sexta-feira, agosto 06, 2010

...Governo garante que para a TAP não há dinheiro!

Contudo o jornal Sol assegura que "o secretário de Estado das Obras Públicas garantiu à agência Lusa que o Governo não tem em curso, «de momento», qualquer operação para entregar à TAP os 297,5 milhões de euros que a empresa diz precisar. «Neste momento não existe nenhuma operação de aumento de capital da TAP em curso para poder sanar essa situação», disse Paulo Campos, sublinhando que as necessidades de financiamento da transportadora aérea nacional são já conhecidas há vários meses. «Essa situação [necessidade de mais capitais] vem expressa já em vários relatórios de contas relativamente à necessidade de a companhia aérea reforçar os seus capitais próprios», salientou. A recapitalização de que a TAP precisa pode ser feita através de «vários mecanismos e deve ser analisada e vista tendo em conta esses mecanismos». Questionado sobre se o Governo tem preferência por algum modelo em concreto, Paulo Campos respondeu que «o Governo não tomou ainda qualquer decisão sobre esse contexto» e salientou sempre ter dito que «a recapitalização não é privatização». De resto, o governante lembrou as obrigações comunitárias, que proíbem financiamentos às empresas públicas como forma de garantir a concorrência no espaço comunitário. «Sempre disse que a recapitalização era uma matéria que estava a ser estudada tendo em conta, nomeadamente, as obrigações comunitárias que temos», concluiu o governante, em declarações à agência Lusa. O jornal i escreve hoje, citando o relatório e contas de 2009 da empresa, que, «face ao montante negativo do resultado líquido no final do exercício [...], o conselho de administração irá propor, para sua cobertura, a entrada de dinheiro no montante de 297,5 milhões de euros». A TAP fechou o ano de 2009 com um resultado negativo de 289,8 milhões de euros nos capitais próprios, o que representa um agravamento face aos 234,5 milhões de euros registados no final do ano anterior”.

TAP precisa de quase 300 milhões de euros, mas...

Segundo o Jornal I, "a TAP Portugal necessita de uma "entrada de dinheiro no montante de 297,5 milhões de euros" para fazer face à situação financeira em que caiu no final de 2009. No final de 2008, a empresa precisava de apenas de 242,5 milhões de euros. Segundo se lê no relatório e contas (R&C) de 2009 da transportadora aérea, agora divulgado e fechado a 12 de Março de 2010, "no final do exercício [2009] o capital próprio" da empresa "era negativo em 289,8 milhões de euros", valor que compara com os 234,5 milhões de capitais negativos registados no final de 2008. Tal acréscimo obriga a TAP a pedir agora uma maior entrada de capital nas suas contas: "Face ao montante negativo do resultado líquido no final do exercício [...], o conselho de administração irá propor, para sua cobertura [da situação de falência técnica], a entrada de dinheiro no montante de 297,5 milhões de euros". Conforme noticiou o i na última semana, o Ministério das Obras Públicas assumiu no final de Julho que havia uma "necessidade urgente" de recapitalizar a TAP através da sua privatização, expressão que mais tarde, no mesmo dia, António Mendonça, ministro das Obras Públicas, considerou "alarmista". A mudança de opinião do governo surgiu apesar de, e na sequência da notícia do i, a própria TAP ter assumido que as suas necessidades de recapitalização tornavam "premente a privatização" da empresa. Normas Aquando da apresentação de resultados da TAP, em Abril deste ano, o presidente da empresa, Fernando Pinto, referiu que os capitais próprios negativos da transportadora aérea "eram inferiores a 200 milhões de euros". A companhia também revelou que o prejuízo do Grupo TAP foi de 3,5 milhões de euros; contudo, e no relatório e contas, é referido um "resultado líquido negativo de 17,75 milhões de euros". Contactado pelo i, Michael Connoly, administrador financeiro da transportadora, explicou que os números divergem por causa da utilização dos "princípios contabilísticos portugueses (POC)" no caso das perdas de 17,75 milhões. Já quanto aos 3,5 milhões assumidos pela TAP, trata-se de valores contabilizados com "as contas consolidadas em princípios internacionais (IFRS)". Independentemente das normas, certo é que no relatório e contas, e no capítulo sobre a "proposta de aplicação de resultados" a apresentar ao accionista Estado, a administração da TAP assume os 17,7 milhões de prejuízos, já que as normas POC são as "geralmente aceites em Portugal", diz o R&C. Investimentos reduzidos 90% A TAP cortou 90% os investimentos. Se em 2008 a companhia aplicou 316 milhões de euros neste capítulo - formação bruta de capital fixo -, o ano passado foram apenas despendidos 32,3 milhões. Em 2007 e 2006, a TAP tinha investido 301 milhões e 204 milhões, respectivamente. Em 2009, o grupo TAP registou uma quebra de 12,4% no volume de negócios - para 2,076 mil milhões de euros, mas beneficiou com a descida do preço do petróleo".

Rally-2010: o "babatão" de Bruno

quarta-feira, agosto 04, 2010

Olhe, deixe estar tudo assim...

No seguimento de um "post" anterior, sublinho ao dr.Miguel Fonseca que se achar que não lhe estou a dar um bom conselho que faça o favor de deixar tudo na mesma. Não faça nada, não fale com ninguém, deixe estar assim. Facilita o trabalho ao PSD e, mais do que isso, facilita e muito, o trabalho da oposição, particularmente do PCP, CDS e PND. Duvida? Então faça contas usando o método de Hondt. Mas depois não se admire...

Façam contas...

Já alguém fez contas? Quem fala mais no PS local? O líder ou alguns papagaios que ele tem à sua volta? É que desconfio que numa escala de 1 a 20 Jacinto Serrão deve andar "perdido" pelo meio da tabela. E as eleições regionais são daqui a um ano. Mesmo que a elaboração da lista e o escalonamento de lugares comece a gerar disputas que prometem...

Parabens...

Uma pequena nota ao dr. Miguel Fonseca do Basta que sim: estou-me nas tintas para as festas do PS e para o que o PS organiza, como é evidente e concordará comigo, tal como certamente você responde da mesma forma, e bem, em relação ao PSD. Fica claro? O que registei neste blogue, e mantenho, é um absurdo de contradições a poucas semanas do início da iniciativa. Mas fique descansado porque podem trazer um coro angelical que da parte que me toca está tudo bem. Estamos entendidos? Ah, já agora, porque nem você avança com a notícia, como eu compreendo que não o faça: os meus parabéns pelo novo lugares. E um conselho: convença o seu líder, Jacinto Serrão, a calar de vez alguns papagaios que por aí andam e que foram os grandes derrotados das eleições autárquicas, alguns deles com a maior derrota de sempre do PS . Será que os que perderam porque o eleitorado não lhes deu confiança são uma mais valia para este..."novo" PS? Como sei que o dr. Miguel Fonseca ao menos pensa, a minha sugestão aqui fica. Nomes? Melhor do que eu saberá quais. Basta ver o que aconteceu nas autárquicas de 2009...

Utilidade: "O que fazer em caso de aviso de penhora"

"Se já está em situação de incumprimento e foi confrontado com um aviso de penhora, saiba como pode recorrer para regularizar a sua situação.
1 - Devo pagar a dívida primeiro?
Sim, até para evitar o pagamento de juros de mora. Tem um prazo de 30 dias para regularizar a situação. Se não concordar com a existência da dívida, pode reclamar depois e se tiver razão será o Estado a ter de devolver-lhe juros de mora.
2 - Quais os prazos para reclamar?
Os prazos são de 120 dias para a reclamação graciosa e de 90 dias no caso de uma impugnação judicial. Se não pagar o montante em dívida, deverá receber uma citação de penhora, um documento que alerta o contribuinte para o processo. Tem um novo prazo de 30 dias para pagar, mas este pagamento já inclui juros de mora.
3 - Quais os critérios para se penhorar um bem em detrimento de outro?
O bem a penhorar deve respeitar o montante da dívida, custos processuais e juros de mora. Assim, não se pode penhorar uma casa de 200 mil euros para cobrir uma dívida de 40 mil, por exemplo. Neste caso, o fisco deverá recorrer antes a contas bancárias ou carros, por exemplo. A DGCI pode também penhorar os bens cujo valor seja mais fácil de realizar. Ainda assim, o critério da proporcionalidade da dívida deve prevalecer.
4 - O devedor pode dar bens à penhora?
Sim. O devedor pode indicar os bens que tem e oferecê-los à penhora. É uma forma de ter algum controlo sobre o processo. Mas é ao fisco que cabe a última palavra”
. (pela jornalista do Diário Económico, Marta Moitinho Oliveira)

Reportagem: "O jornalista que descobriu o outro lado do paraíso sueco"

