quinta-feira, fevereiro 22, 2007

JORNALISMO E ÉTICA

Em 1695, o parlamento inglês decidiu não renovar o Licensing Act, uma espécie de lei que admitia a censura prévia à imprensa. Essa não-renovação de um dispositivo legal que permitia a censura aos jornais na Inglaterra é tida como a primeira demonstração de uma cultura de liberdade de Imprensa de mais de trezentos anos. Falar de ética é falar de liberdade. Só que, em nome da liberdade, muitos excessos têm sido cometidos, muita falta de ética tem sido praticada. Até porque é somente em um ambiente de liberdade que se pode abusar dela. Da liberdade para a libertinagem é um pulo. E, ao dar esse salto, jornalistas e radialistas passamos por sobre a ética, muitas das vezes pisando nela, com o que o impulso torna-se maior, e mais nos afastando dela.
Instintos menores
A maior parte dos jornalistas não dá esse salto além, mas um bom número encontra justificativas para escrever, filmar, dizer "coisas" que, pelos padrões do mundo hoje, não conduzem a estágios gradualmente mais elevados de civilização. É assim que alguns se tornam pistoleiros da palavra, mercenários da imagem, amparados na frágil argumentação de que é isso que o povo quer, é disso que o povo gosta. Programas de rádio e televisão e páginas de jornais que usam palavras, expressões, textos, imagens e emoções apelativas, chulas, sensacionalistas, não estão dando o que uma pessoa precisa: estão reforçando o que ela quer negar, estão prendendo-a à condição de que ela quer sair, estão baixando a um nível mais inferior que o drama humano que exploram – mais inferior porque esse jeito de fazer Imprensa alimenta-se de vísceras sociais, que são depois devolvidas, por vômito, pelos vários meios de comunicação, realimentando – talvez involuntariamente, talvez inconscientemente – o processo de degradação ou de não-evolução de uma parcela da sociedade.Também não resiste a justificativa de que programas e páginas sensacionalistas trazem leitores e ganham patrocinadores. Anunciante não é burro. Ele não quer propriamente esse tipo de programa: ele quer audiência – e, pelo menos comercialmente, esta pode vir tanto com um programa ou página que mostra um indivíduo esfolado quanto com um que apresenta brincadeiras com crianças. Dá até para concluir que alguns comunicadores não querem buscar a melhor informação; querem a maior audiência, doa a quem doer. Ética, neste caso, é só um detalhe. E, assim, amarram a burrice no rabo da estatística e a apresentam ao patrocinador. Com isso, simultaneamente assinam atestado de óbito profissional, porque, obedecendo a lei do menor esforço e estimulados por uma inapetência cultural, não são criativos e persistentes o bastante para apresentarem soluções profissional e socialmente menos indecentes do que as que já constam no cardápio pré-impresso de baixarias.Não se está, aqui, particularizando pessoas ou produtos, meios e mensagens. Fala-se de uma causa, não de casos. Até porque, para alívio de uns, a precariedade ética, a torpeza vocabular acontece mesmo nas melhores famílias de Londres, capital da liberdade de imprensa e local onde se registra um dos maiores índices de leitura do mundo. São uma centena jornais na Inglaterra, país 33 vezes menor que o Brasil, com uma média de quase 400 exemplares de jornais por grupo de mil habitantes, aí computados os recém-nascidos. Pois é. É nessa Inglaterra das etiquetas, da fleuma, do cavalheirismo, da pontualidade, da veneração pela Casa Real e da adoração pelas coisas da realeza, é nesse lugar que explodiram grandes escândalos, que descem e satisfazem toda a escala dos instintos menores do homem. E os que deveriam dar exemplos majestáticos – príncipes e princesas, duques e duquesas e outros mais e menos nobres – também esses caem na real e na gandaia e se mostram plebeus falíveis e faláveis como qualquer outro mortal.
Jornalismo a serviço
Então, se na Inglaterra, que é a Inglaterra, é assim, por que em outros cantos deveria ser diferente? Tem lógica, mas não tem ética. Os maus exemplos só são bons exemplos para não serem seguidos. Além disso, na Inglaterra, o índice de analfabetismo e de má educação é muito reduzido, a consciência crítica é muito elevada e a militância cidadã é mais comprometida. Sociedades assim sabem o que é joio e sabem o que é trigo. Dão-se ao luxo de escolher. Em outros lugares, não: comem o que se lhes põem na boca – muitas das vezes, o pão que o diabo imprensou.Nos países desenvolvidos, as pessoas até podem sustentar Imprensa marrom e sanguessuga. Talvez seja o caso de dizer que a curiosidade, a atração pelo inusitado, pelo bizarro, pelo picaresco e pelo pitoresco, pelo estrambótico esteja no DNA de cada indivíduo. Porém, que não se passe disso, não. Não se atreva, nessas sociedades desenvolvidas, a mexer nos direitos do cidadão, nos aspectos fundamentais da cidadania. A resposta vem logo, em cima da bucha, simultânea, forte, consciente. Em outros lugares, onde o desenvolvimento ainda não marcou ponto, a situação e a atitude são outras: à maneira dos hematófagos, pessoas deixam-se tirar o sangue, iludidas e anestesiadas pela aragem provocada pelo abanar das asas. O remédio para isso é uma Imprensa mais sanitizada, que exista para que os cidadãos se alimentem e cresçam, e não para contribuir para sua desnutrição e destruição.
Nas sociedades menos desenvolvidas, nas comunidades menos esclarecidas, costuma-se praticar um jornalismo de manutenção, que estimula o povo à permanente dependência, e não à necessária competência. É um jornalismo a serviço do status quo, onde prospera o establishment. Nessas sociedades, a evolução técnica dos veículos de comunicação não é acompanhada por evolução ética, coragem cívica e obstinação profissional dos comunicadores. Diríamos até, forçando a barra, que a máquina está superando o homem ao qual deveria servir. É a forma superando o conteúdo. É o meio evoluindo mais que a mensagem. É a substância acima do sentido. É o equipamento acima do sentimento.
O sorriso e o contracheque
Os jornais aumentam de páginas. As rádios e televisões aumentam de potência. E os comunicadores não têm aumentado nada – nem o salário. Apenas têm suas vozes, suas imagens e seus textos levados mais adiante. O aumento do número de veículos e a modernização do maquinário leva ainda à falsa impressão de que a imprensa está evoluindo. Não: também na imprensa, a evolução se dá quando evolui o ser, e não o ter. Uma comunidade ou uma categoria não deve se iludir tanto com os avanços técnicos se a estes não corresponder um superior, infinitamente superior, crescimento ético. Caso isso não venha a acontecer, corre-se o risco de formação de uma reserva de mediocridades, absolutamente sem vez em mercados mais críticos, mais conscientes, mais exigentes, onde o personalismo é deformação psíquica e o sensacionalismo, deficiência cultural. Verdadeiramente, jogar na cara da sociedade, via meios de comunicação, a lama que nela existe não contribui para que galguemos os patamares superiores da civilização. A desculpa de que não se está inventando nada, de que se está noticiando e comentando o que acontece não é mais razoável em ambientes que pretendem evoluir. Num circo que está pegando fogo devemos atuar como bombeiros – e não como saqueadores da bilheteria, aproveitadores das desgraças alheias. Há formas e formas de se expor e de se informar sobre as misérias do quotidiano. Elas devem ser tratadas também como parâmetros para a transformação da realidade que as gerou. Essa é uma função para abaixo do couro cabeludo. Ou, como disse o jornalista Antônio Maria, ao ver suas mãos ensangüentadas, esmagadas pelos pés da ditadura: "Eles pensam que os jornalistas escrevem com as mãos".
Tem gente que acha que ponderações como estas não mais vingam. Conheço um profissional que costuma dizer, até com certo cinismo, que são as notícias sensacionalistas que pagam o sorriso dos filhos dele (numa alusão ao sustento familiar propiciado pelo salário e participação no faturamento do espaço). E pobre de mim, idealista ingênuo e incorrigível, que acreditava que pelo menos as crianças, pelo menos o sorriso delas, fosse espontâneo e não-remunerado. Até as crianças pobres sorriem. A alegria delas independe das rubricas de um contracheque. É de perguntar-se: até quando, meu Deus, ao aumento de patrimônio deve corresponder a diminuição da personalidade?
Valor, honra e dignidade
Passemos às questões éticas mais específicas, tratadas em lei ou em códigos institucionais. Está certo, como diz Luka Brajnovíc, estudioso de deontologia jornalística, que "seria um erro pensar que os códigos solucionam o comportamento ético do profissional". Os códigos e leis são balizadores de comportamentos e providências desejáveis em um dado momento. Entretanto, só se é ético sendo, não apenas lendo. Embora existam tratados de natação, só nos tornamos nadadores se cairmos n’água. Além do que muitos costumam não dar atenção a livros de receitas, preferindo mesmo o prato feito. Códigos de ética parecem pecar pelo nome – códigos têm de ser decifrados; e decifrar exige estudo, reflexão, ação. Pelo número de erros que cometem, parece que muitos profissionais de comunicação não estão lendo os códigos elaborados, discutidos e aprovados pela própria categoria. Códigos que não foram impostos de dentro pra fora, mas de dentro pra dentro. No caso do jornalista, a ética aprovada recomenda que "a divulgação da informação, precisa e correta, é dever dos meios de comunicação" (Art. 2º). Aqui, e sendo preciosista, deveria merecer uma redação mais adequada: "meios de comunicação" não têm dever; deveres e ética são atributos de pessoa, que os exercita nos vários papéis sociais.
Considera o código que a atividade jornalística é de natureza social e finalidade pública. O código prescreve que o jornalista, pelo seu desempenho, deve agregar valor, honra e dignidade à profissão, defender os princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos, respeitar a privacidade do cidadão e prestigiar as entidades que representam a categoria. O jornalista não pode impedir o livre debate nem frustrar o direito à manifestação de opiniões diferentes, e até discordantes, da sua, ainda que no próprio veículo onde trabalhe e no espaço que ocupe. O jornalista deve evitar a divulgação de fatos mórbidos e contrários aos valores humanos e deve tratar com respeito todas – frise-se: todas – as pessoas que ele menciona nas informações ou comentários que ele divulga. Além disso, exigente, o Código de Ética prescreve que o jornalista deve preservar a língua portuguesa e a cultura brasileira.
Dever e obrigação
Quem descumprir essas disposições – repita-se: feitas e sancionadas pelos próprios jornalistas –, fica, entre outras penas (incluindo-se as de natureza cível e criminal), desligado da entidade que representa a categoria. Se não for associado ou sindicalizado, fica impedido definitivamente de sê-lo. Os deveres éticos do radialista são semelhantes aos do jornalista, pois semelhantes são os atributos de informar. O que difere é o meio, a forma. A função, a missão, não. Para se ter uma idéia, o código de ética do radialista estabelece que é compulsório, obrigatório, o seu cumprimento, e entre os deveres prescritos estão o de não aceitar trabalho a qualquer preço; não ser desleal ou preconceituoso; não ser covarde (é essa mesma a palavra) no exercício da sua função; não ser submisso a forças que distorçam a verdade; não usar o poder de divulgação para atender interesses escusos e contrários aos da comunidade. O radialista deve ser imparcial.
Jornalistas e radialistas têm o dever profissional, a honra pessoal, a obrigação moral de não cometer calúnia, injúria ou difamação – especialmente quando desempenham suas atividades em lugares onde os níveis de informação e de formação, de consciência cívica e de conhecimento legal são mínimos. O profissional de comunicação está nessas comunidades para servi-las, não para servir-se delas. Portanto, ao noticiar ou comentar fatos ligados a crime, nada de rotular os envolvidos com palavras que implicam ilícito penal. Enquanto a Justiça não julgar em definitivo, um envolvido em crime é no máximo um acusado de. Não deve ser chamado de ladrão, delinqüente, incendiário, chantagista, espião, traidor, adúltero, degenerado, toxicômano, ébrio, espancador de mulheres. Liberdade de Imprensa não é licença para imprensar. Se o jornalista e o radialista não prenderem a língua... podem ser presos por causa dela. Há tanto crime em um furto quanto em rotular o acusado de ladrão.
Como um carimbo
Tenho certeza de que profissionais conscientes gostariam de que a comunidade, o seu público, o ajudasse a serem melhores em sua profissão. Por isso, sugiro a implantação de um Conselho Comunitário de Comunicação Social, formado por representantes das várias organizações: ordem dos advogados, associação e sindicato de comunicadores, associações de moradores, sindicatos de trabalhadores, entidades empresariais, movimentos religiosos... Um Conselho que se reunisse periodicamente para que seus integrantes avaliassem, como pretensos representantes da sociedade e como pretendidos destinatários dos produtos, processos e serviços de comunicação social, se estão gostando do que lêem, vêem e ouvem. A partir daí, ações lícitas, transparentes, poderiam ser desencadeadas junto aos comunicadores, às empresas de comunicação, aos patrocinadores/anunciantes e junto a outras pessoas e entidades, além de outras civilizadas, lícitas e necessárias formas de pressão para demonstrar insatisfação ou repúdio ante o que é veiculado. Se os comunicadores estimularem a formação desse Conselho, creiam que não estarão fazendo só por eles. Estarão fazendo pela empresa que os abriga, pelos anunciantes que os patrocinam, pelos ouvintes, leitores e telespectadores que os prestigiam e os legitimam, pela comunidade que os quer ali. Desta forma, tenho certeza, tornar-se-ão cada vez mais respeitados e serão melhores profissionais – e quanto melhores profissionais, melhores cidadãos. Falar e escrever, bem sei, não é tão fácil. Exige, até, músculos e pode enfraquecer o corpo. Mas falar e escrever irresponsavelmente, quando não ilegalmente, é pior: enfraquece o caráter e a alma – e um caráter fraco, o homem julga; a alma fraca, o diabo leva. Não só é fácil falar de ética. Também é fácil praticá-la. Depende de cada um. Advirta-se que não existe ética de profissão, existe ética no profissional. Não existe ética no trabalho, existe no trabalhador. Porque ética é um bem individual, de pessoa, que a aplica, como um carimbo, no decorrer do exercício de seus papéis sociais. Quanto mais eu divido a ética, pela variedade de relacionamentos no quotidiano, mais ela se multiplica em mim e em minhas experiências de vida e ofício. Ora, se admitimos que ética é algo bom, que honestidade funciona, que ser bom faz bem, que quem faz bem é bom, se isso não é proibido fazer e ainda traz bons resultados, então, por que não fazer?
Demasias e incompletudes
Sabe-se dos problemas de ordem material que jornais, rádios e televisões enfrentam. Mas os donos desses veículos já admitem que, quando criam, por exemplo, um jornal, não estão criando só uma empresa, com finalidade comercial; acima de tudo, dão origem a uma instituição, com responsabilidade social. Dinheiro é importante, mas não é suficiente. Falte-se moral, honestidade, ética e, um dia, toda a casa cairá. Veículos de comunicação enfrentam altos custos, mas nenhum deles será maior que o custo ético que um dia vier a onerar os negócios. Profissionais e proprietários às vezes falam que idealismo não enche estômago. Com todo o respeito à figuração do provérbio, sou da opinião de que fazer jornalismo é para jornalistas, não para glutões. Tudo na vida envolve ou requer um pouco de desprendimento, abnegação, sacrifício – sem masoquismo, evidentemente. A temeridade maior não deve estar na barriga vazia, mas na cabeça vazia. nA ética na imprensa funciona como um limite que faz crescer. Ética não é conversa fiada. Nem matéria paga. Com certeza, neste texto sobre ética na imprensa, o autor pecou por excesso, pecou por omissão. Isso é reflexo, quem sabe, das demasias e incompletudes próprias de quem é uma criatura, e não o Criador. De quem não é a Divindade, apenas seu devedor. Enfim, de quem não é o Ser Perfeito, mas, tão-só, um ser pecador.

