Segundo o Correio da Manhã,
num texto do jornalista António Sérgio Azenha, a “empresa pública ficou com um
crédito de mais de 3,4 milhões de euros do Boavista ao BPN. Para recuperar o
dinheiro, perdoou 1,2 milhões de euros. O Estado assumiu uma dívida do Boavista
ao BPN de mais de 3,4 milhões de euros. A revelação consta na lista provisória
de créditos do Processo Especial de Revitalização (PER) do clube do Bessa, na
qual a Parvalorem, entidade pública que tem o crédito malparado do BPN, reclama
o pagamento de um empréstimo que terá sido concedido ao Boavista durante a presidência
de João Loureiro. Ao abrigo do PER, o Estado perdoou ao clube mais de 1,2
milhões de euros, para receber 64% da dívida. Os credores já aprovaram o PER,
sendo a Somague o maior credor. É com base nesta situação que a Parvalorem
justifica não ter votado contra o PER: "A Parvalorem apenas é detentora de
5,27% dos créditos reclamados e que a existência de um credor com mais de 50%
dos créditos reclamados que manifestou a intenção de viabilizar o PER
apresentado colocou a Parvalorem numa posição muito fragilizada", frisa a
empresa. Ao abrigo do PER, o Boavista vai pagar à Parvalorem cerca de 2,2
milhões de euros (64% do valor da dívida) no prazo de 12 meses, após a
homologação do PER. Este acordo acaba por ser melhor do que a proposta inicial,
que passava pelo "pagamento de apenas 50% do valor em dívida em 120
meses." O crédito tem como garantias lugares de estacionamento e lojas do
Estádio do Bessa, cujo valor de venda não passa 1,2 milhões de euros".