terça-feira, fevereiro 02, 2010

LFR: "Teixeira dos Santos quis demitir-se por causa da Madeira"

Segundo o Publico, num texto de Nuno Simas, "a dramatização está de volta. E ao extremo. PS e Governo não querem agora mexer na Lei das Finanças Regionais. Nem uma vírgula. A ponto de, este fim-de-semana, em conversações informais com a bancada socialista, que suporta o Governo, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, ter travado o "ímpeto" negociador do PS com uma ameaça de... demissão. Argumento: com uma lei despesista como aquela não teria condições para continuar no Governo, invocou. O que causou mal-estar dentro da bancada rosa. O PÚBLICO questionou, mas não obteve qualquer comentário do gabinete de Teixeira dos Santos. Na semana passada, o executivo deu sinais de abertura para tentar um consenso numa lei que já serviu para José Sócrates acenar com uma crise política ao PSD. Agora, o estado de espírito negocial do Governo volta à estaca zero. Numa frase: não aceita as propostas da oposição, que pode unir-se numa "coligação negativa" para aprovar a lei, sexta-feira no Parlamento, nas palavras do socialista Vítor Baptista. O deputado que avançou um novo número para dramatizar o diploma. A lei não custa nem 80 milhões, como prevê a Unidade Técnica de Apoio Orçamental da AR, nem 400 milhões, como o Governo estimou, números apresentados nas últimas semanas e meses. Agora, o novo cálculo socialista atinge 800 milhões de euros para Açores e Madeira, somando os efeitos do endividamento. Confuso? Sim. E mais promete ficar nos próximos dias. O executivo voltou ao discurso da "linha dura" e amanhã está marcado o Conselho de Estado convocado pelo Presidente Cavaco Silva para discutir os desafios do futuro no novo quadro parlamentar. Com o PS em minoria. Lá estarão, frente a frente, o primeiro-ministro, José Sócrates, e o presidente do Governo da Madeira, Alberto João Jardim. E quase tudo cabe nessa agenda, como anota ao PÚBLICO um dirigente do PSD. Incluindo as Finanças Regionais, a lei mudada em 2007 e que a Madeira afirma ter sido prejudicada em mais de 100 milhões de euros.Ontem era o dia D para se perceber se o Governo apresentava ou não alterações à lei no grupo de trabalho. Logo de manhã, percebeu-se que não. O encontro do ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, com Guilherme Silva, do PSD, foi rápido e serviu para confirmar os indícios da véspera. A oposição já tinha sido informada que o Governo, afinal, não iria apresentar propostas (o que só aconteceria se houvesse consenso com o PSD). O executivo não confirmou os termos da proposta, mas poderia passar por um aumento das transferências de 40 milhões e do endividamento em 50 milhões. Formalmente, o assunto passou então para o grupo de trabalho criado na comissão de Orçamento para tentar um consenso. O PS nada apresentou e opôs-se às votações indiciárias. Tudo ficou adiado para a votação na especialidade, amanhã de manhã na comissão de Orçamento. Já no fim do prazo, e para tentar "facilitar" o diálogo PS-PSD e o impasse, o CDS apresentou ontem uma proposta que previa uma aplicação faseada das verbas de transferência do IVA até 2013: 50 por cento este ano, 65 por cento em 2011, 80 por cento em 2012 e o total em 2013. Este ano, segundo os cálculos do CDS, seriam menos 20 milhões de euros. O PSD admite viabilizar a proposta. Percebe-se por quê. Precisa dos votos do partido de Paulo Portas e, como disse por duas vezes Guilherme Silva, numa negociação "há cedências de parte a parte". Apesar de algumas perdas para a Madeira, o deputado social-democrata avança que há uma "larga convergência" dos partidos para aprovar a lei, do CDS ao Bloco e ao PCP".

LRF: o ministro Santos e a demissão

Lembram-se quando em Dezembro passado este blogue garantiu que Teixeira dos Santos se demitiria por causa da alteração da lei de finanças regionais e que essa decisão tinha sido comunicada a Sócrates e por este a Cavaco? Alguns riram-se. Outros admitiram que era "invenção". Agora já percebem que foi alguma "cegonha não parideira" que me soprou aos ouvidos...

Só Conselho de Estado pode salvar finanças regionais?

A jornalista do Económico, Márcia Galrão, diz que sim e refere que "o braço-de-ferro entre o Governo e a Madeira sobre a Lei das Finanças Regionais (LFR) mantém-se e não tem fim à vista. O Conselho de Estado que Cavaco Silva convocou para amanhã poderá ser o último reduto para que Sócrates e Jardim encontrem uma posição de consenso que permita não ficar a "meio da ponte", como referiu ontem Jorge Lacão, referindo-se à conclusão das negociações entre o Executivo e o PSD. O sinal dado ontem pelo ministro da Presidência, Silva Pereira, de que um entendimento neste dossier seria "um primeiro passo" para um acordo de médio prazo em torno do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), pode dar o mote para a discussão em Belém. Sentados à mesma mesa, num órgão consultivo do Presidente da República, Sócrates e Jardim serão naturalmente confrontados com uma das maiores preocupações de Cavaco: "O endividamento do País ao estrangeiro tem vindo a aumentar de forma muito rápida, atingindo já níveis preocupantes", como disse no discurso do Ano Novo. Ora, o endividamento é exactamente a questão que separa Governo e PSD na LFR e Cavaco não deverá esquecê-lo. Os conselheiros irão falar necessariamente dos compromissos que Portugal vai assumir para os próximos anos no que toca ao PEC e o endividamento das regiões entrará naturalmente nas contas".

PSD: Aguiar Branco (que "surpresa"!.....) avança?

Segundo o Diário Económico, num texto do jornalista Francisco Teixeira, "o líder parlamentar só está à espera do conselho nacional para avançar com candidatura à liderança. José Pedro Aguiar-Branco já decidiu avançar para a liderança do PSD e deverá tornar pública a sua disponibilidade logo após a aprovação do Orçamento do Estado na generalidade e do conselho nacional do PSD marcado para dia 12 deste mês.Fonte próxima de Aguiar-Branco explicou ao Diário Económico que o líder parlamentar do PSD já deu conta da sua decisão ao seu ‘inner-circle' mas manterá o silêncio sobre o seu futuro até que a actual direcção do partido (de que é vice-presidente) passe pelo seu último momento político: a aprovação na generalidade, com a abstenção dos social-democratas, do Orçamento do Estado para 2010. Aguiar-Branco pretende encabeçar uma candidatura alicerçada em dois pilares: por um lado no palco que mantém como líder do partido no Parlamento, sendo a cara mais visível do maior partido da oposição, por outro lado como garante da unidade do partido mais partido de Portugal - basta recordar que fez questão de estar na fila da frente durante a apresentação do livro de Pedro Passos Coelho que chegou a apelidar de "bom candidato". Isto apesar de fazer parte da actual direcção do PSD, a mesma que recusou Passos Coelho como candidato a deputado".

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Qual será a "caixa" do DN?

O DN do Funchal parece que vai publicar na edição de amanhã uma "cácha" que mostrará divergências de opinião normais no seio do PSD da Madeira acerca do Congresso do PSD que se transformou num "parto" difícil que nem à cesariana vai "sair"! João Jardim já disse no que pensa. Sinceramente eu não acredito em soluções milagrosas para um partido a desaparecer caso não actuem com celeridade em vez de andarem a perder tempo no que parece mais uma luta pelo poder. O Presidente da Câmara do Funchal, que parece ser o protagonista dessa notícia, discorda de Jardim quanto ao Congresso ser ou não à porta fechada, vedado aos jornalistas. Julgo que é esse o item essencial do texto. Há momentos em que fechado ou não à comunicação social o melhor será despachar rapidamente o que é preciso fazer, antes que seja tarde demais.

