sábado, setembro 07, 2024

Dos 900 golos de Ronaldo, 131 foram por Portugal. Como foram, contra quem e quem os ofereceu?

Ronaldo é cada vez mais o maior goleador de sempre por seleções. Depois de mais um marco histórico atingido por CR7 na noite de quinta-feira, olhamos para os seus 131 golos pela Equipa das Quinas. O 900.º golo da carreira de Cristiano Ronaldo, assinado na noite de quinta-feira no Estádio da Luz, no triunfo de Portugal por 2-1 sobre a Croácia para a Liga das Nações, foi nada mais, nada menos que o seu golo número 131 com a camisola da principal seleção nacional. São 131 golos que fazem de Ronaldo, cada vez mais, o melhor marcador de sempre por seleções. Messi, o segundo da lista, leva apenas 109 golos pela Argentina e o terceiro, Ali Daei, com 108 golos pelo Irão, já pendurou as botas há muito. Mas como foram marcados esses 131 golos de Ronaldo por Portugal? Qual a sua principal vítima? E quem foi o colega que mais golos lhe ofereceu?

Mais de 20 anos desde o primeiro golo

Foi a 12 de junho de 2004 que Cristiano Ronaldo marcou o seu primeiro golo pela Equipa das Quinas, no jogo de abertura do Euro 2004, na primeira de duas amargas derrotas ante a Grécia nessa prova. Quer isto dizer que entre o primeiro golo de Ronaldo pela Seleção e agora o mais recente já passaram mais de 20 anos: mais precisamente 20 anos, 2 meses e 23 dias. Uma longevidade notável.

Sondagem: PS cresce 4,5 pontos percentuais em nova sondagem e ultrapassa AD. Mas empate técnico mantém-se

No barómetro de agosto da Intercampus, as intenções de voto no PS subiram mais, conseguindo ultrapassar a AD. Imagem de Pedro Nuno Santos também foi a que mais melhorou. As intenções de voto no Partido Socialista (PS) subiram de 23,9% no final de julho para 28,4% em agosto, voltando a superar as da Aliança Democrática (AD), que passou de 26,4% para 26,6%, segundo o mais recente barómetro da Intercampus para o Jornal de Negócios, o Correio da Manhã e a CMTV. Ainda assim, a diferença entre as duas forças políticas é curta e inferior à margem de erro (de 4%), não sendo suficiente para desfazer o empate técnico, embora os resultados apontem para que a subida de 4,5 pontos percentuais dos socialistas seja por mérito próprio e não por erosão do eleitorado da coligação que sustenta o Governo.

Paulo Núncio: “Tudo o que o PS aprovou na AR [nesta legislatura] foi com a viabilização do Chega”

O que está em causa?

Num frente-a-frente contra Pedro Anastácio (PS), o vice-presidente do CDS-PP, Paulo Núncio, destacou o modo como os projetos de lei que o partido encabeçado por Pedro Nuno Santos tem conseguido aprovar no Parlamento, ao longo da atual legislatura, têm contado com uma “viabilização do Chega”. É verdade? “Há uma desorientação estratégica fundamental do Chega”: a observação foi feita na noite de quinta-feira, num espaço de comentário no canal Now, pelo líder parlamentar do CDS-PP, Paulo Núncio, em reação às posições que têm sido assumidas pelo Chega a propósito das negociações para o Orçamento do Estado para 2025.

Depois do dirigente desse partido, André Ventura, ter reiterado que ficará de fora dessas conversações, o centrista considerou, a esse propósito, que o Chega “definiu como aliado preferencial, neste mandato, o Partido Socialista e está a ser fiel a essa linha”. Isto porque, “no que temos de mandato parlamentar até agora”, esse grupo parlamentar “tem estado sistematicamente ao lado do PS e da extrema-esquerda” e, consequentemente, “sido a bengala útil” do partido liderado por Pedro Nuno Santos. De forma a sustentar o seu argumento, afirmou ainda: “Tudo o que o PS aprovou na Assembleia [da República], já foram cinco ou seis projetos, foi com a viabilização do Chega.” Confirma-se esta alegação? 

Opinião: Intenções e intencionalidades...

 

Eu não entendo - ou melhor, entendo, mas não comento... - a relutância de alguns sectores da política regional da oposição, incluindo os que recorrentemente usam o anonimato complementar como afirmação da sua "coragem", em criarem condições políticas para discussões sérias e construtivas, sem aproveitamentos políticos ou sombras eleitorais, optando por dar prioridade às suas estratégias partidárias, políticas e mesmo pessoais. No fundo falamos, sim ou não, a propósito dos incêndios florestais que assolaram a Madeira, de audições parlamentares que devem ser sérias, apostadas no esclarecimento público de tudo o que se passou, no debate em torno de todos os assuntos que interessam aos madeirenses? E qual a seriedade de quem se comporta de forma tendenciosa ao não querer incluir na "procissão" de entidades a ouvir pelos deputados, quem tutela a nossa floresta, no fundo, o epicentro de tudo o que aconteceu, o local onde tudo aconteceu?

Suspeito que estamos perante uma jogada política - não vou falar nem de protagonistas, nem de intenções subjacentes... - que se divide em duas partes distintas e que nem se complementam: uma primeira, a mais importante, a guerra política, partidária e até pessoal, tendo Albuquerque como alvo preferencial, eventualmente também Pedro Ramos, só porque tutela a Protecção Civil. Digamos que será uma audição que, a se manterem estas premissas, pouco diferirá de uma arena onde vale tudo. Uma segunda parte, menos interessante e por isso desvalorizada, mas que é claramente a mais importante para os cidadãos, apostada num debate sério, pragmático e documentado sobre o que aconteceu, porque aconteceu, que prejuízos foram registados, que erros foram cometidos no terreno, que medidas são propostas para futuro, qual a vigilância das nossas serras e que mudanças serão introduzidas, sobretudo nos períodos de verão, e não apenas na Laurissilva, qual o ponto da situação da limpeza dos terrenos abandonados nas nossas serras, o que aconteceu com aqueles depósitos de água, que durante a cobertura mediática dos incêndios foram anunciados como infraestruturas abandonadas, sem se perceber para que servem e porque foram desactivadas, que dificuldades sentiram os bombeiros no combate aos fogos, qual o  papel dos meios aéreos no combate ao sinistro, o que impede a Madeira de ter mais 1 ou 2 meios aéreos em permanência, dado que se trata de uma região insular com uma orografia muito própria, com terrenos de difícil acesso, etc. Obviamente que os madeirenses, sobretudo os que residem em zonas mais vulneráveis, querem respostas a estas questões, querem saber que apoios foram aprovados, que acções foram já postas em execução no terreno, etc.