Fonte: Edmilson Sanches em 23/5/2006, Observatório de Imprensa

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Lucubrações 2

Já agora eu explico o que me chegou acontecimento. A ideia estapafúrdia de Ricardo Vieira foi “vendida” a alguns sectores da comunicação social que, interessados em gerar “factos”, resolveram (re) vendê-la a outros meios de comunicação social. Estava criado um “caso” (!) e encontrado uma espécie de “delfim” de Jorge Miranda (se ele sabe disso!...). E de “encomenda” em “encomenda”, de meio de comunicação em meio de comunicação, eis-nos perante uma coisa perfeitamente absurda. Tudo para “lixar” Alberto João Jardim. Não se trata de ”lixar” o PSD, nada disso. Trata-se de visar Jardim e de reagir porque alguns sectores do CDS tinham “planos” para José Manuel Rodrigues, antes das regionais de 2008, convencidos que João Jardim não se recandidataria. E com estes factos novos, todos esses planos foram pela fossa abaixo...

Lucubrações 1

De repente, Ricardo Vieira aparece como um “constitucionalista” feito a martelo, a defender que as eleições regionais são intercalares e não normais, ou seja, devem concluir a Legislatura iniciada em 2004 e não dar início a outra.
Isto faz-me lembrar o que se passou coma Assembleia da República eleita em Março de 2002, empossada em Abril de 2002, dissolvida em Dezembro 2004/Janeiro 2005 e que viria a dar origem às antecipadas de Fevereiro de 2005. Porque será esta orquestração toda? Até outro “constitucionalista” do burgo (Duarte Caldeira) vem rapidamente dizer amen a Vieira. Por mim chamem o que entenderem, mas que com as eleições se inicia uma nova Legislatura do Parlamento regional, disso não tenho dúvida. E não sou, nem quero ser “constitucionalista”. Basta ler os documentos e olhar aos factos.

Frenesim

Diz quem sabe que foi uma cosia de loucos., Hoje na Assembleia Legislativa os deputados do PS estiveram reunidos durante horas no Parlamento. Com alguns reforços” da máquina partidária socialista de Lisboa e da propaganda de Lisboa. Sabe-se que Serrão ao telemóvel de quando em fez berrava que se fartava (e isto ainda vai no inicio). Depois uma conferência de imprensa, muitos telefonemas (a TMN e outros operadores ganharam hoje o da...). Jornalistas do Continente aos magotes, a incontornável conferência de imprensa (eles ainda pensam que ganham eleições com conferências de imprensa...). E pronto. O que não se sabe foi se Serrão já andou a dividir os lugares pelas bocas ”famintas” que não vão largar a Rua do Surdo.

PIBs...

Curioso que os dados regionais do PIB regional na Europa, relativo a 2004, mostram os Açores como a região que mais cresceu entre 2003 e 2004 (mais 4,8%), sendo a que mais cresceu. Só o Algarve (imagine-se o esforço...) conseguiu descer 1,6% mas mesmo assim ficou acima dos 75% da média europeia, logo fora das regiões objectivo 1.
Mas vamos a factos:
Em 2004, Portugal apresenta um PIB regional médio de 74,8% (da média comunitária dos 100%). O Continente quedou-se pelos 74,6% (Norte com 58,8%, Algarve com 77,1%), Centro com 64,3%, Lisboa e Vale do Tejo com 105,8%, Alentejo com 70,3%) enquanto que Madeira apresentou 90,8% contra 65,9% dos Açores.
De repetem, os Açores – coitados! – que andavam sempre no “rabo-da–lancha” desta lista, aparecem acima do Norte e do Centro. Vá lá saber-se porquê...
Em 2003 Portugal apresentava um PIB regional médio de 72,9% (da média comunitária dos 100%). O Continente quedava-se pelos 72,7% (Norte com 57,4%, Algarve com 78,7%), Centro com 61,3%, Lisboa e Vale do Tejo com 104,3%, Alentejo com 66,4%) enquanto que Madeira apresentava 90,4% contra 61,1% dos Açores. Como se verifica, em 2003, os Açores apenas eram superados pelo Norte...

Números

Em Outubro de 2004, a Madeira elegeu para a Assembleia Legislativa 68 deputados: 44 do PSD, 19 do PS (que assou a 17 devido aos dois “independentes”), 2 do CDS/PP, 2 do PCP e 1 do Bloco de Esquerda. A futura Assembleia, devido à nova lei, passa a ter em definitivo 47 deputados (41 em 1976, quando foi eleita pela primeira vez o parlamento madeirense).
Os eleitos em 2004:

Porto Santo – 2 (1 do PSD e 1 do PS)
Porto Moniz – 2 (2 do PSD)
Santana – 3 (3 do PSD)
Calheta – 3 (3 do PSD)
Ponta do Sol - 2 (1 do PSD, 1 do PS),
Ribeira Brava (3, 3 do PSD),
São Vicente – 2 (1 do PSD, 1 do PS),
Machico – 6 (4 do PSD, 2 do PS),
Santa Cruz – 8 (5 do PSD, 3 do PS),
Câmara de Lobos – 8 (6 do PSD, 2 do PS)
Funchal - 29 (15 do PSD, 9 do PS, 2 do CDS/PP, 2 do CP e 1 do Bloco).

