segunda-feira, dezembro 10, 2012

Opinião: "Que será que nos querem esconder?"

"Pela segunda vez em seis meses, os grupos parlamentares do PSD e do CDS votaram contra uma proposta de lei do PS e antes do BE que pretendia tornar claro quem de facto são os proprietários dos órgãos de comunicação social a operar em Portugal. Sexta-feira passada foi-nos relembrado que para a maioria parlamentar basta saber que uma televisão, uma rádio ou um jornal é propriedade da "Javoslixo" sociedade anónima com sede no Panamá ou nas Ilhas Virgem para que não existam mais perguntas a fazer.O principal capital dos media é a sua credibilidade, a confiança que os consumidores têm na informação que lhes é dada. Sempre assim foi, mas com a Internet e a infinita capacidade de acesso a informação os media tradicionais reforçaram a sua posição de garantes da qualidade. Não é em vão que a Wikileaks passou os dados que detinha para títulos como o Guardian ou o New York Times. Estes títulos fizeram o mais importante: deram o aval às informações. Sem esse selo de garantia nunca teriam o impacto que tiveram - paradoxalmente, ou talvez não, é exactamente na altura em que mais recorremos aos media tradicionais como garantia de qualidade que estes vivem a crise mais profunda. Confiança e credibilidade são as palavras- -chave na relação entre produtores e consumidores de informação. Ho- je mais que nunca. Não será preciso discorrer sobre a nossa dependência dos media para construirmos as nossas opiniões e convicções.
Para que confiemos nos órgãos de comunicação social é absolutamente essencial sabermos diversos aspectos da sua vida começando, como deve ser, pelo principio: quem são os accionistas. Já sabemos que para os deputados do PSD e do CDS (poucos estarão sensibilizados para o assunto, mas, para o bem ou para o mal, são todos responsáveis) isso não é relevante. Para esses senhores não importa saber se o sr. Silva, fabricante e comercializador de atoalhados, sendo esse o seu principal negócio, é também grande accionista dum jornal. Eu acho que é. Só assim vou poder interpretar melhor notícias sobre os concorrentes do sr. Silva ou sobre o sector dos atoalhados.
Para os grupos parlamentares da maioria não é importante saber se um accionista da "Javoslixo", proprietário duma televisão, é um ditador, um dono dum casino, uma igreja ou uma outra coisa qualquer. Mais, também não lhes parece importar se o accionista dessa sociedade anónima sediada no Panamá dona dessa televisão é também accionista duma outra sociedade anónima com sede em Jérsia proprietária duma televisão concorrente. E não acham sequer necessário saber o nome do homem ou da mulher que domine uma empresa que fique a explorar uma televisão que seja, por louco exemplo, contratualmente obrigada a fazer serviço público. Até podem pensar que uma qualquer Fox News o pode fazer, apesar de não quererem saber quem é o dono dessa cadeia de televisão...
Não são só os consumidores de informação que precisam de saber quem são os verdadeiros donos dos media, as suas possíveis outras actividades e interesses. Os próprios colaboradores, jornalistas e outros, são parte interessada e deve-lhes ser assegurado o direito de saber para quem realmente trabalham. As senhoras e os senhores deputados acham, portanto, que tudo isto não interessa nada. Bom, das três uma: ou estão interessados em matar duma vez por todas os media tradicionais contribuindo para que os cidadãos percam a confiança nas televisões, rádios ou jornais, ou não percebem rigorosamente nada do sector, ou existe uma agenda escondida inconfessável. Dizem-nos que a transparência já está assegurada pela actual lei. Sejam francos, sabem que é uma redonda mentira e basta olhar para jornais cujos donos são apenas siglas. Mas, a quem não interessa a completa transparência da propriedade dos órgãos de comunicação social? Quem são as pessoas que querem mandar em órgãos de comunicação social mas não querem dar a cara, sobretudo numa altura em que é previsível uma mudança de cenário e de actores no sector? Quem não quer que se saiba quem manda nos media? Quem foi a pessoa que deu a ordem aos grupos parlamentares para votarem neste sentido? Qual o seu interesse? O da defesa da liberdade de imprensa e da transparência não é de certeza absoluta.
A democracia precisa de órgãos de comunicação social livres, independentes e transparentes. Consciente ou inconscientemente, os deputados da maioria contribuíram para que o sector dos media seja menos livre, menos plural e menos transparente" (texto de Pedro Marques Lopes no DN de Lisboa, com a devida vénia)

...critica "frieza tecnocrática" do Governo

Segundo o Expresso, "o ex-líder social-democrata Luís Marques Mendes criticou hoje a "frieza tecnocrática" do Governo na comunicação de algumas medidas de austeridade e defendeu que áreas como a reforma administrativa podem afetar a "coesão" se "não forem explicadas". As afirmações do antigo presidente do PSD foram proferidas durante a Universidade Política do PSD/Lisboa, em Sintra, depois de questionado por um jovem participante, que o apontou como "muito crítico" do Governo, sobre se achava que o anterior governo socialista, de José Sócrates, "faria melhor" do que o executivo de coligação. "Eu não sou muito crítico da esmagadora maioria das decisões do Governo, sou muito apoiante, até, em geral", confessou Marques Mendes. Já em relação ao desempenho do PS e a José Sócrates, o antigo dirigente respondeu: "Eu espero que ele não vá ressuscitar, isso não faria bem à saúde democrática do país".
"Noventa por cento do que é feito por este Governo é imposto pelo exterior"
No entanto, admitiu que o PS "com outro líder no governo, no essencial, estaria a fazer essencialmente o mesmo, apesar de dizer o contrário". "Noventa por cento do que é feito por este Governo é imposto pelo exterior e para os restantes 10 por cento não há grande dinheiro para fazer substancialmente diferente", acrescentou. Sobre a sua posição crítica em relação ao Governo PSD/CDS, Marques Mendes defendeu que "às vezes os ministros podiam falar das matérias com mais afetividade e pedagogia e com menos frieza tecnocrática". "A mesma coisa pode ser dita de várias maneiras. Falta afetividade e há excesso de tecnocracia. As pessoas não são números", advertiu o ex-secretário de Estado.
"Há freguesias a mais"
Antes, a propósito de uma outra pergunta sobre a redução de freguesias em Lisboa, Luís Marques Mendes considerou que este é "um esforço difícil mas positivo" porque há "freguesias a mais", mas criticou que "do ponto de vista do discurso se acentue o que não é verdadeiro", ou seja, "que é para poupar dinheiro"."As pessoas nos meios rurais olham para a freguesia como se fosse sua propriedade, se isto não é bem explicado vai deixar marcas do ponto de vista da coesão. Sei que em Sintra, Cascais ou Lisboa isto vos não diz nada, mas o país é urbano e é rural, e é positivo que assim seja", afirmou. O antigo dirigente do PSD disse ainda que "a par de uma política de austeridade, que é indispensável para colocar o país a viver dentro das possibilidades", é preciso "cuidar de uma agenda para o crescimento". Manifestou "simpatia" por medidas como o "IRC mais baixo para atrair investimento" e "a ideia de reindustrializar o país".
"Eu aprecio o primeiro-ministro"
Marques Mendes disse que as suas críticas são "numa perspetiva construtiva", de forma a não "denegrir ninguém, nem criar dificuldades". O social-democrata deixou ainda elogios ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e disse que estará sempre "a seu lado", mesmo quando perder eleições: "Quando isso acontecer muitos abandoná-lo-ão, mas eu estarei ao lado dele, por muitos erros que cometa, ele é um homem corajoso e com sentido patriótico". "Eu aprecio o primeiro-ministro, não tanto por ele ser laranjinha mas por uma coisa que às vezes as pessoas desvalorizam: Coragem e sentido patriótico", afirmou. Marques Mendes, que sublinhou conhecer Passos Coelho há vinte anos, recordou uma frase do primeiro-ministro - "Que se lixem as eleições" - para dizer que o chefe de Governo é "mesmo verdadeiro" "e totalmente genuíno".
"Não estou na vida política nem tenciono a ela regressar"
No plano pessoal, Marques Mendes disse ter "um enorme apreço" e "admiração" por quem está na política e deixou uma espécie de alerta: "Não estou na vida política nem tenciono a ela regressar". A segunda intervenção da tarde na Universidade do PSD está a cargo do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, que à chegada recusou prestar qualquer declaração aos jornalistas. A intervenção de Portas, que decorre numa sessão à porta fechada, é centrada no tema "Portugal, Europa e o Mundo Global".

