sexta-feira, fevereiro 28, 2014

Aumento de impostos de Gaspar começa a pagar-se agora...

Escreve o Económico que "arranca já no próximo mês o prazo de entrega das declarações de IRS. Saiba o que muda e com o que pode contar, depois da subida de IRS, imposta por Vítor Gaspar. Este sábado começa a entrega das declarações de IRS e este ano é o primeiro em que os contribuintes vão sentir o impacto "do enorme aumento de impostos" aplicado pelo então ministro das Finanças, Vítor Gaspar. Apesar de as deduções à colecta no IRS terem vindo a descer ao longo dos anos, fazendo com que o imposto a pagar aumentasse, o Orçamento do Estado para 2013, trouxe uma reconfiguração do IRS. O número de escalões de IRS foi reduzido e houve um aumento das taxas de IRS a aplicar aos rendimentos e, além disso, reduziram-se de forma drástica as deduções e os benefícios fiscais. Os contribuintes já sentiram durante o ano passado, o aumento das retenções na fonte que são feitas todos os meses, em muitos casos suavizados pelo pagamento de duodécimos, mas este ano quando os contribuintes entregarem as suas declarações de IRS deverão receber menos de reembolso ou pagar mais imposto do que pagavam até aqui. É tempo de somar as facturas recolhidas durante o ano passado e de preencher as declarações, seja em papel ou pela Internet. Os contribuintes não devem deixar tudo para a última hora: evitam-se filas e eventuais problemas informáticos no Portal das Finanças. E deve ter-se em conta que, por vezes, os formulários sofrem alterações, pelo que é necessária atenção redobrada se se utilizarem os antigos formulários como ‘cábula' para o ano seguinte.
O que mudou
Em 2013, o Governo decidiu reformar o IRS e reduziu o número de escalões dos oito para cinco escalões. Com estas alterações veio também o aumento das taxas. Assim, os novos escalões de IRS variam entre 14,5%, para quem ganha até sete mil euros por ano, e 48% para rendimentos anuais acima de 80 mil euros. A parcela a abater ao rendimento colectável também sofreu alterações que fazem subir a factura fiscal. Além do aumento das taxas, os contribuintes terão também de suportar uma sobretaxa de 3,5% no IRS. Mas o acréscimo de taxas não fica por aqui. Quem ganha mais de 80 mil euros por ano terá ainda de pagar uma taxa adicional de 2,5%, que sobe para 5%, quando os rendimentos ultrapassam os 250 mil euros. Isto fará com a taxa de IRS ultrapasse os 50% nos escalões mais altos. Esta sucessão de taxas levou muitos a consideram que o IRS se tornou um imposto confiscatório. As deduções à colecta foram substancialmente reduzidas e há que contar ainda com os tectos globais aos montantes que são deduzidos. Por sua vez, os trabalhadores independentes também saíram penalizados. E recorde-se ainda que as taxas liberatórias aplicadas aos juros, dividendos, ‘royalties' e mais-valias bolsistas passaram a pagar mais imposto: a taxa sobe de 26,5%, para os 28%. Os trabalhadores independentes, como os arquitectos, que estejam abrangidos pelo regime simplificado passarão a ter uma fatia maior do rendimento sujeito a IRS e um aumento da taxa de retenção na fonte. Assim, até aqui o Fisco considerava 30% do rendimento anual ganho como despesa, sujeitando a IRS os restantes 70%, mas agora esta percentagem sobe para 75%"
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Governo avisa ‘troika’ que não consegue estancar dívidas da Saúde

