Mostrar mensagens com a etiqueta barco. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta barco. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, junho 04, 2009

Nova bronca nos Açores: segundo falhanço dos estaleiros de Viana!

Segundo a jornalista Olímpia Granada do Açoriano Oriental, "o prazo para a entrega do Anticiclone à Região, por parte dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), terminou no último dia 31 de Maio e incorre no pagamento de uma multa diária de 20 mil euros a partir do próximo dia 16. Ou seja, de acordo com o previsto contratualmente, os ENVC deveriam ter terminado a construção do segundo navio encomendado pelo Governo Regional dos Açores, para o transporte marítimo de passageiros e viaturas interilhas.No entanto, e ainda conforme previsto no contrato, os Estaleiros portugueses dispõem ainda de um período de carência de 15 dias até que, a partir daí, fiquem sujeitos ao pagamento de penalizações diárias. Assim, segundo o que o Açoriano Oriental apurou, cada dia de atraso na entrega do Anticiclone, a partir do próximo dia 16, implica o pagamento diário de uma ‘multa’ no montante de 20 mil euros. O Açoriano Oriental sabe ainda que a Atlanticoline (empresa de capitais públicos que gere a operação marítima de transporte de passageiros nos Açores ) prepara-se para questionar formalmente os ENVC sobre o incumprimento do prazo na entrega do segundo navio. À partida, contudo, e pelo que o jornal conseguiu apurar, a Atlanticoline terá a intenção de fazer cumprir as penalizações previstas contratualmente. Algo que, de resto, não ocorreu relativamente ao atraso verificado na entrega do navio Atlântida, o que mereceu duras críticas por parte do Tribunal de Contas (TC).Recorde-se que no relatório divulgado em Março último da auditoria realizada em 2008 à Atlanticoline - habilitada pelo Governo Regional a lançar os concursos públicos internacionais para a construção de dois navios -, o TC recomendou que a empresa accionasse as penalidades previstas contratualmente pelo atraso na entrega dos navios. Ainda por apurar estão as responsabilidades nas alterações ao projecto de um gabinete russo, projecto que também apresentava erros, de acordo com documentos. Entretanto, soube-se em Março que o Governo Regional que anunciara, em Abril, a rescisão com os ENVC do contrato relativo ao Atlântida (atrasado cerca de um ano) alegando o incumprimento na velocidade mínima contratada (19 nós a 85 por cento de potência dos motores), deu instruções à Atlânticoline para aconselhar os Estaleiros portugueses a não prosseguirem a construção do segundo navio sem o aval do Instituto Portuário e de Transportes Marítimos (IPTM). Isto porque tinham sido também já detectadas deficiências na concepção deste segundo navio, à semelhança do que se verificava com o Atlântida e que teriam a ver com a estabilidade do ferrie. Posteriormente, o IPTM veio a pronunciar-se pela introdução de alterações aos desenhos do navio. Da parte dos Estaleiros, não foi possível obter declarações sobre esta situação, assim como por parte da tutela.Refira-se, contudo, que o secretário regional da Economia, Vasco Cordeiro, disse na Assembleia Regional que o Governo “não vai actuar com ligeireza” e que só irá tomar uma decisão final (eventual rescisão) sobre o segundo navio quando tiver motivos contratuais. Entretanto, o nosso jornal confirmou que a Empordef - a ‘holding’ do Estado para a Defesa que tutela os ENVC- aguarda a todo o momento a decisão do Tribunal de Braga relativamente à providência cautelar que foi interposta com o objectivo de evitar que sejam executadas pela Região as garantias bancárias previstas pelo incumprimento do contrato do Atlântida (no valor de cerca de 32 milhões de euros, além das indemnizações)".

segunda-feira, maio 11, 2009

Açores tiveram que alugar barco...

Depois do fracasso do negócio da construção, nos estaleiros de Viana do Castelo, de dois navios para as ligações inter-ilhas, o Governo Regional dos Açores parece ter ultrapassado o problema criado. Segundo o Correio dos Açores, o navio Express Santorini já saiu de Lisboa com destino a Ponta Delgada, "iniciando a operação de transporte marítimo de passageiros entre as ilhas a 13 de Maio, conforme anunciado pelo Governo dos Açores. O navio deixou Lisboa após as devidas inspecções e certificações emitidas pelo Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos. A utilização do Express Santorini neste período destina-se ultrapassar as consequências derivadas do incumprimento dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo no contrato de construção do navio Atlântida. Em relação à contratação do segundo navio, a Atlânticoline S.A. tem em análise várias propostas existentes". Saiba mais sobre o barco aqui.

sexta-feira, abril 10, 2009

Açores: governo rescinde contrato com Empordef

***
PSD comenta navio Atlântida
***
Açores não querem navio Atlântida

quarta-feira, março 18, 2009

Açores: outro?

O segundo navio encomendado pela Atlânticoline aos estaleiros de Viana do Castelo já sofreu alterações tal como o Atlântida.

domingo, março 15, 2009

Açores: o "mistério" do novo barco...

