Diz o Jornal de Negócios que "Pacheco Pereira considera que o PSD é um partido "sem estratégia" definida. Mas "não tem dúvida" sobre em quem votar nas legislativas. Entre Sócrates e Passos Coelho? Passos Coelho. O responsável salienta que Sócrates é "perigoso" e realça que é "um excelente candidato", ainda que não seja bom primeiro-ministro. Pacheco Pereira considera que o PSD é um partido sem estratégia. Numa entrevista à Antena1, o ainda deputado social-democrata criticou a actual direcção de Passos Coelho e também afirmou que o PSD caiu na armadilha de Sócrates ao provocar uma crise política. "Acho que [hoje] o PSD está à frente do PS, não por uma grande diferença. Se as eleições fossem hoje o PSD ganhava as eleições, não estou certo que teria condições de formar uma maioria com o CDS", salienta, considerando que actualmente um cenário de maioria absoluta "não se coloca hoje" em relação a nenhum partido. Pacheco Pereira acredita que para um partido como PSD, bem como para qualquer outro que esteja na oposição, "estas eleições são muito difíceis. Porque do outro lado está um verdadeiro artista. Se há alguma coisa que primeiro-ministro é, é um bom candidato. Não quer dizer que seja um bom primeiro-ministro, mas bom candidato é. É um excelente candidato. Que sabe manipular muito bem os mecanismos mediáticos", sublinha. "Há outro factor, que é mais difícil de medir, que é saber naqueles em que é a exposição mediática não é o fundamental", mas sim "as dificuldades económicas", "se entendem que neste contexto mais vale o diabo que já existe ou se o anjo que não conhecem". O facto do PSD não estar longe nas intenções de voto em relação ao PS está relacionado, "entre outras coisas, a erros próprios" considera Pacheco Pereira, que diz que não se devia ter desencadeado um "processo eleitoral nesta altura. Acho que José Sócrates desejou eleições e criou uma provocação para ter eleições. E desejou por algo que nunca dirá: percebeu que tinha de pedir ajuda externa. Montou uma armadilha e o PSD caiu na armadilha."Pacheco Pereira diz mesmo que "não houve, não há" estratégia política no PSD porque "esta direcção política não a formulou". O deputado social-democrata, que ficou fora das listas do PSD para as eleições legislativas que vão decorrer a 5 de Junho, diz "não estar muito entusiasmado" com o processo eleitoral actual, "mas não tenho dúvida nenhuma. Entre Sócrates e Passos Coelho, escolho Passos Coelho, que fique bem claro". Na entrevista a Maria Flor Pedroso, Pacheco Pereira diz que considera há muito tempo que Sócrates "é perigoso e que estava a conduzir o País para uma crise considerável, mesmo antes da crise internacional". Questionado se votaria em Fernando Nobre para presidente da Assembleia da República, Pacheco Pereira é peremptório: "não. Não mudo o meu ponto de vista sobre Fernando Nobre das eleições presidenciais para as legislativas" e considera que "muito dificilmente os deputados do PSD o farão no voto secreto".
sexta-feira, abril 29, 2011
Presidente da Carris diz que sector dos transportes "está à beira do abismo"...
Segundo o Jornal de Negócios, "o sector dos transportes públicos em Portugal "está à beira do abismo" e existe "má gestão" por parte do accionista Estado, num sector que tem uma dívida acumulada de cerca de 10 por cento do PIB, acusa José Silva Rodrigues. O actual presidente da Carris, que falava em nome individual no evento final do movimento "Mais Sociedade", que decorre hoje e sábado em Lisboa, reconheceu que existe "má gestão" em alguns casos, sobretudo da parte do Estado. "Há má gestão? Claro que há má gestão nalguns casos. Existe sobretudo má gestão do accionista, existe sobretudo uma grande irresponsabilidade dos responsáveis políticos", afirmou o gestor. José Silva Rodrigues, cuja apresentação se focou nas empresas de transporte CP, Metropolitano de Lisboa, Metro do Porto, REFER, STCP, Transtejo e Soflusa, sublinhou a "pesadíssima herança histórica que vai custar mais de 16 mil milhões de dívida acumulada e cerca de 10 por cento do PIB", para ilustrar o estado do setor, que diz estar à beira do abismo. "O sector está à beira do abismo mas isso não surpreende, não pode surpreender ninguém. Há muitos anos que caminhamos para a beira do abismo. É uma verdadeira bola de neve que está a rolar a uma velocidade vertiginosa, sabíamos todos que ia esbarrar contra uma parede um dia, mas não esperávamos que a parede fosse a situação que vivemos agora", disse. Entre os principais problemas que identificou, está o sistema complexo montado nos transportes públicos, explicando que existem em Lisboa "mais de 500 títulos diferentes", uma base tarifária média "muito inferior ao custo médio por passageiro" ou a política dos chamados passes sociais, que diz "não têm critérios sociais". Como soluções apresentadas ao movimento, o responsável defendeu a necessidade de "repensar os investimentos" e a sua racionalização para critérios orientados não para as necessidades do país, mas para as suas possibilidades, uma orientação clara do papel do Estado no sector. Nas empresas, o gestor defende a sua reestruturação, e mesmo a possibilidade de começar do zero em termos de dívida, recorrendo a um parqueamento de dívida através de sociedades veiculo e contratualização do serviço público, admitindo, sempre a nível pessoal, que a privatização destas empresas podia ser positiva para o sector. O "Mais Sociedade" é uma iniciativa de cidadãos independentes que surgiu em resposta a um desafio do presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, no verão de 2010, com o objectivo de promover uma discussão sobre o futuro do país. A iniciativa, financiada pelo PSD, comprometeu-se a apresentar um relatório final dos seus trabalhos aos sociais-democratas, mas o coordenador do movimento, António Carrapatoso, já frisou que as propostas que surgirem no âmbito do "Mais Sociedade" apenas responsabilizam os seus subscritores individuais, não comprometendo nem o movimento no seu todo nem o PSD, partido que deverá apresentar o seu programa eleitoral no início de Maio".
Opinião: "O QUE VAI MUDAR NA SUA VIDA?"
"O Negócios desafiou os leitores a colocarem as suas dúvidas sobre o impacto do pedido de ajuda externa nas suas vidas. Eis as respostas a oito das perguntas que foram feitas.
Habitação Acesso ao crédito vai ser mais difícil?
A redução das carteiras de crédito que os bancos pretendem levar a cabo passa pela exigência de "spreads" mais elevados nos empréstimos. O que significa custos mais altos para quem for fazer um crédito à habitação. Quem fizer agora um empréstimo vai enfrentar também prestações mais altas. A tendência de subida deverá acentuar-se, como consequência do aumento das Euribor. Estes indexantes registaram um movimento ascendente nos últimos meses a reflectir a expectativa de subida da taxa de juro de referência da Zona Euro, que se situa agora em 1,25%. Acresce que o Banco Central Europeu já deu sinais claros de que não irá tolerar o aumento da inflação. Ou seja, que pode voltar a subir a taxa directora para conter a subida nos preços. No mercado, as Euribor devem manter a tendência de subida na perspectiva de novos agravamentos da taxa, que se traduzirão em prestações mais altas para as famílias portuguesas. A subida do custo do crédito poderá ser atenuada essencialmente com a amortização parcial do financiamento. Havendo disponibilidade financeira para o fazer, esta é uma boa solução para enfrentar a subida dos juros.
Banca Os meus depósitos estão protegidos?
Ao contrário do que se passou na Irlanda, o sistema financeiro português não está ameaçado. Naquele país existia um problema de solvência, enquanto os bancos portugueses enfrentam sobretudo dificuldades de liquidez no acesso aos mercados de financiamento. O Banco de Portugal exigiu aos bancos que fortaleçam os seus rácios de solvabilidade. A maioria dos principais bancos portugueses já cumpre o rácio de 8% exigido. No âmbito da ajuda externa, que deverá contemplar um pacote de apoio ao sector financeiro, aquelas exigências poderão ser ainda reforçadas. A imagem dos bancos foi penalizada pela descida dos "rating" para uma classificação próxima de lixo, decisão que as agências justificaram sobretudo com a percepção de risco sobre o Estado. A exposição à dívida pública é o "calcanhar de Aquiles" dos bancos, que serão afectados na eventualidade de uma restruturação da dívida, que parece improvável no caso português. É também de assinalar que a generalidade dos bancos tem vindo a registar lucros, trimestre após trimestre. Recorde-se que o Fundo de Garantia de Depósitos protege as aplicações até 100 mil euros por depositante. Outro risco seria a saída de Portugal do euro, o que também não se perspectiva.
Habitação Acesso ao crédito vai ser mais difícil?
A redução das carteiras de crédito que os bancos pretendem levar a cabo passa pela exigência de "spreads" mais elevados nos empréstimos. O que significa custos mais altos para quem for fazer um crédito à habitação. Quem fizer agora um empréstimo vai enfrentar também prestações mais altas. A tendência de subida deverá acentuar-se, como consequência do aumento das Euribor. Estes indexantes registaram um movimento ascendente nos últimos meses a reflectir a expectativa de subida da taxa de juro de referência da Zona Euro, que se situa agora em 1,25%. Acresce que o Banco Central Europeu já deu sinais claros de que não irá tolerar o aumento da inflação. Ou seja, que pode voltar a subir a taxa directora para conter a subida nos preços. No mercado, as Euribor devem manter a tendência de subida na perspectiva de novos agravamentos da taxa, que se traduzirão em prestações mais altas para as famílias portuguesas. A subida do custo do crédito poderá ser atenuada essencialmente com a amortização parcial do financiamento. Havendo disponibilidade financeira para o fazer, esta é uma boa solução para enfrentar a subida dos juros.
Banca Os meus depósitos estão protegidos?
Ao contrário do que se passou na Irlanda, o sistema financeiro português não está ameaçado. Naquele país existia um problema de solvência, enquanto os bancos portugueses enfrentam sobretudo dificuldades de liquidez no acesso aos mercados de financiamento. O Banco de Portugal exigiu aos bancos que fortaleçam os seus rácios de solvabilidade. A maioria dos principais bancos portugueses já cumpre o rácio de 8% exigido. No âmbito da ajuda externa, que deverá contemplar um pacote de apoio ao sector financeiro, aquelas exigências poderão ser ainda reforçadas. A imagem dos bancos foi penalizada pela descida dos "rating" para uma classificação próxima de lixo, decisão que as agências justificaram sobretudo com a percepção de risco sobre o Estado. A exposição à dívida pública é o "calcanhar de Aquiles" dos bancos, que serão afectados na eventualidade de uma restruturação da dívida, que parece improvável no caso português. É também de assinalar que a generalidade dos bancos tem vindo a registar lucros, trimestre após trimestre. Recorde-se que o Fundo de Garantia de Depósitos protege as aplicações até 100 mil euros por depositante. Outro risco seria a saída de Portugal do euro, o que também não se perspectiva.
Certificados Investimentos em aforro do Estado estão seguros?