Quase 43% dos lugares de deputados eram eleitos no Funchal. Os restantes concelhos maiores (Câmara de Lobos, Machico e Santa cruz elegiam 32,4% dos lugares. Ou seja, estes quatro concelhos elegiam 75% dos lugares da Assembleia

Eu lembro também:

Em 1996 a abstenção foi de 34,74%, o PSD obteve 56,87% (77.365 votos) contra 24,84% do PS (33.790 votos). Em 2000 a abstenção subiu para 38,1% tendo o PSD obtido 72.588 votos (55,95%) contra 27.290 votos (21%) do PS. Em, 2004 a abstenção voltou a subir para 39,5% tendo o PSD totalizado 53,71% (73.973 votos) contra 27,4% do PS (37.751 votos). Números são números...

Dissipando

Eu quando disse que tenho a certeza absoluta que não serei candidato às regionais antecipadas, isso não significa que não esteja 100% com Alberto João Jardim e que me deixe de empenhar a 500% naquela que será a mais difícil de todas as campanhas eleitorais até hoje realizadas na Madeira. Nada disso. Trata-se de uma opção pessoal que me diz respeito a mim próprio e a mais ninguém.
A propósito, deixo uma questão para reflexão: não acham que seria péssimo caso os partidos se pusessem agora a fazer loucuras e a gastar milhares numa campanha eleitoral que acontece agora, por antecipação das eleições regionais, exactamente porque a Região tem dificuldades financeiras crescentes resultantes dsa conjugação de ter saido do grupo de regioes objecivo 1 e dos cortes da nova lei de finanças regionais?

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Estou fora

Fiquem descansados os que já entraram numa fase de nervosismo miudinho. Eu tenho a certeza que não serei candidato. Não quero ser candidato. É verdade é que ninguém me disse nada e que posso estar a meter água por antecipação. Mas já fica dito. Portanto, menos um lugar em disputa. Mesmo antes de se conhecer a lista, já sei que já existem por aí manobras de bastidores que metem nojo. E sabem que mais: as eleições regionais de 2004 realizaram-se há pouco tempo, com as mesmas “vedetas” que agora querem continuar empoleiradas. E por acaso não foi o PSD da Madeira quem perdeu votos em 2004, com Alberto João Jardim e com os candidatos que querem voltar a ser. Com uma nova lei eleitoral, com novas regras quanto ao financiamento dos partidos e das campanhas) e com menos 21 e deputados a eleger, acho que se deve pensar muito a sério nisto. Enquanto é tempo. Em 2004 certamente que existiram causas para essa descida eleitoral. Dir-me-ão que o cenário agora é novo e diferente. Pois é. Mas as causas que em 2004 afastaram as pessoas das urnas nos vários concelhos da Madeira, porventura continuam actuais e com toda a acuidade.

Equívoco

Há um engano tremendo na oposição regional e nalguma comunicação social nacional e os comentadores nacionais (Portas do Bloco e Ribeiro e Castro do PP) ainda não perceberam: as eleições antecipadas não são para alterar a lei de finanças regionais, cuja validade – ela própria o impõe – se prolonga até 2013. Trata-se apenas de procurar a legitimação política da própria Autonomia Regional e dos seus órgãos de governo próprio, que apenas ao Povo cabe confirmar, ou não, já que em Lisboa, a começar nalgumas hostes do PSD nacional e a terminar no Palácio de Belém, parecem existir dúvidas.
E já agora, quanto à lei de finanças regionais hoje publicada no DR, direi apenas, como “pequeníssimo pormenor” de todos estes episódios, que ela até 2013 retira à Madeira quase 450 milhões de euros. Coisa pequena e que nada teve a ver com perseguições partidárias e objectivos eleitorais dos socialistas. Nãããããoooooo!!!

REFLEXIONES TRAS EL REFERÉNDUM DEL ESTATUTO DE ANDALUCIA

SEVILLA - La baja participación del referéndum sobre la reforma del Estatuto de Andalucía ha servido para un nuevo intercambio de reproches entre la clase política. A pesar de que se esperaba una alta abstención, el elevado porcentaje final sorprendió al alcanzar el 63,72% del electorado. Se da la circunstancia de que en las elecciones autonómicas andaluzas de 2004, sólo la candidatura del PSOE logró más votos que el número total de participantes en la consulta del domingo.De esta forma, sólo el 36,2% del electorado participó en el referéndum sobre la reforma del Estatuto de Autonomía de Andalucía, en el que el 'sí' ganó con un 87,4% de los votos, frente al 9,4% del 'no'. Las Ejecutivas nacionales del PP y del PSOE se han reunido el día después de la consulta para analizar los resultados. Ambos partidos coincidieron en pedir una "reflexión", aunque con diferentes matices. (Fonte: elmundo.es)

Riquezas regionais...

Ficamos hoje a conhecer os valores do PIB regional nas várias regiões europeias. No caso de PORTUGAL - que apresentava em finais de 2004 apenas 74,8% do total (100%) da União Europeia, o Continente tinha 74.6%, sendo os seguintes os valores do PIB das várias regiões nacionais:
Norte

58.8
Algarve

77.1
Centro

64.3
Lisboa

105.8
Alentejo

70.3
Açores

65.9
Madeira
90.8
Será que o governo socialista da vai aplicar à região de Lisboa e Vale do Tejo os mesmos critérios que usou para lixar a Madeira e aumentar os apoios aos Açores? Ou a falcatrua vai ficar, mais uma vez, com o rabo à vista de todos?

Dispensável

Eu acho dispensável lembrar – a propósito do que é solidariedade institucional – que Cavaco Silva tinha 20 dias para promulgar a lei de finanças regionais, mas bastaram três simples dias (!) para decidir e, pior do que isso, não se dignou – como acho que deveria ter feito, embora a tal não fosse obrigado a isso, é verdade – contactar previamente os presidentes dos dois órgãos de governo próprio da RA da Madeira. Palavras para quê?

Pirou-se!!!

Ou é hipócrita ou não está na posse de todas as suas faculdades.
Quando ouvimos Serrão – que ainda não percebeu (ou já e por isso anda histérico?) que não será candidato à chefia do governo regional pelos socialistas locais, acusar Alberto João Jardim de “traição” por ter anunciado a sua demissão das duas uma: ou rimos às gargalhadas (mas há muito tempo, demasiado tempo, que andamos a rir com as asneiradas dele) ou recomendamos tratamento adequado a tamanha instabilidade intelectual. Não há alternativa. Como é possível que um indivíduo que andou mais de um ano a assumir-se como o defensor na Madeira de todas as medidas tomadas pelos socialistas lisboetas, que ainda lidera um partido que, na Madeira, nunca conseguiu assumir uma posição política contra o poder central e colonial de Lisboa (bem podia aprender com o que se passa em Valença e noutras localidades do Continente onde os socialistas mostrar a dignidade de servir as pessoas e não em ser seguidistas do Largo do Rato), que esteve sistematicamente contra a Região e quem votou nele, que diz que a lei de finanças regionais – que retira mais de 400 milhões de euros à Madeira até 2013 – não prejudica a Região, ainda tem a suprema lata (porque dignidade é coisa há muito perdida), de falar nestes termos - «Esta atitude representa uma traição aos madeirenses e porto-santenses que lhe confiaram uma maioria para governar e não para tremer perante a primeira contrariedade»? Traição? Serrão não deve ter espelho em casa! Vamos ver o que diz o Povo Madeirense, vamos ver...