quinta-feira, setembro 05, 2024

Como as populações mudaram nas Américas (1990-2023)

fonte: Visual Capitalist

Quais países dominam a cadeia de suprimentos de metais estratégicos

fonte: Visual Capitalist

As melhores universidades da América, por região

fonte: Visual Capitalist

As emissões mundiais de carbono da produção de energia

fonte: Visual Capitalist

Canárias: Clavijo solicita comparecer en el Parlamento europeo para exponer la situación "límite" y pedir apoyo

El presidente remite una carta a la titular de la Cámara europea, Roberta Metsola, exponiendo la presión "insostenible" que las islas afrontan con la atención en solitario de cerca de 5.300 menores- La iniciativa del jefe del Gobierno se suma a la invitación a Ursula von der Leyen y al papa para que visiten el archipiélago, además de las reuniones mantenidas ya con Borrell y la comisaria Johansson El presidente de Canarias, Fenando Clavijo, ha remitido este miércoles una carta a la presidenta del Parlamento europeo, Roberta Metsola, en la que solicita comparecer ante los eurodiputados para exponer la situación "límite" que viven las islas y reclamar el apoyo de la Unión Europea (UE) frente a la emergencia migratoria. El objetivo del titular del Gobierno autonómico es transmitir de primera mano a los parlamentarios europeos la "situación de emergencia" en que se encuentra Canarias al enfrentarse en solitario a "la mayor crisis migratoria de nuestra historia". En su misiva, Fernando Clavijo propone a Metsola intervenir en la Comisión de Libertades Civiles, Justicia y Asuntos de Interior (LIBE) o en otra comisión de la Cámara europea que estime oportuna.

Canárias: 2,2 millones de kilos de plátanos a la basura para contener los precios en agosto

La comercialización del plátano canario se encuentra en una «situación crítica y devastadora» que hace peligrar el sustento de miles de familias en Canarias. Así lo describen desde la Plataforma por un Precio Justo y Auténtico para el Agricultor del Plátano de Canarias, un colectivo agrario que denuncia los «altísimos» porcentajes de pica –retirada de la circulación de mucha fruta– del pasado mes de agosto. Según los datos de la organización, en el octavo mes del año quedaron inutilizados por esta medida 2,2 millones de kilos de plátanos (La Provincia, texto da jornalista Andrea Saavedra)

Alimentos y energía llevan a Canarias a la cabeza del ranking de la inflación


Los precios de los alimentos y de la energía aumentaron en Canarias 35,3% y 27,6% en el último quinquenio, respectivamente, según el último informe publicado por el Banco de España La heterogeneidad regional en la evolución reciente de la inflación en España. Los incrementos en estas dos categorías ponen a las Islas a la cabeza del inflación de inflación del país. Pero si se evalúa la inflación general, el número uno le corresponde a Castilla La Mancha, que con un 21,2% su ubica 2,1 puntos porcentuales (pp) arriba de Canarias (19,1%) (La Provincia, texto da jornalista Marianela Palacios Ramsbott)

Opinião: Os novos educadores da classe operária

A imprensa tradicional generalista, ainda a viver da sua legitimidade histórica, vê os seus principais títulos caírem ou fecharem, e outros a sobreviverem num quase mecenato de grupos capitalistas de distribuição (Jornal de Negócios)

quarta-feira, setembro 04, 2024

Principais mercados das exportações das economias do G20

fonte: Visual Capitalist

O custo de produção de prata, por região (2021-2023)

Crescimento global por região

fonte: Visual Capitalist

O herói desconhecido da nova economia

fonte: Visual Capitalist

AdC identifica entraves no acesso ao mercado da banana da Madeira

A Gesba, empresa pública regional, é a única entidade reconhecida para receção, qualificação e preparação para distribuição e comercialização da banana na Madeira e a única elegível às ajudas da UE. AdC recomenda mexidas para mitigar “entraves” à variedade de operadores. Desde a criação da Gesba, em 2008, não existe nenhuma organização de produtores de banana na Madeira. A Autoridade da Concorrência (AdC) recomenda um alívio de requisitos para o reconhecimento de organizações de produtores de bananas na Madeira. Não há nenhuma desde que, em 2008, foi criada a Gesba, que integra o setor empresarial público regional, figurando como a entidade competente para a receber, qualificar, embalar e preparar para a distribuição e comercialização da banana. É ainda a única reconhecida (Jornal de Negócios)

Igreja venezuelana rejeita uso político do Natal decretado por Nicolás Maduro


A Conferência Episcopal Venezuelana (CEV) rejeitou o uso político do Natal, um dia depois de o Presidente Nicolás Maduro decretar, como fez em anos anteriores, uma "antecipação" desta época para 01º de outubro. "O Natal é uma celebração universal. O modo e o tempo da sua celebração são da competência da autoridade eclesiástica. Esta festividade não deve ser utilizada para fins propagandísticos ou políticos", refere a CEV num comunicado publicado na rede social Instagram. A instituição recorda que as datas a considerar para o Natal incluem o dia 01 de dezembro, quando se inicia o 'Advento' ou a preparação para a comemoração do nascimento de Jesus, e o início do "tempo litúrgico", que começa a 25 de dezembro e termina a 06 de janeiro. Esta segunda-feira, durante o seu programa semanal de televisão, Nicolás Maduro anunciou que iria antecipar o início das celebrações natalícias para 01 de outubro "em homenagem" e " gratidão" ao "povo trabalhador" venezuelano.

Vista Alegre: um investimento à imagem de Cristiano Ronaldo

Cristiano Ronaldo tornou-se dono de 10% da Vista Alegre Atlantis (VAA), já tem um homem de confiança a caminho da administração, passou a ser proprietário de 30% da subsidiária em Espanha, país que bem conhece, e vai participar na criação de uma unidade de negócio no Médio Oriente, região onde agora joga futebol. É um investimento à sua imagem, que molda também os destinos da própria empresa de porcelanas. Enquanto comemora os 200 anos, a Vista Alegre vive uma nova experiência, com a entrada da CR7 SA como acionista minoritária. “A possibilidade de apoiar a estratégia de globalização da marca Vista Alegre como marca de lifestyle de luxo é um orgulho para mim enquanto português”, comentou o jogador, em junho, aquando da compra de 10% do capital à Visabeira. Segundo uma fonte ligada ao processo, foi a Visabeira que teve a iniciativa de se aproximar de Ronaldo, tendo depois seguido as negociações com os responsáveis de cada parte, sem nenhum intermediário, num processo que não passou por uma auditoria aprofundada (a chamada due dilligence).