Os certificados de aforro e os do Tesouro são títulos de dívida do Estado, colocados junto de investidores particulares. A legislação diz que as condições aplicadas a estes produtos não podem ser alteradas em desfavor do aforrador por um período de 10 anos após o investimento. Mas especialistas contactados pelo negócios alertam que, tal como na restante dívida pública, pode haver um corte no valor dos certificados. Só a Grécia corre o risco de uma reestruturação da dívida. Mas, no limite, também Portugal pode ser obrigado a fazê-lo. Nesse cenário, o capital e o prazo de reembolso da dívida pública são renegociados com os credores. Ou seja, podem receber o capital mais tarde e, num cenário mais extremo, receber só parte do dinheiro investido. Esta hipótese coloca-se sobretudo nas obrigações e bilhetes do Tesouro. Mas pode atingir também os certificados. À luz do direito todos os títulos de dívida do Estado têm de ter tratamento igual, defendem os juristas contactados. Além disso, a legislação que agora "protege" estes produtos pode vir a ser alterada. O IGCP está a garantir aos clientes que um cenário de perdas total ou parcial do investimento é uma hipótese que, actualmente, não se coloca.
Salários Haverá cortes no sector privado?
Reduzir salários é uma das medidas utilizadas para devolver a competitividade a uma economia com elevado desemprego e muito endividada. Mas isso normalmente é feito através da desvalorização da moeda. Sem esse instrumento cambial, um corte de salários é muito mais difícil de fazer, dada a resistência da população a reduções nominais de salários. O Governo pode, contudo, criar um imposto especial sobre os salários - por exemplo, sobre o subsídio de Natal. Neste momento, é impossível saber se a medida está no prelo. As políticas defendidas pelas principais organizações internacionais apontam, no entanto, para uma clara contenção salarial. Seja por via da orientação para a indexação dos salários à produtividade, seja pelo exemplo de cortes nominais que está a ser dado pelo Estado. Na Irlanda, a intervenção implicou o corte de um euro por hora no salário mínimo.
Austeridade Quanto tempo vai durar o aperto?
É impossível definir com certeza quanto tempo Portugal terá pela frente de políticas de austeridade e contenção orçamental. Uma coisa é certa: até 2013, ano em que Portugal se comprometeu a atingir um défice orçamental de 2% do PIB (partindo de 8,6 % em 2010), a regra será a de controlar a e cortar a despesa no Estado, com enfoque nos gastos com a Função Pública e as despesas sociais que, pela sua dimensão, são os que mais facilmente conseguem traduzir-se em resultados efectivos. Provável também é haver um aumento de impostos: nesse caso o IVA é o mais verosímil - qualquer aumento da taxa de imposto tem resultados significativos e é um dos tributos fiscais cujo aumento é menos sentido directamente pelas famílias. E depois de 2013? Dependerá muito da forma como a economia reagir à terapia de choqueque aplicada como contrapartida do empréstimo que aí vem assinado pelo FMI, Comissão e BCE. O programa da "troika", em princípio, durará até 2014. Se nessa altura, a economia nacional tiver recuperado a sustentabilidade orçamental e externa e os principais parceiros comerciais estiverem lançados numa trajectória de crescimento, então o governo de então poderá aliviar as medidas de contenção.
Euro Portugal pode sair da moeda única?
A saída do euro é admitida como um cenário possível, embora pouco provável, a longo prazo. A curto, e mesmo a médio prazo, a saída do euro não se parece colocar como hipótese, nem em termos políticos, nem económicos. A justificação para uma saída da moeda única seria a possibilidade de desvalorizar a nova moeda, facilitando as exportações e, assim, as recuperação. O problema é que essa "cura" para as empresas exportadoras seria a "morte" dos que devem dinheiro em euros. Ou seja, os portugueses e as empresas a operar em Portugal teriam os seus salários e receitas denominados na nova moeda (mais fraca), mas teriam de continuar a pagar as responsabilidades em euros o que, a partir de determinado limite, se tornaria impossível. Seria assim expectável um forte aumento do incumprimento de empresas e famílias que, em última análise, levariam a fortes pressões sobre a banca e a possível falência/nacionalização dos bancos. E este é ao mesmo tempo uma justificação política e económica para a continuação do euro. Aos factores políticos junta-se a pressão europeia por preservação da moeda única.
Reforma Idade legal deverá aumentar?
O alinhamento da idade da reforma com a evolução da esperança média de vida foi uma das orientações assumidas nos documentos oficiais da Comissão Europeia, depois da Alemanha ter recomendado a "harmonização" para os 67 anos. Em Portugal, a idade legal da reforma é de 65 anos, mas as alterações introduzidas em 2007 já prevêem que, na prática, os candidatos tenham que trabalhar mais tempo com o objectivo de evitar um corte adicional na pensão. Este ano, por exemplo, o corte é de 3,14% e o tempo médio exigido ronda os sete a oito meses. Resta saber se o chamado "factor de sustentabilidade é suficiente". O Governo demissionário considera que sim. A OCDE diz que não e Bruxelas lembra que "as reformas não se fazem de uma vez só". Certo é que o extraordinário aumento do desemprego, com a consequente quebra nas receitas contributivas, veio abalar as projecções de sustentabilidade financeira da Segurança Social. O PSD assume que é necessário tomar medidas para garantir a "sustentabilidade" da Segurança Social. No seu livro, Passos Coelho defendia o plafonamento das contribuições, ou seja, a imposição de tectos ao salário que é alvo de descontos para o sistema público comum.
Bolsa: Que impacto terá a austeridade no PSI-20?
Numa fase inicial a bolsa de Lisboa reagiu positivamente ao pedido de ajuda externa. Mas rapidamente inverteu a tendência, perante a possibilidade de uma restruturação da dívida da Grécia, o primeiro país da Zona Euro ser auxiliado. Caiu e chegou a anular os ganhos acumulados em 2011, apresentando agora uma subida ligeira. Soma menos de 1%, um desempenho aquém do das pares da Europa. A praça lisboeta deverá continuar sob pressão, na medida em que muitas empresas sentirão nos resultados as medidas que serão implementadas pelo FMI e a União Europeia. Medidas que levaram a uma contracção da economia e, por conseguinte, do consumo, penalizando as empresas mais dependentes do contexto macro-económico nacional. É o caso da Sonae SGPS, pela exposição ao retalho em Portugal. Ou da Mota-Engil, que terá de reforçar o negócio no exterior, para compensar a quebra no investimento público e privado na construção. As atenções centram-se também no sector financeiro, isto porque o apoio externo não irá necessariamente aliviar o acesso dos bancos aos mercados, tal como se verificou na Grécia e na Irlanda. A possibilidade de serem exigidos novos reforços de capital poderá manter o sector sob pressão.
Ajuda, empréstimo ou um bom investimento?
Os pressupostos para uma ajuda, um resgate ou um bom investimento são bem diferentes, embora estejam a ser usados indiscriminadamente" (texto do jornalista do Jornal de Negócios, Rui Peres Jorge, com a devida vénia)
Salários Haverá cortes no sector privado?
Reduzir salários é uma das medidas utilizadas para devolver a competitividade a uma economia com elevado desemprego e muito endividada. Mas isso normalmente é feito através da desvalorização da moeda. Sem esse instrumento cambial, um corte de salários é muito mais difícil de fazer, dada a resistência da população a reduções nominais de salários. O Governo pode, contudo, criar um imposto especial sobre os salários - por exemplo, sobre o subsídio de Natal. Neste momento, é impossível saber se a medida está no prelo. As políticas defendidas pelas principais organizações internacionais apontam, no entanto, para uma clara contenção salarial. Seja por via da orientação para a indexação dos salários à produtividade, seja pelo exemplo de cortes nominais que está a ser dado pelo Estado. Na Irlanda, a intervenção implicou o corte de um euro por hora no salário mínimo.
Austeridade Quanto tempo vai durar o aperto?
É impossível definir com certeza quanto tempo Portugal terá pela frente de políticas de austeridade e contenção orçamental. Uma coisa é certa: até 2013, ano em que Portugal se comprometeu a atingir um défice orçamental de 2% do PIB (partindo de 8,6 % em 2010), a regra será a de controlar a e cortar a despesa no Estado, com enfoque nos gastos com a Função Pública e as despesas sociais que, pela sua dimensão, são os que mais facilmente conseguem traduzir-se em resultados efectivos. Provável também é haver um aumento de impostos: nesse caso o IVA é o mais verosímil - qualquer aumento da taxa de imposto tem resultados significativos e é um dos tributos fiscais cujo aumento é menos sentido directamente pelas famílias. E depois de 2013? Dependerá muito da forma como a economia reagir à terapia de choqueque aplicada como contrapartida do empréstimo que aí vem assinado pelo FMI, Comissão e BCE. O programa da "troika", em princípio, durará até 2014. Se nessa altura, a economia nacional tiver recuperado a sustentabilidade orçamental e externa e os principais parceiros comerciais estiverem lançados numa trajectória de crescimento, então o governo de então poderá aliviar as medidas de contenção.
Euro Portugal pode sair da moeda única?
A saída do euro é admitida como um cenário possível, embora pouco provável, a longo prazo. A curto, e mesmo a médio prazo, a saída do euro não se parece colocar como hipótese, nem em termos políticos, nem económicos. A justificação para uma saída da moeda única seria a possibilidade de desvalorizar a nova moeda, facilitando as exportações e, assim, as recuperação. O problema é que essa "cura" para as empresas exportadoras seria a "morte" dos que devem dinheiro em euros. Ou seja, os portugueses e as empresas a operar em Portugal teriam os seus salários e receitas denominados na nova moeda (mais fraca), mas teriam de continuar a pagar as responsabilidades em euros o que, a partir de determinado limite, se tornaria impossível. Seria assim expectável um forte aumento do incumprimento de empresas e famílias que, em última análise, levariam a fortes pressões sobre a banca e a possível falência/nacionalização dos bancos. E este é ao mesmo tempo uma justificação política e económica para a continuação do euro. Aos factores políticos junta-se a pressão europeia por preservação da moeda única.
Reforma Idade legal deverá aumentar?
O alinhamento da idade da reforma com a evolução da esperança média de vida foi uma das orientações assumidas nos documentos oficiais da Comissão Europeia, depois da Alemanha ter recomendado a "harmonização" para os 67 anos. Em Portugal, a idade legal da reforma é de 65 anos, mas as alterações introduzidas em 2007 já prevêem que, na prática, os candidatos tenham que trabalhar mais tempo com o objectivo de evitar um corte adicional na pensão. Este ano, por exemplo, o corte é de 3,14% e o tempo médio exigido ronda os sete a oito meses. Resta saber se o chamado "factor de sustentabilidade é suficiente". O Governo demissionário considera que sim. A OCDE diz que não e Bruxelas lembra que "as reformas não se fazem de uma vez só". Certo é que o extraordinário aumento do desemprego, com a consequente quebra nas receitas contributivas, veio abalar as projecções de sustentabilidade financeira da Segurança Social. O PSD assume que é necessário tomar medidas para garantir a "sustentabilidade" da Segurança Social. No seu livro, Passos Coelho defendia o plafonamento das contribuições, ou seja, a imposição de tectos ao salário que é alvo de descontos para o sistema público comum.
Bolsa: Que impacto terá a austeridade no PSI-20?
