José Gomes Ferreira e António José Teixeira analisaram no Primeiro Jornal das declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros. Rui Machete afirmou ontem, na Índia, que um segundo resgate "é evitável" desde que as taxas de juro a 10 anos igualem ou fiquem abaixo dos 4,5%. As palavras do ministro geraram desconforto no Governo e uma onda de críticas da oposição.
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segunda-feira, novembro 11, 2013
segunda-feira, novembro 23, 2009
Comentário desesperado
Recebi por mail, hoje, este comentário, pelos vistos de um cidadão que por acaso chegou ao Ultraperiferias. Registo o seu desabafo próprio de um desespero que aos poucos se vai apoderando, perigosamente da sociedade portuguesa:
"Por simples acaso hoje encontrei o seu blog...
De toda a razão que lhe assiste, eu pergunto: O que podemos nós fazer ?
Qual a instituição, pessoa ou método para acabar com isto ?
Os magistrados estão subjugados ao poder politico, e o poder politico subjugado ao poder económico !
Cada vez há mais ricos e exponencialmente mais pobres.
A sociedade chegou a um ponto de ruptura, merçê da avidez de uns e da falta de poder de intervenção de outros !
E continuam a votar PS... e PSD...
A questão que se nos coloca actualmente não é politica, não é de esquerdas nem de direitas... É social !
É o "avacalhamento" de toda a estrutura sob a qual as sociedades ditas civilizadas têm que se reger.
Já não há regras...Já não há decência...Já nao há moral...Já não se fala em vergonha !!!
O mal tem nome e tem rosto, mas é (ou julga ser) intocável !
O que podemos nós fazer ???".
"Por simples acaso hoje encontrei o seu blog...
De toda a razão que lhe assiste, eu pergunto: O que podemos nós fazer ?
Qual a instituição, pessoa ou método para acabar com isto ?
Os magistrados estão subjugados ao poder politico, e o poder politico subjugado ao poder económico !
Cada vez há mais ricos e exponencialmente mais pobres.
A sociedade chegou a um ponto de ruptura, merçê da avidez de uns e da falta de poder de intervenção de outros !
E continuam a votar PS... e PSD...
A questão que se nos coloca actualmente não é politica, não é de esquerdas nem de direitas... É social !
É o "avacalhamento" de toda a estrutura sob a qual as sociedades ditas civilizadas têm que se reger.
Já não há regras...Já não há decência...Já nao há moral...Já não se fala em vergonha !!!
O mal tem nome e tem rosto, mas é (ou julga ser) intocável !
O que podemos nós fazer ???".
segunda-feira, julho 13, 2009
Um comentário à sondagem
A propósito do comentário ontem publicado sobre a sondagem do Correio da Manhã acerca do que pensam os portugueses relativamente às grandes obras públicas, recebi de uma pessoa que se identifica como leitor assíduo deste blog do qual realça a "qualidade e diversidade de artigos e notícias" um comentário que reproduzo na íntegra (por decisão da minha parte o seu autor será identificado apenas como DF): "Sobre o artigo das grandes obras públicas, que tanta discussão tem gerado neste momento neste País, eu tenho a opinião que é preferível, 10 ou 20 pequenas obras, que são executadas por PME da construção civil, do que projectos megalómanos que só servem para as multi-milionárias lucrarem. Mas, o que me choca ainda mais, é a IMORALIDADE, do antigo ministro Jorge Coelho, vir para a Comunicação Social afirmar que é um erro deixar de elaborar tais projectos. É preciso separar as águas. Neste momento Jorge Coelho não é Ministro, mas sim Administrador da Mota Engil, grande construtor civil, com grandes interesses económicos nestes projectos. Sei que o Jorge Coelho está a puxar a brasa a sua sardinha, mas a sua sardinha é um grande poder económico, e não o país. O país precisa de gente que se preocupe com a resolução dos problemas do próprio país e não que se preocupem com os interesses económicos". Ora aí está alguém com garra e com força na guelra.