Tentáculos empresariais de Cristiano Ronaldo agarram hotéis, jornais e águas

A veia empresarial de Cristiano Ronaldo tem-se salientado mais nos últimos anos, à medida que se aproxima o fim da sua carreira de futebolista. Com quase 900 golos marcados até aqui, o avançado português foca-se agora nas vitórias fora das quatro linhas, com investimentos em vários sectores. Um deles, muito visível, é a parceria com o grupo hoteleiro Pestana, que deu origem à empresa Pestana CR7 Lifestyle Hotels, da qual cada um tem 50% do capital. O primeiro hotel foi inaugurado em 2016 no Funchal, na Madeira, terra natal de CR7 e de Dionísio Pestana, proprietário do grupo hoteleiro, no mesmo ano abriu o hotel da marca em Lisboa e depois, em 2021, o Pestana CR7 rumou para fora do país: primeiro em Espanha (Pestana CR7 Gran Vía Madrid), depois nos EUA (Pestana CR7 Times Square, em Nova Iorque) e em Marrocos (Pestana CR7 Marrakech). O sexto hotel da marca está em construção em Paris e deverá abrir em 2027.

Os hotéis apresentam referências ao desporto e naturalmente ao jogador, com réplicas de prémios e camisolas autografadas. Em 2023 tiveram uma taxa de ocupação de 73% e um preço médio de €185 por quarto. Em novembro, passou a ser o maior acionista individual (30%) da Medialivre, dona do “Correio da Manhã”.

Madeira ganha com Cristiano Ronaldo, mas não sabe quanto

O centro do campo está pintado com a sigla CR7, e o símbolo da Nike surge por baixo. É aí que se dá o pontapé de saída no Nike CR7 Football Playground, na Quinta Falcão. O restauro daquela infraestrutura foi feito em 2021, em honra dos primeiros tempos do jogador. Cristiano Ronaldo utilizou a sua conta de Instagram para agradecer, houve um vídeo promocional com trajes tradicionais, imagens do arquipélago, crianças a dar toques na bola. Este é um dos retratos do investimento privado na Madeira associado a Cristiano Ronaldo, numa terra em que o investimento público também já lhe dedicou verbas. Qual o retorno? Não se sabe.

O Governo Regional da Madeira não dispõe de nenhum estudo que permita avaliar a importância de Ronaldo para o turismo da região, mas, tal como a Câmara Municipal do Funchal, garante que o impacto é positivo. “O facto de o Cristiano Ronaldo ser madeirense e uma das figuras mais proeminentes no mundo, por si só, gera imediatamente uma grande dinâmica de comunicação. Esta realidade permite associar a Madeira à visibilidade que decorre, naturalmente, do seu percurso profissional e pessoal”, diz a Secretaria Regional de Economia, Turismo e Cultura.

Familiares, gestores e amigos de longa data: os homens que gerem os milhões de CR7

Estão em várias empresas do universo Cristiano Ronaldo. Discretos, raras são as vezes em que fazem declarações públicas. Há vários anos, é neles que o empresário e futebolista português confia para lhe gerirem os muitos milhões que tem espalhados por vá­rios sectores. Alguns são da família e amigos da confiança do avançado, sem experiência em gestão. Outros são gestores profissionais, por cujas mãos passam milhares de milhões de euros de alguns dos maiores milionários do país.

Miguel Marques, de 50 anos, é um deles. Presidente da gestora de fortunas LM Capital, empresa com sede na Avenida da Liberdade, em Lisboa, é conhecido como um tecnocrata. Antes era gestor da sucursal portuguesa do banco suíço St Galler Kantonalbank (SGKB), tendo fundado a sua própria empresa em 2017. No final de 2023, a LM Capital era a oitava maior gestora de patrimónios a operar em Portugal, com um total de €1087 milhões sob gestão, de acordo com a CMVM, o regulador do mercado nacional, detendo uma quota de mercado superior a 3%. O nome de Miguel Marques surge muitas vezes associado ao do agente de futebolistas Jorge Mendes (estão juntos com frequência em jogos de futebol). Foi Miguel Marques a mediar a relação entre a Gestifute, empresa de Mendes, e a Fosun, empresa chinesa, que levou à compra de clubes de futebol, como o Wolverhampton, em Inglaterra.

"Cheira a Natal": Nicolás Maduro antecipa festividades na Venezuela para 1 de outubro


O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou esta terça-feira que a próxima época natalícia começará em outubro, graças às "boas perspetivas económicas" deixadas pelo mês de agosto: "Cheira a Natal", disse, agradecendo o esforço do "povo trabalhador". Horas depois de a Procuradoria-Geral da República venezuelana ter ordenado a detenção do candidato da oposição, Edmundo González Urrutia, por alegados crimes relacionados com terrorismo, Maduro anunciou nos ecrãs da televisão pública do país a antecipação, "por decreto", das festividades natalícias para 1 de outubro.

"Estamos em setembro e cheira a Natal, cheira a Natal. E é por isso que este ano, em homenagem a vocês, em gratidão a vocês, vou decretar que o Natal será antecipado para o 1º de outubro", disse o Presidente. "Setembro está a chegar e, graças ao facto de termos fechado o mês de agosto com boas perspetivas económicas, podemos dizer, e eu já disse: cheira a Natal", afirmou ainda, agradecendo aos compatriotas os esforços desenvolvidos em face aos ataques "fascistas".

"Na passada sexta-feira, 30 de agosto, durante o ataque mais forte contra o Sistema Elétrico Nacional [um apagão que afetou cerca de 80% do território venezuelano], o povo venezuelano deu uma bela demonstração aos fascistas e o povo saiu e foi trabalhar", sublinhou esta segunda-feira o líder bolivariano.

Um sistema crítico de correntes do Oceano Atlântico poderá entrar em colapso já na década de 2030


O fitoplâncton azul claro e turquesa visto através das nuvens realça as correntes oceânicas ao largo da costa da Gronelândia. Novas investigações sugerem que um importante sistema destas correntes está em risco de colapsar já na próxima década. Um sistema vital de correntes do Oceano Atlântico, que influencia o clima em todo o mundo, poderá entrar em colapso já no final da década de 2030, sugeriram os cientistas num novo estudo - uma catástrofe à escala planetária que transformaria o tempo e o clima.

Vários estudos realizados nos últimos anos sugeriram que o sistema crucial - a Circulação de Revolvimento Meridional do Atlântico (Atlantic Meridional Overturning Circulation, ou AMOC) - poderia estar a caminho do colapso, enfraquecido por temperaturas oceânicas mais quentes e pela perturbação da salinidade causada pelas alterações climáticas induzidas pelo homem. Mas a nova investigação, que está a ser revista por pares e ainda não foi publicada numa revista, utiliza um modelo de última geração para estimar quando poderá entrar em colapso, sugerindo que o encerramento poderá ocorrer entre 2037 e 2064.

