terça-feira, fevereiro 05, 2013

Portugal: risco de incumprimento regressa a 30%!

Segundo o jornalista do Expresso, Jorge Nascimento Rodrigues, "a probabilidade de incumprimento da dívida portuguesa voltou ao patamar dos 30%. Abriu o ano em 29,3% e no dia do designado regresso aos mercados fechou em 28,50%. Crise política em Epanha pode dificultar pleno regresso aos mercados. A probabilidade de incumprimento da dívida portuguesa num horizonte de cinco anos fechou hoje em 30,24%, segundo dados da CMA DataVision. Chegou a subir durante o dia a 30,37%. É um valor superior ao fecho de sexta-feira passada quando atingiu 29,36%, bem como superior aos 28,5% no dia designado por regresso aos mercados (dia 23 de janeiro com a emissão sindicada de reabertura de uma obrigação do Tesouro a cinco anos). Depois de um fecho do ano de 2012 com um risco de incumprimento de 32,57%, este indicador desceu para valores abaixo de 30% até hoje. O custo dos credit default swaps (derivados financeiros que funcionam como seguros contra o risco de incumprimento) subiu hoje para mais de 410 pontos base, contra 395,62 pontos na sexta-feira passada e 380 pontos no dia de regresso aos mercados. O custo dos cds para a dívida portuguesa abriu em 390,34 pontos base no início deste ano. O movimento de subida foi hoje também observado com os riscos de incumprimento de Espanha, Itália e Chipre, outros três países membros da zona euro. O mesmo movimento foi observado hoje na trajetória de subida das yields das obrigações espanholas e italianas no mercado secundário. Os analistas financeiros falam da influência negativa do caso Bárcenas em Espanha e do desenrolar da campanha eleitoral para as legislativas em Itália no dia 24 de fevereiro, a que se soma o escândalo do banco Monte dei Paschi. O risco da dívida espanhola subiu de 21,4% na sexta-feira para 22,52% no fecho de hoje; no caso do risco da dívida italiana a subida foi de 20% para 21,29%, naquele período. No caso de Chipre, houve um disparo do risco de 51,37% na sexta-feira para 61,28% no fecho de hoje. O risco subiu muito ligeiramente no caso da Irlanda, cuja probabilidade de incumprimento é hoje muito inferior à dos restantes países "periféricos", tendo hoje fechado em 16,4%. Portugal mantém a 9ª posição no "clube" dos 10 países com mais alta probabilidade de bancarrota num horizonte de cinco anos. Chegou a subir, durante o dia, para o 8º lugar, ultrapassando o Iraque. Portugal atingiu um pico de risco de bancarrota a 30 de janeiro de 2012 com uma probabilidade de 73,32%. Na altura, estava em 2º lugar no referido "clube". A liderar o "clube" mantém-se a Grécia e em terceiro lugar situa-se Chipre, que, com um pedido de resgate junto de Bruxelas, continua a ver adiada uma decisão por parte dos parceiros europeus. O adiamento da decisão poderá estender-se até depois das eleições presidenciais na ilha no próximo dia 17 de fevereiro"