobrinho, o Cristão Pila, o Pila Rocha, o Borracha Pila. Alguns já morreram mas eram todos aqui da zona". Em Lisboa, a Domingo encontrou mais uma homónima: Maria Pila Cavalheira já garantiu 90 anos de vida, repartidos por Lisboa e Penamacor, e será das últimas, "senão a última", com esta combinação. "Os outros que o tinham foram morrendo, resto eu. Sempre passou despercebido porque eu só dizia o primeiro e o último". António Ressurreição Marques Chupa sempre assumiu - "com orgulho" - o último nome. "Claro que as pessoas acham graça ao Chupa mas nunca foram indelicadas". O empresário de carpintaria reformado preferiu, apesar disso, não o passar aos descendentes.
COITO BOM
‘Ai homem, que nome que você tem' é frase que Abel Coito Bom, rijo para os 83 anos que mostra o registo, ouve com assiduidade. "Metem-se muito comigo, porque este nome é malandreco, foi o meu pai que mo passou quando eu nasci. Mas não tive muitas namoradas: estou casado com a minha mulher faz 60 anos no dia 23 e somos muito felizes". Se o nome ajudou ou não ao casamento duradouro, o segredo fica dentro das paredes da casa onde moram, em Arrouquelas, no concelho de Rio Maior. Só podemos adiantar que o pé ligeiro de Abel, em tudo quanto era bailarico, ajudou a cativar o coração de Lídia. Um rapaz e uma rapariga foram os frutos do enlace e a ambos só chegou o Bom, o Coito perdeu-se pelo caminho "para não ficarem com um nome muito comprido". Abel, que foi corticeiro, trabalhou em lagares de azeite, numa fábrica de tomate e numa camioneta de farinhas, é apesar disso mais conhecido por ‘Ti Sequinho' do que por Coito Bom. "Era gordo quando era novo e começaram a chamar-me assim". A Isabel Azeitona Meio-Tostão não arranjaram nunca alcunha. "Talvez porque o meu nome tem mesmo a ver com a minha vida: apanhei muita azeitona e vi poucos tostões na carteira". O nome foi prenúncio de uma vida de trabalho no campo, de mãos na terra, na serventia dos outros. Herdou dos avós os dois fados mas maior peso têm os desgostos que carrega. "Morreram-me as pessoas mais importantes, o meu marido e filho. Os vivos estão longe, os mortos é que estão perto. Se calhar Deus quis assim, que eu ficasse para lhes tratar das sepulturas todos os dias".
CANECA PENETRA
Quando tem de dizer o apelido, o motorista de pesados João Manuel Caneca Penetra nem pestaneja mas há quem o faça por ele. "As pessoas não conseguem evitar rir, ficam espantadas e até são malandras por causa do Penetra, mas eu tenho muito orgulho e não mudava de nome por nada porque é a herança dos meus pais". Ursília Mosca Disca, António Beleza Mau e Manuel Baixinho Graxinha (que até tem 1,73 m de altura) partilham de semelhante convicção. Com Beatriz foi diferente - foi ela que escolheu o apelido. "Se brincavam comigo na escola por eu me chamar Virgem? Mas como, se eu só comecei a ser Virgem depois do casamento? Quem era Virgem era o meu marido" - responde a idosa de 66 anos, sem se aperceber da graça, à pergunta pelo telefone da Domingo. A chamada seguinte levou-nos a Olhão e a um homem que cumpriu bem os apelidos que carrega: Jacinto Pai Avô teve três filhos e nove netos e não se curvou à missão que o nome impunha. João Ratão Pires, proprietário de uma casa de fumeiros, fez o mesmo: encontrou "uma carochinha" e casou com ela, sem ter de a apanhar em nenhuma janela - cresceram juntos no Nordeste Transmontano - e sem cair no caldeirão. Resolvemos testar o número de Ana Carochinha e fazer igual pergunta no que toca a amores. "Encontrei o meu João Ratão na escola onde na altura trabalhávamos". Domingos Vida Larga também tem cumprido à risca o apelido: os 80 anos são disso prova. "É um bom nome se realmente eu me aguentar por cá, é uma coisa que toda a gente quer mas nem todos têm". A vida de Vida Larga é hoje bem menos preenchida do que era, restam as memórias do tempo em que os mármores o mantinham ocupado e evitavam pensar na solidão que a viuvez trouxe.