Alberto João Jardim: "José Sócrates perde as estribeiras com a Madeira"

"Sempre que, na Assembleia da República, vem à baila a Região Autónoma da Madeira, o primeiro-ministro José Sócrates perde as estribeiras.
Dir-se-ia que parece haver uma obsessão, face à única parcela do território nacional que nunca se entregou ao socialismo. Socialismo que, no caso em apreço, não é socialismo, mas a governação nacional mais ultra-liberal, mais pró-grande Capital que os Portugueses já viveram. O que nem absurdas «causas fracturantes», para entreter o Zé Pagode e dar um tom pós-moderno e esquerdista, conseguem disfarçar.
Por mim, fico preocupado.
Porque não sei quem, na Madeira, fez mal ao homem, nem quando, nem como, nem porquê.
Mas é o que todos vêem!
Será só por causa das diferenças partidárias?...
Será pelo arreigado afinco do Povo Madeirense à Autonomia Política, conquistada após mais de quinhentos anos de colonialismo e de sucção por Lisboa, durante esses séculos todos, de dois terços do produto do suor dos trabalhadores madeirenses?...
Será porque derivado disto tudo, em 1974 a Madeira era a Região mais atrasada de Portugal, mas com politicas diferentes das de Lisboa, conseguimos progredir?
As reacções de José Sócrates são estranhíssimas, até porque ele deve ter a noção de que, assim, para além de injusto, está a pôr em causa a solidez da coesão nacional e atirou o seu Partido para uma pequenez confrangedora na Madeira.
Também não vejo que resulte das diferenças políticas, pois nada disto se passou com os outros Governos socialistas, e, até de um destes, é a então consensual lei de finanças regionais que Sócrates alterou, e cuja justiça, sem mais encargos, se pretende repôr agora.
Não, aqui anda gato!
Se é por razões pessoais, então ainda pior. Teríamos um primeiro-ministro que troca as razões de Estado por questões pessoais.
É tempo de tudo isto ser esclarecido aos Portugueses, e não apenas através de monopólio de opinião de José Sócrates.
Trata-se dos Portugueses da Madeira. Trata-se de uma parcela do território nacional.
Como é tempo de os «notáveis» do partido socialista, sem medo, porem um travão nisto".
(crónica de Alberto João Jardim, hoje na TVI24)

LFR: não me lembro do que ele disse dos 140 milhões para Angola....

Pedro Silva Pereira afirmou hoje que um entendimento com a oposição no que respeita a lei das Finanças Regionais será o "primeiro passo" para um acordo de médio prazo em torno do PEC.

Silva Pereira diz não haver problemas com a Madeira...

Numa entrevista ao Expresso o influente ministro Silva Pereira desmente a existência de problemas com a Madeira. Para que se divirtam um pouco, transcrevo essa passagem:
"(...) O Governo trabalhou activamente para conseguir viabilizar o OE e conseguiu. Falta a lei das finanças regionais.
- Qual é o problema especial que têm com a Madeira?
- Não temos um problema especial com a Madeira. Temos é um problema com a injustiça e a promoção da coesão territorial. A solução proposta pela Assembleia Legislativa da Madeira é injusta e com consequências inconsistentes com a política orçamental e os sinais que temos de transmitir.
- Existe capacidade de diálogo entre o Governo da República e o regional?
- Com certeza que sim. Tenho esse pelouro e temos contactos regulares, embora a última vez tenha sido antes ainda das legislativas. A ideia de relações cortadas não corresponde à realidade.
- Jardim diz que Roma está a lutar com Astérix, sendo Roma o Governo e Astérix ele próprio.
- E então? Não tenho por hábito comentar declarações de Jardim, por muito coloridas que possam ser (...)"

Humor: divirta-se

Consciência pesada é um problema sério...
Um casal estava a dormir profundamente como inocentes bebés. De repente,lá pelas três horas da manhã,escutam ruídos fora do quarto. A mulher, sobressaltada e totalmente espantada, diz para o homem:
- Aaaaaiiiiiii, deve ser o meu marido!!!...
O homem levanta-se espantadíssimo e nu, e pula como pode pela janela caindo em cima de uma planta com espinhos. Em poucos segundos, volta e diz:
- Olha lá sua desgraçada... o teu marido sou eu!!!
- É?!?!? E saltaste pela janela porquê?

LFR: o braço-de-ferro...

Jornalismo: futuro da imprensa está na rede?

Um texto de GIL-GARCÍA e R.FERNÁNDEZ no jornal espanhol, Publico, diz que sim: "El anuncio realizado esta semana por The New York Times de que cobrará a partir de 2011 a los lectores más asiduos de su versión web ha reavivado el debate sobre el cobro por el acceso a los periódicos en Internet. No es la primera vez que el prestigioso rotativo estadounidense decide cobrar por parte de sus contenidos en la Red, ya que tomó decisiones similares en los años noventa y en 2005, si bien posteriormente se vio obligado a echarse atrás, al igual que ha ocurrido con otros diarios. En España el caso paradigmático fue el de El País, que apostó en 2002 por un modelo de pago en la Red y tres años después tuvo que volver sobre sus pasos. Pero los fracasos del pasado parecen no desanimar al sector, que, convencido de que el futuro pasa por Internet, busca modelos de negocio rentables en medio de una aguda crisis que ha puesto en la picota a muchos medios de comunicación.
Hacer de pago todo el contenido es "muy difícil de rentabilizar"
A este lado del Atlántico, la prensa se plantea cuál será la evolución de las ediciones digitales, y todo indica que los diarios apostarán por un modelo mixto, es decir, por cobrar por algunos contenidos premium mientras el resto sigue siendo gratuito, aunque sigue habiendo terreno para la prueba y el error. "Estamos en los albores de un nuevo modelo de comunicación", explica a Público el director general de la Asociación de Editores de Diarios Españoles (AEDE), Ignacio M. Benito, que sostiene que "es hora de explorar nuevos caminos". No obstante, advierte de que "los cambios de tanto calado llevan su tiempo y determinadas iniciativas no siempre funcionan".A su juicio, "la clave está en cualificar contenidos, hacerlos complementarios y a la carta". "Contrastar, cualificar, interpretar contenidos sigue siendo una tarea significativa donde los ciudadanos confían en los diarios, y muchos estarían dispuestos a pagar por esos contenidos", añade. El periodista y bloguero Nacho Escolar señala, en este mismo sentido, que los diarios acabarán apostando por un cierre parcial de sus ediciones web, un modelo mixto, ya que hacer de pago todos los contenidos "es muy difícil de rentabilizar". "Se trata de que haya contenidos de pago para ese 15% de lectores que según los estudios están dispuestos a pagar por algo más, pero sin renunciar al 85% restante". A juicio del ex director de Público, "es muy difícil que un modelo exclusivamente de pago funcione", entre otras cosas porque el pago implica no sólo ingresos, sino también costes adicionales, ya que el lector pasa a convertirse en un cliente al que hay que proporcionar un soporte técnico y un sistema para efectuar el pago. "Es complicado que compense los ingresos publicitarios a los que renuncias", agrega. A este respecto, el presidente de la Asociación de Internautas, Víctor Domingo, apunta que el acceso por banda ancha en España es "uno de los más lentos y caros de Europa", por lo que hay que tener en cuenta que el usuario ya tiene que hacer frente a un pago".

LFR: uma pergunta do "Expresso"...

Pergunta da semana
CRISE MADEIRENSE
Quantas vezes é que o ministro Teixeira dos Santos terá apresentado a demissão no último mês por causa das Finanças Regionais? Resposta: o número é par e maior que um. Gente sabe que o superministro ficou furioso com a negociação que o seu colega Jorge Lacão fez com o PSD e pôs os pés à parede. É isso que explica a cara amuada, o discurso duro e a intransigência quando lhe falam das Finanças Regionais...