O texto na integra

"Madeirenses e Portossantenses:
Violando a Constituição da República;
Violando o Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma da Madeira;
Violando, portanto os Direitos de cada um dos Madeirenses e Portossantenses, o poder socialista de Lisboa, com a cumplicidade e a traição de socialistas locais, publicou hoje a lei de finanças regionais, subtraindo-nos assim, pelo menos até 2014, à volta de 450 milhões de euros.
Cada um de Vós compreende o que significa para a Economia do arquipélago, uma quebra tão grande no dinheiro em circulação.
Sobretudo, cada um de Vós percebe as consequências em termos de aumento do desemprego.
Mais a mais que este ataque socialista à Madeira, propositadamente coincide com uma igual volumosa redução de apoios da União Europeia.
Redução de apoios que obrigava o Estado português a assegurar a coesão económica e social do País, através de solidariedade com o Povo Madeirense, bem como com outras Regiões de Portugal Continental.
Só que os socialistas, instrumentalizando o Estado para fins partidários, recusaram tal solidariedade.
Pelo contrário.
As Regiões mais desfavorecidas de Portugal Continental vêem a maioria dos Fundos Europeus ficar em Lisboa, a Região mais rica, com o pretexto da Ota e do TGV.
Quanto à Madeira, os socialistas desencadeiam uma série de medidas que visam retirar Direitos ao Povo Madeirense, especialmente através de leis, feitas à medida exclusiva de circunstâncias concretas na Região.
E, para além de não honrarem os anteriores compromissos do Estado para com o Povo Madeirense, os socialistas não pagam o total que o Estado deve à Região Autónoma, nem devolvem o Património regional que, indevidamente, ainda ocupam.
Pior ainda.
Os socialistas procedem à retenção ilegítima de verbas que são do Povo Madeirense, numa descarada manobra partidária para nos tornar a vida impossível.
Madeirenses e Portossantenses:
Isto sucede quanto a Assembleia Legislativa da Madeira e o Governo Regional se encontram a meio de um mandato democraticamente eleito.
Trata-se de uma inadmissível alteração ditatorial e fora de tempo das regras democráticas, bem como de uma violação das expectativas legitimamente adquiridas.
Trata-se da violação do Princípio da Estabilidade e do Princípio da Confiança no Estado de Direito democrático.
(A situação criada aos Madeirenses, é como uma pessoa estar a fazer uma casa com o dinheiro que tem no Banco e, de um dia para o outro, o Banco lhe tirar esse dinheiro, com o argumento de que não gosta dessa pessoa).
Como é evidente, sobretudo trata-se de uma falta de respeito pelas decisões democráticas do Povo Madeirense, na medida em que os socialistas, com a força que o poder central lhes dá, por razões partidárias querem impedir a concretização do Programa de Governo que os Madeirenses e Portossantenses decidiram em eleições livres.
Caras Cidadãs, Caros Cidadãos:
Ao longo destes anos, o Povo Madeirense viu-me transformar a Madeira e o Porto Santo, sempre num clima de absoluta estabilidade, a nossa Revolução Tranquila.
O Povo Madeirense viu-me criar emprego, mudando uma terra condenada à emigração, num território de imigração.
O Povo Madeirense viu-me mudar as tenebrosas condições sociais anteriores, sempre num clima de paz democrática.
O Povo Madeirense viu que o meu "Partido" é a Madeira, perante seja quem for.
É tudo isto que, com a Autonomia Política, fomos capazes de conquistar, que os socialistas de Lisboa e os seus cúmplices de cá, pretendem forçar a um recúo para o passado.
Um recúo para o passado que traria dificuldades tremendas para cada Família residente no arquipélago, incluso para os que, enganados, votaram nos socialistas.
Não tenho, nem nunca tive, medo dos obstáculos.
Mas agora que, com uma gravidade sem precedentes, nos impõem uma alteração substancial e dramática das condições em que o Povo me elegeu em 2004, não estou em posição de enfrentar esta multiplicação de novos problemas, sem um mandato claro do eleitorado na Região Autónoma da Madeira.
Em Democracia, a fonte do poder é o Povo.
Em Democracia, o voto é o grande momento da Verde.
Este é um momento de o Povo Madeirense tomar posição.
Decidi apresentar a demissão do Governo Regional, o que implica a dissolução da Assembleia Legislativa da Madeira já que a maioria social-democrata inviabiliza a formação de qualquer novo executivo.
Assim, nos termos e prazos da Constituição da República, terão de ocorrer eleições regionais para um mandato até 2011.
É a oportunidade para os Madeirenses e os Portossantenses mostrarem ao País e ao mundo, através do Direito de voto de cada um, que repudiam a maldade e a injustiça feitas contra cada um de nós, contra todos nós, seja qual for o Partido em que cada um votou.
É a ocasião para dizermos o que queremos.
Para provarmos que sabemos o que queremos.
Face às graves ofensas aos Direitos do Povo Madeirense, abster-se é fazer como Pilatos. É se render.
É hora de afirmação.
Afirmação de cada um de nós.
Temos de pôr as coisas claras:
- ou desejamos - exigimo-lo democraticamente pelo voto - prosseguir no Desenvolvimento Integral da nossa terra;
- ou, mais uma vez fatalidade na História da Madeira, curvamo-nos às imposições de Lisboa.
Ao me demitir, provo não estar agarrado ao poder.
Coloco-me nas mãos do Povo.
Mas, ao me recandidatar à liderança do Governo Regional, demonstro que não fujo, nem abandono, quando as circunstâncias estão insuportavelmente muito mais difíceis.
Recandidato-me porque, em minha opinião pessoal, acho que a Madeira não merece passar a ter um Governo de medíocres, de incultos, de traumatizados sociais e de subservientes a Lisboa.
Se o eleitorado entender me atribuir um novo mandato de quatro anos, então, apesar destas novas dificuldades inesperadas:
- eu terei tempo para concretizar o Programa de Governo;
- eu terei tempo para proceder à mudança estruturante de um novo ciclo económico, caracterizado por mais investimento privado e por maior internacionalização da Economia do arquipélago;
- eu terei tempo para produzir novas leis regionais que sirvam de contrapeso às indecentes manobras partidárias dos socialistas;
- eu terei tempo, porque religitimado democraticamente, para avançar, no plano nacional, com novas iniciativas que possam alterar as dificuldades presentes;
- eu terei tempo para apresentar o alargamento e reforço da Autonomia, na revisão constitucional de 2009, bem como para as consequências que se lhe impuserem;
- eu terei tempo para ajudar os Portugueses a mudar este Governo da República, em 2009, e desta maneira recuperar novas perspectivas positivas para o Povo Madeirense.
Cabe a cada Madeirense e Portossantense, corajosamente decidir se quer, ou não, continuar o Desenvolvimento, em Paz e com estabilidade.
Em democracia, o voto é a arma do povo soberano.
A arma de cada Cidadã e de cada Cidadão.
A partir de agora, é com a Consciência de cada um de Vós"

Funchal, 19 de Fevereiro de 2007

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

PCP...

O PCP e Edgar Silva continuam a mostrar, 30 anos depois, as mesmas dificuldades de sempre em perceber o que se passa à sua volta. Depois do "flop" da lista dos deputados que tinham casas (ilegais) do Governo Regional - que legitimidade pode ter um partido político depois disso? - eis que Edgar Silva volta a querer dar um ar da sua conhecida (des) graça: "O dirigente do PCP-Madeira, Edgar Silva afirmou hoje que demitir-se é um direito que assiste a Alberto João Jardim, mas que este perderá a legitimidade política e, em termos de vivência democrática, será um ridículo institucional se voltar a recandidatar-se". Em declarações à agência Lusa, Edgar Silva descobriu que Alberto João Jardim "terá uma legitimidade debilitada se voltar a recandidatar-se. Se agora acha que não estão reunidas as condições para governar, havendo uma maioria absolutíssima que sustentou a sua governação ao longo de todos este anos, e considera que não é capaz de levar o mandato até o fim, não pode apresentar-se como candidato, seria brincar com o processo democrático, pois a conjuntura mantém-se". Silva salientou que a Lei das Finanças Regionais que está no seio de toda a polémica institucional continuará a vigorar, e se Alberto João Jardim com esta decisão "pretende re-legitimar-se, ao recandidatar-se sairá com a legitimidade ferida". Porquê? Por causa do PCP?

Decisão tomada 2

Quando um Presidente do Governo Regional se demite e diz que "não estou em posição de enfrentar esta situação terrível sem um mandato claro da Região. Em democracia a fonte do poder é o povo. O voto é o grande momento da verdade. Este é o momento do povo madeirense tomar uma decisão. Decidi apresentar a demissão do GR o que implica a dissolução da ALM", que mais há para dizer?

Decisão tomada 1

A decisão foi tomada por Alberto João Jardim. Um facto novo, que as pessoas devem en tender. Se o Presidente do Governo Regional quizesse ir embora, limitava-se à demissão e a fazer a "mala". Não é o caso, vai recandidatar-se, porque não se deixa vencer facilmente e porque tem a convicção plena de que o eleitorado madeirense lhe vai dar uma vitória eleitoral.
A partir daqui, para o PSD, tudo deixa de ser importante.
Unidade interna, mobilização total para as eleições regionais, esclarecimento das populações,lutar pela vitória para um novo mandato, diferente, mas um novo mandato, estas são as prioridades.
Ao PSD da Madeira, mais do que o desafio de ganhar eleições, impõem-se o desafio de se colocar ao lado de Alberto João Jardim, incondicionalmente.

Registo

Ou é do malho ou do Malheiro!
O secretário-geral adjunto do PSD anda a arriscar-se muito. Depois de várias opiniões que colidem com dirigentes de topo (embora aparentemente acertadas com Jardim), Malheiro vem a público defender eleições antecipadas. Este Planeta não tem nada contra, mas dá dó pensar o que fariam os deputados que ocupam a terceira e a quarta fila do Parlamento. E mesmo alguns dos que estão na segunda fila não parecem muito confortáveis com a ideia de ir a votos e perder o lugar. Confortável mesmo é o cantinho que ocupam. Aquilo sim é que é um trabalho de categoria. Por isso muita gente não entende essas liberdades de Filipe Malheiro no meio de tanto PSD que só reproduz a voz do líder. Ou é do malho, ou do Malheiro!
Este Planeta
18-02-2007
Registei esta do Planeta do DN. Não sei porquê, confesso, nem a pedido de quem, mas registei. Uma coisa é a minha opinião pessoal que sempre expressei, livremente, outra coisa são as interpretações ou congeminações que possam querer fazer a propósito do que penso e digo. Será que ainda se lembram do "caso" que tentaram construir no Verão? Esses "incomodados" de agora fizeram então alguma coisa a não ser a intriga que esteve na origem dessas notícias todas? Porque motivo vou estar preocupado com eles? O que eu digo, digo-o sempre a titulo pessoal, pensando o que digo, coerentemente assumindo o que digo. Mas isso não tem nada a ver com o PSD da Madeira, com a minha opção de sempre, com a convicção de que o PSD da Madeira não pode estar refém de interesses ou dependente de fretes, feitos ou nao feitos. E o facto de eu ser o filiado nº 110 do PSD da Madeira não diz nada quanto a coerência? Não faço mais comentários, assim como nada tenho nada a ver com certas ligações - telefónicas, por carta, por SMS, por jantar ou em almoço - de onde depois costumam resultar noticias com grande destaque...

Tá tudo dito

Nem mais uma sílaba antes da reunião de amanhã, porque já disse tudo o que eu tinha a dizer. Mas fica um registo, um último, acerca das reais intenções dos que não querem eleições. Eu percebo que existem calendários para algumas "aves de rapina" que ficam (?) alterados. Por isso a antecipação estraga-lhes o esquema de assalto ao poder. A mafia ainda não se organizou a tempo. Não se organiza a tempo. Quer dizer, Alberto João Jardim pode ser enxovalhado pelo colonialismnio lisboeta, pode ver as dificuldades aumentar, pode constatar que o programa de governo será posto em causa por falta de recursos (a calendarização foi feita em função de determinada realidade financeira entretanto altrerada), para que esses mafiosos mal-cheirpsos que andam a minar o PSD há muito tenham mais tempo para darem cabo de tudo o que ainda resta? Falta de dinheiro? Mas quanto quais são os recursos financeiros do PSD e demais partidos regionais? Acham que vale a pena desmistificar esse argumento? Será que alguém vai ter que esclarecer as bases o eleitorado fixo do PSD desses montantes?

domingo, fevereiro 18, 2007

Caçem-nos...

