Segundo o Jornal I, um "barómetro revela que PS, PSD e BE não são dirigidos pelos políticos mais populares do partido. António Costa, Rui Rio, Paulo Portas, Jerónimo de Sousa e a dupla Francisco Louçã e Ana Drago (a manter-se a estrutura de dois líderes no Bloco de Esquerda) - se dependesse dos inquiridos a escolha dos líderes partidários, seriam estes os rostos aos comandos de cada um dos principais partidos portugueses. Quase 30 pontos marcam a distância entre António José Seguro e António Costa, no PS, com o segundo a descolar nas escolhas dos inquiridos para a liderança do partido, ao atingir um novo máximo de preferências. O presidente da Câmara de Lisboa tem agora 49,2% dos votos, ficando cada vez mais distante do líder efectivo dos socialistas. Reeleito secretário-geral do PS em Abril, Seguro até recupera dois pontos, um valor insuficiente para se aproximar de Costa. Assis (9,7%) e José Sócrates (6,5%) são as sugestões que ocupam os lugares seguintes, mas há 18% dos inquiridos que não sabe ou prefere não indicar a sua opinião, algo que não alteraria os lugares cimeiros da tabela. Se, no PS, o líder efectivo do partido é mantido na segunda posição das preferências, no PSD, Pedro Passos Coelho (com 18% de escolhas atribuídas) é remetido para o terceiro lugar da tabela. Isto depois de ter já sido o quarto nome da lista (em Janeiro, quando ficou também atrás de Paulo Rangel). Rui Rio - que em Outubro ficou uma décima atrás de Manuela Ferreira Leite - mantém-se este mês como líder preferencial dos 503 inquiridos, apesar de vir reduzindo a sua margem para os restantes nomes desde Março e de recolher este mês 30,7% das escolhas. Para os sociais-democratas, há 17,3% dos participantes no barómetro cuja resposta não é apresentada, um dado que poderia alterar os rostos que ocupam os dois primeiros lugares, apesar de Rui Rio ter sido desde o início uma espécie de líder incontestado. Paulo Portas é, a par de Jerónimo de Sousa (PCP), um líder revalidado pelos inquiridos do barómetro. O centrista recebe em Junho 46,5% dos votos (a terceira melhor classificação até ao momento) e sobe quase dois pontos em relação a Maio. É incerto o impacto que a crise política no governo terá nesta classificação - num episódio que deve a Paulo Portas um contributo ímpar -, uma vez que os inquéritos foram realizados entre os dias 28 de Junho e 2 de Julho, dia em que o ministro apresentou a sua demissão. Atrás de Portas surgem Nuno Melo (16,2%) e Ribeiro e Castro (16,2%), sendo que 24,8% dos inquiridos não submeteu resposta. No PCP, Jerónimo de Sousa desce em Junho para os 41,6% de preferências (vindo dos 44,4% de Maio), enquanto Bernardino Soares passa dos 12,4 para os 17,2% das escolhas. Rita Rato é a terceira opção entre os nomes apresentados, contando apenas 1,6% dos votos. No caso dos comunistas, 26,% não refere preferências. João Semedo (BE) volta a aproximar-se de mínimos históricos. Em Junho, o coordenador não vai além dos 4,2%, a três pontos de Catarina Martins (7,1%). Os inquiridos prefeririam ver regressar Francisco Louçã ao partido (34,6%, mas menos do que em Abril e Maio). A deputada Ana Drago é a segunda mais votada, com 29,5% dos votos".