Jornalismo: SIC dá cobertura total a Crespo

Jornalismo: SIC dá notícia da perseguição fascista

LFR: Oposição critica "posição irredutível" do PS

Li no JN, que cita a agência lusa, a informação de que "a oposição acusou hoje, segunda-feira, o PS de ter uma posição irredutível nas negociações sobre a alteração da lei das finanças regionais, enquanto os socialistas dizem que o PSD "radicalizou". O grupo de trabalho constituído na semana passada para procurar um consenso sobre a lei das finanças regionais, que a assembleia legislativa da Madeira quer mudar, terminou hoje, segunda-feira, os trabalhos sem ter alcançado o acordo do PS sobre as várias propostas de alteração apresentadas pelo PSD, CDS e Bloco de Esquerda. No final da reunião do grupo de trabalho, o deputado do PSD eleito pela Madeira, Guilherme Silva, lamentou a posição dos socialistas, afirmando que as prorrogações na discussão desta lei solicitadas pelo PS "não foram sérias e com um propósito sério de contribuir para a elaboração desta lei". "Ficou claro que há uma larga convergência de todos os grupos parlamentares. O PS tem-se mantido à margem, apesar de anunciar que o governo e o PS queriam aproximar-se e convergir", disse o deputado social-democrata. Já o socialista Vítor Baptista afirmou que o "PSD foi, num diálogo aberto com o Governo, confrontado com uma proposta positiva, e não a aceitou". Para o PS, o PSD "radicalizou e não diz toda a verdade", afirmou Vítor Baptista, que afirmou que o custo desta proposta é, na verdade, de 880 milhões de euros, somados os efeitos do endividamento. Segundo a Unidade Técnica de Apoio Orçamental, que funciona junto do Parlamento, a proposta da assembleia legislativa da Madeira tem um impacte orçamental de 82 milhões de euros".

LFR: "Cavaco e Portas resolvem"...

Segundo os jornalistas do Expresso, Ângela Silva, Filipe Santos Humberto Costa, "Cavaco Silva voltou a ter um papel vital para desbloquear as negociações entre Governo e oposição, desta vez em torno das Finanças Regionais. O Presidente da República falou com José Sócrates, com os líderes do PSD e do CDS, Manuela Ferreira Leite e Paulo Portas, e aproveitou duas cerimónias públicas — a condecoração de Santana Lopes em Belém, e a abertura do Ano Judicial — para trocar breves mas incisivas palavras com Aguiar Branco, líder parlamentar do PSD, e Guilherme Silva, o deputado-pivô entre Lisboa e Funchal durante a negociação.As preocupações do Presidente ficaram claras: Cavaco queria que todos voltassem às negociações e os dois lados deviam ceder. Por um lado, uma lei parcial não devia pôr em causa a estabilidade política assegurada com a viabilização do Orçamento do Estado (OE) para 2010; por outro, o PR foi sensível ao facto de não fazer sentido acolher todas as reivindicações de Alberto João Jardim quando todo o país é convocado para ajudar a emagrecer o défice e a dívida. Daí a importância de Cavaco falar com o PS e o PSD, mas também com o CDS, que podia desequilibrar a balança para um dos lados e acabou por mediar as negociações, apresentando sucessivas propostas nos bastidores para resolver as divergências. Depois de semanas em que Sócrates e Teixeira dos Santos nunca aceitaram sequer a hipótese de discutir a Lei das Finanças Regionais, recusando qualquer alteração, na noite de terça-feira Jorge Lacão informou que o Governo aceitava negociar. Enquanto o ministro das Finanças apresentava o OE, Sócrates reunia-se em São Bento com Pedro Silva Pereira, Lacão e Francisco Assis. Um encontro que se prolongou até às duas da manhã e no qual os dois pivôs socialistas no Parlamento convenceram o PM a negociar, perante a iminência de uma derrota — na manhã seguinte a oposição iria aprovar as alterações à lei. Com os socialistas divididos sobre a dramatização, as ameaças deixadas pelo Governo de que mexer nas finanças regionais poderia provocar uma crise não passaram disso. O facto de Ferreira Leite ter feito uma declaração na véspera a viabilizar o OE também retirava margem de manobra ao Governo. Assumido o recuo, os socialistas tentam fazer contenção de danos, reduzindo tanto quanto possível os ganhos de Jardim. A Madeira não receberá os 111 milhões de retroactivos que reclamava, e o limite de endividamento, embora deixe de ficar dependente em cada ano da decisão das Finanças, pode baixar para 22,5% da receita corrente. Quanto ao aumento das transferências anuais (mais 74,6 milhões para a Madeira e 7,4 milhões para os Açores), ainda há a hipótese de o seu impacto ser faseado.
Madeira perde no PIDDAC
Teixeira dos Santos guardou para o Orçamento a fava destinada à Madeira: uma talhada nas transferências no PIDDAC. Depois de 5 milhões em 2009, o investimento público na Madeira em 2010 ficar-se-á pelos 400 mil euros. Esta contenção não se reflecte na mesma rubrica destinada aos Açores que irá usufruir de 21,5 milhões de euros. Hugo Velosa, do PSD/Madeira, recorda que esta verba não se destina ao Governo Regional mas à recuperação e construção de edifícios da Administração Central, como esquadras, tribunais e hospitais. Há quem suspeite que esta discrepância possa ser atenuada na negociação das Finanças Regionais, como moeda de troca. Guilherme Silva é peremptório: “A ser assim, é um indício de má fé negocial”. Junto a este texto foi publicado outro, onde o tal iluminado do costume fala da forma e da maneira que volta a dar vómitos. Por isso, ignorar é a melhor solução. Imaginem só que ele tinha hoje os recursos que teve quando num passado recente "comprava" espaço na televisão para entrevistas "a solo"!...

LFR: manhã inconclusiva

Também no site do JN, e citando a agência Lusa, ficamos a saber que hoje de manhã que resultou inconclusiva a "reunião entre Governo e PSD sobre Finanças Regionais": "Governo e PSD reuniram hoje, segunda-feira, sobre a alteração da Lei das Finanças Regionais. Não houve entendimento. O social-democrata Guilherme Silva acusa Executivo de má-fé. Em declarações à Agência Lusa após uma reunião de cerca de 30 minutos com o ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, o deputado do PSD Guilherme Silva afirmou que este encontro foi inconclusivo. Também na sexta-feira passada, o líder parlamentar do PSD, Aguiar Branco, referiu, após uma reunião com o ministro Jorge Lacão, que a Lei das Finanças Regionais "não ficou suficientemente tratada". Guilherme Silva sublinhou que a viabilização da alteração proposta pela assembleia legislativa da Madeira, que irá a votação final global na sexta-feira, "está assegurada" pela oposição. PS e Governo precisariam de "se flexibilizar para se juntarem a este consenso", tendo em vista a aprovação por unanimidade, naquilo que foi, disse o deputado, "um teste à boa fé" do Executivo. Por outro lado, o PSD já garantira o apoio das restantes bancadas parlamentares e "tinha de ser fiel" a esses compromissos, recusando "pôr em causa esses entendimentos" durante as conversações com os socialistas. "Temos regras e princípios e não damos o dito por não dito", afirmou o deputado, que admitiu que sempre teve "muita reserva" quanto à possibilidade de um entendimento com o Executivo nesta matéria, aguardando agora a proposta do PS. "Vi o Governo de má fé a fazer declarações de ataque à Região da Madeira e a mentir sobre as finanças públicas regionais", disse Guilherme Silva, voltando a dizer que é falso o que afirmou o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, na semana passada, quando disse que há dez anos o Governo "fez um acordo" com a região em que o Estado "assumia a dívida da Madeira, que ficou a zero". Para Guilherme Silva, o Executivo socialista "está a servir-se do Orçamento de Estado para continuar a sua perseguição à Madeira", exemplificando que as transferências do Estado para aquela região se situam nos 430 mil euros, enquanto a verba destinada aos Açores é de 21 milhões de euros. Para o deputado do PSD, assim "dificilmente se pode criar um clima negocial amistoso". Os grupos parlamentares têm de entregar esta manhã as suas propostas relativas à alteração da lei das finanças das regiões autónomas, e o grupo de trabalho constituído para debater esta matéria volta a reunir-se esta tarde. As propostas serão votadas na próxima quinta feira na comissão de Orçamento e Finanças, sendo remetidas depois para votação em plenário no dia seguinte. A nova lei tem um impacto financeiro estimado em 82 milhões de euros em transferências orçamentais. Depois de ter rejeitado publicamente a aprovação da lei, afirmando mesmo que criaria um problema político sério, o ministro dos Assuntos Parlamentares iniciou conversas informais com os grupos parlamentares com o objetivo de chegar a um consenso".