Numa fase inicial a bolsa de Lisboa reagiu positivamente ao pedido de ajuda externa. Mas rapidamente inverteu a tendência, perante a possibilidade de uma restruturação da dívida da Grécia, o primeiro país da Zona Euro ser auxiliado. Caiu e chegou a anular os ganhos acumulados em 2011, apresentando agora uma subida ligeira. Soma menos de 1%, um desempenho aquém do das pares da Europa. A praça lisboeta deverá continuar sob pressão, na medida em que muitas empresas sentirão nos resultados as medidas que serão implementadas pelo FMI e a União Europeia. Medidas que levaram a uma contracção da economia e, por conseguinte, do consumo, penalizando as empresas mais dependentes do contexto macro-económico nacional. É o caso da Sonae SGPS, pela exposição ao retalho em Portugal. Ou da Mota-Engil, que terá de reforçar o negócio no exterior, para compensar a quebra no investimento público e privado na construção. As atenções centram-se também no sector financeiro, isto porque o apoio externo não irá necessariamente aliviar o acesso dos bancos aos mercados, tal como se verificou na Grécia e na Irlanda. A possibilidade de serem exigidos novos reforços de capital poderá manter o sector sob pressão.
Ajuda, empréstimo ou um bom investimento?
Os pressupostos para uma ajuda, um resgate ou um bom investimento são bem diferentes, embora estejam a ser usados indiscriminadamente" (texto do jornalista do Jornal de Negócios, Rui Peres Jorge, com a devida vénia)
Cinco dicas para gerir o orçamento familiar
"Saiba onde gasta o dinheiro
Poupar é a palavra de ordem para enfrentar as adversidades por que vão passar as famílias. Saiba como sobreviver ao FMI. Para poupar é preciso controlar as despesas. Nos dias que correm, em que o cartão de plástico praticamente substituiu o dinheiro físico, é difícil "apanhar o rasto" a todas os gastos. Por isso, uma boa estratégia para controlar o seu orçamento é passar a anotar todas as despesas. Ao fim do mês, analise quanto e onde gastou o seu vencimento. E, mais importante, veja se a despesa se justificou, ou se, pelo contrário, poderá eliminá-la. Só assim conseguirá começar a colocar algum dinheiro de parte e poupar.
Mude de hábitos
Comece por cortar nos "luxos". A necessidade de poupar obriga a que mude alguns hábitos, mesmo os do dia-a-dia, como o tomar o pequeno-almoço fora. Almoçar no restaurante também pode ser evitado. Prepare-o em casa. E quando tiver que ir ao supermercado, vá de barriga cheia e faça uma lista do que precisa. Vai poupar algum dinheiro... mas é no combustível que melhor verá a poupança se passar a aproveitar os talões e cartões de desconto. Melhor ainda será deixar o carro e utilizar transportes públicos.
Tenha atenção às contas da luz e da água
A poupança começa em casa. Como? Simples. Há várias formas de reduzir a factura mensal com serviços como a electricidade. Neste caso, deve investir em lâmpadas economizadoras para passar a poupar na luz. Outro "truque" é evitar deixar equipamentos como a TV em "standby". Pode também "emagrecer" a despesa com a TV (Internet e telefone) com pacotes mais básicos. No caso da água, a poupança passa por uma utilização mais consciente à qual deve associar, por exemplo, redutores de caudal.
Reduza os encargos com créditos. Se puder, amortize
Se a ordem é para poupar, não contraia novos créditos. E amortize os que tem. Comece pelos mais fáceis de pagar, até chegar ao da habitação, o mais difícil. Se tiver algumas poupanças, procura acelerar o ritmo de reembolso para conseguir diminuir o custo total do crédito. Isso permitir-lhe-á também fazer face ao agravamento da prestação perante a subida dos juros. O BCE já retomou o agravamento do preço do dinheiro e deverá continuar a elevá--lo para conter a inflação. Pode levar os juros até 1,75%, ainda este ano.
Constitua um fundo de emergência
Definir um orçamento mensal rigoroso é o primeiro passo para determinar quanto pode poupar. E em períodos de maior turbulência, é aconselhável aumentar o "pé de meia" para fazer face ao imprevisto. A DECO aconselha que se junte o equivalente a entre três e seis vezes do valor do orçamento familiar mensal e se invista esse montante numa aplicação com um prazo até um ano, em produtos que lhe ofereçam um retorno, pelo menos, acima da inflação. Se conseguir poupar um pouco mais, pense a mais longo prazo" (fonte: Jornal de Negócios)
Poupar é a palavra de ordem para enfrentar as adversidades por que vão passar as famílias. Saiba como sobreviver ao FMI. Para poupar é preciso controlar as despesas. Nos dias que correm, em que o cartão de plástico praticamente substituiu o dinheiro físico, é difícil "apanhar o rasto" a todas os gastos. Por isso, uma boa estratégia para controlar o seu orçamento é passar a anotar todas as despesas. Ao fim do mês, analise quanto e onde gastou o seu vencimento. E, mais importante, veja se a despesa se justificou, ou se, pelo contrário, poderá eliminá-la. Só assim conseguirá começar a colocar algum dinheiro de parte e poupar.
Mude de hábitos
Comece por cortar nos "luxos". A necessidade de poupar obriga a que mude alguns hábitos, mesmo os do dia-a-dia, como o tomar o pequeno-almoço fora. Almoçar no restaurante também pode ser evitado. Prepare-o em casa. E quando tiver que ir ao supermercado, vá de barriga cheia e faça uma lista do que precisa. Vai poupar algum dinheiro... mas é no combustível que melhor verá a poupança se passar a aproveitar os talões e cartões de desconto. Melhor ainda será deixar o carro e utilizar transportes públicos.
Tenha atenção às contas da luz e da água
A poupança começa em casa. Como? Simples. Há várias formas de reduzir a factura mensal com serviços como a electricidade. Neste caso, deve investir em lâmpadas economizadoras para passar a poupar na luz. Outro "truque" é evitar deixar equipamentos como a TV em "standby". Pode também "emagrecer" a despesa com a TV (Internet e telefone) com pacotes mais básicos. No caso da água, a poupança passa por uma utilização mais consciente à qual deve associar, por exemplo, redutores de caudal.
Reduza os encargos com créditos. Se puder, amortize
Se a ordem é para poupar, não contraia novos créditos. E amortize os que tem. Comece pelos mais fáceis de pagar, até chegar ao da habitação, o mais difícil. Se tiver algumas poupanças, procura acelerar o ritmo de reembolso para conseguir diminuir o custo total do crédito. Isso permitir-lhe-á também fazer face ao agravamento da prestação perante a subida dos juros. O BCE já retomou o agravamento do preço do dinheiro e deverá continuar a elevá--lo para conter a inflação. Pode levar os juros até 1,75%, ainda este ano.
Constitua um fundo de emergência
Definir um orçamento mensal rigoroso é o primeiro passo para determinar quanto pode poupar. E em períodos de maior turbulência, é aconselhável aumentar o "pé de meia" para fazer face ao imprevisto. A DECO aconselha que se junte o equivalente a entre três e seis vezes do valor do orçamento familiar mensal e se invista esse montante numa aplicação com um prazo até um ano, em produtos que lhe ofereçam um retorno, pelo menos, acima da inflação. Se conseguir poupar um pouco mais, pense a mais longo prazo" (fonte: Jornal de Negócios)
Crise: "5 conselhos para proteger o seu dinheiro"
"Distribuir a poupança por vários produtos, e mesmo por vários bancos, é o primeiro passo a dar. Depois é preciso escolher os produtos certos, protegendo o dinheiro do risco e da subida da inflação
Certificados: Tirar partido do risco do país
Quem investe em certificados de aforro e do Tesouro está na prática a emprestar dinheiro ao Estado. Ora é o facto de a percepção de risco sobre a dívida de Portugal estar em níveis recorde desde a entrada no euro que obrigou o país a pedir apoio financeiro. Um dos receios é que o Estado tenha de restruturar a dívida, pagando menos do que pediu emprestado. O IGCP está a garantir aos aforradores que o cenário de perda total ou parcial "não se enquadra, de forma alguma, em qualquer hipótese actualmente em estudo". E lembra que as condições não podem ser alteradas por um período de 10 anos. É o que diz a Lei. Mas juristas contactados pelo Negócios lembram que a lei pode ser alterada. Certo é que o retorno oferecido nos certificados do Tesouro é imbatível para aplicações a cinco anos: 6,8%. A 10 anos sobe para 7,1%.
Escolha depósitos à prova de inflação
Os depósitos a prazo são, actualmente, uma opção atractiva para as suas poupanças, fruto da alta dos juros oferecidos pelas instituições financeiras. As melhores aplicações apresentam taxas brutas anuais que chegam perto da fasquia dos 5%. Mas, na maioria dos casos, os juros anuais rondam os 3%. É por isso que, numa análise realizada pelo Negócios, se concluiu que apenas um quarto dos depósitos comercializados pela banca em Portugal apresenta um retorno bruto superior àquela que é a taxa de inflação estimada pelo Banco de Portugal. A última previsão é de que os preços no consumidor registem, este ano, um acréscimo de 3,6%. Considerando o retorno líquido dos depósitos, nenhum dos produtos oferecidos pela banca consegue oferecer um ganho real. Além disso, apesar dos depósitos estarem protegidos até 100 mil euros pelo Fundo de Garantia de Depósitos, é preciso ter em conta que mesmo baixo, existe risco numa aplicação destas.
Prefira acções que pagam bons dividendos
Se não resiste à tentação de investir na bolsa ou acredita que esta é uma oportunidade para entrar no mercado accionista português, evite as empresas mais dependentes da economia nacional, que tenderão a ser mais castigadas pelos investidores. A aposta deve recair sobre as empresas que obtenham a maior "fatia" dos seus lucros no exterior. E também naquelas que são mais generosas para com os seus accionistas, ou seja, as que entregam aos investidores a maior "fatia" dos lucros obtidos. Nem sempre as que têm o dividendo mais alto são as mais atractivas. Por isso, deve sempre ter em conta o rácico entre o peço da acção e a remuneração que será paga. Quanto mais elevado o retorno, melhor o investimento. Na bolsa de Lisboa há várias empresas que lhe oferecem "dividenda yields" de mais de 4% e 5%. A PT, com o dividendo ordinário e extraordinário, apresenta um retorno de 15,8%.
Não se deixe ofuscar pelo brilho do ouro
O ouro é um dos refúgios mais procurados em tempos de incerteza, além de servir como "antídoto" para a inflação. Características que têm levado a cotação a fixar recordes sucessivos nos últimos meses, chegando ontem aos 1.534 dólares por onça. A subida do preço é um factor de sedução para quem receia ter as poupanças no banco ou entregues ao Estado. Mas o ouro, tal como o investimento em acções, tem risco. A cotação pode desvalorizar significativamente e o metal vender menos quando o quiser vender. Investir quando os preços atingem um pico também não é avisado. Depois de 10 anos a valorizar, a maioria dos analistas acredita que a cotação vai corrigir nos próximos anos. Poucos são os que vêem o metal precioso chegar aos 2.000 dólares. Uma alternativa são os metais industriais, como o cobre, que é considerado o "termómetro" da economia, mas cujo investimento é mais complexo.