segunda-feira, março 16, 2009
Sobre o "caso" (?) do navio para os Açores

Ainda a propósito do caso do navio para os Açores, em construção nos estaleiros de Viana, recebi de um bloguista, profundo conhecedor da temática, o seguinte comentário adicional e que ajudará a uma percepção correcta do que se está a passar:"As últimas "construções" navais em Portugal, foram levadas a cabo através dos conhecimentos e liderança do contra-almirante Rogério de Oliveira, tendo nos anos 60 projectado e calculado a construção de uma dezena de corvetas para a nossa e outras Armadas. Desde essa época (1966) até hoje nunca mais se projectou, estudou, construiu um navio em Portugal, com a consequente perda de know how. Posteriormente, foram encomendados os "Patrulhões", situação que se destinava a salvar os estaleiros de Viana do Castelo, mas que por qualquer carga de água, os mesmos não foram aceites nas provas de mar. No caso, foram descobertas limalhas de aço nas máquinas que inviabilizaram a sua aceitação definitivamente pela Marinha. Apesar do fabricante dos motores prontificar-se à sua substituição, essa operação "atira na prática" para a sucata os "Patrulhões" já construidos uma vez que as máquinas são montadas ainda com o navio em construção. Abrir um "buraco" no casco para tirar as ditas, num navio de guerra, significa a sua morte. Mais, estavam previstos mais navios, coisa que acabou por ser de apenas meia dúzia, tendo na altura vários países mostrado o seu interesse pelos mesmos. Agora todos fogem deles, tomaram outras opções. Julgo que o governo português está em campanha para vender "Patrulhões" a outras Marinhas... aos PALOP's é claro, com a qualidade de fabrico e preço ninguém lhes pega. Ao contrário do que seriam os requisitos iniciais (navios mais pequenos e leves do que as corvetas da Classe João Coutinho e Baptista de Andrade), começou-se a atribuir funções a torto e a direito que tornaram os "Patrulhões" mais pesados do que as actuais corvetas projectadas por Rogério d' Oliveira. Na altura até pretendiam construir um navio logístico com base naquele casco. Outra coisa curiosa é o facto das nossas corvetas possuírem um excelente casco (reconhecido internacionalmente), tanto que ainda estão ao serviços noutros países como Espanha que tem corvetas iguais na designada classe "Descubiertas". Aliás, Rogério d'Oliveira previu na fase de projecto das corvetas a sua posterior modernização, tendo atribuído uma folga de 90 toneladas a cada navio, para que isso fosse possível. Essas corvetas são de manutenção extremamente barata, dado que utilizam grande parte dos equipamentos de origem civil. Na altura, foram projectadas as primeiras 6 para a guerra de África e as 4 últimas para o Ultramar e NATO. Já nessa altura devido ao facto de Portugal estar atrasado na construção naval, a construção dessas corvetas foi realizada na Alemanha (Hamburgo), e Espanha (Bozon e Cartagena). Viana do Castelo apresentava os preços mais caros e mais tempo para fabrico (a verdade é que a opção de construir as corvetas lá fora teve, embora não se diga abertamente, com a má experiência das antigas fragatas da classe "Pereira da Silva" em Viana do Castelo). Como se viu agora com o ferry, 40 anos depois a história repete-se. Recuperem as corvetas que são excelentes escoltadores oceânicos (pelo menos isso Viana do Castelo pode fazer). Quanto aos "Patrulhões", são excelentes para a criação de mexilhões... A coisa é de tal maneira que nem sequer deixam fotografar esses "Patrulhões". Dado que a blogosfera é pródiga em antecipar, durante os próximos dias, vamos ver os estaleiros de Viana do Castelo a atirar as responsabilidades para terceiros, como foi o caso dos "Patrulhões", em que as culpas forma atiradas à Marinha, independentemente do "formato" encontrado quanto ao relacionamento entre ENVC e Marinha". Aqui fica a sua opinião, esperando que o caso do navio para os Açores seja em devido tempo esclarecido.