Mendes acusa Gaspar de fazer dos portugueses "um conjunto de atrasados mentais”...

Li no Publico que "Luís Marques Mendes acusou, na noite de quinta-feira, o ministro das Finanças de "fazer dos portugueses um conjunto de atrasados mentais" a propósito das suas declarações contraditórias sobre Portugal ter ou não algumas das condições concedidas à Grécia pela troika. No seu comentário semanal no jornal da TVI24 Política Mesmo, o ex-presidente do PSD afirmou que Víto Gaspar está a "gozar o pagode". "Eu acho que ficava bem ao ministro das Finanças, em vez de andar a fazer dos outros parvos, dizer esta coisa muito simples: ‘A União Europeia não considerou desejável não nos comparar à Grécia, é até compreensível isso’. Porque é até compreensível essa parte. Agora o que não lhe fica bem é fazer dos portugueses um conjunto de atrasados mentais que não são capazes de perceber as coisas", criticou o ex-líder do PSD. O conselheiro de Estado de Cavaco Silva defendeu ainda que o Presidente da República veio pôr os «pontos nos i», ao lembrar que Portugal não deve desistir. "Não é por a Alemanha ter dito isto que nós agora vamos baixar os braços", lembrou. Marques Mendes considera também que o país vai ter "muitas destas condições, mas mais tarde".

Presidente do BEI admite que esforço que Portugal está a fazer é notável e doloroso

O presidente do Banco Europeu de Investimento (BEI), Werner Hoyer, admite que o esforço que Portugal está a fazer é notável e doloroso, mas considera que já são visíveis os primeiros resultados.

"Entroikado" na lista de candidatas a palavra do ano

Segundo o DN de Lisboa, num texto da jornalista Aldara Rodrigues, "uma editora selecionou dez palavras como as mais marcantes deste ano, entre as quais "entroikado" e "manifestação", e vai colocá-las à escolha dos portugueses, para eleição da "palavra do ano", a partir de hoje, num sítio na Internet. A iniciativa é da Porto Editora, que tem uma forte componente de especialização na área dos dicionários e da lexografia. Em 2009, a "palavra do ano" foi "esmiuçar", em 2010, "vuvuzela" e, no ano passado, "austeridade", que levou a melhor a "esperança", que ficou em segundo. Este ano a lista de dez palavras candidatas é a seguinte: "bosão", "entroikado", "cortes", "democracia", "desemprego", "imposto", "manifestação", "refundar", "solidariedade" e "TSU". A escolha foi feita pela equipa de linguistas do Departamento de Dicionários da Porto Editora, "tendo como critérios a frequência de uso, a relevância assumida ou então, simplesmente, porque se relaciona com algum tema muito marcante", disse à Lusa fonte do grupo empresarial. A votação pode ser feita em www.portoeditora.pt/palavradoano. O termo "bosão de Higgs" é conhecido vulgarmente por "partícula de Deus", considerado essencial à explicação do mundo e "é tido, pelos físicos, como fundamental para perceber vários mistérios do Universo, e entrou no vocabulário corrente", disse à Lusa fonte da editora. "Com as condições de austeridade impostas pela troika aos portugueses, muitos sentem-se 'entroikados'", justificou a mesma fonte. A "crise económica sentida e a política de austeridade introduziram esta realidade na vida dos portugueses, sendo recorrente ouvir-se, ler-se e falar-se de 'cortes' nos salários, nos subsídios e nas reformas", disse a mesma fonte. Este "contexto político, social e económico faz com que, este ano, muitos apontem a necessidade urgente de avaliar a saúde da 'democracia' em Portugal". A quinta palavra escolhida é "desemprego", cuja "taxa tem atingido sucessivos recordes, e é uma preocupação atual em Portugal e na Europa"."Impostos" também integram a lista, tanto mais que "o agravamento destes continua a fazer parte do dia a dia dos portugueses"."Manifestação" foi uma das palavras mais usadas pelos portugueses, já que, "este ano, por diversas vezes, milhares de pessoas saíram para a rua em protesto contra a troika e contra as medidas de austeridade do Governo". O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, referiu "a necessidade de 'refundar' o país e o Estado Social", o que, segundo a mesma fonte da Porto Editora, colocou "o assunto no topo da agenda política, económica e social". A "solidariedade", nona palavra da lista, "une todos os portugueses e destacou-se em 2012, no contexto do Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações". Finalmente, a sigla "TSU", de Taxa Social Única, "entrou de rompante no léxico comum dos portugueses este ano, em consequência das alterações que o Governo tentou introduzir". Fonte da editora disse que foi tido em conta "o conceito 'palavra' na sua grande dimensão, isto é, enquanto 'unidade da língua escrita'", e, nesse sentido, "as siglas são unidades que fazem perte do vocabulário de uma língua, e não há razões para serem excluídas". Curiosamente, nos Estados Unidos, foi a sigla do formato de um ficheiro de imagem - "GIF" ("Graphics Interchange Format") - que venceu o concurso da palavra do ano, disse a mesma fonte. Os resultados deverão ser divulgados "na primeira semana de janeiro".

Deutsche Bank acusado de ocultar 9 mil milhões de euros em dívida para fugir a resgate

Li no Publico que "o Deutsche Bank é acusado de ter escondido 9230 milhões de euros em dívidas durante o pico da crise financeira para mascarar as contas e evitar um resgate pelo Governo alemão. A notícia é avançada pelo Financial Times, que afirma que três antigos funcionários do banco alemão apresentaram queixas nos EUA, alegando que o banco alemão, com o conhecimento dos dirigentes executivos, não registou muitas das perdas nas operações de mercado entre 2007 e 2009. Num comunicado emitido também nesta quinta-feira, o banco germânico afirma que as acusações já datam de 2011, altura em que o banco terá desenvolvido "uma cuidadosa e rigorosa investigação", que chegou à conclusão de que as acusações são "totalmente infundadas". No mesmo comunicado, o Deutsche Bank afirma que as acusações partem de funcionários que não têm conhecimento, nem são responsáveis pelas principais operações do banco alemão. Segundo o Financial Times, as queixas dos três funcionários terão sido apresentadas separadamente entre 2010 e 2011 à entidade norte-americana que regula dos mercados financeiros, a Securities and Exchange Commission, e que terão ainda apresentado documentos do Deutsche Bank. Dois dos três antigos funcionários do banco alemão que apresentaram as queixas afirmam ter sido afastados depois terem mencionado, internamente, o processo de ocultação de dívidas. Um deles, Matthew Simpson, um dos principais responsáveis pelo comércio de derivados, queixa-se de ter sido afastado pelo Deutsche Bank dias depois de ter apresentado a queixa à entidade reguladora norte-americana. Matthew Simpson já havia alegado a existência de irregularidades no registo da avaliação do caderno de derivados. No seguimento da sua saída, Simpson recebeu 680 mil euros de indeminização do Deutsche Bank, depois de o antigo funcionário ter acusado o banco alemão de ter agido por "retaliação". Eric Ben-Artzi, o outro funcionário que se queixa de ter sido afastado por retaliação a comentários sobre irregularidades do Deutsche Bank, apresentou também uma queixa à Securities and Exchange Commission".