Diversifique o risco investindo em fundos
Diversificar é uma das regras de ouro do investimento. Pôr o dinheiro numa só aplicação é meio caminho para arriscar perder tudo. Deve distribuir a poupança por diferentes produtos e até por vários bancos. Uma das formas de o fazer são os fundos de investimento, que permitem com quantias reduzidas aplicar o dinheiro num cabaz alargado de activos, com gestão profissional. Existem soluções para diferentes perfis de risco, desde as que só investem em obrigações de "rating" muito elevado às mais expostas a acções . Os fundos de investimento tem ainda a vantagem de não ficar exposto ao risco do banco. O dinheiro aplicado é património autónomo, não ficando no balanço do banco, como acontece com os depósitos". (pelos jornalistas do Jornal de Negócios, André Veríssimo e Paulo Moutinho)
Certificados: Tirar partido do risco do país
Quem investe em certificados de aforro e do Tesouro está na prática a emprestar dinheiro ao Estado. Ora é o facto de a percepção de risco sobre a dívida de Portugal estar em níveis recorde desde a entrada no euro que obrigou o país a pedir apoio financeiro. Um dos receios é que o Estado tenha de restruturar a dívida, pagando menos do que pediu emprestado. O IGCP está a garantir aos aforradores que o cenário de perda total ou parcial "não se enquadra, de forma alguma, em qualquer hipótese actualmente em estudo". E lembra que as condições não podem ser alteradas por um período de 10 anos. É o que diz a Lei. Mas juristas contactados pelo Negócios lembram que a lei pode ser alterada. Certo é que o retorno oferecido nos certificados do Tesouro é imbatível para aplicações a cinco anos: 6,8%. A 10 anos sobe para 7,1%.
Escolha depósitos à prova de inflação
Os depósitos a prazo são, actualmente, uma opção atractiva para as suas poupanças, fruto da alta dos juros oferecidos pelas instituições financeiras. As melhores aplicações apresentam taxas brutas anuais que chegam perto da fasquia dos 5%. Mas, na maioria dos casos, os juros anuais rondam os 3%. É por isso que, numa análise realizada pelo Negócios, se concluiu que apenas um quarto dos depósitos comercializados pela banca em Portugal apresenta um retorno bruto superior àquela que é a taxa de inflação estimada pelo Banco de Portugal. A última previsão é de que os preços no consumidor registem, este ano, um acréscimo de 3,6%. Considerando o retorno líquido dos depósitos, nenhum dos produtos oferecidos pela banca consegue oferecer um ganho real. Além disso, apesar dos depósitos estarem protegidos até 100 mil euros pelo Fundo de Garantia de Depósitos, é preciso ter em conta que mesmo baixo, existe risco numa aplicação destas.
Prefira acções que pagam bons dividendos
Se não resiste à tentação de investir na bolsa ou acredita que esta é uma oportunidade para entrar no mercado accionista português, evite as empresas mais dependentes da economia nacional, que tenderão a ser mais castigadas pelos investidores. A aposta deve recair sobre as empresas que obtenham a maior "fatia" dos seus lucros no exterior. E também naquelas que são mais generosas para com os seus accionistas, ou seja, as que entregam aos investidores a maior "fatia" dos lucros obtidos. Nem sempre as que têm o dividendo mais alto são as mais atractivas. Por isso, deve sempre ter em conta o rácico entre o peço da acção e a remuneração que será paga. Quanto mais elevado o retorno, melhor o investimento. Na bolsa de Lisboa há várias empresas que lhe oferecem "dividenda yields" de mais de 4% e 5%. A PT, com o dividendo ordinário e extraordinário, apresenta um retorno de 15,8%.
Não se deixe ofuscar pelo brilho do ouro
O ouro é um dos refúgios mais procurados em tempos de incerteza, além de servir como "antídoto" para a inflação. Características que têm levado a cotação a fixar recordes sucessivos nos últimos meses, chegando ontem aos 1.534 dólares por onça. A subida do preço é um factor de sedução para quem receia ter as poupanças no banco ou entregues ao Estado. Mas o ouro, tal como o investimento em acções, tem risco. A cotação pode desvalorizar significativamente e o metal vender menos quando o quiser vender. Investir quando os preços atingem um pico também não é avisado. Depois de 10 anos a valorizar, a maioria dos analistas acredita que a cotação vai corrigir nos próximos anos. Poucos são os que vêem o metal precioso chegar aos 2.000 dólares. Uma alternativa são os metais industriais, como o cobre, que é considerado o "termómetro" da economia, mas cujo investimento é mais complexo.
Diversifique o risco investindo em fundos
Diversificar é uma das regras de ouro do investimento. Pôr o dinheiro numa só aplicação é meio caminho para arriscar perder tudo. Deve distribuir a poupança por diferentes produtos e até por vários bancos. Uma das formas de o fazer são os fundos de investimento, que permitem com quantias reduzidas aplicar o dinheiro num cabaz alargado de activos, com gestão profissional. Existem soluções para diferentes perfis de risco, desde as que só investem em obrigações de "rating" muito elevado às mais expostas a acções . Os fundos de investimento tem ainda a vantagem de não ficar exposto ao risco do banco. O dinheiro aplicado é património autónomo, não ficando no balanço do banco, como acontece com os depósitos". (pelos jornalistas do Jornal de Negócios, André Veríssimo e Paulo Moutinho)
Opinião: "De défice em défice até à submissão ao exterior"
"Pedido de ajuda inaugura período de perda de soberania orçamental. Decisões ainda são tomadas pelo Governo e Parlamento, mas aguardam "visto prévio" da Troika. Tal como o Rei Ricardo II de Shakespeare, Portugal está aprisionado numa torre, preocupado com a perda da sua soberania económica e a perguntar em solilóquio como é que as coisas puderam correr tão mal. A frase é retirada do "Financial Times" do passado 25 de Abril. Só foi alterada num ponto: onde está "preocupado", o FT escreveu "aliviado". A "perda de soberania" deixou de ser uma possibilidade a partir do momento em que FMI, BCE e Comissão aterraram na Portela, para se tornar uma certeza. O termo é pomposo mas, em termos concretos, significa apenas que as principais decisões ao nível de política orçamental - que impostos lançar, que tipo de despesas fazer, como gerir o Orçamento do Estado - deixam de estar sob controlo nacional para passarem para mãos estrangeiras. É verdade que todas estas escolhas continuam a ser feitas a meias pelo Governo e Assembleia da República. Mas, como lembra Abel Fernandes, economista da Universidade do Porto, na prática o grau de dependência de Portugal do financiamento do FMI e da UE é tão elevado que "qualquer política terá de ser tutelada por estes corpos". Na antecâmara de eleições antecipadas, a situação significa que a margem de manobra para os diferentes partidos é cada vez mais exígua. Oficialmente, nenhum admite que o próximo Executivo poderá ser remetido à condição de mero executante de uma política imposta pelo exterior. Na prática, contudo, jáhá quem diga que os próximos tempos vão ser de técnicos e não de políticos. E o PS já deu o primeiro passo: o programa eleitoral tem 67 páginas, cerca de metade do programa de 2009. Preocupação ou alívio, como escreve o FT? À primeira vista, abdicar do principal instrumento de política económica, depois de já se ter abdicado da política monetária (ao cargo do BCE), parece um revés para uma economia estagnada há quase dez anos e a braços com uma recessão prolongada. Além disso, há a questão do orgulho nacional, invocada por Teixeira dos Santos para adiar o pedido de ajuda externa. Em surdina, contudo, há quem comente que colocar a política orçamental nas mãos do FMI durante dois a três anos é a melhor forma de levar a cabo reformas duras que de outra forma nunca poderiam ser feitas. A ideia subjacente é simples: neste momento, a economia está "presa" por vários interesses que um Governo democrático tem dificuldades em combater. Neste contexto, um plano delineado por quem está fora pode ser bastante mais efectivo.Limitações vão continuar
Uma coisa é certa: a perda de soberania não deve resumir-se aos próximos anos. Como escreveu recentemente o Nobel Michael Spence, a Europa não está disposta a tolerar mais instabilidade do euro. A solução é, por isso, dupla: a criação de um mecanismo de estabilidade financeira que tenha, como contrapartida, o controlo mais apertado do orçamento periférico. Para países como Portugal e Grécia, isto significa menos défice. No caso irlandês, a Alemanha tem montado cerco à baixa taxa de IRC. De uma maneira ou de outra, os próximos anos parecem ser de pouca margem de manobra política. É impensável que os vários partidos se disponham a executar programas significativamente diferentes". (texto do jornalista Pedro Romano do Jornal de Negócios, com a devida vénia)
Refer com prejuízos de 146,5 milhões
Garante o Económico que "a gestora nacional de infra-estruturas ferroviárias viu os prejuízos agravarem-se 21,5% no ano passado. A Refer anunciou hoje que atingiu em 2010 um resultado líquido negativo de 146,5 milhões de euros em 2010, valor que corresponde a um agravamento de 21,5% face aos prejuízos de 120,5 milhões de euros registados no ano anterior. Ainda de acordo com o Relatório e Contas da empresa, hoje divulgado na CMVM, o resultado líquido da empresa acompanhou a descida dos resultados operacionais, que pioraram de 100 milhões de euros negativos para 108,7 milhões de euros em 2010, uma variação negativa de 8,6%".
"Troika" estuda exigir reforço do capital dos bancos
Diz o Económico que "se a medida constar do acordo final, os bancos terão de vender mais activos, realizar novos aumentos de capital ou pedir apoio ao Estado. A missão internacional que negoceia com o Governo o pacote de ajuda externa a Portugal está a estudar o aumento do rácio ‘core capital' dos bancos, para um valor mínimo de 10%, apurou o Económico junto de fontes ligadas às negociações. Se a medida constar do acordo final, que deverá ser anunciado na próxima semana, a maior parte dos bancos portugueses deverá necessitar de novos reforços de capital, o que poderá ser feito através da venda de activos, da realização de aumentos de capital ou do recurso à intervenção estatal. A ‘troika' formada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central Europeu (BCE) e Comissão Europeia (CE) poderá propor que, até ao final de 2011, os bancos portugueses tenham um nível mínimo de capital em função dos requisitos de fundos próprios decorrentes dos riscos associados à sua actividade (rácio ‘Core Capital Tier One') de 10%. Porém, as negociações prosseguem e a decisão final não está ainda tomada, até porque o Governo e o Banco de Portugal querem impedir esse cenário, frisaram os mesmos responsáveis. O acordo final entre o Governo e a missão internacional deverá ser formalizado e anunciado dentro de dias.
