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sexta-feira, fevereiro 07, 2014

ONU apela a ajuda alimentar para 530 mil pessoas na Mauritânia



A ONU e outros parceiros da Mauritânia lançaram hoje em Nouakchott um apelo para a recolha de 107 milhões de dólares para fornecer ajuda alimentar de emergência a 530.000 pessoas neste país do Sahel. "Para a Mauritânia, o plano visa mobilizar 107 milhões de dólares para dar assistência a 530.000 pessoas", indica um comunicado divulgado no final de uma missão conjunta realizada por delegados do gabinete da ONU para a coordenação dos assuntos humanitários (OCHA) e parceiros árabes e turcos. Os membros da missão lançaram esta semana "um plano para três anos de resposta estratégica regional para o Sahel", que inclui a Mauritânia, adianta o texto. A ajuda destina-se a 470.000 mauritanos, entre os quais 30.000 crianças, bem como a mais de 60.000 refugiados malianos. Além da OCHA, a missão incluía representantes da Liga Árabe, da Organização de Cooperação Islâmica, assim como dos Emirados Árabes Unidos, do Kuwait, do Qatar e da Turquia. (Fotos Lusa) (SIC)

Cinquenta mil crianças podem morrer de fome no Mali em 2014



Cerca de 50.000 crianças podem morrer de fome no Mali durante 2014 se não receberem tratamento nutricional adequado, estima o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). No total, mais de três milhões de pessoas têm problemas alimentares no Mali, a maioria no norte do país palco de um conflito armado entre 2012 e 2013. (Fotos AP) (SIC)

terça-feira, fevereiro 04, 2014

Uma em cada oito pessoas vai para a cama com fome



Segundo a TVI, “Angola está entre os três países com pior alimentação, em particular devido ao custo dos alimentos e à volatilidade dos preços, revela um índice divulgado que coloca Holanda, França e Suíça como os três melhores. O índice «Good Enough to Eat» (Suficientemente bom para comer), elaborado pela organização não-governamental Oxfam, avalia a situação alimentar de 125 países do mundo tendo em conta quatro questões: se as pessoas comem o suficiente, se as pessoas conseguem pagar os alimentos, se os alimentos são de qualidade e quais os malefícios na saúde provocados pela alimentação (obesidade, diabetes). No topo da lista dos que melhor comem estão os holandeses, os franceses e os suíços, enquanto no último lugar está o Chade, antecedido da Etiópia e de Angola, ambos na penúltima posição.
Portugal ocupa a 8ª posição, ex-aequo com a Irlanda, Itália, Luxemburgo e Austrália
Todos os 20 melhores países são europeus exceto um (a Austrália), sendo a ausência de desnutrição e o total acesso a água potável os fatores que mais pesam na sua classificação. Entre os 30 últimos, há 26 países africanos (incluindo Angola e Moçambique) e quatro asiáticos, Laos, Bangladesh, Paquistão e Índia. No caso de Angola, os fatores que mais pesam na classificação são o custo dos alimentos e a volatilidade dos preços da comida, a que se soma a má diversidade nutricional e o reduzido acesso a água potável. «Angola sofre o nível mais alto de volatilidade dos preços de todos os países no índice, exceto o Zimbabué», alerta a Oxfam, explicando que os preços elevados dos alimentos impõem um enorme custo humano aos pobres do mundo, que gastam até 75% dos seus rendimentos em comida. A classificação de Angola no critério da volatilidade dos preços, acrescenta a organização, «reflete a inflação elevada e instável que tem afetado toda a economia do país na última década, tornando difícil aos angolanos poupar e pagar necessidades básicas, incluindo alimentos». No que diz respeito à qualidade dos alimentos, a Oxfam explica que 60% das dietas dos angolanos se baseiam em simples hidratos de carbono e quase metade da população não tem acesso a água potável para preparar os seus alimentos em segurança e com condições de higiene. Entre os restantes países de língua Portuguesa, Moçambique está na 118ª posição, sobretudo devido à falta de diversidade nutricional e ao reduzido acesso a água; enquanto a Guiné-Bissau está no 88º lugar, São Tomé e Príncipe no 77ª, Cabo Verde no 57ª e o Brasil no 25ª. No comunicado em que apresenta o índice, a Oxfam, sediada em Londres, recorda que um em cada oito cidadãos do mundo «vai para a cama com fome todas as noites, apesar de existir comida suficiente para toda a gente». «O consumo excessivo, a má utilização dos recursos e o desperdício são elementos comuns de um sistema de deixa centenas de milhões sem nada que comer», sublinha o comunicado que a Lusa cita”.