sexta-feira, julho 23, 2021

Sondagem RTP: Menos portugueses pensam fazer férias fora de casa

 

Há menos portugueses a admitirem fazer férias fora do local de residência habitual por comparação a maio, um possível reflexo do agravamento da situação pandémica no país nas últimas semanas. Pedro Nunes - Reuters São menos os portugueses que costumam fazer férias fora da residência habitual a pretenderem fazê-lo este ano, com uma diminuição importante verificada nos últimos dois meses. Outros dados a nível económico, reunidos pela sondagem da Universidade Católica para a RTP, mostram que o teletrabalho é visto de forma muito positiva e que o sentimento de segurança face à situação profissional ou o impacto no rendimento disponível não sofreram grandes alterações em relação a inquéritos anteriores. A maioria dos portugueses (60 por cento) assume seguir os mesmos comportamentos de consumo como antes da pandemia, mas há ainda assim 30 por cento de inquiridos que admite que está a evitar ou adiar compras importantes, como a aquisição de casa ou carro.

De acordo com a mais recente sondagem da Católica para a RTP, desde maio que os portugueses estão menos abertos a fazer férias fora do local de residência habitual. Nos últimos dois meses, aumentou a percentagem de inquiridos que afirma que “de certeza” não fará férias fora de casa, de 41 para 55 por cento. 

"Operação Marquês": Ministério Público critica juiz Ivo Rosa


Os procuradores do Ministério Público acusam o juiz Ivo Rosa de distorcer a Operação Marquês. O Jornal "Público" revela que os procuradores Rosário Teixeira e Vítor Pinto pediram a a nulidade da decisão instrutória no caso da pronúncia de José Sócrates e Carlos Santos Silva.

Pedro Nuno Santos admite mais saídas de trabalhadores da TAP

 

O ministro das Infraestruturas diz que gostaria de ver mais rápido a luz verde de Bruxelas ao plano de reestruturação da TAP. Mas confessa que a "investigação aprofundada", aberta pela Comissão Europeia ainda pode demorar três meses.

Sondagem RTP: Larga maioria de portugueses quer remodelação do Governo

 

Nesta sondagem da Católica, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, é apontado pelos entrevistados como o pior ministro e o que deve ser substituído numa remodelação governativa. Nesta sondagem da Católica, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, é apontado pelos entrevistados como o pior ministro e o que deve ser substituído numa remodelação governativa. Reuters

É cada vez mais expressiva a percentagem de portugueses que exige a remodelação do executivo, com destaque para a avaliação particularmente negativa do ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita. Ainda assim, a sondagem da Universidade Católica para a RTP revela que a maioria avalia como "razoável" o desempenho do Governo face à pandemia e acredita que o executivo irá durar até ao fim da presente legislatura. As repostas dos inquiridos demonstram ainda que a popularidade do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, se mantém neste início de segundo mandato. O líder da oposição, Rui Rio, tem tido um desempenho também avaliado como “razoável” por grande parte dos inquiridos, mas ainda assim o PSD é o partido com quem os portugueses querem que o PS procure negociar primeiro, de forma a conseguir aprovar o próximo Orçamento do Estado no Parlamento.

Desde maio que são ainda mais os portugueses a exigirem uma remodelação do Governo. No total, 71 por cento dos inquiridos entende que o primeiro-ministro António Costa deve substituir alguns dos membros do executivo. Em maio, eram 51 por cento dos inquiridos a apontar para esta necessidade de fazer alterações no Governo. Se em maio de 2021, 31 por cento dos inquiridos não viam razões que justificassem remodelações governamentais, esse número é atualmente de apenas 17 por cento.

Pilotos da TAP voam doentes com medo de serem despedidos

 

A TAP atravessa um dos períodos mais difíceis da sua história. Mergulhada na crise da aviação, provocada pela pandemia de covid-19, a companhia aérea, já intervencionada pelo Estado, luta para sobreviver, o que pode levar a práticas que colocam em causa os direitos dos trabalhadores e até a segurança dos passageiros.

Uma reportagem da TVI mostra uma denúncia de uma situação grave de pilotos que optam por voar doentes, algo ilegal por razões de segurança, mas que muitos se veem obrigados a fazer, com medo de serem despedidos. Com efeito, a TAP estará a despedir pilotos com base na apresentação de baixas médicas, que são faltas justificadas e até obrigatórias, por razões de segurança. Essas mesmas baixas devem ser passadas por médicos da TAP, mas ao mesmo tempo estão a servir como critério para selecionar os pilotos a dispensar.

