De acordo com os resultados provisórios das Contas Regionais de 2018, estima-se que todas as regiões tenham registado crescimentos do PIB em termos reais, embora com intensidades diferenciadas, sendo a região Norte (2,9%) e a Área Metropolitana de Lisboa (2,6%) as únicas com crescimento superior à média nacional (2,4%). No Algarve o crescimento foi idêntico ao do país, enquanto no Centro (2,2%) e na Região Autónoma dos Açores (2,0%) o PIB registou crescimentos mais moderados. O Alentejo e a Região Autónoma da Madeira apresentaram as variações do PIB mais baixas (1,0% e 0,6%, respetivamente). Os resultados finais de 2017 revelaram que as assimetrias do PIB per capita entre as vinte e cinco regiões atingem a sua expressão máxima na comparação do Alentejo Litoral (138,9) com a do Tâmega e Sousa (60,8). Note-se que, face a 2016, verificou-se um aumento da disparidade regional neste indicador, passando a diferença entre essas duas regiões de 72,1 p.p. para 78,1 p.p., sobretudo devido ao crescimento do PIB per capita do Alentejo Litoral. Ainda assim, no contexto da União europeia, considerando a informação referente a 2017 por regiões NUTS II, Portugal destacava-se por ser um dos países com assimetrias regionais mais baixas em termos do PIB per capita (INE)
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domingo, dezembro 15, 2019
segunda-feira, agosto 05, 2019
segunda-feira, março 31, 2014
Procedimento dos Défices Excessivos (1ª Notificação de 2014) - 2014
Nos termos dos Regulamentos da União Europeia, o INE envia hoje para o Eurostat a primeira notificação de 2014 relativa ao Procedimento dos Défices Excessivos (PDE). O quadro 1 da notificação, em baixo apresentado, sintetiza os principais resultados para o período de 2010 a 2014. (faça aqui o download do documento em pdf e aqui e aqui do documento em excel)
Capacidade de financiamento da Economia portuguesa fixou-se em 2,0% do PIB em 2013 (4.º Trimestre de 2013)
Em 2013, o Rendimento Nacional Bruto e o PIB nominal cresceram 1,0% e 0,3%, respetivamente. O Rendimento Disponível Bruto da Nação registou um aumento de 1,3% o que, conjugado com a ligeira redução do consumo final (-0,1%), permitiu um aumento de 9,3% da Poupança corrente. Em consequência deste aumento e da redução da Formação Bruta de Capital (-7,7%), registou-se uma capacidade de financiamento da economia portuguesa de 2,0% do PIB (necessidade de financiamento de 0,1% do PIB em 2012). Apesar da redução observada no 4º trimestre, no conjunto do ano de 2013 a taxa de poupança das Famílias aumentou 0,6 pontos percentuais relativamente a 2012, fixando-se em 12,6%. A capacidade de financiamento das Famílias atingiu 6,8% do PIB em 2013 (6,4% em 2012). Os saldos das Sociedades Não Financeiras e das Sociedades Financeiras fixaram-se respetivamente em -2,1% e 2,3% do PIB em 2013 (-3.9% e +3,9% em 2012, pela mesma ordem). A necessidade de financiamento das Administrações Públicas diminuiu em 2013, passando de 6,5% em 2012 para 5,0% do PIB. Para esta evolução contribuiu principalmente o aumento de 27,8% da receita dos impostos sobre o rendimento. (faça aqui o download do documento em pdf e aqui, aqui e aqui dos documentos em excel)
sexta-feira, fevereiro 14, 2014
2013 foi o melhor ano do turismo em Portugal
O ano passado foi o melhor ano de sempre para o turismo em Portugal, com mais hóspedes e dormidas. Mas as receitas ficaram abaixo de 2008, sinal que os preços baixos ajudaram aquele que é o maior setor exportador do país.
