Li no Jornal I que "mesmo com uma ligeira melhoria em Junho, maioria dos
inquiridos desaprova o desempenho do executivo PSD/CDS e de Cavaco Silva. Um
desemprego estratosférico, cortes profundos nos salários que se sentem mês após
mês, uma carga de impostos muito longe de poder ser considerada suave - tudo
isto é bem real e tudo isto (e muito mais se poderia enumerar) será o contexto
para a nota negativa que os portugueses dão ao governo. Seis em cada dez
inquiridos atribui ao executivo de Passos Coelho uma pontuação igual ou
inferior a sete - numa escala de zero a 20 pontos. Ainda assim, um pouco menos
má que a do mês anterior, que registou uma média de avaliações nos 5,4 pontos.
A pior apreciação do governo de coligação entre o PSD e o CDS é feita pelas
mulheres, pela faixa etária entre os 55 e os 64 anos e pelos que, nas últimas
legislativas, votaram nos partidos da esquerda. No pólo oposto, apenas um em
cada dez inquiridos considera que o desempenho do governo merece uma avaliação
acima dos 14 pontos, leia-se francamente positiva.
PRESIDENTE COM SUBIDA
LIGEIRA
Cavaco Silva ter-se-á já
acostumado à má imagem junto dos portugueses. Ainda assim, o chefe do Estado
recupera três décimas no índice de popularidade face ao último barómetro, ao
serem-lhe atribuídos este mês, em média, 6,5 valores, numa escala de 0 a 20.
Ligeira subida, é certo, e um passo mais no distanciamento face a Dezembro do
ano passado e aos 6,1 valores então recolhidos. A contribuir para este
resultado está a redução de 9,1% no número de inquiridos que dá nota muito
negativa ao Presidente da República (são agora 51,7%). As notas intermédias -
que oscilam, de forma ampla, entre os oito e os 13 valores - acolhem a quebra
de votos registados no terço mais baixo da tabela. São agora 36,8% dos
participantes a dar o benefício da dúvida a Cavaco Silva. Menos são os
portugueses que dão um aval claro ao Presidente. São agora 11,6% dos inquiridos"