La independencia sería 'muy adversa' para el sistema financiero catalán

Segundo o El Mundo, "una hipotética independencia de Cataluña supondría "efectos muy adversos" para su sistema financiero, con un severo riesgo de fuga de depósitos, imposibilidad de financiar el crédito e incapacidad de las entidades catalanas de pedir dinero en el BCE y en los mercados de capitales. Este es el diagnóstico de una nota de análisis titulada 'La intermediación financiera ante la hipótesis de la independencia de Cataluña' elaborada por el Instituto de Macroeconomía y Finanzas (IMF) de la Universidad Camilo José Cela. El documento, firmado por Carmelo Tajadura, subdirector del IMF, señala que en Cataluña existen tres entidades financieras en las que el poder de decisión radica en esa región: Caixabank, Sabadell y Catalunya Banc. Las dos primeras son relativamente sólidas y tienen una fuerte presencia fuera de esa comunidad autónoma. Según Tajadura, más del 60% del negocio de Caixabank se realiza fuera de su región de origen. Aunque no se disponen de cifras para el Sabadell, "es seguro que tiene también una fuerte presencia fuera de su región de origen por las numerosas incorporaciones efectuadas (Herrero, Atlántico, Guipuzcoano) y sobre todo tras la compra de la CAM". En estas tres entidades –Catalunya Banc es una entidad arruinada que ahora está en manos del Frob-, la cifra de crédito otorgado es muy superior a la de los depósitos, "fenómeno generalizado en la banca española tras la fuerte expansión crediticia financiada con la emisión de valores y recurso a los mercados". Pero en Cataluña operan todas las entidades españolas. Según los datos del Banco de España, en Cataluña se ha otorgado el 19,06% de los créditos concedidos en España (339.565 millones) y se han aportado el 16,21% de los depósitos (187.336 millones). Los depósitos sólo suponen el 55% de los créditos y es la sexta comunidad autónoma en la que más reducido es ese porcentaje, lo cual supone que es una de las que menor autofinanciación del crédito presenta detrás de Murcia, Canarias, Andalucía, Baleares y Valencia. En el caso de la Comunidad de Madrid, la tasa de autofinanciación es del 74,09%. Además, la brecha entre créditos y depósitos es la más elevada de todas las comunidades autónomas, más de 150.000 millones, el 76% de su PIB regional. Este importe está siendo tomado de los depósitos del resto de España, de los mercados de capitales, de la emisión de títulos o del recurso al BCE, que en el caso de estas tres entidades era de 65.500 millones de euros al 30 de junio de 2012. El documento afirma que "en esta situación, la hipótesis de independencia... podría derivar en consecuencias muy adversas para su sistema financiero". Y describe cuatro: primero, una fuga de capitales en el resto de España que afectaría a Caixabanc y Sabadell y que "no podría ser contrarrestado por el flujo contrario que podría producirse en Cataluña como consecuencia fundamentalmente de la confianza en las grandes entidades Santander o BBVA". En segundo lugar, la incertidumbre del proceso independentista minaría la capacidad de sustituir a corto plazo esos fondos en los mercados de capitales. En tercero, el flujo de fondos del resto de España dejaría de ser una fuente estable de financiación como parece serlo ahora. "Incluso en el caso más favorable de una independencia pactada, la reticencia de los mercados, ante el incremento de la incertidumbre, les haría retraerse, al menos a corto plazo", asegura el informe".

Humor de Henrique Monteiro: o obstinado

(fonte: Henricartoon)

Humor de Henrique Monteiro: há algo de podre no Reino

(fonte: Henricartoon)

Humor de Henrique Monteiro: Partido Saudosista Português

(fonte: Henricartoon)

"Desaparecimento" de ilha no Pacífico intriga cientistas

Li aqui que "uma expedição não localizou ilha entre a Austrália e a Nova Caledônia que é listada por cartógrafos em atlas, mapas e até no Google Earth. Um sonho comum à maioria dos exploradores e desbravadores ao longo da História tem sido encontrar territórios desconhecidos mas, na Austrália, uma equipe de cientistas fez exatamente o contrário: eles identificaram uma ilha que não existe. Conhecida como Sandy Island, a massa de terra é listada por cartógrafos em atlas, mapas e até no Google Maps e no Google Earth, onde está localizada entre a Austrália e a Nova Caledônia (governada pela França), no sul do Pacífico. Mas, quando o grupo de cientistas decidiu navegar para chegar até ela, simplesmente não a encontraram. Para o Serviço Hidrográfico da Marinha da Austrália, responsável pelas cartas náuticas do país, uma das possibilidades é que tenha ocorrido falha humana e que esse tipo de dado deveria ser tratado "com cautela" ao redor do mundo, já que alguns detalhes são antigos ou simplesmente errados. De acordo com Maria Seton, uma das cientistas que integra a equipe, a ilha aparece como Sable Island no Times Atlas of the World e o Southern Surveyor, um navio de pesquisa marítima australiano, também afirma que ela existe. Mas, quando decidiu navegar rumo ao local, a embarcação também não avistou nada. "Nós queríamos checar, porque as cartas de navegação a bordo do navio mostravam uma profundidade de 1.400 metros naquela área, algo muito profundo", diz Seton, da Universidade de Sidney, após a viagem de 25 dias. "Ela está no Google Earth e em outros mapas e por isso fomos checar, mas não havia ilha alguma. Estamos realmente intrigados. É bem bizarro. Como ela apareceu nos mapas? Nós simplesmente não sabemos, mas estamos planejando ir a fundo e descobrir", acrescentou.
Teorias da conspiração
O tema também ganhou as redes sociais. No Twitter, o usuário Charlie Loyd disse que no Yahoo Maps e no Bing Maps a ilha também consta como Sandy Island, mas que ao fechar o zoom, o território desaparece. Teorias conspiratórias entre os internautas apontam para um possível "truque" de cartógrafos, que incluiriam territórios falsos em seus mapas para saber quando alguém está tentando roubar seus dados. Outros dizem que o serviço de hidrografia da França já havia identificado que a ilha não existia e tinha solicitado que ela fosse apagada de mapas e cartas náuticas ainda em 1979. Em resposta à polêmica, o Google disse que recebia com bons olhos o feedback dos cientistas a respeito do mapa. "Nós trabalhamos com uma ampla gama de fontes de dados comerciais e de pessoas respeitadas para levar aos nossos usuários os mapas mais atualizados e ricos em detalhes. Uma das coisas mais empolgantes sobre mapas e geografia é que o mundo é um lugar em constante transformação, e manter-se por dentro dessas mudanças é um esforço sem fim", disse um porta-voz da empresa.

Piruetas de uma história mal contada

 
 
 
 
(fonte: Expresso)