Incidência de COVID-19 continua a aumentar na maioria dos concelhos

 

Segundo os dados da Direção Geral da Saúde, a taxa de incidência de COVID-19 continua a aumentar na maioria dos concelhos, permanecendo mais elevada no Algarve. Segundo os Relatórios de Situação COVID-19 da Direção Geral da Saúde, até 18 de julho de 2021, foram registados em Portugal um total de 932 540 casos confirmados da doença. Destes, 863 089 (ou seja, 92.6%), já recuperou, havendo um total de 17 215 óbitos, o que equivale a 1.8% do total de infetados. Os casos ativos são agora 52 236. Depois de um período de forte crescimento no número de novos casos assim como de internados, os números iniciaram uma nova trajetória descendente no final de janeiro, que se manteve até maio. Em junho, assistimos a uma nova subida, ainda não contrariada.

No dia 18 de julho, existiam 851 internados nos hospitais do SNS, dos quais 181 em Unidades de Cuidados Intensivos, valores que também voltaram a crescer em junho e julho embora estando ainda muito longe dos máximos observados. O número de internados corresponde a 1.6% do número de casos ativos e os que necessitam UCI representam 21.3% daqueles.

Sondagem: Portugueses querem vacina obrigatória

 

72% dos portugueses querem que a vacina contra a covid-19 seja obrigatória. Uma questão polémica e que precisa de mudanças na lei. O resultado foi apurado numa sondagem da Universidade Católica para a RTP. No que toca à atuação dos políticos face à pandemia, a avaliação dos portugueses é agora menos positiva. 48% dos inquiridos consideram que a resposta do Presidente da República é boa ou muito boa, face aos 64% de maio. Quanto ao Primeiro-ministro a aprovação desceu 10 pontos para 33%. No topo das avaliações positivas surge o vice-almiramte Gouveia e Melo que coordena a vacinação com com quase 70%

Groundforce: ANA SA vai revogar licença de ocupação de espaços em Faro e Funchal

 

A ANA Aeroportos diz que vai avançar com a revogação de uma licença de ocupação de espaços da Groundforce nos aeroportos de Faro e da Madeira. Esta decisão da gestora aeroportuária pode impedir que a empresa de handling possa deixar de operar nestes dois aeroportos. Em causa está uma divida de mais de quase 800 mil euros em taxas de ocupação que, de acordo com a ANA aeroportos a Groundoforce não paga desde março. Ana Aeroportos diz ter enviado no dia 7 de julho uma proposta de deliberação para revogação da licença de ocupação dos espaços. A Groundforce tinha até sexta feira passada para responder. A Ana Aeroportos diz que a dívida no total ultrapassa os 13 milhões de euros referente a todos os aeroportos. A RTP contactou a Groundforce mas sem sucesso.

Sondagem RTP: Portugueses dão nota positiva à task-force e continuam confiantes nas vacinas

 

Neste inquérito, os portugueses avaliam de forma positiva os principais atores e entidades envolvidos no combate à pandemia. Uma larga maioria de inquiridos está disposta a ser vacinada e admite até que a inoculação possa ser obrigatória em Portugal. Neste inquérito, os portugueses avaliam de forma positiva os principais atores e entidades envolvidos no combate à pandemia. Uma larga maioria de inquiridos está disposta a ser vacinada e admite até que a inoculação possa ser obrigatória em Portugal. Rodrigo Lobo - RTP

A mais recente sondagem da Universidade Católica para a RTP sobre a resposta à pandemia revela que os portugueses continuam a fazer uma avaliação positiva dos principais atores e entidades envolvidos no combate à Covid-19. Neste inquérito, os participantes foram inquiridos pela primeira vez sobre a prestação da task-force de vacinação e do coordenador, vice-almirante Gouveia e Melo, que obtêm os melhores resultados entre os vários protagonistas. Na sondagem revelada por ocasião do debate do Estado da Nação, que se realiza na próxima quarta-feira, destacam-se ainda os elevados níveis de adesão às vacinas, mas também o grande impacto da pandemia na vida social, laboral e educacional dos portugueses. Pela primeira vez, a sondagem da Universidade Católica inquiriu os portugueses sobre a atuação da task-force de vacinação e do respetivo coordenador, vice-almirante Gouveia e Melo, sendo a avaliação claramente positiva.