Banqueiros contra subida do rácio
O Banco de Portugal anunciou a 7 de Abril que os bancos nacionais teriam de aumentar os seus rácios ‘core tier one' para um valor mínimo de 8%, bastante acima da média europeia. Mas esta proposta da ‘troika' internacional, que vai no sentido de uma medida idêntica formulada aquando do resgate da Irlanda (neste caso, para 12%), obrigará a maioria dos bancos portugueses a reforçarem ainda mais os seus capitais. Por este facto, os banqueiros portugueses têm se mostrado contra novas exigências de capital. "Os bancos portugueses não arruinaram o País, ao contrário do que os irlandeses fizeram à Irlanda", disse na quarta-feira Carlos Santos Ferreira, presidente do BCP. Tal como o líder do maior banco privado português, vários outros responsáveis do sector ouvidos pelo Económico salientaram que o caso português não é comparável ao da Irlanda. Alguns mostraram mesmo descrença de que tal exigência seja colocada pela ‘troika' internacional, uma vez que o problema da banca portuguesa é de liquidez e não de solvabilidade. Os bancos portugueses têm, de resto, vindo a realizar com sucesso várias operações destinadas a cumprir a exigência de 8%: o BCP está a levar a cabo um aumento de capital e o BES vendeu a participação no Bradesco, entre outras medidas postas em prática pelo sector para reforçar os rácios e garantir liquidez.
Estado disponível para entrar no capital dos bancos
Se a medida for aplicada, as alternativas de que os bancos dispõem passam pela venda de mais activos (posições accionistas, operações internacionais e carteiras de crédito), realização de aumentos de capital ou recurso à ajuda do Estado. Tal como o Económico noticiou, a banca tentará evitar este último cenário por recear a intervenção do Governo em questões chave como salários, dividendos e fusões e aquisições, entre outras. Numa entrevista à agência Reuters, a 12 de Abril, o ministro de Estado e das Finanças, Teixeira dos Santos, admitiu novas exigências de rácios na sequência das negociações com a ‘troika' internacional e garantiu a disponibilidade do Estado para ajudar os bancos a reforçarem capitais. "Eu acredito - aliás, isso já aconteceu no passado - que os accionistas dessas instituições estarão à altura de proceder a esse reforço. Mas, em todo o caso, teremos que prevenir a eventualidade de poder haver dificuldades por parte dos accionistas privados e então aí o Estado será um accionista que poderá proceder a esse aumento de capital, mas em condições que foram já estabelecidas aquando da crise de 2008/2009", disse Teixeira dos Santos na referida entrevista. O ministro das Finanças explicou que esta intervenção será sempre por um "período curto" de tempo e será um "investimento financeiro do Estado numa instituição financeira, que entra no capital e ao fim de um número de anos sai dessa posição de accionista financeiro e há condições de remuneração de capital que também já estão afixadas", acrescentou. Contactadas pelo Económico, fontes oficiais do Governo e do Banco de Portugal não fizeram comentários até ao momento".
Banqueiros contra subida do rácio
O Banco de Portugal anunciou a 7 de Abril que os bancos nacionais teriam de aumentar os seus rácios ‘core tier one' para um valor mínimo de 8%, bastante acima da média europeia. Mas esta proposta da ‘troika' internacional, que vai no sentido de uma medida idêntica formulada aquando do resgate da Irlanda (neste caso, para 12%), obrigará a maioria dos bancos portugueses a reforçarem ainda mais os seus capitais. Por este facto, os banqueiros portugueses têm se mostrado contra novas exigências de capital. "Os bancos portugueses não arruinaram o País, ao contrário do que os irlandeses fizeram à Irlanda", disse na quarta-feira Carlos Santos Ferreira, presidente do BCP. Tal como o líder do maior banco privado português, vários outros responsáveis do sector ouvidos pelo Económico salientaram que o caso português não é comparável ao da Irlanda. Alguns mostraram mesmo descrença de que tal exigência seja colocada pela ‘troika' internacional, uma vez que o problema da banca portuguesa é de liquidez e não de solvabilidade. Os bancos portugueses têm, de resto, vindo a realizar com sucesso várias operações destinadas a cumprir a exigência de 8%: o BCP está a levar a cabo um aumento de capital e o BES vendeu a participação no Bradesco, entre outras medidas postas em prática pelo sector para reforçar os rácios e garantir liquidez.
Estado disponível para entrar no capital dos bancos
Se a medida for aplicada, as alternativas de que os bancos dispõem passam pela venda de mais activos (posições accionistas, operações internacionais e carteiras de crédito), realização de aumentos de capital ou recurso à ajuda do Estado. Tal como o Económico noticiou, a banca tentará evitar este último cenário por recear a intervenção do Governo em questões chave como salários, dividendos e fusões e aquisições, entre outras. Numa entrevista à agência Reuters, a 12 de Abril, o ministro de Estado e das Finanças, Teixeira dos Santos, admitiu novas exigências de rácios na sequência das negociações com a ‘troika' internacional e garantiu a disponibilidade do Estado para ajudar os bancos a reforçarem capitais. "Eu acredito - aliás, isso já aconteceu no passado - que os accionistas dessas instituições estarão à altura de proceder a esse reforço. Mas, em todo o caso, teremos que prevenir a eventualidade de poder haver dificuldades por parte dos accionistas privados e então aí o Estado será um accionista que poderá proceder a esse aumento de capital, mas em condições que foram já estabelecidas aquando da crise de 2008/2009", disse Teixeira dos Santos na referida entrevista. O ministro das Finanças explicou que esta intervenção será sempre por um "período curto" de tempo e será um "investimento financeiro do Estado numa instituição financeira, que entra no capital e ao fim de um número de anos sai dessa posição de accionista financeiro e há condições de remuneração de capital que também já estão afixadas", acrescentou. Contactadas pelo Económico, fontes oficiais do Governo e do Banco de Portugal não fizeram comentários até ao momento".
Açores: um dos dez melhores destinos de Verão para o National Geographic"
Escreve a jornalista do Publico, Mara Gonçalves, que “os Açores estão entre os dez melhores destinos para o Verão, segundo a "National Geographic Traveler". A revista de viagens da conceituada instituição seleccionou locais "fora do comum", "escondidos" em vários pontos do mundo. A "National Geographic Traveler" colocou os Açores na 8.ª posição, descrevendo-os como um "arquipélago intocado", onde a "remota localização ajudou a limitar o turismo e o desenvolvimento". O destaque vai para os ex-líbris naturais das ilhas açorianas, onde se podem encontrar "verdes montanhas vulcânicas, termas, montes cobertos de hortênsias e vinhas", mas não se esquecem as típicas cidades de casas brancas, os moinhos de vento e as estradas de paralelos. A National Geographic dá ainda especial destaque a três ilhas - Terceira, Faial e São Miguel, e relembra o cozido das Furnas e a época das festas açorianas, com "numerosas procissões religiosas e eventos culturais". O texto é ilustrado como uma imagem de banhistas nas piscinas naturais de São Lourenço, Vila do Porto, Santa Maria. A lista contempla ainda Muskoka Cottage Country (Canadá), Patagónia (Argentina), Cardiff(Reino Unido), Arquipélago de Estocolmo (Suécia), Roatan (Honduras), Ístria (Croácia), Ilhas de San Juan e Mineápolis (ambos nos EUA)".The Economist alerta de que España puede incumplir su objetivo de déficit por las autonomías
Li no espanhol Expansion que "the Economist se cuestiona si igual que ocurrió en Cataluña, cuando después del cambio de Gobierno afloró más déficit, puede pasar en otras comunidades tras las elecciones del 22 de mayo. El artículo, titulado "Regiones para estar preocupados", explica que hay dudas sobre el cumplimiento del ajuste fiscal en España. "El primer ministro socialista, José Luis Rodríguez Zapatero, se compromete a llevarlo a un 6% este año. Eso es difícil en una España descentralizada, donde 17 gobiernos regionales representan el 37% del gasto público", comenta. Además, The Economist se plantea si volverá a ocurrir como en Cataluña, en donde la llegada de un nuevo gobierno destapó un mayor déficit del que se pensaba. "Casi tan preocupante es el afloramiento de déficit en Cataluña, como el que Madrid tardara en detectar el problema", explica el semanario. Ahora, "otras trece comunidades españolas votarán el 22 de mayo. ¿Esconden un gasto excesivo? Hay poca evidencia sólida, pero muchas sospechas: el gobierno está imponiendo la presentación de informes trimestrales", asegura The Economist. Pero además The Economist plantea que las comunidades pueden rebelarse y no cumplir con las exigencias del Ejecutivo. Y vuelve a poner el ejemplo de Cataluña. "El límite de déficit regional de este año fijado por el gobierno es del 1,3% del PIB. El Consejero de Economía de Cataluña, Andreu Mas-Colell, dice que esto requeriría un recorte del gasto del 20%. "¿Qué país puede hacer eso?", se pregunta", recoge The Economist.Sin embargo, Mas-Collel pide más tiempo y según The Economist "habla de rebelión" cuando afirma que este año sólo va a recortar el gasto en un 10%. "Y ahí radica el problema. Cataluña es la segunda región más grande de España, después de Andalucía. Si se niega a cortar más, se podría añadir cerca del 0,25% del PIB al déficit de España. ¿Los mercados de bonos se podrían poner nerviosos si otras regiones se unen a la revuelta catalana?", se pregunta el semanario británico."¿El rumor entre las regiones significa que España pierde su objetivo de déficit? No, insiste el secretario de Estado de Hacienda Carlos Ocaña", recoge The Economist."Las cosas pueden estarán más claras a finales de mayo", concluye el artículo”.El Senado insta al Gobierno a pagar el fondo
"La soga de la presión por el fondo de competitividad no se anudó al cuello del Gobierno sólo en el Consejo de Política Fiscal y Financiera de ayer. Horas antes, por la mañana, el pleno del Senado tiró de la cuerda. Aprobó una moción defendida por Miquel Bofill (ERC), en la que se reclama al Gobierno central que anticipeya a la Generalitat 1.450 millo-nes de euros del fondo. La miga del debate residía más en la foto de la votación. Ahí se evidenció el desmarque de los diez senadores del PSC frente a sus compañeros del PSOE. Los primeros apoyaron el texto de ERC. Los segundos, lo rechazaron. Al final, la iniciativa salió adelante por 138 votos a favor PP, CiU, Entesa (PSC, ERC e ICV) y Pere Sampol, del Bloc per Mallorca, 109 en contra (PSOE, BNG y el resto del Mixto) y dos abstenciones (PNV y UPN). No era la primera vez que el PSC votaba de forma separada al PSOE. Ramón Aleu, líder del PSC en la Cámara Alta, lo explicó tras el debate. Sus senadores obraron por coherencia, porque el Tripartito ya negoció con Madrid los anticipos del fondo de competitividad de 2009 y 2010. "Lo hemos hecho cuando estábamos en el Gobierno y hemos votado porque entendemos que la situación es la misma: la necesidad de negociar con el Gobierno del Estado para que esto se produzca", justificó. Por eso, añadió, si el Ejecutivo de CiU no intenta pactar con el Ministerio de Economía el adelanto de los 1.450 millones, será "muy difícil exigir" al PSC "continuidad en el respaldo" al Govern. Es decir, que si no hay negociación con el Estado, el PSC no apoyará a CiU en caso de que una moción similar a la de ayer llegue al Congreso.2.730 millones en 2011