Esta investigação sugere que é mais provável que o colapso ocorra em 2050. “Isto é realmente preocupante”, afirmou René van Westen, investigador marinho e atmosférico da Universidade de Utrecht, nos Países Baixos, e coautor do estudo. “Todos os efeitos secundários negativos das alterações climáticas antropogénicas vão continuar, como mais ondas de calor, mais secas, mais inundações”, disse à CNN. “E se, para além disso, houver um colapso da AMOC, o clima tornar-se-á ainda mais distorcido”.

Há um grupo "misterioso" que paga hotéis de luxo a eurodeputados para influenciar a política da UE

Foi criado em 2000 e no ano passado apresentou um orçamento de quase seis milhões de euros, financiado por alguns dos maiores bancos e gigantes tecnológicas. Insiste que não representa interesses comerciais, mas sim numa perspetiva de "interesse geral para a melhoria do mercado financeiro geral". Um think tank europeu “secreto” arrecadou no ano passado quase seis milhões de euros em taxas que cobra aos seus associados do setor financeiro. E isto com apenas três funcionários a trabalhar em regime integral e a pagar estadias em hotéis de luxo a eurodeputados, segundo o POLITICO. A Eurofi, que se apresenta como um “think tank europeu dedicado aos serviços financeiros”, foi criada no ano 2000, pelo ex-governador do Banco Central Francês  Jacques de Larosière, com o objetivo de “contribuir para o reforço e integração dos mercados europeus e políticas relacionadas”, e tornou-se agora num dos maiores grupos de lóbi da União Europeia (UE), logo abaixo de gigantes tecnológicas como a Google e a Apple, que investiram enormes recursos para influenciar as tomadas de decisão em Bruxelas.

O orçamento de 2023 aumentou quase 50% desde o último orçamento disponibilizado ao público, de 3,9 milhões de euros em 2020, ficando apenas atrás da Insurance entre os grupos de lóbi para o setor financeiro. Isto significa que a Eurofi, com apenas três funcionários, tem mais recursos do que os principais lobbies bancários, o "poderoso" lóbi da indústria farmacêutica (a Federação Europeia das Indústrias e Associações Farmacêuticas) e o conhecido grupo empresarial BusinessEurope.

Este país esteve à beira da bancarrota na mesma altura de Portugal. Agora tem um problema diferente: dinheiro a mais

Opiniões dividem-se sobre a melhor forma de gastar o dinheiro. Agora ou no futuro? A Irlanda tem excedentes na casa dos 8.600 milhões de euros - mais do que 10 vezes acima da 'almofada' portuguesa para este ano. É um problema com que muitos países gostariam de lidar. Lembra-se dos anos da crise? Se não, regresse connosco até ao início do início da década de 2010. Foi nessa altura que três países europeus, à beira da bancarrota, saltaram para as bocas do mundo por precisarem de pacotes de resgate financeiro. E pelas medidas de austeridade que tiveram de adotar para lidar com eles. Um deles sabe de certeza, até porque o sentiu na pele: Portugal, com um pacote de 78 mil milhões de euros. Antes disso, já a Grécia e a Irlanda tinham pedido a ajuda da chamada Troika: o Fundo Monetário Internacional, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu.

Desde então, as comparações entre Portugal e a Irlanda são constantes. Só que agora os irlandeses estão a lidar com um ‘problema’ ligeiramente diferente: excesso de dinheiro. Com o terceiro ano consecutivo de excedentes orçamentais, acima dos oito mil milhões de euros, instala-se o debate: o que fazer ao excedente? E as opiniões, naturalmente, dividem-se. Há economistas a defender que se trata de uma oportunidade única para fazer um investimento público nas necessidades mais urgentes para a população. Contudo, o governo - talvez algo escaldado com os fantasmas da austeridade - escuda-se na volatilidade das receitas fiscais e na necessidade de ter uma 'almofada' financeira que permita, no futuro, dar resposta a grandes desafios na área das pensões, alterações climáticas e infraestruturas.

Nota: afinal incomoda ou atrapalha estratégias "concertadas"?