Li no Expresso que "o navio novo que o Governo dos Açores encomendou tem mais defeitos do que um velho", ou seja: "O Governo dos Açores prepara-se para receber um navio novo para o transporte marítimo entre as ilhas que tem mais defeitos do que um navio velho. Trata-se do ferry “Atlântida”, um barco para carros e passageiros encomendado em Abril de 2006 pela empresa Atlânticoline aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC). A Atlânticoline é uma sociedade de capitais públicos, criada pelo Governo regional para gerir os transportes entre ilhas. O “Atlântida” devia ter sido entregue em Maio de 2008, mas os problemas de projecto e de execução foram tantos que o prazo de entrega já derrapou para Maio próximo. O maior deles era o da estabilidade em avaria, que se estendeu depois à própria estabilidade intacta (em condições normais). No relatório de Fevereiro do Instituto Portuário e de Transportes Marítimos (IPTM), que supervisiona a segurança dos navios e os certifica, ainda lhe eram apontadas mais de 100 reservas e observações. O navio foi contratado por 40 milhões de euros, mas as alterações introduzidas já fizeram subir o custo para quase 50. Era este o valor total do programa que o Governo dos Açores anunciara em 2006 para dotar o arquipélago de quatro navios novos. Em construção está apenas mais um, também ferry mas mais pequeno, orçado em 10 milhões de euros. Se, às vezes, a vida das pessoas dá um livro, a deste barco dá uma novela. Foi projectado por um gabinete russo, mas assumido pelos ENVC. Os seus erros de cálculo revelaram-se fatais: nos primeiros testes, em Agosto de 2007, verifica-se que não tinha estabilidade em avaria (acidente). Para a corrigir, lastraram-no e reduziram a capacidade de carga do navio de 800 para 600 toneladas (menos viaturas). Foi invocada uma excepção à Convenção de Solas (segurança marítima) para ter menos baleeiras, mas com isso o navio não pode afastar-se a mais de 200 milhas de um porto. E colocaram-lhe a toda a volta um apêndice, uma espécie de “aba” (defensas) que segundo o IPTM pode desequilibrar a descida dos salva-vidas e, consequentemente, lançar os seus ocupantes ao mar. O navio ficou mais pesado e a capacidade de desenvolver velocidade menor. Nos testes seguintes, um ano depois, o peso do navio tinha aumentado em 300 toneladas (10% do seu peso) e o centro de gravidade subira, afectando a tal estabilidade intacta. Foi tirado peso nos superiores e colocado mais lastro. O navio afundou meio metro — e criou-se um novo problema com a altura das rampas de acesso nos portos. As questões foram tantas que fonte chegada ao processo disse que até faltavam os dispositivos de fixação das cadeiras — e isto tendo decks em conta o mar agreste dos Açores! Face à reclamação de que o peso da âncora não era suficiente, foi aumentada a corrente, sem ponderar que em muitas baías do arquipélago não há espaço para tal. No meio do caminho, foi decidido abdicar do combustível Ifo, mais barato, porque não havia os necessários propulsores no mercado. Só a gasóleo, os custos vão disparar. Esta segunda-feira, em mais uma prova de mar, o gerador falhou. Não foi por isso testada a velocidade. Uma nova prova estava marcada para ontem. Não é, pois, por acaso que o anterior presidente dos ENVC, Navarro Machado, interrogado sobre o assunto na Comissão de Defesa em Outubro passado, afirmou que a história do navio era “muito triste” e que incluía “uma série de disparates”. Quem acompanhou de perto a conturbada construção, diz que ele é “sucata” e sem valor transaccionável. Não é essa a opinião do presidente da Atlânticoline, António Raposo. Disse ao Expresso que está à espera de um navio tecnologicamente muito avançado e está disposto a cobrar as penalidades previstas até ao último cêntimo. Mantém para 13 de Maio a sua primeira viagem. Tal como está a situação, só mesmo um milagre de Fátima".






Entretanto, e segundo o Publico, numa notícia intitulada "Atlânticoline nega problemas de segurança", segundo a qual a Atlânticoline "conta receber até 13 de Maio o navio encomendado aos Estaleiros de Viana do Castelo, para fazer a ligação entre as ilhas dos Açores, mas assegurou que só o receberá quando este estiver certificado por todas as entidades competentes.Em comunicado, a empresa refere que "contratou com os Estaleiros Navais de Viana do Castelo a construção de um navio ferry com determinadas características" e conta receber "um navio com essas características" a tempo de participar na operação de 2009, que se inicia a 13 de Maio. "Caso isso não aconteça, existem mecanismos previstos no contrato e na lei geral que estabelecem penalizações e indemnizações pelo não cumprimento de algum ou alguns desses requisitos", acrescenta a empresa que faz a gestão dos transportes inter-ilhas". Leia também aqui mais uma notícia sobre este estranho caso.