quarta-feira, março 28, 2007

Portugal: e ainda querem que ele os baixe...

O ministro das Finanças revelou hoje que, do aumento das receitas fiscais registado no ano passado, menos de 30% do valor total, ou seja, um montante entre os 600 e os 650 milhões de euros (M€), ficou a dever-se ou à subida das taxas ou aos novos impostos criados em 2005, sendo o resto atribuível ao aumento da eficiência da máquina fiscal e ao crescimento da economia.

Portugal: na onda

A Lista U venceu as eleições para a Direcção da Associação de Estudantes da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa derrotando a Lista X, que alegadamente inclui elementos da extrema-direita. De acordo com os resultados afixados na porta da Associação de Estudantes da Faculdade de Letras, a Lista U venceu as eleições para a direcção com 818, contra os 81 obtidos pela lista X. Será que a rapaziada queria ir a reboque da votação em Salazar na RTP?

Portugal: a tal universidade...

Luiz Arouca, o ex-reitor da Universidade Independente, entrou hoje por volta das 12:00 no Tribunal de Instrução Criminal (TIC) e vai começar a ser ouvido a partir das 14:00, disse à Lusa o seu advogado. Rodrigo Santiago afirmou que Luiz Arouca, hoje constituído arguido após ter sido interrogado durante várias horas pela Polícia Judiciária, deverá ser ouvido no TIC a partir das 14:00. O advogado confirmou ainda que o responsável da UnI deu entrada no tribunal por volta das 12:00. "A balbúrdia do oeste" transferiu-se para a Marechal Gomes da Costa, em Lisboa?

Portugal: D´ont cry for me Caldas...

Maria José Nogueira Pinto anunciou hoje que abandona o CDS-PP e a vereação na Câmara de Lisboa, na sequência da polémica em torno da realização de eleições directas no partido. Nogueira Pinto referiu que a desfiliação do partido tem carácter imediato e que, por isso, não irá presidir ao Conselho Nacional do CDS-PP que se realiza no próximo sábado. No seu entender, a saída do CDS-PP constitui uma "prova de respeito pelo partido, pelos seus militantes e pelos seus órgãos". "D´ont cry for me Caldas"...

terça-feira, março 27, 2007

Ambiente: subida do nivel do mar III

E se aqui também ajuda a perceber uma realidade que, com mais ou menos especulação, deve ser olhada com seriedade e com responsabilidade:

- A maior parte da população mundial vive junto à costa. No Bangladesh, por exemplo, 17 milhões de pessoas, aproximadamente, vivem numa zona costeira com menos de um metro acima do nível do mar.
- Inundações importantes representam uma ameaça para os humanos. Um grande número da população mundial corre o risco de morrer e os movimentos destas população fugindo das zonas costeiras inundadas, em particular nos países em vias de desenvolvimento, aumentarão o risco de propagação de doenças. A quantidade e a qualidade da água doce será alterada e a saúde publica será prejudicada.
- Muitas espécies vivas correm o risco de desaparecer porque não podem adaptar-se muito rapidamente à alteração da salinidade ou à diminuição da superfície coberta de gelo.
- As regiões costeiras são essenciais na pesca, no comercio, na agricultura e no turismo. As muralhas de protecção contra as inundações instaladas junto à costa protegem estas actividades, economicamente importantes, das oscilações naturais do nível do mar. No entanto, estas protecções podem igualmente conduzir a subida do nível do mar nas zonas costeiras quando impedem o oceano de se expandir ou transbordar nas planícies naturais. Pode-se ter, então, lugar a inundações catastróficas se estas protecções forem destruídas.