quarta-feira, outubro 29, 2008
terça-feira, setembro 30, 2008
A minha "desinformação"
Chamaram-me a atenção para o facto do bloguista Vítor Freitas do PS ter insinuado no seu blogue pessoal, mas sobretudo partidário (onde curiosamente a divulgação antecipada de propostas socialistas entregues na Mesa da Assembleia já não é "informação privilegiada" mesmo, como é o caso, que os demais partidos delas não tenham tido conhecimento), ainda a propósito da proposta socialista relacionada com as comissões parlamentares, que eu teria feito "desinformação" - imagine-se esta! - em dois comentários aqui publicados. Se por "desinformação" entende deturpação dos factos, mentira, desonestidade, devolvo essas "gentilezas" ao seu autor a dobrar. Que isto fique claro e sem equívocos. Caso contrário, porque admito que tenha sido um lapso de leitura de VF, porventura a braços com outras preocupações - mas essas não me dizem respeito pois não sou eu que faço as listas de candidatos à Assembleia da República e muito menos as aprovo - recomendo às pessoas que encontrem "desinformação" no referido comentário publicado no passado domingo, com o título "Assembleia: o desacordo nas comissões", na medida em que partindo do princípio que os que me visitam não são obrigados a perceber como é que as coisas se processam na Assembleia Legislativa nem a ler regimentos, procurei apenas explicar o modelo adoptado e o propiosto pelo PS. Não emiti juízos de valor de qualquer tipo, até porque o PSD, desde logo, recusou a proposta socialista. O que eu recomendo às pessoas - e aos poucos vou perdendo esta mania de entrar em polémicas fúteis e inúteis com outros blogues partidários porque se a questão é discutir credibilidade julgo que não vale apenas adiantar mais nada - é que voltem a ler os referidos comentários, deixando a promessa de que hoje dedicarei especial atenção a esta insinuação de "desinformação" por parte de um partido e de um bloguistas que falam mais nos Açores que na Madeira, com a desonestidade de falarem sempre como lhes convém, recorrendo a meias conversas. E pior, mentindo descaradamente quando garantem que a Madeira recebe mais dinheiro do Orçamento de Estado que os Açores, como se os madeirenses não tivessem os olhos abertos e não percebam o que se está a passar em termos financeiros. Mais uma coisa: politicamente falando o PS na Madeira não tem legitimidade para exigir seja o que for ao PSD nem, à governação por ele apoiada na região. Pode recomendar o que entender, mas exigir, nunca. Basta olhar para Maio de 2007.
sábado, setembro 27, 2008
Será preciso?
Há um determinado concelho entregue a um espertalhão - mas um dos maiores intriguistas que conheço - que consegue a particularidade de jogar em vários tabuleiros ao mesmo tempo, enganando-os a todos. Fazendo parte de uma determinada estratégia de um dos grupos existentes no PSD, daqueles que, esfomeados, se preparam paulatinamente para o assalto ao poder (mas na altura própria trataremos disso e deles, podem ter a certeza), que anda armado em esperto, muito utilizador dos telemóveis, dos SMS, das intrigas, dos telefonemas para jornalistas, das notícias "compradas" a troco de publicidade, etc. A minha dúvida é saber se será preciso falar do processo de aprovação de projectos, das demoras, das vistorias, dos processos que ora saltam para cima, ora voltam para baixo no "montinho" que aguarda despacho, dos terrenos que nem servem para o gado pastar, mas que são comprados vá lá saber-se por quê, etc. Fiquemos por aqui, tá bem? É o que se chama o deslumbramento pelo poder. Façamos o seguinte: faz de conta que estou a...perorar!
E qual o problema?
Como uns não podem, outros não querem, outros têm outras coisas mais importantes que fazer, a verdade é que alguém tinha que representar o PSD na reunião de ontem da conferência de líderes. Foi Rafaela Fernandes que nem é membro da liderança do grupo parlamentar. E qual o problema? É sobretudo jurista, porque o assunto suscitado pelo grupo parlamentar do PS - a questão das comissões - é uma questão política, é certo, mas essencialmente jurídica. Alguns na maioria não gostaram? Problema deles. Nunca podem, nunca querem, nunca estão disponíveis, mas quando alguém depois vai, ponto, está o caldo entornado porque em vez da "francisquinha" deveria ter ido o "joaozinho" e não sei que mais. Mas não misturemos. Rafaela Fernandes sabe, melhor do que ninguém, o que se passou com as candidaturas às regionais de 2007. Eu sei que o facto de Rafaela Fernandes não ser membro da direcção do grupo parlamentar do PSD, e marcar presença na reunião de líderes, coloca outros problemas, que não são de hoje, pelo contrário. Mas isso não me diz respeito...
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