"Suécia, 1991. David Gebremariam, um imigrante da Eritreia, é alvejado. Foi a primeira de 11 vítimas, uma das quais mortal, de um atirador que, durante meses, lançou o pânico na habitualmente pacata Suécia. Em Junho de 1992, a polícia capturou John Ausonius, ex-taxista e também ele filho de imigrantes, e que viria a ser condenado a prisão perpétua por estes crimes. Gellert Tamas seguiu o caso. Na altura era um jornalista em início de carreira que acompanhava os movimentos de extrema-direita na Suécia. Oito anos depois, e na sequência da confissão de Ausonius, Tamas teve oportunidade de o entrevistar. A conversa esteve na origem do livro "O Assassino do Laser", uma história real sobre um homem desequilibrado e sobre um país que, afinal, não é perfeito.
Nazis
Tal como a maior parte dos seus compatriotas, Gellert Tamas também acreditava que o atirador, por escolher como alvos apenas imigrantes, estivesse ligado à extrema-direita. "Foi um período muito especial na Suécia, com o aparecimento de um partido de extrema-direita, o Nova Democracia. Havia manifestações de grupos extremistas que desfilavam com suásticas. O impulso foi o de atribuir a autoria dos atentados a esses grupos. E eu também pensei o mesmo." Esqueçam o paraíso da segurança social com banda sonora dos ABBA. Durante a Guerra Fria, a Suécia tinha estado confortavelmente sentada entre as duas superpotências. No início dos anos 90 as coisas mudaram. O país teve de se adaptar aos novos tempos e "para o bem e para o mal, ficou mais igual às outras sociedades". As primeiras reacções aos discursos xenófobos e aos crimes de Ausonius foram tipicamente suecas. A crença num modelo social quase perfeito não lhes permitia ver a realidade tal como era, "a ideia de se viver no melhor dos mundos foi uma das razões por trás da força dos movimentos de extrema-direita". Cegueira voluntária? "Quase. O pensamento era que numa sociedade perfeita não temos manifestações de nazis e se temos é porque não são nazis a sérios, são miúdos." Isto num país ainda traumatizado pelo assassínio do primeiro-ministro Olof Palme, em 1986. O mártir da social-democracia não era uma figura consensual. Havia quem o odiasse. Por esse motivo, e também porque nunca se chegou a descobrir o assassino, a morte de Palme é uma ferida por cicatrizar: "Abalou os alicerces da sociedade sueca, mas a grande mudança dá-se no início dos anos 90."
Dr. Jekyll ou Mr. Hyde
Curiosamente, Ausonius também foi um dos principais suspeitos do assassínio de Palme. Gellert Tamas fala de curiosidades, mas que podem ter leituras mais profundas: "É curioso que Ausonius tenha crescido nos mesmos su-búrbios em que Palme cresceu. Há várias ligações e é interessante verificar que uma sociedade que, em muitos casos, é quase perfeita tenha criado alguém como Ausonius." Por momentos pensamos que Tamas vai começar com a velha história do psicopata enquanto vítima da sociedade: "Era uma pessoa desequilibrada, mas a verdade é que o sistema não o conseguiu ajudar. Sentiu-se sempre como um marginal. Os pais eram imigrantes, ele tinha cabelos escuros, o que era raro naquela época. Na escola, chamavam--lhe preto. Havia nele um grande desejo de se integrar, de fazer parte do 'nós' em vez de estar no lado do 'eles'." O próprio Gellert Tamas, filho de húngaros que foram para a Suécia na década de 1950, confessa que também sentiu discriminação: "É um problema que existe até hoje. Alguém que se chame Muham-mad continua a ter mais dificuldades em arranjar emprego ou casa do que alguém que se chame Sven." Regressamos a Ausonius. Quem é que Tamas encontrou quando o entrevistou, Dr. Jekyll ou Mr. Hyde? "Ambos, o que era um pouco assustador." Inteligente, poliglota e completamente incapaz de se relacionar com os outros. "Ele falou dos crimes como uma pessoa fala das compras que fez no supermercado." E nós a pensar que os suecos eram todos réplicas magrinhas de Mats Magnusson. Neste livro, Tamas é bastante crítico em relação ao sistema sueco, mas diz que a intenção não é destruir a imagem de perfeição associada ao país: "Não pinto um quadro completamente negro, mas interessa-me falar sobre as imperfeições. Não acredito em utopias. Todas as utopias acabaram em sistemas desagradáveis. Uma boa sociedade não é algo que se alcance e que nos leve a dizer 'OK, já conseguimos', é algo que exige um esforço constante. É por isso que nos meus livros aponto as imperfeições, as falhas”. (trabalho de Bruno Vieira Amaral, jornalista do Jornal I, com a devida vénia)

Utilidade: "O que deve saber antes de assinar um seguro"

"Atenção aos períodos de carência e às exclusões.
1.Direito à informação - Pergunte uma vez, duas, três. Não tenha problemas. Na hora de fazer um seguro, qualquer que ele seja, o primeiro conselho é estar bem informado, saber exactamente o que está a assinar. As seguradoras irão apresentar-lhe um dossier com toda a informação e a linguagem será muito técnica. Se não ficar satisfeito com os esclarecimentos dados pelo agente da seguradora, o melhor é recorrer a um gabinete de apoio ao consumidor, como a DECO. Nunca assine nada sem ler e entender o que lá está.
2.Condições gerais - Basicamente é a descrição de tudo aquilo que o seguro abrange ou exclui e em que moldes este é validado. Pode ser feito e abranger apenas o tomador do seguro ou poderá alargar-se ao seu agregado familiar, como acontece muitas vezes com os seguros de saúde. São definidas as garantias e de que forma poderá usufruir delas, bem como o forma de pagamento, conforme a modalidade escolhida pelo tomador (semestral, trimestral).
3.Períodos de carência - Há que ter em atenção aos períodos de carência. Por exemplo, num seguro de saúde, saiba que uma mulher grávida apenas poderá beneficiar das vantagens de um seguro de saúde se o tiver contratado, pelo menos, com um ano de antecedência. Só assim poderá usufruir das condições que o seguro lhe dá como, por exemplo, pagar 10 euros por cada ecografia e outros exames obrigatórios ao longo da gravidez
4. Exclusões - É tudo o que não está abrangido no seguro. E normalmente são muitas as exclusões. Por exemplo, num seguro automóvel, não é objecto de cobertura os serviços que o proprietário tenha feito no seu carro, após um acidente, sem prévia comunicação ou consentimento da seguradora.
O que fazer na altura de reclamar? - A primeira coisa a fazer é enviar a reclamação à seguradora através de carta registada e aviso de recepção. Se tal não for suficiente poderá solicitar ajuda junto de um gabinete de apoio ao consumidor. Segue-se ainda a hipótese de recorrer a um tribunal arbitral especializado em seguros - o Centro de Informação Mediação Provedoria e Arbitragem de Seguros -. Inicialmente, este órgão apenas respondia a seguros automóveis, alargou, este ano, a sua intervenção. Em último recurso, o consumidor poderá recorrer ao tribunal judicial”. (pela jornalista do Diário Económico, Ana Cunha Almeida)

Reportagem: "Cuidado: Facebook pode custar-lhe o emprego"

"Se está no trabalho e tem a sua página do Facebook aberta, recomendamos que leia isto e pense duas vezes na próxima vez que aceitar um pedido nesta rede social. Hoje, quando se está à procura de trabalho, não basta apenas ter um currículo rico e bem apresentado. O que se publica nas páginas do Facebook, MySpace ou nos blogues pessoais também é importante e tem vindo a ganhar uma relevância cada vez maior.Atente-se neste exemplo: Chris Dreyfus é inspector da Polícia de Transportes, encarregue da protecção da Família Real e do Governo britânicos. Foi-lhe oferecido o posto de capitão da Polícia de Bedfordshire e foi entrevistado para o cargo a 13 de Fevereiro. Depois de o responsável da polícia de Bedfordshire ter feito alguns contactos sobre o inspector, descobriu que lhe tinha sido dada uma repreensão sobre a sua página pessoal do Facebook e retirou a proposta de emprego. Num comunicado à BBC, a polícia de Bedforshire revela: "Foi-nos dito que tinha um processo e, assim, não pudemos manter a proposta". Esta repreensão surgiu no seguimento de se ter descoberto vários detalhes gráficos sobre o modo de vida gay que o inspector mantinha e ainda várias fotografias onde aparecia a posar fardado no Metro de Londres.
"Primeiro dia de trabalho. OMG (oh my god, ó meu deus), tão chato!" Veja-se, agora, este outro caso: Kimberley Swann é uma jovem de 16 anos, que até há pouco tempo trabalhava na empresa Ivell Marketing & Logistics (IM&L). Durante as primeiras semanas, Kimberley publicou no seu perfil do Facebook alguns comentários menos positivos sobre o trabalho na IM&L. No primeiro dia, desabafou na sua página pessoal: "Primeiro dia de trabalho. OMG (oh my god, ó meu deus), tão chato!". Dois dias depois, novo comentário menos abonatório: "Tudo o que faço é destruir papel, furar folhas e digitalizar documentos! OMG!" e, duas semanas mais tarde: "Estou tão aborrecida...". Três semanas depois de ter começado a trabalhar, foi chamada ao gabinete do patrão, onde lhe foi comunicado que não trabalhava mais para a IM&L. Numa carta que lhe foi entregue em mão pode ler-se: "No seguimento dos seus comentários feitos no Facebook acerca do seu trabalho e da empresa, pensamos ser melhor, visto que não está feliz com a sua situação e o seu trabalho, terminar o seu contrato com a Ivell Marketing & Logistics, com efeito imediato". Em sua defesa, Swann alega que não referiu "o nome da companhia, apenas que o seu trabalho era aborrecido. Eles estavam apenas a ser metediços. (...) É claro que o trabalho era chato no início, mas eu sabia que iria tornar-se mais interessante. Eu estava feliz por trabalhar ali, apesar de eles dizerem que não. Não é justo, mas também não há nada que eu possa fazer".
FarmVille banido dos computadores municipais em Coimbra
Em Coimbra, o FarmVille, uma aplicação bastante popular no Facebook, foi banido dos computadores municipais. Carlos Encarnação, presidente da Câmara de Coimbra, justifica que "os computadores da Câmara Municipal de Coimbra estão ao serviço público que é exercido pelos funcionários enquanto estão a trabalhar", mas sim para trabalhar. Fora da autarquia, os funcionários "podem fazer o que quiserem para satisfazer os seus interesses ou desejos", acrescenta. Esta decisão partiu do Departamento de Administração Geral e Recursos Humanos, depois de uma funcionária ter sido apanhada a jogar FarmVille.
Razões para ser despedido e conselho úteis
Um estudo recente revela que 45% dos patrões consultam os perfis nas redes sociais dos candidatos a emprego, o que significa um crescimento de 23% em relação a 2008. O mesmo estudo acrescenta que 35% dos empregadores admitiram rejeitar candidatos baseando-se no que encontram nos perfis do Facebook. Esta investigação apresentou ainda algumas razões invocadas pelos patrões para rejeitar candidatos:
- Fotografias ou informações desapropriadas - 53%
- Uso de drogas ou álcool - 44%
- Falar mal do emprego anterior, de colegas ou clientes - 35%
- Má capacidade comunicativa - 29%
- Comentários abusivos, discriminatórios ou desrespeitadores - 26%
- Qualificações académicas falsas - 24%
- Fuga de informação em empregos anteriores - 20%
Ficam ainda alguns conselhos para ser-se bem sucedido em entrevistas de emprego:
- Apagar ou esconder o perfil do Facebook e tentar impressionar o empregador através da forma tradicional: a entrevista;
- Editar o perfil do Facebook, MySpace ou blogue pessoal de forma a conter apenas uma parte da sua vida pessoal;
- Não concorrer a empregos em que os patrões usem as redes sociais para determinar o seu valor" (reportagem do jornalista do Expresso, João Oliveira, com a devida vénia)

