Segundo o Económico num texto da jornalista Marina Conceição, "o secretário de Estado do Turismo assume que “2011 será um ano difícil” que poderá resultar em falências no sector. A crise económica mundial e as medidas de austeridade do Governo para 2011 podem fazer mais vítimas ao sector do turismo, como aconteceu à agência de viagens Marsans. O Secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, admitiu que "é possível que algumas empresas de turismo, pela sua debilidade, possam sofrer os aspectos mais negativos de uma recessão, como acontece noutros sectores de actividade económica". Apesar da insolvência da Marsans e do pedido de insolvência da Mundiclasse - a quinta maior agências de viagens do País - que deu entrada no Tribunal esta semana, segundo o jornal "Publico", o secretário de Estado realçaque o Governo criou "um conjunto de iniciativas designadamente na área financeira, que é a que mais aflige as empresas no seu dia a dia". São, sobretudo, medidas que "visam olhar para os fundos comunitários e alargar os prazos de garantia com uma capacidade diferente de reembolso", explicou à margem da abertura do XXXVI Congresso da Associação Portuguesa dos Agentes de Viagens, que decorreu no Funchal".
terça-feira, novembro 30, 2010
Alberto João Jardim: "Mudança? A máquina de propaganda é cara, logo poderosa..."
"1. Após trinta e quatro anos de Autonomia Política conquistada pelo Povo Madeirense, com as mudanças infraestruturais, económicas, sociais e culturais verificadas, que estabeleceram novas bases para vida futura, impõe-se aos Autonomistas reflectir como “Viver a Autonomia”.
No presente e no futuro.
2. Temos as infraestruturas que a qualquer comunidade da nossa dimensão, ou a muitas maiores, permitem a qualidade de vida europeia mais avançada.
Foi necessário uma dívida pública para consegui-lo. Se fôssemos adiando sempre, por causa de não onerar gerações seguintes, as gerações seguintes que também vão beneficiar destes meios e não beneficiariam se não fosse esta nossa iniciativa, se tivéssemos seguido o modelo orçamentalista defendido pela Oposição e pelo colonialismo lisboeta, estaríamos ainda na cepa torta.
Numa Região em que no início de cuja Autonomia as receitas próprias mal davam para apenas satisfazer as despesas correntes, obviamente que, para alcançarmos a mudança irrecusável e inadiável, tínhamos de agir diferentemente do “pensamento oficial” do regime de Lisboa e não temer as campanhas sujas que a propósito nos moveram.
Ninguém acreditaria na Democracia e na Autonomia, se não tivessem representado condições de vida diferentes para a população.
3. O desafio que agora se nos põe é o de RENTABILIZAR o que temos.
Rentabilizar não apenas o que agora possuímos ao nível do arquipélago, mas também a nossa própria condição ultraperiférica, cujos constrangimentos permanentes não nos devem fazer baixar os braços, antes adoptar uma posição reivindicativa ante um Estado português marcado ainda por uma forte cultura política colonialista e ante uma União Europeia que, sob vários aspectos, aterroriza-nos a forma como se apresenta esclerosada.
Temos todas as condições – ainda que político-legislativamente contrariadas pelo Estado português - para transformar a Madeira numa grande base de Serviços Internacionais, uma grande zona internacional de Serviços, a “Singapura do Atlântico”, a solução para o futuro, visto outros meios não existirem.
4. Esta opção tem a oposição dos sectores comuno-socialistas-conservadores situacionistas do regime português mas que se intitulam de “esquerda” - pois essa gente tem outra opção para o Povo Madeirense.
Os objectivos desses sectores são:
- a proletarização da população madeirense;
- a massificação dos cidadãos da Madeira;
- amarrar o território da Região Autónoma à decadência em que o Estado português se deixou mergulhar.
5. Prosseguir o “Viver a Autonomia” implica, quer na elaboração da estratégia, quer na sua execução, ter sempre o realismo de perceber as condicionantes a que a Região Autónoma, de momento, está amarrada.
Em primeiro lugar, as nossas condições financeiras actuais, bem como a fatal dependência do exterior.
Em segundo lugar, condicionantes estruturais, impostas pelo Estado português, nos domínios de um sistema de ensino medíocre, de um aparelho de Justiça hostilmente politizado e legislativa e funcionalmente mau, e ainda o problema dos transportes exteriores.
Em terceiro lugar, a recusa do Estado português em negar colonialmente ao Parlamento da Madeira as competências que são fundamentais para a garantia do nosso Desenvolvimento Integral futuro.
6. Como resolver este impasse nacional, que opõe o Estado central português a uma das suas parcelas territoriais, em termos cuja evidência encontra previsão na Carta das Nações Unidas, constitucionalmente também Direito Interno português?
Primeiro, através da luta política pacífica e legal – ao contrário, seria dar o flanco... – insistir, nacional e internacionalmente, por uma Autonomia Política Evolutiva que garanta a Unidade Nacional e reforce a coesão de Portugal.
Em segundo lugar, assegurar a descentralização, defendendo-a sempre, e sacralizando a preocupação em toda a Administração Pública da Região Autónoma e das Autarquias, para a prioridade possível, sem atrapalhos, a tudo o que seja Iniciativa ou se traduza em reforço da Competitividade.
Serão estas as armas para nos colocarmos correctamente no seio da inevitável globalização à escala mundial.
Terceiro, a política regional terá de estar sempre reforçada pelo facto de, por um lado, assentar no pluralismo interno, não apenas formal e muito menos o modelo de “pensamento único” à maneira de Lisboa. E, por outro lado, viver uma estabilidade político-social, para a qual é prioritária a defesa do Estado Social.
Finalmente, em quarto lugar e porque a qualquer modelo é indispensável uma Doutrina, prosseguir na orientação do Personalismo e da Doutrina Social da Igreja Católica – primado da Pessoa Humana sobre o Estado e sobre a liberdade desregulada dos mercados económicos e financeiros – e na intervenção do sector público, sempre que necessário, modelo social-democrata.
7. Como se vê, sabemos o que queremos e estão claros os nossos objectivos.
Mas, tragicamente, estamos sujeitos a um Estado português que é medíocre, é conservador, é descaradamente pesadão e por isso explora-nos fiscalmente, um Estado que é político-culturalmente autoritário com os Poderes regionais e autárquicos.
Apoia-se num sistema constitucional inadequado, mas que recusa mudar, dado o que o regime representa histórico-sentimentalmente, quase religiosamente, para uma série de bonzos situacionistas, porém incultos e sem visão.
Recusa mudar, também dados os interesses económicos de que permitiu a instalação, os quais não cedem quanto ao que adquiriram. Para além dos principescamente assalariados nos sectores dependentes do Estado.
O regime assenta numa poderosíssima e quase totalitária máquina de propaganda, montada em Lisboa ou a partir daí, paga por nós todos, como se viu com a utilização do proposto Orçamento de Estado para entreter a Opinião Pública, a Esta desviando da questão de fundo, que é o Sistema Político-Constitucional, e para o efeito mobilizando todos os “opinion makers” oficiosos e situacionistas.
O regime recusa a Mudança e, com esse objectivo, está montado em termos de desmotivar a Ousadia dos Portugueses.
8. É de acreditar numa eventual mudança no Estado português?
Como? A máquina de propaganda é cara, logo poderosa. A população vive num conformismo insuportável e de imposta mediocridade sociocultural. As Instituições que fizeram Portugal dão a impressão de auto-demissão. Os médios e pequenos Empresários vão passivamente para o fundo. Os Sindicatos estão partidarizados e só pensam nos seus cada vez menos associados. As Elites que não são da Situação não têm acesso à Opinião Pública. O Estado cresce todos os dias, estabelecendo como que um tal “socialismo do século XXI”. Como disse atrás, apesar disto tudo, não defendo uma quebra com o Estado português. Antes, uma luta para ajudar a mudá-Lo e para os nossos Direitos serem reconhecidos.
E penso assim, não por qualquer afectividade – que a perdi – mas porque não sou louco, concebo os riscos e seria inaceitável na medida em que acarretasse condições de vida ainda piores para o Povo Madeirense. Mas compreendo as motivações de muitos Madeirenses, apontadas a este caminho. E era bom que em todo o País, nomeadamente na “classe política” de Lisboa, interiorizassem que o País, a continuar assim, estas motivações vão se multiplicar nas próximas gerações. E já cá não estarão os que acreditámos ser a Autonomia Política um caminho de realizar Portugal...