Europa: O que a Suécia nos pode ensinar

Li no Dinheiro Vivo: "A Grécia devia reestruturar a dívida uma ou duas vezes. Mas é fácil para mim falar sobre isso, sentado aqui na Suécia." Per Jansson, vice-governador do Riksbank, o banco central sueco e o mais antigo do mundo, sorri. Lá fora, o dia amanheceu cinzento como a economia europeia, mas em vésperas de Natal, a Suécia encontra razões para acreditar num futuro de crescimento. A economia sueca tem resistido melhor do que alguns esperavam à crise europeia das dívidas soberanas. As exportações abrandaram, mas a coroa sueca, que flutua livremente desde 1992, mantém-se em níveis normais, não sendo de prever uma tendência de valorização. O consumo interno, por outro lado, é estável e deverá subir 2,5% em 2013. Os salários dos trabalhadores aumentarão na casa dos 3%, à semelhança do que tem vindo a acontecer nos últimos anos, e a riqueza global das famílias corresponde a 500% do rendimento disponível. Embora o nível de endividamento, cerca de 170% do rendimento disponível, cause apreensão. A riqueza da Suécia também deverá crescer: 0,9% este ano e quase 2% em 2013. Para 2014 e 2015, as previsões são ainda melhores: 2,7% e 2,9%, respetivamente.
Per Jansson, que já foi secretário de Estado para as Políticas Económicas e Internacionais, tem um único pesadelo: "Que as coisas comecem a correr mal na Alemanha. A Alemanha também tem de traçar limites, não pode resolver todos os problemas atirando dinheiro para cima deles, eternamente." Para já, no entanto, o vice-governador segue a linha otimista do Relatório de Política Monetária do banco central sueco. "Eu tenho esperança e ainda acredito", diz, que a crise das dívidas públicas pode ser gerida, levando ao declínio do clima de incerteza que tem vindo a afetar as economias europeias. E que pode ainda vir a desestabilizar a economia da Suécia, onde as exportações representam 50% do produto interno bruto (PIB) e cujos maiores clientes são os países da União Europeia, quase metade deles na zona euro. A dez minutos a pé, o ministro das Finanças sueco tem ainda meia hora disponível para explicar a sua política antes de se meter num avião para Bruxelas. Anders Borg, eleito há duas semanas pelo Financial Times como o vice-campeão europeu das Finanças (atrás do homólogo alemão Wolfgang Schäuble), é também o dono do aspeto exterior menos ortodoxo de todos os governantes da Europa. O rabo de cavalo e o brinco na orelha esquerda podiam até indiciar um espírito mais à esquerda, mas seria engano. Em 2006, quando assumiu o cargo das Finanças no governo de centro-direita de Fredrik Reinfeldt, já iam longe os tempos em que o adolescente Borg tinha defendido a descriminalização das drogas num artigo de jornal.
Manter as finanças públicas na ordem é o seu principal objetivo. E é com pragmatismo e férrea convicção que mantém a Suécia no rumo traçado, prevendo-se para 2013 uma dívida pública de 36% e um superavit no Orçamento do Estado. "Durante a crise regressámos com números muito altos de crescimento em 2010 e 2011. Na verdade ultrapassámos os valores do PIB registados antes da crise", explica. E a capacidade de resistência da economia sueca tem, pelo menos, duas razões fundamentais, segundo Borg: "Fomos capazes de fazer uma grande série de reformas estruturais que nos permitiram aumentar a nossa competitividade, sobretudo referente ao sector interno de serviços." As exportações sofreram uma quebra, mas recuperaram rapidamente. "Temos muitos bens industriais e indústria de alta tecnologia, por isso tendemos a ser mais cíclicos, mas também temos uma tendência para recuperar mais fortemente do que muitos outros países", explica. Quando outros pediam estímulos à economia em forma de crédito, Anders Borg preferiu continuar a aplicar reformas ao Estado social, aliviar a carga de impostos sobre as empresas (uma redução de 15% em 2013) e manter o esforço de investimento em investigação e desenvolvimento e infraestruturas. As reformas, aliás, já não são novidade para os suecos. Têm vindo a ser introduzidas desde o início da década de 90 pelos sucessivos governos, altura em que uma bolha imobiliária e financeira na Suécia abalou os bancos nacionais e em seis meses atirou o país do equilíbrio orçamental para um défice de 13% e uma crise de que só recuperou na viragem para o século XXI. De um dos países mais ricos do mundo nos anos 70, a Suécia deu um trambolhão para o 15.o lugar - onde aliás se mantém quando se comparam PIB per capita. Vinte anos de reformas (que continuam a ser implementadas) - e muita desregulação - depois, o atual ministro das Finanças não tem dúvidas: "Quando a perceção no país é de que todos estão no mesmo barco, é mais fácil levar a cabo reformas estruturais e tomar decisões políticas difíceis." Na Suécia, um dos países com diferenças de rendimento mais baixas na União Europeia e na OCDE, a coesão social não é só um conceito. Com menos subsídios, o chamado "modelo sueco" do Estado social já não é o mesmo, mas mantém altos os níveis de proteção social - das creches ao desemprego, aos cuidados de terceira idade. O pagamento de pensões, por exemplo, obedece agora ao princípio "o que entra é o que sai" e os valores são ajustados anualmente. Altos mantêm-se igualmente os impostos sobre o rendimento - 50% do salário da maioria dos suecos entra nos cofres públicos: 20% para o Estado central e cerca de 30% para os municípios e regiões, que têm a seu cargo, entre outros serviços, a gestão da saúde e educação gratuitas.
"De uma maneira geral estamos fortes e é provável que, quando fizermos o Orçamento do Estado para 2014, possamos adotar medidas adicionais para tentar pôr um pouco de mais energia na economia", promete o ministro das Finanças sueco. Nem tudo são rosas, obviamente. Stefan Fölster, economista-chefe da Confederação Empresarial Sueca, gostaria de ver cortes maiores nos impostos e mais flexibilização na lei laboral. Não são poucas as empresas que já trocaram a Suécia por ambientes fiscais mais simpáticos, como o Skype, por exemplo, que preferiu instalar-se na Estónia. O princípio que obriga a respeitar a antiguidade dos trabalhadores na empresa quando é preciso dispensar força de trabalho, queixam-se os empresários, não deixa que a competência possa ser o principal critério de avaliação. Fölster acredita que esta medida poderia ajudar a baixar o elevado desemprego jovem, 20% dos cerca de 700 mil suecos desempregados. Argumento que não convence o sindicalista e economista Ola Pettersson, da Confederação dos Sindicatos Sueca: "Os mais novos resistem melhor a períodos de transição entre empregos."
Portugal está a milhas da Suécia em inúmeros indicadores e as receitas suecas de crescimento económico, redistribuição de riqueza e bem-estar social não servirão certamente a todos. Isaac Newton, o físico, matemático, astrónomo e filósofo britânico do século xvii, disse: "Se eu vi mais longe, foi porque me pus em pé nos ombros de gigantes." A frase, inscrita numa das paredes da cafetaria do museu dedicado a Alfred Nobel, no centro histórico de Estocolmo, pode ser inspiradora"

Dengue está a afetar o turismo e a prejudicar a economia da Madeira

O surto de dengue na Madeira está a afetar o turismo e a prejudicar a economia da ilha. As unidades hoteleiras têm assistido nas últimas semanas ao cancelamento de reservas. Esta segunda-feira, o ministro da Saúde desloca-se à Região Autónoma para conhecer o plano de combate ao mosquito transmissor da doença.

Crise: os prós e contras de termos o acordo grego

Segundo o Dinheiro Vivo, "as medidas aprovadas pelos ministros das Finanças do euro (Eurogrupo) para tentar aliviar o fardo da dívida grega - mais tempo para pagar e custos mais leves para o empréstimo - eram para ser aplicadas, ainda que parcialmente, a Portugal e Irlanda. E a breve trecho. O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, anunciou fumo branco na reunião de dia 26 de novembro, prometendo "abordar isso na próxima reunião [ontem]". No dia seguinte, Vítor Gaspar, o ministro das Finanças, aproveitou a onda e anunciou mesmo no Parlamento que Portugal e a Irlanda "serão – de acordo com o princípio de igualdade de tratamento adoptado na cimeira da área do euro em julho de 2011 – beneficiados pelas condições abertas no quadro do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira". A derrota política do ministro português chegou ontem com estrondo. O líder das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, silenciou Gaspar: “Eu não aconselharia Portugal a dar esse passo porque a comparação com a Grécia não me parece adequada”. Lisboa não deve alimentar essa ideia do "princípio de igualdade de tratamento", pelo menos para já. Vítor Gaspar recuou imediatamente e descartou culpas na "considerável confusão no debate público em Portugal”; e naquilo a que chamou de "informação". Órgãos de comunicação social, provavelmente. Menos confuso é perceber os prós e os contras de um possível alívio de condições do empréstimo a Portugal.
Era bom porque:
1. Portugal podia reembolsar durante mais tempo o capital do empréstimo, o que aliviaria o calendário de amortizações do IGCP - Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública. A dívida ao FEEF (zona euro) vai demorar 14,5 anos a pagar. Com o figurino grego (mais 15 anos), o período dilatava para quase 30 anos. A primeira amortização, no valor de 1750 milhões de euros, está programada para acontecer em 2015, embora esta deva ser refinanciada. Mas o aperto a sério começa em 2016. Por exemplo, nesse ano, já o Governo será outro, o total de dívida de médio e longo prazo a amortizar vai rondar os 20 mil milhões de euros das quais cerca de metade são programa da troika. Se desse para diluir o reembolso destas tranches que caem 2016 (obrigações a cinco anos emitidas em 2011), o esforço seria claramente menor. No caso concreto da obrigação do FEEF (2525 milhões de euros) que vence em dezembro de 2016 esta seria reembolsada 15 anos mais tarde, em dezembro de 2031.
2. O alargamento o período de carência também podia ter um efeito benéfico para os portugueses. No caso da Grécia, o país vai ter mais tempo até começar a desembolsar a primeira amortização das tranches. Se Portugal pudesse beneficiar de uma carência de 10 anos em vez de cinco anos, as tranches que caem já em 2016 podiam transitar para 2021.
3. Ter mais tempo para pagar (sem alterar as taxas de juro, claro) ou poder começar a pagar mais tarde os empréstimos da UE e do FMI permitiria a Portugal gerir melhor os difíceis anos que se avizinham em termos de recuperação económica e do mercado de trabalho. Até 2016, os juros, que já estão a ser pagos desde o início do ajustamento da troika, poderão exercer um peso cada vez maior no défice se a economia crescer pouco e se o desemprego se tornar crónico. Adiar, ter mais tempo, permitiria arranjar mais oxigénio em 2016, um ano que se perfila violento em termos de finanças públicas.
4. A Grécia também terá um desconto na taxa de juro por via de uma redução dos custos operacionais associados aos empréstimos da UE na ordem dos 0,1 pontos percentuais. Para Portugal, que deve 78 mil milhões de euros à troika e vai ter de pagar para além disso cerca de 34 mil milhões de euros em juros, um desconto nas taxas seria sempre bem-vindo. De acordo com contas do Dinheiro Vivo, o desconto grego poderia dar até mil milhões de euros a menos por ano nos encargos com o empréstimo (reembolsos e juros mais baixos). Seria o equivalente a uma sobretaxa de 4% no IRS como a que está programada para 2013. Portanto, menos despesa, podia dar azo a menos agravamento fiscal.
Era mau porque:
1. Replicar as condições gregas em Portugal (ou na Irlanda) poderia colar Portugal à Grécia. Esse receio foi manifestado pelo próprio Schaüble que frisou: "Portugal e Irlanda estão a avançar para os mercados. Seria um sinal terrível. Por isso aconselho a não darem esse passo”
2. Colocaria Portugal sob o jugo dos seus credores (UE/FMI) e das suas condições de austeridade durante mais tempo. Atualmente, a última amortização do empréstimo dos 78 mil milhões está agendada para 2042. Dar mais tempo ao país significa adiar este prazo. Significa também que Portugal está a sinalizar que precisa de mais tempo do apoio dos credores. Pedro Passos Coelho já disse que o "país perde soberania quando não se consegue bastar".
3. O equilíbrio de forças entre ter mais tempo e o nível de juros obtido pela UE e o FMI (que se endividam para depois emprestarem a Portugal) poderia não ser o melhor. Ter mais tempo e ser mais 'parecido' com a Grécia significa ter os credores mais expostos ao risco de o País entrar em insolvência. E mais receosos. Isso poderia levar a um nível de juros mais elevado no mercado, sendo contraproducente para as contas públicas e para o caminho de regresso completo aos mercados de dívida. O início deste caminho, deseja Gaspar, está planeado para meados do próximo ano"

