Aparelho vai aumentar em 20 vezes a capacidade computacional do Instituto Português do Mar e da Atmosfera e irá permitir uma reacção mais rápida em situações de emergência como incêndios e cheias. Esta sexta-feira foi inaugurado um novo supercomputador do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). O aparelho será capaz de correr os modelos meteorológicos com maior frequência, o que permitirá reagir com mais rapidez a fenómenos extremos, fornecendo informação detalhada no contexto de incêndios florestais e de cheias, adianta Miguel Miranda, geofísico e presidente do IPMA.
“Esperamos que durante o primeiro trimestre deste ano o sistema fique operacional”, diz Miguel Miranda ao PÚBLICO. O supercomputador, em inglês HPC (High Performance Computing), foi baptizado de Atlântico - Sistema de Modelação Oceano Atmosfera de Alta Resolução Espacial e Temporal, está montado na sede do instituto, em Lisboa. O sistema “irá permitir aumentar em mais de 20 vezes a capacidade computacional do IPMA”, adianta um comunicado daquele instituição. O equipamento envolveu “um investimento superior a um milhão de euros”, avança ainda o comunicado. O financiamento veio do Plano de Recuperação e Resiliência. O novo supercomputador vai conseguir, para já, correr modelos meteorológicos quatro vezes por dia e, no futuro, oito vezes por dia. Até agora, o IPMA corria todos os modelos meteorológicos duas vezes por dia e parte dos modelos quatro vezes. Deste modo, o Atlântico vai trazer “uma melhoria em relação ao sistema que actualmente existe”, adianta o geofísico.