Há coisas que eu não entendo: como é que pode haver quem acredite, inclusive no PSD, que existirá aos social-democratas da Madeira, num eventual cenário de eleições antecipadas, alternativa à recandidatura pacífica, lógica e quase obrigatória de Alberto João Jardim? Eu cada vez mais tenho a percepção que o melhor era me dedicar à pesca. Com tamanha falta de inteligência e de raciocínio, acho que é melhor “ir ali e já venho”, antecipando-me à hecatombe que por este andar se torna inevitável. Já perguntaram às bases o que pensam e quem apoiam? Já perguntaram ao PSD da Madeira quem quer ver em candidato nas próximas eleições, sejam elas agora, em Junho deste ano ou em Outubro de 2008? Julgam certos oligarcas que por alegadamente serem importantes isso lhes dá o direito de manipular as pessoas ou o partido? Deixem-se de tretas, por favor. Uma recomendação: acho que é esta a época do ano em que os gambozinos visitam nas nossas serras...

Querem ver?!

Querem ver que, de repente, toda a gente afinal defendia eleições. Andavam todos calados - vá lá saber-se porquê - mas, de repente, deu-lhes a todos a "mosca" e saíram da toca. Até parece que passou a ser chique dizer que as eleições sempre foram a solução que todos queriam...em silêncio. Tá bem, pode ser, afinal, eu é que andava no contra a..."asneirar"!

Ai meu leãozinho...

Lá está. O meu Sporting, mais aquelas tácticas do Bentinho, não vai a lado nenhum. Andou perto do Porto – agora está a cinco pontos porque os portistas perderam, não por mérito do Sporting que não tem jogado absolutamente nada. Mas com um clube teso como o Sporting e com os dirigentes que temos (até o moribundo Dias da Cunha movimenta a cremalheira...), que mais se poderia esperar. Eu até acredito que nem a UEFA, por este andar. Vá lá que somos o último dos grandes na Taça que ainda pode ajudar a salvar uma época. Mas com exibições como a de hoje em Paços de Ferreira, nem de carroça.

Ajoelhem-se já!

Segundo o Jornal da Madeira de hoje, a realização do Open da Madeira em golfe que decorrerá entre os dias 22 a 25 Março “vai mesmo realizar-se graças à entrada em cena do BPI, o mais recente “sponsor” daquele que já é considerado um dos principais eventos desportivos realizados na Região. Segundo o presidente do Clube de Golfe do Santo da Serra, António Henriques, a prova, que conta para Circuito Europeu da modalidade, esteve mesmo em sérios riscos de ficar de fora do calendário. «Esteve de facto em risco. As dificuldades foram imensas, mas conseguimos viabilizar o torneio graças aos patrocinadores e à conjugação de esforços com a PGA», afirmou. O novo “sponsor” junta-se desta forma ao Governo Regional, através do Instituto do Turismo de Portugal no apoio ao evento. Refira-se que o Open da Madeira terá um “prize-money” na ordem dos 700.000 euros. António Henriques adiantou ainda que pretende ver nos próximos dois anos, o Open integrado no Plano de Golfe de Turismo, juntamente com dois outros torneios nacionais: o Open de Portugal e ainda o Masters”.
A única coisa que eu digo é o seguinte: desmascarados certos “profetas” que andaram por aí a vender que tinham “salvo” o torneio e metido cunhas em tudo o que era sítio, particularmente junto de Bernardo Trindade, fica o conselho aos promotores e actuais novos responsáveis pelo Clube do Santo da Serra: não acreditem em certos papagaios ou nos “profetas da desgraça”, que não passam de galhos palheiros tontos e ajoelhem se fazem o favor junto à sede do BPI. Façam-no...

Especulação?

Sem comentários, registo este texto de Manuel Agostinho Magalhães, hoje publicado no Sol online. Especulação ou factos?
Jardim já comunicou ao PSD que se vai demitir
Está tudo a postos. Jardim vai anunciar aos sociais-democratas que se demite de Presidente do Governo Regional da Madeira e formalizará a saída a meio da próxima semana. O PSD não indicará substituto forçando Cavaco a convocar eleições antecipadas. E o sucessor de Jardim será o próprio Jardim
Alberto João Jardim vai mesmo anunciar a sua demissão esta segunda-feira. O SOL soube junto de fonte social-democrata que o Presidente do Governo Regional da Madeira já informou a direcção nacional do PSD do que se irá passar na próxima semana. Confirma-se que a reunião de segunda-feira com os sociais-democratas madeirenses servirá a Jardim para informar a sua estratégia política. O objectivo é a sua reeleição, para um novo mandato, com maioria reforçada.
A decisão de Jardim prende-se com a entrada em vigor da Lei das Finanças Regionais. Cavaco promulgou a nova legislação que retira milhões à Madeira de fundos atribuídos pelo Governo da República. E Jardim, que já tinha afirmado não ter condições para cumprir o programa de Governo, explicará que essa é a razão da sua saída.
A seguir à reunião de segunda-feira, comunicará a sua saída ao País e depois, a meio da próxima semana, formalizará a demissão junto do ministro da República. Nos termos legais, este convidará o PSD a apresentar um substituto mas o partido que tem a maioria absoluta no Parlamento Regional não vai indicar ninguém para o lugar, forçando a queda do executivo e obrigando a eleições antecipadas na Madeira.
Caberá a Cavaco Silva a marcação do acto eleitoral. De notar que, ao contrário do sistema vigente para as autarquias, as regiões autónomas não dispõem de eleições intercalares. Isto é, o próximo Governo Regional terá mandato para quatro anos.
Jardim será o candidato a este novo mandato, até 2011. O homem que governa a Madeira há 30 anos, conta capitalizar o descontentamento dos madeirenses com José Sócrates, devido aos cortes nos fundos, e reforçar a sua legitimidade, colocando-se ainda ao abrigo de surpresas: sem dinheiro, Jardim veria dificultada a sua reeleição se o mandato actual chegasse a termo.

Ja anda nervoso

Serrão, como sempre, reage com desdém.
Eu sei que ele anda com as calças nas mãos, que o PS há umas semanas a esta parte tem vindo a considerar este cenário e que Serrão anda com um pavor. Não vai ganhar as eleições e ele sabe isso. Não o escondeu em reuniões recentes realizadas na Rua do Surdo. A aposta do PS é tentar retirar ao PSD a maioria absoluta. Mas não querem que o CDS/PP “entre”. Depois dos resultados do referendo, ele percebeu que o eleitorado madeirense tem, uma estrutura própria. O que apavora Serrão é a gestão da lista de candidatos porque acabando as “quintas” de Santa Cruz, Machico, Porto Santo, São Vicente, Ponta do Sol e Porto Moniz, onde será que vão entrar todos eles e ainda os “aristocratas” do Funchal incluindo alguns que nas últimas eleições ficaram fora quando pensaram que iam entrar para o Parlamento? A gente depois fala. Olé se falamos...

sábado, fevereiro 17, 2007

Compreensão lenta?

Só uma episódica situação de compreensão lenta ou uma imprópria avaliação da situação criada, impediu que este caso se arrastasse de uma forma tão decepcionante e polémica. Felizmente que, por intervenção de Marques Mendes, tudo se compôs (?) no plano político, da coerência e da ética. Mas não acredito que seja possível, neste momento, recuperar dos estragos causados. Fica a decisão, nada mais do que isso: "O vice-presidente da Câmara de Lisboa, Fontão de Carvalho, anunciou esta noite que vai suspender por três meses o mandato na autarquia. Apesar do afastamento do seu "número dois", Carmona Rodrigues diz ter condições para continuar à frente do município. No final de uma reunião na Câmara de Lisboa com o executivo camarário e toda a vereação, Fontão de Carvalho disse aos jornalistas que esta foi “uma decisão pessoal”. O autarca recusou-se a entrar em pormenores sobre o processo no qual foi constituído arguido, sublinhando que este se encontra em segredo de justiça e que aguarda a abertura da instrução para se pronunciar" (Publico online).

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Indicações

Já reparei que alguns meios de comunicação social nacionais andam à procura de informações. Eu recordo o seguinte:
- Em Outubro de 2004, em eleições regionais realizadas com base no anterior modelo dos círculos eleitorais concelhios, foram eleitos 68 deputados à Assembleia Legislativa da Madeira (o número de mandatos dependia do número de eleitores inscritos nos cadernos). O PSD totalizou 44 eleitos (+ 3 do que os eleitores em 2000), contra 19 do PS (+ 6), 2 do CDS/PP (igual), 2 do PCP (igual) e 1 do Bloco de Esquerda (menos 1). Com o andar da carroça, surgiram "brigarias" entre os socialistas que perderam dois deputados (de 19 para 17, perderam a presidência de uma das comissões parlamentares, distribuídas proporcionalmente pelos dois principais partidos. A Assembleia da Madeira pasosu a ter 2 deputados "independentes".
- Na sequência da revisão constitucional de 2005 e da nova lei eleitoral regional, ficou definido que o parlamento madeirense passa a ter 47 lugares, número máximo (menos 21 que os actuais) e que estes são eleitos num círculo regional único, deixando de haver os círculos concelhios (11). Este modelo eleitoral coloca aos partidos, sem excepção, desafios novos, particularmente na gestão da lista e na conciliação dos interesses dos grupos de pressão e das tais elites regionais...

"Grande timoneiro"

Esta coisa de andarmos mergulhados na blogoesfera faz com que inúmeras pessoas amigas nos abasteçam o correio electrónico, obrigando-nos a uma escolha criteriosamente seleccionada. Resolvi seleccionar esta imagem - não sei se a conheciam - que mostra o grande timoneiro e o "segurador" do leme. Uma cumplicidade que antes de Março de 2006 - posse do actual Presidente da Republica, de quem sempre recusei ser eleitor e de quem nunca fui apoiante - nada fazia prever, para nem falar no período decorrente entre Setembro de 2005 e Janeiro de 2006 (campanha elitoral presidencial). Eu acho que Cavaco devia colocar um dos seus inúmeros assessores a transcrever tudo o que sobre ele disseram, e quem disse, e transformar isso nuam sebenta de mesa de cabeceira, de consulta obrigatória, ao deitar e ao levantar...

Em causa

Para que se tenha a noção da dimensão do problema acho importante referir duas questões importantes:

- qualquer que seja a decisão de Alberto João Jardim, de certeza absoluta que ele voltará a encabeçar a candidatura social-democrata, para desgosto dos seus adversários, particularmente os socialistas locais;
- para além dos mais de 500 milhões de euros que a Madeira receberá a menos dos fundos estruturais comunitários – por causa da sua passagem ao lote das regiões objectivo 2 - a nova lei das finanças regionais “come” 34 milhões de euros já este ano, “mastiga” mais 55 milhões de euros em 2008, num total que até 2013 - período de vigência da nova lei de finanças regionais, poderá totalizar 420 milhões de euros.

