Li no Expresso que "a Presidente da Assembleia da República,
Assunção Esteves, comunicou hoje que deixará de trabalhar no seu gabinete o
assessor que estava a dar apoio à candidatura autárquica de Almeida Henriques
(PSD) em Viseu. A decisão de Assunção Esteves foi comunicada hoje num email a
que a Lusa teve acesso, dirigido aos líderes parlamentares e aos deputados à
Assembleia da República que são candidatos à presidência da autarquia de Viseu,
Almeida Henriques (PSD), José Junqueiro (PS) e Hélder Amaral (CDS-PP). "Tendo
notícia de que um assessor por mim contratado estará a dar apoio a uma
candidatura autárquica, decidi fazer cessar as suas funções no meu
gabinete", afirmou. "Tenho no meu gabinete pessoas de diferentes
origens partidárias e, em tempos normais, refletiria sobre a liberdade
particular de alguém exercer a sua cidadania ao lado das suas funções. Mas, em
tempo de crise, entendo que não deve haver margem para dúvidas",
fundamentou.
Acusações de abusos O candidato do CDS/PP à Câmara de Viseu,
Hélder Amaral, acusou na segunda-feira o seu opositor do PSD, o antigo secretário
de Estado Almeida Henriques, de "usar meios do Estado em uso
próprio". "Fico tristíssimo e revoltado por saber que a candidatura
do doutor Almeida Henriques usa meios do Estado em uso próprio. Os viseenses
têm que tirar daqui as suas conclusões", disse, sem especificar os
alegados meios usados. Contactado pela Agência Lusa, o candidato do PSD,
Almeida Henriques, considerou "uma perfeita parvoíce" que se venha
dizer em público que utiliza recursos do Estado, nomeadamente os serviços de um
assessor do Governo. "O doutor Jorge Sobrado [que iniciou recentemente
funções de assessor no gabinete da presidente da Assembleia da República,
Assunção Esteves] trabalhou comigo no meu gabinete enquanto fui secretário de
Estado. E enquanto cidadão, a título pessoal e no exercício da sua cidadania,
apoia a minha candidatura", esclareceu. À entrada para a visita a uma
herdade do concelho de Viseu, o candidato centrista censurou o modelo da
candidatura de Almeida Henriques, que diz ser um modelo de quem se serve da
cidade e do Governo. "Olhem bem para a sua estrutura de campanha, vejam
bem quem lá está, para que instituições trabalham e depois olhem para a do
CDS/PP. Querem este modelo em que se usem os impostos dos contribuintes para
uso próprio?", questionou"