Repórteres

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Fotojornalismo

Jornalismo: "Dónde está el modelo de negocio de los medios?"

Li no ABC, num texto do jornalista B. Yuste, que "ejecutivos de medios de todo el mundo andan como locos en busca de nuevos modelos de negocio y alternativas que permitan a la industria de la prensa salir del callejón en el que se encuentran con la llegada de un escenario, el digital, que ha alterado la tradicional manera de obtener ingresos. Según apunta Robert Picard en su popular blog The Media Businness, el problema que aún no han resuelto los responsables de las empresas periodísticas es que «no saben lo que es un modelo de negocio». Dicho esto, su siguiente reflexión es que la mayor parte de estos ejecutivos es que sólo piensan en encontrar nuevas fuentes de ingresos, pero no tienen en cuenta que es esencial resolver los desafíos que tienen ante sí los medios. Un modelo de negocio, a juicio de Picard, no es aquel que meramente establece los «flujos de ingresos». Es preciso establecer las bases sobre las que se construirán las empresas informativas como las competencias, la creación de valor, los servicios y productos que se van a ofrecer a la audiencia, las relaciones que se establecen con los clientes y las empresas socias. Picard entiende que el mayor problema del modelo de negocio actual de los medios no es que «esté disminuyendo en eficacia», sino que «están tratando de vender los productos del siglo XIX y XX en el siglo XX y lo están haciendo sin cambiar el valor que ofrecen y las relaciones dentro de las que se proporcionan».
Las transformaciones tecnológicas, la economía y el nuevo estilo de vida han cambiado las necesidades de los consumidores, como también el tipo de contenido que desean y la forma de obtener noticias, información y entretenimiento. Según explica este profesor, si las empresas de medios no se ocupan de estos cambios y cómo afectan a los consumidores, no serán capaces de adaptar su oferta de contenidos a la demanda de los usuarios y «no fluirán los ingresos». En este sentido, advierte que las empresas informativas deben revisar las bases de sus negocios y asegurarse de que están proporcionando a sus medios el valor que le exige su audiencia y que le diferencia de otros. En opinión de Picard, no se trata de que las empresas periodísticas aborden cambios drásticos y repentinos, pero si conviene que empiecen a revisar qué mejoras se deben acometer en sus estructuras, así en aquello que ofrecen a los consumidores y después encontrar el modelo de negocio será mucho más fácil
".

Jornalismo: estrutura da SIC vai ser redefinida

Foi recentemente revelado, num texto da jornalista Sónia Dias do Correio da Manhã, que "Gabriela Sobral entra em funções na SIC a 1 de Setembro e fica responsável pela coordenação da produção com a TV Globo, adiantou ao CM Luís Marques. Sem revelar o cargo que a ex-directora de Produção Nacional da TVI irá ocupar, o director-geral da estação de Carnaxide disse que a nova contratação vai obrigar a uma reorganização da estrutura da empresa. "O novo organigrama ainda está a ser definido e será apresentado quando ela entrar, em Setembro", acrescentou. Luís Marques, que ontem apresentou a nova edição de ‘Ídolos’ à imprensa, no Centro Cultural de Belém, adiantou ao CM que Gabriela Sobral vai trabalhar com Nuno Santos, director de Programas: "Ela vai trabalhar com uma equipa, da qual eu faço parte, assim como o Nuno Santos." Segundo o director-geral da SIC, Gabriela Sobral vem "colmatar uma área em que sentíamos alguma deficiência, e que era preciso reforçar com uma pessoa como ela. Temos uma parceria com a Globo para a produção de novelas [a primeira é ‘Laços de Sangue’] e isso implica para nós um aumento de responsabilidade muito grande, sobretudo a nível de coordenação da produção com a Globo, pelo que precisávamos de reforçar essa área." Sobre a possibilidade de a antiga braço-direito de José Eduardo Moniz poder trazer para a SIC outros rostos da TVI, Luís Marques é peremptório: "Essa não é a nossa preocupação, nem a contratámos por isso. É normal irmos buscar pessoas à concorrência e vice-versa. O mercado é mesmo assim. A minha preocupação é gerir uma empresa, com cuidado e rigor, garantindo a sua estabilidade. Não me preocupo com o que se diz por aí".

Jornalismo: a ternura da terceira idade («Repórter TVI»)

Vale a pena recordar esta "Grande Reportagem" da jornalista Conceição Queiroz, com imagem de Ricardo Ferreira e montagem de Pedro Cordeiro: "Fala-se na energia dos 20, na pujança dos 30, na ternura dos 40. Durante várias semanas, a TVI acompanhou histórias de vida de homens e mulheres que há muito passaram a barreira dos 70 e dos 80 anos. Todos mantêm a mesma força e entusiasmo. Os estudos mais recentes revelam que a esperança média de vida aumentou e os portugueses vivem cada vez mais. Que segredos esconde a longevidade? Será genético? Estará simplesmente relacionado com os estilos de vida? Vai descobrir as respostas e vai também saber o que explica o facto do crescimento da população portuguesa estar praticamente estagnado. «Cabelos Brancos» é uma grande reportagem da jornalista Conceição Queiroz, com imagem de Ricardo Ferreira e montagem de Pedro Cordeiro". Veja o video da reportagem, aqui.

Basilea III pode triturar todos os bancos?