Valor médio de avaliação bancária manteve-se em redução (Dezembro de 2013)
O valor médio de avaliação bancária do total do País foi 1014 euros/m2 em dezembro de 2013, correspondendo a uma diminuição de 0,4% comparativamente com o valor observado no mês anterior e a uma variação homóloga de -0,5% (variações de -0,1% e de -0,3% em novembro, pela mesma ordem). Na Área Metropolitana de Lisboa, o valor médio de avaliação diminuiu 1,0%, face a novembro, para 1219 euros/m2, enquanto na Área Metropolitana do Porto este valor aumentou 0,9% situando-se em 935 euros/m2. No ano 2013 o valor médio de avaliação fixou-se em 1006 euros/m2, o que se traduziu numa diminuição de 2,8% relativamente ao ano anterior. (Leia aqui o documento do INE em pdf e aqui o excel de apoio)
Revisão em baixa do investimento empresarial em 2013. Expetativas de aumento moderado do investimento em 2014
De acordo com as intenções manifestadas pelas empresas no Inquérito de Conjuntura ao Investimento de outubro de 2013 (com período de inquirição entre 1 de outubro de 2013 e 23 de janeiro de 2014), o investimento empresarial deverá apresentar uma taxa de variação nominal de 1,1% em 2014. Os resultados deste inquérito apontam ainda para uma redução de 8,3% do investimento em 2013, representando uma revisão em baixa face às perspetivas indicadas no inquérito anterior (variação de -2,1%). Entre os objetivos do investimento, a extensão da capacidade de produção terá diminuído a sua importância relativa de 2013 para 2014, embora permanecendo como o objetivo mais referido. Adicionalmente, perspetiva-se um aumento do peso relativo dos investimentos orientados para substituição, racionalização e restruturação e outros fins, mais expressivo no último caso. O principal fator limitativo do investimento empresarial identificado pelas empresas nos dois anos analisados foi a deterioração das perspetivas de venda, seguindo-se a incerteza sobre a rentabilidade dos investimentos. No primeiro caso, registou-se uma redução do peso relativo entre 2013 e 2014, tendo aumentado a percentagem de empresas no segundo caso. (Leia aqui o documento do INE em pdf e aqui o excel de apoio)
A taxa de desemprego estimada para o 4º trimestre de 2013 foi de 15,3%
A taxa de desemprego estimada para o 4º trimestre de 2013 foi de 15,3%. Este valor é inferior em 1,6 pontos percentuais ao estimado para o trimestre homólogo de 2012 e em 0,3 pontos percentuais ao estimado para o trimestre anterior. A população desempregada foi de 826,7 mil pessoas, o que representa uma diminuição homóloga de 10,5% e uma diminuição trimestral de 1,4% (menos 96,5 mil e menos 11,9 mil pessoas, respetivamente). A população empregada foi de 4 561,5 mil pessoas, o que corresponde a um aumento homólogo de 0,7% e a um aumento trimestral de 0,2% (mais 29,7 mil e mais 7,9 mil pessoas, respetivamente). Em termos de média anual, a taxa de desemprego fixou-se em 16,3% em 2013, o que representa um aumento de 0,6 pontos percentuais em relação a 2012. A população desempregada foi de 875,9 mil pessoas, tendo aumentado 1,8% em relação ao ano anterior (mais 15,8 mil pessoas). A população empregada registou um decréscimo médio anual de 2,6% (menos 121,2 mil pessoas). (Leia aqui o documento do INE em pdf e aqui o excel de apoio)
Índice de Produção na Construção diminuiu 14,4% em termos homólogos - Dezembro de 2013
O índice de produção na construção registou uma variação homóloga de -14,4% em dezembro de 2013 (variação de -15,0% no mês anterior). No conjunto do ano 2013 a variação média anual situou-se em -16,3%, idêntica à registada em 2012. Os índices de emprego e de remunerações decresceram 11,5% e 14,2% (variações de -12,7% e de -14,1%, em novembro), respetivamente. (Leia aqui o documento do INE em pdf e aqui o excel de apoio)
O Índice de Custo do Trabalho diminuiu 0,4% face ao trimestre homólogo de 2012 (4.º Trimestre de 2013)
O Índice de Custo do Trabalho corrigido dos dias úteis registou um decréscimo homólogo de 0,4%, no 4º trimestre de 2013. No trimestre anterior tinha-se observado um acréscimo de 0,3%. As duas principais componentes dos custos do trabalho (custos salariais e outros custos, por hora efetivamente trabalhada) registaram comportamentos diferentes. Os custos salariais aumentaram 0,5%, em relação ao mesmo período do ano anterior, e os outros custos diminuíram 3,3%. (Leia aqui o documento do INE em pdf e aqui o excel de apoio)
sexta-feira, dezembro 20, 2013
INE: Contas Regionais de 2011 e 2012
Em 2012, o PIB nacional em termos reais registou uma
variação de -3,2%. Por regiões NUTS II, os resultados preliminares revelaram
que o PIB decresceu mais acentuadamente que a média nacional na Região Autónoma
da Madeira (-7,1%), no Centro (-4,0%), no Algarve (-3,5%) e no Alentejo
(-3,4%). A região Norte destacou-se por apresentar a evolução menos negativa
(-2,6%). Em 2011, a Formação Bruta de Capital Fixo do país
diminuiu 9,0%, principalmente devido aos contributos das regiões de Lisboa
(-3,2 p.p.), do Norte (-3,0 p.p.) e do Centro (-2,8 p.p.), tendo a região do
Alentejo contribuído positivamente (0,6 p.p.). O Rendimento Primário (RP) e o
Rendimento Disponível (RD) das famílias decresceram respetivamente 0,7% e 1,4%,
em termos nominais em 2011, com a maioria das regiões a contribuir
negativamente, excetuando a região de Lisboa que apresentou acréscimos de 0,5%
no RP e de 0,1% no RD.