O inquérito realizou-se entre os dias 9 e 15 de julho, semana em que o processo de vacinação acelerou de forma significativa e em que se registaram vários percalços e atrasos ao nível da vacinação. Mas nem isso abalou a confiança dos inquiridos: 44 por cento consideram que a atuação da task-force tem sido “Boa” e 32 por cento dão nota máxima, considerando que a atuação tem sido “Muito Boa”.

Sondagem: Rio foi quem recuperou mais terreno mas o saldo continua negativo

 

Rui Rio foi o líder partidário que recuperou mais terreno, este mês, no barómetro da Aximage para o JN, DN e TSF. Mas ainda tem um saldo negativo de 18 pontos (diferença entre avaliações positivas e negativas). Ao contrário, António Costa acumula perdas significativas pela segunda vez consecutiva, mas mantém um saldo positivo de 11 pontos.

O secretário-geral do PS baixou para 41% nas avaliações positivas e uma das quedas mais significativas foi no segmento de eleitores socialistas, embora consiga 69%. O presidente do PSD subiu um ponto no que diz respeito às notas positivas, mas continua a ter dificuldades entre os eleitores sociais-democratas: são agora 37% os que elogiam a sua atuação (mais dois pontos do que em maio), mas 32% dão-lhe nota negativa. Para além de Costa, o único líder partidário em terreno positivo é Catarina Martins, ainda que seja por um escasso ponto. Mas também é relevante dizer que a bloquista é a segunda com mais avaliações positivas (31%).

Sondagem: socialistas abanam mas não caem, com o PSD a 12 pontos

 

Rui Rio foi o líder partidário que recuperou mais terreno, este mês, no barómetro da Aximage.A intenção de voto para as legislativas e a avaliação dos líderes partidários. PS resiste (37,6%) à queda abrupta de António Costa na avaliação dos portugueses. PSD regista pequena recuperação (25,2%). BE (7,8%) e Chega (7,7%) estão a par. Liberais (5,5%) ultrapassam CDU (4,8%). PAN a crescer (4,6%) e CDS irrelevante (0.9%). Se houvesse hoje eleições legislativas, o PS seria o claro vencedor, com 37,6%, de acordo com a mais recente sondagem da Aximage para o JN, o DN e a TSF. Apesar da queda de pouco mais de um ponto relativamente a maio, ficaria 12 pontos acima do PSD, que, depois de bater no fundo, recupera para os 25,2%. Mas há outras novidades: o BE (7,8%) está quase a par do Chega (7,7%); enquanto o Iniciativa Liberal (5,5%) ultrapassa a CDU (4,8%), que já tem o PAN a morder-lhe os calcanhares (4,6%). O CDS regressa à irrelevância (0,9%).

A capacidade de resistência eleitoral dos socialistas é invulgar. Sobretudo se tivermos em conta o que está a acontecer à popularidade de António Costa: na avaliação enquanto líder do partido, volta a perder muito terreno (ver texto ao lado); e na pele de primeiro-ministro acumula, nos últimos dois meses e meio, uma perda de 18 pontos nas avaliações positivas e uma subida de 16 pontos nas negativas (como divulgámos na edição deste domingo).

Reformas pela metade? O que pode fazer para acautelar o seu futuro

 

Já a partir da próxima década vai acelerar a discrepância entre os últimos rendimentos do trabalho e as pensões de reforma dos portugueses que se aposentem. Quem o fizer, por exemplo, em 2040, poderá ter de passar a viver com pouco mais de metade do salário que estava habituado a ter. E quem se reformar em 2045 já terá direito a menos de metade. O alerta foi feito recentemente no relatório “The 2021 Ageing Report” – disponível nesta ligação –, um estudo que, a cada três anos, analisa a evolução demográfica e confronta-a com a sustentabilidade dos sistemas nacionais de pensões.