Os jornalistas Fernando Cortes e Laura Peraita do ABC, entrevistaram José Antonio Olavarrieta, "director general de la Confederación Española de Cajas de Ahorros, da la bienvenida a la nueva normativa que regulará a estas entidades, por considerar que cumple casi la totalidad de las demandas del sector. Destaca que el Real-Decreto aprobado por el Gobierno preserva el modelo originario de las cajas y que en materia de recapitalización «abre nuevas posibilidades». La flexibilidad, «ya que no todas las cajas tienen la misma dinámica y ahora pueden hacerse su traje a medida», y la voluntariedad, «cada caja puede elegir la opción que más le interese», son otras de las virtudes de la nueva normativa.
-¿Con este Real Decreto se va a transmitir una mayor confianza a los mercados?
-La reforma está pensada para preparar a las cajas para el futuro, hacerlas más fuertes para que tengan acceso a más capital y exista una mayor transparencia. Y, en este sentido, hay tres opciones. En primer lugar, una caja puede quedarse como está. También puede emitir cuotas participativas, ahora ya con la novedad de que el cuotapartícipe puede estar representado en los órganos de gobierno, junto a los otros grupos de interés, con capacidad para decidir. Y por último, la posibilidad más novedosa permite a una caja seguir siéndolo, pero cotizar, lo cual es ya la cuadratura del círculo. Es muy positiva la opción de externalizar hasta el 100% la gestión financiera de una caja en una entidad bancaria. El banco emitirá acciones y la caja será propietaria de al menos el 50% de las mismas, al tiempo que podrá recuperar la gestión financiera en cualquier momento.
-¿Podrá cotizar en Bolsa ese banco?
-Perfectamente.
-¿Se abre la puerta, entonces, a que las cajas dejen de ser cajas y se conviertan definitivamente en bancos?
-Las cajas van a seguir siendo cajas, incluso aquellas que hayan externalizado su gestión.
-¿Pero ya no harán banca, ni concederá préstamos...?
-Sí, de forma indirecta porque estas funciones estarán externalizadas. En las cajas quedarán las participadas, la obra social... Es una fórmula para captar y permitir al inversor privado que participe de la gestión del banco.
-Y en cuanto a la politización de las cajas, ¿qué modificaciones hay?
-Se ha rebajado del 50 al 40% la presencia de representantes públicos y, aunque, además, en esta ocasión nosotros no habíamos demandado estos cambios, ya no puede haber cargos electos o personas que ostenten cargos en la alta dirección —como secretarías de las autonomías, direcciones generales—, ni tampoco directores generales de compañías públicas. Además, se pide que la mayoría del consejo tenga una experiencia financiera. En este sentido, estamos satisfechos.
-¿Cree que habrá muchas cajas que acudan a la fórmula de crear un banco y que alguna, incluso, termine perdiendo su identidad como caja?
-Mi percepción es que no ocurrirá así. No supone en absoluto que se haya abierto la veda, sino que cada una encuentre en la flexibilidad su traje a medida. No creo que ninguna acabe siendo un banco porque las cajas grandes han decidido ser cajas y ya en su momento podrían haber dejado de serlo.
-Sí, pero en ese caso, la opción era la liquidación, no convertirse en otra entidad.
-Podían haber liquidado, pasando todo después a un banco. La nueva ley no está creada para que las cajas dejen de serlo, sino al contrario. Ser cajas está en nuestro ADN, que es luchar contra la exclusión social y financiera, maximizando el beneficio para que llegue al mayor número posible de ciudadanos, sean o no clientes. Ahora tendremos entidades con más recursos y eso favorecerá el crédito, lo que no quiere decir que la reforma, por sí misma, vaya a solucionar la escasez de crédito, que es un asunto vinculado a la economía real.
-¿Esta reforma tan radical es consecuencia de la coyuntura económica actual o es que las cajas han hecho algo mal en los últimos años?
«Existe una necesidad imperiosa de reestructuración del sector para ganar capacidad ante la peor crisis de la historia»
-Las cajas lo han hecho muy bien. De otra forma sería imposible que durante 32 años hayan ganado cuota de mercado de manera ininterrumpida. Creo que hay una necesidad imperiosa de reestructuración del sector para ganar más capacidad ante la peor crisis de la historia, que ha sacudido a todas las entidades financieras pero, con una particularidad, que es la diferencia de tratamiento de provisiones en este país. Es un éxito que el sistema financiero español esté capeando la crisis como lo está haciendo. Cuando se conozcan los «test de estrés» es posible que aquellos bancos extranjeros que están nacionalizados salgan mejor parados, gracias al dinero que les han inyectado sus Gobierno, algo que no es justo. Si la crisis hubiera terminado hoy, posiblemente no harían falta ni los SIP, ni el FROB, ni la reestructuración...
-¿Habrá sorpresas en los «test de estrés»?
-Creo que no, ni en cajas ni en bancos.
-Sin embargo, la ministra ha pedido que se amplíe el plazo de la dotación del FROB ...
-Tengo por máxima no opinar sobre declaraciones de otras personas...
-Da la impresión de que alguien va a salir mal retratado en el test y por eso hará falta más dinero...
-No digo que no pueda ocurrir, pero no se deberían ligar ambas cosas.
-La política de provisiones del Banco de España, ¿no ha sido demasiado estricta?
-Debemos estar muy orgullosos de lo que ha hecho hasta ahora el regulador. Los resultados están ahí. Con esta nueva normativa se da un paso de gigante al permitir que las cajas puedan dar acceso al inversor privado y eso, junto con el principio de preservar el modelo de órganos rectores, va a ser muy positivo.
«Si los 'test de estrés' son positivos y se restablece la confianza, empezará a haber más crédito»
-En el nuevo escenario, ¿va a poder sobrevivir una caja con 10.000 millones de euros en activo?
-Más que el tamaño, es la tipología la que determinará esa cuestión. Una caja que esté asentada a nivel local, que tenga su nicho de mercado muy claro, que no tenga problemas de liquidez y que sus ratios estén razonablemente bien, no tendría porqué tener problemas. Aunque, eso sí: se va a encontrar con las nuevas exigencias internacionales de capital. Por lo que hemos visto hasta ahora, si Basilea III no se modifica nos puede triturar a todos, a bancos y a cajas. En cualquier caso, una caja bien gestionada no tendrá problemas. Sí los puede tener cuando esté saliendo fuera de su ámbito territorial y no tuiviese el tamaño necesario.
-Y las fusiones, ¿en qué situación se encuentran?
-Las cajas son instituciones con muchos años, y entroncar distintas culturas no es sencillo. Lleva su tiempo. Yo, en cualquier caso, soy muy optimista y pienso que se van a consolidar todos los procesos en marcha.
-Muchos confían en que la salida de la crisis está en la recuperación del crédito. ¿Cuándo vamos a recuperarlo?
-La evolución de la economía lo determinará. Bancos y cajas están interesados en prestar y un prestatario solvente no debe de tener dificultades en obtener un crédito. Tratemos de que se recupere la financiación en el mercado interbancario, local e internacional. El paro está generando más morosidad. Cuanto mayor es la morosidad, más hay que provisionar. También hay que hacer un esfuerzo, con las pymes que no encuentran financiación y no porque las cajas y bancos no quieran dársela. Como es lógico, en tiempos de crisis hay más rigor y cuando se recupere la economía habrá más crédito. Si los «test de estrés» son positivos y se restablece la confianza, empezará a haber más crédito al mejorar la liquidez de los mercados. En cualquier caso, debemos estar muy orgullosos de la situación de nuestras entidades en un contexto tan difícil”
.

"El periodismo que sobrevivirá será el que haga pensar a la gente"

"Al maestro de periodistas Javier Darío Restrepo (Jericó, Colombia, 1932) no se le nubla la vista con las nuevas tecnologías. Este profesor de la Fundación Nuevo Periodismo Iberoamericano, que ofreció ayer una charla en la Asociación de la Prensa de Madrid aprovechando su presencia en España invitado por la Federación de Asociaciones de Periodistas (FAPE), cree la ética es hoy uno de los desafíos más importantes para los periodistas.
¿Cuáles son los principales retos del periodismo actual?
Frente a la tecnología o el autoritarismo de los gobiernos, hay un reto inicial: distinguir qué es ética y qué es ley. La ley nos la imponen desde fuera, mientras que la ética se la impone uno mismo desde dentro. La ética la tomas o la dejas; en el primer caso cambia completamente tu vida, pero si la dejas de lado, llevas una vida vulgar, sin ideales ni superación personal. También está el reto de la identidad profesional; muchos no tienen claro por qué carajo son periodistas, lo que es muy preocupante; es desalentador pensar que se ejerce la profesión para cobrar a fin de mes. El tercer reto es el de hacer un periodismo humano y humanizante.
¿La falta de regulación del periodismo dificulta mantener la ética?
La ética no se impone desde fuera, debe ser producto del convencimiento de cada persona. Pero hay un arma, la universidad, que debe crear la inquietud de hacer un periodismo dignificante. Si la universidad sólo enseña unas técnicas, el periodista sale sin armas para enfrentarse a un oficio que, para ser digno, supone una gran reserva interior.
¿El periodista profesional desaparecerá víctima de la revolución digital?
Internet ha sido muy importante para que el periodista caiga en la cuenta de su importancia. Cualquiera puede hacer una foto con un móvil, o escribir un blog. Ahí el periodista puede ser perfectamente reemplazado, pero no cuando explica y analiza lo que sucede. Lo que pasa es que la gran tentación del periodista ha sido dirigirse sólo a los sentidos de la gente, a que vea y oiga, y pocas veces anima a pensar, y ese es el papel en el que es irremplazable. El periodismo que sobrevivirá será el que haga pensar a la gente.
Pero la información de calidad cuesta dinero, y en internet es gratis. ¿No corre peligro?
Internet da información, pero no conocimiento. Hacen falta una serie de elementos como el contexto, fuentes especializadas, etcétera, para conseguir que la información, que es como carne cruda, se convierte en un plato suculento al convertirse en conocimiento. No podemos limitarnos a darle a la gente carne cruda.
¿Qué opina de que los periodistas sean cada vez más partidistas?
La polarización es resultado de una deficiente formación intelectual del periodista, la que te dice que dudas, luego existes. No puedes aceptar como la última palabra lo que diga una sola fuente. La información de uno solo de los lados, ya se llame partido, equipo de fútbol o religión, se convierte en propaganda. El buen periodista debe estar siempre contrastando y siempre dudando.
¿El informador debe ser siempre incómodo?
Sí, la relación del periodista con el poder es siempre incómoda, de pareja mal avenida. El poder se siente molesto con su presencia porque lo pone todo en tela de juicio. Por eso un periodista debe dudar siempre del poder. Si uno está muy cerca, existe el peligro de caer en sus seducciones, que son muy grandes. La más vulgar es el dinero, pero también tiene títulos, facilidades, lo que quieras. La ciudadanía no siempre tiene armas suficientes para poner al poder en tela de juicio, y la defensa de la ciudadanía frente al poder es su capacidad de crítica, que es la que estimula la prensa.
¿Hay que rebelarse frente a las comparecencias sin admitir preguntas?
Cuando eso ocurre se pone a prueba la multiplicidad de fuentes del informador, que debe pensar: "Si esta fuente no quiere hablar, hay muchas otras". Al final eso se convierte en un problema para el propio personaje que no quiere hablar, no para el periodista. Generalmente los silencios encubren algo, no son gratuitos.
Muchos periodistas mueren por hacer su trabajo. ¿Es un problema sin solución?
En Colombia descubrimos que hay una versión contraria a la que difundimos por solidaridad gremial: el periodista muerto no siempre es un héroe. Muchas veces son imprudentes, gente que hizo afirmaciones irresponsables y cuya muerte no tuvo beneficio social alguno, aunque hay desde luego hombres que se constituyen en verdaderos paradigmas. La pregunta del millón es si el periodista debe desafiar a los que le quieren disparar. No hay ninguna ética que obligue a no tener miedo o a desafiar a la muerte por cumplir con el deber, porque esa una decisión personal
" (entrevista realizada pelo jornalista António G. Gil-Garcia do jornal espanhol Publico)