Agradecço ao Sol

Agradeço ao semanário Sol, de quem sou leitor assíduo - mera coincidência - a atenção que me dispensou hoje na sua edição online (já agora agradeço também a referência ao meu blogue):

"Por causa da nova Lei das Finanças Regionais
Jardim poderá demitir-se na segunda-feira

O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, poderá apresentar a demissão na segunda-feira, noticiou a TVI. É a reacção de Jardim à promulgação da Lei das Finanças Regionais Alberto João Jardim poderá anunciar na segunda-feira a sua demissão como presidente do Governo Regional da Madeira. A notícia foi dada esta noite pela TVI, acrescentando o canal de televisão que a causa é a promulgação da Lei das Finanças Regionais por Cavaco Silva.
Com a entrada em vigor das novas regras que, segundo o PSD-Madeira, só este ano cortam em 34 milhões de euros o financiamento da região autónoma, Jardim justificará não ter condições para cumprir o programa eleitoral. O SOL confirmou que está marcada para esse dia uma reunião da direcção do PSD-Madeira e que está também previsto que após essa reunião haverá uma comunicação de Jardim. A confirmar-se a demissão do homem que governa a Madeira há três décadas, estará na calha a convocação de eleições antecipadas. O PSD-Madeira, neste cenário, defendem alguns observadores, sairia com uma legitimidade reforçada, capitalizando o descontentamento com a nova Lei das Finanças Regionais, o que penalizaria o PS. Segundo os mesmos observadores, neste cenário, Jardim será candidato a suceder a si próprio nas eleições antecipadas por si provocadas.
Para além das afirmações de Jardim, que nos últimos meses repetiu não ter condições para governar, existem outros sinais do que estará para acontecer. O vice-secretário-geral do PSD-M, Luís Filipe Malheiro, defendeu em artigos no Jornal da Madeira e no blogue
Ultraperiferias que Jardim provocasse eleições antecipadas. O presidente do Governo da Madeira, recorde-se, foi um vigoroso opositor da nova lei que disciplina as transferências financeiras do Estado para a região. O PSD nacional apoiou-o, requerendo a fiscalização preventiva da Lei das Finanças Regionais aprovada no Parlamento, mas o Tribunal Constitucional julgou improcedentes as dúvidas levantadas. O apelo ao veto de Cavaco Silva, feito por Jardim, também não surtiu efeito e a promulgação da lei tornou inevitável o «apertar da torneira» dos dinheiros transferidos para a região".

Controlo

O Governo de Lisboa enviou à Assembleia Regional um pedido de parecer através do qual pretende controlar as dívidas das Regiões Autónomas obrigando-as a enviar para Lisboa informações sobre "a dívida por elas contraída e sobre os activos expressos em títulos de dívida emitidos pelas administrações públicas".Consta que são exigências da União Europeia mas parece que foi através deste expediente que Teixeira dos Santos descobriu o tal endividamento regional - negado pelo Governo Regional - e que viria a estar na origem da multa de 50 milhões de euros
Curiosamente, o diploma em questão - mais pequeno que uma folha A5 - tem apenas dois artigos e recomenda que estas "informações sejam enviadas electronicamente"...

Solidário

Decida o que decidir, eu estarei sempre com Alberto João Jardim. Nunca senti necessidade de o referir, não tenho necessidade nenhuma de o referir. Mas sempre defendi que entre o aceitar, passivamente, o enxovalhanço permanente que vão tentar em Lisboa e que visa directamente o líder do PSD - e que ele não merece depois de 30 anos de luta pela Madeira e pelo seu Povo - e o agir com dignidade, não há qualquer hesitação, não pode haver hesitação. É bom que as pessoas pensem muito seriamente sobre isso.

Opção

Há uma diferença entre agir com dignidade, correndo todos os riscos – mas política é correr riscos – e optar pelo comodismo do “deixa andar”, tudo para que alguns sobrevivam ou possam tratar de interesses que nada têm a ver com a política. A única coisa que recomendo é o bom senso de se olhar a prazos e de olhar à lógica das datas. Porque quanto ao resto eu já escrevi o que penso e que aliás consta do meu outro blog

Calma

Acalmem-se.
Eu sei que de hoje até segunda-feira vai ser um ”problema”. Mas em política temos que ser realistas. Quando se trata de política, pura e dura, não há lugar a oportunismos ou a estratégias destinadas a garantir a sobrevivência. E quando se trata da dignidade, das pessoas ou da dignidade colectiva de um povo, tudo o resto vale rigorosamente zero!

ECM

Até a ECM anda aos arames?!
Pois é. Despedir 50 pessoas – e vamos a ver se não haverá mais – é sinal de que os tempos já foram melhores. As grandes superfícies colocam desafios crescentes à fábrica madeirense, a par, obviamente, da necessidade de haver uma gestão empenhada, eficaz e moderna. Eu suspeito que ainda vão ouvir falar mais vezes da ECM...

Vergonha

Em Lisboa, onde me encontro, não sei o que vai ser o desfecho desta polémica camarária. Mas sinto que tudo isto é vergonhoso, que em nada abona a favor do PSD e que Marques Mendes, se tivesse cotagem, já tinha exigido decisões. Se o cenário forem eleições antecipadas (intercalares), das duas uma: ou avança Carmona e o PSD leva uma banhada que não há braçadeira que lhe valha, porque são tantos os casos” que ninguém vota nele, ou muda tudo e avança com Santa Lopes, Com Marcelo Rebelo de Sousa ou qualquer outra vedeta, apostando forte. Ou então opte por um daqueles “yuppies” tontos que por ai andam convencido armados em que ganham eleições. Mesmo que não se realizem eleições é mais do que evidente que os lisboetas olham para a Câmara Municipal, e devem sentir-se envergonhados.

Loirices...

Ontem, quando vinha para Lisboa (uma vez mais com a TAP a dar um exemplo de cumprir horários, agora “só” com 60 minutos de atraso...), ouvi uma conversa entre duas ”cubanas” pirosas – daquelas loiras oxigenadas, com idade para serem avozinhas envergonhadas, bem vestidas, malas Vitton que ninguém sabe se compradas na Avenida da Liberdade se adquiridas nesse imenso “shopping” de Carcavelos... – a propósito a Madeira. Como vinham com algumas flores (poucas) naquelas meigas e delicadas patas – finos exemplares da nova burguesia da linha de Cascais (os tais que andam de BMW ou Mercedes na Rua, visons e roupas de marca, mas andam com saldos mais vermelhos que o vermelho nos bancos mais tolerantes...) – e para darem um arzinho da sua graça lá comentavam as duas, falando das flores, que “não fossem as flores e o Jardim ia ver o que lhe acontecia” (a que ponto isto chegou!). As gajas – porque é disso que se trata (quem sabe se daquelas que vêm, ao Funchal em congressos financiados pela Região, encher a pança à custa de almoço ou jantarinhos institucionais que há muito deviam acabar porque estas reuniões não trazem nenhuma mais valia à Madeira) – devem pensar que na Madeira andamos a comer bananas e flores. A minha única dúvida é saber se seriam exemplares menores da linha lisboeta ou se não seriam “pastoras” de uma qualquer terreola do interior que deixaram as botas-de-água, o bordão e o avental no armário e resolveram vestir-se a rigor “made in Carcavelos” e visitar a Madeira nessas excursões de terceira idade. Suspeito que, pelo loiro tão “natural” como a águia oxigenada, e pelo paleio a cheirar a fezes de uma vaca com diarreia, que seriam mais de cá de baixo, da antiga capital de um império que já era!
Já agora, e sobre loiras, deixo estas a estas duas tontas que falei algumas picadelas inofensivas:

COMO FAZER OS OLHOS DE UMA LOIRA BRILHAR? Acenda uma lanterna na orelha dela
***
SABE QUAL A PRIMEIRA COISA QUE A LOIRA FAZ AO ACORDAR? Apresenta-se ao tipo do lado
***
Porque as loiras gostam de relâmpagos? Porque acham que alguém lhes está a tirar fotos
***
Sabe quando uma loira tem dois neurônios? Quando está grávida (de gémeos)
***
O que é que ma morena faz ao lado de uma loira? Trabalha como intérprete

Porco doce...

Um porco vestido a rigor posa para a fotografia, no jardim zoológico de Nanning, a capital da região autónoma chinesa de Guangxi, no Sul do país. O ano chinês do porco, que começa no próximo dia 18, é geralmente considerado um período de abundância e boa sorte. Foto: Jason Lee/Reuters (Publico online). Eu também conheço uns "porcos" que nem vestidos de ouro são tragáveis. Olarila se conheço...

Abraço

Mantova - Um grupo de arqueólogos em Itália encontrou dois esqueletos humanos abraçados, sepultados há 5000-6000 anos (Publico online)

Assim, sim

Acho bem que um ex-Presidente da República "avergue os costados" em, dia de referendo, presidindo a uma mesa eleitoral (aqui, por coincidência, quando a própria filha votava). Sampaio não se esqueceu de que em política os lugares e as mordomias são efémeras. E que quem sai do povo para o poleiro, ao povo regressa.

Fora

Por razões pessoais e familiares, estarei fora da Madeira neste Carnaval. Confesso que não me deixa pesar. Muitos anos depois de uma rotina que se repete todos os anos, e que desconfio não tem o impacto turístico – os hoteleiros que o digam – que por exemplo a Festa da Flor já começa a ter, vou andar pela terra “inimiga”. Também não perco nada porque os tais "candidatos" andam todos de férias e com isso ganha o eleitorado madeirense que consegue uns dias de tranquilidade. Os galos palheiros recolheram aos respectivos galinheiros.

Muito bem

Não tenho por princípio comentar prestações dos meus companheiros com os quais, nos momentos bons ou maus, quer concorde ou discorde, sinto que tenho que estar solidário, inclusivé quando me remeto ao silêncio. Mas confesso que Tranquada Gomes surpreendeu-me, uma vez mais, pela coerência e pela consistência da sua intervenção na Assembleia Legislativa a propósito do estudo sobre a eventual suscitação da ilegalidade da lei de finanças regionais. Pena é que ande a ser posto de ”lado” principalmente quando alguns julgam que essa visibilidade pode prejudicar terceiros. Eu sei que alguns não gostam dele, da frontalidade, da “manhosice”. Mas é uma mais-valia, nem sempre aproveitada como deveria ser.

"Casas do governo"...