TAP: Fernando Pinto e as "low cost"


Numa entrevista de fundo intitulada "Quero deixar a presidência com a TAP já privatizada", realizada pelo jornalista João Céu e Silva, o Presidente da TAP analisa a realidade da empresa. Desse entrevista publicada domingo passado no DN de Lisboa, destacamos a seguinte passgem sobre as lowcost:
(...)"Na semana em que foi travada uma greve e revelada uma conversa muito polémica entre nove pilotos da TAP, o presidente da companhia aceitou falar sobre tudo o que envolve a empresa. Tudo, não... Quase tudo: o tema do terrorismo na aviação é tabu e só o comenta pela rama. No resto, é mais liberal e bem-disposto do que o que a sua imagem sisuda deixa prever.
- A TAP voltou a usar facas e garfos metálicos. Não é perigoso?
- Foi provado que esse uso era inócuo porque o tipo de faca ou de garfo que existe a bordo não serve como arma, enquanto existe uma série de outras coisas que podem ser utilizadas com esse fim. É um perigo adoptar reacções radicais que não têm eficiência e só trazem problemas. E é esse o cuidado que temos tido com as agências de segurança, de modo a que o que for feito seja eficiente e que proporcione maior segurança.
- As medidas radicais dos Estados Unidos não eliminam o perigo?
- Às vezes são necessárias para países como os Estados Unidos, muito expostos a este tipo de situações. Há necessidade de ter respostas radicais, mas muitas vezes elas têm muito mais a ver com uma necessidade política. De qualquer modo, é difícil julgar o que é uma situação e o que é outra porque a verdade é que nesse ponto os Estados Unidos vivem um dia-a- -dia extremamente enervante, que se reflecte no passageiro.
- As low cost têm perseguido a TAP. São responsáveis pela grande redução das receitas?
- Também. No início não acreditava que fosse um mercado tão grande e que surgissem tantas low cost a operar em Portugal, umas 30 empresas quase. É claro que existe aí um mercado, que é variável e com rotas que se iniciam e param. A TAP teve de competir nas tarifas e mudar o sistema tarifário para permitir usar os lugares que não preencheríamos de outra forma. A grande vantagem que trouxeram foi terem criado um novo mercado, com origem na Internet, que nos beneficiou, porque o cliente pesquisa os preços das low cost e descobre que a TAP tem uma tarifa extremamente interessante e acaba por voar connosco.
- É por isso que em alguns voos da TAP nem existe espaço para os passageiros porem as pernas?
- Não alterámos o espaço para o passageiro e, em média, a TAP tem mais conforto do que a maioria das empresas. O que aconteceu foi que alguns aviões não vieram com a especificação própria da TAP por terem sido adquiridos em leasing.
- A TAP também vai criar lugares de pé nos seus aviões?
- Com certeza que não! Isso nem é verdade, é puro trabalho de marketing.
- É só marketing?
O fabricante já disse que não consegue fazer isso.
- A redução de custos também está a passar por assegurar o preço do combustível por antecipação?
Até metade deste ano já temos garantido 60% do fornecimento a um bom preço (...)"

Jornalismo: dívidas fecham semanário crítico do rei...

Garante o El Mundo que "el semanario marroquí crítico con la figura del rey, 'Le journal hebdomadaire' ha sido obligado a cerrar sus puertas después de que la policía irrumpiera en el edificio que alberga la redacción en Casablanca. Un dictamen judicial ha ordenado su clausura por el impago de "importantes deudas". La publicación, que ya fue prohibida en 2000 y que fue reabierta tras una huelga de hambre de su director, Abubakr Jamai, perteneció hasta 2003 a la sociedad 'Media Trust' que desapareció por graves deudas con la Seguridad Social, Hacienda y varios bancos. Entonces pasó a manos de otra empresa, 'Trimedia' pero el tribunal no ha hecho distinción entre las dos y ha decidido que estaban unidas. "Se acabó 'Le journal'" expresa uno de sus redactores, Cristoph Gugen, quien admite que el cierre parece ser definitivo, y que en cualquier caso "esta semana no va a salir el número". Otro de sus redactores, Aziz Yaakubi, subraya que "la revista tiene deudas, eso no lo puede negar nadie, pero no es la única, la mayor parte de los periódicos marroquíes tienen deudas de ésta clase". Cree que "las razones del cierre hay que buscarlas en otra parte". Ambos señalan que si 'Le journal' tiene deudas es en gran medida por "el boicot publicitario y de distribución" que según dicen tenía la publicación. Este semanario ha sido crítico con la institución monárquica y el Islam, temas consideredos tabú en Marruecos, particularmente a través los duros editoriales escritos por su director, Jamai, que reside en Murcia. Los trabajadores de 'Le journal' se han reunido para tratar el futuro de la publicación. Su cierre ha coincidido con el comienzo del "debate nacional sobre la prensa", cuyo objetivo, es el de "dialogar con los profesionales de este campo cardinal de la vida democrática", según las autoridades que lo anuncian desde hace meses"

Jornalismo: "Venezuela, 'zona desastre' para la libertad de expresión"

Segundo o El Mundo, "tres gremios de la prensa de Venezuela han declarado al país "zona de desastre" para la libertad de expresión y para el ejercicio libre del periodismo y denunciaron lo que llamaron "persecución gubernamental" contra dos comunicadores. El Colegio Nacional de Periodistas, el Sindicato Nacional de Trabajadores de la Prensa y el Círculo de Reporteros Gráficos emitieron un comunicado en el que se indica que "no es tiempo de cobardes" sino "de ejercer nuestra ciudadanía con integridad y dignidad". Ello, tras remarcar que no fomentan ni auspician la violencia porque "no creemos en agendas conspirativas ni creemos necesaria la confrontación fratricida para que nuestros sueños se hagan realidad", algo de lo cual el Gobierno del presidente venezolano, Hugo Chávez, ha achacado en las últimas horas a dos comunicadores. Los gremios expresan "total solidaridad y respaldo" a Miguel Ángel Rodríguez y Laureano Márquez, acusados por el Gobierno de efectuar llamamientos a la violencia a través de la emisora de televisión y el diario en los que trabajan, respectivamente. Aunque en su comunicado los tres gremios llaman al Gobierno "a reflexionar y rectificar", lo acusan de pretender "desaparecer o ahorcar a los medios con posturas críticas (a la gestión de Chávez), cortar las fuentes de trabajo y perseguir judicialmente, con argumentos amañados, a colegas y compañeros". Agrega que los medios de comunicación del país "han servido a través de los periodistas como testigos y altavoces de la ciudadanía para denunciar problemas que afectan las condiciones de vida de todos", lo que constituye "un deber al que no vamos a renunciar". "Preocupados por el estado de derecho y el cumplimiento de la ley, condenamos enérgicamente la represión contra los estudiantes, las universidades autónomas, los empresarios, los periodistas y los medios de comunicación, el cerco sistemático existente en Venezuela a todo lo que no vista de rojo, a través de la institucionalización de la violencia selectiva fomentada desde el poder", añade. El presidente de la Comisión Nacional de Telecomunicaciones (Conatel), Diosdado Cabello, dijo el pasado 21 de enero que entregó en la Fiscalía un vídeo del programa televisivo de Rodríguez en el cual, junto al presidente de la Federación de Cámaras Empresariales (Fedecámaras), Noel Álvarez, usan "un juego de palabras para llamar a que la solución en Venezuela debe ser militar", sostuvo. "Que el entrevistado y el entrevistador respondan por sus acciones, nosotros cumplimos con nuestra responsabilidad pidiendo la investigación penal", señaló ese día Cabello, que también es ministro de Infraestructura y Obras Públicas. Adicionalmente, la estatal agencia de noticias ABN dio cuenta de que el ministerio de Comunicación e Información emitió un comunicado para anunciar que pedirá a la Fiscalía sancionar al opositor diario caraqueño 'Tal Cual' por un texto de humor de su editorialista Laureano Márquez que ocupó su portada de este viernes".

OE-2010: défice tem agitado o debate político e económico

O Governo foi acusado de esconder a situação orçamental até depois das eleições e respondeu que Portugal não está com um défice maior do que muitos outros países. Importa, por isso, olhar para o desequilíbrio das contas públicas de outros países em 2009.

Espanha: Laporta deixa Barcelona a pensar na Catalunha?

