quarta-feira, julho 17, 2013

TAP gastou mais de um milhão com alojamento de gestores brasileiros

Escreve o Económico que "em 2012, a renda dos quatro gestores custou à TAP 341 mil euros. Em quatro anos superou os 1,1 milhões de euros. A TAP gastou no ano passado 340.823 euros em despesas de alojamento em Portugal de quatro dos seus seis administradores. Fernando Pinto, Michael Conolly, Manoel Torres e Luiz Mór, todos eles com dupla nacionalidade portuguesa e brasileira, receberam, de acordo com o relatório e contas da TAP SA - empresas responsável pelo transporte aéreo - cada um deles cerca de 85.205 euros (valores ilíquidos), tendo igual verba sido paga em 2011. Em 2009 e 2010, o valor contabilizado foi de 221.534 euros, livre de impostos, no conjunto dos quatro administradores, cabendo a cada um deles 55.383 euros. Os administradores dispunham então de 4.615 euros por mês para o pagamento da renda de casa. Em 2011 e 2012, a TAP alterou a forma de contabilização desta regalia, mas garante que não houve qualquer aumento no subsídio atribuído. Feitas as contas, aos valores contabilizados nos últimos quatro relatórios da companhia aérea (2009-2012), a TAP averbou nesta rubrica mais de 1,124 milhões de euros. Questionada, a companhia aérea diz que estes pagamentos são feitos de acordo com "as condições [que] são estabelecidas pelo accionista". Além disso, acrescenta, "no que refere a valores pagos a título de habitação o que se pratica com os administradores é o mesmo que se aplica aos trabalhadores da TAP deslocados do seu local de residência".O Diário Económico procurou ainda saber junto do Ministério das Finanças e da secretaria de Estado das Obras Públicas, que partilham a tutela da TAP, porque razão os quatro administradores, que residem em Portugal desde 2000 e têm todos dupla nacionalidade, mantêm esta regalia, mas até à hora de fecho desta edição nenhum dos gabinetes respondeu. Em termos salariais, e de acordo com o relatório e contas de 2012, a que o Diário Económico teve acesso, Fernando Pinto recebeu no ano passado 307.800 euros, valor a que foram descontados os cortes salariais de 10% impostos em 2011 e 2012 aos salários superiores a 1.500 euros líquidos. Ficaram ainda retidos os subsídios de férias e Natal no valor de 60.000 euros. Já os restantes administradores receberam um total de 205.200 euros, depois de feitos os referidos descontos, de uma remuneração anual prevista de 290.504 euros. Globalmente, os gastos com pessoal desceram cerca de nove milhões de euros, uma redução motivada pelos cortes salariais impostos a todo o sector empresarial do Estado. A TAP SA, que congrega a actividade de transporte aéreo e de manutenção e engenharia em Portugal, encerrou o ano passado com lucros de 21,3 milhões de euros, valor que compara com um resultado líquido de 3,1 milhões registado em 2011"