9. Assim, que proposta aos Autonomistas, para este desafio de “Viver a Autonomia”?
Em primeiro lugar, manter e desenvolver as nossas Causas:
- o primado da dignidade da Pessoa Humana;
- as Liberdades Cívicas;
- o Estado Social;
- a continuidade do Desenvolvimento Integral, simultaneamente económico, cultural e social;
- uma Autonomia Política EVOLUTIVA;
Em segundo lugar, NÃO TEMER ASSUMIR RISCOS. Não se meter “nas encolhas”, no comodismo, ante os desafios que temos pela frente. Nomeadamente com as eleições que aí vêm. E que fique bem claro que este “não temer assumir riscos”, estende-se em relação a instituições ou agentes que o Estado português queira repressivos no nosso território autónomo.
João Paulo II disse: «NÃO TENHAIS MEDO!».
Finalmente, e em terceiro lugar, COMBATER.
Combater a mediocridade da subserviência medrosa a tudo o que vem de fora, erro trágico que, durante séculos, saiu bem caro ao Povo Madeirense.
Por outro lado e sem “porreirismos” covardes ou culturalmente pequeno-burgueses, combater internamente a “quinta coluna” colaboracionista que, no território autónomo, defende o colonialismo ou faz a propaganda ideológica, disfarçada, ou não, de totalitarismos políticos, quer de “esquerda”, quer de “direita”.
10. “Viver a Autonomia”.
Vamos fazê-lo, todos, cada vez mais.
Nas condições existentes e que saberemos controlar.
Desistir, pactuar, conformar-se é para os outros. Não para os Autonomistas.
A nossa arma é o INCONFORMISMO" (artigo de opinião de Alberto João Jardim, intitulado "Viver a Autonomia", publicado na edição de Dezembro de 2010 do "Madeira Livre")
No presente e no futuro.
2. Temos as infraestruturas que a qualquer comunidade da nossa dimensão, ou a muitas maiores, permitem a qualidade de vida europeia mais avançada.
Foi necessário uma dívida pública para consegui-lo. Se fôssemos adiando sempre, por causa de não onerar gerações seguintes, as gerações seguintes que também vão beneficiar destes meios e não beneficiariam se não fosse esta nossa iniciativa, se tivéssemos seguido o modelo orçamentalista defendido pela Oposição e pelo colonialismo lisboeta, estaríamos ainda na cepa torta.
Numa Região em que no início de cuja Autonomia as receitas próprias mal davam para apenas satisfazer as despesas correntes, obviamente que, para alcançarmos a mudança irrecusável e inadiável, tínhamos de agir diferentemente do “pensamento oficial” do regime de Lisboa e não temer as campanhas sujas que a propósito nos moveram.
Ninguém acreditaria na Democracia e na Autonomia, se não tivessem representado condições de vida diferentes para a população.
3. O desafio que agora se nos põe é o de RENTABILIZAR o que temos.
Rentabilizar não apenas o que agora possuímos ao nível do arquipélago, mas também a nossa própria condição ultraperiférica, cujos constrangimentos permanentes não nos devem fazer baixar os braços, antes adoptar uma posição reivindicativa ante um Estado português marcado ainda por uma forte cultura política colonialista e ante uma União Europeia que, sob vários aspectos, aterroriza-nos a forma como se apresenta esclerosada.
Temos todas as condições – ainda que político-legislativamente contrariadas pelo Estado português - para transformar a Madeira numa grande base de Serviços Internacionais, uma grande zona internacional de Serviços, a “Singapura do Atlântico”, a solução para o futuro, visto outros meios não existirem.
4. Esta opção tem a oposição dos sectores comuno-socialistas-conservadores situacionistas do regime português mas que se intitulam de “esquerda” - pois essa gente tem outra opção para o Povo Madeirense.
Os objectivos desses sectores são:
- a proletarização da população madeirense;
- a massificação dos cidadãos da Madeira;
- amarrar o território da Região Autónoma à decadência em que o Estado português se deixou mergulhar.
5. Prosseguir o “Viver a Autonomia” implica, quer na elaboração da estratégia, quer na sua execução, ter sempre o realismo de perceber as condicionantes a que a Região Autónoma, de momento, está amarrada.
Em primeiro lugar, as nossas condições financeiras actuais, bem como a fatal dependência do exterior.
Em segundo lugar, condicionantes estruturais, impostas pelo Estado português, nos domínios de um sistema de ensino medíocre, de um aparelho de Justiça hostilmente politizado e legislativa e funcionalmente mau, e ainda o problema dos transportes exteriores.
Em terceiro lugar, a recusa do Estado português em negar colonialmente ao Parlamento da Madeira as competências que são fundamentais para a garantia do nosso Desenvolvimento Integral futuro.
6. Como resolver este impasse nacional, que opõe o Estado central português a uma das suas parcelas territoriais, em termos cuja evidência encontra previsão na Carta das Nações Unidas, constitucionalmente também Direito Interno português?
Primeiro, através da luta política pacífica e legal – ao contrário, seria dar o flanco... – insistir, nacional e internacionalmente, por uma Autonomia Política Evolutiva que garanta a Unidade Nacional e reforce a coesão de Portugal.
Em segundo lugar, assegurar a descentralização, defendendo-a sempre, e sacralizando a preocupação em toda a Administração Pública da Região Autónoma e das Autarquias, para a prioridade possível, sem atrapalhos, a tudo o que seja Iniciativa ou se traduza em reforço da Competitividade.
Serão estas as armas para nos colocarmos correctamente no seio da inevitável globalização à escala mundial.
Terceiro, a política regional terá de estar sempre reforçada pelo facto de, por um lado, assentar no pluralismo interno, não apenas formal e muito menos o modelo de “pensamento único” à maneira de Lisboa. E, por outro lado, viver uma estabilidade político-social, para a qual é prioritária a defesa do Estado Social.
Finalmente, em quarto lugar e porque a qualquer modelo é indispensável uma Doutrina, prosseguir na orientação do Personalismo e da Doutrina Social da Igreja Católica – primado da Pessoa Humana sobre o Estado e sobre a liberdade desregulada dos mercados económicos e financeiros – e na intervenção do sector público, sempre que necessário, modelo social-democrata.
7. Como se vê, sabemos o que queremos e estão claros os nossos objectivos.
Mas, tragicamente, estamos sujeitos a um Estado português que é medíocre, é conservador, é descaradamente pesadão e por isso explora-nos fiscalmente, um Estado que é político-culturalmente autoritário com os Poderes regionais e autárquicos.
Apoia-se num sistema constitucional inadequado, mas que recusa mudar, dado o que o regime representa histórico-sentimentalmente, quase religiosamente, para uma série de bonzos situacionistas, porém incultos e sem visão.
Recusa mudar, também dados os interesses económicos de que permitiu a instalação, os quais não cedem quanto ao que adquiriram. Para além dos principescamente assalariados nos sectores dependentes do Estado.
O regime assenta numa poderosíssima e quase totalitária máquina de propaganda, montada em Lisboa ou a partir daí, paga por nós todos, como se viu com a utilização do proposto Orçamento de Estado para entreter a Opinião Pública, a Esta desviando da questão de fundo, que é o Sistema Político-Constitucional, e para o efeito mobilizando todos os “opinion makers” oficiosos e situacionistas.
O regime recusa a Mudança e, com esse objectivo, está montado em termos de desmotivar a Ousadia dos Portugueses.
8. É de acreditar numa eventual mudança no Estado português?
Como? A máquina de propaganda é cara, logo poderosa. A população vive num conformismo insuportável e de imposta mediocridade sociocultural. As Instituições que fizeram Portugal dão a impressão de auto-demissão. Os médios e pequenos Empresários vão passivamente para o fundo. Os Sindicatos estão partidarizados e só pensam nos seus cada vez menos associados. As Elites que não são da Situação não têm acesso à Opinião Pública. O Estado cresce todos os dias, estabelecendo como que um tal “socialismo do século XXI”. Como disse atrás, apesar disto tudo, não defendo uma quebra com o Estado português. Antes, uma luta para ajudar a mudá-Lo e para os nossos Direitos serem reconhecidos.
E penso assim, não por qualquer afectividade – que a perdi – mas porque não sou louco, concebo os riscos e seria inaceitável na medida em que acarretasse condições de vida ainda piores para o Povo Madeirense. Mas compreendo as motivações de muitos Madeirenses, apontadas a este caminho. E era bom que em todo o País, nomeadamente na “classe política” de Lisboa, interiorizassem que o País, a continuar assim, estas motivações vão se multiplicar nas próximas gerações. E já cá não estarão os que acreditámos ser a Autonomia Política um caminho de realizar Portugal...