Os cálculos da Comissão Europeia apontavam para uma taxa de substituição (entre o último ordenado e a reforma) de 74% em Portugal em 2019, um valor que poderá subir para quase 85% até 2025, ou seja, mais de quatro quintos do ordenado. O problema vem depois: até 2040, ou seja, dentro de menos de 20 anos, a capacidade que as pensões têm de substituir os rendimentos do trabalho em Portugal cai para 54,5% – e em 2045 será inferior a metade (48,2%). A culpa é, sobretudo, das perspetivas demográficas.

O relatório pode ser, para muitos, uma leitura aterrorizadora – mas não tem de ser paralisante. Por isso, o Observador criou cinco perfis de pessoas, em diferentes fases da sua vida ativa, e contactou várias instituições financeiras para saber quais são os melhores conselhos gerais que se pode dar a quem quer tentar acautelar o futuro também pelos próprios meios – e quais as vantagens e desvantagens de cada tipo de solução de poupança e investimento.

Sondagem: 83% apoiam manutenção de medidas restritivas do Governo

 

A sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF foi realizada vários dias antes do último Conselho Ministros, mas fica claro que o rumo escolhido tem a aprovação da maioria. Isso não quer dizer, no entanto, que tudo esteja a correr bem: cerca de dois terços dos inquiridos (65%) acha que a fiscalização do Estado às medidas que aplica não está a ser eficaz. Há cada vez mais concelhos no vermelho e, portanto, cada vez mais portugueses condicionados por restrições como o recolher obrigatório às 23 horas, comércio a fechar às 15.30 horas, ou redução do número de pessoas que pode estar juntas à refeição num restaurante. E, pelo menos até ao fim de semana passado (o trabalho de campo decorreu entre 10 e 12 de julho), isso não constituía um problema para a maioria, em particular para as mulheres, os dois escalões mais velhos e os socialistas. Apenas 17% dos inquiridos pedia o fim das restrições (com destaque para os eleitores do Iniciativa Liberal).



Falha na fiscalização

No que diz respeito à capacidade para fiscalizar essas restrições, a divisão é um pouco maior. Dois terços (65%) identificam uma fiscalização ineficaz. Apesar de esta avaliação negativa ser maioritária em todos os segmentos da amostra, há alguns casos em que o nível de satisfação com a fiscalização é bastante superior à média (35%): é o caso dos eleitores socialistas (47%), dos que vivem na região Norte (46%), dos mais pobres (45%) e dos mais velhos (43%)  (Jornal de Notícias, texto do jornalista Rafael Barbosa)

Sondagem: Cartão amarelo para Marcelo. Costa quase no vermelho

 

Popularidade dos dois líderes políticos caiu a pique neste mês. Mas, enquanto o presidente se aguenta com um saldo positivo de 37 pontos, o primeiro-ministro fica-se por apenas seis, revela sondagem da Aximage. É um verdadeiro cartão amarelo o que é mostrado, este mês, a Marcelo Rebelo de Sousa. Mas é ainda pior para António Costa, que se aproxima do vermelho. De acordo com o barómetro da Aximage para o JN, DN e TSF, a popularidade dos dois líderes cai a pique e o primeiro-ministro tem agora escassos seis pontos de saldo positivo (diferença entre avaliações positivas e negativas). Este mês, a queda do presidente foi mais acentuada, mas o facto de partir de um patamar muito elevado permite-lhe manter um generoso saldo positivo de 37 pontos.

O último mês e meio foi crítico na avaliação dos portugueses aos dois políticos (mas também para os que estão na Oposição). A sondagem não faz perguntas sobre as razões para a desilusão dos portugueses, mas o calendário dá pistas suficientes. Se, no início de junho, o Governo ainda mostrava surpresa com o alerta britânico para a variante delta, um mês e meio depois o país está em plena quarta vaga da pandemia.

Sondagem: Oposição vai de mal a pior com novo recorde negativo

 


Castigo aos partidos da Oposição é maior entre os eleitores mais velhos, os mais pobres e os que vivem na região do Porto. Saldo da avaliação é claramente negativo. Se o socialista António Costa atravessa horas más, que dizer da alternativa? De acordo com o barómetro da Aximage para o JN, DN e TSF, volta a bater recordes, com 50% de avaliação negativas (apenas 21% positivas) e um saldo de 29 pontos negativos (em maio eram 18). O cenário é particularmente difícil entre os mais velhos, que castigam o primeiro-ministro, mas também não acreditam na Oposição (saldo negativo de 36 pontos); entre os mais pobres (38 pontos); e entre os que vivem na região do Porto (39 pontos). No ecossistema partidário, só há saldo positivo para a Oposição entre os eleitores comunistas, com o sentimento mais negativo a prosperar entre quem vota no PAN, Iniciativa Liberal e Chega.