Ambiente: subida do nivel do mar II

Ainda sobre este tema, li que "no último século o nível das águas do mar subiu aproximadamente 15 a 20 cm. Esta subida resulta do derretimento das calotes polares, dos glaciares e da expansão da própria água do mar devido ao aumento das temperaturas.Um estudo feito em 1996 prevê que esta tendência de subida dos oceanos se mantenha. Até 2100 existe uma probabilidade de 50% que a temperatura global aumente 2ºC, e uma probabilidade de 5% que aumente 4,7%. O impacto que estas subidas de temperatura poderão ter nos oceanos, é uma subida do nível do mar de 34cm (probabilidade de 50%), ou de 1 metro (probabilidade de 1%), até 2100. Existe também uma probabilidade de 3% de uma subida de 2 metros, e uma probabilidade de 1% de subir 4 metros até 2200". Mesmo assim, os que levam as questões ambientais a sério - como eu - e que já não sabem bem em quem acreditar, perante tanta irresponsabilidade, tudo se complica se atendermos a que "uma subida de um metro no nível de água do mar, devido ao aquecimento global, causará 60 milhões de deslocados nos países em desenvolvimento, afirma o Banco Mundial. As Nações Unidas, no Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas, projectam uma subida de entre 18 e 59 centímetros no nível da água do mar, em 2100. Um recente estudo publicado na revista científica Science, que leva em conta a continuação do degelo dos pólos, prevê no mesmo período uma subida entre 0,5 metros e 1,4 metros. O estudo do Banco Mundial usa mapas e dados recolhidos por satélite para calcular o efeito da subida das águas em 84 países costeiros em desenvolvimento".

Ambiente: subida do nivel do mar I

O DN do Funchal publicou esta semana uma "cácha" dando conta que o mar subirá 6 metros (!) na Madeira até final deste século. Eu retive esta notícia, também publicada na semana passada:

NASA: subida do nível do mar pode ser maior do que se pensa


A subida do nível do mar e o degelo dos pólos podem ser fenómenos bem mais graves do que se previa, de acordo com os oceanógrafos da agência espacial norte-americana, NASA.
Um ano antes da revolução industrial, no século XVIII, o aumento do nível do mar ocorria à razão de um milímetro por ano. Agora, dois séculos mais trade, esse aumento é três vezes superior, ou seja, três milímetros por ano. Segundo os especialistas, este fenómeno é provocado pela combinação de aquecimento global do planeta, degelo das calotes polares e longos ciclos de alteração natural dos níveis do mar."Tudo indica que este processo vai acelerar", afirmou Eric Lidstrom, chefe do departamento de oceanografia da NASA, durante uma conferência sobre os oceanos que decorreu em Hobart, na Austrália.Os modelos de previsão do degelo nos pólos têm evoluído muito nos últimos cinco anos e a ciência está hoje apta a responder com mais exactidão a esta problemática, disse o especialista, que apontou o ano de 2002 como muito importante para a Antárctida. Nesse ano, foram registados fenómenos nunca vistos no último século, como a libertação de icebergues da placa antárctica maiores do que alguns dos países mais pequenos.Hoje sabe-se que as alterações naquelas placas geladas não são tão lentas como se pensava, que ocorrem muito depressa e que esse facto reflecte-se na subida do nível do mar.Segundo Eric Lidstrom, se as grandes placas polares se envolverem nessas alterações, "o nível do mar pode subir dezenas de metros".O último relatório do Painel Inter-Governamental para as Alterações Climáticas (organismo das Nações Unidas), apresentado no mês passado em Paris, alertou para uma alteração dos níveis do mar de 28 a 43 centímetros até 2100 e para um aumento das temperaturas de 2 a 4,5 graus, tendo em conta concentrações de dióxido de carbono na atmosfera na ordem de 550 partes por milhão. As concentrações estão actualmente fixadas em 380.

Fonte: Reuters e Publico

Já agora recomendo este site ou ainda este, para os que acreditam que se anda a brincar com coisas sérias.

Futebol: Aí....

O avançado Cristiano Ronaldo lesionou-se no treino desta tarde, em Belgrado, e está em dúvida para o jogo de amanhã entre a Sérvia e Portugal, a contar para o Grupo A da fase de qualificação para o Europeu de futebol de 2008, a realizar na Áustria e Suíça. O jogador do Manchester United contraiu uma entorse no tornozelo esquerdo no último treino antes da partida de amanhã (19h30, RTP1) e saiu da sessão a coxear.Portugal é actualmente terceiro classificado do Grupo A, em igualdade com a Sérvia, estando a três pontos da Polónia (tem mais um jogo) e a um da Finlândia (Publico online, foto Lusa)

Madeira: Estatuto III

Quanto aos apoios atribuídos aos deputados e/ou grupos parlamentares, e para que não existam outras interpretações - particularmente nestas alturas... - recordo o que está estabelecido na lei orgânica da Assembleia Legislativa:

CAPÍTULO VII
Apoio aos partidos e grupos parlamentares
Artigo 46º
Gabinetes dos partidos e dos grupos parlamentares


1 - Os partidos com um único deputado e os grupos parlamentares dispõem, para a utilização sua livre escolha, nomeação, exoneração e qualificação, de uma verba anual calculada nos seguintes termos:
a) Deputado único/partido e grupos parlamentares – 15x14 SMNR ( salário mínimo nacional em vigor na Madeira) /mês/número de deputados.
2 - O Presidente da Assembleia Legislativa fixa, por despacho, o quadro de pessoal do gabinete de cada grupo parlamentar, por proposta vinculativa do respectivo grupo, e desde que não ultrapasse o montante referido no número anterior.
(...)

Artigo 47º
Subvenção aos partidos

1 - Às representações parlamentares é atribuída uma subvenção mensal para encargos de assessoria, contactos com os eleitores e outras actividades correspondentes aos respectivos mandatos no valor de dois terços do salário mínimo nacional aplicável nesta Região Autónoma (SMNR) por deputado eleito, mais a ponderação dos seguintes factores:
a) Representação de um só deputado e grupos parlamentares - 1 SMNR x número de deputados;
2 - A subvenção referida no presente artigo é paga em duodécimos, por conta de dotações especiais inscritas no orçamento da Assembleia Legislativa.
3 - Os partidos mantêm sempre, até final da VIII Legislatura, a subvenção mensal adquirida, em 31 de Dezembro de 2004, se da aplicação do disposto na alínea a) do nº 1 resultar a sua diminuição.

Já agora, se estiverem interessados, podem procurar idênticos documentos na Assembleia da República (site principal e orgânica) e na Assembleia Legislativa dos Açores (eu até deixo os links)

Madeira: Estatuto II

Um outro aspecto tem a ver com outra disposição estatutária que vai criar problemas à gestão do futuro parlamento e que representa uma contradição que estou desejando de ver como será ultrapassada. A anterior lei eleitoral estabelecia a existência de 11 círculos eleitorais, havendo deputados eleitos por cada um deles. Os chamados deputados do Funchal estavam automaticamente fora destas disposições que vou referir. Mas todos os restantes deputados eleitos pelos demais círculos eleitorais ”do campo” eram abrangidos. Com a nova lei eleitoral, passou a haver um único círculo regional e até o Porto Santo, segunda ilha da Região, deixou de ser um círculo eleitoral próprio.
Ora o que diz o Estatuto Político da Madeira na sua versão actual? Vejamos:

Artigo 75.º
Estatuto dos titulares de cargos políticos

(...)
16 - Nas deslocações dentro da ilha, os deputados à Assembleia Legislativa Regional têm direito:
a) A subsídio de transporte de acordo com o valor fixado na lei para transporte em automóvel próprio entre a residência oficial e o local onde se desenvolverem os trabalhos parlamentares por cada dia de reunião do plenário ou de Comissão e a ajudas de custo no valor de 10% ou 20% do valor das ajudas de custo diárias fixadas para os membros do Governo, consoante os trabalhos envolvam uma ou duas refeições, se residirem em círculo diferente do Funchal (deixou de haver mais do que um círculo. Passa a vigorar os concelhos?);
b) A subsídio de transporte de acordo com o valor fixado na lei para transporte em automóvel próprio entre a residência oficial e o círculo pelo qual foi eleito, caso resida em círculo diferente, uma vez por semana (deixou de haver mais do que um círculo. Passa a vigorar os concelhos?);
(...)
17 - O deputado eleito pelo círculo do Porto Santo tem direito a passagem aérea ou marítima, mediante requisição oficial, entre aquela ilha e a da Madeira, sempre que necessário (...)(deixou de haver mais do que um círculo. Passa a vigorar o concelho?).