ALEGRIA BAGINA
António Alegria Bagina toda a vida ouviu a pergunta ‘você chama-se mesmo Vagina?' e toda a vida respondeu que não: ‘Que é Bagina com B'. Quem nos conta a saga não é o dono do apelido mas sim a mulher, Ana. "Olhe, o meu marido apesar de ter Alegria no nome só foi razoavelmente feliz. Morreu-lhe uma filha de 22 anos debaixo do comboio e nunca mais foi o mesmo. Há onze anos também teve um AVC e isso deitou-o muito abaixo". Também é a mulher de Mimo Pires que fala ao telefone. "Ele está muito surdo, mas se é para falar do nome posso-lhe dizer que não tem nada a ver: É um velhote rezingão", graceja Bárbara, de Vila Nova de Paiva. Distante no mapa mas perto no nome está a família Mimo de Mem Martins. Dino Amado Mimo, um impressor litógrafo de 50 anos, passou à mulher Paula e aos dois filhos - um militar do Exército e uma estudante universitária - o último nome e não raras vezes perguntam ao clã se são da família do palhaço de uma conhecida operadora telefónica. Já Vitória Liberdade Sopa viveu 44 anos sem conhecer o significado dos nomes próprios escolhidos pelos pais quando nasceu. A revolução de Abril mostrou-lho em todo o esplendor quando ao passar na rua onde vivia, em Ponta de Marfil, no Algarve, lhe bateram palmas. "Foi o dia em que mais ouvi o meu nome. Aí tudo começou a fazer sentido. As pessoas antes diziam-me: ‘Ai se o Salazar sabe o teu nome vais presa, Vitória Liberdade'". Tratou de fazer jus ao do meio ao escolher ficar solteira - apesar de ter casado os irmãos todos - "tal como não fui bailarina ou cantora também não quis casar. De mente sempre fui livre naquilo que pude".
CINDERELA DE FÁTIMA
Cinderela gosta da Lady Gaga e de ‘Morangos com Açúcar' mas também de chupa-chupas vermelhos e de brincar com o gato Riscas que a segue para todo o lado. Deve ao pai o nome, "porque quando era solteiro chamava às raparigas todas Cinderela". Acresce-lhe o Fátima porque a gravidez de Lina "foi de risco" e quiseram agradecer. A menina sabe que tem "um nome de uma princesa muito bonita" e quando está na tasca dos pais e algum freguês pergunta o nome a resposta é sempre a mesma: ‘Pago-te um copinho de vinho se adivinhares'.
COITO PITA DE PAIS PARA FILHOS (homens)
Ele tem um amigo que se chama Piló e um sócio Tranquada. O advogado e deputado do PSD-Madeira, José Coito Pita, costuma brincar com os amigos. "Nós podíamos fazer uma sociedade: ‘Trancada, Coito e Piló'", conta. Mas de brincadeiras já chega. Que não venha ninguém de fora buscar segundos significados na sua graça. "É nome de pessoa e não tem qualquer outro significado, embora as palavras tenham sinónimos", sentencia Coito Pita. Mais do que tudo, é uma herança que tem passado de pai para filho e tem origem na Ponta do Sol, Madeira. Mas só entre homens. A filha do deputado regional já não carrega o apelido paterno. "Em homens não há problemas, mas compreendo que uma senhora não gostasse de ter esse apelido", conclui. Manuel Coito Pita, de 42 anos, que carrega os mesmos apelidos do advogado e a morada na Madeira, confessa: "As pessoas brincam mais comigo por eu ter o nome do Coito Pita conhecido, o deputado, do que pelo significado dos nomes. Perguntam-me sempre se sou família dele e eu sorrio, porque sou mais malandreco do que qualquer pessoa".
NOTAS
28 PILAS - Há 28 pessoas com o apelido Pila, 178 com Penetra e 433 com Coito na lista telefónica de 2010.
COMUM - Os nomes mais registados em Portugal são José e Maria. O apelido mais frequente é Silva.
PEDIDOS - A média anual dos pedidos de mudança de nome nas Conservatórias de Registo Civil é 650 pessoas".