Repartição e evolução do PIB Regional: Resultados provisórios de 2011
Em 2011 registou-se um decréscimo do PIB nacional de 1,0% em termos
nominais e de 1,3% em termos reais. Em termos nominais, o PIB apresentou variações negativas em todas as
regiões, sendo as mais acentuadas e superiores à média nacional as do Algarve
(-2,1%) e do Alentejo (-1,7%). A região do Norte (-0,3%) e a Região Autónoma
dos Açores (-0,8%) apresentaram os decréscimos nominais menos expressivos.
Em volume, o PIB regional decresceu em 2011 em todas as regiões, em
especial no Algarve (-3,2%) e na Região Autónoma da Madeira (-2,2%). No
Alentejo (-1,5%), no Centro (-1,4%) e em Lisboa (-1,3%) o PIB registou
decréscimos mais moderados, próximos do observado para o conjunto do país. A
Região Autónoma dos Açores e o Norte destacaram-se por terem apresentado
decréscimos menos expressivos que a média nacional (variações de -0,6% e -0,7%,
respetivamente). A significativa redução do VAB da Construção no Algarve (-11,9%) foi
determinante para a variação negativa ocorrida no PIB desta região. Note-se que
o VAB das Atividades de Comércio por grosso e a retalho; reparação de veículos
automóveis e motociclos; transportes e armazenagem; atividades de alojamento e
restauração e das Atividades financeiras e de seguros na Região Autónoma da
Madeira foi negativamente influenciado pelo comportamento das empresas
localizadas no Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM), sendo ainda
de destacar o decréscimo do VAB do ramo da Construção, que registou uma
variação de -8,2% nesta região. O aumento do VAB do ramo Indústria e energia foi determinante nas
regiões onde estas atividades têm um peso relativo significativo, em particular
o Norte (com uma variação de 3,1%), devido ao crescimento ocorrido na Indústria
de fabricação de têxteis, indústria do vestuário e do couro e dos produtos do
couro. A exceção foi a região do Alentejo, onde o ramo Indústria e energia tem
alguma expressão, mas registou uma ligeira diminuição do VAB (-0,9%),
especificamente na NUTS III Alentejo Litoral devido à diminuição do VAB do ramo
Indústria de fabricação de coque e de produtos petrolíferos refinados.
Resultados preliminares de 2012
Em 2012 o PIB nacional registou um decréscimo nominal de 3,5% e de 3,2%
em termos reais. Estima-se que o PIB em termos nominais tenha decrescido mais
que a média nacional na Região Autónoma da Madeira (-6,4%), no Centro (-4,1%) e
na Região Autónoma dos Açores (-3,9%). A região Norte destaca-se por apresentar
a evolução menos negativa (-2,6%), observando-se nas restantes regiões
decréscimos próximos do conjunto do país, nomeadamente no caso do Algarve, que
tinha apresentado nos dois anos anteriores as variações mais baixas de entre
todas as regiões. Em termos reais, a Região Autónoma da Madeira apresenta-se
como a que registou o maior decréscimo em volume (-7,1%). Este resultado, tal
como já tinha ocorrido no ano anterior mas de forma menos acentuada, está
fortemente influenciado pela saída de diversas empresas de dimensão relevante
que anteriormente operavam a partir do CINM, levando a que o VAB das atividades
aí desenvolvidas tivesse sofrido uma assinalável redução.
Evolução do VAB Regional, produtividade do trabalho e custos do trabalho
por unidade produzida
Em 2011, a produtividade do trabalho, avaliada pelo quociente entre o
VAB em termos reais e o emprego medido em Indivíduos Totais, aumentou em todas
as regiões NUTS II, com exceção do Algarve, devido a um decréscimo no
crescimento real do VAB inferior à diminuição do emprego. Pelo contrário, na
região do Algarve, registou-se uma diminuição mais expressiva do VAB em termos
reais (-2,5%) que a do emprego (-1,9%).