Fui das primeiras pessoas - e está escrito - a subscrever, a propósito dos incêndios que assolaram a nossa Região, a realização de audições parlamentares, com base na expectativa da lógica de uma discussão séria sobre tudo o que se passou e não como uma oportunidade para mais uma qualquer palhaçada político-partidária, mais uma, encenada para consumo no espaço mediático e para que alguém tente obter, puro engano, por via desse mediatismo efémero, o que não conseguiu nas urnas. Repetidamente! Também fui das primeiras pessoas - e está escrito - a defender que essas audições parlamentares deviam ser públicas, transmitidas até pela RTP-M, se tal fosse possível, para que os madeirenses acompanhassem o que lá se vai passar e ser dito.
Também me interroguei - e está escrito - com é que se promovem audições parlamentares sem haver, pelo menos numa versão preliminar publicamente conhecida, um relatório sobre o que se passou naqueles incêndios, quantificando tudo o que seja quantificável, apontando erros, deixando interrogações, explicando como se processa a vigilância florestal, clarificando o que se passa com aquelas estruturas (tanques de água construídos em vários locais) que parecem abandonados, etc.
Obviamente que se a ideia é aproveitar as audições para tudo menos para uma discussão séria sobre o que se passou, se o propósito essencial é o ajuste de contas pessoal e/ou político e a promoção de mais uma "guerrazinha" entre partidos, no fundo repetindo tudo o que durante semanas andaram a passar, directa ou indirectamente, para os meios de comunicação social ou através das redes sociais, neste caso dando a cara ou refugiando-se no anonimato dos cobardes bandalhos e sem escrúpulos - sejam, eles políticos ou profissionais ligados sobretudo a dois sectores de actividade... - obviamente que essas audições parlamentares podem realizar-se sem relatório, sem informações, sem dados concretos, sem nada, etc. Porque nada disso interesse, nada disso importa, quando o que está subjacente é a politiquice rasteira e rafeira do "eixo" do costume. Vamos ter o espectáculo mediatizado do costume, promovido para que se coloquem em bicos-de-pés até que novas eleições se realizem -  sabendo todos que a mediocridade tem um prazo de validade substancialmente reduzido. É um facto que os madeirenses sabem que as suas prioridades, depois dos incêndios, são outras, diferentes das prioridades de políticos e dos partidos e dos crápulas das redes sociais. Os madeirenses não perdem tempo com amuos pessoais ou ajustes de contas partidários e outros, e ignoraram uma conjugação de escribas que sob o anonimato dão espaço a células de partidos, criadas para o efeito, que vagueiam nas redes sociais a coberto do anonimato - que não é tão anonimato como julgam... - alegadamente incluindo, o que me entristece, alguns ligados a um sector em crise, que definha todos os dias e que reclama agora apoios públicos - contra os quais nunca estive ao contrário deles... - para sobreviver, incluindo neste lote, alegadamente, comentadores e cronistas além de alguns quadros do funcionalismo público, muito activos sobretudo nos dias úteis da semana.
Quando defendi, e mantenho, que a Secretária Regional da Agricultura, Rafaela Fernandes, que tutela a pasta das Florestas - será que não estamos a falar de  incêndios florestais?! - devia ser incluída no lote das entidades a serem ouvidas pela comissão parlamentar nas referidas audições, percebi que essa eventualidade incomoda alguns entes, estranhamente, algumas das quais, poucas, partem logo para o insulto, para os ataques pessoais e para misturas perfeitamente idiotas que nada têm a ver nem com o tema em apreciação. No meu caso, nem me tiram o sono nem a tranquilidade de espirito, muito menos depois da doença, felizmente acompanhada e controlada, e de uma neta! O anonimato nas redes sociais é sinónimo de rafeirice, um poço de inveja, de frustrações, de vómitos de candidatos a lugares que nunca lhes foram oferecidos, tudo isto estimulado por motivações políticas e pelo envolvimento deputados e dirigentes da oposição. Mas essa é a triste "virtude" de alguns corajosos que misturam ataques ou ódios pessoais com a lógica da discussão racional e a coragem de assumir a liberdade de opinião, sem se esconder nos esgotos. Nesse domínio, e ressalvando erros e excessos também cometidos, reconheço que o muito criticado José Manuel Coelho, teve pelo menos a dignidade e a coragem de dar a cara, de assumir a autoria das suas opiniões, incluindo na blogosfera, acabando - porque esse é um risco que se corre quando se pisam certas linhas vermelhas, e eu também já passei por isso... - por pagar bem caro nalguns processos que tiveram desfechos penosos que inclusivamente afectaram os rendimentos. No meu caso peço muito, que não percam tempo comigo, e percebam que não me envergonho um segundo que seja do meu passado e do meu presente, da minha vida, da minha postura cívica, de tudo o que fiz, mantenho a liberdade de pensamento que algumas vezes até me trouxeram críticas e geraram incómodos, de onde não esperava.
Mantenho o que escrevi: como é possível falar seriamente de incêndios florestais, de floresta madeirense, de Laurissilva, de vigilância das serras, etc, etc, sem ouvir o membro do governo que tutela o sector? Nem sei sequer se  estaria disponível porque há anos que não falo com Rafaela Fernandes. Alguém acredita - apenas como exemplo - que algum político promovesse uma audição parlamentar sobre as ambulâncias e as macas nos Hospitais, sem convocar o secretário regional que tutela a saúde? Caramba, mas será isto tão difícil de entender? Ou quem sabe se afinal os promotores das audições parlamentares já andaram a conjugar discursos e estratégias, com propósitos claros, que nada têm a ver com os incêndios florestais, com o que deve ser feito para que estas situações não se repitam, no fundo desviando as prioridades para a lenga-lenga do costume, os ataques pessoais, a mediocridade da generalização, etc? Só assim se entende as reações insultuosas. Um conselho final, a deputados e não só... dos partidos da oposição e outros mais: poupem palavras, deduções, acusações e comentários para as audições parlamentares e para uma lógica construtiva, não comecem já a gastar os tiros de pólvora-seca, temendo disputas partidárias entre os sectores ideológicos comuns na oposição, porque os propósitos são substancialmente diferentes entre eles. Aos que acham que o anonimato é uma forma normalizada de "masturbação" mental, mesmo que os ataques pessoais os excitem, então continuem alegremente por esse caminho porque, certamente com um esforço acrescido, ajudarão a suprir insuficiências e impotências pessoais noutros domínios! Quem sabe (LFM)

terça-feira, setembro 03, 2024

Opinião: O que destrói os governos

De uma maneira ou de outra, o que boa parte dos atos eleitorais vêm demonstrando é que quanto mais se corrói o poder de compra das pessoas – ou se aprofunda essa perceção junto do eleitorado – mais ele está predisposto a votar numa lógica de protesto e antissistema. Todos os países são diferentes e todas as culturas têm elementos irrepetíveis, mas há sinais que devem ser lidos nos resultados eleitorais que assumem uma transversalidade. O abanão político na Alemanha, com a vitória nas eleições regionais da força política de extrema-direita AfD num estado do leste do país, é só mais um exemplo (Jornal de Negocios, texto da jornalista Diana Ramos)

EUA: As melhores economias estaduais em 2024

fonte: Visual Capitalist

Os maiores exércitos do Oriente Médio

fonte: Visual Capitalist

Opinião: As novas elites políticas e económicas

Os populistas contestam vivamente o poder das elites. Entendem que este grupo domina o poder no seu interesse próprio. Desprezando e humilhando o "verdadeiro" povo. Na desigualdade. Na segurança. Na imigração. Na cultura. Na nacionalidade. E na história. Na política. Na economia. E na cultura. As atuais elites têm contornos diferentes daqueles do século passado. Nas últimas décadas assistimos a alterações... (Jornal de Negocios, texto do jornalista Carlos Albuquerque)

Opinião: Os turistas que não gostam do turismo

A reação contra o turismo este verão em vários países europeus une duas correntes: o desprezo classista contra as hordas de turistas possibilitadas pelos preços mais baixos das viagens de avião; e a oposição ideológica contra a economia de mercado. Este verão, a meio de uma viagem de carro longa, parámos em Verona para uma escala de uma noite. No dia seguinte, depois de um belo almoço, passámos à porta da antiga casa da família Capello, onde está a famosa “varanda da Julieta”. A varanda é uma ficção dupla: desde logo porque não existia no final do século XVI, quando Shakespeare escreveu “Romeu e Julieta”; depois, porque a obra é.... (Jornal de Negocios, texto de Bruno Faria Lopes - Jornalista da revista Sábado)

Opinião: A uberização dos jornalistas

À semelhança dos outros trabalhadores, os jornalistas estão a ser afectados pela externalização das suas tarefas e pelo nivelamento por baixo das condições de trabalho. As empresas de comunicação social, à força de tanto encorajarem a produção de artigos padronizados, expectáveis e recopiados pelas agências, acabaram por facilitar a substituição dos redactores por executantes mal pagos. À espera dos robôs... Sonhar ser repórter e depois passar dias a fabricar textos sem ir para o terreno nem contactar qualquer fonte. Esta foi a experiência vivida por Clara Landrieux durante oito meses depois de sair da sua escola de jornalismo. Atirada para um mercado de trabalho nada próspero, a jovem tem dificuldades em arranjar um emprego. Então, quando um amigo lhe fala de uma agência de notícias chamada 6Medias e de um «trabalho para pagar as contas» que seria bem pensado para entrar no ofício, ela tenta a sua sorte. A fase de recrutamento resume-se a um teste escrito «quase automaticamente» validado, segundo a jovem. Segue-se uma formação de um dia durante a qual Clara tem de se mostrar capaz de escrever oito artigos em algumas horas.