Dos lecturas del nuevo sistema de financiación se cruzaron en el debate. Bofill, Sampol y Jordi Vilajoana exigieron el "cumplimiento" de la ley. Al frente se unió Alicia Sánchez-Camacho, líder del PP catalán. Barrió contra JoséLuis Rodríguez Zapatero por el "fracaso de su política económica", defendió el marco de financiación aprobado por el PP en 2002 que repartía menos dinero a las autonomías y anunció una iniciativa propia para que el Gobierno abone adelantos del fondo a Catalunya, Madrid y Balears. Sin embargo, el PP rechazó la reforma de la LOFCA en 2009, como CiU. Por el PSOE, Joan Lerma repitió que el Ejecutivo paga "escrupulosamente" a Catalunya. La Generalitat, subrayó, dispone en 2011 de 2.730 millones más gracias a la implantación completa del nuevo sistema. Los 1.450 millones del fondo habrán de abonarse en 2013 según dice la ley, insistio” (texto da jornalista do Publico, JUANMA ROMERO, com a devida vénia)
"Más dinero, es la guerra. Los objetivos de déficit aprietan (máximo del 1,3% del PIB para el total de las autonomías en 2011). Las CCAA están en entredicho tras incrementar un 31,7% su endeudamiento en 2010 e incumplir en su mayoría los objetivos fijados. Por eso las regiones gobernadas en la actualidad por el Partido Popular han visto el cielo abierto con la reclamación de Catalunya al Estado central para que anticipe a este año fondos que la ley no obliga a entregar hasta 2013, según el Gobierno. Desde que ayer se celebró el Consejo de Política Fiscal y Financiera (CPFF) esa guerra es la guerra del PP y la piensan llevar hasta los tribunales. Reclaman las cuantías procedentes del Fondo de Competitividad y del Fondo de Cooperación, dos instrumentos establecidos por la nueva ley de financiación autonómica para corregir desequilibrios en la asignación de recursos entre regiones. Salgado asegura que no se dan las condiciones para adelantar fondos Catalunya asegura que le corresponden 1.450 millones de euros en 2011 con cargo al Fondo de Competitividad, cifra que el Ministerio de Economía ni confirma ni desmiente, porque se limita a asegurar que no se anticiparán recursos de ese fondo este año. La lucha del Ejecutivo de CiU se mantendrá "hasta el último día" del año, aseguró ayer el consejero de Economía y Conocimiento de la Generalitat, Andreu Mas-Colell, a su salida de la reunión del CPFF. No quiso hablar, sin embargo, de usar la vía de los tribunales. Quien sí lo hizo fue el consejero de Economía del País Valencià, Gerardo Camps. Recién terminada la reunión en la que la vicepresidenta económica, Elena Salgado, les confirmó que no se anticiparían los fondos requeridos, ya le había dado tiempo a "encargar a la Intervención General y a la Abogacía de la Generalitat valenciana que estudien si se puede recurrir a los tribunales", aseguró. Fue Camps quien declaró que esta medida se la plantean "el conjunto de las CCAA del PP", tras comprobar, en su opinión, que "este Gobierno" (en referencia al Ejecutivo de José Luis Rodríguez Zapatero) "en lugar de consensuar las cosas prefiere mandar a las CCAA a los tribunales de Justicia".Catalunya pide 1.450 millones; Valencia, 633; y Murcia, 311
Según el consejero valenciano, cuya autonomía tiene el mayor endeudamiento regional en relación al PIB español de todas las CCAA, al País Valencià le corresponderían este año con cargo al Fondo de Competitividad 633 millones de euros, que "no recibirán los valencianos en el presente ejercicio". Por eso, "solamente podemos plantearnos el recurso a la vía judicial". La consejera de Economía de Murcia, la conservadora Inmaculada García, criticó también a su salida del CPFF que no se permita obtener de forma anticipada recursos del Fondo de Competitividad. Según sus cálculos, a Murcia le corresponderían este año 311 millones con cargo a dicho fondo. También ha pedido disponer del fondo la Comunidad de Madrid, aseguró ayer el consejero de Economía de la región, Antonio Beteta, a pesar de que Madrid es junto a La Rioja la más disciplinada con el déficit público e incluso se han comprometido a situarlo por debajo del objetivo del 1,3%, en concreto en el 0,75% este año.
Castilla-La Mancha y Catalunya siguen lejos de que se les autorice endeudarse
Pero Salgado fue tajante, ante ellos y en la rueda de prensa posterior: "Será el Ministerio de Economía quien, si estima que se dan las circunstancias adecuadas, autorice el Fondo de Competitividad. Y las condiciones no se dan porque ya hay 11.000 millones de euros más comprometidos con las comunidades autónomas por el nuevo sistema de financiación autonómica". En cualquier caso, recordó, "si hay discrepancias, se puede acudir a los tribunales. Son cuestiones que dirimirá el Tribunal Constitucional". Siete CCAA pueden al menos respirar más tranquilas desde ayer, cuando les fueron aprobados por el CPFF (tras haber recibido el visto bueno del Ministerio de Economía el día anterior) sus planes de reequilibrio de los presupuestos para 2011, tal y como adelantó Público. Ya pueden endeudarse a largo plazo con deuda nueva, no sólo refinanciar la que vaya venciendo.
El cinturón infinito
Los ciudadanos de Aragón, Asturias, Canarias, Cantabria, Castilla y León, Galicia y Murcia, además de los de País Vasco y Navarra (que no tienen que pasar por el CPFF) sufrirán las consecuencias de un recorte del déficit, respecto al alcanzado en 2010, de 4.283 millones de euros, al que se han comprometido para recibir vía libre a endeudarse. De estos, 3.479 millones corresponderán a menor gasto público y 645 millones a mayores ingresos de los presupuestados. Se trata de "un 47,6% de ajuste del déficit de esas nueve autonomías respecto a 2010", explicó Salgado. Madrid y La Rioja no tienen que presentar planes de reequilibrio. En conjunto, todas ellas pueden ya recibir "autorización para endeudarse a largo plazo en el primer tramo de 2011, que equivale al 0,65% del PIB de cada CCAA", explicó la vicepresidenta. Los tramos sucesivos dependerán de que se vaya demostrando trimestre a trimestre que cumplen el plan que tienen aprobado, una muestra más del férreo control que el Gobierno decidió hace meses ejercer sobre las cuentas regionales dado su desequilibrio y el foco puesto en el mismo por parte de los mercados. Extremadura y Andalucía están a falta de algunos flecos, suficientes para que la aprobación de sus planes se retrase hasta después de las elecciones. Quienes peor lo tienen son Catalunya, Castilla-La Mancha, Balears y País Valencià. Fuentes de Economía criticaron ayer que algunas han entregado muy tarde sus planes de reequilibrio, dificultando su aprobación de cara al CPFF que se celebró ayer” (texto da jornalista Ana Flores do Publico, com sa devida vénia)
Siete CCAA reciben el sí del Gobierno para endeudarse
Li no espanhol Publico, um texto da jornalista Ana Flores segundo a qual “pocos dudan ya de que el Gobierno central vaya a cumplir su objetivo de reducción del déficit para 2011. Otra cosa son las comunidades autónomas, el principal foco de incertidumbre que pesa actualmente sobre las posibilidades de España de cumplir con sus objetivos de ajuste en el conjunto de las administraciones públicas. Por mucho que sea este un año electoral, el Ejecutivo de José Luis Rodríguez Zapatero se ha mostrado inflexible con las autonomías. Tienen que cumplir su objetivo de reducir su déficit hasta el 1,3% del PIB. Ya se permitieron en 2010 saltarse más de la mitad el ajuste que las obligaba a reducir el déficit hasta el 2,4% del PIB. O presentaban planes de reequilibrio creíbles, les dijo Economía, o no se les permitiría endeudarse a largo plazo (con emisiones por encima de un año). Siete ya lo han hecho. Según ha podido saber Público por fuentes cercanas al proceso, el Ministerio de Economía y Hacienda dio ayer el visto bueno a los planes de reequilibrio de siete autonomías de cara a que puedan ser aprobados definitivamente por el Consejo de Política Fiscal y Financiera (CPFF), que se reunirá hoy a las 17.00 horas y que estará presidido por la vicepresidenta económica, Elena Salgado. En concreto, se trata de Castilla y León, Cantabria, Asturias, Galicia, Aragón, Canarias y Murcia. El caso de esta última es especialmente llamativo porque está, junto a Castilla-La Mancha, Catalunya y Balears, entre las comunidades que más se desviaron del objetivo de déficit de 2010. El Consejo de Política Fiscal y Financiera ratificará hoy su aprobación Según explicó ayer el secretario de Estado de Hacienda y Presupuestos, Carlos Ocaña, el CPFF aprobará hoy "la senda de estabilidad presupuestaria de 2012, 2013 y 2014", con la intención de reiterar "un compromiso público y formal" de cumplimiento de los objetivos de déficit por parte de las autonomías que el Gobierno considera especialmente "importante" en este momento. Por otro lado, se "examinarán los planes de reequilibrio de las autonomías", de los que siete ya están aprobados (a falta de que se haya sumado alguno más a última hora) y el resto tendrá que esperar a la próxima reunión para su aprobación.Déficit catalán
El visto bueno a los planes permite endeudarse a largo plazo. La polémica en torno a Catalunya promete traer nuevos capítulos, según se desprende de las palabras de Ocaña ayer. No va a permitir la intención del Gobierno de la Generalitat de apuntarse como ingreso este año 1.450 millones de euros del Fondo de Competitividad, que en realidad no se pagará hasta 2013. "Uno no se puede apuntar los ingresos que no tiene", declaró ayer Ocaña. El Gobierno de Artur Mas lleva ya un reguero de desencuentros con el Ejecutivo central desde que accediese al poder y desvelara un déficit en 2010 por encima del anunciado por el anterior Gobierno autonómico (3,86%). Pese al recorte del gasto del 10% anunciado por Mas, Catalu-nya tiene difícil cumplir con los objetivos de ajuste. Y necesita emitir deuda para cuadrar sus cuentas, lo que la obliga a convencer con un plan al Ministerio de Economía. Desde este la respuesta sigue firme: no se permitirá nuevo endeudamiento a Catalunya, sí refinanciación de la deuda existente, hasta que no presente un plan de reequilibrio de sus cuentas que permita cumplir en 2011 con los objetivos de reducción del déficit público. Por otro lado, el CPFF no tratará hoy el tema del "techo del gasto público" para los Presupuestos de 2012, anticipó Ocaña, un dato que se espera con especial interés desde que se conoció la revisión a la baja de la previsión de crecimiento de la economia”.