Livro: “O jornalista e o assassino”

Li aqui: “A primeira frase de O Jornalista e o Assassino, de Janet Malcolm, soou como uma sentença inapelável nas redações quando o livro foi lançado em 1990: “Qualquer jornalista que não seja demasiado obtuso ou cheio de si para perceber o que está acontecendo sabe que o que ele faz é moralmente indefensável”. A condenação não vinha de fora – Janet Malcolm é, ela própria, escritora e jornalista, com vasto currículo na revista New Yorker, além de autora de vários livros, com temas tão variados quanto a vida de Tchekov e os arquivos secretos de Freud. É autora de sucesso. O Jornalista e o Assassino, agora relançado no Brasil, vem enriquecido de dois posfácios, um da própria autora e outro do diretor de redação do jornal A Folha de S. Paulo, Octávio Frias Filho. Qual seria o “fazer” jornalístico sobre o qual recai a sentença de Janet? Simplesmente a prática mais comum da profissão – a entrevista. Ela entende que a relação entre repórter e fonte é sempre assimétrica, e com grande prejuízo para a segunda parte. Afinal, tanto jornalista como entrevistado querem alguma coisa um do outro, como sabe o mais ingênuo dos focas. Na situação mais simples, um deseja a notícia, uma história em primeira mão que poderá lhe ser de grande valia na carreira. O outro aspira a certa notoriedade, que apenas a divulgação de suas ideias e de seu rosto em veículo de grande expressão pode lhe garantir. É um jogo, no qual ambos têm tanto a lucrar como a perder. Mas, no entender de Janet, a fonte é, invariavelmente, a parte fraca na relação. Escreve, sem rodeios: “Ele (o jornalista) é uma espécie de confidente, que se nutre da vaidade, da ignorância ou da solidão das pessoas. Tal como a viúva confiante, que acorda um belo dia e descobre que aquele rapaz encantador e todas as suas economias sumiram, o indivíduo que consente em se tornar tema de um escrito não ficcional aprende – quando o artigo ou livro aparece – a sua própria dura lição.”
Ou seja, quando o produto da conversa vem a público, é muito comum a fonte descobrir que a relação mantida com o jornalista era baseada em um engodo. Que este não teve, em qualquer momento, a mínima intenção de divulgar o ponto de vista da fonte para a sua história. Pelo contrário, o jornalista sempre teve em mente divulgar a sua própria impressão sobre determinado fato. Manteve a relação em termos amistosos apenas enquanto dela necessitava para apurar determinados elementos da história. Depois, fim de conversa. Ao escrever, torna-se a parte dominante e impõe a sua própria versão. Para a fonte, seduzida durante o tempo das entrevistas, esse comportamento pode parecer o de um traidor. Qualquer jornalista que tenha algum tempo na profissão sabe por experiência própria que não são poucos os desencontros nessa relação muito particular. Muitas vezes, ao verem ideias que julgam distorcidas publicadas em letras de imprensa, os entrevistados exclamam: “Mas eu não disse isso, alteraram minhas palavras”. Por isso, jornalistas experientes fazem questão de gravar entrevistas, sobretudo quando tratam de matéria polêmica. Mas essa providência tecnológica apenas atenua o problema, pois ninguém publica nada sob forma literal. Por uma série de questões técnicas, os depoimentos devem ser editados. E a edição sempre poderá ser tachada de tendenciosa. E às vezes é mesmo. O livro de Janet Malcolm não se baseia em abstrações. Trata de um caso real, e bastante doloroso. Um crime terrível, na verdade, o assassinato de uma mulher grávida e de suas duas filhas a golpes de bastão e facas. O principal suspeito, e que acabou condenado, era o próprio marido da vítima, o médico Jeffrey MacDonald. Na época (1970) a serviço do exército norte-americano, MacDonald alegou que a casa fora invadida por bandidos e ele próprio saíra ferido do assalto. Na verdade, apresentava ferimentos muito leves e sua tese nunca pôde ser comprovada. No entanto, foi absolvido pelo tribunal militar. Quando aguardava novo julgamento, foi procurado pelo jornalista Joe McGinnis para uma entrevista. MacDonald gostou tanto do repórter que lhe propôs um arranjo: franquearia sua intimidade e mesmo os bastidores da defesa para que McGinnis escrevesse um livro expondo o seu ponto de vista. Dividiriam a renda do livro e isso ajudaria a custear a defesa. Conviveram durante quatro anos em camaradagem e aparente amizade. Quando o livro – Fatal Vision, calhamaço de 700 páginas – saiu, em 1983, McDonald sentiu-se traído. Longe de esposar sua causa, o McGinnis o apresentava do início ao fim como perigoso psicopata. Condenado à prisão perpétua no segundo julgamento, McDonald resolveu processar McGinnis pelo livro, sustentando que suas falas foram distorcidas e o autor abusara de sua boa-fé. No primeiro julgamento McDonald contra McGinnis não houve unanimidade entre os jurados. Antes que o segundo ocorresse, as partes entraram em acordo e McGinnis teve de pagar 325 mil dólares a McDonald para encerrar a pendência.
O caso é explosivo porque levanta a dúvidas sobre a liberdade de expressão e sobre a ética jornalística – e de como uma pode contradizer a outra. A acusação de McDonald baseava-se em que sua boa-fé no jornalista fora iludida. O jornalista o fizera crer que trabalhava numa versão que seria favorável ao acusado quando tinha coisa muito diferente em mente. A defesa de McGinnis baseia-se na liberdade de expressão. O autor teria compromisso mais forte com a verdade dos fatos e do que com sua fonte. Se manteve o relacionamento usando de atitudes ambíguas, foi no interesse do livro. E da verdade, que deve ser conhecida em benefício do público. Ora, acontece que a “verdade”, para Janet Malcolm, não é um termo tão óbvio como ingenuamente se acredita. A verdade, para alguém tão influenciada pela psicanálise, é algo de impossível, no limite. Trabalhamos com versões e podemos escavar tão fundo quanto quisermos, sem jamais atingir a realidade objetiva, a verdade de um fato, e mais ainda de fatos controversos como um crime jamais confessado pelo suposto assassino. A própria Janet se debruçou sobre casos semelhantes de conflitos de versões ao se interrogar, por exemplo, sobre os diferentes relatos sobre a cena da morte de Tcheckov. O que teria acontecido, de fato? Ninguém sabe. Mais ainda: ela própria havia sido processada no passado por uma situação semelhante à que analisa em O Jornalista e o Assassino. Em Nos Arquivos de Freud, descrição da luta pela posse da correspondência entre Sigmund Freud e seu amigo e colega Wilhelm Fliess, Janet entrevista um dos curadores das cartas, Jeffrey Masson, que, posteriormente, a processa, acusando-a de atribuir a ele declarações infundadas. Desse imbróglio psicanalítico Janet foi absolvida. Mas muita gente (McGinnis entre eles) insinuou que escrever O Jornalista e o Assassino, seria, para ela, uma espécie de exorcismo desse processo anterior.
Janet não evita a questão e a aborda em seu posfácio. Admite que, por mais que se defenda, ficará sempre com a mácula de haver caluniado Masson, mesmo que isso não tenha acontecido. Por outro lado, apesar do processo e da reparação pecuniária, o relato definitivo do caso McDonald está estabelecido no livro de McGinnis e não há força que possa apagá-lo. O desmentido nunca tem a força denúncia, e, por isso mesmo ela entende que se deva lidar com tanta delicadeza e rigor com o que dizem os entrevistados aos jornalistas. Apesar de vivermos num mundo de versões, temos a obrigação de cuidar para que elas sejam tão próximas quanto possível de uma intangível verdade. Essa observação é particularmente importante em nossa época, em especial quando o jornalismo literário ganha importância nas redações e entre o público. Usar técnicas de romance para escrever uma matéria é uma coisa, e isso pode ser ótimo; tornar-se ficcionista é algo que um jornalista não pode se permitir. Seu compromisso, por fluido que seja o termo, é com algo chamado realidade. E, mesmo que ela se esconda atrás de inúmeras versões, insuficientes e contraditórias, sua obrigação é procurá-la obsessivamente. Não interessa se o graal existe ou não; é preciso buscá-lo. O Jornalista e o Assassino não se propõe resolver esses impasses éticos. Provavelmente não comportam uma solução perfeita. A importância do livro está em levantá-los e colocá-los como espelho diante da comunidade jornalística. Afinal, como diz Janet Malcolm, os mais sensatos sabem que o melhor que podem fazer ainda não é o suficiente. E os outros fingem que não existe problema algum e, se existia, eles já o resolveram"