Os custos do trabalho por unidade produzida (CTUP) reduziram-se 1,5% em
2011, registando-se um crescimento de 1,0% da produtividade, enquanto a
remuneração média anual diminuiu 0,6% em grande medida determinada pela redução
das remunerações pagas pelas Administrações Públicas. Por regiões,
observaram-se reduções dos CTUP em todas as NUTS II, com exceção da região do
Algarve, onde os CTUP cresceram 0,2%, devido ao decréscimo de 0,6% na
produtividade. Destaca-se, ainda, a região do Alentejo, por ter apresentado uma
redução pouco expressiva dos CTUP (-0,9%) devido ao aumento de 0,5% da produtividade,
tendo a remuneração média anual diminuído 0,4%. Para este resultado contribuiu
de forma decisiva o decréscimo, em termos reais, do VAB do ramo da Indústria de
fabricação de coque e de produtos petrolíferos refinados, que se refletiu numa
diminuição da produtividade, enquanto a remuneração média anual paga neste ramo
de atividade aumentou ligeiramente.
Coesão Regional
A coesão regional é normalmente analisada através das assimetrias do PIB
per capita e da produtividade1, quer no
contexto do país, quer em comparação com a União Europeia (UE). O
indicador PIB per capita relaciona o PIB gerado num dado país ou região com a
população residente. A figura apresenta os índices de disparidade regional do
PIB per capita das NUTS II e NUTS III, em relação à média nacional (Portugal =
100). Note-se que algumas regiões NUTS III são coincidentes com as NUTS II,
especificamente o Algarve e as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.
Considerando as regiões NUTS II, Lisboa, Região Autónoma da Madeira e
Algarve, continuaram em 2011 a ultrapassar a média nacional, com índices,
respetivamente, de 139,5, 129,3 e 102,1, enquanto as restantes NUTS II
apresentam índices inferiores à média nacional, em especial o Norte com um
índice cerca de 19% abaixo da média do país. As assimetrias do PIB per capita
entre as trinta regiões NUTS III são muito significativas e atingiram a sua
expressão máxima na comparação entre as regiões da Grande Lisboa (165,7) e da
Serra da Estrela (51,3). Nas NUTS III que constituem o Alentejo a maior
disparidade registou-se entre o Alentejo Litoral (139,9) e o Alto Alentejo
(79,4), nas da região Centro, entre o Baixo Mondego (100,9) e a Serra da
Estrela (51,3) e entre o Grande Porto (101,8) e o Tâmega (55,4) na região
Norte.
A produtividade aparente do trabalho, determinada pela relação entre o
PIB e o emprego que lhe está subjacente, é visível quando se analisa a figura
2, que apresenta os índices de disparidade regional deste indicador. Da análise
comparativa com a disparidade regional do PIB per capita, verificou-se que em
relação à produtividade as regiões do Norte e do Centro continuam a não superar
a média nacional. Note-se no entanto, que o Alentejo em termos de produtividade
supera a média nacional (109,8 face a 91,6 do índice do PIB per capita), facto
relacionado com a localização, na zona de Sines, de atividades económicas com
elevado rácio capital/trabalho.O máximo e o mínimo observado em relação à média nacional registaram-se,
respetivamente, nas regiões do Alentejo Litoral e na Cova da Beira. As principais assimetrias deste indicador relativamente à média nacional
verificaram-se nas NUTS III da região do Alentejo, entre o Alentejo Litoral
(159,7) e o Alto Alentejo (95,1), na região Norte, entre o Grande Porto (107,3)
e o Tâmega (65,0) e na região Centro, entre o Baixo Mondego (95,4) e a Cova da
Beira (58,4). Pode-se concluir que a coesão regional é ligeiramente superior
quando se considera a produtividade, com um diferencial entre o índice máximo e
mínimo de 101,3 (face a 114,4 do PIB per capita), sendo igualmente a Mediana da
produtividade superior, fixando-se em 81,5 comparativamente com 79,0 no caso do
PIB per capita.
O grau de coesão regional pode ainda ser avaliado pelo desvio absoluto
médio ponderado do PIB per capita e da produtividade, este segundo indicador
apenas disponível até 2011. A figura 3 apresenta a evolução destes dois
indicadores, verificando-se que, em 2011, num contexto de redução da atividade
económica, ambos os indicadores apresentaram ligeiros decréscimos, embora mais
acentuado no caso do PIB per capita. Em 2012, estima-se que não tenha havido
redução da dispersão deste último indicador.
PIB Regional expresso em Paridades de poder de Compra (PPC)
O PIB per capita em Portugal, expresso em PPC, passou de 77,0% da média
da União Europeia (UE28) em 2011 para 76,0% em 2012, refletindo o
empobrecimento relativo do nosso país no âmbito da UE28. Em termos regionais,
estimam-se decréscimos no PIB per capita em PPC em todas as regiões NUTS II em
2012 face ao ano anterior, salientando-se o índice da Região Autónoma da
Madeira que passa de 99,5% em 2011 para 95,2% em 2012.