Espanha: governo elimina altos cargos para poupar

Diz o jornal espanhol Publico que "el Gobierno ha aprobado la supresión de las Secretarías de Estado de Turismo y de Iberoamérica, además de dos secretarías generales y cuatro direcciones generales del Ministerio de Asuntos Exteriores, medidas que supondrán un ahorro de unos dos millones de euros. La vicepresidenta primera del Gobierno, María Teresa Fernández de la Vega, ha informado de estas medidas en la rueda de prensa posterior al Consejo de Ministros. El Ejecutivo ha eliminado también la figura del Alto Representante para la Presidencia española de la UE, que tenía rango de secretario de Estado, una vez concluido el semestre de mandato europeo. Los nueve altos cargos suprimidos este viernes se unen a los 33 eliminados a finales del pasado mes de abril. Exteriores mantiene las Secretarías de Estado para la UE y la de Cooperación Internacional y funde las de Asuntos Exteriores e Iberoamérica, que tendrá esta denominación. El Ministerio de Industria crea la secretaría general de Turismo y Comercio Interior, una vez eliminada la Secretaría de Estado encargada de materia turística que dirigía Joan Mesquida. De este modo, el Ministerio de Asuntos Exteriores y de Cooperación pasa de tener cuatro secretarías de Estado a tres y de 17 a 13 direcciones generales. Así, la estructura queda formada por el ministro, seguido de una Secretaría de Estado para Asuntos Exteriores e Iberoamericanos, una Secretaría de Estado para Cooperación y una Secretaría de Estado para la UE.
Dos nuevas áreas en todas las delegaciones
Además, las delegaciones del Gobierno de todo el territorio nacional tendrán dos nuevas áreas funcionales, una de trabajo e inmigración y otra de sanidad y política social. Según ha explicado De la Vega, el objetivo de esta medida es "garantizar la optimización de recursos y ofrecer un mejor servicio a los ciudadanos". El decreto contempla asimismo dar cumplimiento al Reglamento de Extranjería actualmente en vigor, que prevé la existencia de oficinas de extranjería en todas las delegaciones y subdelegaciones del Gobierno. Para ello, recoge la creación de 16 oficinas en los próximos tres meses que se sumarán a las 33 ya existentes y darán así cobertura a todas las dependencias del Ejecutivo en el territorio nacional"

Jornalismo: imprensa alemã aumenta 2,7 milhões de leitores

Li aqui que "la prensa alemana ganó 2,7 millones de lectores en el último año y su número alcanza ya los 66 millones, según un informe elaborado por Media Analyse Presse. El texto asegura que la prensa alemana también ha visto aumentar sus lectores en el extranjero, un dato que se ha incluido este año por primera vez en el estudio. Por diarios, el más leído es el popular 'Bild', con 12,53 millones de lectores (11,63 millones en 2009). Para el estudio se han realizado 138.000 encuestas a ciudadanos mayores de 14 años".

Periodismo de verdad: la revelación de secretos como razón de ser

"La última semana de julio de 2010 pasará a la historia del periodismo por dos razones. A nivel internacional, al establecer un punto de inflexión en la relación de Internet con los periódicos tradicionales y el poder. Después del “caso de los papeles afganos”, nada volverá a ser lo mismo: la revelación de WikiLeaks, utilizando como caja de resonancia a The New York Times, The Guardian y Der Spiegel, establece un modelo de colaboración entre los medios emergentes y el periodismo de investigación y análisis que puede suponer un revulsivo para las empresas de comunicación. Las libertades de expresión y comunicación saldrán ganando. Les decía que había una segunda razón, y ésta es de ámbito local. La última semana de julio de 2010 certificará también el punto de no retorno para determinada prensa subvencionada, que dedicó más espacio a las corridas de toros que al caso WikiLeaks. Lo tendremos en cuenta cada vez que nos ofrezcan determinados diarios al viajar en el AVE: el tiempo de lectura es un valor cada vez más preciado por escaso, casi tanto como los árboles dilapidados en papel folklórico. Pero volvamos a lo importante, los secretos. Así como hay profesiones –la abogacía o la medicina, por ejemplo- que llevan aparejadas la custodia del secreto, en el periodismo ocurre justo lo contrario: la principal obligación de todo buen periodista es destapar los trapos sucios del poder. Ahí radica el valor, y la razón de ser, de las tres redacciones que han respaldado a WikiLeaks con compromiso y valentía, asumiendo los riesgos que comporta desafiar al poder militar, económico y político. Unos riesgos que vale la pena ponderar a la luz del sistema jurídico español, que recientemente ha sentado a diversos periodistas en el banquillo, por el presunto crimen de cumplir con su obligación profesional. Periodistas como los de la Cadena Ser o de este mismo periódico, a los que se sometió innecesariamente a un calvario judicial, sólo por cumplir con su deber.
Nuestro
Código Penal establece distintas penas en función del tipo de secretos, que de por sí ya son reveladoras del distinto rasero con el que el poder trata el derecho a la intimidad. Así, el artículo 278 del Código Penal establece una pena mínima de dos años para la revelación de secretos de empresa, superior a la establecida en los artículos 197 y siguientes para la privacidad de las personas, y también superior a la que regulan los artículos 598 y siguientes para los secretos de Estado. Al igual que sucede con la Ley de Prensa de 1966, conocida como Ley Fraga, también sigue vigente la ley franquista de Secretos Oficiales, de 1968, en cuyo preámbulo se invocan las Leyes Fundamentales del Movimiento Nacional. Con tales antecedentes, no es extraño el distinto rigor con que los representantes del Ministerio Público afrontan el derecho a la privacidad, en función de quién sea su titular, y de quién sea el acusado. Algo que he podido comprobar dolorosamente en alguna Sala de Vistas, donde algún fiscal ha llegado a pedir diez años de cárcel contra un trabajador, mientras pedían el sobreseimiento para los patronos que espiaban los e-mail.El caso WikiLeaks también puede ser un espejo judicial, en el que nuestro sistema jurídico vea reflejadas sus miserias. Baste para ello traer a colación el histórico caso de “los papeles del CESID”, donde algunas sentencias de la justicia ordinaria fueron invalidadas por el Tribunal Europeo de Derechos Humanos y el Tribunal Constitucional. Revelar secretos puede ser un delito, pero en ocasiones salva vidas. Torturas, asesinatos, desapariciones, terroristas de Estado quedarían impunes de no ser por periodistas valientes, comprometidos -y como los árboles- cada vez más necesarios por escasos. Mientras buscaba documentación para este artículo, me encontré con una entrevista digital al coronel Juan Alberto Perote, en su día encausado por destapar nuestra particular guerra sucia. Al reparar en la segunda de sus respuestas, un escalofrío me recorrió la espalda, pensando en lo que quizás se podía haber evitado un 11 de marzo en Madrid" (fonte: El Mundo)

BP manipulou fotografias para que o mar ficasse azul e límpido

Segundo o Jornal I, num texto da jornalista Mariana de Araújo Barbosa, "como numa operação antes e depois, a BP revelou ontem imagens que foram manipuladas e alteradas pelos fotógrafos oficiais da petrolífera, numa operação de charme da companhia justificando a "transparência" para o exterior. As imagens foram divulgadas na página que a empresa tem na rede Flickr. Numa das fotografias, o fotógrafo fez com que nos ecrãs do centro de controlo e observação aparecessem imagens do local da maré negra: no entanto, na fotografia original são menos os ecrãs a funcionar. A BP admitiu que o fotógrafo usou o processo de "cut-and-paste" (corta e cola) e que apenas a imagem alterada foi posta no site oficial da BP, na internet. Noutra fotografia, a BP alterou a saturação da cor, para que o mar, mais escuro, parecesse azul e límpido. A petrolífera avançou em comunicado que deu "instruções ao fotógrafo que alterou as imagens que deixe de proceder ao 'corte-e-cole' no futuro e que adira às melhores práticas do tratamento de imagem jornalística", para tentar evitar situações semelhantes.
Erro de alto custo
Em apenas três meses, a situação financeira da gigante petrolífera passou para números vermelhos: desde Abril, a BP já perdeu 13,3 milhões de euros e as acções caíram 40% nesse período. Os resultados reflectem a maior perda da história dos Estados Unidos. "Os custos pela resposta ao derrame no golfo do México são muito significativos nestas perdas", anunciou a BP em comunicado, depois da apresentação dos resultados anuais da petrolífera. Dos 25 mil milhões de euros gastos pela empresa em indemnizações e trabalhos de limpeza, destacam-se os 2,2 milhões de euros na resposta contra o desastre ambiental e ainda os 15 mil milhões aplicados no fundo de garantia já anunciado pela petrolífera. Para fazer frente à reparação dos danos provocados pela maré negra - a plataforma Deepwater Horizon explodiu a 20 de Abril -, a petrolífera britânica anunciou aos analistas que vai vender até 23 mil milhões de euros em activos durante o próximo ano e meio, o que tornará a empresa "mais pequena, mas com um negócio de exploração e de produção de maior qualidade". Entretanto, a BP vendeu já os campos de prospecção no Alasca, por 5,3 mil milhões de euros.
De urgência
Depois de várias semanas de especulação - e de Barack Obama ter recomendado o afastamento do responsável -, o conselheiro delegado da BP anunciou ontem a demissão, através de um comunicado entregue à Bolsa de Valores de Londres. A 1 de Outubro, Tony Hayward, 53 anos, vai abandonar o cargo na petrolífera e será substituído pelo norte-americano Bob Dudley. Hayward começou a carreira na petrolífera há 28 anos, sucedendo ao antigo responsável - Lord Browne - em 2007. O conselheiro delegado demissionário sai da petrolífera com uma pensão de 715 mil euros e já se fala em novo cargo, no conselho-executivo da petrolífera TNK-BP, participada em 50% pela BP. Hayward esteve no Congresso norte-americano em Junho, para falar sobre o derrame de petróleo da companhia: nessa ocasião, assumiu as responsabilidades na explosão da plataforma petrolífera que protagonizou o maior desastre ambiental de sempre na história dos Estados Unidos".

