A notícia vem no La Vanguardia e está a gerar grande preocupação na Europa: "General Motors (GM) eliminará unos 10.000 puestos de trabajo en Opel en Europa, con lo que el plan de GM apenas se diferencia del de los dos aspirantes a adquirir Opel, los belgas de RHJI y los canadienses de Magna, según dijo hoy el vicepresidente de GM, John Smith, en conferencia telefónica. Agregó que en todos los planes estaba contemplado reducir los costos estructurales en un 30 por ciento. "Todos partimos de la base de que esto significa la eliminación de unos 10.000 puestos para llevar a Opel a una situación lucrativa y sólida", dijo Smith y prometió: "Pueden contar con que exactamente este número también figurará en el plan de reestructuración de GM". Opel emplea en Europa a unos 50.000 trabajadores. Al mismo tiempo, Smith señaló que, al contrario del plan inicial de GM de cerrar la fábrica en Bochum, Alemania, posiblemente haya una solución más atractiva, pero agregó que esto aún no fue decidido. GM quiere presentar el plan de reestructuración lo antes posible a los gobiernos europeos. El fabricante de automóviles confía en que a pesar de las actuales críticas también recibirán las ayudas estatales de Alemania: "Tengo la esperanza de que cuando el gobierno alemán vea nuestro plan le guste y nos apoyará al igual que los gobiernos de España, Polonia y Reino Unido", afirmó. El consejo de administración de GM decidió el martes que finalmente no venderá su filial subsidiaria Opel a Magna, lo que desató las críticas de Alemania. Smith dijo que la reacción de Alemania es "entendible" pero insistió en que el fabricante con sede en Detroit tiene el mejor plan para mantener a Opel a flote. Smith afirmó que GM decidió que Opel, simplemente, representaba una parte demasiado grande de sus operaciones globales. Agregó que la posición de GM es "significativamente diferente y fue ampliamente mejorada" en comparación a la de cuando declaró la bancarrota a principios de año. Berlín exige ahora que la empresa de Detroit presente su plan de reestructuración cuanto antes y devuelva hasta finales de noviembre el crédito puente de 1.500 millones de euros (2.200 millones de dólares) que le otorgó el Estado alemán para permitir la supervivencia de la subsidiaria. Para la canciller alemana, el plan Magna se había convertido ya en "el plan Merkel". Su gobierno había ofrecido una ayuda estatal de 4.500 millones de euros (6.650 millones de dólares) para la nueva empresa "New Opel", pero sólo en el caso de que GM se decantara por la oferta de Magna y siempre que se mantuvieran las plantas alemanas. "Me puedo imaginar y entender bien la reacción actual en Alemania dado que abandonamos (la idea) de vender la empresa a un inversor", concedió Smith en conferencia telefónica con la prensa, aunque agregó: "Si les gustó el plan de Magna, creo que también les gustará el plan de GM". Por su parte, el gobierno polaco reaccionó positivamente a la decisión de GM de quedarse con Opel. El viceprimer ministro y ministro de Economía, Waldemar Pawlak, señaló que el futuro para la fábrica de Opel en Polonia, Gliwice, es ahora "mucho mejor", ya que los estadounidenses son más pragmáticos y aprecian la rentabilidad de la empresa".
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quinta-feira, novembro 05, 2009
domingo, maio 31, 2009
Desastre: GM anuncia amanhã a falência!