Segundo o Económico, num texto  da jornalista Catarina Duarte , "as dívidas dos hospitais subiram em Janeiro e vão continuar a crescer. Equipa de Paulo Macedo avisou ‘troika’ de que sem mais financiamento não consegue travar a dívida. As dívidas vencidas dos hospitais vão continuar a crescer ao longo deste ano. O Governo sabe disso e já deu nota à ‘troika' da situação. Os números da execução orçamental de Janeiro, divulgados na terça-feira, em plena visita dos credores internacionais a Lisboa, mostram isso mesmo: no primeiro mês de 2014 as dívidas por pagar há mais de 90 dias agravaram-se em 55 milhões de euros (para os 665 milhões), uma tendência que deverá manter-se nos próximos meses. Nas reuniões que decorreram esta semana, no âmbito da 11ª avaliação ao programa de ajustamento, a equipa do Ministério da Saúde informou os técnicos da ‘troika' de que a situação de subfinanciamento dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) implicará necessariamente um novo crescimento das dívidas vencidas (as chamadas ‘arrears'). Os programas extraordinários de regularização de dívidas - primeiro de 1.500 milhões de euros, seguido de outro de 432 milhões - e o reforço do capital dos hospitais (451 milhões de euros) permitiram baixar as dívidas para valores recorde desde a chegada da ‘troika' em 2011, na ordem dos 600 milhões. Mas este efeito foi sol de pouca dura. Com um novo corte no financiamento dos hospitais e sem reforços extraordinários para pagar dívidas "tem de haver acréscimo de dívida, não há outra forma de gerir", diz ao Diário Económico uma fonte envolvida no processo.
Dentro da ‘troika' a mensagem é recebida de forma distinta, com o FMI a ser mais insistente na redução das ‘arrears'. Os próprios relatórios sobre as conclusões da 10ª avaliação, conhecidos na semana passada, mostram posições diferentes nesta matéria. Enquanto o documento do FMI aponta o dedo aos hospitais como os grandes responsáveis pela acumulação de dívidas em atraso no Estado e insiste na necessidade de novas medidas para lidar com o problema, o relatório da Comissão Europeia assume que há um problema de subfinanciamento dos hospitais na base do crescimento das dívidas. Ambas as instituições dão conta da criação de uma nova unidade técnica para monitorizar as dívidas em atraso que reportará directamente ao secretário de Estado do Orçamento, na tutela do Ministério das Finanças. Mas a mesma fonte contactada pelo Económico explica que o problema não está em quem supervisiona: "É uma fórmula matemática. Se temos de reduzir 400 milhões na despesa, se o EBITDA [resultado operacional] dos hospitais é negativo em 150 milhões, mais 100 milhões de despesas de investimento, a juntar a outros 50 milhões de fundo maneio, já temos aqui uma variação negativa de 300 milhões. Não há milagres. A única forma de gerir sem reduzir a oferta [cortar nos cuidados de saúde prestados] é acumular dívidas", explica. A solução pode passar por um reforço da dotação do SNS este ano, uma decisão que cabe ao Conselho de Ministros, mas que para já não está prevista, sabe o Diário Económico.  A agravar a situação está ainda a directiva comunitária que impõe às entidades públicas prazos de pagamento a fornecedores (60 dias no casos das entidades do SNS). Bruxelas não aceitou o pedido de excepção para os hospitais por parte das autoridades portugueses e, se a directiva não for acatada, o caso pode mesmo chegar ao Tribunal de Justiça Europeu e acabar em penalizações financeiras. O Diário Económico questionou o Ministério da Saúde sobre a evolução das dívidas, mas não obteve resposta até ao fecho da edição"

Luigi Valle: um italiano com alma de madeirense

Li no Económico, numa peça assinada pela jornalista Dírcia Lopes   que "a expansão internacional do grupo Pestana quase coincide com os 35 anos anos de experiência que Luigi Valle contabiliza no sector do turismo. O ano de 1978 ditou a entrada de Luigi Valle para os quadros do grupo Pestana, numa altura em que a estratégia dos donos da cadeia hoteleira passava apenas pela Região Autónoma da Madeira. De acordo com o agora administrador do grupo, na década de 70 não estava definido um plano de crescimento, mas sim "uma ideia muito clara de manutenção daquilo que já existia". O percurso profissional do gestor - que se assume como "italiano e madeirense porque nasci na Madeira" - fica marcado pela parceria feita pelo então pai de Dionisio Pestana com o grupo Sheraton, dono de um dos hotéis estrangeiros instalados no arquipélago, de onde recebeu toda a experiência de trabalhar com uma cadeia internacional. O estatuto de multinacional do grupo surge com a entrada de Dionísio Pestana que definiu que, além da Madeira, a marca Pestana seria "exportada" para Portugal Continental, neste caso para o Algarve, e depois para África, com a primeira unidade em Moçambique. A par da internacionalização veio também a entrada no segmento dos casinos, já que o grupo participou na OPV da ITI, em 1987, que ditou a concessão do Casino da Madeira. Luigi Valle recorda que a falta de conhecimento deste negócio levou a que tenha viajado "nove vezes para Las Vegas" com o presidente do grupo para ganharem experiência. A entrada do grupo no mercado brasileiro, em 1999, trouxe nova experiência profissional para Luigi Valle. Isto porque "em 2000 foi-me pedido que fizesse o acompanhamento da operação no Brasil". Hoje, passados estes 35 anos, resume a chave do sucesso Pestana com o facto de se tomarem "decisões para beneficiar o crescimento do grupo".