IRS: o seu a seu dono (II)

Tenho como princípio ser justo e não misturar as coisas. Por isso, na questão da denúncia da hipocrisia de Rui Cateano a propósito do pagamento pelo governo socialista da República do IRS aos municípios da Madeira e dos Açores, tenho que ressalvar que o deputado do PS local à Assembleia da República, o jornalista Luís Miguel França, votou a favor da proposta da oposição que favorecia as Regiões Autónomas. Com ele votaram também a favor os três deputados do PS dos Açores, o deputado de Viana do Castelo, Defensor de Moura, candidato presidencial à margem do PS e o ex-secretário de estado Eduardo Cabrita, que chegou a ter em mão este processo. Luís Miguel França votou deste modo, e uma vez mais, contra a orientação do PS na Assembleia da República - que recordo e insisto, votou CONTRA a proposta da oposição que veio favorecer os municípios das ilhas - sendo fácil de imaginar o que uma certa cambada socialista local terá dito na altura...

IRS: o seu a seu dono (I)

Tenho por princípio dar o "seu a seu dono", como diz o povo. Por isso, tenho que reconhecer que foi o dirigente e autarca do CDS/PP, Roberto Rodrigues, no seu blogue "Cortar da Direita", quem denunciou em primeiro lugar a contradição do PS local, o aproveitamento demagógico feito em torno do assunto (pagamento do IRS aos municípios) e a mentira que foi alimentada por Rui Caetano, graças a uma declaração despropositada, através da qual tentou reivindicar louros que não lhe são devidos e insinuar uma intervenção pessoal e de Jacinto Serrão que é falsa - já agora, a ser verdadeira, concluir-se-ia que essa "intervenção" acabou por se revelar um fracasso porque o PS votou em S.Bento contra as propostas da oposição que beneficiaram as duas regiões autónomas.

"Compra" e "venda" de notícias?

É vergonhosa esta descarada "compra" de notícias ainda por cima para branquear o baldanço de certos "funcionários da política". Creio que em nome da dignidade e do bom senso vai sendo tempo do jornalismo regional deixar de se comportar, em relação a alguns energúmenos, como "fazedor de fretes" e de veicular notícias que lhe são sugeridas por SMS ou enviadas para as redacções. O que se passa com a treta da reunião de uma comissão é exemplo dessa idiotice. Porque não há pressa, nem é o PS a mandar no funcionamento das comissões, muito menos um dos maiores baldas segundo tive oportunidade de ler ontem no DN do Funchal. Vem agora tentar deitar poeira para os olhos?

Gostem ou não

Recuso a teoria de que um partido ou um político só porque ganha eleições, tem sempre a razão do seu lado e que pode, por causa disso, decidir como bem lhe apetecer. Não. A vitória eleitoral em política é a legitimidade para a governação. Há vitórias mais ou menos robustas que reforçam ou não essa legitimidade. Por isso não aceito que os derrotados, os que nunca conseguiram até hoje o apoio do eleitorado - que é quem decide - tentem subverter por via da manipulação, até da própria comunicação social como aconteceu recentemente com a questão do IRS para os municípios da Madeira, e do oportunismo saloio que identifica bem o perfil rasca de alguns indivíduos. Quando ouvimos alguns papagaios socialistas falar de tudo, do que sabem e não sabem, inventando, mentindo, comportando-se como uns anjolas, quando olhamos para uns crápulas todos engravatados que não passam de especialistas na má-língua sob a capa de anonimato em blogues ou no envio de cartas anónimas com denúncias falsas tentando criar problemas aos seus adversários, quando vemos esses vermes ganharem espaço de antena na comunicação social, que esquecem que eles não passam de ratos de pocilga, temos que reagir. Como? Denunciando-os e recordando a realidade do voto, no fundo a fonte da legitimação como o demonstram os quadros - escolhi apenas estes - acima publicados. Comparem resultados, vejam quem foram os maiores derrotados, vejam com que candidatos o PS foi mais enxovalhado pelo eleitorado e depois digam-me qual a legitimidade desses artistas, quais papagaios de uma feira de verão.

Política e legimidade

Há uns papagaios que falam, falam tanto que até parece que foram eles que ganharam eleições quando não passam de coleccionadores de derrotas, porque o povo assim decide em liberdade. Eles são os donos da verdade, os detentores das soluções, os melhores, os maiores, os mais espertos e não sei que mais atributos a juntar a este "rol de mercearia" da saloiada rafeira. Os aldrabões, os espertalhões, os vendedores de banha-de-cobra, os mentirosos, esses são todos...do PSD! Por isso, porque é preciso manter esses energúmenos na linha, e porque é preciso denunciar a hipocrisia e o oportunismo rafeiro, porque é preciso associar cada vez mais a política à legitimidade, porque é preciso que os derrotados - nalguns casos vergonhosa e exemplarmente derrotados - sejam mantidos no seu lugar, nada melhor que recordar-lhes uns quadros que reconheço incomodam nalguns casos, e que espero não venham a agravar-se ainda mais nas próximas eleições.

Comissão? Façam como estes...

Andam alguns funcionários da política que passaram o ano a faltar a tentar agora dar um ar de trabalhadores à pressa a insistir em passar para os jornais - inclusivamente mandam cartas para as redacções que depois servem de base à elaboração de notícias... - informações e a exigir reuniões de comissões. Em primeiro lugar enganam-se porque não são eles que determinam como funcionam as comissões, nem são eles que impõem as duas regras e metodologias às comissões. Era o que faltava. Depois tratem mas é de cumprir as obrigações para as quais foram eleitos, enquanto funcionários da política. Depois, em caso de dúvida, o meu conselho a Jaime Filipe Ramos é este: façam o mesmo que os socialistas e demais aliados da esquerda fizeram há dias na Assembleia da República. Queres uma audição? Ora toma lá e vai à vida!...

Depois dá nisto...

É o que dá promover idiotices em torno de uma data sérias para a cidade, confundir coisas que não se podem confundir, promover os "fretes" pessoais ou políticos e transformar um acto público num potencial gerador de palermices. Depois temos que aturar estas reacções que são no mínimo tão patéticas como os fundamentos. Uma tristeza esta política regional, cada vez mais! Para o PSD é óptimo, pois com estes indivíduos, está meio trabalho feito.

Não tem remédio

Esta notícia diz tudo. Eles não têm remédio. A incompetência está à vista de todos. Eu só queria saber - porque Serrão, uma vez mais, não tem a coragem de assumir a incompetência e insiste em enganar as pessoas - o que é que o Presidente do PS local, que recordo ter sido o principal coveiro dos socialistas nas regionais de Maio de 2007, sabe, que informação tem - ZERO - para falar no que outros partidos gastam. Esta afirmação - "Os socialistas dizem recusar-se a fazer como os outros partidos que gastam imenso"! - deveria ter originado da parte do jornalista, mas isso não aconteceu como era expectável, uma outra pergunta: qual o orçamento da dupla Roberto Leal+Bonga e qual o montante inicialmente acordado com Paulo Gonzo, antes das tais novas exigências? Aliás as acusações a Gonzo exigiram no mínimo um contacto com o seu agente para esclarecimento das mesmas, ou não? Se esse jornalismo fosse possível, se essa informação fosse correctamente difundida, então poderíamos comentar com maior eficácia estas declarações que apenas tentam esconder a incompetência de quem nem sequer assume responsabilidades e erros pela degradação a que conduziu o PS local, para gáudio de alguns partidos com representação parlamentar.

Coligação em Machico?

Querem saber porque razão o PS anda a tentar "comprar" uma coligação com a oposição em Machico, um concelho altamente bipolarizado - PSD e PS - em que os demais partidos ficam aquém de conseguirem com as suas votações qualquer mais-valia eleitoral? É simples: olhem para estes quadros e façam as contas, sabendo que os mandatos são eleitos por via do método de Hondt e que este é aplicado ao total de votos obtidos e não com percentagens, uma advertência que tem muito a ver com a distorção que ocorre frequentemente entre a percentagem de votos e a percentagem de mandatos. O que os socialistas não disseram - e percebe-se - é que toda esta movimentação e esta conversa da treta tem a ver com as expectativas do PS machiqueiro de que a saída de Emanuel Gomes (que não pode candidato a novo mandato) possa criar dificuldades ao PSD. A seu tempo veremos isso...

terça-feira, agosto 03, 2010

Nem uma festa...

Pelos vistos, nem uma festa conseguem organizar. Ontem não vinha o A mas afinal vinha o B. A inevitável conferência de imprensa e tudo. Depois, afinal o B não vem porque o contrato não sei o quê, tudo questões que se discutem antes de anunciar a presença de artistas em qualquer iniciativa, seja ela quem for. Um conselho: não ponham a carroça à frente dos bois, nunca! Se fosse o PSD a cometer estas asneiradas, já lhe tinham "caído em cima o Carmo e a Trindade" como diz o povo. Mas como são os socialistas, toca a lavar a "sujeira" e a garantir quer estas coisas "acontecem"...

