segunda-feira, julho 22, 2013

Reino Unido deverá baixar impostos

Segundo a Lusa, o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, admitiu durante uma entrevista que poderá descer os impostos e "devolver dinheiro às pessoas", argumentando que os dados macroeconómicos mostram que a economia britânica está "a curar-se"."À medida que vemos a economia a crescer mais significativamente, e está a crescer mais significativamente, à medida que vemos o país a melhorar, eu quero mesmo devolver às pessoas algum do dinheiro tão arduamente ganho, e tentar reduzir os seus impostos", disse o primeiro-ministro durante uma entrevista televisiva no programa da BBC 'Andrew Marr Show'. O plano orçamental do Executivo de coligação liderado por Cameron prevê "uma necessidade adicional de reduzir a despesa para cumprir a meta do défice", mas, acrescenta, "não inclui qualquer plano para aumentar os impostos". Os dados recentes mostram melhorias na economia, permitindo ao governante esperar cumprir as metas de forma mais fácil, num contexto de cortes orçamentais inéditos desde a segunda guerra mundial, de acordo com a análise da Bloomberg. A mesma fonte sublinha ainda que, como a recuperação depois da crise financeira mundial foi mais lenta que o previsto, a vigência dos cortes orçamentais delineados pelos conservadores e pelos parceiros de coligação democratas liberais teve de ser prolongada até 2018, bem para além das próximas eleições, agendadas para 2015. O povo britânico "lançou-se nesta tarefa de inverter o rumo dos acontecimentos, resolver o défice, pôr a economia a andar outra vez, construir um país onde as pessoas trabalhadoras são recompensadas", disse o primeiro-ministro, concluindo: "Eles vão julgar-nos em 2015 e eu espero conseguir convencê-los que um governo apenas de conservadores vai conseguir fazer ainda mais disso". A economia do Reino Unido deverá ter crescido 0,6% no segundo trimestre face aos primeiros três meses do ano e 1,4% face ao período homólogo, impulsionada pela procura interna, de acordo com um inquérito da Bloomberg divulgado sábado pela Lusa. Os dados, que serão divulgados na quinta-feira de manhã pelo instituto nacional de estatísticas, deverão mostrar uma aceleração no crescimento da economia britânica, dado que já no primeiro trimestre o resultado tinha sido positivo em 0,3%, de acordo com a média de 37 inquiridos pela Bloomberg. Na base da aceleração do crescimento da economia está a confiança dos consumidores, animada pela diminuição do desemprego e pelo aumento dos preços da habitação. "Parece que a despesa dos consumidores aumentou e deveremos ver uma recuperação decente nos serviços", comentou um economista do Royal Bank of Scotland à Bloomberg, acrescentando que "o risco de outro trimestre negativo diminuiu, mas não vamos ver um fantástico ritmo de expansão, porque a recuperação é fraca tendo em conta os padrões históricos".