A apreciação destas assimetrias deve ter em conta que a conversão de
euros para Paridades do Poder de Compra (PPC), aplicável no quadro da
regulamentação da União Europeia, é feita uniformemente para todas as regiões
de cada Estado Membro, não sendo contempladas as diferenças intranacionais de
preços relativos ao nível de NUTS II ou NUTS III.
Formação Bruta de Capital Fixo de 2011
A Formação Bruta de Capital Fixo do país registou em 2011 uma diminuição
de 9,0% face a 2010, atingindo 30 779 milhões de euros. As regiões que
contribuíram para esse decréscimo foram Lisboa (-3,2 p.p.), o Norte (-3,0
p.p.), o Centro (-2,8 p.p.), a Região Autónoma dos Açores (-0,5 p.p.) e o
Algarve (-0,1 p.p.). As exceções foram o Alentejo que registou um contributo
positivo (0,6 p.p.) e a Região Autónoma da Madeira cujo investimento
praticamente estagnou. Para a variação positiva ocorrida no Alentejo foi fator
determinante o acréscimo do investimento realizado nas Indústrias
transformadoras. A significativa redução da FBCF na Região Autónoma dos Açores
(-20,7%) foi determinada, sobretudo, pelo comportamento do investimento do ramo
do Comércio por grosso e a retalho; reparação de veículos automóveis e
motociclos; transportes e armazenagem; atividades de alojamento e restauração e
no ramo dos Serviços não mercantis, associado ao Setor Institucional das
Administrações Públicas. Em 2011, a região de Lisboa apresentou um investimento de 10 197 milhões
de euros que correspondia a 33,1% do total do investimento nacional, seguida do
Norte (8 790; 28,6% do total) e Centro (5 508; 17,9%). As restantes quatro
regiões foram responsáveis apenas por cerca de um quinto do investimento total,
sendo a Região Autónoma dos Açores a que evidenciou menor contributo (2,2%).
Contas das Famílias de 2011
Em 2011, o Rendimento Primário (RP) e o Rendimento Disponível (RD)
decresceram 0,7% e 1,4%, em termos nominais, apresentando, a nível regional,
comportamentos diferenciados (quadro 4). De destacar a região de Lisboa que,
contrariando a evolução do país, apresentou acréscimos de 0,5% no RP e de 0,1%
no RD. O aumento do RP na região de Lisboa foi determinado, em grande medida, pelo
comportamento dos rendimentos de propriedade recebidos pelas famílias, que
registaram um crescimento de 24,3% em 2011. A região do Algarve, pelo contrário, registou os maiores decréscimos no RP (-2,4%) e no RD
(-2,8%). A distribuição secundária do rendimento, em grande medida associada às
transferências sociais provenientes das administrações públicas, beneficiou em
termos relativos as famílias de todas as regiões, com exceção das de Lisboa e
do Algarve. Com efeito, excetuando estas duas regiões, todas as famílias viram
o RD per capita superar o rendimento gerado pela sua participação no processo
produtivo e pelos saldos dos rendimentos de propriedade. Face à média nacional, as disparidades regionais reduzem-se quando
consideramos o RD per capita em vez do RP per capita. Como é habitual a região
de Lisboa é a mais afetada pela ação redistributiva dos rendimentos e das
Outras Transferências Correntes, perdendo o índice do RD per capita 12 p.p.
face ao RP.
Considerando igualmente o PIB per capita verificou-se que as regiões de
Lisboa, Região Autónoma da Madeira e Algarve continuaram a apresentar níveis,
por habitante, superiores à média nacional, para os três indicadores: Lisboa
apresentou índices de 139,5 para o PIB per capita, 140,9 para o RP per capita e
129,3 para o RD per capita, a Região Autónoma da Madeira de 129,3, 100,6 e
106,9, respetivamente para o PIB per capita, RP per capita e RD per capita e o
Algarve de 102,1 para o PIB per capita, e cerca de 104 para os Rendimentos
Primário e Disponível per capita.
A revisão do VAB do ramo Serviços não mercantis, associado às
Administrações Públicas, embora pouco expressiva, afetou positivamente as
estimativas referentes às regiões autónomas, com variações nominais de VAB
deste ramo de cerca 1,0% e 3,4% para os Açores e Madeira, respetivamente. Ainda
assim, e como seria de esperar, não se verificaram alterações relevantes na
estrutura regional do PIB, como se pode observar.