Sá Carneiro: recordando uma figura extraordinária

- Especial sobre Sá Carneiro, na TVI (aqui)
- E se o avião de Sá Carneiro tivesse chegado ao Porto? (na TVI,
aqui)
- Sá Carneiro morreu há 30 anos (TVI,
aqui)
- 30 anos sem Sá Carneiro (TVI, aqui)

Justiça aos tombos....

A turbulência na justiça continua. Veja esta notícia da TVI e depois tire as suas conclusões...

Assim não vamos lá...

sábado, dezembro 04, 2010

Euromilhões: tribunal manda dividir!

O tribunal mandou finalmente que os dois namorados, que ganharam o prémio do euromilhões e depois se separaram. Cerca de 15 milhões de euros a dividir, mas que agora terão que descontar muitas despesas com advogados e o tribunal. Depois idiotas. Veja a reportagem da TVI, aqui.

Reportagem TVI: o mundo VIP!

Uma excelente reportagem transmitida recentemente pela TVI sobre os segredos, oportunismos, misérias e idiotices dos protagonistas "cor-de-rosa" do chamado "mundo VIP" ou jet-set, muitos deles vivendo à custa de esquemas que passam pela utilização abusiva dos espaços na televisão, perante o silêncio cúmplice desta. Vale a pena ver, aqui.