Li no El Mundo que "el presidente del FC Barcelona, Joan Laporta, ha asegurado que, tras sus años en el Barça, se ha demostrado a sí mismo que está capacitado para gobernar Cataluña. Laporta afirma en una entrevista que publica el diario 'Avui', que si entra en política "es para ser presidente de la Generalitat y para gobernar, no para decidir quien gobierna". El presidente del Barça considera estar "capacitado para gobernar" porque, aunque no pueda extrapolarse del todo a la vida política, su paso por el club se lo ha demostrado. Para Laporta el tripartito es una decepción, igual "que lo fue Zapatero, igual que lo fue Convergència cuando podía incidir de manera contundente en el gobierno español". "Si yo fuera presidente lucharía para que Cataluña tuviera un Estado para tomar decisiones", afirma Laporta. "El Barça es la mejor herramienta para defender nuestro país porque no está sometido a las estructuras centrales", según Laporta. No ha aclarado si se presentaría sólo o con Reagrupament, la asociación que acaba de abandonar Joan Carretero y doce personas más por discrepancias con un sector de la dirección sobre cómo deben ser aprobadas las listas electorales. A juicio de Laporta, si toma la decisión de presentarse, también valorará cómo y si sería "en un partido existente o en un movimiento también existente". "Pero yo quiero acción política, y eso quiere decir un partido político porque el objetivo es que Cataluña tenga un Estado propio", señaló. "Hay que tener incidencia en el Parlament para que, como somos una nación, Cataluña tenga capacidad para administrar los recursos propios y ese es el debate que tenemos que poner sobre la mesa".

O homem ou é "tigre" ou anda "bravo"...

Verdade? Fofoca de revistas cor-de-rosa? Má-linguas dos mexeriqueiros de Lisboa que já disseram tantas coisas sobre a classe política continental? A notícia, pela curiosidade, aí fica, porque depois de alegadamente ter deixado o namoro com a jornalista Câncio, já lhe arranjaram duas "namoradas" novas em três dias. Esta é a segunda, segundo o Correio da Manhã, num texto de Vanessa Amaro intitulado "Sedução: Romance com prima da inimiga Manuela". Diz a jornalista: "O estado de 'solteiro' de José Sócrates, de 52 anos, não vai durar muito tempo. Pelo menos se depender dos últimos rumores que em menos de uma semana atribuem agora uma segunda namorada ao primeiro-ministro: Guta Moura Guedes, prima e afilhada de Manuela Moura Guedes – inimiga declarada de José Sócrates. Contactada pelo CM, a jornalista da TVI não se conteve e soltou uma estridente gargalhada quando questionada sobre a veracidade do rumor. 'Que disparate tão grande! Isso é impossível. O José Sócrates não tem affairs com mulheres', disse Manuela Moura Guedes, que de seguida ligou para a prima e afilhada para esclarecer o assunto. 'Estivemos a rir sem parar. Isso não passa de um rumor sem fundamento, embora haja muita gente que gostasse que o primeiro-ministro tivesse uma namorada como a Guta', acrescentou a jornalista, que tem um processo contra Sócrates.
EX DE JOSÉ CID FOI A PRIMEIRA
Além de Guta Moura Guedes, 44 anos, a consultora de imagem e estudante de Direito Maria Célia Tavares, 49, também consta no rol de conquistas do primeiro-ministro. Rumores no meio do social dão conta de que a ex-namorada de José Cid terá roubado o coração do primeiro-ministro durante uma visita deste a uma loja onde trabalhou".
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Quanto à primeiro nome, o mesmo jornal num texto de Fernando Azevedo, sublinha: "Amigo de Maria Célia Tavares há mais de dois anos, José Cid garante que José Sócrates não poderia ter escolhido melhor namorada.'A Maria Célia dará uma excelente primeira-dama', diz, peremptório, o cantor, para a seguir rasgar elogios à ‘personal shopper’. 'Tem uma presença incrível e é uma mulher muito educada, que sabe estar em qualquer tipo de ocasião. Além disso é uma pessoa muito simples, que não vive de aparências', acrescenta o cantor. José Cid considera Maria Célia, de 49 anos, uma pessoa muito discreta e pouco namoradeira. 'Não lhe conheci muitos namorados, até porque é uma pessoa que gosta de estar sozinha. Nem sequer tem irmãos', explica o cantor, que quando confrontado sobre se chegou a namorar com a ‘personal shopper’ desmente o romance. 'É verdade que houve uma grande química entre nós e que chegámos a sair juntos algumas vezes, como aconteceu nos Globos de Ouro. Mas acabámos por não nos envolver porque percebemos que éramos pessoas muito diferentes. A Célia é uma mulher muito urbana e eu sou um homem do campo. Por isso não demos esse passo', diz José Cid, sem guardar mágoas. 'Apesar de as coisas não terem evoluído para um romance, ficámos muito amigos e temos uma relação bastante próxima.' Rumores cada vez mais fortes apontam que, após um longo namoro com a jornalista Fernanda Câncio, terá sido Maria Célia Tavares a roubar o coração do primeiro-ministro, em Novembro. Ao que corre no meio social, o primeiro-ministro, de 52 anos, terá conhecido Maria Célia numa das suas muitas idas à Loja das Meias, em Lisboa, espaço comercial que fica a poucos metros da sua casa. A consultora de imagem nasceu em Lisboa, nunca se casou e não tem filhos. Depois de uma temporada no Dubai, Maria Célia regressou à terra natal há dois anos. Desde Dezembro está desempregada, mas, além de supostamente se dedicar ao primeiro--ministro, está a tirar a licenciatura em Direito".

Os números da pobreza em Portugal

O sapatinho da princesa...

Hillary Clinton esteve em Paris onde se encontrou com o presidente francês Nicolas Sarkozy. A visita ao Palácio do Eliseu ficou marcada por um momento insólito. A secretária de Estado norte-americana perdeu um sapato na escadaria do Palácio, residência oficial do presidente.

Jornalismo: os fascistas socialistas não gostam deste programa (II)

Veja ainda este programa dedicado aos temas Défice, Orçamento do estado, Investimento, TGV, Autoestradas e Aeroporto, Educação no País em geral, com Mário Crespo e Medina Carreira entre outros... Fique saber porque motivo os facitas socialistas não gostam de Mário Crespo e vão presionar Balsemão.

Cuba: Igreja reclama urgente reforma da economia

Segundo o DN de Lisboa, "um texto publicado por revista da diocese de Havana afirma estarem por realizar as reformas prometidas há três anos por Raul Castro quando substituiu Fidel como Chefe de Estado. O Governo de Havana deve realizar importantes reformas para salvar a economia nacional que se encontra à beira “do esgotamento”, considera a Igreja católica cubana num texto publicado na revista da diocese da capital. “A situação da economia cubana é de tal modo complicada, que se arrisca a ir a pique (…). A economia nacional vive uma situação perigosa, devido aos seus desequilíbrios internos e à actual conjuntura internacional”, escreve o padre Boris Moreno, detentor de um doutoramento em ciências económicas.O texto foi publicado na revista Palabra Nueva, que em Setembro de 2009 divulgara um texto sobre os “excessos da centralização económica”, razão do aumento das despesas públicas e “principal obstáculo à modernização, ao desenvolvimento da iniciativa individual e do progresso”. A economia do regime comunista cubano cresceu 1,4% em 2009 contra 4,1% em 2008. O Governo, que controla 95% da economia, admitiu recentemente que o país atravessa uma grave crise de liquidez. Havana estabeleceu 1,9% como meta de crescimento para 2010 e anunciou a redução das despesas públicas e das importações. O texto publicado domingo na Palabra Nueva assinala ainda “não se descortinarem quaisquer sinais” das mudanças anunciadas por Raul Castro, quando substituiu o seu irmão Fidel há três anos como Chefe do Estado". Recomerndo também a leitura deste texto, intitulado "A Igreja nos tempos de Raúl", da autoria de Davide Malacaria.

Jornalismo: os fascistas socialistas não gostam deste programa (I)

Eles não gostam do programa da SC Notícias "Plano inclinado" de Mário Crespo. Que saber porquê? Veja este programa com Mário Crespo, Henrique Medina Carreira e João Duque convidam o Professor Miguel Gouveia para debater sobre o Orçamento do estado de 2010 e segurança social.

Estado absorve quase metade da riqueza produzida no país...

LFR: Marcelo desvaloriza embuste da "crise política"

Marcelo Rebelo de Sousa entende que a lei das finanças regionais não deve criar uma crise política. O comentador considera pode haver um amplo consenso se o assunto for analisado no Conselho de Estado de quarta-feira.