INE: Anuário Estatístico da Região Autónoma dos Açores - 2012 (Edição de 2013)
A edição deste ano segue a estrutura temática adoptada nas edições anteriores, consistindo em 26 subcapítulos agrupados em quatro grandes domínios: O Território, As Pessoas, A Atividade Económica e O Estado. No início de cada subcapítulo, apresenta-se um quadro com um conjunto de indicadores de síntese, visando uma comparação mais imediata do posicionamento das diferentes unidades territoriais nos fenómenos retratados. Os quadros de informação são apresentados em formato bilingue (português e inglês). (use este link para aceder ao documento em pdf e anexos em excel)
INE: Anuário Estatístico da Região Autónoma da Madeira - 2012 (edição de 2013)
A edição deste ano segue a estrutura temática adoptada nas edições anteriores, consistindo em 26 subcapítulos agrupados em quatro grandes domínios: O Território, As Pessoas, A Atividade Económica e O Estado. No início de cada subcapítulo, apresenta-se um quadro com um conjunto de indicadores de síntese, visando uma comparação mais imediata do posicionamento das diferentes unidades territoriais nos fenómenos retratados. Os quadros de informação são apresentados em formato bilingue (português e inglês). (use este link para aceder ao documento em pdf e anexos em excel)
INE: Contas Regionais 2011/2012
Em 2012, o PIB nacional em termos reais registou uma variação de -3,2%. Por regiões NUTS II, os resultados preliminares revelaram que o PIB decresceu mais acentuadamente que a média nacional na Região Autónoma da Madeira (-7,1%), no Centro (-4,0%), no Algarve (-3,5%) e no Alentejo (-3,4%). A região Norte destacou-se por apresentar a evolução menos negativa (-2,6%). Em 2011, a Formação Bruta de Capital Fixo do país diminuiu 9,0%, principalmente devido aos contributos das regiões de Lisboa (-3,2 p.p.), do Norte (-3,0 p.p.) e do Centro (-2,8 p.p.), tendo a região do Alentejo contribuído positivamente (0,6 p.p.). O Rendimento Primário (RP) e o Rendimento Disponível (RD) das famílias decresceram respetivamente 0,7% e 1,4%, em termos nominais em 2011, com a maioria das regiões a contribuir negativamente, excetuando a região de Lisboa que apresentou acréscimos de 0,5% no RP e de 0,1% no RD (leia aqui e aqui os documentos em pdf e excel, respectivamente)
segunda-feira, dezembro 16, 2013
Só nos Açores e em Lisboa há mais gente a nascer do que a morrer
Diz a jornalista do Negócios, Eva Gaspar que "o INE traçou o retrato estatístico das regiões portuguesas com base em dados de 2012. Entre outras, chegou à conclusão de que a ultraperiférica região dos Açores foi a única onde a população cresceu face ao ano anterior, e que as regiões Norte e Centro são as que apresentam maior sucesso escolar no ensino secundário. Num país onde o número de óbitos supera crescentemente o de nascimentos, Açores e Lisboa foram em 2012 as excepções que confirmam a regra: houve mais gente a nascer do que a morrer em 2012, conclui o Instituto Nacional de Estatística (INE) que publicou o anuário com informação estatística à escala regional e municipal. Mas enquanto na Região Autónoma dos Açores a população efectiva cresceu entre 2011 e 2012, na região de Lisboa o saldo natural positivo não foi suficiente para compensar o saldo migratório negativo, resultando numa diminuição da população(-0,31%). Assim sendo, entre 2011 e 2012, os Açores foi a única das sete regiões portuguesas onde a população, de facto, aumentou: 0,14%. O Alentejo e o Centro foram, por outro lado, as regiões com maior decréscimo populacional, com taxas de crescimento efectivo de -0,76% e -0,75%, respectivamente. Em termos globais, o INE estima que, em 2012, a população portuguesa tenha ficado ligeiramente aquém dos 10,5 milhões (10. 487. 289 de indivíduos é a estimativa oficial), o que significa uma diminuição de -0,52% face a 2011, mais acentuada do que a queda de -0,29% observada entre 2010 e 2011 que já havia ficado bem acima do ligeiro recuo de -0,01%, entre 2009 e 2010. O decréscimo da população residente em Portugal entre 2011 e 2012 decorreu de taxas de crescimento negativas quer na componente natural, quer na componente migratória, tendo o saldo migratório tido um contributo maior (taxa de crescimento de -0,36%) do que o saldo natural (-0,17%). Olhando para o impacto desta dinâmica no sistema de ensino, o INE revela que no ano lectivo de 2011/2012 o número de matriculados no ensino secundário diminuiu 7% face ao ano lectivo anterior, ascendendo a 411.238. A taxa de sucesso (transição/conclusão) no ensino secundário situou-se em 79,9%, acima da de 79,2% registada no ano lectivo anterior, tendo as regiões Norte e Centro apresentado “o maior nível de sucesso escolar no ensino secundário”. As regiões autónomas e as regiões do Algarve e de Lisboa registavam valores inferiores à média nacional neste indicador, acrescenta o INE".