9. Assim, que proposta aos Autonomistas, para este desafio de “Viver a Autonomia”?
Em primeiro lugar, manter e desenvolver as nossas Causas:
- o primado da dignidade da Pessoa Humana;
- as Liberdades Cívicas;
- o Estado Social;
- a continuidade do Desenvolvimento Integral, simultaneamente económico, cultural e social;
- uma Autonomia Política EVOLUTIVA;
Em segundo lugar, NÃO TEMER ASSUMIR RISCOS. Não se meter “nas encolhas”, no comodismo, ante os desafios que temos pela frente. Nomeadamente com as eleições que aí vêm. E que fique bem claro que este “não temer assumir riscos”, estende-se em relação a instituições ou agentes que o Estado português queira repressivos no nosso território autónomo.
João Paulo II disse: «NÃO TENHAIS MEDO!».
Finalmente, e em terceiro lugar, COMBATER.
Combater a mediocridade da subserviência medrosa a tudo o que vem de fora, erro trágico que, durante séculos, saiu bem caro ao Povo Madeirense.
Por outro lado e sem “porreirismos” covardes ou culturalmente pequeno-burgueses, combater internamente a “quinta coluna” colaboracionista que, no território autónomo, defende o colonialismo ou faz a propaganda ideológica, disfarçada, ou não, de totalitarismos políticos, quer de “esquerda”, quer de “direita”.
10. “Viver a Autonomia”.
Vamos fazê-lo, todos, cada vez mais.
Nas condições existentes e que saberemos controlar.
Desistir, pactuar, conformar-se é para os outros. Não para os Autonomistas.
A nossa arma é o INCONFORMISMO" (artigo de opinião de Alberto João Jardim, intitulado "Viver a Autonomia", publicado na edição de Dezembro de 2010 do "Madeira Livre")
Banco de Portugal aconselha bancos a procurarem novas formas de financiamento...
Segundo li no site da SIC, "o Banco de Portugal reconhece que os bancos portugueses estão a atravessar dificuldades cada vez maiores no acesso ao crédito, de acordo com um relatório divulgado hoje. O documento afirma que a pressão dos mercados internacionais sobre Portugal, e também a crise económica, estão a criar graves problemas de liquidez. O Banco de Portugal diz mesmo que pode ser necessário recorrer a aumentos de capital, ou seja pedir aos accionistas que ponham mais dinheiro nos bancos para evitar uma eventual situação de ruptura. "O sistema financeiro português enfrenta um conjunto de sérios desafios, decorrentes do clima de instabilidade financeira internacional, particularmente acentuada na Europa", refere o relatório. A banca nacional tem resistido bem até agora mas a situação é séria e exige medidas urgentes. O relatório de Estabilidade Financeira do Banco de Portugal revela que os bancos nacionais estão a ser arrastados pela grave situação do país.O aumento dos juros da dívida pública, as fracas perspectivas de crescimento da economia e o enorme buraco das contas públicas do Estado são achas para uma fogueira que arde cada vez mais intensa. Os bancos nacionais estão com grandes dificuldades em conseguir dinheiro emprestado e o risco de não conseguirem recuperar os empréstimos aos clientes é cada vez maior. "Esse risco tornar-se-á incomportável caso não se assista à implementação das medidas de política que permitam consolidar, de forma credível e sustentada, as finanças públicas portuguesas", refere o Banco de Portugal. O Banco de Portugal pede aos bancos que repensem as suas estratégias de financiamento, que emprestem menos e estimulem mais a poupança. "As perspectivas de aumento de incumprimento sugerem a necessidade de reforço da dotação de imparidade para perdas na carteira de crédito, em especial nos empréstimos a particulares para consumo e outros fins e nos empréstimos às sociedades não financeiras", afirma. Mas pode não ser suficiente. Tirando o Governo, todas as instâncias internacionais esperam que Portugal entre em recessão no próximo ano. Para evitar que os bancos se afundem o Banco de Portugal aconselha vivamente que os accionistas se juntem e entrem com mais dinheiro para reforçar o capital dos bancos. "Contudo, dadas as perspetivas para a economia portuguesa, o reforço do capital do sistema bancário afigura-se imprescindível para assegurar a continuidade da sua capacidade de resistência a choques adversos adicionais", acrescenta o relatório. O documento realça ainda que "a adopção de estratégias de captação de recursos de clientes afigura-se essencial para mitigar o risco de liquidez subjacente ao sistema bancário português". O problema, que o Banco de Portugal não assume no seu relatório, é que muitos destes accionistas estão, também eles, com grandes dificuldades. Ou seja, podem não ter dinheiro para responder a estes aumentos de capital"
Jaime Ramos: "Os bancos continuam a servir-se do Estado para se financiarem em vez de apoiarem a economia nacional"
"Mais uma vez, o Partido Socialista e José Sócrates desenvolveram uma série de “asneiras” que fizeram “mergulhar” Portugal, a Madeira e os Açores num poço sem fundo. Tudo isto foi feito com a cumplicidade da esquerda do “caviar” e do Partido Comunista. Sem vislumbrar qualquer saída para a situação, vêm, agora, pedir ajuda ao PSD para salvar Portugal.
Apenas por razões patrióticas e no sentido de salvaguardar a imagem do País, o PSD, embora alterando algumas propostas negativas no campo social, em que os socialistas pretendiam penalizar os Portugueses, Madeirenses e Açorianos, aceitou viabilizar o Orçamento de Estado para 2011. Neste momento estão criadas as condições para que o País possa ir recuperando a sua estabilidade económica e a credibilidade nos mercados Financeiros Internacionais.
Temos muitas dúvidas sobre a capacidade da equipa socialista de Sócrates que tem demonstrado incompetência, incoerência e mesmo divisão interna, este último facto pode agravar a situação financeira, social e consequentemente a não resolução dos problemas caóticos que nos afligem. Mas há uma situação que muito preocupa todos os Portugueses, Madeirenses e Açorianos, que é a dependência económica/financeira que o Governo se deixou condicionar; “depender” dos Grupos Financeiros Portugueses.
As entidades Bancárias Portuguesas, infelizmente, continuam a se servir do Estado para se financiar no BCE a taxas de juros de 1% e em vez de apoiarem a economia Portuguesa e as Pequenas e Médias Empresas estão a adquirir dívida Pública Portuguesa a taxas de 7%.
É um verdadeiro escândalo! Pois não faz sentido que as únicas entidades que no actual sistema financeiro podem conceder créditos às famílias e as Empresas não o façam e que continuam a ter lucros de milhões de euros por dia à custa do Estado, que é o mesmo que dizer à custa de todos os Portugueses.
Tudo isto tem de acabar, pois vai contribuir para a falência das Empresas e das Famílias, além do normal aumento do desemprego.
Ou o Governo toma decisões políticas sobre a gestão da Banca, ou então tem de intervir e colocar os Bancos ao serviço do Povo e não do lucro especulativo.
Há aqui uma cumplicidade inexplicável, inadmissível numa sociedade democrática, onde o poder económico quer controlar o poder político.
Nas Regiões, passa-se o mesmo, as Empresas e as Famílias andam desesperadas, pois não existem alternativas de financiamento.
Tudo isto tem resultado na insolvência de algumas empresas e no aumento do desemprego, e tudo devido à passividade dos Socialistas do Governo de Sócrates.
O que é ridículo é a forma como os Socialistas da Região, embora sejam apenas 7, aparecem diariamente na Plataforma Diário de Notícias/BE/PND/PCP/CDS/PS/MPT a proporem que os Madeirenses paguem com os seus impostos aquilo que os socialistas nos “roubam” em Lisboa. Os Madeirenses descontaram e descontam milhões de euros para a Segurança Social do seu Trabalho e agora os socialistas vão reduzir os benefícios sociais: as reformas, as comparticipações de medicamentos. Esses senhores sem “escrúpulos”, sem vergonha, querem que os Madeirenses dos seus impostos compensem o que nos é roubado pelo Governo Socialista. Vão tirar de 5 a 15% dos ordenados dos funcionários públicos e querem que os Madeirenses dos seus impostos compensem o roubo que fazem aos funcionários públicos. Não investiram um cêntimo nas infraestruturas Aeroportuárias do Porto Santo e da Madeira e agora querem que se reduza as taxas para que os Madeirenses paguem dos seus impostos a diferença dessa baixa de taxas.