Futebol: mais um escândalo de Terry (Chelsea)...

Segundo o El Mundo, num texto do jornalista Eduardo Suárez, "no se puede decir que John Terry sea un chico formal. Y no tanto por la avaricia o el alcoholismo de ocasión, sino por sus raíces en el extrarradio, potenciadas por una infancia difícil y una familia con pocos escrúpulos. No hay periodista británico que no sepa que los alrededores de Terry son un territorio fértil para los escándalos. Pero ninguno tan abracadabrante como el destapado ayer por los tabloides británicos, que revelaron que el central se había acostado con la modelo francesa Vanessa Perroncel, la novia de su amigo Wayne Bridge y la mejor amiga de su esposa, Toni Poole. La historia tiene todos los ingredientes para crecer hasta convertirse en el culebrón del año. Y no sólo porque sus detalles más truculentos están por descubrir, sino porque 2010 es año de Mundial, y Terry es el capitán de la selección inglesa. Un honor que le será difícil retener a la luz de los titulares de los diarios sensacionalistas, a los que, por supuesto, les preocupa menos la cornamenta que le ha calzado a su esposa que el engaño al que ha sometido a su amigo. Quedan muchos detalles por esclarecer. Entre otras cosas porque ninguno de los protagonistas ha dado su versión y porque los hechos se conocen sólo gracias a un dictamen judicial que ha levantado la prohibición de informar sobre el escándalo. Así pues, se desconocen la duración del affaire y la fecha de su inicio. Sí es pública y notoria la amistad que unía a Bridge y Terry, que compartieron vestuario durante cinco años en el Chelsea y en la selección hasta que el primero fichó en 2008 por el City. Su amistad no dejó de crecer lejos del césped. Y no sólo porque vivieran en la misma urbanización, sino porque sus parejas enseguida conectaron y compartieron salidas nocturnas y planes de fin de semana. Quienes las conocen dicen que Vanessa y Toni son muy diferentes. La primera es una francesa con clase que se gana la vida haciendo pases de lencería y posando en paños menores. La segunda es una chica de barrio que conoció a Terry cuando era un don nadie y que lo ha escoltado en su escalada a la cumbre aguantándole sus caprichos y su carácter propenso a la infidelidad.En 2005, sin ir más lejos, el futbolista reconocía en una entrevista que había sido infiel a Toni: "Es cierto, me he portado mal y me he acostado con chicas a sus espaldas, pero no voy a engañarla más y quiero casarme con ella más que cualquier otra cosa en el mundo". Y se casó. Pero no sin antes infligir a su chica una humillación extra. Porque el día en el que se publicaron sus declaraciones emergió que se había acostado con una veinteañera. Y no en un hotel de carretera, sino justo en el domicilio de Wayne Bridge, el hombre con cuya novia se acostó ahoraque tem abalado o futebol, inglês...

Ulrich: "custos com BPP e BPN sobem a biliões de euros"!

O Presidente do BPI diz que vão ser precisos mais de dois mil milhões de euros para resolver a situação do BPN e do BPP. É a estimativa de Fernando Ulrich que considera que o Governo devia preocupar-se mais com o valor que estes dois bancos vão custar aos contribuintes e menos com a tributação da banca em geral.

Jornalismo: fascismo totalitário socialista ataca Mário Crespo (V)

Pelos vistos o Sindicato dos Jornalistas ainda deve estar a...meditar. O presidente do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas é que não hesitou. Segundo li no site da TSF, "o presidente do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas revelou, esta segunda-feira, preocupação caso se verifique que a denúncia de Mário Crespo é verdadeira. O jornalista da SIC Notícias denunciou, esta segunda-feira, num artigo publicado no sitio do Instituto Francisco Sá Carneiro, uma alegada conversa entre José Sócrates, Pedro Silva Pereira e Jorge Lacão e uma outra pessoa ligada à televisão, em que ele [Mário Crespo] teria sido referido como um «problema» para o qual teria de haver uma solução. «É muito grave que os jornalistas sejam constantemente pressionados por exercerem a sua profissão e não agradarem a quem tem poder», afirmou o presidente do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas. Orlando César também estranhou o facto de o Jornal de Notícias se recusar a publicar o artigo de Mário Crespo com as denúncias. Para o presidente do Conselho Deontológico, a atitude de Mário Crespo de «denunciar todas as tentativas que possam indiciar essa intenção de limitar a liberdade dos jornalistas» é a «adequada». Orlando César garantiu ainda que o Conselho Deontológico vai averiguar a situação caso seja contactado pelo jornalista".

Jornalismo: fascismo totalitário socialista ataca Mário Crespo (IV)

Acabo de ler no site da TSF que "o gabinete de Jorge Lacão reagia assim à denúncia de Mário Crespo, que disse ter sido referenciado como um «problema» num conversa que envolveu Sócrates. O gabinete do ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, fez saber, esta segunda-feira, na sequência da denúncia de Mário Crespo, que «o Governo não se ocupa de casos fabricados com base em “calhandrices”». Esta declaração surge depois de o jornalista da SIC Notícias ter denunciado, esta segunda-feira, num artigo publicado no sitio do Instituto Francisco Sá Carneiro, uma alegada conversa entre José Sócrates, Pedro Silva Pereira e Jorge Lacão e uma outra pessoa ligada à televisão, em que ele [Mário Crespo] teria sido referido como um «problema» para o qual teria de haver uma solução".

Jornalismo: cronologia curiosa...

Recordar não custa nada...
Controlinveste vai despedir 122 colaboradores
O despedimento colectivo é justificado pela evolução acentuadamente negativa do mercado dos média e pela quebra de receitas na área da imprensa.
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Joaquim Oliveira em falência técnica
"O empresário que detém a Global Notícias e a Olivedesportos está em falência técnica, uma vez que os prejuízos destas empresas superam os capitais próprios das mesmas. A Global Notícias, que detém entre outros o “Diário de Notícias”, o “Jornal de Notícias” e o “24 Horas” registou prejuízos de 13,4 milhões de euros, mais do que o seu capital próprio, enquanto a Olivedesportos perdeu 96,7 milhões de euros, um valor também ele superior ao capital da empresa, revela a lsita das ‘1000 maiores empresas 2009’ divulgada pelo “Expresso” e citado pelo “Correio da Manhã”.A mesma fonte acrescenta que o passivo da Global Notícias ascende a 106,6 milhões e o da Olivedesportos a 431,2 milhões de euros" (fonte: Diário Económico, 5 de Novembro de 2009)
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Controlinveste rejeita estar em falência técnica

