Garante o Jornal I que "mesmo assim, cerca de 56% não aderiram ao protesto. Maioria diz que a greve traz mais custos que benefícios. As greves gerais devem fazer-se? Devem. Mas estes protestos prejudicam o país? Com certeza que prejudicam. Se, por um lado, 63,5% dos inquiridos no barómetro i/Pitagórica aplaudem a paralisação conjunta da CGTP e da UGT a 27 de Junho, por outro, a grande maioria (64,8%) admite que estas acções acarretam consequências para o país. Questionados sobre se aderiram ao protesto, quase 56% dos inquiridos dizem que optaram por ir trabalhar na quarta greve geral com que o actual governo foi confrontado. Mais de seis em cada dez inquiridos vêem com bons olhos a convocação conjunta da paralisação, cuja adesão, apesar de ter sido considerada "forte" pelos promotores, não foi contabilizada em números oficiais pela CGTP. A UGT limitou-se a dizer que mais de 50% dos trabalhadores aderiram, enquanto o governo preferiu insistir na mensagem de que o país não esteve parado. O resultado do barómetro de Junho mostra que 32,8% dos inquiridos concordaram com a greve e que 30,7% - o valor mais expressivo - "concordou totalmente" com o protesto. Uma parcela reforçada pelos inquiridos do sexo feminino da classe média alta, precisamente as que mais sublinharam a concordância com a greve. A reprovar a acção estão, no entanto, 31,4% dos participantes (dos quais 14,3% "discordam totalmente").
QUANTO CUSTA A GREVE
Há entre os participantes no barómetro a consciência de que a paralisação tem consequências, não só para os trabalhadores - desde logo com o corte salarial -, mas também para a economia. Confrontados com a questão sobre se uma greve geral trará mais benefícios ou prejuízos, 64,8% não hesitam em apontar que os custos de uma greve geral suplantam o eventual benefício que a mesma possa trazer - através da revisão das políticas laborais adoptadas pelo governo, por exemplo. Mesmo aqueles que se põem numa posição indiferente, dizendo que um protesto desse género não prejudica nem beneficia o país (19,5%), superam mais de seis pontos aqueles que admitem ver uma luz ao fundo do túnel em consequência da paralisação (apenas 13,1% consideram que parar o país representa uma mais-valia).
QUANTOS FORAM À GREVE?
O barómetro i/Pitagórica procurou também saber, entre os 503 inquiridos, quais tinham aderido à paralisação de 27 de Junho e quais tinham optado por cumprir o habitual dia de trabalho. Neste campo, houve 55,7% de trabalhadores que não se reviram nas palavras de ordem que levaram à convocação da greve geral, dos quais 20,3% são funcionários públicos e 35,4% trabalhadores do sector privado. A percentagem de inquiridos que participaram na marcha entre o Rossio e o parlamento - ou que pelo menos não foram trabalhar, mostrando dessa forma a solidariedade com quem esteve na rua a mostrar o seu descontentamento em relação ao governo - não vai além dos 9,1%. Houve ainda 35,3% dos participantes que disseram estar desempregados, ser reformados ou estudantes"
QUANTO CUSTA A GREVE
Há entre os participantes no barómetro a consciência de que a paralisação tem consequências, não só para os trabalhadores - desde logo com o corte salarial -, mas também para a economia. Confrontados com a questão sobre se uma greve geral trará mais benefícios ou prejuízos, 64,8% não hesitam em apontar que os custos de uma greve geral suplantam o eventual benefício que a mesma possa trazer - através da revisão das políticas laborais adoptadas pelo governo, por exemplo. Mesmo aqueles que se põem numa posição indiferente, dizendo que um protesto desse género não prejudica nem beneficia o país (19,5%), superam mais de seis pontos aqueles que admitem ver uma luz ao fundo do túnel em consequência da paralisação (apenas 13,1% consideram que parar o país representa uma mais-valia).
QUANTOS FORAM À GREVE?
O barómetro i/Pitagórica procurou também saber, entre os 503 inquiridos, quais tinham aderido à paralisação de 27 de Junho e quais tinham optado por cumprir o habitual dia de trabalho. Neste campo, houve 55,7% de trabalhadores que não se reviram nas palavras de ordem que levaram à convocação da greve geral, dos quais 20,3% são funcionários públicos e 35,4% trabalhadores do sector privado. A percentagem de inquiridos que participaram na marcha entre o Rossio e o parlamento - ou que pelo menos não foram trabalhar, mostrando dessa forma a solidariedade com quem esteve na rua a mostrar o seu descontentamento em relação ao governo - não vai além dos 9,1%. Houve ainda 35,3% dos participantes que disseram estar desempregados, ser reformados ou estudantes"