O que se tem verificado é que a Plataforma Diário de Notícias/PCP/PS/CDS/MPT/PND/BE pretende é denegrir a imagem da Região, pois já demonstraram e demonstram que não têm capacidade para apresentar propostas consistentes, viáveis e válidas de alternativas à governação social-democrata. Só sabem, diariamente, através de conferências de imprensa numa televisão da Madeira e Rádio politizada e controlada por complexados da esquerda aliada à Plataforma liderada pelo Diário de Notícias, reivindicar na Madeira o que nos tiram em Lisboa e de aumentar as despesas e diminuir as receitas.
Há na realidade um grande deficit de oposição que se lamenta, pois desde que a liderança passou para o Diário de Notícias com a actual liderança do PS na Assembleia Legislativa acentuou-se esse deficit da oposição. Esperamos que em 2011, ano de eleições Regionais, possamos ter uma oposição livre do controlo económico de grupos que andam desesperados por deixar de mandar na Política da Região. Quem tem a palavra de decidir é o Povo e não grupos desesperados que no passado, quando da ditadura, controlavam a Região como queriam e entendiam. Que 2010 seja esquecido e apenas lembrado como o Ano Negro do Socialismo. Que 2011 nos traga novos Governantes na República e uma Oposição na Região mais competente e menos complexada e odiosa, são os nossos votos e da maioria social-democrata da Madeira e do Porto Santo" (editorial de Jaime Ramos, director do Madeira Livre, edição de Dezembro deste ano)
Apenas por razões patrióticas e no sentido de salvaguardar a imagem do País, o PSD, embora alterando algumas propostas negativas no campo social, em que os socialistas pretendiam penalizar os Portugueses, Madeirenses e Açorianos, aceitou viabilizar o Orçamento de Estado para 2011. Neste momento estão criadas as condições para que o País possa ir recuperando a sua estabilidade económica e a credibilidade nos mercados Financeiros Internacionais.
Temos muitas dúvidas sobre a capacidade da equipa socialista de Sócrates que tem demonstrado incompetência, incoerência e mesmo divisão interna, este último facto pode agravar a situação financeira, social e consequentemente a não resolução dos problemas caóticos que nos afligem. Mas há uma situação que muito preocupa todos os Portugueses, Madeirenses e Açorianos, que é a dependência económica/financeira que o Governo se deixou condicionar; “depender” dos Grupos Financeiros Portugueses.
As entidades Bancárias Portuguesas, infelizmente, continuam a se servir do Estado para se financiar no BCE a taxas de juros de 1% e em vez de apoiarem a economia Portuguesa e as Pequenas e Médias Empresas estão a adquirir dívida Pública Portuguesa a taxas de 7%.
É um verdadeiro escândalo! Pois não faz sentido que as únicas entidades que no actual sistema financeiro podem conceder créditos às famílias e as Empresas não o façam e que continuam a ter lucros de milhões de euros por dia à custa do Estado, que é o mesmo que dizer à custa de todos os Portugueses.
Tudo isto tem de acabar, pois vai contribuir para a falência das Empresas e das Famílias, além do normal aumento do desemprego.
Ou o Governo toma decisões políticas sobre a gestão da Banca, ou então tem de intervir e colocar os Bancos ao serviço do Povo e não do lucro especulativo.
Há aqui uma cumplicidade inexplicável, inadmissível numa sociedade democrática, onde o poder económico quer controlar o poder político.
Nas Regiões, passa-se o mesmo, as Empresas e as Famílias andam desesperadas, pois não existem alternativas de financiamento.
Tudo isto tem resultado na insolvência de algumas empresas e no aumento do desemprego, e tudo devido à passividade dos Socialistas do Governo de Sócrates.
O que é ridículo é a forma como os Socialistas da Região, embora sejam apenas 7, aparecem diariamente na Plataforma Diário de Notícias/BE/PND/PCP/CDS/PS/MPT a proporem que os Madeirenses paguem com os seus impostos aquilo que os socialistas nos “roubam” em Lisboa. Os Madeirenses descontaram e descontam milhões de euros para a Segurança Social do seu Trabalho e agora os socialistas vão reduzir os benefícios sociais: as reformas, as comparticipações de medicamentos. Esses senhores sem “escrúpulos”, sem vergonha, querem que os Madeirenses dos seus impostos compensem o que nos é roubado pelo Governo Socialista. Vão tirar de 5 a 15% dos ordenados dos funcionários públicos e querem que os Madeirenses dos seus impostos compensem o roubo que fazem aos funcionários públicos. Não investiram um cêntimo nas infraestruturas Aeroportuárias do Porto Santo e da Madeira e agora querem que se reduza as taxas para que os Madeirenses paguem dos seus impostos a diferença dessa baixa de taxas.
O que se tem verificado é que a Plataforma Diário de Notícias/PCP/PS/CDS/MPT/PND/BE pretende é denegrir a imagem da Região, pois já demonstraram e demonstram que não têm capacidade para apresentar propostas consistentes, viáveis e válidas de alternativas à governação social-democrata. Só sabem, diariamente, através de conferências de imprensa numa televisão da Madeira e Rádio politizada e controlada por complexados da esquerda aliada à Plataforma liderada pelo Diário de Notícias, reivindicar na Madeira o que nos tiram em Lisboa e de aumentar as despesas e diminuir as receitas.
Há na realidade um grande deficit de oposição que se lamenta, pois desde que a liderança passou para o Diário de Notícias com a actual liderança do PS na Assembleia Legislativa acentuou-se esse deficit da oposição. Esperamos que em 2011, ano de eleições Regionais, possamos ter uma oposição livre do controlo económico de grupos que andam desesperados por deixar de mandar na Política da Região. Quem tem a palavra de decidir é o Povo e não grupos desesperados que no passado, quando da ditadura, controlavam a Região como queriam e entendiam. Que 2010 seja esquecido e apenas lembrado como o Ano Negro do Socialismo. Que 2011 nos traga novos Governantes na República e uma Oposição na Região mais competente e menos complexada e odiosa, são os nossos votos e da maioria social-democrata da Madeira e do Porto Santo" (editorial de Jaime Ramos, director do Madeira Livre, edição de Dezembro deste ano)
Internatos médicos: a solução é pedirem as 5 vagas em medicina familiar que foram retiradas
Segundo o actual responsável pela Ordem dos Médicos (Madeira), José França, em entrevista ao Jornal da Madeira, há falta de médicos na Madeira área da Medicina Geral e Familiar: "Instado sobre a realidade na Região em termos de número de médicos, José França diz que nalgumas especialidades, nomeadamente na Anestesiologia e na Medicina Geral e Familiar há falta de clínicos. Ainda assim, refere que tem sido feito um esforço na contratação de pessoas e que dever-se-ia dar incentivos, principalmente no que concerne à Medicina Geral e Familiar, para colmatar estas áreas. No entanto, o presidente do Conselho Médico crê que, «daqui a meia dúzia de anos, com o número de médicos que estão a sair das faculdades que há no País e no estrangeiro, vamos ter médicos suficientes para servir a nossa população». O que recomendo como uma boa solução, e dado que a Madeira teve nos anos anteriores 10 médicos em internato nesta especialidade - que conjuga os centros de saúde com uma componente hospitalar - é que a RAM efectue no imediato diligências para que, logo no inicio do ano - depois de resolvido rapidamente o conflito aberto com um crápula desavergonhado e que usou abusivamente o lugar para desencadear uma vingança contra a Madeira, prejudicando a Região, os serviços hospitalares e mais de uma centena de jovens médicos, na sua maioria da Madeira, que são forçados a deixar a região ou a não vir para ela (ano comum) - a Madeira recupere pelo menos as 5 vagas que lhe foram retiradas este ano, por falta de possibilidades de colocação de internos nos centros de saúde do Continente que absorveram apenas cinco médicos para iniciarem o respectivo internato, repondo-se o que se pode considerar de normalidade neste domínio. Se isso acontecer vamos certamente garantir uma progressiva supressão de falta de médicos na área da Medicina Geral e Familiar, em vez de termos que contratar, e pagar médicos estrangeiros.
Indoneidade no Hospital: "processo vai deixar feridas" (José França)
"Jornal da Madeira – O Conselho Médico da Região Autónoma da Madeira cortou relações com a estrutura nacional, por ser ultrapassado pelo bastonário na questão da recusa de novos internatos no Hospital. Essa situação mantém-se?