segunda-feira, agosto 02, 2010

Conheça as novas regras das prestações sociais

Ainda segundo o Diário Económico, são as seguintes as alterações resultantes do facto da ei que aperta a atribuição de apoios ter entrado ontem em vigor:
"Agregado: Passam a contar todos os elementos
O conceito de agregado familiar é alargado. Inclui cônjuge ou pessoa em união de facto há mais de dois anos; parentes ou afins, maiores de idade, em linha recta e colateral até ao terceiro grau (pais, filhos, irmãos, tios, sobrinhos, avós, netos, bisavós e bisnetos) e parentes ou afins menores em linha recta e colateral.
Capitação: Nova ponderação
A ponderação de cada elemento na capitação dos rendimentos da família muda. O requerente do apoio passa a ser o único a ter um peso de 1, os restantes indivíduos maiores valem 0,7 e os menores 0,5. Por exemplo, para uma família com dois filhos e um rendimento de 1.000 euros, é contabilizado um rendimento per capita de 370,4 euros e não de 250.
Autorização: Informação bancária
Para comprovar os rendimentos, a Segurança Social pode pedir aos beneficiários autorização para aceder a informação, nomeadamente, fiscal e bancária. Caso esta não seja entregue o apoio será suspenso. E as falsas declarações impedem o beneficiário de aceder à prestação por dois anos.
Pensões: Contam outros apoios
Além dos rendimentos de trabalho dependente e independente, são ainda contabilizados os rendimentos de pensões, prestações sociais (excepto apoios por encargos familiares, deficiência e dependência familiar) e bolsas de estudo e formação. Também contam os apoios regulares à habitação. No caso de habitação social, é considerado uma ajuda de 46,36 euros de forma escalonada (um terço no primeiro ano, dois no segundo e o total a partir do terceiro).
Acções: Inferior a 100.613 euros
Fora dos apoios fica quem tem património mobiliário (nomeadamente acções ou fundos) superior a 240 Indexantes dos Apoios Sociais (100.613 euros). São considerados igualmente os rendimentos de capitais (como juros de depósitos, dividendos de acções ou rendimentos de outros activos financeiros). Sempre que estes sejam inferiores a 5% do valor dos créditos depositados e de outros valores mobiliários, considera-se o que resulta da aplicação daquela percentagem.
Casa própria: Até 251 mil euros não conta
Passam a ser contabilizados todos os rendimentos do beneficiário e da família que com ele vive. Inclui-se aqui rendimentos prediais, excluindo casas de habitação permanente até 251,5 mil euros. Se superar este valor, conta 5% do excedente. São ainda contabilizados rendas de prédios rústicos, urbanos e mistos e valores da cedência do uso do prédio ou parte dele. Se daqui não resultar renda ou esta for inferior à determinada, conta 5% do valor mais elevado que conste da caderneta predial ou certidão matricial.
Prestações abrangidas: Apoios na saúde e educação também contam
A nova lei afecta todos os apoios que dependem dos rendimentos dos beneficiários e não do nível dos descontos dos trabalhadores (apoios não contributivos). Em causa estão as prestações por encargos familiares, como o abono de família, os subsídios sociais (para os mais pobres) de e desemprego e o rendimento social de inserção. No entanto, em causa também estão apoios no âmbito da acção social escolar (e no domínio do ensino superior), comparticipação de medicamentos e taxas moderadoras, apoios sociais à habitação e ajudas sociais aos trabalhadores do Estado.
Desce o RSI: Novo regime de protecção especial
O Rendimento Social de Inserção (RSI) sofrerá cortes entre 10 a 15% no caso de casais com dois filhos, avança o especialista Carlos Farinha Rodrigues. O valor do RSI corresponde à diferença entre 80% dos rendimentos de trabalho líquidos (e 100% dos rendimentos sem contribuições) e um valor máximo, definido em função do tamanho da família. Em famílias com dois filhos, o tecto a aplicar é de 511 euros (dando direito à diferença) e não 568 euros, como até aqui. No caso de três filhos, o limite baixa 12%, de 682,27 para 606,5 euros.
O que fica: Parentalidade
Os apoios sociais à parentalidade (para familias com insuficiente carreira contributiva e baixos rendimentos) que já estejam em curso não sofrem alterações. Ou seja, as novas regras só se aplicam para os novos beneficiários. Neste caso, os cálculos são os mesmos que se aplicam ao subsídio social de desemprego.
Cortes: Apoio no desemprego
Uma vez que, para ter acesso ao subsídio social de desemprego, o agregado do beneficiário não pode ter rendimentos superiores a 335,4 euros, o tecto de rendimentos aplicável a um casal com dois filhos passa a ser 905,5 euros e não 1341,5 euros. Isto representa um corte de 48%. Aumentando para três filhos, o elemento empregado da família não pode ganhar mais de 1.073 euros, menos 56% do aplicável antes das novas regras (1676,9 euros)".

Governo reforça cortes nos apoios sociais

Li no Diário Económico, num texto da jornalista Cristina Oliveira da Silva, que "a nova lei que aperta a atribuição de apoios sociais entrou ontem em vigor. Mais de duas mil prestações vão ser revistas. Os beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI) arriscam-se a ter dois cortes na prestação até ao final do ano. Isto acontece porque, em Agosto, a Segurança Social está em condições de avançar imediatamente com o processo automático de recalcular as prestações sociais com base no peso que cada elemento tem no agregado familiar. Mas os restantes ajustes poderão ser feitos mais tarde. A nova lei que aperta os critérios de atribuição destas ajudas sociais entrou ontem em vigor e harmoniza normas para todos os apoios não contributivos que dependem dos rendimentos dos beneficiários. Uma vez que a base de dados da Segurança Social já dispõe de informação sobre a composição do agregado familiar, será possível ajustar desde logo as escalas de equivalência às prestações em curso, apurou o Diário Económico. E tendo em conta que a prestação de RSI difere consoante o tamanho do agregado, esta avaliação vai ditar imediatamente cortes no valor da prestação de famílias com dois adultos ou três ou mais crianças. Se nesta fase, os beneficiários conseguirem manter o apoio, ainda correm o risco de ver o montante da ajuda ser alterado mais tarde, por altura da reavaliação extraordinária das prestações em curso, tendo já em conta o novo conceito de agregado familiar (mais abrangente e podendo incluir elementos que até aqui não eram contabilizados) e o conjunto mais alargado dos rendimentos a considerar (tanto do beneficiário como da família que com ele vive). Caso haja novos rendimentos, é de esperar outro corte na prestação ou até a sua eliminação. Em algumas situações, o alargamento do conceito de agregado (que chega ao 3º grau) também pode ditar subidas na prestação. As alterações aos apoios entram em vigor no mês seguinte ao da reavaliação. Já quem recebe subsídio social de desemprego será afectado de forma diferente, uma vez que o valor da prestação é fixo. Por isso, o máximo que pode acontecer é que, na avaliação automática do peso de cada elemento da família, os beneficiários mantenham a prestação e percam esse direito no processo de reavaliação extraordinária. Já no que toca ao subsídio social de parentalidade em curso, as novas regras só se aplicam a futuras prestações. A nova lei prevê que, na capitação dos rendimentos, apenas o beneficiário tenha uma ponderação de 1, enquanto os restantes adultos pesam 0,7 e os menores 0,5. No caso do rendimento mínimo, os cortes deverão afectar a maior parte das famílias. A prestação corresponde à diferença entre o rendimento do agregado e um valor que depende do tamanho da família. Antes, para calcular a prestação, o primeiro e segundo adultos valiam 100% da pensão social (189,52 euros, tendo direito à diferença entre este valor e os seus rendimentos). Agora, o segundo já só equivale a 70% (132,66 euros). Da mesma forma, os dois primeiros filhos continuam a valer 50% da pensão social, mas a percentagem baixa de 60 para 50% a partir do terceiro. A Segurança Social vai agora começar a enviar cartas aos mais de dois milhões de beneficiários de todos os apoios sociais, a pedir a actualização dos dados necessários - tanto quanto possível através da Segurança Social Directa, para não sobrecarregar os serviços. Com a nova lei, o Governo estima poupar 99 milhões de euros este ano e 199 milhões em 2011. Até ao final do ano, o processo da reavaliação extraordinária dos apoios deverá estar concluído. O diploma prevê que os beneficiários de subsídio social de desemprego ou apoios como abono de família devam prestar provas de rendimentos de capitais e de apoios à habitação até final do ano. No caso do RSI, a prova deve ser feita até 30 dias antes da renovação anual".

Opinião: "O jornal que mais incomoda o poder em São Tomé e Príncipe chama-se O Parvo"