Grupo Pestana quer aumentar presença na Europa para 10 hotéis

Segundo o Económico, num texto da jornalista Dírcia Lopes, "o grupo Pestana definiu como estratégia reforçar o estatuto multinacional que tem vindo a conquistar nos últimos anos. A Europa está no centro dessa expansão em que o objectivo, até 2020, é para se atingir dez unidades com a marca Pestana. Em entrevista ao Diário Económico, o administrador e COO do grupo liderado por Dionísio Pestana, Luigi Valle, revela que "nesta década a perspectiva para a Europa é contarmos com, pelo menos, dez unidades. Já estamos em Londres, Berlim, Barcelona e temos a possibilidade de chegar a outras cidades". Com base nesta estimativa, a maior cadeia hoteleira portuguesa acaba de conquistar o 16º país com a entrada na Holanda, onde irá investir 35 milhões de euros no Pestana Amesterdão. Esta unidade vai contar com 157 quartos e estará em funcionamento em 2016. Luigi Valle realçou que esta estratégia para a Europa, definida há quatro anos, acaba por replicar a actuação do grupo no Brasil, onde está prestes a contabilizar uma dezena de hotéis com a abertura no Rio de Janeiro de mais uma unidade, o Pestana Rio Barra. Com esta estratégia, a mesma fonte garante que a cadeia hoteleira está mais perto de atingir a meta das 100 unidades que tem sido defendida pelo presidente do grupo, Dionísio Pestana. "Já estamos na casa dos noventa. Se vier a ser concretizado o que está agora a ser negociado chegamos às dez unidades na Europa e vamos aumentar o número de empresas na América do Sul" garante o administrador do grupo madeirense. Pelo que Luigi Valle antecipa que "o objectivo das 100 unidades é atingido nos próximos três a quatro anos". Sobre a América Latina, Luigi Valle reafirmou que "temos interesses em determinados países como no Uruguai, Chile, Perú. Mesmo na Colômbia queremos ter mais unidades porque o país está a ter um desenvolvimento muito forte e positivo".
Oportunidade para mais hotéis de cidade no Brasil
O reforço no Brasil - que hoje representa 14,5% das vendas - está também no plano estratégico do grupo Pestana, já que "é um país tão grande em que vamos a caminho das dez unidades, mas que se aparecerem outras oportunidades com certeza que estamos interessados", garante o gestor. Feitas as contas, Luigi Valle admite que além da unidade já existente em São Paulo "se o grupo Pestana tiver duas ou três hotéis em São Paulo não é nada negativo, antes pelo contrário. A mesma coisa no Rio de Janeiro. A oferta nestes dois estados é insuficiente", pelo que ainda há espaço para crescer, sobretudo na categoria de hotéis de cidade, para captar clientes do segmento ‘corporate'. Até concretizar este reforço da oferta, o grupo garante que já está a retirar proveito da realização, em Junho deste ano, do Mundial de Futebol no Brasil e irá beneficiar também dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016. Isto porque, de acordo com o responsável "já há hotéis esgotados". Luigi Valle revelou que "os dois eventos vão ser bastante importantes para as unidades do grupo no Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Natal e também Curitiba. Já temos taxas de ocupação muito altas nessas unidades por causa destes eventos".