José França – Relativamente às relações cortadas, institucionalmente não poderei cortar relações. Seria como uma secretaria cortar com o seu próprio governo. Mas, pessoalmente, estou de relações cortadas, porque fomos completamente ultrapassados. Foi uma tomada de posição unilateral do bastonário, sem ouvir o Conselho Médico, ainda por cima um conselho médico que foi eleito democraticamente há três anos com os votos dos médicos madeirenses. Achamos que não foi uma atitude correcta. Antes de chegar a uma decisão tão drástica, acho que ele devia ter vindo cá averiguar, falar connosco, para então tomar alguma decisão. Mas, penso que a decisão nunca deveria ser esta, porque, ao fim e ao cabo, estamos a atingir o elo mais fraco, ou seja, as pessoas com menor capacidade reivindicativa e que esperaram tanto para serem médicos, para enveredarem por uma especialidade.
JM – Acredita na resolução deste problema?
JM – Acredita na resolução deste problema?
JF – Se for eleito, e mesmo ainda antes disso, porque ainda cá estarei até meados de Janeiro/Fevereiro (normalmente os conselhos médicos tomam posse em Fevereiro), vou me empenhar. Sendo ou não eleito, vou trabalhar até ao fim, até ao último dia em que estiver nesta casa como dirigente e espero resolver a situação, ou pelo menos encaminhá-la para a sua resolução na plenitude.
Idoneidade é prioridade dos candidatos
JM – E como poderá resolver a situação?
Idoneidade é prioridade dos candidatos
JM – E como poderá resolver a situação?
JF – Já falei com os candidatos a bastonário (um dos quais será eleito agora em Dezembro) e prometeram-me que será uma das prioridades do início do seu mandato resolver a situação, porque esta Região bem necessita.
JM – Isso será em Janeiro/Fevereiro. Ainda iremos a tempo?
JF – Vamos a tempo de sarar a ferida, mas não vamos a tempo de curar a cicatriz. Vão ficar algumas cicatrizes, porque alguns internos poderão voltar para a Região, mas outros não vão querer, porque algumas vagas poderão ser escolhidas por colegas do Continente e, provavelmente, não quererão vir para cá fazer a sua formação.
JM – Assim sendo, a idoneidade formativa ainda poderá ser restabelecida durante o ano de 2011?
JF – Tem de ser. O bastonário suspendeu a idoneidade formativa, mas não pode retirá-la. O órgão soberano para retirar são os colégios das especialidades, e tudo farei para que os mesmos venham cá e façam os seus relatórios dos respectivos serviços, para ser novamente dada a idoneidade, que não foi retirada, mas sim suspensa.
JM – Mas os colégios das especialidades deram o parecer favorável à continuidade da formação...
JF – Até agora, sim.
JM – É por isso que não se compreende como o bastonário toma esta decisão?
JF – Exactamente. Isso foi uma decisão dele. Mas isto vai ficar resolvido. Até meados do ano, e se eu continuar aqui, não faço outra coisa enquanto isto não ficar resolvido.
JM – Está convicto que a idoneidade formativa vai voltar em 2011 ao Hospital?
JF – Tenho a certeza. Só não vão ficar com idoneidade os eventuais serviços que os colegas da especialidade achem que não têm condições para tal. Mas isso nunca é uma decisão na totalidade. Normalmente, dão um prazo para que as diferentes especialidades se adaptem e cumpram aquilo que os colégios normalmente exigem para que tenham idoneidade formativa.
JM- Esta é a sua bandeira, quer enquanto actual presidente, quer como candidato?
JF- Foi uma promessa que fiz aos colegas mais novos. Mexeram com os meus colegas mais novos, que eu represento, e são esses que eu vou defender neste momento, porque são aqueles que mais precisam.
Processo vai deixar cicatrizes
JM – Disse que ainda iam ficar cicatrizes deste problema. Que cicatrizes são essas?
JF – Infelizmente, as vagas que tinham abertas não vão ser todas ocupadas por pessoas que queriam cá ficar. Muitos colegas vão escolher a vaga de cá, mas vão fazer a formação lá e provavelmente já não vão voltar. Espero que isso esteja resolvido na plenitude no próximo internato, que vai iniciar em 2012, para os colegas do Ano Comum e do Complementar.
JM – Ainda assim, isso terá consequências para a Saúde na Região?
JF – Espero que sejam colmatadas a partir do próximo ano e que, ao longo do tempo, se vá diluindo esta tomada de decisão e as suas repercussões, e que, nos próximos anos, consigamos recuperar aquilo que perdemos este ano.
JM – Os colégios deram parecer favorável à formação. Como é possível que o bastonário possa suspendê-la?
JF – Ele suspendeu até aos colégios da especialidade virem. Portanto, vou-me empenhar para que todos os colégios das especialidades, com a anuência do próximo bastonário – já que este foi irredutível – venham cá o mais rapidamente tirar as suas conclusões, para assim voltar tudo à normalidade.
JM – Assim que o próximo bastonário tome posse, já poderá decidir nesse sentido e enviar para cá os colégios das especialidades?
JF – Já. O bastonário toma posse antes dos conselhos médicos. É ele que lhes dá posse. Por isso, mal tome posse, pode tomar esta decisão.
JM – Se esta situação não se tivesse verificado, quando teria início a formação?
JF – Seria em Janeiro.
JM – Portanto, está convencido que o que vai acontecer é ficarmos com alguns meses de atraso?
JF – Relativamente à normalidade, sim.
JM – Entretanto, o SESARAM já anunciou a contratação de um advogado, com o intuito de repor a normalidade. Como vê esse facto?
JF – Não gosto de falar de Justiça, mas, infelizmente, aquilo que vejo é que a Justiça é morosa. Eu acho que tenho de ser prático. Não posso pensar daqui a três ou quatro anos, quando o poder judicial tomar uma decisão. Quero que as coisas sejam resolvidas não a médio, mas a curto prazo. Se pensarmos em vias judiciais, será para ver quem teve e quem não teve razão neste processo. Eu, como médico, quero é que as coisas voltem à normalidade relativamente aos médicos da Região. Aquilo que prometi aos médicos internos é que continuarei a trabalhar para que tudo volte à normalidade.
JM – Como vê a questão que envolve os ortopedistas do Hospital do Funchal?
JF – A greve é das estruturas sindicais. Sei, superficialmente, por aquilo que ouvi na conferência de imprensa, as razões que levaram os ortopedistas a tomar essa decisão. A minha opinião vou guardar para mim. Fico triste, porque se alguém faz greve é porque está insatisfeito.
JM – Esta situação prejudicou muito os utentes?
JF – Isto prejudica o funcionamento de um serviço tão importante e fulcral num hospital, que é o Serviço de Ortopedia, e prejudica os utentes, porque foram consultas e cirurgias que não foram feitas. Mas, também sou capaz de compreender, se me explicarem bem, a razão pela qual fizeram a greve" (Fonte: Jornal da Madeira) Nota: recomendo a leitura desta entrevista, para que ao menos alguns comentadores (?) o que realmente se passa com a questão da idoneidade (internatos/ano comum, etc), em vez de andarem a comentar com uma prosápia toda assuntos que não conhecem, metendo água e misturando alhos com bugalhos.
JM – Isso será em Janeiro/Fevereiro. Ainda iremos a tempo?
JF – Vamos a tempo de sarar a ferida, mas não vamos a tempo de curar a cicatriz. Vão ficar algumas cicatrizes, porque alguns internos poderão voltar para a Região, mas outros não vão querer, porque algumas vagas poderão ser escolhidas por colegas do Continente e, provavelmente, não quererão vir para cá fazer a sua formação.
JM – Assim sendo, a idoneidade formativa ainda poderá ser restabelecida durante o ano de 2011?
JF – Tem de ser. O bastonário suspendeu a idoneidade formativa, mas não pode retirá-la. O órgão soberano para retirar são os colégios das especialidades, e tudo farei para que os mesmos venham cá e façam os seus relatórios dos respectivos serviços, para ser novamente dada a idoneidade, que não foi retirada, mas sim suspensa.
JM – Mas os colégios das especialidades deram o parecer favorável à continuidade da formação...
JF – Até agora, sim.
JM – É por isso que não se compreende como o bastonário toma esta decisão?