"Se as eleições legislativas de amanhã em São Tomé e Príncipe afastarem do governo a aliança MLSTP/PCD, O Parvo terá contribuído para a derrota. É um jornal de 20 páginas, em papel A4. Os 400 exemplares de tiragem esgotam, porque, a cada 15 dias, denunciam "a corrupção" dos que há 35 anos dirigem o país, "onde não há fome mas há miséria". O fundador e director, Ambrósio das Neves Quaresma, foi perseguido e preso. "Se eu tivesse sido julgado, Fradique de Menezes não seria hoje Presidente", diz ao P2. O meu jornal é o mais lido, o mais sério, o mais crítico e o mais independente de São Tomé e Príncipe. Chamei-lhe O Parvo, porque, quando o fundei, a 14 de Julho de 1994, o que havia neste país não era política. Os governantes eram como bichos-do-mato a guerrear uns com os outros. Eu, Ambrósio das Neves Quaresma, 52 anos, decidi que tinha chegado a hora de satirizar estes dirigentes. A minha vida não tem sido fácil, mas acredito que depois de 35 anos de ver os mesmos a roubar e a destruir o Estado, iremos finalmente assistir a uma mudança. Eles vão perder nas eleições legislativas de amanhã. Eles terão de perder! Eles são o MLSTP/PSD (partido único de 1975 a 1991) e o PCD, que não foram escolhidos pelo povo e se uniram para derrubar o Governo minoritário da ADI, de Patrice Trovoada. Também este não recebeu mandato popular, porque chegou à chefia do Governo na sequência da ruptura da anterior coligação entre o MDFM/PL (do actual Presidente, Fradique de Menezes) e o PCD - esta sim, eleita em 2006. E por que é que o filho do ex-chefe de Estado Miguel Trovoada esteve apenas três meses no poder? Porque começou a tentar investigar os actos de corrupção dos seus predecessores. Para salvaguardar os seus privilégios, o PCD aliou-se ao MLSTP/PSD e ambos escolheram a figura controversa de Rafael Branco para primeiro-ministro. Não acredito que se vá manter. As pessoas apercebem-se cada vez mais de como este modo de governação é uma catástrofe. Não suportam a ostentação pública dos bens por parte dos dirigentes. Não suportam os seus carros de luxo, os seus palacetes, enquanto grande parte da população vive sem água nem luz, misturando-se com porcos, galinhas e cabras, em casebres à beira de estradas esburacadas. Nas autárquicas e regionais de 24 de Julho último, o MLSTP/PLD obteve mais mandatos e mais câmaras, mas perdeu as duas maiores - as de Água Grande e Mé-Zóchi, onde os eleitores são mais esclarecidos. O partido de Rafael Branco ganhou as câmaras mais distantes, como Caué, Cantagalo, Lobata e Lembá, porque aqui a mentira ainda passa rapidamente. Em Lobata, por exemplo, o dinheiro falou muito alto. O que chamamos "banho", ou compra de votos, compra de consciências, tornou-se vulgar nos lugares onde se vive numa miséria extrema - sim, porque em São Tomé não há fome, pode até morrer-se de barriga cheia de tanta fruta, mas há miséria! As pessoas vão às urnas em troca de uma camisola, de um boné, de uma mochila. Chegou-se a um ponto em que alguns candidatos, quando lhes faltou as dobras [moeda local], retiraram dos bolsos notas de 100 dólares para distribuir. Que falta de vergonha! Um sinal positivo que me faz acreditar na mudança foi a descida da abstenção. Se as pessoas se dão ao trabalho de ir votar, é porque estão fartas dos actuais líderes. O poder político em São Tomé e Príncipe tornou-se parasita. Depende das ajudas estrangeiras - seja de Portugal ou de Taiwan, de Angola ou do Brasil - e a sociedade imita-o. Se ao menos o poder judicial funcionasse. Se os tribunais e a Procuradoria-Geral fizessem o seu trabalho, muitos governantes que desviam as ajudas para benefício pessoal estariam na cadeia. Infelizmente, ninguém é responsabilizado.
Partidos a mais
A proliferação de partidos num país de apenas 170 mil habitantes tem sido muito prejudicial. A nação está dividida, e não é por linhas ideológicas. Partiu-se em ódios pessoais. Deixou de haver solidariedade comunal. Não gosto de palavras como "odiar", "desprezar", "vingar". O meu jornal defende a mudança, mas não um partido. Se as nossas notícias transmitem a ideia de que apoiamos a ADI, é porque Patrice Trovoada representa uma alternância de poder - e isso é bom. Mas já o avisei: "Se o senhor continuar o caminho que tem sido seguido, rapidamente o criticaremos". Não tenho medo de ninguém, embora a minha família e os meus amigos tenham medo por mim. A minha penosa carreira começou em 1982, como estagiário no jornal Revolução, o primeiro criado após a independência em 1975. Fiz um curso no Centro de Formação de Jornalistas do Porto (1984-85). Aprendi a teoria com os professores Pinto Garcia, Salvato Trigo e Costa Carvalho. Aprendi a prática nas redacções do Comércio do Porto, Jornal de Notícias, RDP2 e RTP2. Quando voltei a São Tomé, tinha adquirido tantos conhecimentos que não podia aceitar que censurassem os meus textos. Que me emendassem os erros ortográficos ou fizessem cumprir as regras jornalísticas, eu achava bem, mas não tolerava que apagassem as minhas verdades.
Com o advento da democracia, o Revolução passou a designar-se, em 1989, Notícias de São Tomé e Príncipe. Foi só uma mudança de nome, pois tudo ficou igual. Eu estava sempre em conflito com o director. Ele queria agradar ao poder; eu queria contar aos leitores os males do poder. Deixavam-me fazer apenas as coisas menores, como conferências de imprensa e inaugurações. Fui suspenso uma primeira vez durante oito meses - fiquei em casa a receber o salário, porque eles sabiam que era uma situação ilegal. Voltei a ficar suspenso outros nove meses, na mesma condição. Numa mudança de governo, readmitiram-me, mas na rádio. Quando as notícias desagradavam ao governo, só passavam uma vez. Não eram repetidas. Mas eu ficava contente por terem passado pelo menos uma vez. Nunca cedi. Nasci em liberdade e exigi trabalhar em liberdade. Em 1998, apesar das perseguições, ainda me espantei ao constatar que o meu nome fazia parte de uma lista de funcionários públicos a despedir. Conseguiram concretizar esse plano em 2001, depois de um acordo entre o Governo e o Sindicato dos Trabalhadores do Estado. Que paradoxo! Argumentaram com um excesso de mão-de-obra. No meu caso invocaram a minha idade e experiência laboral. Pagaram-me na altura uma indemnização de 29 milhões de dobras - uma quantia que, na época, era irrisória [actualmente, 1 euro corresponde a uma taxa de câmbio invariável de 24.500 dobras].
Por esta altura, eu já dirigia o quinzenário O Parvo. Aliás, em 1990, ajudei a fundar o primeiro jornal privado são-tomense, O Labor. Desentendimentos com o meu sócio Manuel Barreto ditaram o fim do projecto. Em 1991, ainda fundei A Crónica. Consistia em dez páginas de papel A4, frente e verso, que eu imprimia numa impressora do Ministério do Trabalho oferecida pela cooperação portuguesa. As pessoas adoraram. As pessoas respeitam os jornalistas que são perseguidos. Cheguei a vender 600-700 exemplares d" A Crónica. Era eu quem batia os textos na máquina de escrever, alinhava as colunas, fazia maquetes... Era tudo tão rudimentar. O jornal era vendido nas barbearias Rita e João Pedro Dias, mas também por um ardina na rua. Custava 1000 dobras, menos de 5 cêntimos. Quando a cooperação francesa ofereceu papel e equipamento, incluindo máquinas fotográficas, ousei imprimir nas Artes Gráficas em formato tablóide. O dinheiro acabou, infelizmente, e tive de suspender o jornal, em 1993. No ano seguinte, depois de uma crise com o Presidente Miguel Trovoada, que dissolveu o Parlamento, o Governo do PCD caiu. Eu, que estava sem fazer nada, pensei em fazer outro jornal. O meu amigo Adelino Lucas encorajou-me. À cabeça vieram-me dois nomes sugestivos, dado que os políticos não pareciam gente: Agora e O Parvo. Adelino escolheu O Parvo, mas eu estava hesitante. Pedi conselho a outro amigo, Armindo Cardoso, que sugeriu O Palhaço. Venceu O Parvo. Começámos com 12 páginas e, na primeira, sempre uma caricatura para troçar da situação política. De uma tiragem inicial de 300 exemplares chegámos aos 800. Não sei quem são os nossos leitores-tipo. Nunca fiz um estudo. Sei apenas que quem nos compra e lê procura a verdade. E o poder tem medo da verdade.O artigo que mais problemas me causou foi aquele em que exigi a Fradique de Menezes, quando se candidatou a Presidente da República, que esclarecesse os rumores que circulavam desde os tempos do partido único de que ele vendera barcos de café quando era negociador das exportações do país em Londres. Eu não o acusei, apenas exigi um esclarecimento, mas ele processou-me por difamação e injúria. Exigiu uma indemnização de 350 milhões de dólares. O meu advogado denunciou irregularidades e aconselhou-me a não comparecer a uma audiência com o juiz. Emitiram um mandado de captura contra mim e eu não podia ficar fechado em casa nestas condições. Fui ao tribunal. Deram-me ordem de prisão. Entrei num sábado e saí na segunda-feira seguinte. Foram tantos os protestos que o juiz, no dia do julgamento, considerou-se inapto para me julgar e arquivou o processo. Depois disso, eu exigi ser julgado para limpar o meu nome - mas nunca consegui. Se eu tivesse sido julgado, tenho a certeza, Fradique de Menezes não teria sido reeleito Presidente, em 2006 [assumiu pela primeira vez a presidência em 2001]. As explicações que ele deu ao país foram vagas. Todos sabem que ele é o maior comerciante de cacau de São Tomé. Compra tudo e exporta tudo.
A morte do ardina
Em 16 anos de existência, O Parvo nunca foi suspenso, porque eu não cedo. Não, não é um sinal de democracia que eu possa publicar artigos críticos do regime e que empresas do Estado publiquem anúncios no meu jornal. É um sinal da minha coragem! Porque eu padeço e muito. Até os meus colaboradores têm medo. As pessoas admiram-me, porque eu sou um indivíduo sem apoios, um excluído do poder - não da sociedade, que me quer bem, como homem de valor. Sou jornalista independente que dá voz ao povo. O poder receia tanto O Parvo que, depois de o meu melhor ardina ter morrido com um ataque de epilepsia, outros começaram a ser amedrontados com a ameaça de que também eles morreriam, se vendessem o meu jornal. Que disparate! As pessoas continuam a querer saber as verdades. Ainda recentemente esgotámos uma edição em poucas horas quando publicámos, em manchete, uma declaração do Presidente Fradique - que outros meios de comunicação ignoraram - em que ele acusava o primeiro-ministro, Rafael Branco, de ter feito parte de uma conspiração para o afastar do poder, num golpe dos Búfalos, unidade da Frente Democrática Cristã.Repito: eu não tenho medo. Só uma bala me pode parar. E sim, o meu lema é o que as mães ensinam aos filhos em São Tomé e Príncipe: "Leve, leve." Não no sentido de andar devagar, sem pressa. Mas no sentido de ter cuidado, porque este caminho que trilhamos é perigoso” (reportagem da jornalista Margarida Santos Lopes do Publico, com a devida vénia)