Luigi Valle: “Temos o grande objectivo de crescer também em Nova Iorque”

Li no Económico, num texto da jornalista Dírcia Lopes  que "já com 41 anos de presença no mercado, o grupo Pestana assume-se como a maior cadeia hoteleira portuguesa. Em entrevista ao Diário Económico, o administrador do grupo, Luigi Valle, realça que, apesar do clima de crise no ano passado, foi possível acrescentar mais 10% às receitas de 2012, que ascenderam a 386,3 milhões de euros.
A estratégia de crescimento será através de hotéis de raiz ou da exploração de unidades já existentes?
- Pode ser as duas coisas. O grupo Pestana há 25 anos não tinha essa perspectiva. Agora estamos entre os 25 maiores grupos a nível da Europa e entre os 100 maiores a nível mundial. Hoje certos operadores falam connosco com a perspectiva de ficarmos com a operação das unidades, como aconteceu em Marrocos, Cuba, Bogotá na Colômbia. E mesmo em Portugal em que nos ofereceram activos como o hotel de Lisboa, Vilasol no Algarve e o Colombos em Porto Santo. Não será só a construir novas unidades, mas também podemos tomar em consideração a operação de outras unidades que já existem.
Em Portugal onde serão as novas aberturas?
- Já começámos em Dezembro do ano passado as obras da Pousada do Terreiro do Paço que irá arrancar em 2016. Está definido que vamos abrir no próximo dia 1 de Abril a Pousada da Serra da Estrela, na Covilhã, um investimento da Enatur de 15 milhões de euros. Mas o que vai acontecer a curto prazo, é a apresentação de novas unidades num dos locais onde está definido o crescimento, a América do Sul, a par do grande objectivo de crescer também em Nova Iorque.
Como é que o grupo contornou a crise?
- Antigamente quando perguntavam como estava o grupo era fácil de responder. Hoje, por exemplo, com o aumento do IVA na área da restauração, há dois anos, tivemos de tomar em atenção esse aumento em que perdemos uma percentagem muito alta de milhões de euros que não foi possível repercutir nos preços. Em 2011 e 2012 os resultados em Portugal não foram bons. Em 2013 tivemos um grande crescimento. Já com as participações das novas unidades em operação no ano passado - Casablanca, Miami e Porto Santo, sem ainda contar com Cayo Coco (Cuba) e Barcelona - em termos percentuais tivemos um crescimento de 10% no ‘total revenue'. O crescimento deste ano foi sobretudo com os estrangeiros porque os portugueses tiveram investimentos em férias bastante mais baixos.
Em quanto reforçaram as taxas de ocupação?
- Houve um crescimento médio de ocupação de mais 5%/, sendo que o Pestana Chelsea Bridge (Londres) foi o melhor e que ultrapassou os 90% de ocupação. Mas houve outras unidades como o Pestana na Ilha da Madeira que ultrapassaram os 85%. Em termos de receitas os maiores crescimentos percentuais foram na Europa com mais 14%, África, mais 14% e na Madeira, que cresceu 10%"

Humor de Henrique Monteiro: era vinho, meu Deus...

fonte: Henricartoon

Mais trapalhada?

fonte: Sol

A pouca vergonha do costume, o gamanço do costume. Mas o "povedo" paga esta porcaria toda

fonte: DN de Lisboa

Madeirense Carolina Catanho hoje em destaque no jornal "A Bola"


Unidades de cuidados intensivos lotadas

A maioria das unidades de cuidados intensivos estão lotadas nos hospitais do norte do país. Por causa disso, os hospitais estão a recusar doentes.


Trabalhadores do BCP aceitaram cortes salariais

Os trabalhadores do BCP aceitaram os cortes salariais para evitar o despedimento coletivo. A maioria dos sócios dos sindicatos dos bancários que integram a Federação do Sector Financeiro pronunciou-se favoravelmente à aplicação dos cortes salariais, que deverão ocorrer até ao final do primeiro semestre de 2014. No fim de 2013, a administração do BCP e os sindicatos chegaram a um pré-acordo para um corte temporário dos salários: 3% a quem ganha mais de mil euros brutos, aumentando de forma progressiva até aos 11%, para vencimentos de 7 mil euros ou mais.