Opinião: "El falso informe policial y los semáforos del periodismo"

"Ha tardado tres semanas, pero finalmente ha quedado oficialmente acreditado que el informe policial sobre las supuestas cuentas bancarias en Suiza de Artur Mas y otros dirigentes de CiU, publicado por el diario El Mundo, es falso. El comisario jefe de la Unidad de Delincuencia Económica y Fiscal de la Policía, a la que se atribuía el documento, asegura en un informe elevado al juez que ni la unidad ni ninguno de sus miembros han elaborado informe alguno. Aclarado este punto, se abre ahora una interesante cuestión: ¿Quién se lo ha inventado?
El caso tiene mucha más trascendencia de lo que se quiere reconocer porque es un ejemplo claro de hasta dónde puede llegar el “todo vale” en periodismo y en política. Recordemos los hechos: el 16 de noviembre, en plena campaña electoral, el diario El Mundo publicó un supuesto informe policial que echaba fango sobre el candidato a la presidencia de la Generalitat, Artur Mas, y otros dirigentes de CiU, a quienes se atribuía el cobro de comisiones ilegales y el desvío de importantes sumas de dinero a cuentas bancarias radicadas en Suiza. La información alteró por completo la campaña electoral, pues el PP no dudó en aprovecharla para atacar a Mas, pese a que en ningún momento pudo acreditar la autenticidad del informe. Nunca se sabrá si este oscuro episodio tuvo o no incidencia en los resultados electorales, pero lo que sí va quedando ya claro es que todo el asunto se basa en una gran manipulación informativa. Muchos querrían ahora echar arena sobre lo que finalmente ha quedado como el verdadero escándalo, el periodístico. Lo ocurrido tiene mucho que ver con lo que estos días se discute a propósito de las conclusiones de la comisión Leveson en Reino Unido: cómo puede la sociedad defenderse de unos medios que sistemáticamente se saltan los semáforos en rojo. La comisión Leveson fue creada para analizar el comportamiento de los medios tras conocerse que, para obtener sus exclusivas, el diario sensacionalista News of the World había recurrido a procedimientos ilegítimos que incluían escuchas ilegales, pagos a cambio de información y una connivencia con la policía que dejaba en situación de indefensión a las víctimas. Las conclusiones del informe han provocado una intensa polémica sobre la necesidad o no de regular por ley, visto el fracaso de los mecanismos de autorregulación, los límites que la prensa no debe traspasar. La comisión propone una regulación legal pero el presidente del Gobierno británico, David Cameron, ha dado un corto plazo a los editores de prensa para que hagan una propuesta de autorregulación creíble, de lo contrario, regulará por ley mecanismos de control de la prensa.Tanto los editores como los periodistas han sido siempre reticentes a una regulación legal. Consideran que cualquier mecanismo de control que se cree será susceptible de ser utilizado contra la libertad de expresión y el derecho a la información por parte de los poderes públicos, y eso puede provocar un daño mayor del que trata de evitar. El argumento es sólido, pero una cosa es crear mecanismos que puedan actuar como una mordaza para la prensa incómoda, y otra muy distinta permitir que determinada prensa irresponsable, amparándose en una pretendida libertad de informar, pueda manipular y falsear la realidad con total impunidad. Entre uno y otro extremo debe poder caber algún compromiso basado en la honestidad periodística. En el caso del falso informe policial se observan dos niveles de responsabilidad: la de quienes, sin atender los mínimos requisitos de exigencia profesional, publican el informe, y la de quienes, desde la cúpula del PP y obviando los problemas de verificación que presenta el documento, se lanzan a obtener rédito electoral del mismo.Vayamos a la parte que aquí nos interesa, la periodística. Con frecuencia llegan a las redacciones informes o escritos sobre supuestos escándalos que nunca se publican porque, cuando se verifican los datos, se comprueba que son falsos. El informe reproducido por El Mundo no tenía firma, ni sello, ni destinatario y el logotipo policial podía se fruto de un trabajo de "composición". Tal como estaba presentado, podía ser perfectamente una invención. Y sin embargo, se publicó dando por segura su autenticidad. Y en un intento de ponerse la venda antes de producirse la herida, el propio diario delató lo endeble de su posición al insistir en la propia información y en cuantos foros fue requerido, que se trataba de un “borrador” de informe policial. Ese fue el primer semáforo que se saltó en rojo. Suponiendo que alguien de la citada unidad policial hubiera filtrado unos documentos, la condición de “borrador” debería haber llevado a rechazar de plano su publicación. Si esa conducta es exigible en cualquier caso, más todavía en unas acusaciones tan graves y con tanta repercusión política. Se supone que un borrador es un trabajo incompleto y lo que allí figura está aún pendiente de verificación, por eso no ha pasado a la categoría de informe definitivo. Insistir en que se trata de un borrador equivale a confesar que la información contenida no ha sido verificada. La conducta responsable hubiera sido, en cualquier caso, esperar a conocer el informe definitivo. Este hecho tiene mayor importancia de lo que parece. Durante mucho tiempo, la prensa rigurosa consideró necesario que un juez admitiera a trámite una querella antes de publicar el caso. Se consideraba que la apreciación de "indicios racionales" por parte de un juez era un dique de contención adecuado para evitar la pena de banquillo y las consecuencias que podrían derivarse de una denuncia falsa. Pero ese dique de contención hace tiempo que cayó abatido por los francotiradores de un periodismo de dosier disfrazado de periodismo de investigación. Si se considera lícito publicar borradores de informes, ¿por qué no borradores de borradores? El mismo criterio serviría para publicar cualquier acusación, bajo el pretexto de que es algo que la policía debe investigar. En este caso, el diario creyó salvar su credibilidad “advirtiendo” de que se trataba de un “borrador” pero, al hacerlo constar, lo que hacía en realidad era proclamar su falta de responsabilidad.
El segundo semáforo en rojo fue publicar un informe sin poder acreditar ni su origen ni su autoría. ¿Qué valor informativo tiene algo de lo que nadie se responsabiliza? Se supone que, cuando decide publicarlo, el medio avala la autenticidad de la fuente. El informe, se dijo, había sido elaborado por la Unidad de Delincuencia Económica y Fiscal de la Policía, pero cuando el juez llamó al comisario jefe de esa unidad para que le explicara lo que hubiera, este aseguró no tener constancia de que tal informe existiera. El periódico estaba en un brete, pero algunos poderes del Estado salieron en su ayuda. Cuando el Tribunal Superior de Justicia de Cataluña emitió un comunicado informando sobre la declaración del jefe policial ante el juez, la Dirección General de Policía que dirige Ignacio Cosidó emitió un contra-informe de redactado de forma calculadamente ambigua cuya única finalidad era dar pábulo a la existencia del informe. Asombrosa fue también la actuación del Sindicato Unificado de Policía, que convocó a la prensa para entregarle los supuestos documentos policiales y apuntalar una teoría de la conspiración según la cual, ni los jueces, ni los fiscales, ni los responsables policiales de diferentes cuerpos habrían querido investigar las graves acusaciones contra Mas y los dirigenes nacionalistas. Deliberadamente se ignoraba que única parte judicialmente sustantiva del presunto informe, la posible financiación irregular de Convergència a través de donaciones al Palau de la Música, ya figuraba en el sumario del caso Palau y el juez había impuesto una fianza 2,3 millones de euros al partido como responsable “a título lucrativo” de la percepción de las comisiones ilegales que se investigan. Finalmente, fue el sindicato policial quien remitió al juez del caso Palau los papeles de la discordia. A esas alturas, el grado de confusión creado en torno al informe era capaz de marear al observador más perspicaz. El efecto perseguido se había logrado con creces, la campaña electoral catalana se había enfangado hasta la rodilla y lo que quedaba era organizar la bruma que cubriera la retirada. Finalmente, el jefe de la Unidad de Delincuencia Económica y Fiscal ha zanjado oficialmente el asunto a requerimiento del juez al certificar que el documento publicado por El Mundo no había sido redactado por la unidad de dirige ni por “ninguno de los funcionarios que la integran”.
Quién lo ha redactado entonces? ¿Nadie tiene que dar una explicación sobre lo que se ha publicado? Lo que ha puesto de manifiesto la historia del falso informe es un modo de operar. Una conducta que ya habíamos observado en otras ocasiones, consistente en crear una falsa realidad a base de manipulaciones periodísticas destinadas a lograr determinados fines políticos. Eso no es periodismo. Es otra cosa. Lo cual nos lleva de nuevo al debate sobre el informe Leveson. Lo ocurrido entraría dentro de las prácticas que la citada comisión considera reprobables. Si la prensa no es capaz de articular mecanismos de autorregulación verdaderamente eficaces, no debemos extrañarnos de que la sociedad acabe exigiendo una regulación legal que impida este tipo de abusos" (texto da jornalista Milagros Pérez Oliva do El Pais, com a devida vénia)