Anuários INE 2012
- Lisboa
- Lisboa
- Centro
quinta-feira, outubro 17, 2013
INE: Síntese económica de conjuntura - Setembro de 2013
A Síntese Económica de Conjuntura é uma publicação de acompanhamento da conjuntura destinada a quem necessita de indicações seguras acerca das tendências do crescimento da procura, da produção, do rendimento e dos preços. Contém informação actualizada e apresentada de modo a permitir avaliar o estado da economia no momento da análise e antever a sua evolução provável a curto prazo. Esta análise é suportada por um conjunto de quadros e gráficos dos principais indicadores que são complementados por diversos outros relativos à evolução da produção, da procura, do emprego e dos preços na União Europeia, Estados Unidos e Japão (leia ou faça o download aqui)
INE: Consumo privado e investimento voltam a recuperar em agosto; exportações e importações nominais desaceleram
Os indicadores de sentimento económico e de confiança dos consumidores da Área Euro (AE) recuperaram significativamente em setembro. No mesmo mês, os preços das matérias-primas e do petróleo apresentaram variações em cadeia de -0,3% e 0,0% (-2,2% e 1,3% em agosto), respetivamente. Em Portugal, o indicador de clima económico prolongou em setembro o perfil ascendente observado desde o início do ano, após ter registado o mínimo da série em dezembro. O indicador de atividade económica aumentou em agosto, fixando o valor máximo desde junho de 2011. A informação proveniente dos Indicadores de Curto Prazo (ICP) revelou diminuições homólogas menos intensas da atividade económica nos serviços e na construção e obras públicas, enquanto na indústria se observou uma evolução desfavorável em agosto. O indicador quantitativo do consumo privado registou um crescimento homólogo em agosto, refletindo o contributo positivo das duas componentes, consumo corrente e consumo duradouro, mais expressivo no primeiro caso. O indicador de FBCF diminuiu de forma menos expressiva em agosto, em resultado da evolução das componentes de construção e de material de transporte. Relativamente ao comércio internacional de bens, em termos nominais, as exportações e importações desaceleraram, registando variações homólogas de 2,3% e 3,1% em agosto (4,0% e 3,2% no mês anterior), respetivamente. O Índice de Preços no Consumidor (IPC) apresentou uma taxa de variação média nos últimos doze meses de 0,8% em setembro (1,0% em agosto). A variação média nos últimos doze meses do Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) diminuiu para 0,9% (1,1% no mês anterior). Em setembro, o diferencial entre o IHPC de Portugal e da AE situou-se em -0,8 p.p. (-0,7 p.p. em agosto) (leia ou faça o download aqui)
terça-feira, setembro 17, 2013
Construção Civil: principais resultados
No 2º trimestre de 2013 foram licenciados 4,4 mil edifícios e concluídos
5,2 mil edifícios em Portugal. Nos edifícios licenciados, 60,6% corresponderam
a construções novas e, destas, 58,9% destinavam-se a habitação familiar. A
variação homóloga (face ao 2º trimestre de 2012) ligeiramente menos negativa
revelada no licenciamento de edifícios foi determinada pelo aumento das
construções novas licenciadas e das construções para habitação. Face ao 2º
trimestre de 2012, os fogos licenciados em construções novas para habitação
familiar registaram uma redução de 32,8%, inferior à verificada no trimestre
anterior (-45,5%). Também os fogos concluídos diminuíram 22,1% no 2º trimestre
de 2013, face a igual período de 2012, correspondendo a uma redução menos
negativa que a observada no trimestre anterior (-39,5%). O índice de fogos licenciados e concluídos em construções novas para
habitação familiar apresentou uma ligeira recuperação face ao trimestre
anterior.O número de edifícios
licenciados no 2º trimestre de 2013 correspondeu a 41,0% do total de edifícios
licenciados no 2º trimestre de 2008 (34,4% nas
construções novas licenciadas) ano de início da crise económica e financeira.
Em termos absolutos foram licenciados 10 498
edifícios no 2º trimestre de 2008 face a 4 301 edifícios no 2º trimestre de 2013. A comparação com o 2º trimestre de 2008, nas
obras concluídas, aponta para um decréscimo também substancial ainda que menos acentuado. Efetivamente, o total de
edifícios concluídos no 2º trimestre de 2013 correspondeu a 51,5% dos edifícios
concluídos em igual trimestre de 2008. Em termos absolutos foram concluídos 10
138 edifícios no 2º trimestre de 2008, enquanto no mesmo trimestre de 2013
estima-se apenas que tenham sido concluídos 5 222 edifícios. O índice de fogos licenciados em construções novas
para habitação familiar apresentou uma ligeira recuperação no 2º trimestre de
2013, depois de no trimestre anterior ter registado o valor mais baixo da
década. No índice de fogos concluídos observou-se uma alteração da tendência,
tendo sido registado um aumento deste índice no 2º trimestre de 2013
comparativamente com o 1º trimestre de 2013, cujo valor registado foi também o
mais baixo desde 2001.