"A administração da Controlinveste assegurou hoje que a notícia divulgada pelo Correio da Manhã sobre a alegada falência técnica do grupo de Joaquim Oliveira é "totalmente falsa". "A Controlinveste está em condições de assegurar ao mercado, aos trabalhadores, a todos os seus 'stakeholders' e ao público em geral que é totalmente falsa a insidiosa notícia hoje publicada, a qual é motivada por actos de concorrência desleal, ilegal e inadmissível", afirma a administração do grupo em comunicado. A reacção do grupo que detém o DN, o JN, o 24Horas e a TSF surge na sequência de uma notícia do Correio da Manhã intitulada "Oliveira está em falência técnica". Segundo este jornal, que cita a lista das "1000 Maiores Empresas 2009" divulgada pelo Expresso, a Global Notícias e a Olivedesportos (empresas da Controlinveste, de Joaquim Oliveira) "estão numa situação de falência técnica". A Global Notícias, adianta o CM, apresenta resultados líquidos de 13,427 milhões de euros negativos, sendo este valor superior aos capitais próprios, 9,401 milhões de euros negativos. O texto, considerado pela administração da Controlinveste, como "terrorismo jornalístico", acrescenta que a Olivedesportos-Publicidade, Televisão e Media, detentora da Sportinveste - que detém os direitos de transmissão do futebol - os resultados líquidos são de 96,793 milhões de euros negativos e os capitais próprios de 93,705 milhões de euros, igualmente negativos. "A notícia 'convenientemente' omite o facto de muitas das empresas do grupo Controlinveste terem capitais próprios e resultados substancialmente positivos, esquecendo dolosamente de referir que a mencionada situação de capitais próprios está exclusivamente relacionada com a existência de imparidades relativas a participações detidas em sociedades cotadas, cujos valores eram, à data de fecho das contas, substancialmente inferiores ao respectivo valor da aquisição", justifica. "Tal situação nada tem que ver com os resultados operacionais positivos que o grupo demonstra", acrescenta. A situação de capitais próprios negativos, sublinha ainda a Controinveste, é "actualmente comum a muitas das maiores empresa nacionais, de que é exemplo relevante a própria Cofina (sociedade proprietária do Correio da Manhã". Aliás, adianta ainda, "se o Correio da Manhã praticasse jornalismo minimamente sério devia, em coerência, publicar amanhã: 'Cofina, de Paulo Fernandes, em falência técnica". A Controlinveste avisa ainda que o grupo e os seus accionistas "reservam-se o direito de recorrer a todos os meios legais disponíveis para defender o seu bom nome" (fonte: Diário Económico, 6 de Novembro de 2009)
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Controlinveste apresenta queixa contra a revista «Sábado»
A Controlinveste apresentou à entidade reguladora uma queixa contra a Sábado por considerar que a revista violou o dever de isenção ao referir que o Governo beneficiou o grupo com publicidade institucional, avançou o presidente daquele organismo. O grupo Controlinveste - que publica o Diário de Notícias, o Jornal de Notícias, o 24 Horas e O Jogo - fez chegar sexta-feira à Entidade Reguladora para a Comunicação Social uma queixa contra a Sábado pedindo uma intervenção além do direito de resposta, disse José Azeredo Lopes à margem de uma audição parlamentar, refere a Lusa. Segundo explicou, o grupo, presidido por Joaquim Oliveira, queixou-se de alegada «violação dos deveres de rigor e isenção jornalísticos» da revista num artigo publicado em Novembro" (fonte: Portugal Diário, 22 de Dezembro de 2009)
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Controlinveste emite dívida convertível em acções da PT
"Grupo emite 227 milhões de euros em obrigações convertíveis, a cinco ano, com um prémio de emissão de de 30 a 35%. Encaixe destina-se a financiar despesa corrente. A Controlinveste, grupo presidido por Joaquim Oliveira, vai emitir 227 milhões de euros em obrigações convertíveis em acções da Portugal Telecom (PT), segundo um comunicado da Controlinveste International Finance. A emissão tem uma maturidade de cinco anos. No final desta prazo, a detentora dos jornais 'Diário de Notícias' e 'Jornal de Notícias', entre outras publicações, poderá entregar acções da operadora para saldar a dívida. As acções da PT deverão apresentar, à data, um prémio de 30 a 35%, face ao preço de referência, que ainda não foi anunciado. As obrigações são garantidas por uma sucursal do BCP na Madeira e serão convertíveis em 20,4 milhões de acções da PT, que representam a posição da Controlinveste na operadora, ou seja, 2,17%. O encaixe da operação destina-se a "refinanciar as obrigações" correntes, refere ainda o comunicado" (fonte: DN de Lisboa, 19 de Janeiro de 2010)

Futebol: quem sabe se foi alguém do Sporting que começou tudo?

As imagens ajudam a esclarecer o que aconteceu no túnel da Luz (Benfica-Porto)

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O que se pode concluir das imagens
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Túnel da Luz: o momento das agressões...

Jornalismo: fascismo totalitário socialista ataca Mário Crespo (III)

Jornal de Notícias...esclarece!
Mário Crespo cessa colaboração no JN

"O jornalista Mário Crespo foi até ontem colaborador de opinião do Jornal de Notícias. Essa colaboração cessou por sua vontade. Acontece que, no domingo à noite, o director do JN o contactou dando-lhe conta das dúvidas que lhe causava o texto que Mário Crespo enviara para publicação no dia seguinte. Basicamente, no entender do director do JN o texto de Mário Crespo não era um simples texto de Opinião mas fazia referências a factos que suscitavam duas ordens de problemas: por um lado necessitavam de confirmação, de que fosse exercido o direito ao contraditório relativamente às pessoas ali citadas; por outro lado, a informação chegara a Mário Crespo por um processo que o JN habitualmente rejeita como prática noticiosa; isto é: o texto era construído a partir de informações que lhe tinham sido fornecidas por alguém que escutara uma conversa num restaurante. Da conversa entre o director e o colaborador do jornal resultou que este decidiu retirar o texto de publicação e informou que cessava de imediato a sua colaboração com o jornal, o que a Direcção do JN respeita".

Jornalismo: sempre o mesmo....