Portugal: maiores da construção

O Correio da Manhã publicou ontem uma notícia da qual retirei esta curiosidade, porquanto mostra quais são as maiores construtores de Portugal (o peso do investimento em construção, em Portugal, foi de 11,5% do produto interno bruto (cerca de 16,9 mil milhões de euros) em 2005. Na Irlanda, o peso foi de 18,4% e na Espanha, foi de 16,9%):
AS MAIORES EMPRESAS PORTUGUESAS

1 - Mota-Engil: 1.101.060.694 (Volume de negócios em euros) - 6068 (Trabalhadores
2 - Somague: 746.119.560 (Volume de negócios em euros) - 3683 (Trabalhadores)
3 - Teixeira Duarte: 339.127.000 (Volume de negócios em euros) - 1684 (Trabalhadores)
4 - Soares da Costa: 320.589.828 (Volume de negócios em euros) - 1885 (Trabalhadores)
5 - OPCA: 308.575.714 (Volume de negócios em euros) - 430 (Trabalhadores)
6 - BPC: 292.875.794 (Volume de negócios em euros) - 364 (Trabalhadores)
7 - Monteadriano: 286.532.865 (Volume de negócios em euros) - 1125 (Trabalhadores)
8 - Edifer: 255.100.280 (Volume de negócios em euros) - 1553 (Trabalhadores)
9 - Constutora do Tâmega: 221.942.170 (Volume de negócios em euros) - 426 (Trabalhadores)
10 - MSF: 182.655.125 (Volume de negócios em euros) - 718 (Trabalhadores)
Fonte: AECOPS, 2005

Madeira: Estatuto I

Que o Estatuto Político da Madeira que em princípio deveria ser a “bíblia” da Autonomia está hoje desactualizado, ao ponto de conter inclusivamente matéria inconstitucional, disso não tenho dúvida. Que a iniciativa para alterar o estatuto é da Assembleia da Madeira, creio que ninguém pode questionar uma norma constitucional. Que o PSD da Madeira recusa tomar essa iniciativa, mantendo portanto em vigor o actual estatuto , parece-me mais do que evidente. Que a causa dessa atitude tem a ver com o receio social-democrata que o PS em Lisboa aproveite uma iniciativa de revisão para reduzir os poderes autonómicos já conquistados e acentuar os ímpetos colonialistas e conservadores do actual poder socialista em Lisboa, julgo que já todos sabem
Mas que estas eleições criam problemas complicados de resolver e que podem virar barracada que mais cedo ou mais tarde terá que ser ultrapassada, disso também não tenho dúvida. Basta estar atento ao fenómeno do parlamentarismo regional nas suas várias vertentes para percebermos que alguma coisa terá que ser feita. Há dias falei na curiosidade de que uma Assembleia Legislativa com 68 deputados e 3 Vice-Presidentes (2 do PSD e 1 do PS), corre o risco, pelo menos assim iniciará a próxima Legislatura, de agora com 47 deputados (menos 21!) continuar a ter os mesmos 3 Vice-Presidentes, quando na maior das hipóteses deveria ter apenas dois. Como? Se com 68 deputados os actuais 3 Vices correspondem a 4,4% dos mandatos, com 47 deputados, os mesmos 4,4% dos mandatos corresponderiam a 2 Vices. Mas tudo isto se fica a dever ao facto do Estatuto incluir um artigo que impõe 3 Vice-Presidentes, 2 da maioria e 1 do maior partido da oposição. Estou ansioso para ver como vão resolver isto, como coerentemente, até olhando ás causas da crise política regional e da demissão do Presidente do Governo.

Madeira: Jantar do PT

Mais de 600 pessoas foi o que me garantiram – e não foi ninguém do PT – ter sido o número de pessoas presentes no repasto promovido há dias na Parreira pelo Partido da Terra. Eu sei que algumas figuras do PS ficaram preocupadas e que deram testemunho dessa situação na última reunião da Comissão Política do PS ao próprio Serrão. É que se desses mais de 600 presenças, pelo menos 500 fossem potenciais eleitores do S no passado, resta saber qual a amplitude da “colheita” dos dissidentes do PS, os mesmos que conseguiram “dar” a Manuel Alegre mais de 20 mil votos nas Presidenciais de Janeiro de 2006. Eu creio que o desafio de eleição de um deputado continua, mas que porventura o PT deixou de ser olhado com tão grande “desinteresse” (?), particularmente pelo PS, disso não tenho dúvida.