JF – Exactamente. Isso foi uma decisão dele. Mas isto vai ficar resolvido. Até meados do ano, e se eu continuar aqui, não faço outra coisa enquanto isto não ficar resolvido.
JM – Está convicto que a idoneidade formativa vai voltar em 2011 ao Hospital?
JF – Tenho a certeza. Só não vão ficar com idoneidade os eventuais serviços que os colegas da especialidade achem que não têm condições para tal. Mas isso nunca é uma decisão na totalidade. Normalmente, dão um prazo para que as diferentes especialidades se adaptem e cumpram aquilo que os colégios normalmente exigem para que tenham idoneidade formativa.
JM- Esta é a sua bandeira, quer enquanto actual presidente, quer como candidato?
JF- Foi uma promessa que fiz aos colegas mais novos. Mexeram com os meus colegas mais novos, que eu represento, e são esses que eu vou defender neste momento, porque são aqueles que mais precisam.
Processo vai deixar cicatrizes
JM – Disse que ainda iam ficar cicatrizes deste problema. Que cicatrizes são essas?
JF – Infelizmente, as vagas que tinham abertas não vão ser todas ocupadas por pessoas que queriam cá ficar. Muitos colegas vão escolher a vaga de cá, mas vão fazer a formação lá e provavelmente já não vão voltar. Espero que isso esteja resolvido na plenitude no próximo internato, que vai iniciar em 2012, para os colegas do Ano Comum e do Complementar.
JM – Ainda assim, isso terá consequências para a Saúde na Região?
JF – Espero que sejam colmatadas a partir do próximo ano e que, ao longo do tempo, se vá diluindo esta tomada de decisão e as suas repercussões, e que, nos próximos anos, consigamos recuperar aquilo que perdemos este ano.
JM – Os colégios deram parecer favorável à formação. Como é possível que o bastonário possa suspendê-la?
JF – Ele suspendeu até aos colégios da especialidade virem. Portanto, vou-me empenhar para que todos os colégios das especialidades, com a anuência do próximo bastonário – já que este foi irredutível – venham cá o mais rapidamente tirar as suas conclusões, para assim voltar tudo à normalidade.
JM – Assim que o próximo bastonário tome posse, já poderá decidir nesse sentido e enviar para cá os colégios das especialidades?
JF – Já. O bastonário toma posse antes dos conselhos médicos. É ele que lhes dá posse. Por isso, mal tome posse, pode tomar esta decisão.
JM – Se esta situação não se tivesse verificado, quando teria início a formação?
JF – Seria em Janeiro.
JM – Portanto, está convencido que o que vai acontecer é ficarmos com alguns meses de atraso?
JF – Relativamente à normalidade, sim.
JM – Entretanto, o SESARAM já anunciou a contratação de um advogado, com o intuito de repor a normalidade. Como vê esse facto?
JF – Não gosto de falar de Justiça, mas, infelizmente, aquilo que vejo é que a Justiça é morosa. Eu acho que tenho de ser prático. Não posso pensar daqui a três ou quatro anos, quando o poder judicial tomar uma decisão. Quero que as coisas sejam resolvidas não a médio, mas a curto prazo. Se pensarmos em vias judiciais, será para ver quem teve e quem não teve razão neste processo. Eu, como médico, quero é que as coisas voltem à normalidade relativamente aos médicos da Região. Aquilo que prometi aos médicos internos é que continuarei a trabalhar para que tudo volte à normalidade.
JM – Como vê a questão que envolve os ortopedistas do Hospital do Funchal?
JF – A greve é das estruturas sindicais. Sei, superficialmente, por aquilo que ouvi na conferência de imprensa, as razões que levaram os ortopedistas a tomar essa decisão. A minha opinião vou guardar para mim. Fico triste, porque se alguém faz greve é porque está insatisfeito.
JM – Esta situação prejudicou muito os utentes?
JF – Isto prejudica o funcionamento de um serviço tão importante e fulcral num hospital, que é o Serviço de Ortopedia, e prejudica os utentes, porque foram consultas e cirurgias que não foram feitas. Mas, também sou capaz de compreender, se me explicarem bem, a razão pela qual fizeram a greve" (Fonte: Jornal da Madeira) Nota: recomendo a leitura desta entrevista, para que ao menos alguns comentadores (?) o que realmente se passa com a questão da idoneidade (internatos/ano comum, etc), em vez de andarem a comentar com uma prosápia toda assuntos que não conhecem, metendo água e misturando alhos com bugalhos.
Entrevista de José França (Ordem dos Médicos) ao "JM"
O actual responsável pela estrutura regional da Ordem dos Médicos - que o patético e boçal bastonário da OM tentou desvalorizar quando incomodado pela reacção de França às suas patifarias próprias de crápulas, não de gente séria - José França, concedeu esta semana uma boa entrevista ao Jornal da Madeira, na qual aborda questões bastante actuais, nomeadamente a "falta de anestesiologistas e médicos de família na Madeira", o caso dos Internatos e a idoneidade dos serviços hospitalares, o caso da "greve" (?) dos ortopedistas, entre outros assuntos. Uma entrevista que recomendo aos interessados seja lida atentamente.
Jardim responde a Marcelo
Num artigo de opinião hoje publicado no Jornal da Madeira, Alberto João Jardim responde a Marcelo Rebelo Sousa (TVI), ainda sobre a votação dos deputados do PSD da Madeira relativamente à proposta socialista de orçamento do Estado 2011:
"O burro, serei eu?...»
Post-Scriptum: Ultimamente, o Professor Marcelo Rebelo de Sousa critica-me com certa frequência no tempo de antena de que dispõe.
Está no seu Direito, como também é meu Direito não subscrever várias posições que Ele vem assumindo.
O que, civilizadamente, não põe em causa, pelo menos da minha parte, uma amizade de muitos anos.
O «burro serei eu», em reagir contra os abusos político-partidários de um Governo socialista sobre um Povo que me elegeu?...
O «burro serei eu», em ter alertado sempre, contra a opinião dos situacionistas, que Portugal chegaria ao presente estado de coisas?...
O «burro serei eu», em discordar de um Orçamento de Estado que agravará insuportavelmente as condições de vida dos Portugueses e que não produziu, nos mercados financeiros, o «milagre» tão anunciado pela propaganda?...
O «burro serei eu», ao continuar ter Esperança em Portugal, mas defendendo outras alternativas possíveis e concretas, bem como ao assumir uma posição conforme aos Direitos e Opinião dos que me elegeram, e conforme ao que livremente entendo ser o Interesse Nacional?...".
Está no seu Direito, como também é meu Direito não subscrever várias posições que Ele vem assumindo.
O que, civilizadamente, não põe em causa, pelo menos da minha parte, uma amizade de muitos anos.
O «burro serei eu», em reagir contra os abusos político-partidários de um Governo socialista sobre um Povo que me elegeu?...
O «burro serei eu», em ter alertado sempre, contra a opinião dos situacionistas, que Portugal chegaria ao presente estado de coisas?...
O «burro serei eu», em discordar de um Orçamento de Estado que agravará insuportavelmente as condições de vida dos Portugueses e que não produziu, nos mercados financeiros, o «milagre» tão anunciado pela propaganda?...
O «burro serei eu», ao continuar ter Esperança em Portugal, mas defendendo outras alternativas possíveis e concretas, bem como ao assumir uma posição conforme aos Direitos e Opinião dos que me elegeram, e conforme ao que livremente entendo ser o Interesse Nacional?...".
domingo, novembro 28, 2010
Perder tempo?
Se dizem que têm razão, se acham que a "guerra" só acaba com a nomeação de um novo director de serviço (só não dizem qual deles avançaria e como reagiriam os outros que alegadamente estão unidos como um "bloco"...) quando a tutela reafirma a sua confiança ao actual titular do cargo, afastando qualquer mudança, e desistindo de pretender saber as "razões" concretas para convocatória de uma "greve" (?), é apenas sobre isto que me interrogo: se acham que eles é que têm a razão e a tutela não, se acham que só eles é que falam "verdade" e os outros são uma cambada de "mentirosos", se acham que podem continuar indefinidamente neste comportamento hipócrita, se acham que num serviço qualquer os funcionários podiam fazer o mesmo só porque não gostam da cara do director ou das pernas da chefe, se acham que os enfermeiros, por exemplo, fartos das asneiradas e incompetêncas de alguns médicos, fartos de taparem buracos para evitar broncas, incluindo ausências em serviço (e ainda por cima denegridos apesar de servirem também de "bombeiros"...) resolviam fazer greve até que despedissem esses clínicos, se acham que os professores podiam entrar todos numa "greve" (reparem nas aspas) só porque não gostam do(da) director(a) da escola e entendem que o mesmo se deveria demitir ou ser forçado a isso, então porque razão perdem tempo, incluindo com cartas que pouco ou nada resolvem, porque ninguém percebe o que ela significam nem o que visam? Imaginem, finalmente, que numa redacção de um meio de comunicação social qualquer os chefes de redacção, nomeados pela administração, passavam a ser contestados e os jornalistas resolviam entrar neste jogo estranho de "greves" (?) pondo em causa a publicação do jornal e ameaçando, por essa via, a própria empresa e os postos de trabalho dos demais trabalhadores? O que eu sugeria, por exemplo, a algum jornalista mais disponível e atentos, é que tentasse desenvolver, comparativamente, aspectos relacionados com questões orçamentais.
