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sábado, junho 05, 2010

Educação: "desnorte na 5 de Outubro"

Segundo o Expresso de hoje, um texto de Fernando Madrinha, "o Ministério da Educação não pára de surpreender. Agora, os alunos que atinjam a idade limite da escolaridade obrigatória (15 anos) até 31 de Agosto e que reprovem no 8º ano podem autopropor-se aos exames do 9º. Se passarem, o que é possível com um golpe de sorte — ou com exames da treta, como por vezes acontece —, estarão no décimo ano. Isto quer dizer que, a esse aluno chumbado, o Ministério oferece a oportunidade de fazer não um mas dois anos num só. E de passar à frente dos seus colegas que tenham tido aproveitamento.
Parece anedota. Mas a anedota não fica completa sem se acrescentar que os cérebros da 5 de Outubro se esqueceram deste pormenor: nas datas de exames do nono, pelo menos nas da primeira chamada, os alunos do oitavo ainda estarão em aulas. Como vai o Ministério resolver esta charada, eis a grande curiosidade para as próximas semanas. eja qual for a criativa solução para compatibilizar calendários, não há dúvida de que o ME já não se limita a resolver mal alguns dos problemas que existem: inventa novos problemas sem que se perceba para quê. Aparentemente, quer ver-se livre dos estudantes que se demoram na escolaridade obrigatória mais do que o necessário. Mas se o Ministério considera razoável uma decisão que pode premiar maus alunos em detrimento dos que trabalham, temos aí mais um sinal de desvario, porque a injustiça é flagrante; se parte do princípio de que isso não acontecerá porque um aluno que chumba no oitavo dificilmente passará nos exames do nono ou, passando, não prosseguirá os estudos, convém que o diga abertamente. Para não parecer que brinca, quer com os professores que têm que desencadear a manobra, quer com os alunos em causa e com as respectivas famílias".

terça-feira, fevereiro 09, 2010

sábado, setembro 12, 2009

Colocação de professores: Ministra culpa sindicatos

Segundo o DN de Lisboa, "a ministra da Educação desvalorizou os "problemas" na colocação de professores em Bragança, argumentando que resultam de regras impostas pelos sindicatos, nomeadamente uma lista graduada que "não tem sentido". "É um mecanismo de colocação completamente ultrapassado" e "problemas com a lista graduada sempre houve", lembrou a ministra em Beja, após entregar prémios de mérito aos melhores alunos dos cursos científico-humanísticos, profissionais e tecnológicos da Escola Secundária D. Manuel I. Segundo Maria de Lurdes Rodrigues, o que se passou em Bragança "são pequenos casos que sempre acontecem quando se faz um processo de contratação com esta dimensão, mais de 105 mil professores colocados nesta fase e outros tantos que tinham tido mobilidade na anterior". Professores de Bragança queixaram-se quinta-feira de terem sido mal colocados pelo Ministério, ficando a dezenas de quilómetros de casa enquanto colegas com menos anos de serviço ficaram nas escolas mais próximas. Os docentes vão reclamar, por considerarem que as colocações "foram feitas de forma aleatória, não cumprindo o critério da graduação profissional". A ministra frisou que "se algum professor sente que foi ultrapassado por qualquer razão", nomeadamente "se o tempo de serviço não foi medido de forma que considere a adequada", dispõe de "mecanismos previstos na lei para poder recorrer".
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