Madeira: Mudanças

Mudanças discretas mas efectivas aconteceram no DN a partir de 20 de Março. A mais evidente é a promoção do jornalista Ricardo Oliveira, que deixou a editoria de Economia e passou a director-executivo, número dois de Luis Calisto, o director. Jorge Freitas e Emanuel Silva, antes editores principais, passaram a editor de Política/Nacional/Internacional/Economia e a redactor do Regional. Raquel Gonçalves transitou de editora para editora do regional, mantendo-se Agostinho Silva como Redactor Principal. Mudanças para um novo fôlego?

Portugal: Jornalismo de sargeta...

Hoje li no Correio da Manhã uma entrevista com o Ministro Artur Santos Silva:
(...)

– O novo Estatuto é um remédio para as violações deontológicas?

– Não é um remédio, é um instrumento que a classe não tinha e que passará a ter. O que não consigo é conviver com observações de jornalistas que muito prezo, qualificados e com escrúpulo profissional reconhecido pela sua classe, como as que tive logo no início das minhas funções, que se queixavam recorrentemente de serem confundidos com o jornalismo de sarjeta.

– Jornalistas de sarjeta?

– Não digo jornalistas de sarjeta. Digo o jornalismo de sarjeta. Sabe o que é o jornalismo de sarjeta? É o jornalismo que teima em não respeitar os artigos 25 e 26 da Constituição. E que diz que a integridade moral das pessoas é inviolável, que a todos são reconhecidos os direitos à identidade pessoal, à capacidade civil, à cidadania, ao bom-nome e reputação, à imagem, à palavra, à reserva da intimidade da vida privada e familiar, e à protecção legal contra quaisquer formas de discriminação.

– Os jornalistas são os grandes culpados dessas violações?

– Não disse isso. Ouvi e ainda ouço muitas observações críticas de jornalistas qualificados que se queixam de serem confundidos com o jornalismo de sarjeta pela simples razão de a classe não dispor de nenhuma capacidade de sancionar violações grosseiras do Código Deontológico que a própria classe aprovou. O que eu digo é que com este Estatuto a classe vai ter capacidade de as sancionar se quiser e da maneira como sempre defendeu privilegiando as sanções morais e só em situações limite outras formas de sanção, nomeadamente pecuniárias ou de suspensão.

(...)

Quem quiser ler o resto é simples

Madeira: Complicado

Segundo o Correio da Manhã de hoje, Maria José Morgado acusou o presidente do Nacional da Madeira, Rui Alves, o árbitro Augusto Duarte e os seus fiscais de linha, bem como o empresário de futebolistas António Araújo pelo crime de corrupção activa e passiva para acto desportivo. É mais do que evidente que a situação se complica para o dirigente madeirense. É certo que uma coisa é ser arguido e sujeitar-se a julgamento, e outra coisa é ser condenado. Mas não há duvida que para o dirigismo desportivo o melhor é que as pessoas não sejam envolvidas em situações como estas. Costumam ser o princípio do fim. A história que o Correio da Manhã divulga hoje é esta: "Os factos estão relacionados com o jogo Nacional-Benfica que os madeirenses ganharam por 3-2 e que, na prática, afastou a equipa encarnada da luta pelo título. Nessa época de 2003/2004 o Benfica tinha nove pontos de atraso até essa 25.ª jornada da I Liga mas a partir dessa derrota ficou a 12 pontos do líder da competição, FC Porto, que viria a sagrar-se campeão.Este é o segundo jogo que envolve uma acusação de um árbitro da primeira categoria e é o primeiro em que o Benfica terá sido prejudicado pela arbitragem num momento decisivo do campeonato.Nesta investigação, que resulta de uma certidão extraída do processo principal do ‘Apito Dourado’ e enviada para o tribunal do Funchal, foi também visada a eventual participação do presidente portista, Jorge Nuno Pinto da Costa, que acabou por ver arquivado o inquérito nessa parte.O jogo Nacional-Benfica, realizado a 22 de Fevereiro de 2004, foi arbitrado por Augusto Duarte, da Associação de Futebol de Braga, auxiliado por José Carlos Neves Ramalho e Alfredo Augusto Fernandes Braga. Para a investigação do ‘Apito Dourado’, este desafio foi antecedido de factos suspeitos que terão sido concretizados numa arbitragem deficiente. Segundo os investigadores, a equipa de arbitragem terá cometido dois erros, um a beneficiar o Benfica mas outro, mais importante, a favorecer o Nacional. Esta tese foi construída com base no visionamento dos jogos constantes de vídeos apreendidos durante a investigação e posterior elaboração de um relatório de peritos.No essencial, tudo terá começado cinco dias antes do jogo. Nessa data, 17 de Fevereiro, o presidente do Nacional, Rui Alves, informou o empresário António Araújo, com ligações conhecidas ao FC Porto, que o árbitro iria ser Augusto Duarte. Perante tal notícia, Araújo não evitou uma exclamação de satisfação e terá repetido por várias vezes a palavra “espectáculo”. Nessa conversa, captada em escutas telefónicas, Araújo é suspeito de ter sugerido a Rui Alves que abordasse Augusto Duarte no sentido de beneficiar o Nacional. O presidente deste clube aceitou mas terá pedido que fosse Araújo a fazer a abordagem.Nos dias seguintes, 18 e 19 de Fevereiro, foram captadas conversas de Araújo indiciadoras do encontro com o árbitro, que se terá concretizado a 19, em Braga, junto ao café Ferreira.Os investigadores apontam ainda factos que indiciam o pagamento ao árbitro Augusto Duarte".