Quem me eslarece?
Há uma coisa que me em feito uma confusão enorme. Sabendo-se que a guerra do bastonário contra a Madeira, prejudicando a região, os serviços hospitalares, os internatos médicos, os jovens licenciados em medicina, numa atitude vergonha e mafiosa de perseguição e de ajuste de contas contra a Madeira, por causa de um diploma regional sobre o DCI e de denúncias anónimas de asquerosos bufos cobardolas - aliás conhecidos no Hospital... - e sabendo-se que existem pareceres anexados ao processo legislativo regional e que a Ordem dos Médicos na Madeira não tem serviços de assessoria jurídica para o efeito, nem se justifica, nem seria um encargo fácil de suportar, onde terão sido analisados, e por quem, numa perspectiva jurídica, as posições da OM relativamente ao referido diploma que tanta celeuma tem causado e servido de pretexto para "justificação" destas inqualificáveis patifarias do bastonário contra a Madeira?
Código Deontológico dos Jornalistas (1993)
Os jornalistas portugueses regem-se por um Código Deontológico que aprovaram em 4 de Maio de 1993, numa consulta que abrangeu todos os profissionais detentores de Carteira Profissional. O texto do projecto havia sido preliminarmente discutido e aprovado em Assembleia Geral realizada em 22 de Março de 1993:
"1.O jornalista deve relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade. Os factos devem ser comprovados, ouvindo as partes com interesses atendíveis no caso. A distinção entre notícia e opinião deve ficar bem clara aos olhos do público.
2.O jornalista deve combater a censura e o sensacionalismo e considerar a acusação sem provas e o plágio como graves faltas profissionais.
3.O jornalista deve lutar contra as restrições no acesso às fontes de informação e as tentativas de limitar a liberdade de expressão e o direito de informar. É obrigação do jornalista divulgar as ofensas a estes direitos.
4.O jornalista deve utilizar meios leais para obter informações, imagens ou documentos e proibir-se de abusar da boa-fé de quem quer que seja. A identificação como jornalista é a regra e outros processos só podem justificar-se por razões de incontestável interesse público.
5.O jornalista deve assumir a responsabilidade por todos os seus trabalhos e actos profissionais, assim como promover a pronta rectificação das informações que se revelem inexactas ou falsas. O jornalista deve também recusar actos que violentem a sua consciência.
6.O jornalista deve usar como critério fundamental a identificação das fontes. O jornalista não deve revelar, mesmo em juízo, as suas fontes confidenciais de informação, nem desrespeitar os compromissos assumidos, excepto se o tentarem usar para canalizar informações falsas. As opiniões devem ser sempre atribuídas.
7.O jornalista deve salvaguardar a presunção da inocência dos arguidos até a sentença transitar em julgado. O jornalista não deve identificar, directa ou indirectamente, as vítimas de crimes sexuais e os delinquentes menores de idade, assim como deve proibir-se de humilhar as pessoas ou perturbar a sua dor.
8.O jornalista deve rejeitar o tratamento discriminatório das pessoas em função da cor, raça, credos, nacionalidade ou sexo.
9.O jornalista deve respeitar a privacidade dos cidadãos excepto quando estiver em causa o interesse público ou a conduta do indivíduo contradiga, manifestamente, valores e princípios que publicamente defende. O jornalista obriga-se, antes de recolher declarações e imagens, a atender às condições de serenidade, liberdade e responsabilidade das pessoas envolvidas.
10.O jornalista deve recusar funções, tarefas e benefícios susceptíveis de comprometer o seu estatuto de independência e a sua integridade profissional. O jornalista não deve valer-se da sua condição profissional para noticiar assuntos em que tenha interesses".
2.O jornalista deve combater a censura e o sensacionalismo e considerar a acusação sem provas e o plágio como graves faltas profissionais.
3.O jornalista deve lutar contra as restrições no acesso às fontes de informação e as tentativas de limitar a liberdade de expressão e o direito de informar. É obrigação do jornalista divulgar as ofensas a estes direitos.
4.O jornalista deve utilizar meios leais para obter informações, imagens ou documentos e proibir-se de abusar da boa-fé de quem quer que seja. A identificação como jornalista é a regra e outros processos só podem justificar-se por razões de incontestável interesse público.
5.O jornalista deve assumir a responsabilidade por todos os seus trabalhos e actos profissionais, assim como promover a pronta rectificação das informações que se revelem inexactas ou falsas. O jornalista deve também recusar actos que violentem a sua consciência.
6.O jornalista deve usar como critério fundamental a identificação das fontes. O jornalista não deve revelar, mesmo em juízo, as suas fontes confidenciais de informação, nem desrespeitar os compromissos assumidos, excepto se o tentarem usar para canalizar informações falsas. As opiniões devem ser sempre atribuídas.
7.O jornalista deve salvaguardar a presunção da inocência dos arguidos até a sentença transitar em julgado. O jornalista não deve identificar, directa ou indirectamente, as vítimas de crimes sexuais e os delinquentes menores de idade, assim como deve proibir-se de humilhar as pessoas ou perturbar a sua dor.
8.O jornalista deve rejeitar o tratamento discriminatório das pessoas em função da cor, raça, credos, nacionalidade ou sexo.
9.O jornalista deve respeitar a privacidade dos cidadãos excepto quando estiver em causa o interesse público ou a conduta do indivíduo contradiga, manifestamente, valores e princípios que publicamente defende. O jornalista obriga-se, antes de recolher declarações e imagens, a atender às condições de serenidade, liberdade e responsabilidade das pessoas envolvidas.
10.O jornalista deve recusar funções, tarefas e benefícios susceptíveis de comprometer o seu estatuto de independência e a sua integridade profissional. O jornalista não deve valer-se da sua condição profissional para noticiar assuntos em que tenha interesses".
Pois é Berardo, mas...
Li ontem no site da TVI que o comendador Joe Berardo "considera que José Sócrates «tentou fazer alguma coisa pelo país, mas foi crucificado» e que, estando legitimamente à frente do Governo, «deveria ser apoiado». Os portugueses não deveriam «estar contra» Sócrates, pois «as coisas estão muito difíceis», acrescentou o coleccionador de arte em declarações à agência Lusa, considerando que as pessoas, em vez de se preocuparem com o país, querem é tratar da «sua casinha, do seu partido». Joe Berardo está convencido que vai haver eleições antecipadas, mas afirma que não está «nada preocupado», nem lhe «interessa quem vai ganhar», pois «o sistema vai manter-se». A maioria de que resultar o novo governo não vai, mais uma vez, ser uma maioria para «promover a unidade dos portugueses» em torno de combates às dificuldades que o país atravessa e para alcançar «objectivos que Portugal tem de definir», sublinha. Joe Berardo não vê, entre os actuais dirigentes partidários, «nenhum líder» capaz de combater o sistema político-partidário e de, simultaneamente, «juntar os portugueses» para que «o país dê um passo em frente». «Para dar um passo em frente», Portugal tem de voltar a ser, como foi na época dos descobrimentos, pioneiro e corajoso, alerta, acreditando, no entanto, que os portugueses, «se unirem esforços, serão capazes de voltarem a ser» uma referência no mundo. Referindo-se a Pedro Passos Coelho, o comendador Joe Berardo discorda do presidente do PSD, quando este diz que são necessários «oito a dez anos» para Portugal recuperar da actual situação, pois «nós não sobrevivermos esse tempo todo» na situação em que estamos, adverte. «Não vejo ninguém com a ideia» de mobilizar o país e agir de imediato, confessa Joe Berardo. A não ser que, ressalva, num tom irónico, exista quem assim pense e «não o diga com medo de não ganhar as eleições». Enquanto empresário, «nunca fui chamado para ser ouvido pelos políticos» e para discutir com eles o que deve ser feito pelo país, lamenta o comendador, recordando que quando viveu na África do Sul, era um dos empresários conselheiro do presidente daquele país. «Cá, quando os políticos chamam os empresários» é para fazerem passar a sua mensagem, para dizerem «o que lhes interessa» e não para ouvir o que realmente pensam os empresários e com eles discutirem o país, acusa. De todo o modo, Joe Berardo acredita no futuro de Portugal. Basta, advoga, «aproveitar o que temos de bom: os portugueses, o sol, a terra, a nossa história e a nossa cultura». Tenho por princípio respeitar as opiniões alheias, concorde ou não com elas, pelo que neste caso nem sequer ouso abrir uma excepção, pese o facto de não concordar como que Berardo afirma. De todo! O que eu sinceramente queria que Joe Berardo me dissesse é o que vai acontecer ao Hotel Savoy, se o projecto vai ou não andar, se existem ou não problemas de financiamento (importante clarificar isto, por exemplo, se existem ou não dificuldades inesperadas de financiamento...), em em vez de andar a defender Sócrates - obviamente que podendo-o fazer, porque está no seu ditreito. O que me parece é que as pessoas também são livres de pensarem, mesmo para dentro (!) sobre quais os motivos destas declarações, a causa mais próxima para este tipo de reacção quando é evidente que existe um sentimento no país que aponta para um caminho totalmente oposto ao que Berardo sustenta.