A 27 de Fevereiro voltamos a ter a "guerra" do PCP por causa de casas do governo impropriamente atribuídas, ou melhor dizendo, por causa de pessoas que impropriamente estão a utilizá-las e delas beneficiam. Confesso que me intriga a estratégia do PCP para saber o que se passa, realmente, a este nível. Como em tudo na vida, há sempre um começo. E tudo começa pelo..."começo"!

Tontices

É fácil assinar um projecto de resolução elaborado por “terceiros” e querer monopolizar a discussão. A “papinha” feita permite meia dúzia de balelas – depois de tudo já ter sido dito – e ganhar o protagonismo e a visibilidade perdidas. Tudo por causa da disputa do tacho! Na última reunião plenária do Parlamento, depois da aprovação de um requerimento do PSD pedindo um parecer acerca da LFR – talvez por causa da prestação de Tranquada Gomes – houve logo quem recusasse discutir o projecto de resolução do PSD sobre o mesmo assunto e que estava agendado, optando por fazer avançar o do PCP sobre habitações sociais. Pudera, depois do “baile” do recém eleito vogal da Comissão Política, será que algum iluminado laranja teria sequer capacidade para beliscar-lhe o dedo grande do pé?

Cuidado com a objectiva

Um soldado norte-coreano atira uma pedra ao fotógrafo na margem do rio Yalu, perto de Sinuiju. As negociações sobre o futuro do programa nuclear da Coreia do Norte entram hoje no quinto dia. Os pedidos de compensação energética de Pyongyang foram rejeitados e os diplomatas exigem progressos. Foto: Adam Dean/Reuters (Publico online)

Cabeça na neve

Militares da Marinha sul-coreana prestam homenagem aos seus pais por ocasião do Novo Ano Lunar. A Marinha organiza todos os anos cursos intensivos em Pyongchang para preparar os seus soldados contra as agruras do tempo, nomeadamente o frio. Foto: Jo Yong-Hak/Reuters (Publico online)

Beijo debaixo de água

Dois peixes Gourami trocam um beijo no Aquário de Xangai, na China, no Dia dos Namorados. Foto: Nir Elias/Reuters (Publico online)

À procura do mar

Uma tartaruga comum (Caretta caretta) tenta encontrar o caminho para o oceano na praia do Forte, nas costas do estado da Baía. O Projecto Tartaruga do Mar TAMAR trabalha para salvar e conservar esta espécie de tartaruga. Foto: Paulo Whitaker/Reuters (Publico online)

HIV

A imagem poderá tornar-se histórica. Mostra pela primeira vez, com uma nitidez atómica, a ligação entre dois inimigos: uma proteína do vírus da sida (HIV) – a famosa gp120 – e um raro anticorpo com provas dadas para neutralizar o HIV. A proteína gp120 é como uma chave que abre ao HIV as portas das células do nosso sistema imunitário, ao encaixar-se nos receptores CD4 destas células. O anticorpo, chamado b12, é especial: encontra-se só no sangue de pessoas que sobrevivem há muito tempo com o vírus da sida no corpo. Mas o que é que o anticorpo tem de diferente? Por que é mais eficaz face às artimanhas do vírus? A equipa de Peter Kwong, dos National Institutes of Health (NIH), EUA, que publica hoje os seus resultados na revista "Nature", conseguiu finalmente responder a esta pergunta com imagens como esta espectacular fotografia 3D, obtida por cristalografia de raios X. Primeira conclusão: o anticorpo b12 (a fita verde) liga-se à proteína gp120 do HIV (a vermelho) no mesmo local (a amarelo) onde se estabelece a primeira ligação do vírus com os receptores CD4. Ou seja, o alvo do anticorpo b12 é uma parte do HIV que se encontra particularmente vulnerável na altura em que o vírus ataca novas células. Mas, ainda mais importante, é que a ligação com o anticorpo b12 deixa a proteína gp120 inalterada, podendo impedir o HIV de fintar o sistema imunitário. Há muito tempo que os especialistas procuravam um ponto fraco do HIV: uma região exposta e invariável do seu invólucro. “Esta é sem dúvida uma das melhores pistas [para o desenvolvimentos de vacinas contra o HIV] dos últimos anos”, diz Gary Nabel, um dos elementos da equipa, citado por um comunicado dos NIH.
Texto: Ana Gerschenfeld. Foto: NIAID (Publico online)

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Dêm este "exemplo" do Manuel Pinho

Eu acho que deviam dar este "excelente" exemplo ao Manuel Pinho. Talvez na próxima viagem dele à Cochichina ou ao Polo Norte, o homem se lembre de dizer que o mesmo se passa neste país de brandos costumes:
"O construtor automóvel DaimlerChrysler anunciou um aumento de 14,6 por cento dos lucros em 2006, para 3,26 mil milhões de euros, e uma reestruturação na Chrysler, com a supressão de 13 mil empregos. Em comunicado, o grupo automóvel anuncia que em 2007 vai eliminar um turno da fábrica norte-americana de Newark e desactivá-la em 2009 (dois mil empregos actualmente), encerrar o fabrico de camiões em Warren este ano e em 2008 eliminar um turno na fábrica de Saint Louis.Em Dezembro de 2007, vai fechar o centro de distribuição de componentes de Cleveland.O grupo vai reduzir a capacidade de produção da Chrysler em 400 mil viaturas, suprimindo 13 mil postos de trabalho entre 2007 e 2009 (11 mil nos Estados Unidos e dois mil no Canadá), visando o regresso à rentabilidade a partir de 2008".

Economia moderna não é isto?

Electricidade Estática nas Estações de Serviço

Confesso que já recebi esta mensagem por correio electrónico diversas vezes. Não sei se é ou não verdade. Desconfio que sim. Por isso, incluo-a neste espaço:
Com a generalização do Autoabastecimento nas Estações de Serviço, há que advertir as pessoas acerca da produção de incêndios como resultado da electricidade estática, enquanto se abastece de gasolina, o seu carro. Foram investigados 150 casos deste tipo de incêndios e os resultados foram muito surpreendentes.
1-Dos 150 casos, eles ocorreram menos a homens e mais a mulheres, devido ao seu costume de entrar e sair do veículo enquanto se abastece a gasolina.
2-Na maioria dos casos as pessoas haviam entrado novamente nos seus carros enquanto na mangueira ainda estava a correr o combustível (o perigo dos gatilhos nos bocais das mangueiras). Quando o reabastecimento terminou e saíram para retirarem a mangueira, o fogo começou, como resultado da electricidade estática.
3-A maioria dos acidentados usava sapatos com sola de borracha e roupa de fibras sintéticas.
4-Nunca utilize telemóveis quando se abastece combustível.
5-Como sabemos é o vapor que sai da gasolina que arde e causa o fogo, quando entra em contacto com cargas eléctricas estáticas.
6-Em 29% dos casos analisados, as pessoas entraram novamente nos seus veículos e logo de seguida tocaram nas pistolas das mangueiras durante o reabastecimento de gasolina. Isto ocorreu em carros de variadas marcas e modelos.
7-17 incêndios ocorreram antes, durante ou imediatamente após a retirada do tampão do depósito do carro e antes que começasse o reabastecimento de gasolina.
8- A electricidade estática produz-se quando um passageiro fricciona as suas roupas contra o tecido dos assentos, ao entrar ou sair do veículo. Para evitá-lo, é recomendável que NINGUÉM entre ou saia do veículo enquanto se está a realizar o reabastecimento. Somente devem fazê-lo ANTES de começar, ou quando o reabastecimento já terminou e foi colocado o tampão do depósito.
9-REDOBRE AS PRECAUÇÕES se a gasolina se derramou ou salpicou o pavimento junto à bomba. Imediatamente se geram vapores altamente inflamáveis, que podem incendiar-se devido a chispas de electricidade estática, por ligação de equipamentos electrónicos (telemóveis, comandos à distância, etc.) ou pela activação da chave de ignição do veículo. ANTES de pôr novamente em marcha o motor, a gasolina derramada deve ser recolhida ou neutralizada pelo pessoal da estação de serviço.
AO ABASTECER DE GASOLINA.
NO SEU VEÍCULO: Trave-o com o travão de mão, desligue o motor, o rádio e as luzes.
NUNCA: regresse ao seu veículo enquanto está a reabastecer de combustível.
POR PRECAUÇÃO: Acostume-se a fechar a porta do carro ao sair ou ao entrar. Assim se descarregará da electricidade estática ao tocar algo metálico. Depois de sair do carro e logo que fechar a porta

TOQUE A PARTE METÁLICA DA CARROÇARIA, antes de tocar na pistola de combustível. Deste modo a electricidade estática do seu corpo descarregar-se-á para o metal do carro e não para a pistola da mangueira.

Tempo para tudo

Tenho dito, e repito, que considero que para mim há um tempo para tudo. Para estar e para sair. Em Março de 2008, mantendo-se o calendário já aprovado, o PSD terá o seu Congresso Regional. Acho que é uma oportunidade para se deixar o artificialismo. Cada vez mais tenho a convicção de que esse meu tempo se esgota aceleradamente, por ser essa a opção pessoal inalterável. Não quero com isto dizer que deixei de ser solidário com Alberto João Jardim. Nunca. Sê-lo-ei sempre, enquanto ele estiver no partido e na política.

