O número total de edifícios licenciados em construções novas, no 4º trimestre de 2008, apresentou uma variação anual negativa de 13,7%. Por NUTS II, todas as regiões apresentam uma variação anual negativa no número de edifícios licenciados, com destaque para as regiões da Madeira (-19,3%) e de Lisboa (-18,3%). A variação anual do número de fogos licenciados em construções novas para habitação familiar acentuou a tendência descendente face ao trimestre anterior, com um decréscimo de 6,6%. Ao nível das NUTS II, todas as regiões apresentaram uma variação anual negativa, com destaque para as regiões do Algarve (-38,4%), de Lisboa (-31,1%) e do Centro (-29,2%).No 4º trimestre de 2008, a região do Norte em conjunto com a região do Centro foram responsáveis por 64,0% dos edifícios licenciados. Em termos do número total de fogos, estas duas regiões foram responsáveis por 53,7% do total de fogos licenciados no país. Na região de Lisboa, 12,8% do número total de edifícios licenciados no país correspondem a 18,3% do número total de fogos licenciados, observando-se um decréscimo de 0,2 p.p. face ao trimestre anterior. O número médio de fogos por edifício, em construções novas para habitação familiar, foi de 4,4 na região da Madeira e de 3,1 na região do Algarve, enquanto que a média do país se situa abaixo dos 2 fogos (1,9). É possível concluir que as regiões da Madeira, do Algarve, de Lisboa e dos Açores apresentam uma preponderância de fogos licenciados em edifícios de apartamentos, face a moradias.
Com efeito, nestas quatro regiões, respectivamente 77,0%, 72,3%, 62,1% e 51,9% do total de fogos licenciados em construções novas para habitação referem-se a edifícios de apartamentos. Nas restantes regiões, os fogos licenciados em construções novas para habitação familiar no 4º trimestre de 2008, correspondiam essencialmente a moradias, com destaque para a região do Centro (61,5%). Em termos nacionais existe um grande equilíbrio entre os dois tipos de edifícios, com 50,0% dos fogos licenciados a pertencerem a edifícios de apartamentos e 50,0% a moradias.
Obras concluídas – 4º trimestre de 2008No 4º trimestre de 2008, o número total de edifícios concluídos no país apresentou uma variação anual de -11,9%, acentuando a tendência decrescente deste indicador. Por NUTS II, apenas a região dos Açores apresentou uma variação positiva de 1,0%. Todas as outras registaram variações negativas, com destaque para a região de Lisboa (-18,2%) e da Madeira (-17,0%). Em relação aos edifícios concluídos em construções novas para habitação familiar, apenas a região dos Açores apresentou uma variação anual positiva (+10,2%), com todas as restantes regiões a apresentarem variações negativas, destacando-se as regiões do Alentejo (-19,9%), do Algarve e de Lisboa (ambas com -17,8%). A variação anual dos fogos concluídos em construções novas para habitação familiar registou um decréscimo de 18,0% face a 2007, o que corresponde a menos cerca de 11 000 fogos concluídos.
Por NUTS II, a região dos Açores aparece em contra ciclo com as restantes regiões, apresentando um crescimento anual de 14,7%. As restantes regiões apresentam uma variação anual negativa, com especial incidência na região da Madeira (-58,1%). No período em análise, verifica-se que cada edifício concluído em Portugal, em construções novas para habitação familiar, apresenta em média 2,1 fogos Este indicador regista valores superiores à média nacional nas regiões do Algarve (3,7), de Lisboa (3,6) e dos Açores (2,6). Por oposição, as regiões do Alentejo (1,5), do Norte (1,7) e da Madeira (1,7) apresentam os valores mais baixos de fogos por edifício. Do total de edifícios concluídos no 4º trimestre de 2008, cerca de 65,4% ocorreram nas regiões do Norte e do Centro, a que correspondem 56,0% do total de fogos concluídos no país. Nas regiões do Algarve, da Madeira e de Lisboa, é de realçar a importância das construções que se destinam à habitação familiar, com pesos de, respectivamente, 91,9%, 91,6% e 86,6%, enquanto que o peso destas construções no total do país se situa nos 81,7%.
No 4º trimestre de 2008, a nível nacional, 57,0% do total de fogos concluídos em construções novas para habitação familiar estavam inseridos em edifícios de apartamentos, correspondendo a um decréscimo de 1,7 p.p. face ao trimestre anterior.
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