Passada a prova, os jornalistas da 6Medias assinam, sendo pagos à peça, «artigos» nos sítios de títulos de renome da imprensa: Le Point, Gala ou Géo… Na maior parte do tempo, o leitor não sabe que a produção destes textos foi objecto de subcontratação. Com efeito, quando esta não é especificamente indicada, tudo leva a crer que se trata de um texto escrito por um jornalista da redacção. Aos olhos das chefias, o recurso a esta forma de uberização seria justificado para melhor corresponder às expectativas dos leitores. «No meio não se fala de uberização, mas de produtores de conteúdos», corrige de imediato um antigo chefe de redacção do online de um jornal que recorreu a esta mão-de-obra de temível eficácia. «Porque a realidade é que não se gere um sítio na Internet como se gere um jornal. Na Net, um conteúdo de sucesso muitas vezes tem pouca qualidade. Anda perto dos conteúdos de celebridades, da recuperação do despacho da AFP (Agência France Press), dos casos do dia de sarjeta ou dos títulos sensacionalistas. Por exemplo, faz-se um título “Criança evita por pouco ser esmagada” porque se sabe que no Discover, o fluxo de informações da Google, o artigo vai disparar. Mas não se vai detalhar que a história aconteceu no Peru, porque isso pode gerar menos cliques.»

Opinião: Repórteres na primeira linha

Relatar as imagens tão perto quanto possível da acção; mostrar uma manifestação do lado dos manifestantes em vez do lado da polícia: há quinze anos que os repórteres de rua, ou «street reporters», contribuem para mudar o olhar sobre os movimentos sociais. Como é que estes jornalistas politicamente empenhados se inserem num universo audiovisual dominado pelo dinheiro e com que contradições se deparam? Estão em todas as manifestações, ocupações e momentos de violência. Equipados com câmaras, por vezes simplesmente fixadas nos seus capacetes, ou com telemóveis, cobrem a partir de dentro as lutas sociais e ambientais — bem como a repressão das mesmas. Os seus «directos» e vídeos publicados nas redes socias propõem uma imersão no interior das primeiras linhas da contestação, por vezes seguindo um modelo dos videojogos de tiro na primeira pessoa (FPS). Porque documentam gestos e palavras violentas por parte das forças da ordem, os jornalistas de rua, ou «street reporters», contribuíram também para mediatizar — e judicializar — a questão da violência policial em França nos últimos anos.

A sua irrupção no espaço audiovisual remonta ao «movimento verde» iraniano de 2009 e às revoluções árabes de 2011. Em França, coincide com o surgimento, alguns anos mais tarde, de novas aplicações móveis de transmissão em directo nas redes sociais (Periscope, Facebook Live). O movimento Nuit debout (A Noite a Pé) e, a seguir, o que se opôs à chamada lei «El Khomri» (ou «do Trabalho») constituem a matriz desta paisagem mediática independente. Marcada pela ultrapassagem das organizações sindicais, pelo aparecimento do «cortejo da frente» — grupo de manifestantes não filiados em organizações — e por um recrudescimento da conflitualidade durante as manifestações, as mobilizações do ano 2016 são acompanhadas por uma cobertura inédita. Aos que filmam em directo com os seus telemóveis as assembleias da Nuit debout, como é o caso do «periscópio» Rémy Buisine, depressa vão juntar-se agências independentes especializadas na cobertura das manifestações, como a Line Press, fundada por Laurent Bortolussi, e a Taranis News, lançada por Gaspard Glanz.

Opinião: Nas redes sociais, os «verdadeiros homens»

É uma nebulosa. Influenciadores, videastas empenhados na defesa de uma identidade masculina que consideram ameaçada. Frequentemente ligados à extrema-direita, as suas principais figuras correm em defesa do patriarcado, soldados valorosos de uma guerra feroz, e por vezes cínica, inteiramente consagrada à causa dos homens. Quando Julien Rochedy tomou conhecimento de que Éric Ciotti se tinha juntado ao partido Reunião Nacional (Rassemblement National, RN), não escondeu a sua alegria: «É o meu sonho político desde há mais de dez anos», escreveu, entusiasmado, na sua conta X (137 mil seguidores). Este petulante trintão, que foi dirigente da FN desde a juventude até ao início da década de 2010, abandonou o partido de extrema-direita em 2014, designadamente para protestar contra a presença de «uns homenzinhos que andam à volta de Florian Philippot», «uns jovens que não são homens de corpo e alma». Desde então, Rochedy tentou montar acções de formação em masculinidade e em sedução (a escola Major), um projecto falhado apesar da receita original («coragem», «espírito de conquista», «desejo de poder»). Tem agora uma carreira de videasta na Internet. Publica livros na Éditions Hétairie: «O Amor e a guerra. Responder às feministas» (L’Amour et la Guerre. Répondre aux féministes, 2021); «Veni Vidi Vici. Ameaças aos esquerdistas» (Veni Vidi Vici. Menaces sur les gauchistes, 2021, com Papacito); «Super-homens e sub-homens. Valor e destino do homem» (Surhommes et sous-hommes. Valeur et destin de l’homme, 2023)… Como é evidente, o ensaísta tem as suas fantasias: quer restaurar «para a masculinidade o ideal de uma virilidade sadia e aristocrática, a do “homem total” europeu, desde o grego ao cavalheiro».

Opinião: Quando os empresários digitais se tornam governantes do mundo

A dinâmica entre tecnologia, democracia e governança global tornou-se progressivamente mais complexa, pois à medida que a tecnologia continua a evoluir, está a tornar-se cada vez mais difícil encontrar formas de preservar a integridade das democracias, proteger os direitos dos cidadãos e regular o poder das pessoas que comandam estas plataformas que transcendem largamente as fronteiras nacionais (DN-Lisboa)

Opinião: Política e jornais

Hoje a experiência prova que, numa parte relevante, o jornalismo enveredou por um caminho sinuoso: combater o que prolifera nas redes dos novos emissores, tais como o Facebook, YouTube, Instagram, X e sítios especializados com um proselitismo que leva ao abandono de alguns dos fundamentos do jornalismo (Jornal de Negocios, texto de Jorge Marrão, gestor)

Opinião: Tudo pelos media, pouco pelo jornalismo


As notícias recorrentes sobre a morte do jornalismo são um exagero, parafraseando Mark Twain, mas há boas razões para pensar que o futuro vai continuar a mudar o panorama mediático, e trazer cada vez menos jornalismo. A situação financeira das empresas de comunicação social continua depressiva e as respostas do mercado são procurar novas áreas de negócio orientadas para as parcerias comerciais e institucionais, bem como para a organização e divulgação de eventos empresariais e corporativos. A tendência das próximas estações é substituir o jornalismo pela comunicação e os jornalistas pelos comentadores políticos.