Galos palheiros

Eu sei que o adversário principal para o PSD da Madeira e para qualquer social-democrata, é o PS, o de cá mais o de lá, sobretudo por tudo o que têm feito â Madeira influenciados por objectivos políticos e eleitorais concretos, que têm Outubro de 2008 como calendário temporal. Portanto, moralismos, espertezas saloias, ou recomendações que normalmente funcionam num sentido, comigo não pegam. Acho que é dever dos social-democratas estarem atentos, denunciando o que se passa à sua volta, sobretudo quando se trata, como dizem os brasileiros, de “sacanagem” de uns contra outros, tudo por causa de disputas mais ou menos assumidas e públicas, entre pessoas que se julgam delfins” (muitos deles de coisa nenhuma...). Temos que combater os falos palheiros que no seio do PSD estão por engano ou à procura de poleiro. Não me peçam para ser mais claro, porque recuso sê-lo. Mas tenho-me apercebido – e outros companheiros de partido também disso se aperceberam – que há uma série de “truques” esquisitos nos últimos tempos, de atropelos, de tentativas de marginalização de uns e de valorização de outros, que visam dar protagonismo e imagem a pessoas que vivem obcecadas pelo poleiro, que são reles intriguistas, “respeitáveis” porque ainda parlamentares, e que ultimamente caíram numa situação de ansiosa “orfandade” por causa dos lugares e do protagonismo perdido. Eu acho lamentável que se andem a “comer” uns aos outros, que alguns insistam em campanhas que visam o Vice-Presidente do Governo Regional e, mais recentemente, aqui ou acolá, o próprio Presidente da Câmara do Funchal, duas pessoas que conheço desde a minha infância, ou melhor dizendo, que nos conhecemos desde a nossa infância, aos quais me unem familiares que são comuns e que naturalmente continuo a pensar que serão a solução para o PSD da Madeira quando tal questão se colocar. Sou, fui e serei sempre, adepto de que a única solução para o PSD da Madeira passa por um entendimento franco entre Cunha e Silva e Miguel Albuquerque, e que essa opção tem que ser assumida por quem de direito, quando for o tempo próprio e adequado para isso, até para se acabar de vez com vaidades pessoais, com ambições doentias, com intrigas de gente doente da tola, com determinadas decisões, comportamentos ou factos políticos influenciados pela caça descontrolada ao protagonismo perdido. Há pessoas que não têm a noção do que valem, dos seus limites, do asco e da repulsa que causam em qualquer cidadão consciente e sério e que não podem continuar a andar por aí, prejudicando terceiros, como se apenas pudesse subir a escada atropelando indiscriminadamente tudo e todos. E não abrem ainda mais a “jaca” contra o próprio Alberto João Jardim, porque eventualmente julgam que irão a reboque dele, pois, caso contrário o que dizem em festanças particulares ou em conversas de audiências mais privadas, não deixaria de ser interessantíssimo. Como diz o meu caro amigo Candelária, daria um capítulo do livro!

Cuidado com estes galos palheiros, antes que seja tarde. A solução é "abatê-los"...

Tenham calma..

Confesso que já sabia que algumas pessoas, incluindo amigos meus e correligionários, ficariam (ficaram) “temerosos” quanto ao facto de eu considerar que a opção por eleições antecipadas poderia muito bem ser encarada. Eu não disse que ia acontecer. O que eu escrevi foi que, em meu entender, e depois da decisão presidencial de promulgar a lei das finanças regionais, (reconheço que admiti que Cavaco Silva pudesse promulgar a lei apenas para ela entrar em vigor no final da actual Legislatura), estavam criadas condições para que o cenário de eleições antecipadas (nunca antes de Outubro de 2007) poderia passar a ser encarado sem grandes complexos.
Disse-o e mantenho, mesmo sabendo, tal como referi, que o Presidente do PSD da Madeira já anunciou publicamente (antes da esperada decisão de Cavaco) que não se envolveria num esquema desses, o que respeito e acato sem contestação.
Mas fi-lo porquê?
Vamos por partes:
a) promulgada a LFR, com uma validade que se prolonga até 2013 – salvo uma decisão contrária – o que se esperam são dificuldades financeiras crescentes para a RAM, ainda por cima quando os cortes financeiros, ao abrigo da dita cuja, previstos para 2008 serão superiores aos mais de 30 milhões de euros já cortados em 2007;

b) significa isto que é bem possível que a Madeira fique sem recursos financeiros para cumprir a chamada componente regional relativa a cada investimento financiado pela União Europeia (25 a 30% do total9. Eu lembro, por outro lado, que as obras financiadas por fundos comunitários devem ser pagas prévia e integralmente e depois disso efectuado o adequado encontro para a recepção dos valores respectivos a que cada obra tem direito por financiamento aprovado;

c) é mais do que evidente que, se não for semanal, ou mensal há-de ser com a periodicidade que eles entenderem, que os socialistas em Lisboa vão continuar a “picar” o Governo Regional e Alberto João Jardim porque o grande objectivo deles é a derrota nas eleições regionais de 2008;

d) estamos, pois, perante um denário de desgaste, de enxovalhanço constante por parte de Lisboa, que certamente junto da opinião pública, a prolongar-se no tempo (associada à ideia que aos poucos se vai criado, de que não somos capazes de dar a volta aos problemas e que nem Cavaco Silva, aparentemente o nosso “aliado” natural num diferendo com o Terreiro do Paço nos valeu...);

e) por outro lado, admito que em Lisboa, mesmo junto de gente do PSD, exista a dúvida sobre se o PSD da Madeira continuaria a ser credor do apoio maioritário do eleitorado madeirense, posição que decorre em grande medida da conjugação do natural desgaste que vários anos de poder causa com uma nova lei eleitoral que reduz substancialmente os mandatos e coloca aos partidos desafios novos. Uma vitória com maioria absoluta daria, inquestionavelmente, uma legitimação redobrada, permitindo que Alberto João Jardim, na noite eleitoral de vitória desafiasse Sócrates a fazer o mesmo – teria ele hoje a maioria absoluta que ganhou em Fevereiro de 2005? Mas daria a Cavaco argumentos para intervir, de uma forma mais coerente, sempre que fossem ensaiadas tentativas de prejudicar a Madeira e o Presidente do Governo.


O que eu penso e escrevo faço-o em termos de política pura e dura, a pensar em questões políticas e sobretudo tendo como adquirido que provavelmente existirá uma diferença substancialmente, em termos conjunturais, entre Outubro de 2007 e Outubro de 2008. Neste contexto, e por muito válidos que sejam os argumentos impeditivos (!) de um cenário destes, diz o povo que mais vale enquanto é tempo, do que tarde demais. A minha opinião é esta, repito, influenciada pela promulgação da LFR e pela quase convicção de que seremos sistematicamente bombardeados, até Outubro de 2008, com factos, com quezílias, pequenas e grandes, visando denegrir e fragilizar a imagem da região mas sobretudo do PSD e de João Jardim. Mas, como já referi e repito, como este cenário está posto de parte e não passa de uma tontice de um qualquer “tonto de m...” – argumento que alguns iluminados de pacotilha, frutos de enxertias a martelo, costumam usar, quando não estão frente ao espelho – fica-me o consolo de que estarei por cá quando for o tempo para falarmos.

Zero

Há uma coisa que eu não prescindo: a minha liberdade de pensar e de escrever. Por isso, quando emito uma opinião, faço-o a título pessoal, procurando justificar porque afirmo o que afirmo, de forma concreta, com linguagem fácil. Tudo o resto, as deduções, as interpretações, as tentativas de manipulação, valem o que valem, rigorosamente ZERO!

Incompatibilidades

Consta-me que andam alguns deputados da oposição local a preparar, na Assembleia da República, mais um episódio com naturais repercussões políticas e que provavelmente terão a manipulação adequada à aposta na demonização da Madeira e dos social-democratas. Refiro-me à questão das incompatibilidades, de impor aos deputados regionais as incompatibilidades que os mentores desta iniciativa dizem vigorar com os deputados da Assembleia da República, com os membros dos Governos Central e Regionais e com os deputados dos Açores. Eu não sei se a opção final será avançar com essa proposta na Madeira ou em Lisboa (São Bento), mas que o debate vai voltar e que a opinião pública precisa de saber os motivos de tudo isto, as causas da proposta e os motivos da sua recusa, disso não tenho dúvida.

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Ainda o "Não"

Eu compreendo... O que não percebo é porque se procura encontrar justificações para os votos do "Não" da Madeira. E o "Sim", não é preciso estudar porque votaram assim todos os eleitores que votaram dessa maneira? Afinal, os eleitores que votaram "Não" não tem a mesma legitimidade e a mesma liberdade que os que votaram "Sim"? Porque motivo se pretende o sectarismno de querer transformar o "Não" numa coisa do outro mundo? Deixe-mo-nos de hipocrisias e respeitemos a liberdade e a convicção de cada cidadão, independentemente da forma como votaram no referendo. Que coisa...

Garajau e o recurso

Tive oportunidade de referir neste espaço que o Garajau tinha participado para a Comissão de Acesso aos Documento Admistrativos (CADA) com base num pedido para que a Assembleia lhe facultasse todos os processos relativos aos pedidos de levantamento de imunidade parlamentar aos deputados regionais e/ou pedidos para a constituição de arguidos. O Chefe de Gabinete do Presidente da Assembleia - tudo o que referiu, propositadamente, por mail, ao director do Garajau - foi o tónico para a participação. Agora ficamos a conhecer a decisão da CADA, aprovada por unanimidade em 7 de Fevereiro de 2007, dando razão ao Parlamento. Isto não tem interesse nenhum, porque situações semelhantes já ocorreram no passado, sem estardalhaços. Mas passou a justificar-se uma alusão neste meu espaço - até porque era um dos visados pela participação - a partir do momento em que o assun to foi merecedor de notícia no editorial do referido jornal.

domingo, fevereiro 11, 2007

Contradição? Deixem-me rir...

Tive oportunidade de afirmar hoje à TSF que os partidos na Madeira, depois de um ciclo eleitoral infernal, iniciado com as europeias de 2004 e concluído com as persidenciais de 2006, não querem nem têm condições para se envolverem em referendos, seja de que natureza for. Por outro lado, disse, e repito, os partidos participam em eleições porque são estruturas da sociedade vocacionadas para o debate político, para a conquista do poder ou para a aspiração a tal desiderato. Quando digo que as máqunas partidárias são geralmente acusadas de serem responsáveis pela falta de mobilização das pessoas, principalmente quando se verificam taxas de abstenção elevadas em consultas populares como a de hoje, isso não significa que os partidos não sejam livres de fazerem o que entenderem. Uma coisa foi o refendo de hoje, para os partidos regionais (o PSD, enquanto tal, disse na Madeira que nao se envolveria na campanha do referendo, aliás tal como o fez a nível nacional, independentemente de alguns dirigentes e militantes o terem feito a título pessoal, enquanto cidadãos livres e participativos), outra coisa são as máquinas partidárias postas em movimento, na estrada, enquanto partidos políticos a disputarem lugares no parlamento regional e o poder regional em si mesmo, porque no fundo é essa a razão de ser da existência dos partidos. Por isso não há, não pode haver contradição entre o que eu entendia (e entendo) que deveria ser feito em termos políticos e eleitorais regionais depois da promulgação da lei das finanças regionais - mas que nao será feito - e o que eu afirmei hoje na TSF acerca do distanciamento das máquinas eleitorais regionais do referendo. Não se confunda alhos com bugalhos, ou seja, não se confundam referendos com eleições propriamente ditas. Estamos claros?