Li no Publico que Schäuble considera que uma "certa
flexibilização" fomentaria a criação de emprego. O ministro das Finanças
alemão, Wolfgang Schäuble, defendeu nesta quinta-feira a flexibilização dos
mercados laborais dos países em crise para combater o elevado desemprego entre
os jovens. Numa mensagem vídeo com formato de entrevista, o titular das
Finanças valorizou a dificuldade para despedir os trabalhadores com experiência
nalguns países do Sul da zona euro, mas argumentou que isso dificulta a
contratação de jovens. "Quando a protecção contra os despedimentos é alta,
os mais velhos não podem ser despedidos e isso está bem, mas então os jovens
não têm acesso [ao mercado laboral]", afirmou Schäuble num vídeo exibido
na página Web do Ministério das Finanças alemão. Schäuble, que evitou citar
nomes de países, considera que os mercados laborais de alguns dos países da
zona euro têm um "regulamento rígido" e que uma "certa
flexibilização" fomentaria a criação de emprego. Neste sentido, Schäuble
sublinhou que as condições impostas aos países que receberam resgates e ajudas
financeiras incluem reformas do mercado laboral deste tipo. O ministro adiantou
que a introdução de empregos temporários e de "minijobs" - empregos
com um horário laboral até 40 horas por semana por um máximo de 450 euros e sem
contribuições - teve "muito sucesso" na Alemanha na luta contra o
desemprego. A diferente regulamentação do mercado laboral na zona euro explica
as actuais diferenças de conjuntura entre a Alemanha e alguns parceiros da zona
euro, adiantou Schäuble. Schäuble resumiu ainda as iniciativas europeias e da
Alemanha para ajudar os países em crise, das quais destacou o fundo comunitário
contra o desemprego dotado de 6000 milhões de euros e as linhas de
financiamento bilaterais acordadas com países como Espanha para apoiar as PME.