O Estatuto do Jornalista é muito claro na definição das incompatibilidades da profissão, incluindo a publicidade, o marketing e a assessoria de imprensa, mas o que prolifera no terreno são publicações híbridas que promovem produtos, espaços, iniciativas e até pessoas. Todos os jornais generalistas nacionais possuem áreas de desenvolvimento de conteúdos comerciais, chamadas de estúdio ou labs, que trabalham para as marcas e não para os leitores. A crise da informação, as soluções de monetização dominantes e o ciclo político e cívico que vivemos, convergem para tornar o jornalismo o género minoritário. Os meios de comunicação social são usados de forma pouco transparente para fins que desconhecemos, longínquos do objectivo de ganhar dinheiro a vender informação credível, e são esses que parecem determinar a sua sobrevivência.

Receita trimestral da Nvidia (1º trimestre de 2021 - 2º trimestre de 2025)

fonte: Visual Capitalist

Principais países produtores de baterias de íons de lítio até 2030

fonte: Visual Capitalist

A regra de Sahm aponta para uma recessão nos EUA

fonte: Visual Capitalist

Consumo de cerveja por região no Mundo

fonte: Visual Capitalist

Pedro Nuno Santos critica forma “transversal e sem critério” com que Governo quer baixar o IRC, mas PS acordou fazer o mesmo em 2014?

 O QUE ESTÁ EM CAUSA?

O líder do PS está desde julho à espera de uma resposta do Governo à carta que escreveu a propósito das contas públicas deste ano e do próximo, mas até lá a certeza é de que dificilmente aprovará um Orçamento sem que haja total transparência (e muita negociação). Pedro Nuno Santos falou ao partido este domingo, na Academia Socialista, e garantiu que não há acordo se o PSD insistir, nomeadamente, na descida do IRC que será "transversal e sem critério" para todas as empresas.

A carta que o secretário-geral do Partido Socialista (PS) endereçou a São Bento no final de julho, com um pedido antecipado sobre as contas orçamentais para o próximo ano, parece ter tido impacto nas negociações do Orçamento do Estado para 2025. Só não foi o impacto esperado. Se Pedro Nuno Santos apontou para um acordo central que pudesse ajudar à viabilização do documento que o Governo entrega na Assembleia da República já no próximo mês, acertou ao lado: numa crise de cíumes na sede do partido Chega, que já garantiu estar fora das negociações em torno do Orçamento na sequência de conversas “secretas” ao centro.

Depois de não ter respondido a Pedro Nuno Santos em tempo que o líder socialista considerava útil, o Governo fica agora quase isolado e dependente de avanços que só Luís Montenegro poderá fazer. Terá que atualizar Pedro Nuno sobre as contas públicas, acatar várias condições do PS ou, em último caso, refugiar-se em André Ventura.

Um por todos e todos contra Nicolás Maduro: EUA atacam suposta hegemonia do presidente da Venezuela

Após a polémica reeleição de Nicolás Maduro, há cerca de um mês, como presidente da Venezuela, que até hoje não foi aceite por uma grande maioria de pessoas no mundo inteiro, os venezuelanos saíram à rua em protesto. Denunciando as irregularidades e a grande probabilidade de fraude nas eleições venezuelanas, algumas manifestações terminaram em desacatos e prisões, incluindo de adolescentes, alguns deles libertados esta segunda-feira.

Enquanto Maduro garante que as eleições na Venezuela foram limpas e pede o respeito pela sua reeleição e que "o mundo não meta o nariz nos assuntos internos da Venezuela", bem como respeito pela soberania e a vida interina do país, os residentes, que há semanas não se remetem ao silêncio, são aplaudidos pelos Estados Unidos da América.

“Os Estados Unidos aplaudem a coragem e a resiliência dos milhões de venezuelanos que votaram e que continuam a exigir pacificamente que Maduro reconheça que Edmundo González Urrutia recebeu a maioria dos votos”, escreviam os norte-americanos. Em contrapartida, o chefe de Estado da Venezuela coleciona formas de retaliar as acusações de fraude e responder aos críticos, demonstrando que a oposição não quer o bem do povo venezuelano.

Empresas da Zona Franca apanhadas no IRC mínimo de 15%

Em 2026 vão nascer três novos “impostos” para as empresas, a acrescer ao IRC. Têm nomes e siglas indecifráveis, em português e inglês, implicações práticas que ainda estão a ser digeridas, mas já há algumas conclusões que podemos tirar. Uma delas é que as sociedades da Zona Franca da Madeira (ZFM), que pagam um IRC de 5%, vão ser abrangidas e, a menos que tenham uma sociedade do grupo no continente para mitigar os efeitos, irão sentir um forte impacto. A outra é que algumas das questões mais sensíveis deverão ser esclarecidas através de notas técnicas, e outra ainda é que a sua complexidade fará nascer um novo ramo de planeamento fiscal.

O Regime de Imposto Mínimo Global (RIMG) tem origem numa diretiva europeia, em relação à qual Portugal está atrasado, tendo levado um puxão de orelhas de Bruxelas. O diploma passou primeiro pelo Fórum dos Grandes Contribuintes, onde, como o nome indica, estão representadas as grandes empresas, e depois por dois meses de consulta pública, onde despertou pouco interesse. Segundo o Ministério das Finanças, recolheu oito contributos, seis de empresas e associações de empresas e dois de outras entidades. O diploma, denso e complexo, tem ainda de passar pela Assembleia da República.

As novas regras começam a ser aplicadas em 2026, retroativamente ao exercício fiscal deste ano, e até lá as empresas e os consultores fiscais terão tempo para irem digerindo os IIR, UTPR, QDMUT/ICNQ — três tipos de regras de tributação em que se desdobra o imposto mínimo (ver caixa). Portugal optou preferencialmente pelo imposto complementar nacional qualificado mínimo (ICNQ-PT/QDMUT), o que lhe permite, enquanto Estado da fonte dos rendimentos, cobrar o imposto em falta até se completar a taxa mínima de 15%, evitando assim que o dinheiro seja transferido para o Estado da empresa-mãe dos grupos.