Obras licenciadas
No 2º
trimestre de 2013 o número total de edifícios licenciados (construções novas,
ampliações, alterações, reconstruções e demolições de
edifícios) diminuiu 18,0% face ao 2º trimestre de 2012.
A região de Lisboa
apresentou a variação mais negativa (-62,1%) ainda que todas as restantes
regiões tenham apresentado variações homólogas negativas, embora menos
acentuadas. Na região Centro observou-se a variação menos negativa (-5,5%). No
2º trimestre de 2013 o número de fogos licenciados em construções novas para habitação
familiar registou uma variação negativa face a igual período de 2012,
desagravando-se em 12,7 p.p. face à variação registada no trimestre anterior
(de -45,5% para -32,8%). O maior decréscimo, em termos homólogos, foi registado
no Algarve (-58,5%) enquanto a região do Alentejo apresentou a redução menos
acentuada (-7,0%). A região dos Açores
registou uma variação positiva na área total licenciada (18,3%), face ao 2º
trimestre de 2012, contrariando as variações negativas observadas em todas as
regiões. O valor mais baixo observou-se uma vez mais na
região de Lisboa.Em
termos da estrutura regional das obras licenciadas, no ano terminado em junho de
2013, a região Norte detinha 37,4% dos edifícios licenciados e 43,7% dos fogos
licenciados em construções novas para habitação familiar no país.Em conjunto
com a região Centro foram responsáveis por 71,3% dos edifícios licenciados e
por 70,5% do total de fogos licenciados em construções novas para habitação
familiar. Os edifícios licenciados na região de Lisboa representaram apenas
9,3% do valor total do país, correspondendo a 12,7% do número total de fogos
licenciados em construções novas para habitação familiar, no mesmo período.
Em
todas as regiões verificou-se uma preponderância de fogos licenciados em
edifícios principalmente habitacionais com um alojamento, que no total do país
representou 75,2%. A região do Centro destacou-se com o rácio mais elevado
neste trimestre: 82,7%. A região do Algarve apresentou o valor mais alto no
licenciamento de edifícios com três ou mais alojamentos (30,1%). A par com a
região de Lisboa apresentaram o número médio de fogos por edifício, em
construções novas para habitação familiar, mais elevado: 1,4.
Obras Concluídas
Açores contraria tendência nacional de redução dos
fogos concluídos em construç
No 2º
trimestre de 2013, o número total de edifícios concluídos (construções novas,
ampliações, alterações e reconstruções de edifícios) diminuiu
16,6% face ao 2º trimestre de 2012 Todas
as regiões apresentaram variações homólogas negativas nos edifícios concluídos,
com especial destaque para o Algarve, que apresentou a variação mais negativa
(-28,2%). A região dos Açores apresentou o comportamento menos negativo nesta
variável (-6,9%). No 2º trimestre de 2013 o número de fogos concluídos em
construções novas para habitação familiar registou uma variação homóloga de
-22,1%, o que representou uma melhoria de 17,4 p.p. face à registada no
trimestre anterior. A variação mais negativa foi observada no Algarve (-46,6%).
A região dos Açores apresentou um comportamento oposto, registando um acréscimo
de 131,9% face ao 2º trimestre de 2012 (mais 124 fogos). Todas as regiões
registaram variações negativas na área total concluída, face ao 2º trimestre de
2012. O valor mais baixo pertenceu à região da Madeira (-52,0%) enquanto a
variação menos acentuada se verificou na região dos Açores (-13,6%).
Do
total de edifícios concluídos no ano terminado em junho de 2013, cerca de 72,2%
localizavam-se nas regiões Norte e Centro, correspondendo-lhes 64,0% do total
de fogos concluídos. A região Norte detinha 39,0% dos edifícios e 35,6% dos
fogos concluídos em todo o país. A região de Lisboa foi responsável pela
conclusão de 9,5% do total de edifícios e 14,6% dos fogos. No 2º trimestre de
2013, cada edifício concluído em Portugal, em construções novas para habitação
familiar dispunha, em média, de 1,7 fogos. A região do Algarve a par com Lisboa
registaram o rácio de fogos por edifício mais elevado do país, 2,8 fogos por
cada edifício novo concluído para habitação familiar.
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