Diz o Dinheiro Vivo que "o Bank of America Merrill Lynch acredita que, a partir de junho de 2014, Portugal deverá recorrer a um programa adicional que facilite o regresso ao financiamento normal em mercado. Num research a que o Dinheiro Vivo teve acesso, os técnicos entendem que "dado os riscos" que envolvem o cumprimento das metas previstas para o próximo ano, as necessidades de financiamento para 2014 e ainda o fraco investimento existente em Portugal, "parece ser claro que o país vai ter de recorrer a uma linha de crédito preventiva junto do Mecanismo de estabilidade financeiro ou um programa completo". A instituição refere que existem duas opções ao alcance do país: uma linha de crédito preventiva e uma linha de crédito de condições reforçadas, sendo que as apostas do banco se voltam para esta segunda opção por permitir um acesso aos mercados com possibilidade de assistência por parte de um fundo. Além disso, o banco refere que "não" acredita "que Portugal se qualifique para uma linha de crédito preventiva se não tiver condições satisfatórias".
E se esta ajuda acessória avançar, o banco até já tem uma previsão para o capital a envolver: "No caso de Portugal, 10% do PIB correspondem a 17 mil milhões de euros, isto é, o equivalente às necessidades de financiamento para 2014 que não estão cobertas pelo atual programa da troika". Este valor entra para o intervalo previsto pelas autoridades europeias que admitem linhas cautelares entre 2% e 10% do PIB, até porque "acima dos 10% do PIB [Portugal] teria de enfrentar a resistência de alguns governos europeus".Mas mesmo assim, o banco admite que este montante não irá ser suficiente e assume que "em 2015 serão necessárias outras fontes de financiamento" e recorda a intenção do IGCP em regressar a emissões de mais longo prazo ainda em 2014 de forma a reduzir as necessidades de financiamento.No que toca à proposta do governo para o Orçamento do Estado de 2014, o Merrill Lynch considera que existe uma probabilidade de 80% de este documento vir a ser alterado por via de mais um chumbo por parte do Tribunal Constitucional. Para além disso, assume-se que possa vir a haver um novo choque político e até um agravamento do cenário macroeconómico".
E se esta ajuda acessória avançar, o banco até já tem uma previsão para o capital a envolver: "No caso de Portugal, 10% do PIB correspondem a 17 mil milhões de euros, isto é, o equivalente às necessidades de financiamento para 2014 que não estão cobertas pelo atual programa da troika". Este valor entra para o intervalo previsto pelas autoridades europeias que admitem linhas cautelares entre 2% e 10% do PIB, até porque "acima dos 10% do PIB [Portugal] teria de enfrentar a resistência de alguns governos europeus".Mas mesmo assim, o banco admite que este montante não irá ser suficiente e assume que "em 2015 serão necessárias outras fontes de financiamento" e recorda a intenção do IGCP em regressar a emissões de mais longo prazo ainda em 2014 de forma a reduzir as necessidades de financiamento.No que toca à proposta do governo para o Orçamento do Estado de 2014, o Merrill Lynch considera que existe uma probabilidade de 80% de este documento vir a ser alterado por via de mais um chumbo por parte do Tribunal Constitucional. Para além disso, assume-se que possa vir a haver um novo choque político e até um agravamento do cenário macroeconómico".