Sabiam que
Sabiam que o médico Manuel França Gomes, ex-responsável pela Ordem dos Médicos na Madeira, e contestado director dos serviços de ortopedia - o tal de onde é suposto terem sido dadas razões para que o actual bastonário desencadeasse todas as fatifarias que têm consumado contra a Madeira - é o mandatário na RAM da candidatura de Isabel Caixeiro, exactamente a lista apoiada pelo referido bastonário? Curiosidades...
sábado, novembro 27, 2010
Jackpot de 44 milhões foi para a Madeira, para sociedade que inclui desalojados pelo temporal
Uma sociedade composta por 20 madeirenses residentes nas freguesias de Santo António e S.Roque, no Funchal, alguns afetados pelo temporal de 20 de fevereiro e com carências, venceu esta semana o "jackpot" do Euromilhões, apurou a agência Lusa. A informação foi confirmada à agência Lusa por Joana Silva, proprietária da papelaria da Penteada, na freguesia de S.Roque, no Funchal, onde os boletins foram registados. Joana Silva adiantou que esta sociedade foi constituída há três anos, "alguns entraram, outros saíram, como eu que não ganhei nada", e cada uma das pessoas apostou 18 euros.
***
Uma das maiores agências de viagens entrou em insolvência
Segundo o Publico, num texto da jornalista Raquel Almeida Correia, "já entrou no tribunal o pedido de insolvência da Mundiclasse, que acumula um passivo de seis milhões e salários em atraso. É a 7.ª no ranking do país O sector das agências de viagens ainda está a recuperar do caso Marsans, mas já há uma nova empresa a causar preocupação. A Mundiclasse, um dos maiores operadores nacionais, com uma rede de 28 balcões, está em risco de insolvência. O sindicato garante que os trabalhadores não receberam os salários de Outubro. E a salvaguarda dos clientes resume-se a duas cauções de 25 mil euros (o mínimo legal), embora o grupo facture 24 milhões. Apesar de ainda não haver registo de incumprimentos para com os clientes, como aconteceu com a Marsans, há muitas semelhanças entre os dois casos. O pedido de insolvência da Mundiclasse, que entrou no Tribunal do Comércio de Lisboa na passada quarta-feira, foi movido pelo mesmo fornecedor que suscitou a liquidação da empresa espanhola: o operador turístico Entremares. Tal como no primeiro processo, também agora as dívidas resultam da emissão de bilhetes de avião. Tanto a Marsans como a Mundiclasse perderam, este ano, a licença para emitir passagens e recorreram à Entremares. No pedido de insolvência entregue pelo operador turístico é reclamada uma dívida de praticamente 57 mil euros.Além da Entremares, também a brasileira Del Bianco integra o processo. A empresa alega ter fornecido serviços aos clientes da Mundiclasse, no Brasil, sem ter recebido a respectiva compensação. Neste caso, reclama-se um crédito vencido de aproximadamente 19 mil euros. Os valores associados ao processo (76 mil euros) poderão não ser suficientes para que o tribunal decida deferir o pedido e considere a agência insolvente. Mas poderá ser o rastilho para o surgimento de outros credores, já que um relatório financeiro a que o PÚBLICO teve acesso mostra que, só este ano, 15 empresas moveram acções contra a Mundiclasse, fundada em 1997. A dívida total ultrapassa os 425 mil euros, mas, de acordo com o administrador da agência de viagens portuguesa, é muito superior. "O passivo deve rondar os seis milhões de euros", afirmou ao PÚBLICO, garantindo "que está tudo a ser negociado". Ilídio Gouveia, maior accionista da Mundiclasse, ficou "surpreso" com o pedido de insolvência, explicando que "havia negociações para chegar a um acordo", que incluíam cedência de activos à Entremares. O gestor assegurou que a empresa "também está em contencioso com entidades que lhe devem dinheiro".Ilídio Gouveia sublinhou que a agência de viagens "não vai fechar", mas admitiu que 2010 foi penoso em receitas. Depois de ter investido em dez lojas, a Mundiclasse deverá registar quebras na facturação "entre 20 e 30 por cento" este ano, admitiu. E, por isso, "será feito um redimensionamento da estrutura", que resultará "no encerramento de dois ou três balcões", avançou o gestor.Um plano que preocupa os trabalhadores da empresa, que chegou a empregar 120 pessoas e agora tem 84. O Sindicato da Marinha Mercante e Agências de Viagens avançou que tem "recebido contactos de trabalhadores, que querem sair da Mundiclasse porque já não receberam o mês de Outubro". Ilídio Gouveia admitiu que "houve um atraso", mas assegurou "que já está tudo pago".Contactada pelo PÚBLICO, a associação do sector disse "estar em crer que os clientes não serão afectados, uma vez que as principais consequências estarão nas relações com os fornecedores". Ainda assim, solicitou que a agência lhe enviasse informações "sobre a sua situação económica e sobre eventuais implicações para o mercado", mas a Mundiclasse ainda não respondeu”.
Sanções políticas para deputados do PSD-Madeira?
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Diz o Publico que "o secretário geral do PSD, Miguel Relvas, afirmou na sexta-feira que eventuais sanções aos deputados do PSD/Madeira que votaram contra o Orçamento do Estado serão “sanções políticas”, recusando prestar mais esclarecimentos. “As sanções, em política, são sanções políticas”, afirmou Miguel Relvas, em Coimbra, à margem da sessão de abertura do XXI Congresso da JSD. Quatro deputados do PSD/Madeira, Guilherme Silva, Hugo Velosa, Correia de Jesus e Vânia Jesus, votaram na sexta-feira contra o Orçamento do Estado, violando a disciplina de voto da bancada parlamentar social democrata, que se absteve na sequência de um acordo com o Governo. Em declarações aos jornalistas, na Assembleia da República, o líder da bancada do PSD, Miguel Macedo, lamentou a violação da disciplina de voto por parte dos deputados sociais-democratas da Madeira, mas escusou-se a adiantar a aplicação de eventuais sanções aos parlamentares. “Não queria tirar esta questão do plano em que eu acho que ela deve estar, que é o plano da responsabilidade política. São matérias de foro interno e, nesse foro interno do grupo parlamentar, discutiremos essa matéria”, afirmou Miguel Macedo. "Não quero que questões políticas se transformem necessariamente em questões jurídicas”, acrescentou, referindo que, “no passado, com diversos Governos, com diversos orçamentos, aconteceu esta situação”. O Orçamento do Estado para 2011 foi aprovado em votação final global com os votos favoráveis do PS, a abstenção do PSD e o voto contra dos quatro deputados sociais-democratas, do CDS-PP, BE, PCP e PEV”. Aliás na linha do queixume tonto do líder parlamentar Miguel Macedo. Sobre este assunto Alberto João Jardim já disse o que devia e tinha a dizer.
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