"A
Comissão Executiva do CDS reuniu-se para analisar a situação política, e ouviu
do Presidente do Partido as razões de consciência e a fundamentação política
que o levaram, na sequência da remodelação do Governo, a apresentar a sua
demissão de Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros. Tendo em atenção a
decisão tomada e a sua natureza irrevogável;
Considerando
a prioridade que o CDS sempre atribuiu ao cumprimento das obrigações externas
de Portugal, condição essencial para recuperar a liberdade e a soberania do
Estado Português;
Tendo
consciência da grave situação económica e social que o País e os portugueses
atravessam;
Assinalando
o papel decisivo que o CDS tem tido na criação de condições para assegurar a
governabilidade de Portugal, nalgumas circunstâncias em prejuízo das suas
próprias convicções;
Registando
a disponibilidade do Primeiro-Ministro e líder do PSD, apresentada ontem, para
garantir todas as condições de estabilidade governativa, no sentido de
assegurar um novo ciclo económico e social;
A
Comissão Executiva do CDS chegou às seguintes conclusões:
Primeiro:
Mandatar o Presidente do Partido no sentido de, com a máxima brevidade, reunir
com o líder do PSD para, em conjunto, definirem as circunstâncias que garantam
uma solução viável para a governação de Portugal.
Segundo:
Considerar que é essencial, no âmbito desse esforço, garantir a utilidade
efectiva do contributo do CDS no quadro da definição das políticas da maioria.
Terceiro:
Não obstante a ministra Assunção Cristas e o ministro Pedro Mota Soares terem
colocado os seus cargos à disposição do Partido, foi considerado importante que
permaneçam no exercício das suas funções, tendo em vista não dificultar a
superação da presente crise.
Quarto:
Por fim, a Comissão Executiva quer dar uma palavra de confiança aos militantes
do CDS, cujos representantes se reúnem este fim de semana na Póvoa de Varzim no
seu 25º Congresso"