Espanha: Montoro amenaza a las autonomías que no cumplan el límite de déficit

Segundo o jornalista do El Pais, Fernando Garea, "la tesis del Gobierno viene a ser: si asumimos el desgaste de medidas tan impopulares como la de no revalorizar las pensiones para cumplir el déficit, no consentiremos que las comunidades no ejecuten su parte. Por eso el Ejecutivo volvió a lanzar ayer a los Gobiernos autonómicos la advertencia de que si no se atienen al plan aprobado en abril, que incluye recortes, caerá sobre ellos todo el peso de la ley de estabilidad. Según explicó el ministro de Hacienda, Cristóbal Montoro, en charla informal con los periodistas en la recepción del Día de la Constitución, el Gobierno está cumpliendo con su parte para intentar llegar al 6,3% de déficit a final de año que establece Bruselas y dos puntos menos para el próximo año, pero no aprecia igual esfuerzo en algunas comunidades. El ministro volvió a advertir así a las autonomías y anunció que la próxima semana se publicará el grado de cumplimiento del plan de estabilidad presupuestaria en cada una de ellas.
Por el momento, el Gobierno constata que Cataluña y Andalucía, y algunas más gobernadas por el PP que Montoro no quiso especificar, no cumplen algunas de las exigencias de ese plan. El propio ministro advirtió que la Ley de Estabilidad le da “más poder que nunca” e instrumentos como sanciones o, en casos extremos, la intervención para asegurar el cumplimiento del objetivo de déficit. Sobre todo en el caso de las que, como Cataluña y Andalucía, han pedido ayuda al Fondo de Liquidez Autonómica (FLA). En Cataluña, Artur Mas ya anunció expresamente que le será imposible cumplir con esos planes, y al Gobierno le preocupa ahora que un pacto con ERC suponga incumplirlos más. Las comunidades deben reducir su déficit al 1,5% y, aunque las cifras definitivas no se conocerán hasta febrero, los planes de ejecución que se harán públicos la próxima semana “darán pistas” de cuáles podrían llegar al objetivo. Será en febrero cuando se conozcan los datos definitivos y cuando el Gobierno pueda activar los mecanismos de sanción y hasta de intervención si fuera necesario. El desequilibrio presupuestario entre gastos e ingresos de las comunidades es del 1,14% del PIB hasta septiembre (último dato disponible), cuando el objetivo para todo el año es del 1,5%. Los responsables del departamento de Montoro se muestran satisfechos con este dato, porque consideran que acerca a las comunidades al cumplimiento del objetivo comprometido con Bruselas. Pero no todas las autonomías están haciendo los deberes: Murcia (2,23% de déficit, del PP), Andalucía (1,63%, del PSOE), Comunidad Valenciana (1,6%, del PP), Cataluña (1,56%, de CiU), y Extremadura (1,4%, del PP), son las más remolonas a la hora de ajustar sus cuentas. Será en marzo cuando el Ejecutivo notificará a la Unión Europea el déficit definitivo del ejercicio 2012 y el avance de 2013. El Gobierno, por boca de Montoro y del ministro de Economía, Luis de Guindos, aseguró ayer que la UE está reconociendo el esfuerzo de España y entiende que con medidas como la de no revalorizar las pensiones según el IPC están en condiciones de avalar su gestión contra el déficit. No obstante, el Gobierno considera que acabará el año por encima del 6,3%, previsiblemente en el 7%. Para el próximo año, ese objetivo deberá ser reducido en casi dos puntos, es decir, hasta el 4,5% del PIB, a no ser que los socios europeos acepten flexibilizarlo. De Guindos avanzó ayer que ve previsible esa flexibilización. “Tendrán que relajarnos”, aseguró para sostener que confía en que Bruselas rebaje el objetivo de déficit para 2013, porque en Bruselas son conscientes de que “hemos hecho lo que teníamos que hacer”.Rajoy fue menos explícito en su conversación con los periodistas en la abarrotada recepción en el Senado. Se limitó a mantener la tesis de que en 2014 se producirá la recuperación y a asegurar que España tiene un problema de “ultraendeudamiento” que hay que corregir con urgencia. Pese a ser su primera comparecencia desde que tomó la medida de no revalorizar las pensiones, no quiso hablar de ello, ni de Cataluña, y se remitió a la rueda de prensa del 28 de diciembre, cuando haga balance de su primer año".