Venezuela: encruzilhada pós-eleitoral afasta ainda mais o sonho democrático


As eleições presidenciais venezuelanas de 28 de julho desembocaram num braço de ferro: a oposição alega que as eleições foram fraudulentas e que venceu o candidato Edmundo González Urrutia, o Presidente Nicolás Maduro mantém que foi eleito de forma legítima. A desconfiança do processo eleitoral instalou-se e emergiram protestos nas ruas. Pelo menos 27 pessoas morreram e 2400 foram detidas, de acordo com dados da Reuters. As Forças Armadas Nacionais Bolivarianas da Venezuela declararam “absoluta lealdade” a Maduro.
“Acredito que [a oposição] está a ser brutalmente reprimida. A Venezuela está cansada de Maduro, mas também de tanta repressão, as pessoas não querem continuar a expor-se a mais repressão. A nomeação de Diosdado Cabello, uma das figuras mais intolerantes do chavismo, significa que a mão dura contra a oposição se vai acentuar”, comentou Javier Corrales, professor de Ciência Política no Amherst College, ao Expresso.

Hospital Santa Maria vai processar quem lançar insultos nas redes sociais

A Unidade Local de Saúde de Santa Maria, em Lisboa, pretende apresentar queixa em tribunal dos utentes que insultem os profissionais também nas redes sociais.

Ronaldo mais do que duplica empresas em dois anos

Futebolista tem vindo a preparar futuro fora dos relvados com carteira diversificada de participações em empresas. As áreas envolvidas são muito variadas: cristais e porcelanas, jornais, revistas e canais de televisão, hotéis e edifícios para habitação, clínicas de implantes capilares, águas, ginásios, roupa interior. Cristais e porcelanas, jornais, revistas e canais de televisão, hotéis e edifícios para habitação, clínicas de implantes capilares, águas, ginásios, roupa interior. O império empresarial de Cristiano Ronaldo (ou CR7, como é também conhecido) vai engrossando à medida que a sua conta bancária aumenta com o ordenado milionário que recebe do Al-Nassr, o clube saudita que o contratou no final de 2022.

São €200 milhões por temporada, que incluem salário, direitos de imagem e acordos comerciais, num contrato que vai até junho de 2025, mas que poderá ser renovado até junho de 2026, a tempo de o jogador, hoje com 39 anos, ainda participar no Mundial de 2026, que se realiza no Canadá, Estados Unidos da América (EUA) e México. A hipótese de CR7 ainda vir a representar Portugal após o Euro 2024 foi deixada em aberto pelo selecionador nacional, Roberto Martínez, na semana passada.

O próprio CR7 não fecha a porta a continuar a representar a seleção portuguesa. Em entrevista ao Now, canal de notícias da Medialivre (ex-Cofina Media, que detém o “Correio da Manhã” e a CMTV, entre outros meios, e da qual o jogador passou a ter 30%), disse: “O que quero é poder ajudar a seleção”, aludindo à Liga das Nações, cuja fase final decorre na primeira semana de junho de 2025, e à fase de qualificação para o Mundial.

Nota: o que me entristece

Alegadamente existirá um eixo Santa Cruz-Funchal assente no anonimato que pode estar descansado da vida: há mais de 10 anos que estou fora da política activa por muito que insistam em falar num LFM de outros tempos de outra forma de fazer e estar na política, de outra realidade eleitoral e parlamentar. Mas podem ficar ainda descansados porque as pessoas que me conhecem, familiares ou não, continuam a respeitar-me porque sabem quais são as minhas linhas vermelhas, os meus princípios e valores. Confesso que já fui tentado a cair no mesmo erro, de montar uma estrutura anónima de insulto indiscriminado, apostada apenas em dizer mal sobretudo de gente da oposição. Confesso isso. Mas rapidamente percebi que a credibilidade  e o respeito nunca seria conseguido pelo que esse eventual propósito esbarrou naquilo que são as tais minhas linhas vermelhas. Uma coisa é fazer política séria, às claras, com nome, com frontalidade,  outra coisa é fingir que se faz política "séria", refugiandos-nos anonimato para mais facilmente darem escoamento às suas frustrações ou inimizades pessoais. Se essa nunca foi a minha postura, se essa nunca foi a minha praia, porque razão alteraria essa atitude? Pelo ataque pessoal indiscriminado, pelo insulto, pelo vale-tudo, em vez de debater seriamente coisas sérias?! Obviamente que nunca mais pensei no assunto. Prefiro que outros o façam, porque desse modo se sentem realizados e conseguem curar as suas frustrações ou limar invejas. E outras maleitas ligadas à sua doentia personalidade.

Insisto, Rafael Fernandes devia ser uma das políticas a convocar numa audição parlamentar, condiciona e manipulada desde o primeiro momento em que foi anunciada essa intenção. E nesse quadro de manipulação e de propósitos políticos, não cabe o membro do governo que tutela a floresta regional, quiçá por ser, provavelmente, o mais político dos secretários regionais. Isso mete medo a quem? É que nem o PSD-M, presumo, a incluiu  nas personalidades abrangidas pelas audições. 

A minha tristeza não são os políticos, falo de autarcas, alguns dirigentes de topo e deputados de vários partidos da oposição (eventualmente com algumas insignificantes franjas de outras colorações políticas...) que alegadamente estão empenhados numa rede de comentadores anónimos que usam da tolerância que lhes é dada para insultar permanentemente adversários políticos. Lembro-me de um amigo meu, muito conhecido, ligado ao sector profissional do qual faço parte, infelizmente já falecido (se por cá andasse poderia confirmar o que digo), que várias vezes se lamentou o facto de ter dado guarida a políticos (e não só), que ele conhecia, mas que usavam do pseudónimo ou do anonimato para atacarem adversários, através do seu blogue, criando-lhe vários incómodos e edificando uma montanha que nunca mais foi controlada, salvo quando a contra-gosto, ele era obrigado a recorrer a decisões de censura para não ser veiculador do lixo que lhe mandavam com pedido de publicação sem identificação da autoria!

A minha tristeza não são, alegadamente, comentadores e tipos ligados ao sector dos media, ou que orbitam à sua volta, por estarem envolvidos também  nestes esquemas bandalhos. A minha estupefacção e tristeza seria virmos um dia a constatar o envolvimento de indivíduos ligados directamente aos média, numa espécie de dupla personalidade em que uma se comporta dentro dos ditames normais de qualquer sociedade, e a outra, o reservo da medalha, a que recorre a estes expedientes sob a capa do anonimato. Isso sim, se um dia se constatasse seria triste, embora não surpreendente (LFM)