RUI RIO LIDERA

No que diz respeito à principal figura da Oposição, Rui Rio ganha vantagem sobre André Ventura. O social-democrata tem agora mais cinco pontos que o líder do Chega, com destaque para as regiões do Norte e do Porto. O líder da Direita radical está à frente no Sul e consegue um empate em Lisboa. Note-se que 20% dos inquiridos nem sequer são capazes de escolher uma figura que simbolize a liderança da Oposição. Sem surpresa, o melhor resultado de Rio é entre os que votam no PSD (52%), ainda que cerca de um quarto dos sociais-democratas apontem para Ventura, que tem a quase unanimidade dos seguidores do Chega e vence também entre os eleitores do PAN. Catarina Martins é a preferida no BE, Jerónimo de Sousa na CDU, e João Cotrim de Figueiredo nos liberais  (Jornal de Notícias, texto do jornalista Rafael Barbosa)

Sondagem: 81% pedem remodelação, com Cabrita no topo da lista

 

Entre os que defendem mudança de ministros no Governo, a maioria quer que aconteça ainda antes das próximas eleições autárquicas. Ministro da Administração Interna é apontado para sair por 78% dos inquiridos. Não haverá remodelação no Governo, disse António Costa há duas semanas. Está em contrapé com o país. Quando se pergunta aos portugueses se deve ou não haver remodelação, a resposta é clara: 81% dizem que sim e de preferência antes das eleições autárquicas de setembro (44%), revela a sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF. O alvo principal é Eduardo Cabrita (78%). Mas, aconteça ou não, há um facto que outra maioria dá como adquirido: 75% acreditam que o Governo dura até ao fim da legislatura (em abril eram 84%).

Os meses de junho e julho voltaram a ser agitados para o Governo. E em particular para alguns ministros. As hipóteses de remodelação preencheram horas de comentário político televisivo. E até Marcelo veio a terreiro exigir, de novo, "estabilidade política" (assumindo, no fundo, que ela não existe). O auge da especulação surgiu quando Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros, pré-anunciou o regresso ao posto de professor universitário. Foi apenas um "momento de ingenuidade", apressou-se a dizer António Costa, com isso fechando, de novo, a porta à troca de ministros.

Sondagem: Cartão amarelo para Marcelo. Costa quase no vermelho

 

Popularidade dos dois líderes políticos caiu a pique neste mês. Mas, enquanto o presidente se aguenta com um saldo positivo de 37 pontos, o primeiro-ministro fica-se por apenas seis, revela sondagem da Aximage. É um verdadeiro cartão amarelo o que é mostrado, este mês, a Marcelo Rebelo de Sousa. Mas é ainda pior para António Costa, que se aproxima do vermelho. De acordo com o barómetro da Aximage para o JN, DN e TSF, a popularidade dos dois líderes cai a pique e o primeiro-ministro tem agora escassos seis pontos de saldo positivo (diferença entre avaliações positivas e negativas). Este mês, a queda do presidente foi mais acentuada, mas o facto de partir de um patamar muito elevado permite-lhe manter um generoso saldo positivo de 37 pontos.

O último mês e meio foi crítico na avaliação dos portugueses aos dois políticos (mas também para os que estão na Oposição). A sondagem não faz perguntas sobre as razões para a desilusão dos portugueses, mas o calendário dá pistas suficientes. Se, no início de junho, o Governo ainda mostrava surpresa com o alerta britânico para a variante delta, um mês e meio depois o país está em plena quarta vaga da pandemia.

Ao contrário de crises anteriores, faltou sintonia entre Costa e Marcelo. As divergências foram públicas, com o presidente a pedir uma abordagem menos "fundamentalista" e a recusar o regresso ao estado de emergência; e o primeiro-ministro a manter a rigidez de critérios, mas a ser atingido, mesmo assim, com os estilhaços da desconfiança que foram chegando do Reino Unido, Espanha, Alemanha e França.