UTAO diz que Portugal deve ter cumprido meta do défice

Portugal deverá ter cumprido o défice de 5 por cento acordado com a troika para 2013. A unidade que dá apoio ao Parlamento, UTAO, alertou no entanto para a existência de riscos porque ainda faltam apurar alguns dados. Na análise à execução orçamental de Janeiro, os técnicos de apoio ao parlamento calcularam que o défice do ano passado terá ficado entre 4,8 e 5,2 por cento da riqueza produzida pelo país. A UTAO sublinhou que a redução do défice se deveu à receita fiscal e contributiva arrecadada, e também à queda na despesa com juros. O défice público será oficialmente divulgado no final do mês de março pelo Instituto Nacional de Estatística.


Hotéis da Madeira recuperam ocupação no carnaval

A ocupação hoteleira para o carnaval na Madeira atingiu os 70 por cento.  Trata-se de um aumento de quase 13 por cento em relação ao ano passado.


Estado português tem mais de 12.000 milhões de euros “parados” no BCE

fonte: Público

Só 8,5% dos investidores aceitaram reembolso antecipado de dívida...

Segundo o jornalista  do Público, PEDRO CRISÓSTOMO, a "recompra de obrigações permite poupança de 21,1 milhões em juros. Reembolsos de dívida em Outubro deste ano e em Outubro de 2015 baixaram para 14.119 milhões. Portugal baixou nesta quinta-feira a dimensão da sua “almofada” financeira ao antecipar o pagamento de uma parte da dívida pública que tem de amortizar este ano e em 2015. Mas conseguiu, ao mesmo tempo, aliviar a pressão sobre os empréstimos a reembolsar quando já não estiver a receber financiamento da troika. Num leilão de dívida pública realizado na manhã desta quinta-feira, o Tesouro sugeriu aos investidores antecipar a amortização de títulos de dívida que vencem em Outubro deste ano e em Outubro de 2015. No entanto, Portugal só conseguiu que fosse antecipado o pagamento de 8,5% desses títulos de dívida. Embora o IGCP – Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública não tivesse definido um montante indicativo para a recompra de títulos, fazendo depender esse valor das condições do mercado, Portugal tinha para amortizar 15.438 milhões de euros nestas duas linhas de obrigações. E, deste montante, só antecipou a amortização de 1319,8 milhões de euros. Assim, de um montante de 6189 milhões de euros de dívida que vencia em Outubro de 2014, o Estado amortizou agora 293,2 milhões; ao mesmo tempo, dos 9249 milhões de euros dívida que venciam em Outubro de 2015, o Estado antecipou o pagamento de 1026,6 milhões. Com isto, conseguiu uma pequena poupança em juros, uma vez que antecipou o pagamento da dívida em oito meses e em 20 meses.
A operação realizou-se através da recompra de dívida, uma espécie de leilão de dívida “invertido”, em que aos investidores coube apresentar ofertas de preço pelos títulos de dívida, ficando nas mãos do IGCP a decisão de aceitar ou não as propostas. O Tesouro recomprou duas linhas de obrigações com maturidades diferentes: a maior fatia da dívida recomprada — de 1026,6 milhões de euros — foi em obrigações do tesouro que venciam em Outubro de 2015 (e pelas quais o Estado paga um cupão anual fixo de 3,35%); a este montante somam-se 293,2 milhões de euros em obrigações que teriam de ser amortizadas em Outubro próximo (com uma remuneração anual bruta de 3,6%). Em causa estiveram as mesmas linhas de títulos que foram alvo de uma operação de troca de dívida em Dezembro. Na altura, o Estado conseguiu um adiamento (para Outubro de 2017 e para Junho de 2018) de 6642 milhões de euros que venciam precisamente em Outubro deste ano e em Outubro de 2015. Agora, graças a uma “almofada” que cobre as necessidades de financiamento deste ano e que começa a pré-financiar o ano de 2015, o Governo procurou baixar o custo de manter este excedente. Os resultados publicados pelo IGCP mostram que a oferta foi superior ao montante amortizado nos títulos que venciam em Outubro de 2014, enquanto nos títulos que teriam de ser amortizados no próximo ano o montante recomprado foi igual à oferta colocada a leilão. No primeiro caso, as propostas chegaram a 349,8 milhões de euros, o que significa que o montante colocado ficou 56,5 milhões de euros aquém. Já nos títulos que seriam amortizados em Outubro do ano seguinte a oferta foi de 1026,6 milhões. Para o analista Filipe Silva, director da gestão de activos do Banco Carregosa, “Portugal conseguiu aliviar um pouco a pressão nos reembolsos que terá que fazer, mais em 2015, que foi a linha em que o montante recomprado foi mais significativo”. Mas, “ainda assim, a operação teve uma dimensão muito pequena e quase não terá impacto”, diz, num comentário enviado às redacções. A redução nos juros ascendeu a cerca de 21,1 milhões de euros, um ganho que o analista considera marginal. A poupança, sendo “muito pequena”, só será útil caso o Estado “não precise de voltar a emitir dívida para ‘repor’ estes montantes” agora amortizados. “Na emissão que vence no final de 2014 a poupança de juros foi de 758 mil euros, o que é insignificante. Na emissão que vence em 2015, a poupança dos juros nestes dois anos (2014 e 2015) será de 20,4 milhões de euros”. Ricardo Marques, analista da IMF (Informação Mercados Financeiros), explica à Reuters que, com esta operação, o Tesouro “pagou antecipadamente dívida de 2014 e 2015, poupando juros e “abatendo desde já parte destas dívidas”. Mas nota o “pouco interesse nas obrigações do tesouro de 2014”, títulos que os investidores não terão “grande vantagem” em vender. “O que se retira daqui é que os investidores não têm pressa em desfazerem-se das posições que detêm em dívida portuguesa, no curto prazo”, completa, por seu lado, Filipe Silva. Para testar a confiança dos mercados e construir uma almofada de financiamento para este ano e o próximo, Portugal realizou nos dois primeiros meses do ano emissões de dívida a cinco e a dez anos. Segundo dados da Reuters, as taxas de juro implícitas às obrigações a dez anos transaccionada no mercado secundário (onde podem ser trocados títulos de dívida dos Estados entre investidores) mantiveram-se estáveis, nos 4,8%".