A revelação foi feita hoje no Publico: "Termina amanhã o prazo dado pela Administração norte-americana para a General Motors, maior construtora automóvel mundial, digerir a ideia da falência. O CEO da companhia, Fritz Henderson, marcou para a manhã de segunda-feira uma conferência de imprensa em Nova Iorque, onde se espera que confirme a falência e apresente o plano de reorganização. O pedido de falência ocorrerá ao abrigo do Capítulo 11 de protecção de empresas, e poderá ser menos “traumatizante” do que se antecipava há uma semana, quando não havia acordo entre as várias partes. Entretanto, a Administração conseguiu fechar as negociações com a United Auto Workers, a organização sindical que representa os interesses dos trabalhadores e os detentores da dívida da empresa, avaliada em 27 mil milhões de dólares. Os trabalhadores concordaram com a revisão dos acordos laborais e dos planos de pensões e de saúde, de forma a eliminar mais de dez mil milhões de dólares do orçamento anual da companhia. Uma maioria de investidores que detêm a dívida aceitou reconverter os seus títulos em acções, garantindo 10 por cento do capital da GM (e o direito de preferência para mais 15 por cento das acções). Ao mesmo tempo, a GM acordou com a canadiana Magna International e o Governo alemão a venda das operações europeias da Opel, abrindo a porta ao emagrecimento do portfólio da companhia, que deverá ver-se livre de outras marcas americanas como a Hummer, Saturn, Pontiac e Saab. Em curso estão ainda as negociações com a Delphi, a sua subsidiária produtora de partes igualmente falida, e centenas de concessionários. A Administração está preparada para investir mais 30 mil milhões de dólares (além dos 19,4 mil milhões que já emprestou a título de resgate) para financiar a salvação da GM".
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Ainda sobre este tema recomendo a leitura do excelente trabalho da jornalista Rita Siza intitulado "Detroit prepara-se para nova onda de desemprego", também do Público, sobre as consequências desta decisão naquela cidade: "Nos arrabaldes de Detroit, em comunidades como Warren ou Sterling Heights, onde se concentra a maior população de trabalhadores do sector automóvel no mundo, a falência da General Motors (GM) é uma espécie de machadada final: desta feita, na inevitável vaga de despedimentos que se aproxima, são os empregos mais qualificados, dos engenheiros, designers e quadros superiores, que vão desaparecer. O Centro Técnico da GM em Warren é uma gigantesca unidade de tecnologia de ponta. O edifício principal, desenhado pelo conceituado arquitecto finlandês Eero Saarinen, remonta aos anos 50; o complexo entretanto cresceu e hoje alberga outras 25 construções e cerca de 18 quilómetros de estradas. O parque de estacionamento está apinhado, mas não tarda muito poderá estar tão deserto quanto os das fábricas vizinhas. “Daqui a uma semana se calhar não temos ninguém para almoçar”, reparava Jeremy, o empregado do Papa Vino’s, restaurante italiano que é um dos favoritos entre os engenheiros da GM. Ali ao lado, as duas fábricas da Chrysler, que declarou falência a 30 de Abril, estão completamente paradas, e uma grande parte dos operários que agora está em casa sabe que nunca mais voltará ao trabalho. Na Ford, a única companhia que para já parece conseguir sobreviver sem a intervenção estatal, o processo de reestruturação não é menos doloroso: uma renegociação de 40 por cento da dívida, cortes salariais e a revisão dos benefícios pagos aos trabalhadores e a consolidação de unidades industriais. No futuro imediato, a GM terá de decidir quais das suas 14 fábricas americanas podem prosseguir actividade e quais as que acabarão agora o seu tempo útil. As estimativas atiram o número de despedimentos para mais 21 mil trabalhadores.No final do ano passado, a indústria automóvel era responsável por 850 mil postos de trabalho nos Estados Unidos. E cada emprego das companhias automóveis suportava cinco empregos indirectos. O efeito de dominó do fecho das fábricas da Chrysler e GM em Warren e Sterling Heights é evidente: o dono da loja de conveniência “7 Eleven” perdeu mais de metade dos clientes; na barbearia North Pointe, onde um corte custa 12 dólares, Dave Thompson diz que o negócio caiu 20 por cento e a MacKenzie Tavern, que sempre enchia à hora de almoço, tinha sete clientes quando o PÚBLICO lá esteve, pouco depois do meio-dia".
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