quarta-feira, julho 17, 2013

Faro e Castelo Branco são os distritos onde se vendem menos genéricos

Li no Público, num texto da jornalista Romana Borja-Santyos que "Faro e Castelo Branco são os distritos do país onde a quota de fármacos de “marca branca” é mais baixa (35,9%), segundo dados da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) a que o PÚBLICO teve acesso e que indicam que a média nacional de todo o Serviço Nacional de Saúde, entre Janeiro e Abril deste ano, ficou nos 38,6%. Apesar da generalização da prescrição electrónica de medicamentos, da obrigatoriedade de o médico receitar por substância activa e não pela marca e de a farmácia ter de disponibilizar os medicamentos mais baratos, continuam a existir assimetrias a nível nacional no que diz respeito à venda de genéricos. No topo da lista das zonas onde se vendem percentualmente mais genéricos surgem, sobretudo, os distritos do Interior Sul e do Norte, com Setúbal a liderar a lista com 40,7%, seguido de Évora (40,3%), Beja (40,2%) e Portalegre (40%). O Infarmed fornece também os dados por farmácia, sendo que é na farmácia do Centro Hospitalar de Coimbra que se encontra a maior quota de genéricos (76,3%), seguindo-se o Hospital de Faro, a Farmácia Moderna, em Évora, a Farmácia Leonardo (Porto) e a Farmácia da Praça (Braga).Em todo o país, há quase 1400 farmácias — cerca de metade das existentes — abaixo da média nacional. A farmácia que dispensa menos genéricos é a Exposul, em Lisboa, com uma quota de apenas 21,3%, seguindo-se a Farmácia do Bairro Azul, também em Lisboa, a Farmácia do Aviz, no Porto, a Farmácia Confiança, em Viseu, e a Farmácia Crespo, em Castelo Branco. É de destacar que muitas farmácias sociais, ligadas às misericórdias, assim como algumas farmácias hospitalares, estão ainda abaixo do potencial previsto pela tutela.O memorando de entendimento com a denominada troika (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu) prevê que, em 2014, Portugal consiga que o volume de genéricos no Serviço Nacional de Saúde (SNS) represente 60% do total. Uma meta que o Ministério da Saúde quer manter e que acredita ser possível perante os dados reportados pelas farmácias e o potencial que não está ainda a ser rentabilizado. Aliás, a política do medicamento tem sido uma das reformas estruturais de Paulo Macedo, que conseguiu que nos primeiros cinco meses deste ano o Estado gastasse menos 41 milhões de euros em comparticipações, comparando com igual período do ano passado. Já os utentes pouparam quase 39 milhões até Abril. A última monitorização de mercado do Infarmed indica que a quota de mercado dos genéricos nas farmácias está nos 27,5%, um valor que cresce para os 38,6% no SNS. O Ministério da Saúde tem também conseguido reduzir o preço dos medicamentos e, consequentemente, a despesa tanto para o Estado como para os cidadãos. A última análise anual do mercado do medicamento relativa à evolução do preço médio dos fármacos (genéricos e de marca) mostra que, em 2007, este valor era de 13 euros, e que caiu em 2012 para os dez euros. A descida mais acentuada foi nos medicamentos genéricos, onde se verifica que, dos 19,89 euros registados em 2007, o preço médio caiu até 7,10 euros em 2012 — uma redução na ordem dos 65%. Perante as dificuldades que alguns laboratórios dizem sentir perante a redução de preços, Paulo Macedo já se comprometeu a travar a descida, ao mesmo tempo que admitiu vir a compensar financeiramente as farmácias que aumentem a venda de genéricos, o que passa por subir as margens de lucro".