Portugal: Novo gestor da REN saiu da Galp há um ano com indemnização de meio milhão

Eu acho que devo transcrever esta noticia do Publico online de hoje. Sem comentários, apenas com este "toquezinho": depois admiram-se todos, pudicamente, que Salazar seja eleito o maior português de todos os tempos! Pudera com tanta aldrabice e com tanta permissividade, o que não pensam estes pobres e desgraçados portugueses que andam a apertar o cinto desde Fevereiro de 2005? É esta a notícia que espero que cada um reflicta sobre ela:
"O economista Rui Cartaxo, que integrará o próximo conselho de administração da REN-Redes Energéticas Nacionais, saiu da administração da Galpenergia há cerca de um ano, tendo recebido para o efeito uma indemnização de cerca de meio milhão de euros. O nome de Rui Cartaxo é indicado pelo accionista Estado com o apoio dos accionistas privados recém-chegados ao capital da REN, mas o caso suscitou nos últimos dias várias questões sobre o modo como os governos lidam com estas situações. São célebres os anteriores episódios envolvendo Mira Amaral, quando saiu da CGD, ou Manuel de Ferreira de Oliveira, quando saiu da Galpenergia por um montante alegadamente próximo de meio milhão de euros e para onde regressou há um ano. Rui Cartaxo é quadro do Banco de Portugal, de onde transitou para a administração da Transgás, então acabada de fundar por Elias da Costa, e onde permaneceu depois da sua integração na Galpenergia, sempre por nomeação do Estado. Com a chegada de Américo Amorim à Galpenergia e a redução da posição do Estado, renunciou ao cargo por decisão dos novos accionistas privados para dar lugar a Ferreira de Oliveira, o antigo presidente da petrolífera que assim regressava à administração da empresa por nomeação do novo accionista privado e da qual é hoje presidente executivo.
Rui Cartaxo estava a cerca de um ano do final do mandato, com a responsabilidade da distribuição de gás natural e pelo GPL da Galp. Desde então, tem trabalhado directamente com o ministro Manuel Pinho, em vários dossiers do sector energético, nomeadamente o fim dos contratos de aquisição de longo prazo para a produção eléctrica, os chamados CAE e também sobre a Galpenergia. Questionado o Ministério das Finanças sobre a adopção de eventuais procedimentos para casos que envolvam situações onde o Estado tem posição de controlo ou de referência, respondeu que "a lei será sempre cumprida, como em qualquer caso". O gabinete de Teixeira dos Santos considera ainda que a situação, no caso específico, não apresenta dúvidas, por não envolver empresas públicas. "A saída de Rui Cartaxo ocorreu numa altura em que a empresa [Galpenergia] era apenas participada em 1/3 pelo Estado e, portanto, não era pública. Ou seja, não estamos perante um caso de duas empresas públicas". O Estado detém de forma directa e indirecta 70 por cento do capital da REN e tem hoje na Galp oito por cento no total".
Depois ainda dizem que o problema das contas do Estado é a Madeira e Alberto João Jardim! Pois é...