Mais um jornal ligado ao grupo do patrão da Sport TV, Joaquim Oliveira, (o primeiro "caso" foi com o DN de Lisboa e a divulgação das tais cenas das "escutas" com Cavaco). Porque é que tudo isto acontece? Não sei, venha o diabo e esclareça. Lembro que Oliveira despediu mais de 100 pessoas em 2009 e ninguém deu por isso e que em Setembro passado foi publicado num jornal este interessante texto:
«(...) Mas não só. Percebe-se também como, a seguir à PT (obrigada a sair de cena pela polémica política entretanto gerada), surgiu a Ongoing. E como é que através desta se pretende ajudar o empresário Joaquim Oliveira, que necessita de injecção de capital. (...)»
[Semanário «SOL», 13 Novembro 2009]
Já no final de Setembro de 2009, o Semanário Privado havia denunciado «negociatas socialistas» para ajudar o «amigo» Joaquim Oliveira - e de como essa ajuda já era antiga. Dois «amigos», em particular, no jogo de interesses: Armando Vara e José Sócrates...
Empresa de Joaquim Oliveira não necessita de bancos
A ZON EMPRESTOU 200 MILHÕES À SportTV E ABRIU UMA GUERRA ENTRE ACCIONISTAS
A ZON tem-se substituído aos bancos e já emprestou à SportTV cerca de 200 milhões de euros a título de suprimentos. Os accionistas sentem-se prejudicados e denunciam concorrência desleal porque esse dinheiro poderá estar a financiar, indirectamente, outros negócios de Joaquim Oliveira, que chocam com os interesses de accionistas da ZON com maior peso. Estabeleceu-se no seio do núcleo duro dos accionistas da ZON um clima de desconfiança e mau estar devido ao facto de a administração, presidida por Rodrigo Costa, os ter informado de que o BEI - Banco de Investimento Europeu, a 3 de Setembro último, aprovou um empréstimo a longo prazo de 100 milhões de euros para financiar o desenvolvimento da rede nova geração, mais conhecida por fibra. Mas este sentimento de desconfiança estabeleceu-se porque, nos últimos 3 anos, a ZON substituiu-se aos bancos e injectou como suprimentos cerca de 200 milhões de euros na SportTV, empresa com a qual mantém uma parceria de 50% do capital, exactamente a mesma percentagem de Joaquim Oliveira.Queixam-se os accionistas, de que a ZON beneficiou um dos seus parceiros com a injecção de 200 milhões de euros a título de suprimentos e agora tem de andar a pedir dinheiro emprestado aos bancos quando este está cada vez mais caro, desconfiando, ainda, de que uma parte destes 100 milhões possam vir ter o mesmo destino dos outros 200 milhões. Com esta operação, a ZON poupa a SportTV de ter de recorrer directamente a bancos para se financiar, evitando custos altíssimos e até uma possível recusa de crédito, devido ao facto de se saber no mercado financeiro que Joaquim Oliveira contraiu um financiamento de cerca de 300 milhões de euros para comprar a Lusomundo, no Milleniun-BCP, ao tempo da gestão de Paulo Teixeira, com o compromisso de liquidar a dívida em três anos e isso não aconteceu, tendo Joaquim Oliveira sido salvo pelo seu amigo Armando Vara que, entretanto, mudou da administração da CGD para o Millenium-BCP.
«Galinha dos ovos de ouro»
O problema é que não obstante esta injecção de dinheiro, camuflada de suprimentos e feita por apenas um dos sócios da empresa, a SportTV continua com uma grande dívida à RTP por utilização de meios, facto que levou tanto Emídio Rangel como posteriormente Almerindo Marques, a denunciarem a parceria que tinham com esta empresa por terem chegado à conclusão de que o grande beneficiado com o negócio era apenas Joaquim Oliveira. O «patrão» da Olivedesportos é que detém os direitos das transmissões dos jogos de futebol e depois os vende à SportTV da qual também é sócio, fazendo desta forma um negócio onde lucra duas vezes. Almerindo Marques acabou com essa «galinha dos ovos de ouro», mas imediatamente a TVCabo comprou a sua posição transferindo-a para a ZON. O que se sabe é que Joaquim Oliveira paga aos clubes de futebol pouco mais de 50 milhões de euros/ano pelos direitos de transmissão de jogos de futebol e, depois, vende-os para o resto do mundo, incluindo a SportTV, por quatro vezes mais. Ora se após este fabuloso lucro, ainda conta com a ajuda da ZON como financiadora, este pode ser considerado como um dos melhores negócios do mundo.
Sócrates nas festas de Oliveira
Os que discordam da gestão actual de Rodrigo Costa, que entrou para a PT sob a «bênção» de Sócrates e Henrique Granadeiro, afirmam que não entendem como é que detendo o grupo de Joaquim Oliveira uma participação de apenas 3,71% da ZON, este é beneficiado com cerca de 200 milhões de euros de suprimentos. E o sentimento de desconfiança aumenta quando se sabe que tanto Armando Vara, como Sócrates, são presenças assíduas nas festas que Joaquim Oliveira dá na sua casa em S. João do Estoril. Quando a RTP deixou de ser sócia da SporTV, os direitos de transmissão de jogos passaram para a TVI, mas o amigo Moniz de outras lutas e outros negócios no tempo da RTP, deixou de contar com o apoio de Joaquim Oliveira e os directos foram novamente adquiridos pela nossa televisão pública.
Concorrência desleal
Os relatórios e contas enviados para a CMVM mostram que a ZON em 2007 fez um suprimento à SportTV de 70 milhões de euros. Em 2008 foram mais 65 milhões de euros e em 2009, foram mais 60,5 milhões de euros, totalizando 195,5 milhões de euros. Perante tais números, perguntam os accionistas, se o dinheiro deles está a servir para fazer concorrência aos seus próprios negócios, dado que bancos como Caixa Geral de Depósitos, BES e BPI são accionistas da ZON com um peso muito superior ao de Joaquim Oliveira. E como a ZON vai buscar dinheiro mais barato para o emprestar sem juros à SportTV está a concorrer com os seus interesses. Mas o maior paradoxo, reside no facto de um dos accionistas ser a Cofina que detém uma posição de 4,91%, muito superior à de Oliveira, e com o seu dinheiro está a financiar, indirectamente, jornais concorrentes como o DN, JN e O Jogo - que são propriedade do grupo ligado a Joaquim Oliveira. A Cofina, que apesar de ter obtido lucro em todas as publicações do grupo, Correio da Manhã, Record, Sábado, Flash e Vogue, teve um resultado negativo de 73 milhões de euros, na sequência da penalização por perdas relacionadas com a sua participação na ZON que anda desbaratar dinheiro oferecendo suprimentos à SportTV.
Socialistas beneficiam Oliveira
Os economistas com assento nas reuniões do Conselho de Administração da ZON estão conscientes de que se a empresa não tivesse feito os tais 195,5 milhões de euros de suprimentos à SportTV, talvez não tivesse necessidade de, neste momento, ter ido buscar ao BEI os tais 100 milhões de euros para financiar novos projectos na sua rede de nova geração. Mas não é a primeira vez que Joaquim Oliveira é beneficiado neste tipo de negócios. Quando foi feita a OPA para a PT Multimédia, Joaquim Oliveira foi beneficiado com 4 milhões de contos de acções, pelo então ministro Pina Moura. Acções que duas semanas depois valiam quatro vezes mais. Em 2003, em situação financeira muito difícil, o grupo de Oliveira salvou-se com a atribuição em exclusivo de um variado pacote de negócios ligados ao EURO 2004 e após esta crise, lá surgiu novamente Armando Vara a conseguir uma prorrogação do prazo para os 300 milhões de euros que serviram para comprar o grupo Lusomundo. Com estes 300 milhões de euros ao Milleniun, mais os 195,5 de suprimentos da ZON, Joaquim Oliveira só em duas instituições deve meio bilião de euros.
M.N.
[SP Nº13, 23 Setembro 2009]
Publicada por Jornal PRIVADO"

José Carlos Castro:afirmações de Sócrates sobre "Jornal de Sexta" «inadequadas»

Li no Sol que "o subdirector de Informação da TVI, José Carlos Castro, que está a ser ouvido no organismo regulador dos media, considera que as afirmações públicas do primeiro-ministro em relação ao Jornal de Sexta, suspenso em Setembro, foram «inadequadas». «São considerações inadequadas para um primeiro-ministro», disse José Carlos Castro à entrada para uma audição na Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC). José Carlos Castro foi chamado pelo organismo regulador no âmbito da investigação aberta depois de a administração da Media Capital ter suspendido, em Setembro, o Jornal de Sexta da TVI, numa altura em que estava preparada a divulgação de novos dados sobre o caso Freeport. «O que considerei pressão foram as pressões públicas do primeiro-ministro», disse José Carlos Castro, acrescentando que «os jornalistas vivem sempre sobre pressão». O subdirector ressalvou, no entanto, que na altura não fazia parte da direcção de Informação do canal, pelo que não tem conhecimento directo da eventual influência do primeiro-ministro na suspensão do Jornal apresentado por Manuela Moura Guedes. O caso levou a direcção de informação do canal a demitir-se enquanto a redacção considerou a questão um «atentado à liberdade de imprensa» e José Eduardo Moniz, já fora da estação, afirmou tratar-se de um «escândalo». José Carlos Castro afirmou ainda que o regresso de Manuela Moura Guedes aos ecrãs da TVI é uma questão que «não se coloca enquanto ela não voltar» [a jornalista está de baixa], «mas quando regressar a questão será analisada com a atenção devida e necessária». No âmbito do processo aberto pela ERC relativamente à suspensão do Jornal de Sexta já foram ouvidos Manuela Moura Guedes, José Eduardo Moniz, o director-adjunto de informação Mário Moura [o único que se manteve na direcção na Informação] e o ex-director de informação João Maia Abreu".

Jornalismo: fascismo totalitário socialista ataca Mário Crespo (II)

O texto de Mário Crespo que não foi publicado

"O Fim da Linha
Mário Crespo
Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento.
O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa.
Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal.
Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o.
Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos.
Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados.
Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre.
Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009.
O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu.
O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”.
O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”.
Foi-se o “problema” que era o Director do Público.
Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu.
Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada".



Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicado hoje (1/2/2010) na imprensa.

Jornalismo: fascismo totalitário socialista ataca Mário Crespo (I)

Escreve a jornalista do Sol, Liliana Garcia, que o "Jornal de Notícias recusou publicar um texto de opinião onde Mário Crespo relata um encontro entre Sócrates, Lacão, Silva Pereira e um executivo de televisão, onde Crespo foi referido como um «problema» que tinha de ter «solução». O jornalista contou ao SOL que vai deixar de colaborar com o diário. O artigo de Mário Crespo, que seria hoje publicado, na coluna de opinião do Jornal de Notícias (JN), foi rejeitado pela direcção do referido diário. No texto, Crespo alude a um almoço que reuniu o Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro da Presidência Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, e um executivo de televisão. Nesse encontro, num hotel de Lisboa, Mário Crespo terá sido referido como «um problema» que teria de ter «solução». No artigo, o jornalista enumera exemplos de outros «problemas» que o Governo socialista terá «solucionado»: Manuela Moura Guedes, José Eduardo Moniz, o Jornal de Sexta da TVI e José Manuel Fernandes, ex-director do Público. O jornalista contou ao SOL que enviou, às seis da manhã de domingo, o texto para o copy desk do JN. Por volta da meia-noite, Mário Crespo recebeu uma chamada telefónica do director do diário, José Leite Pereira, com indicação de que o artigo de opinião não seria publicado. Questionado sobre as razões para a não publicação, Mário Crespo refere que «não houve uma explicação plausível», por parte do director do jornal. Perante esta situação, o jornalista da SIC decidiu cessar a colaboração com o JN. O SOL tentou contactar o director do JN, mas ainda não foi possível falar com ele".