Jornalistas contra testes de álcool

Escreve o Sol que "a redacção do Correio da Manhã prepara-se para exigir a retirada da proposta de regulamento interno que obriga os trabalhadores a fazerem testes de alcoolemia. Segundo fonte do CM, os jornalistas entendem que o departamento de recursos humanos da Cofina, que lançou este documento, deve apresentar de imediato um pedido de desculpas por danos causados à imagem dos trabalhadores e das publicações do grupo. A Cofina, proprietária daquele diário, detém ainda o Record, o Jornal de Negócios, a TV Guia e a CMTV, estando previsto que o futuro regulamento abranja todos os seus trabalhadores. Num email enviado a todos os funcionários, os responsáveis do departamento de recursos humanos explicaram que o objectivo da nova medida é “evitar que a prestação do trabalho seja prejudicialmente afectada pela influência do álcool”. Para isso, o regulamento ‘Prevenção e Controlo do Consumo de Bebidas Alcoólicas’ prevê “testes aleatórios a realizar com um alcoolímetro oficialmente homologado”. De acordo com o documento, a que o SOL teve acesso, os serviços médicos da empresa indicarão «periodicamente, por escrito, os nomes dos colaboradores sorteados de forma aleatória». O regulamento institui ainda que os testes “são de realização obrigatória, sendo a sua recusa passível de processo disciplinar”. É considerado teste positivo sempre que a taxa corresponda a 0,5g/l de álcool no sangue, sendo o trabalhador, nesse caso, observado por um médico de Trabalho “no sentido de avaliar qualquer tratamento que o colaborador tenha que efectuar”. O funcionário que apresente teste positivo poderá incorrer em infracção disciplinar".

La alimentación y la agricultura en cifras

La FAO recopila y difunde estadísticas sobre alimentación y agricultura de aproximadamente 245 países y 35 regiones desde 1961 hasta la actualidad. Las estadísticas agrícolas son la base de las políticas y la toma de decisiones, desde dónde invertir o qué cultivar, o saber si la población dispone de alimentos suficientes. Esta infografía muestra solo una parte de todos los datos recopilados, para más información visite FAOSTAT (fonte: FAO)

Ucrânia: La suntuosa villa del fiscal de Yanukóvich

La caída del presidente ucraniano pone al descubierto la vida palaciega que llevaban algunos de sus asesores (fonte: El Pais)