Separatistas querem proibir a bandeira de Espanha na Catalunha
Li no El Pais que "Solidaritat Catalana per la Independència, el partido con menos representación en el Parlamento catalán (tres diputados, tras la marcha de Joan Laporta), no quiere ver la bandera de España ondeando en los edificios públicos catalanes. La formación ha registrado hoy una proposición de ley para prohibir la bandera española en Cataluña, burlando la ley de 1981 que regula el uso de la enseña nacional. La norma, de 1981, dicta que "la bandera de España deberá ondear en el exterior y ocupar el lugar preferente en el interior de todos los edificios y establecimientos de la Administración central, institucional, autonómica, provincial o insular y municipal del Estado". Solidaritat propone prohibir que se vea la bandera, es decir, que ondee en el exterior pero en un lugar no visible para la calle. En la misma línea, pretende vetar la enseña del salón de plenos de los Ayuntamientos, y que cada consistorio vote en el pleno municipal que entiende por "lugar preferente". El diputado Alfons López Tena ha precisado que incluso un trastero sirve, si así lo decide el Consistorio. Y ha justificado así el motivo para presentar la ley: "Porque no somos españoles". El partido independentista, que cuenta con tres diputados de los 135 que forman la cámara catalana, tiene pocas posibilidades de ver prosperar su proposición. La Mesa del Parlament, en la que CiU tiene la mayoría, ya ha tumbado otras proposiciones de SI, lo que ha motivado un recurso de los independentistas al Tribunal Constitucional. La Mesa decidirá si la proposición de ley se debate finalmente en la cámara".Salgado niega el fondo de competitividad a Madrid, Cataluña, Murcia, Baleares y Comunidad Valenciana
"La vicepresidenta segunda y ministra de Economía y Hacienda, Elena Salgado, ha rechazado hoy conceder el fondo de competitividad a las comunidades de Madrid, Cataluña, Murcia, Baleares y Comunidad Valenciana, que lo habían solicitado hoy a la ministra en el Consejo de Política Fiscal y Financiera. Salgado ha justificado la decisión en que la interpretación de la ley no hace procedente el fondo de competitividad hasta 2013. Los responsables económicos de las comunidades afectadas se han quejado ante la ministra por considerar que el Gobierno tiene la obligación de concedérselo, tal y como aparece en la Ley del Sistema de Financiación Autonómica, según EFE. Han recordado, además, que en el Consejo de Política Fiscal y Financiera del 15 de julio de 2009, en el que se aprobó el nuevo sistema de financiación autonómico, se acordó que se daría a las comunidades que tuvieran derecho a recibirlo. El foro que reúne al Gobierno central con las comunidades autónomasha aprobado los planes de reequilibrio de siete comunidades autónomas (Aragón, Asturias, Canarias, cCntabria, Castilla y León, Galicia y Murcia) y han quedado pendientes los de Andalucía, Baleares, Castilla-La Mancha, Cataluña, Extremadura y Valencia. La ministra ha explicado que está previsto celebrar otro Consejo de Política Fiscal y Financiera en breve "para aprobar algunos de estos planes" que no han cumplido los requisitos exigidos por "pocos detalles y ajustes". Otro de los objetivos de la reunión de esta tarde era el de dar luz verde a nuevas operaciones de endeudamiento. No está previsto que Cataluña sea una de ellas. Salgado ha explicado que los siete planes de reequilibrio aprobados, junto con las medidas fijadas por los Gobierno del País Vasco y Navarra, suponen un ajuste de 4.283 millones de euros, equivalente al 47,6% del déficit registrado por esas comunidades en 2010. Estos siete planes de reequilibrio permiten la autorización por parte del Estado del primer tramo de endeudamiento con cargo al déficit de 2011 qeuivalente al 0,65 del PIB de cada Comunidad Autónoma. La ministra de Economía y vicepresidenta segunda también ha comentado que en la reunión se ha informado favorablemente los presupuestos de estabilidad presupuestaria para el período 2012-2014. El Consejo ha acordado fijar el objetivo del déficit para 2014 en el 1% del PIB.Cataluña pide corresponsabilidad al Gobierno
En un acto inusual, el Consejo de Política Fiscal y Financiera ha arrancado a las 17.00 horas con una foto de familia de los vicepresidentes Elena Salgado y Manuel Chaves con todos los consejeros de Economía de las comunidades, algunos de los cuales dejarán su cargo tras las elecciones del próximo 22 de mayo. El consejero catalán Andreu Mas-Colell, que posó tras la ministra Salgado, ha pedido "corresponsabilidad" al Ejecutivo central para que las comunidades alcancen los objetivos de déficit, que para este año se fijaron en el 1,3% del producto interior bruto (PIB). Algo a lo que la titular de Economía se ha comprometido, según ha informado en la rueda de prensa posterior. Mas-Colell ha advertido durante la reunión que Cataluña incumplirá este año esa meta si el Gobierno central no aporta los recursos del fondo de competitividad -cuyo anticipo asciende a los 1.350 millones de euros y cuyo pago se ha aprobado esta mañana en el Senado- al considerar que un recorte presupuestario de más del 10% es inasumible, Sin embargo, ha matizado que la entrega de esa cantidad vinculada al nuevo modelo de financiación no será el "tema central" del consejo, puesto que no consta en el orden del día. El consejero catalán sí se comprometerá a rebajar el déficit hasta el 1,1% "o menos" en 2013.
La ministra ha confirmado que, como ha manifestado el Gobierno central ha manifestado en numerosas ocasiones, no dará esos recursos que demanda Cataluña. Cataluña no ha sido la única comunidad en mostrar su incomodidad con el Ejecutivo. Otras regiones, como Madrid, Galicia, Valencia o Murcia, han acusado al Gobierno de incumplir el nuevo modelo de financiación autonómica al denegarles el pago de fondos adicionales que reclamaban para este año. Algunas ya han amenazado con acudir a los tribunales si no se satisfacen sus demandas. En este sentido, el consejero de Economía de Madrid, Antonio Beteta, ha aludido a la "voluntad de deslealtad evidente" por parte del Gobierno, al que ha acusado de estar "ajeno a la realidad económica del país y a los esfuerzos de las comuinidades autónomas para el control del déficit y el gasto público". El presidente de Murcia, Ramón Luis Valcárcel, también ha manifestado su insatisfacción, pese a que el Gobierno a autorizado a su comunidad a endeudarse: "No se nos da dinero, se nos autoriza a endeudrnos, pues seremos los murcianos los que nos endeudemos y tendremos que pagar esa deuda". La aprobación del plan por parte del Ministerio de Economía supondrá que la región podrá emitir los 500 millones de deuda que tiene pendientes del ejercicio 2010, y el primer tramo del de 2011, que ascenderá a 200 millones de euros, una vez que dichas emisiones sean autorizadas por el Consejo de Ministros. Valcárcel ha señalado que hoy "es un día importante, porque sabemos que tan pronto empecemos a colocar esa deuda comenzaremos a pagar a proveedores", pero, ha puntualizado que, "es dinero de los murcianos para pagarle a los murcianos" (texto dos jornalistas do El Pais, LLUÍS PELLICER / CLAUDI PÉREZ, com a devida vénia)
Défice espanhol: Comunidades Autónomas em "pé de guerra" (III)
"La negativa del Gobierno a pagar los fondos de competitividad y cooperación soliviantó ayer a todas las comunidades autónomas, pero fueron las gobernadas por el Partido Popular las que más encendidas salieron de la reunión del Consejo de Política Fiscal y Financiera. La Comunidad Valenciana, Castilla y León, Galicia y Murcia se apresuraron a anunciar que llevarán ante el Tribunal Constitucional la decisión de la vicepresidenta segunda, Elena Salgado, de no proporcionar los recursos vinculados al nuevo modelo de financiación autonómica, que en el conjunto de las comunidades asciende a más de 5.500 millones de euros. A pesar de haber abanderado la denuncia por ese impago, Cataluña dijo que de momento no acudirá al alto tribunal. A pesar de no figurar en la orden del día, las quejas por los fondos de convergencia -de cooperación para las comunidades menos desarrolladas, y de competitividad para las más dinámicas- no tardaron en salir a relucir. Según explicaron varios consejeros, Salgado los emplazó enseguida a abordar ese asunto en los ruegos y preguntas. La ministra reiteró entonces la posición de Hacienda: a su juicio, el Gobierno no debe abonar esos recursos hasta 2013, cuando realice la liquidación del ejercicio presente. Aseguró de hecho que cuenta con informes jurídicos que lo avalan. Según esas fuentes, el titular de Economía de la Comunidad Valenciana, Gerardo Camps, replicó que él tenía informes contrarios. A pesar de que Cataluña ha sido la comunidad que lideró la reclamación de un anticipo del fondo -en su caso, 1.350 millones-, ayer fueron los consejeros del PP quienes anunciaron una cascada de recursos judiciales. Varios explicaron que fue el momento más tenso de la reunión, e incluso coincidieron en que Salgado les invitó a hacerlo. La ministra lo negó en la rueda de prensa posterior. Muy duro fue Camps, que se alineó con los argumentos catalanes de las últimas semanas. "Cuando niega el pago de estos fondos, el Estado está centrifugando su déficit a las comunidades", se quejó tras la reunión. "El Gobierno ha demostrado una voluntad de deslealtad al negar los pagos de los fondos", abundó el consejero de Economía madrileño, Antonio Beteta, quien consideró que el acuerdo de financiación autonómica acordado en 2009 "está muerto". No solo las comunidades más dinámicas discreparon de Salgado. También lo hicieron las que deben recibir los fondos de cooperación, a quienes la vicepresidenta evitó anticipar esos recursos. "Estamos disconformes con la falta de transparencia e información sobre el nuevo modelo de financiación, y reclamamos los fondos de convergencia", dijo la consejera de Economía gallega, Marta Fernández. "Sorprendentemente, Salgado nos ha dicho que no es el foro para abordarlo, que los tribunales dirimirán", explicó. El consejero de Economía catalán, Andreu Mas-Colell, también lamentó que el Ejecutivo se mantenga "cerrado" a aportar los recursos, sin los cuales ve complicado alcanzar el objetivo de déficit del 1,3% para este año. Sin embargo, rechazó que fuera a acudir al Constitucional. "Eso significa tiempo. Preferimos mantenerlo en el ámbito político", aseguró Mas-Colell. Y no lo hará a pesar de que el PSC ayer anunció que apoyaría esa decisión. El enfrentamiento entre PP y PSOE fue aún más evidente, si cabe, cuando se votaron los escenarios de déficit para 2014. Madrid, la Comunidad Valenciana y Galicia votaron en contra de fijar el objetivo en el 1%, al considerar que ese año España debería situarse ya en el "déficit cero". Murcia, también gobernada por el PP, se abstuvo. La mayoría de comunidades en manos de los socialistas votaron en cambio a favor de ese objetivo. A ellas se sumó Cataluña (CiU)” (texto dos jornalistas do El Pais, LL. PELLICER e C. PÉREZ, com a devida vénia)"El complejo reparto del fondo de competitividad"