Sondagem: Relação entre Costa e Marcelo é boa apesar das divergências

 

Quase metade dos inquiridos defende alterações à matriz de risco (48%), tal como tem sido pedido pelo presidente da República. E estão em maioria os que validam o isolamento profilático de António Costa (53%), mesmo já estando com a vacinação completa.

A falta de sintonia entre Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa na avaliação e combate à pandemia foi evidente nos meses de junho e julho. Mas a maioria dos portugueses não atribui demasiada importância às divergências. De acordo com uma sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF, são muito mais os que classificam a relação entre presidente e primeiro-ministro como boa ou muito boa (52%) do que os que consideram que ela é má ou muito má (8%).

Foi em meados de junho que a retórica entre Belém e S. Bento atingiu o pico. Com o número de infetados a subir e a evidência de uma quarta vaga de covid-19, Marcelo garantia que, no que diz respeito ao estado de emergência, "já não voltamos atrás". Costa foi rápido a responder, argumentando que ninguém, nem o presidente, poderia garantir que não se voltaria atrás. Marcelo sacou da Constituição e replicou que um presidente nunca é desautorizado pelo primeiro-ministro, para Costa pôr então água na fervura: a quezília resultara de alguma "confusão" e não havia qualquer conflito entre os dois.

Parece ter sido o suficiente para tranquilizar a maioria dos portugueses, uma vez que mais de metade classifica a relação entre os dois como boa (52%), com destaque para os mais velhos (73%) e para os eleitores socialistas (72%). São apenas 8% os que adivinham uma tensão insanável entre Belém e S. Bento, com destaque para os eleitores do Chega (31%).

Sondagem: Portugueses deixam alerta a Costa - Remodelação quer-se antes das autárquicas e a começar com Cabrita

 

É a pior avaliação desde julho de 2020. António Costa regista "uma queda" de 20 pontos em quatro meses, já Marcelo caiu 15 pontos desde o mês passado. 81% defende que o Governo devia avançar com uma remodelação no Executivo e que o deve fazer antes das autárquicas, a começar por Eduardo Cabrita. As conclusões são de uma sondagem da Aximage para TSF-JN-DN e evidenciam alguma fadiga dos portugueses — à qual nem o Presidente da República escapa.

A avaliação de desempenho de Marcelo Rebelo de Sousa caiu 15 pontos percentuais (pp). 70% dos inquiridos fazia uma avaliação positiva do desempenho do Presidente em junho, mas esse valor caiu para 55% este mês. Para António Costa a queda foi de 20 pp em quatro meses: Se em março reunia uma avaliação positiva a rondar os 61%, agora o valor cai para 41%. Quando se compara o grau de confiança que os portugueses têm nos dois intervenientes, 51% diz que confia mais em Marcelo do que em Costa e 73% consideram mesmo que o Presidente da República devia ser mais exigente com o governo socialista.

Quando questionados sobre a eventualidade de uma remodelação governamental, 81% dos inquiridos defenderam que esta deve avançar. 44% consideram mesmo que devia ser antes das autárquicas, 23% acham que pode ser depois e apenas 18% remete alterações no Executivo para depois da aprovação do próximo Orçamento do Estado. E por onde começar as mexidas? Eduardo Cabrita (78%), seguido de Marta Temido (29%) e Tiago Brandão Rodrigues (20%).

Ainda assim, 75% dos inquiridos acreditam que esta legislatura vai chegar até ao fim. Apesar de ter caído a pique a confiança em Costa, a avaliação sobre a atuação da oposição não é melhor: 50% dos portugueses dão nota negativa à oposição, num aumento de 11 pp face ao mês passado. Rui Rio todavia sai reforçado como a "principal figura da oposição", segundo 33% dos inquiridos, seguido de André Ventura (27%). Esta sondagem decorreu entre os dias 10 e 12 de julho e foram recolhidas 763 entrevistas entre maiores de dezoito anos residentes em Portugal (Sapo)

sexta-feira, julho 09, 2021

Turismo na RAM (II)



Neste quadro vemos o total de entradas e dormidas anuais de turistas da de Portugal, Alemanha, Reino Unido e França, em 2018 e 2019, respectivas variações, bem como os dados de 2020, primeiro ano da pandemia de Covid19, e respectivas variações face a 2019. Finalmente publicamos os dados de Janeiro e Fevereiro de 2021 e comparação com o mesmo período de 2020. Indico também os dados da taxa de ocupação e os proveitos.