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sexta-feira, janeiro 15, 2010

Haiti: um dos mais famosos cirurgiões do mundo já trabalha

Até ao momento chegaram poucos médicos ao Haiti. Sobretudo cirurgiões, que são de momento dos mais necessários. Um dos mais famosos do Mundo já está em Port-au-Prince e socorreu ontem uma bébé de 15 dias de idade que sobreviveu quando a casa ruiu e a mãe morreu.

Haiti: desflorestação, pobreza e instabilidade

Haiti: histórias de sobrevivência

Haiti: até Cuba abriu espaço aéro aos EUA!

Diz o jornalista da TVNet, Rui Maia Pinto, que "Cuba deu autorização aos Estados Unidos para utilizarem o seu espaço aéreo, de forma a que a ajuda aos haitianos se processe de forma mais rápida. Entretano no Haiti sete mil pessoas foram enterradas numa vala comum, mas são os cadáveres que se acumulam nas ruas que estão a preocupar as autoridades. A solidariedade em volta da catástrofe que abalou o Haiti até é capaz de juntar os parceiros mais improváveis. Os Estados Unidos anunciaram esta sexta-feira que obtiveram o consentimento das autoridades de Cuba para utilizar seu espaço aéreo, de forma a que a chegada de ajuda ao país da América Central se faça de forma mais rápida. Este anúncio do acordo com o regime agora liderado por Raúl Castro foi feito pela Casa Branca, que explicou que esta cooperação vai permitir poupar 90 minutos nas viagens que terão se ser efectuadas de Guantánamo para Miami. Isto porque esta base militar norte-americana, que está situada na ilha de Cuba, está a ser utilizada como ponto de passagem dos feridos vindos do Haiti, mas os que chegam em estado mais grave estão a ser transportados para Miami. Esta é uma situação que não é completamente inédita: embora os Estados Unidos e Cuba não tenham relações diplomáticas desde 1961, existe um acordo entre os dois países que permite violações pontuais dos respectivos espaços aéreos em caso de voos de emergência médica. Mesmo assim, o comandante da base de Guantánamo pediu ao homólogo cubano autorização para alargar esse acordo. Entretanto, o Presidente da República haitiano confirmou que já foram enterradas sete mil das vítimas mortais do sismo. René Preval revelou que a solução encontrada foi enterrá-los numa vala comum. No entanto, os cadáveres continuam a acumular-se nas ruas, o que aumenta o risco de epidemia. As temperaturas atingem em média os 30 graus durante o dia, o que faz aumentar os riscos de contágio e coloca ainda mais vidas em causa".
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Haiti: imagens de câmara de vigilância

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Como "desaparece" uma cidade...

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Até parece que Deus castiga demasiado os pobres...

Li aqui que "especialistas receiam que centenas ou mesmo milhares de pessoas possam ter morrido no Haiti devido ao violento sismo de magnitude 7,0 na escala de Richter que atingiu o país na terça-feira. Veja aqui os vídeos da RTP sobre o terramoto. Com informações ainda escassas sobre o número de vítimas devido a dificuldades de comunicações, os poucos relatos referem cadáveres espalhados pelas ruas da capital, Port-au-Prince, que tem cerca de dois milhões de habitantes, e um cenário de destruição num dos países mais pobres do mundo. O palácio presidencial ficou destruído, mas o embaixador do Haiti em Washington informou que o Presidente da República, René Préval, e a mulher, Elisabeth Debrosse Delatour, estão a salvo. A ONU tem uma missão no Haiti que integra uma força militar com 6700 efectivos de 17 países, comandada pelo Brasil, e dois mil polícias, estando numerosos funcionários dados como desaparecidos. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse estar preocupado com a situação naquele país e o enviado especial das Nações Unidas para o Haiti, o ex-presidente norte-americano Bill Clinton, manifestou a sua disponibilidade para fazer "tudo o que seja necessário" para ajudar os haitianos nas operações de "resgate, recuperação e reconstrução". A sede da missão da ONU (MINUSTAH) foi destruída, estando funcionários a socorrer as pessoas presas sob os escombros, entre as quais vários elementos da MINUSTAH, segundo um responsável da agência de auxílio humanitário. "Até ao momento estão dados como desaparecidos muitos funcionários" da ONU, segundo um comunicado do chefe das missões de manutenção de paz da ONU, Alain Leroy. O responsável adiantou pouco depois, em conferência de imprensa, não dispor de qualquer balanço de vítimas humanas. Entretanto, o secretário de Estado francês para a Cooperação, Alain Joyandet, afirmou que cerca de 200 pessoas estão dadas como desaparecidas sob os escombros de um grande hotel de Port-au-Prince, que ruiu. "Disseram-nos que o hotel Montana ruiu. Disseram-nos que havia 300 pessoas no interior e que apenas 100 conseguiram escapar, o que nos preocupa muito", adiantou. "Os militares (da ONU) estão a trabalhar para agrupar os seus meios e evitar eventuais pilhagens de armas", disse o secretário de Estado. O embaixador de Taiwan no Haiti, Hsu Mien-sheng, foi hospitalizado com várias fracturas, depois de a missão diplomática ter ficado completamente destruída, segundo o Ministério dos negócios Estrangeiros de Taiwan. As autoridades haitianas não estão em posição, de imediato, de avançar um balanço de mortos e feridos na sequência deste forte sismo registado terça-feira às 17:00 locais (22:00 em Lisboa). Mensagens de alerta foram dirigidas às diferentes representações do Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA), de forma a preparar uma mobilização em força para socorrer a população do Haiti, segundo uma porta-voz da OCHA, Stephanie Bunker".
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Haiti: 100 mil mortos?

O Presidente do Haiti acaba de admitir há pouco que o sismo poderá ter provocado 100 mil mortos num dos países mais pobres do mundo. O mundo precisa de saber reagir rapidamente em solidariedade a este drama, não com paleio mas com actos.
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A maioria dos oito milhões de habitantes vive com menos de um euro e 40 cêntimos por dia. A situação de pobreza é resultante de três décadas de ditadura de François Duvalier, substituído após a morte pelo próprio filho
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Sismo foi sentido em mais países das Caraíbas
A República Dominicana, que partilha a Ilha de Hispaniola com o Haiti, sentiu o forte abalo, mas as autoridades de Santo Domingo dizem que não há qualquer relato de estragos. Também Cuba, a apenas 60 quilómetros, sentiu o terramoto, mas não há notícia de danos. O sismo foi ainda sentido nas Bahamas.
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Sismo devasta edifícios governamentais em Port-au-Prince
O Sismo foi mais sentido em Port-au-Prince, a capital do Haiti. Vários edifícios governamentais ruíram. Suspeita-se que haja milhares de pessoas debaixo dos escombros.
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Sismo provoca pânico na República Dominicana
O país partilha a Ilha Ispaniola com o Haiti. As imagens captadas por câmaras de vigilância são o testemunho do medo dos habitantes de Santo Domingo. Apesar do susto, o sismo não fez vítimas nem estragos