Açores: Educação

Já agora, porque parece que não conseguimos nada, recomendo que se comece a ler notícias sobre educação relacionadas com os Açores. Por exemplo esta, sobre o Estatuto do Aluno que engloba matérias dispersas. Que até pode ser complementada com esta notícia anterior sobre o mesmo tema. Mas como eu jhá percebi que as pessoas que mne visitam gostam da minha ajuda, podem então ir aqui para tomarem conhecimento dos diplomas que sobre educação se encontram em fase de discussão pública nos Açores. Vamos a ver se existem tantas devoluções como na Madeira.

Europeismos...

Tem gerado alguma polémica - e eu até aceito que compreensivelmente - o facto de Cavaco Silva ter reunido em São Bento uma "romaria" de iluminados, ao que consta todos eles ligados ao processo de construção europeia, desde que Portugal aderiu. Ressalvando que cada um convida quem quer para a sua "casa", a verdade é que Cavaco Silva terá dificuldade, sempre que for interpelado sobre este assunto, em justificar a ausência de Soares. No plano politico-partidário estaria nas tintas para a presença ou ausência de Soares naquele repasto lucubrador. Ainda por cima Cavaco deve ter presente - e os socialistas nisso são uns "mestres", sempre que se trata de branquear factos e filtrar comportamentos - as cenas tontas de Soares, quer tudo o que ele disse de Cavaco durante a campanha, quer o que disse depois de levar nas "trombas" nas presidenciais de Janeiro de 2006, quer depois quando não foi cumprimentar o Presidente após a sua posse. Mas no plano institucional e meramente da lógica, acho que foi um lapso de Cavaco. Segundo a imprensa, o debate promovido pelo Presidente da República, Cavaco Silva, sobre a adesão de Portugal à União Europeia teve a presença de 30 personalidades que considerou relevantes no processo de entrada de Portugal para o clube dos mais ricos da Europa. No encontro, que terminou com um almoço, participaram os ex-ministros dos Negócios Estrangeiros desde o pedido de adesão à então Comunidade Económica Europeia, em 1977. Da lista constavam Carlos Correia Gago, Freitas do Amaral, André Gonçalves Pereira, Jaime Gama, Pedro Pires de Miranda, João de Deus Pinheiro, Martins da Cruz, Teresa Patrício Gouveia e António Monteiro. Além dos ministros e dos dois ex-comissários europeus Cardoso e Cunha e António Vitorino, participaram no encontro os antigos secretários de Estado responsáveis pelos assuntos europeus, os antigos representantes permanentes de Portugal na União Europeia e os responsáveis pelas negociações de adesão.
O problema é que o ex-Presidente Mário Soares, era primeiro-ministro na altura da formalização da adesão e foi ele também quem subscreveu o pedido em 1977. Cavaco parecer ter justificado a ausência de Mário Soares dizendo que o encontro visa "homenagear os funcionários executivos que criaram condições para uma boa adesão e o bom desempenho que se seguiu". Funcionários? Jaime Gama? António Vitorino? João de Deus Pinheiro? Martins da Cruz? Cardoso e Cunha? Gonçalves Pereira? Por amor de Deus, há cada desculpa mais esfarrapada que se revela ainda mais tonta que a tontice original.

Madeira: porque não Madira?...

O Algarve inglesou-se e o ministro da economia - quem sabe se mais uma lucubração ministerial gerada na China?!... - descobriu a "pólvora". Se o Algarve precisa de turistas, se os turistas são na sua maioria estrangeiros, se a pronuncia fá-los "carregar" no "ele" então toca a inglesar o nome da região portuguesa e em vez do velhinho Algarve passa a "ALLGARVE". Por mim, até podem chamar "Sevilha pequeña" ou "Nueva Andaluzia", ou qualquer coisa do género. Desde que eles se sintam felizes (e os portugueses estão habituados a "comer" e a calar...), tudo bem. Por este andar ainda alguém vai terf a ideia peregrina de fazer o mesmo e inven btar uma "pinhice" qualquer. Se a Madeira precisa de turistas, se os turistas são na sua maioria estrangeiros, se a pronuncia fá-los "carregar" no "dei" então toca a inglesar o nome da nossa região e em vez da velhinha Madeira passamos a ter a "MADIRA".