PSD-Madeira: comunicado final do Conselho Regional

"- O Conselho Regional da Madeira do Partido Social Democrata subscreve as propostas do Orçamento e do Plano que o Governo Regional apresentou à Assembleia Legislativa e que serão discutidas este mês. A par, denuncia a hipocrisia, bem como as propostas e “promessas” da Oposição local, sobretudo do Partido Socialista, este exactamente o mesmo partido que é responsável pela degradada governação nacional e pelas medidas que vêm gerando desemprego, pobreza, falências das empresas, endividamento das Famílias, ausência de expectativas para os Jovens, derrocada das contas públicas e uma profunda e generalizada contestação dos Portugueses. No entanto, apesar deste cortes sociais, das reduções dos abonos e dos aumentos dos impostos e dos preços, os socialistas montaram uma tramóia sobre os Portugueses, através da obrigatoriedade de uma taxa sobre o audiovisual, para financiar escandalosamente a RTP e a RDP. A Oposição regional, desconsiderando o Povo Madeirense e julgando que pode atentar contra a nossa Inteligência Coletiva, serve-se das dificuldades da presente conjuntura, geradas pelos comportamentos dos Partidos da “Esquerda”, para novas “promessas” e “exigências” que sabem impossíveis. É uma falta de seriedade e uma falta de respeito pelos Madeirenses e Portossantenses. Os próprios socialistas locais apoiam as medidas nacionais do seu Partido e são contra a greve em Lisboa, mas por cá propõem medidas ao contrário e até fazem greve! Os socialistas sabem que as medidas de Lisboa repercutem-se negativamente nas Regiões Autónomas e respetivas Autarquias Locais. Mas, nesta Região Autónoma, tentam deitar as culpas para cima dos responsáveis políticos do arquipélago. O Partido Socialista está transformado num problema psíquico de tripla personalidade. Mente e faz asneira em Lisboa; faz exigências na Madeira, contrárias ao que pratica em Lisboa; nos Açores, socialmente com mais de vinte mil necessitados de Rendimento de Inserção, vota contra as propostas da Oposição. Mais. É ridículo se assistir à corrida desenfreada entre todos os Partidos da Oposição regional, em que, num desespero e numa concorrência mutuamente assassina, cada um tenta apresentar as propostas mais absurdas, mais loucas e mais demagógicas, sabendo da respectiva impossibilidade
***
- Toda esta falta de Ética da Oposição, na Madeira é cumpliciada por alguns militantes políticos que conseguiram uma carteira profissional de Jornalistas e que foram colocados em identificados meios de comunicação social pelas respectivas administrações e proprietários. Trata-se de uma movimentação política na Região, orientada de maneira pouco inteligente por grupos económicos de famílias cujo domínio, no passado, não aceita as transformações vividas no arquipélago. Concretiza-se, assim, uma união política espúria que vai de “interesses” económicos e da maçonaria, aos comunistas, aos socialistas e à extrema-direita locais. O Conselho Regional da Madeira do Partido Social Democrata denuncia e condena a incoerência da mistura de todo esse tipo de gente, bem como o falso “jornalismo” a que dá azo. Um falso “jornalismo” com as suas mentiras permanentemente a serem desmentidas, que reside em conspurcadas e corruptas “trocas de favores”, que é motivado por um anseio patológico de “vinganças”, que insulta e depois se vitimiza, que gera factos políticos, económicos e sociais falsos, que protege e cumplicia os Partidos da Oposição, que assume pretender abater pessoas concretas, em suma, um “jornalismo” indigno e de sarjeta. E também identificada comunicação “social” de Lisboa não lhe fica atrás, investindo e pagando para que os assuntos da Madeira sejam sistematicamente manipulados e distorcidos, praticando uma exclusividade de “fontes” nos sectores locais mentirosos e mal intencionados. A Assembleia Legislativa da Madeira e o seu Governo Regional são escolhidos como alvos privilegiados, até mesmo quando as medidas que assumem, são idênticas às da Assembleia da República, às da Assembleia Legislativa dos Açores, e às dos Governos da Republica e dos Açores! Desonestamente, procura-se sempre atingir pessoalmente o Presidente do Governo Regional, mesmo em matérias a que seja completamente alheio e sem competência legal ou política.
***
- O Pensamento de Francisco Sá Carneiro, a par dos Valores-Pilares do PSD/Madeira – Democracia, Autonomia e Socialização – é a principal referência ideológica dos autonomistas sociais-democratas madeirenses e portossantenses. Hoje, data do seu falecimento em condições nunca esclarecidas, o Conselho Regional homenageia a Sua Memoria, renovando o compromisso de continuar a lutar firmemente pelos Ideais que nos legou.
***
- O Conselho Regional da Madeira do Partido Social Democrata manifesta o seu reconhecimento pela solidariedade demonstrada pela Comissão Europeia e pelo Banco Europeu de Investimento, ao assumirem uma posição pública de confiança no Povo Madeirense. A população saberá confirmar tal manifestação de apreço pelas nossas capacidades de responder aos desafios da reconstrução da Madeira após as calamidades deste ano.
***
- O Conselho Regional aprovou os Regulamentos para as eleições dos Órgãos regionais e dos Delegados ao XIII Congresso Regional da Madeira do Partido Social Democrata. Mandatou o Secretariado Regional para publicar a respectiva Convocatória da Mesa. O Conselho Regional exprime toda a confiança numa grande mobilização autonomista e social-democrata para o XIII Congresso Regional do PSD/Madeira, a 8, 9 e 10 de Abril de 2011. Não apenas porque se trata da eleição dos Companheiros a quem caberá a responsabilidade de continuar a liderar politicamente o trabalho, o empenho, a dedicação e o consequente sucesso da Autonomia Política e dos Valores da Social Democracia. Mas, sobretudo, pelos grandes debates, estendidos à sociedade civil da Madeira e do Porto Santo, que ocorrerão no Congresso, particularmente nos painéis temáticos, e donde resultarão novos contributos actualizados para futuros Programas de Governo, quer na Região Autónoma, quer na República.
***
- Ao terminar o ano de 2010, tão amargo para o Povo Madeirense, o Partido Social Democrata comunica à população que assume uma força e uma determinação mais intensas como nunca, para lutar contra as dificuldades. Trata-se de viver profundamente e com actos, a Esperança a que nos apegamos e pela qual lutaremos. É neste espírito que o Partido Social Democrata deseja a cada um dos Madeirenses e dos Portossantenses, um Bom Natal e, tanto quanto possível, um melhor Ano de 2011. (outros pontos do comunicado final da reunião de hoje do Conserlho Regional do PSD/Madeira)