sábado, dezembro 08, 2012

A Terra vista à noite do espaço é um mundo de luz e escuridão

Li no Publico que "há um novo vídeo da NASA que mostra o lado escuro da Terra. E a electricidade marca a geografia nocturna do planeta. O lado nocturno do nosso planeta foi fotografado por um satélite norte-americano com uma resolução sem precedentes. A NASA e a NOAA, a agência para atmosfera e os oceanos dos Estados Unidos, mostram agora a compilação dessas imagens num vídeo. A Terra surge-nos a girar à noite e, vista do espaço, é um mundo de escuridão, mas também de muita luz. Não é só a cartografia dos postes de electricidade que pode ser feita com as imagens registadas pelo satélite. O vídeo também revela os poços petrolíferos activos que estão a queimar combustível, as luzes dos navios no mar e os incêndios o interior da Austrália. “Por todas as razões que tornam necessário fazer a observação da Terra durante o dia, também é preciso fazer esta observação à noite”, defende Steve Miller, um investigador do Instituto Cooperativo para a Investigação da Atmosfera, da Universidade Estadual do Colorado, que pertence à NOAA. “Ao contrário dos humanos, a Terra nunca dorme”, diz o investigador, num comunicado. O satélite norte-americano resulta de uma parceria entre a NASA e NOAA e foi para o espaço em 2011. Um dos seus instrumentos é um radiómetro que detecta ondas de luz em comprimentos de onda que vão desde o verde (na parte visível do espectro) até ao infravermelho. O aparelho utiliza técnicas de filtragem e um sensor que permitem registar, a partir do espaço, o brilho pouco intenso das luzes eléctricas que iluminam as estradas. Este sensor até consegue “ver” a única luz de um navio sozinho no oceano. O registo que aparece agora é fruto de fotografias tiradas em 22 dias, entre Abril e Outubro de 2012, em noites sem nuvens. É possível ver continentes vastamente iluminados como a Europa em contraste com regiões mais escuras como a Rússia. O vídeo mostra diferenças políticas: a iluminada Coreia do Sul e a mais escura Coreia do Norte. E evidencia também a importância dos acidentes geográficos, como a cordilheira escura dos Himalaias, que trava o avanço da civilização. “A noite não é de longe tão escura como podemos pensar”, diz Miller. As fotografias revelam ainda fenómenos luminosos naturais como auroras ou o brilho parco de reacções químicas que se dão na atmosfera superior. Com esta vigilância nocturna, os cientistas também estão interessados em detectar o início de tempestades que ocorrem de noite ou outros fenómenos meteorológicos. Mas também podem identificar apagões, como os que aconteceram nos Estados Unidos durante o furacão Sandy, no final de Outubro, ou os navios que pescam ilegalmente e se servem de luz para atrair cardumes de peixe".
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Marques Mendes acusa Vítor Gaspar de tratar os portugueses como “atrasados mentais”

Os avanços e recuos sobre as condições do empréstimo levaram Marques Mendes a lançar mais uma crítica muito dura. O ex-líder do PSD acusa Vítor Gaspar de tratar os portugueses como “parvos” ou “atrasados mentais”.

Recessão é maior que a avançada em novembro pelo INE

A recessão voltou a agravar-se no terceiro trimestre do ano. O Instituto Nacional de Estatística (INE) alterou as últimas previsões e revela que a economia caiu 3,5% face ao mesmo período do ano passado.

Brincadeira: primeira-ministra australiana anuncia fim do mundo

O mundo está a acabar, os Maias tinham razão. O anúncio foi feito pela primeira-ministra australiana, Julia Gillard, num vídeo de 50 segundos de promoção a um programa de uma rádio local, a Triple J.Apesar da falta de provas, alerta Gillard, o Apocalipse está próximo, tal como previa o calendário da civilização Maia. "Meus caros companheiros australianos, o fim do mundo está a chegar. Afinal, o calendário Maia estava certo. Independentemente se o fim vier com zombies comedores de carne, bestas demoníacas ou o triunfo total do K-Pop, saibam que vou sempre lutar por vocês, até o final", promete. Irónica, a primeira-ministra australiana salienta o lado positivo do Armagedom: "Pelo menos isto significa que não terei mais que participar nas perguntas e respostas", referindo-se a um programa de teevisão semanal no qual os políticos respondem a questões levantadas pela audiência. Já visionado mais de 230 mil vezes no YouTube, o vídeo é "apenas uma brincadeira", explica a porta-voz de Gillard. "É apenas humor de final de ano, nada mais", disse.

É melhor não abrir os queixos: Vítor Gaspar não comenta números do INE sobre agravamento da queda do PIB

O ministro das Finanças escusou-se comentar os últimos dados que apontam para um agravamento da queda do PIB.

Medina Carreira em entrevista à TVI

Ex-ministro nega envolvimento no caso Monte Branco (veja aqui)

Façamas as malas! 21 de dezembro de 2012, o mito do fim do mundo...

21 de dezembro de 2012 é o dia do fim do Mundo - esta é a certeza de muitas pessoas que acreditam nas teorias do calendário maia e no alinhamento dos planetas. Um dia que está a provocar ansiedade em muitas pessoas e que obrigou já a NASA e o Governo norte-americano a vir desmentir o que chamam de rumores assustadores

INE piora contração do PIB para 3,5%

Estimativa sobre Produto Interno Bruto degrada-se em uma décima (veja aqui o video da TVI sobre este tema)

Jerónimo de Sousa benze-se com palavras de Passos Coelho sobre ajuda externa

Governo quer as mesmas condições da Grécia. Passos garante que vai lutar em Bruxelas para ter os mesmos benefícios de Atenas (veja aqui o video da TVI sobre este tema)

Líder da Prisa quer salvar jornalismo na era da Internet

Fundador do «El País» diz que empresários têm de «descobrir formas» para vencer na web (veja aqui o video da TVI sobre este tema)

Tese de suicídio de enfermeira envolvida em chamada falsa sobre Kate ganha força

O caso do falso telefonema para o hospital onde estava internada a mulher do Príncipe William de Inglaterra está a abalar a família real britânica. O caso ganhou outras proporções depois da enfermeira que terá dado informações sobre o estado de saúde de Kate Middleton ter sido encontrada morta. Tudo aponta para o suicidio.

País em saldos: valor a pagar pela TAP não ficará abaixo de dois mil milhões de euros

O único candidato à privatização da TAP já entregou a proposta final pela compra da empresa. Nas últimas horas, a imprensa avançou que German Efromovich ofereceu entre 500 milhões e 1,5 mil milhões pela TAP. À SIC, fonte proxima da Sinergy desmente categoricamente os valores da proposta. Se o valor for 1,5 mil milhões, o Estado recebe qualquer coisa como 20 milhões de euros, o valor de meio avião.

Nome de Medina Carreira pode ser código para esconder outra pessoa no caso Monte Branco

O nome de Medina Carreira pode, afinal, ter sido usado como código para ocultar a identidade de outra pessoa no caso Monte Branco. O ex-ministro das Finanças aparece referido na lista de clientes da rede internacional de branqueamento de capitais e fuga ao fisco, mas nas buscas domiciliárias feitas na quinta-feira, os investigadores não terão encontrado ligações do fiscalista aos movimentos de dinheiro entre Portugal e a Suíça.

Barroso diz que Portugal não pediu menos comissões nem mais tempo para pagar dívida...

Durão Barroso garante que, até ao momento, Portugal não pediu as mesmas condições concedidas à Grécia no ambito dos empréstimos europeus. Numa entrevista que o Jornal da Noite de hoje vai mostrar em exclusivo, o presidente da Comissão Europeia lembra que esse pedido, de juros menores e de mais tempo para pagar a dívida, cabe por inteiro ao Governo português. Mas Barroso afirma que na última reunião do Eurogrupo, Vítor Gaspar não reclamou essas condições para Portugal.

FDP: Cortes na despesa vão atingir a ADSE e as pensões do Estado

A ADSE e as pensões do Estado vão ser atingidas pelo corte de quatro mil milhões na despesa pública. A notícia é avançada pelo Expresso deste sábado. O jornal escreve que a proposta já consta do memorando da troika e tem o aval das instituições internacionais.