"El sistema de financiación autonómica es un complicado amasijo de fondos y subfondos, reglas de modulación, cláusulas de garantía y otros conceptos más o menos inexplicables que, en teoría, debería ajustarse -más o menos- a los cauces del federalismo fiscal que tienen otros países como Alemania, Australia o Canadá. En la práctica, el modelo español ha ido añadiendo a lo largo de los años todo tipo de excepciones y singularidades ante la constatación de que casi todos están descontentos con el reparto del dinero. En la última remodelación, el nuevo sistema arbitró una fórmula para compensar a las comunidades ricas cuya financiación por habitante quedaba por debajo de la media tras la aplicación del modelo: el fondo de competitividad. Un fondo que actúa como una especie de seguro que permite que ninguna comunidad cuya financiación por habitante esté por encima de la media antes de aplicar el sistema se quede por debajo de la media después. En 2009 y 2010, el Gobierno anticipó más de tres cuartas partes de esa transferencia a las comunidades, como hace por norma con el resto de ingresos reconocidos. Pero el Ministerio de Economía sostiene que, en el caso del fondo de competitividad, eso no sirve como precedente: lo hizo así porque era un periodo transitorio, de modo que este año ha pospuesto su pago a 2013, que es cuando se liquidarán las cuentas de 2011.Cuentas de 2011
La decisión de Economía fue mal recibida por varias comunidades, que contaban con esos recursos para 2011, precisamente Cataluña, Baleares, Valencia y Madrid, a las que se les exige un mayor esfuerzo de contención de gasto público. Pero ha sido el nuevo Gobierno catalán el que ha abanderado la protesta, hasta el punto de asegurar que no cumplirá el objetivo de déficit. Cataluña sostiene que el Gobierno debe adelantar 1.350 millones de euros -una cifra que el Ejecutivo no ha reconocido nunca-, y que con ese dinero sería factible cumplir ese compromiso. Portavoces del Gobierno catalán han llegado a calificar al Gobierno de "moroso". Al final, el problema tendrá una solución compleja: si el Gobierno accede al adelanto deberá abonar esa cuantía a todas las comunidades que tienen derecho a ese fondo, lo que pondría en serios problemas los objetivos de déficit del Estado (con el posible castigo en los mercados). Si no lo hace, puede provocar la asfixia financiera de algunas comunidades, donde los ingresos se han desplomado y los incumplimientos, además, impedirían a las autonomías endeudarsse”. (fonte: El Pais)
Défice espanhol: Comunidades Autónomas em "pé de guerra" (II)

"La Comunidad de Madrid ha lanzado esta mañana un duro mensaje al Gobierno de José Luis Rodríguez Zapatero,al que ha acusado de "trato discriminatorio" y "deslealtad institucional", además de haber mentido a la presidenta Esperanza Aguirre, tras el tenso Consejo de Política Fiscal de ayer. El número dos del Ejecutivo regional, Ignacio González, ha reclamado en la rueda de prensa posterior al Consejo de Gobierno que se penalice a las comunidades autónomas que no han cumplido los objetivos de déficit marcados por el Ministerio de Economía y Hacienda. Madrid ha cumplido dichos objetivos y, por tanto, no ha necesitado un plan de reequilibrio y, además, voluntariamente ha renunciado a endeudarse más, pese a que cumplía los requisitos para hacerlo. "Las administraciones públicas que no cumplan los objetivos de estabilidad deberían tener algún tipo de penalización", ha dicho González. "Porque, si no, el esfuerzo que hacemos en la Comunidad de Madrid se queda aquí, mientras los demás no contribuyen de la misma forma al saneamiento de la economía nacional". Además, el vicepresidente madrileño ha reprochado al ministerio que tampoco cumple los "compromisos del modelo de financiación autonómica", comportamiento que ha considerado que vulnera el principio de lealtad institucional. La Comunidad de Madrid reclama al Gobierno de Zapatero unos 2.000 millones de euros por dichos compromisos del modelo de financiación autonómica. González ha asegurado que la vicepresidenta, Elena Salgado, se comprometió ante Esperanza Aguirre a compensar a la Comunidad de Madrid con esa cantidad este mismo año. "Ahora dice que lo hará a lo largo de cinco años", ha subrayado González. "Es intentar meternos un agujero de 2.000 millones de euros en la financiación de los servicios en la Comunidad de Madrid". (texto da jornalista SOLEDAD ALCAIDE, do El Pais com a devida vénia)
Défice espanhol: Comunidades Autónomas em "pé de guerra" (I)
“El consejero de Economía de la Generalitat, Andreu Mas-Colell, considera que el fondo de competitividad es una cuestión "más de lealtad que de legalidad, es una cuestión política", por lo que descarta reclamarla por la vía judicial: "Ir a los tribunales me suena a distracción y además es una vía que envía el tema al futuro, porque es lenta", ha dicho en alusión a las comunidades autónomas que sí han anunciado que recurrirán al Tribunal Constitucional para reclamar al Gobierno central la parte que no ha aportado del modelo de financiación. Mas-Colell ha comparecido este mediodía para valorar el Consejo de Política Fiscal y Financiera celebrado ayer en Madrid y ha insistido en que el Gobierno catalán "se hará pesado" en su reclamación de los 1.350 millones de euros que le corresponden: "Continuaremos reclamando el fondo hasta la medianoche del 31 de diciembre de este año, no nos cansaremos". Con todo, los servicios judiciales del Gobierno catalán están estudiando la cuestión, porque, ha dicho, "lo estudian todo". Mas-Colell ha dado por sentado que la Generalitat incumplirá el objetivo de déficit del 1,3% fijado por el Gobierno central. "Ustedes mismos, hagan la suma de ingresos y gastos", ha afirmado y ha asegurado que la situación de la tesorería es "buena". "No nos está ahogando". El consejero ha confirmado que no incluirá los 1.350 millones en el presupuesto de este año que la Generalitat está elaborando, porque es una partida "que no está garantizada". Sin afirmarlo de forma explícita, Mas-Colell ha respondido a preguntas de los informadores, ahora mismo, la tesorería de la Generalitat puede aguantar el tira y afloja que mantiene que la ministra de Economía, Elena Salgado. El consejero ultima el presupuesto de este ejercicio, que supondrá una contracción del gasto del 10%. Será un presupuesto "duro, severo, difícil, pero sin autoengaños". "Si no lo hacemos, la trayectoria de deuda no será sostenible", ha dicho. El consejero no ha adelantado cuál es la cifra exacta de ingresos con la que trabaja la Generalitat para este 2011 ni las vías que está explorando para hacer caja, más allá de los bonos para particulares emitidos. En su comparecencia, Mas-Colell ha querido destacar que durante el Consejo celebrado ayer en Madrid logró arrancar al Gobierno y al resto de comunidades autónomas que la previsión de los objetivos de déficit (del 1,3% para 2012, el 1,1% para 2013 y el 1% para 2014) incluya una mención a la "corresponsabilidad" de los esfuerzos para alcanzarlos. "Las comunidades autónomas debemos hacer ajustes, pero también es responsabilidad del Gobierno central emprender reformas estructurales, cumplir con sus objetivos de financiación o no cargar con nuevas normativas que supongan gasto para las autonomías". El consejero también pidió un "apoyo explícito de los ministros a las comunidades que están haciendo los deberes" y que el Gobierno central "no participe en las campañas que culpan a las autonomías del déficit". Mas-Colell ha dado por sentado que la Generalitat incumplirá el objetivo de déficit del 1,3% fijado por el Gobierno central. "Ustedes mismos, hagan la suma de ingresos y gastos", ha afirmado y ha asegurado que la situación de la tesorería es "buena". "No nos está ahogando". El consejero ha confirmado que no incluirá los 1.350 millones en el presupuesto de este año que la Generalitat está elaborando, porque es una partida "que no está garantizada". Sin afirmarlo de forma explícita, Mas-Colell ha respondido a preguntas de los informadores, ahora mismo, la tesorería de la Generalitat puede aguantar el tira y afloja que mantiene que la ministra de Economía, Elena Salgado. El consejero ultima el presupuesto de este ejercicio, que supondrá una contracción del gasto del 10%. Será un presupuesto "duro, severo, difícil, pero sin autoengaños". "Si no lo hacemos, la trayectoria de deuda no será sostenible", ha dicho. El consejero no ha adelantado cuál es la cifra exacta de ingresos con la que trabaja la Generalitat para este 2011 ni las vías que está explorando para hacer caja, más allá de los bonos para particulares emitidos. En su comparecencia, Mas-Colell ha querido destacar que durante el Consejo celebrado ayer en Madrid logró arrancar al Gobierno y al resto de comunidades autónomas que la previsión de los objetivos de déficit (del 1,3% para 2012, el 1,1% para 2013 y el 1% para 2014) incluya una mención a la "corresponsabilidad" de los esfuerzos para alcanzarlos. "Las comunidades autónomas debemos hacer ajustes, pero también es responsabilidad del Gobierno central emprender reformas estructurales, cumplir con sus objetivos de financiación o no cargar con nuevas normativas que supongan gasto para las autonomías". El consejero también pidió un "apoyo explícito de los ministros a las comunidades que están haciendo los deberes" y que el Gobierno central "no participe en las campañas que culpan a las autonomías del déficit". Mas-Colell ha dado por sentado que la Generalitat incumplirá el objetivo de déficit del 1,3% fijado por el Gobierno central. "Ustedes mismos, hagan la suma de ingresos y gastos", ha afirmado y ha asegurado que la situación de la tesorería es "buena". "No nos está ahogando". El consejero ha confirmado que no incluirá los 1.350 millones en el presupuesto de este año que la Generalitat está elaborando, porque es una partida "que no está garantizada". Sin afirmarlo de forma explícita, Mas-Colell ha respondido a preguntas de los informadores, ahora mismo, la tesorería de la Generalitat puede aguantar el tira y afloja que mantiene que la ministra de Economía, Elena Salgado. El consejero ultima el presupuesto de este ejercicio, que supondrá una contracción del gasto del 10%. Será un presupuesto "duro, severo, difícil, pero sin autoengaños". "Si no lo hacemos, la trayectoria de deuda no será sostenible", ha dicho. El consejero no ha adelantado cuál es la cifra exacta de ingresos con la que trabaja la Generalitat para este 2011 ni las vías que está explorando para hacer caja, más allá de los bonos para particulares emitidos. En su comparecencia, Mas-Colell ha querido destacar que durante el Consejo celebrado ayer en Madrid logró arrancar al Gobierno y al resto de comunidades autónomas que la previsión de los objetivos de déficit (del 1,3% para 2012, el 1,1% para 2013 y el 1% para 2014) incluya una mención a la "corresponsabilidad" de los esfuerzos para alcanzarlos. "Las comunidades autónomas debemos hacer ajustes, pero también es responsabilidad del Gobierno central emprender reformas estructurales, cumplir con sus objetivos de financiación o no cargar con nuevas normativas que supongan gasto para las autonomías". El consejero también pidió un "apoyo explícito de los ministros a las comunidades que están haciendo los deberes" y que el Gobierno central "no participe en las campañas que culpan a las autonomías del déficit" (texto das jornalista CLARA BLANCHAR, do El Pais, com a devida vénia)BPI despede 200
Noticia o DN de Lisboa que "o Banco BPI vai reduzir o quadro de pessoal durante os próximos meses dos actuais 7.234 colaboradores para cerca de 7.000 funcionários, revelou o presidente Fernando Ulrich durante a apresentação das contas do primeiro trimestre. "Vamos adequar a dimensão do banco às actuais condições do mercado e pretendemos aproximarmo-nos dos 7.000 colaboradores ao longo dos próximos meses", anunciou o presidente do Banco BPI. O banqueiro acrescentou que vão ser encerrados (até ao final do semestre) 47 balcões do BPI e nove lojas de habitação em Portugal. Os números relativos ao número de colaboradores não incluem os funcionários que estão no banco em regime de trabalho temporário. O BPI registou um lucro de 45,3 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, uma subida de 0,3 por cento face ao mesmo período do ano passado”.
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