PSD/Madeira contundente contra Bastonário dos Médicos

"O Partido Social Democrata da Madeira condena a pirataria institucional e pessoal que o bastonário da Ordem dos Médicos, envolvido também noutros imbróglios desabonatórios, vem atirando contra a Madeira, assim servindo interesses que não são os da Saúde Pública. Trata-se de uma atitude persecutória contra a Região Autónoma, não tomada em relação a situações idênticas no restante território nacional onde é inferior a qualidade do sistema de saúde. A vingança medíocre do bastonário que para os seus intuitos recusou as diligências para confirmar, como sempre no antecedente, a qualidade do Serviço de Saúde da Madeira, prejudica quarenta Médicos madeirenses que deixam de vir para a Região Autónoma no próximo ano, bem como mais vinte Médicos que, sem precedente, terão de sair do arquipélago para fazer Internatos. Não se pode dissociar a vergonhosa atitude do indivíduo em questão, de uma constatada ofensiva, acentuada este ano, por organizações sem transparência democrática, mas, nas dificuldades presentes, criando problemas acrescidos às Famílias desses Médicos e aos cuidados de saúde, Direito do Povo. Esta canalhice tem o envolvimento de denúncias, algumas anónimas, fomentadas covardemente por ambições pessoais burguesas e por pressões de um pequeno grupo local com a cumplicidade da Oposição. Não resta outra atitude às Autoridades regionais, senão enviar o referido personagem ao julgamento dos Tribunais. O Conselho Regional subscreve o cumprimento das normas democráticas em vigor pela Secretaria Regional dos Assuntos Sociais, e rejeita qualquer ressurreição idiota de práticas basistas de autogestão que colocariam a população da Madeira e do Porto Santo à mercê de prepotenciazinhas discriminatórias" (comunicado final da reunião do Conselho Regional do PSD/Madeira de hoje)

PSD-Madeira apoia voto contra o OE-2011

"O Conselho Regional reconfirma solidariamente a posição dos Deputados sociais-democratas pela Madeira, ao votar contra o Orçamento de Estado. Sendo este Orçamento a expressão da política do Governo socialista que trouxe o Povo português à situação gravíssima que vive, com más repercussões igualmente na Região Autónoma, outra não poderia ser a atitude do Partido Social Democrata da Madeira perante o Povo Madeirense a Quem responde. Com a ofensiva socialista contra o Centro Internacional de Negócios, reduzindo assim o Produto Interno Bruto e as receitas nacionais, precisamente quando Portugal precisa de ver crescer o seu Produto e as suas receitas, não se pode deixar de condenar o Governo socialista por mais esta vingança partidária sobre o Povo Madeirense e após tantas que fez contra nós. Mais a mais que os socialistas recusaram várias propostas necessárias da Região Autónoma, em sede de Orçamento de Estado, que não implicavam qualquer redução da receita, nem aumento da despesa. Acresce as normas inconstitucionais, constantes da lei orçamental, e que, a devido tempo, a Assembleia Legislativa da Madeira, por iniciativa social-democrata, suscitará no Tribunal Constitucional, apesar deste" (comunicado final do Conselho Regional do PSD-Madeira de hoje)